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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Caetano Veloso entra com ação contra influenciadora bolsonarista após vídeo sobre Lei Rouanet

                                                foto:reprodução/instagram



O cantor Caetano Veloso, de 84 anos, entrou com uma ação contra a influenciadora digital bolsonarista Carla de Castro, mãe da deputada federal eleita Julia de Castro, após o compartilhamento de um vídeo nas redes sociais em que assumia que o baiano era sustentado pela Lei Rouanet.

 

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', o veterano pede R$ 30 mil na ação. No vídeo postado por Carla, ela afirma que a população trabalha “se ferrando todos os dias” para manter o padrão de vida de artistas beneficiados pela Lei Rouanet, e cita diretamente Caetano.

 

A gravação acusava de ter adquirido uma cobertura de R$ 70 milhões com recursos da Lei Rouanet. O vídeo foi removido após a abertura da ação. No processo, Caetano diz não ser dono da cobertura citada e jamais ter utilizado a Lei Rouanet em benefício próprio.


Fonte: Bahia Notícias - 26/10/2026 

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Cantor Alceu Valença repudia uso de música em ato de campanha de Flávio Bolsonaro no Recife e divulga nota


                                                foto:reprodução


Alceu Valença publicou uma nota de repúdio nesta sexta-feira (23) contra a utilização da canção “Anunciação” em vídeos de divulgação de atos a favor da campanha política de Flávio Bolsonaro à presidência da república. O conteúdo foi compartilhado pelos perfis de Gilson Machado e do Bloco 22 e é relacionado ao evento realizado no dia 22 de outubro no Recife. 

 

“Não houve autorização para a utilização da obra nesse material de caráter político. Sua inclusão no vídeo não representa apoio, participação ou qualquer vínculo de Alceu com o evento ou seus organizadores", diz o comunicado. Segundo a nota, Alceu Valença já demonstrou publicamente seu apoio à reeleição do presidente Lula, ressaltando que a associação da música com a campanha adversária pode fazer com que o público tenha “uma percepção equivocada sobre seu posicionamento”.   

 

O músico destaca que, independentemente de divergências políticas, a obra e a vontade de um artista devem ser respeitadas. 

 

Ainda segundo a nota, os conteúdos relacionados ao caso foram denunciados ao Instagram, exigindo a retirada imediata do vídeo e da música e que os responsáveis não utilizem novamente nenhum material artístico produzido pelo cantor sem sua autorização. O comunicado finaliza pedindo para que o público não engaje com os vídeos e que denuncie o conteúdo. 


 

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA: 


Alceu Valença e sua representação repudiam o uso não autorizado da canção “Anunciação” em vídeo divulgado pelos perfis de Gilson Machado e do Bloco 22, relacionado ao evento realizado em 22 de outubro na Praia de Boa Viagem, no Recife.

 

Não houve autorização para a utilização da obra nesse material de caráter político. Sua inclusão no vídeo não representa apoio, participação ou qualquer vínculo de Alceu com o evento ou seus organizadores.

 

Alceu Valença já manifestou publicamente seu apoio ao presidente LULA. Associar sua música à promoção de um ato ligado à candidatura adversária pode induzir o público a uma percepção equivocada sobre seu posicionamento.

 

Independentemente de diferenças políticas, a obra e a vontade de um artista devem ser respeitadas.

 

O conteúdo já foi denunciado ao Instagram. Exigimos a retirada imediata do vídeo com a canção e que os responsáveis se abstenham de utilizar novamente a obra de Alceu Valença sem a devida autorização.

 

NÃO ENGAJE. Caso o vídeo chegue até você, denuncie à plataforma. Não assista, curta, comente ou compartilhe, para não ampliar seu alcance.



Fonte: BAHIA NOTÍCIAS/REPRODUÇÃO - 23/10/2026

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Wagner Moura vai entregar prêmio a produtor de “Ainda Estou Aqui” em festival nos EUA


foto:reprodução/instagram



O ator baiano Wagner Moura será o responsável por entregar um prêmio ao brasileiro Rodrigo Teixeira, indicado duas vezes ao Oscar, na 16.ª edição do GuadaLAjara Film Festival (GLAFF) em Los Angeles, nos Estados Unidos. A cerimônia está marcada para o dia 6 de novembro e será realizada antes da exibição de “Paper Tiger”, longa dirigido por James Gray, no qual o brasileiro atua como produtor.

