quinta-feira, 23 de julho de 2015

A greve continua, decidem professores da UNEB após assembleia


foto: Assembleia no momento da votação./reprodução 
Apesar dos avanços na minuta de acordo, pontos ainda precisam ser fechados. Nesta sexta-feira (24) acontece nova reunião com o governo
Os professores da Associação dos Docentes da Uneb (ADUNEB), reunidos em assembleia geral, na manhã desta quinta-feira (23), em Salvador, decidiram pela continuidade da greve. Em pauta estava a avaliação das negociações com o governo e a discussão da proposta de minuta do acordo, que os docentes conseguiram arrancar dos representantes do governador Rui Costa. O documento é fruto dos 70 dias em greve e da ocupação realizada de quarta-feira (15) a sábado (18), na Secretaria Estadual da Educação. Também nesta quinta-feira os professores da Uesb decidiram pela permanência da greve. Ainda hoje Uefs e Uesc também farão assembleias gerais. 

Após a análise da minuta de acordo, o conjunto dos professores reconheceu os avanços na resolução da pauta, conseguidos depois de muita luta. Porém, embora as discussões estejam encaminhadas, ainda existem pontos a serem fechados. Diante desse cenário, por não confiar nos representantes do governo, a greve continua até o término das negociações. 
Segundo o Comando de Greve da ADUNEB, toda cautela é necessária. Até o encerramento da greve ainda existe um roteiro de lutas a seguir. Nesta sexta-feira (24), às 15h, acontece nova reunião na Secretaria da Educação. É preciso que se garantam os avanços conquistados nas negociações.
A negociação é feita com políticos que fazem um acordo durante o dia e o descumprem no período da noite. Representantes do estado que, de maneira irresponsável, deram ordem para a Polícia Militar utilizar a força e desocupar a SEC. Algo que só não aconteceu e acabou em tragédia devido à coragem e união de professores e estudantes do movimento grevista.
Entre os compromissos firmados pelo governo estão a garantia da implementação dos direitos trabalhistas dos professores, com a liberação de todas as promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho (via suplementação orçamentária); além da continuidade dos fluxos de implementações até o final de 2015. 
Também foi acordada a revogação da Lei 7176/97, que interfere na autonomia de gestão universitária. O Movimento Docente exigiu que o governo apresentasse uma análise da proposta da minuta da Lei 7176 elaborada pelos professores. O governo disse que entregaria uma resposta somente em 4 de agosto, entretanto, fruto da mobilização da ocupação, esse documento foi enviado no dia 20 de julho (leia aqui o quadro comparativo das minutas). A substituição da norma se dará por meio de um cronograma de trabalho, com prazo de conclusão em até 60 dias. Os professores também estão conseguindo a devolução de cotas do orçamento retiradas das universidades no primeiro trimestre deste ano; e o compromisso de que, até o final de 2015, o governo não realizará cortes e contingenciamento no orçamento. 

Apoio à pauta estudantil
O Movimento Docente ainda apoia e acompanha as negociações da pauta estudantil. Durante a ocupação da SEC, quando os representantes de Rui Costa se negaram a fazer uma reunião conjunta com professores e estudantes (leia mais), a categoria docente, em respeito aos discentes, preferiu o cancelamento da atividade. No protesto dos estudantes desta quarta-feira (22), em frente à Secretaria de Relações Institucionais, vários professores marcaram presença e auxiliaram na logística.
Fonte:Site da ADUNEB/reprodução
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