 

Rodrigo Teixeira receberá o Árbol de la Vida Visionary Award, que é o reconhecimento idealizado pelo festival, que homenageia profissionais que contribuíram de forma duradoura e contínua com o cinema e fortaleceram a relação entre a América Latina e a indústria internacional. “Rodrigo Teixeira construiu uma carreira marcada por narrativas ousadas e um verdadeiro compromisso com artistas de ambos os lados da fronteira”, disse Ximena Urrutia, diretora-executiva do GLAFF, à revista Variety. “Como mentor inaugural do nosso laboratório de coprodução entre México e EUA, ele ajudará cineastas emergentes a transformar projetos ambiciosos entre fronteiras em parcerias duradouras”.

 

O brasileiro será o primeiro mentor do Co-Production Lab, iniciativa desenvolvida em parceria com o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), que propõe estimular as coproduções entre o México e os Estados Unidos. 

 

Teixeira está à frente da produtora RT Features há mais de 20 anos, construindo uma trajetória que conecta o cinema latino-americano ao mercado internacional. Entre os longas feitos pela empresa estão “O Farol”, “A Bruxa”, “Me Chame pelo Seu Nome” e “A Vida Invisível”. O produtor já recebeu indicações ao Oscar de melhor filme por “Me Chame pelo Seu Nome” e “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. 


As produções da sua empresa somam nove indicações ao Oscar e seis ao Globo de Ouro. “Paper Tiger” é a terceira colaboração entre ele e o diretor James Gray, que também trabalharam juntos em “Ad Astra” e “Armageddon Time”.

 

O GLAFF acontece entre os dias 5 e 7 de novembro em Los Angeles.




fonte:Redação do BN -22/10/2026

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Cantor Roger Waters ataca família Bolsonaro e convoca brasileiros a votar em Lula



                                                  Foto: Ricardo Stuckert/ PR


Roger Waters, cofundador do Pink Floyd, entrou no debate sobre a eleição presidencial brasileira e declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (20), o músico britânico criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do atual presidente no segundo turno. Ele também convocou os brasileiros a comparecer às urnas no próximo domingo (25).
 

Na gravação, Waters afirmou que o Brasil desperta seu carinho devido às apresentações que realizou no país ao longo da carreira. Em seguida, dirigiu ataques pessoais a Flávio Bolsonaro e criticou o que classificou como uma aliança entre o senador e os Estados Unidos.
 

O artista disse que interesses americanos poderiam ameaçar os recursos naturais brasileiros, citando a Floresta Amazônica e as reservas minerais, e mencionou a família do presidente americano Donald Trump e Jared Kushner.
 

Ao justificar seu apoio a Lula, o músico disse que conheceu o presidente pessoalmente e demonstrou confiança nele. "Olhei nos olhos dele. É um homem honesto. É um homem que trabalhou para vocês a vida inteira, e vocês deveriam deixá-lo continuar trabalhando para vocês", disse.
 

Outro foco do pronunciamento foi a mobilização dos eleitores para o segundo turno. Waters defendeu que o comparecimento às urnas alcance índices de 90%, 95% ou até 100%. Para reforçar o apelo, pediu que os brasileiros ajudem parentes com dificuldades de locomoção a votar.
 

No fim do vídeo, Waters mencionou Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em março de 2018 ao lado do motorista Anderson Gomes. "Eles mataram minha amiga Marielle Franco. Eles a assassinaram. Vocês se lembram disso? Eu me lembro. Nunca vou esquecer. Por Marielle Franco, votem no domingo. Votem em Lula", declarou.
 

Essa não foi a primeira manifestação pública do britânico com relação à política brasileira. Em 2022, o músico enviou uma mensagem em vídeo para um evento da campanha de Lula. Em outubro de 2023, foi recebido pelo presidente no Palácio do Planalto.


FONTE: Por Leonardo Volpato/ FOLHAPRESS - 21/10/2026

domingo, 18 de outubro de 2026

SP: Morre Benito di Paula, ícone da MPB, aos 84 anos

 

                                                foto:Reprodução/@benitodipaulabr


O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), em São Paulo, em decorrência de câncer de próstata. A informação foi confirmada a Splash pela equipe do artista.

Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL deste domingo (18):


https://www.uol.com.br/splash/noticias/2026/10/18/morre-benito-di-paula.ghtm

Eleições 2026: Cantor João Gomes fala sobre educação, SUS e segurança após pressão de artistas; Lula reage à publicação

 

                                               Foto: Reprodução



Após pressão pública de diversos artistas, o cantor João Gomes se manifestou sobre política nas redes sociais. A publicação reúne uma apresentação do artista e um texto em defesa da educação, da segurança pública, dos direitos sociais e do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

“Me questionaram pra quem eu está a favor. Eu pensei, me calei. Mas agora posso falar depois de tanto conversar comigo mesmo”, escreveu o cantor ao introduzir seu posicionamento.

 

Na mensagem, João Gomes destacou a importância dos professores em sua formação e reivindicou maior valorização desses profissionais. “Primeiramente sou a favor da educação. Dos meus mestres, doutores e professores que me ensinaram a ler e a escrever”, afirmou.

 

O artista também defendeu as cotas e o acesso às universidades. Ao recordar as dificuldades enfrentadas para estudar, contou que recebeu uma bolsa para morar na escola e que chegou a ser assaltado no caminho das aulas, mas persistiu nos estudos.

 

A segurança pública apareceu como outra preocupação. O cantor expressou o desejo de que as pessoas possam sair de casa e retornar em paz, ao lado dos filhos e dos pais.

 

João Gomes também relacionou sua manifestação à busca por oportunidades e ao respeito aos trabalhadores e às pessoas que dependem de assistência social. “Todo trabalho é digno de respeito. E todo auxílio aos que precisam seja respeitado também”, declarou. Durante a reflexão, o cantor mencionou um amigo da escola que precisava trabalhar após as aulas para ajudar a mãe e, por isso, não conseguia participar dos campeonatos esportivos, reforçando como a necessidade de garantir o sustento pode limitar oportunidades. Na área da saúde, o artista foi direto: “Sou a favor do SUS, da pesquisa. Que mais consigam se capacitar pra cuidar da gente”.

 

A publicação foi compartilhada por perfis ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a mensagem “do lado certo”. Lula também comentou a publicação e associou o posicionamento do cantor à defesa da democracia, da educação, das oportunidades, dos direitos e da dignidade. “Nosso país precisa de amor, diálogo e esperança. Meu abraço carinhoso. O Brasil é de todos nós!”, escreveu o presidente.


fonte: BAHIA NOTÍCIAS - 18/10/2026

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Salvador: Médico acusado pelo cantor Netinho de prescrever anabolizantes já foi alvo de processo e não possui especialidade registrada no CFM


Médico acusado por Netinho de prescrever anabolizantes tem registro ativo, mas nenhuma especialidade cadastrada no CFM  |   Bnews - Divulgação Reprodução e Divulgação
                                      


 A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, trouxe novamente um assunto que marcou a sua carreira. Na última década, o artista se envolveu em uma batalha judicial após acusar, em 2016, o médico Mohamad Ali Barakat de prescrever e vender anabolizantes e hormônios antes da grave crise de saúde que enfrentou três anos antes.

Barakat chegou a processar o cantor e exigir uma indenização por danos morais, além de exigir que Netinho não falasse sobre a atuação do profissão de saúde durante entrevistas à imprensa. O pedido, entretanto, foi julgado improcedente, em 2018, após decisão assinada pelo juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros, da 9ª vara Cível de Brasília, no Distrito Federal.

Também em 2016, uma publicação da Veja revelou uma ação movida pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) que colocava o doutor como alvo de processos ético-disciplinares. Barakat foi classificado como um dos "médicos que receitam bombas", em matéria que denunciou a prescrição de anabolizantes e hormonios em pacientes que queri incrementar a forma física, atitude que é reprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Em trecho da decisão assinada por Manuel Eduardo Pedroso Barros, o documento expedido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) reforçou a "prescrição indevida de anabolizantes" por parte de Barakat e completou que a prática o "rendeu um processo ético no Conselho Regional de Medicina (CRM)". 

ESPECIALIZAÇÃO MÉDICA

Outro ponto de polêmica envolvendo a carreira do médico Mohamad Ali Barakat consta em seu registro profissional no CFM. Apesar de aparecer relacionado à oftalmologia e estudos de endocrinologia, metabologia e antienvelhecimento, ele está como sem especialidade registrada no cadastro da autarquia. 

A consulta foi realizada pelo Bnews nesta terça-feira (13), através do CRM-SP 68874, disponibilizado pelo próprio Barakat nas redes sociais. Importante ressaltar que o cadastro do médico é válido e aparece como ativo, com formação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, em 1990, e primeira inscrição em abril de 1991.

Por fim, vale também destacar que ausência da especialidade registrada no CFM não significa que Barakat não seja médico ou que esteja impedido de exercer a profissão. O fato indica apenas que não consta uma qualificação de especialista registrada no cadastro consultado.

O Bnews entrou em contato com Mohamad Ali Barakat através do canal de comunicação disponibilizado pelo Instituto Dr. Barakat. O último retorno informado foi que a solicitação havia sido encaminhada ao setor responsável e que, em breve, uma resposta seria dada aos questionamentos.

No entanto, até o momento do fechamento desta matéria, o posicionamento não fo divulgado. 


Fonte:ALEX TORRES/BOCÃO NEWS - 13/10/2026 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Salvador: Morre cantor Netinho, grande nome do axé, aos 60 anos


                                                foto:reprodução/instagram


O cantor Netinho morreu na manhã desta terça-feira (13/10), aos 60 anos. A informação foi confirmada pela assessoria dele, nas redes sociais. Nos últimos meses, ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Em nota, a equipe lamentou a morte e destacou a carreira do artista, marcada pela música, pela alegria e pela conexão com o público.

“Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo”, diz o comunicado.

Segundo a assessoria, Netinho enfrentou o tratamento com serenidade e costumava falar sobre a própria trajetória com gratidão. “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte”, dizia o cantor.

O cantor Netinho foi um dos principais nomes do axé nos anos 1990, quando conquistou projeção nacional com sucessos como Milla, Capricho dos Deuses e Menina. Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, iniciou a carreira na Banda Beijo antes de seguir em carreira solo e se tornar presença marcante nos carnavais de Salvador.

Por desejo expresso do artista, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, restritos a familiares e amigos próximos. A assessoria também pediu respeito à privacidade da família neste momento de despedida.


fonte: Camilla Germano/Metropoles - 13/10/2026



segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Bahia: Cineasta Itabunense é premiado na 11ª edição do cinema independente em Londres

                                                               Foto: Divulgação


O videoclipe "Feitiçaria" garantiu ao cineasta baiano Spartakus o prêmio de Best Music Short no New Renaissance Film Festival London, em Londres, no Reino Unido.

O evento, que comemora sua 11ª edição, é dedicado ao cinema independente, reunindo produções de diferentes formatos e linguagens.

 

Gravado no município de Itabuna, situado no Litoral Sul Baiano, o clipe é inspirado na história de Obaluaê, orixá associado à cura e à transformação, e trabalha com feridas internas causadas pela rejeição enfrentada por pessoas negras e LGBTQIA+ durante a infância. A produção faz parte do EP “Visual Livre Com Fiança”, que também tem clipes inspirados na energia de outros orixás.

 

Além de se passarem cenários que fizeram parte da rotina do diretor quando ainda vivia em sua terra natal, o clipe contou com a participação de profissionais e artistas da região. O ator mirim do município, Sol Benedito, interpreta o cineasta na infância, e o manto de Obaluaê usado na produção foi confeccionado por Junior Camini e finalizado por Dona Lourdes, avó de Spartakus.

 

 De autoria da produtora independente Haus of Spartta, a produção audiovisual também foi selecionada para o Denton Black Film Festival, no estado americano do Texas, e para o NewFilmmakers, na cidade de Las Vegas. Já o filme “Livre com Fiança”, que também inclui o clipe, recebeu prêmio no The Peoples Film Festival, em Nova York.

 

O cineasta celebrou o prêmio recebido, agradecendo aos orixás pela conquista. "Gratidão, Obaluaê, por me dar o que eu tanto a pedi, o colo e acolhimento depois de tanta rejeição, a transformação das feridas em brilho. Gratidão, também, a EXU, por abrir os caminhos que até eu achava que eram impossíveis. Axé!", comemorou Spartakus.



Fonte:Bahia Notícias - 28/09/2026

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Salvador vai celebrar o Dia Internacional da Música no próximo dia 01/10


                                                  foto:Osmar Marrom/reprodução



Coloque na agenda: no dia 1º de outubro, Salvador vai celebrar o Dia Internacional da Música, com o projeto Música Ocupa a Cidade – Salvador Vibra em Cada Canto, uma grande ação cultural que espalha apresentações musicais por espaços públicos e locais de circulação da população, aproximando artistas e público e reafirmando a música como uma das maiores expressões da identidade soteropolitana.

 

A proposta é transformar Salvador em um grande palco, levando diferentes sonoridades para praças, estações, bairros, pontos turísticos e espaços de convivência. Ao longo do dia, apresentações acontecem em regiões como Barra, Centro Histórico, Campo da Pólvora, Lapa, Ribeira, Itapuã, Periperi, Liberdade, Cajazeiras, Pirajá, Rio Vermelho, Santo Antônio, entre outras.

 



Instituído pela UNESCO, o Dia Internacional da Música é celebrado como uma oportunidade de reconhecer a força universal da música como linguagem capaz de atravessar gerações, territórios, classes sociais, raças e credos. Em Salvador, cidade profundamente marcada por sua diversidade sonora, a data ganha uma dimensão especial: a música sai dos palcos tradicionais e ocupa a cidade.

 

SERVIÇO


Dia Internacional da Música – Música Ocupa a Cidade – Salvador Vibra em Cada Canto

Data: 1º de outubro de 2026

8h: BRT 1 Av. ACM – HESebones; Praça Municipal, em frente ao Elevador – Quarteto de Flautas da Bahia; Campo da Pólvora, próximo à entrada do metrô – 3 por 1; Estação da Lapa – Mário Soares; Teatro Castro Alves – Alexandre Vieira; Farol da Barra – Quinteto da Bahia; Praça da Piedade – DuoArte.

12h: Shopping Barra – Trio Alcateia; Mercado Modelo, em frente, lado Elevador Lacerda – Nilton Azevedo Choro 4teto.

17h: 2 de Julho, próximo ao Bar do Líder – Lucas Declie; Ribeira, Sorveteria da Ribeira – Ana Luz; Itapuã, em frente à igreja – Groove Tambor; Periperi, Praça da Revolução – Jorginho Barbosa & Encontro dos Artistas; Liberdade, em frente ao Plano Inclinado – Marculino e Seus Beleza(s); Estação Pirajá – BR 44; Cajazeiras X, na praça – GIBI; Glauber Rocha, em frente ao cinema – Tais Nader.

18h: Santo Antônio, Cruz do Pascoal – Neila Kadhí; Rio Vermelho, Largo de Dinha – Jam Delas; Cruzeiro de São Francisco, palco dos restaurantes – Renata Bastos.

20h: Forte de Santa Maria, Porto da Barra – Luciano Calazans e Bando do Maestro.

Realização: Prefeitura de Salvador, através da Saltur.
Idealização e curadoria: Luciano Calazans.

Fonte:BN -25/09/2026

sábado, 19 de setembro de 2026

Cultura: 'Feliz Ano Velho' vira musical que traduz em som e dança o atrevimento da juventude



                                        foto:Divulgação



É como se os corpos estivessem carregados de eletricidade. Sobre o palco, eles dão piruetas, fazem acrobacias e saltam de um lado para o outro. A lentidão com que o suor escorre pela testa dos artistas contrasta com o movimento frenético de pés, mãos e quadris. É uma coreografia tão febril e convulsiva quanto o rock oitentista que ressoa pelo cenário.

 

Em cartaz a partir deste sábado (19) no Teatro Sabesp Frei Caneca, na região central da capital paulista, o musical "Feliz Ano Velho" verte em som e movimento a rebeldia de uma juventude ávida por prazer e liberdade. Ao longo do espetáculo, a força anárquica da dança se mistura ao espírito libertário da música.
 

Não por acaso, essa amálgama entre rebeldia e hedonismo permeia o livro de mesmo nome que deu origem ao espetáculo. Escrita por Marcelo Rubens Paiva, colunista da Folha, a obra tem como ponto de partida o acidente que o deixou tetraplégico aos 20 anos.
 

O episódio aconteceu em 1979, quando Paiva pulou no açude de um sítio à beira da rodovia dos Bandeirantes, em Campinas, no interior paulista. Ele bateu a cabeça no fundo do reservatório, quebrou a quinta vértebra cervical e comprimiu a medula. Depois do salto, a vida daquele jovem boêmio e popular deu uma guinada.
 

Embora narre as consequências do acidente, o livro é bem mais do que um relato sobre a tragédia.
 

Ao longo das páginas, o escritor deixou de lado o tom lacrimoso para entregar ao leitor uma narrativa lisérgica carregada de sexo e drogas. Com uma escrita direta e coloquial, ele salpicou o texto com gírias e palavrões, prática pouco usual na literatura da época.
 

Com essa ousadia temática e estilística, o trabalho se firmou como um fenômeno editorial. A estimativa é que tenha vendido mais de 1 milhão de exemplares desde o lançamento, em 1982.
 

O musical tenta reproduzir esse mesmo atrevimento. "O que quisemos trazer para a encenação foi uma nova forma de fazer teatro musical", diz Gustavo Barchilon, diretor do espetáculo.
 

A experimentação cênica, aliás, já estava presente na primeira montagem de outra adaptação para os palcos, que estreou no ano seguinte à publicação do livro na capital paulista. Dirigida por Paulo Betti, com texto de Alcides Nogueira, a produção se tornou célebre ao misturar drama, circo, comédia e romance.
 

Mais de quatro décadas depois, o texto da dramaturga Marilia Toledo almeja atualizar essa inventividade.
 

Para isso, o musical deixou de lado o naturalismo e a ordem cronológica para flertar com o teatro pós-dramático. Formulado pelo crítico e acadêmico alemão Hans-Thies Lehmann, o conceito faz referência a obras que rompem com a linearidade em favor da fragmentação narrativa.
 

Isso se faz sentir já nos primeiros minutos, quando vemos a internação do personagem de Paiva, vivido por Hugo Bonèmer. No hospital, os sedativos lançam o jovem em uma espiral de devaneios.
 

Em meio à suspensão da realidade, o futuro se insinua na narrativa por meio da interpretação de Bruno Garcia, numa versão mais velha do protagonista. O mesmo artista nos conduz ao passado quando encarna o ex-deputado Rubens Paiva, pai do escritor, assassinado pela ditadura militar, em 1971.
 

Outro elemento que rompe com o naturalismo é a presença de câmeras, que, em determinados momentos, refletem a ação em telões. Esse aceno ao fazer cinematográfico também remete a uma atmosfera de preservação da memória.
 

De certa forma, foi isso o que Paiva fez ao registrar em "Feliz Ano Velho" os seus medos, anseios e inquietações. O livro, porém, narra não apenas a vida de um jovem, como de uma geração.
 

Era uma juventude que chegava à vida adulta enquanto a ditadura se aproximava de seus estertores finais. Para quem lutou contra o regime militar, esses jovens eram alienados, apolíticos e consumistas. É a tal geração Coca-Cola de que falava Renato Russo na célebre música do Legião Urbana.
 

Não à toa, a faixa é uma das canções que integram o repertório do musical, ao lado de "O Tempo Não Para", de Cazuza e Arnaldo Brandão, e "Vida Louca Vida", de Lobão e Bernardo Vilhena.
 

O diretor, porém, diz que o espetáculo não está circunscrito aos anos 1980. "Por mais que tenham sido lançadas nessa época, são músicas atemporais." Para evitar essa possível limitação, apostou-se numa cenografia neutra. O principal elemento cênico são as escadas, com as quais o elenco durante as performances.
 

Em alguns momentos, elas remetem a jaulas e a obstáculos que acentuam o imobilismo e o isolamento do escritor. Em outros, são como plataformas para os atores saltarem. "Isso é tudo o que as pessoas não esperam. A peça é sobre uma pessoa que está na cadeira de rodas, mas o trabalho tem muito movimento."
 

Por falar nisso, a escalação de atores não cadeirantes para viver Paiva foi alvo de críticas. Artistas com deficiência afirmaram que a decisão reforça a falta de oportunidades desse grupo.
 

Questionado, o diretor diz que era importante ter no elenco artistas com deficiência. Esses profissionais estão representados por meio de Luciano Mallmann, que é cadeirante, e Sabrina Korgut, que tem baixa mobilidade em uma das mãos--ambos em papéis coadjuvantes. "Mas nenhum deles está limitado a personagens definidos por sua deficiência."
 

Barchilon diz ainda que a linguagem teatral da montagem é muito baseada em aspectos físicos. "É uma dinâmica que exige uma grande movimentação dos protagonistas. Por essa razão, eu escolhi esses dois atores para os papéis principais."
 

Um dos intérpretes do escritor, Hugo Bonèmer afirma que o espetáculo exige dele também um amplo cabedal de emoções.
 

Em uma cena, o ator está tomado pela alegria em uma festa ou pelo prazer durante um encontro romântico. No instante seguinte, esse passado açucarado se dissipa para dar lugar à realidade árida do leito hospitalar.
 

O espetáculo também demanda certa desenvoltura para o humor ácido que permeia o livro. "A gente está fazendo escolhas muito minuciosas de palavra para provocar essa risada, que é de constrangimento, mas também é positiva. Ela traz reflexão e empatia."
 

Boa parte dos diálogos cômicos acontece quando Bruno Garcia entra em cena para viver o escritor em sua fase madura. A partir do embate entre as duas versões do mesmo homem, surgem tiradas corrosivas e mordazes.
 

"Marcelo é um cara que não romantiza as coisas. Ele traz uma situação trágica, mas mantém a autocrítica e o humor", diz Garcia. Falta de romantismo, porém, não quer dizer ausência de utopias. "A peça fala muito sobre as questões que sempre estarão na moda, ou seja, a rebeldia e o desejo por um mundo melhor."
 

Essa verve política ganha força com a atuação de Heloísa Périssé, no papel de Eunice Paiva. Mãe do escritor, a advogada se lançou em uma busca pelo marido depois que ele foi levado de casa por agentes do regime militar. Retratada no filme "Ainda Estou Aqui", essa jornada é recontada também no musical.
 

"Ela já perdeu o marido e está com um filho de 20 anos perguntando se vai voltar a andar", diz Périssé, atriz que construiu uma personagem multidimensional. "Ela deve ser forte, mas, ao mesmo tempo, maternal e acolhedora. Pus a Eunice em uma linha tênue."
 

Com o apoio da mãe, Paiva passou por um longo processo de reabilitação para se adaptar à cadeira de rodas. No espetáculo, a revolta pelo que aconteceu aos poucos dá lugar ao desejo de se reinventar por meio da literatura. É como diz um dos personagens da peça. Andar, afinal, não é a única forma de caminhar.
 

fonte:Por Matheus Rocha | Folhapress - 19/09/2026

domingo, 13 de setembro de 2026

RN: Avião com o cantor Rey Vaqueiro pega fogo após sair da pista durante pouso no interior; VÍDEO


Foto: Divulgação



Um jato executivo que transportava o cantor Rey Vaqueiro pegou fogo após sair da pista durante um pouso na madrugada deste domingo (13), em Parelhas, na Região Seridó do Rio Grande do Norte.

Além do cantor, outras cinco pessoas, o piloto e o copiloto estavam na aeronave. Todos conseguiram sair do avião antes que o fogo se espalhasse e ninguém ficou ferido.

A aeronave ficou destruída. O Corpo de Bombeiros acionou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que vai investigar as causas do acidente.

Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o avião tinha matrícula PP-WMO e era um Cessna 550 Bravo, com capacidade para oito passageiros. A aeronave foi fabricada em 2006.


Cantor havia se apresentado em Pernambuco

Rey Vaqueiro havia feito um show em Moreno, em Pernambuco, horas antes do acidente. Ele tinha outra apresentação marcada em Parelhas para as 2h30.

Após o incidente, o cantor, integrantes da equipe e os tripulantes foram levados ao Hospital Municipal de Parelhas para avaliação médica.

O prefeito de Parelhas, Tiago Almeida, publicou uma foto ao lado do artista e de profissionais de saúde que participaram do atendimento.

“Hoje, diante de uma situação que ninguém esperava viver, profissionais de saúde e toda uma equipe se mobilizaram para cuidar, acolher e fazer o possível diante de uma emergência tão delicada”, afirmou.

Turbinas pegaram fogo

Segundo os bombeiros, as duas turbinas ficaram em chamas após a saída da pista. O combate ao incêndio durou cerca de cinco horas.

“As equipes realizaram o combate ao incêndio e o resfriamento das turbinas, enquanto o combustível remanescente era consumido”, informou a corporação.

O pouso ocorreu no aeródromo de uma mineradora em Parelhas. Minutos antes, uma primeira aeronave que transportava parte da equipe do cantor havia pousado sem problemas.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros


De acordo com o Corpo de Bombeiros, a pista estava apta para pousos e decolagens e não apresentava problemas no momento do acidente.

O RAB também informou que a aeronave estava regular para voo e tinha certificado de aeronavegabilidade válido até maio de 2027.

Nove bombeiros participaram do combate às chamas. Além de controlar o incêndio, as equipes atuaram para impedir que o fogo atingisse a área de mata próxima.

O acidente será investigado pelo Cenipa.


fonte:Surgiu.com.br - 13/09/2026 13h:08