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domingo, 24 de maio de 2026

Ana Paula Renault rebate Luciano Huck sobre Bolsa Família: “Preconceito fantasiado de opinião”



                                               foto:reprodução



 A jornalista e campeã do Big Brother Brasil 16 (BBB), Ana Paula Renault, rebateu neste domingo (24) as críticas que o apresentador Luciano Huck fez ao programa Bolsa Família. Durante palestra, Huck afirmou que o programa “não quebra o ciclo de pobreza” e também disse que beneficiários “criam atalhos” para permanecer na política social, o que contraria uma série de estudos econômicos sobre o programa de distribuição de renda.

Em outro momento, Ana Paula Renault afirma que o Brasil precisa de mais proteção social e de “menos preconceito fantasiado de opinião econômica”:

Luciano Huck volta a falar sobre Bolsa Família e reforça desconhecimento sobre o programa

Após a enorme repercussão negativa sobre as críticas feitas ao programa Bolsa Família, o apresentador Luciano Huck gravou alguns stories em seu Instagram para tentar se explicar, mas acabou por reforçar aquilo que ficou claro em sua fala no evento Fórum Esfera: desconhecimento sobre o funcionamento e o impacto da política de transferência de renda do governo federal.

O pronunciamento de Luciano Huck reforça que ele desconhece o impacto do Bolsa Família e ignora por completo uma série de estudos que mostram que aquilo que ele justamente pede — autonomia de escolha e quebra do ciclo de pobreza — é efetivado pela política de transferência de renda.

Levantamento feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) revela que, desde 2014, 70% dos adolescentes que estavam em lares que recebiam o benefício deixaram de depender dele.

O estudo também aponta que, independentemente da idade, 60,68% dos beneficiários de 2014 deixaram o programa até 2025. A saída mais elevada foi entre os adolescentes: 68,8% na faixa de 11 a 14 anos e 71,25% na faixa de 15 a 17 anos. O principal motivo de saída do programa, segundo o Ministério e os pesquisadores da FGV, é a educação.

A pesquisa revelou ainda que 52,67% dos jovens entre 15 e 17 anos que recebiam o Bolsa Família em 2014 também deixaram o Cadastro Único, que inclui faixas de renda mais elevadas do que a do programa. Desse total, 28,4% têm emprego com carteira assinada em 2025. Entre os jovens de 11 a 14 anos, 46,95% saíram do CadÚnico e 19,10% possuem vínculo formal atualmente.

Luciano Huck critica Bolsa Família e diz que beneficiários enganam governo para ficar no programa

O apresentador Luciano Huck participou neste sábado (23) do Fórum Esfera, que aconteceu no Guarujá, cidade localizada no litoral sul de São Paulo. O evento se apresenta como um espaço de interlocução entre os poderes público e privado.

Durante a sua fala, Luciano Huck, que tem aspirações políticas, fez duras críticas ao programa Bolsa Família e, ao contrário do que apontam uma série de estudos, disse que a política social não permite a quebra do ciclo de pobreza. O apresentador ainda insinuou que beneficiários enganam o Estado para permanecer na política social.

Adolescentes deixam Bolsa Família

Ao contrário do que falou o apresentador Luciano Huck, o Bolsa Família tem sido, nos últimos 12 anos, um dos principais responsáveis pela quebra do ciclo de pobreza no Brasil: desde 2014, 70% dos adolescentes que estavam em lares que recebiam o benefício deixaram de depender dele. É o que aponta o estudo “Filhos do Bolsa Família: uma análise da última década do programa”, apresentado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A pesquisa revelou ainda que 52,67% dos jovens entre 15 e 17 anos que recebiam o Bolsa Família em 2014 também deixaram o Cadastro Único, que inclui faixas de renda mais elevadas do que a do programa. Desse total, 28,4% têm emprego com carteira assinada em 2025. Entre os jovens de 11 a 14 anos, 46,95% saíram do CadÚnico e 19,10% possuem vínculo formal atualmente.

fonte:Revista Fórum - 24/05/2026

domingo, 5 de abril de 2026

SC: Número de servidores sem concurso aumentou mais de três vezes no governo de Jorginho Mello

                                     o governador bolsonarista Jorginho Mello -foto:reprodução



O governador bolsonarista Jorginho Mello começou seu último ano de mandato em Santa Catarina fazendo aquilo que os liberais mais condenam: inflando a máquina pública com gastos com servidores comissionados.

Em fevereiro de 2026 a máquina estadual chegou a 873 funcionários contratados sem concurso público, os comissionados puros. Isso equivale a mais de três vezes do que foi registrado em janeiro de 2023, quando assumiu e começou a montar sua equipe. Em fevereiro de 2025, eram 809 servidores sem concurso público pagos pelo governo.

O custo da folha só aumenta. Foram R$ 12.186.203,18 só em fevereiro deste ano, R$ 1,7 milhões a mais do que em fevereiro de 2025. Em ano eleitoral, os comissionados têm um papel importante na máquina pública, já que se tornam peças de campanha e muitas vezes acumulam tarefas para além das previstas na atividade pública.

Entre os funcionários sem vínculo efetivo está a filha da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro. Leticia Marianna Firmo da Silva foi nomeada em abril de 2023 como assistente de gabinete na Secretaria Executiva De Articulação Nacional com salário de R$ 13.496,86. Se ficar até o final do mandato, Letícia vai acumular mais de meio milhão de reais dos cofres de Santa Catarina sem concurso público.

No início da gestão, Jorginho Mello também indicou o sócio de um de seus filhos para administrar um hospital e, depois, o plano de saúde dos servidores. Levy Hermes Rau recebia R$ 25 mil como comissionado com vínculo efetivo, mas em fevereiro de 2026 exerce apenas o cargo público de odontólgo.

Os números do governo Jorginho Mello são recorde se forem considerados os últimos sete anos e cresceram ao longo do tempo. Os comissionados sem vínculo efetivo foram aumentando de 258, em 2023, para 761 em 2024 até chegarem aos 873 em fevereiro de 2026. O número de comissionados com vínculo também aumentou: eram 452 em 2023 e passaram a 922 em fevereiro de 2026.

No dia 8 de janeiro, por exemplo, o governador anunciou com pompa a criação de novos cargos comissionados ligados à gestão do programa Universidade Gratuita. A Diretoria de Ensino Superior foi anunciada como parte da estrutura da Secretaria de Estado da Educação. “Criamos essa diretoria porque não se investe mais de R$ 1 bilhão por ano sem cuidado, sem fiscalização e sem responsabilidade”, disse o governador ao empossar mais comissionados.

Na prática, os novos comissionados engrossam ainda mais o investimento no projeto de financiar instituições particulares com verba pública e, embora em termos numéricos represente apenas três cargos a mais, a longo prazo é um custo extra à máquina pública.

Neste caso, a diretoria foi criada com mais duas gerências. Indianara Reynaud foi anunciada como diretora e como “parte do quadro”, mas seu vínculo é de comissionada. Em novembro de 2025 ela recebia R$ R$ 8.125,36 como assessora de gabinete. Em fevereiro, R$ 14.243,79 pelo cargo de diretora de ensino superior.

Supersalários também foram registrados entre os servidores comissionados em 2025. Pelo menos 39 remunerações ao longo do ano ultrapassaram o teto constitucional de R$ 46.633, dentre eles um consultor executivo da Procuradoria Geral do Estado que em janeiro de 2026 recebeu R$ 64.671.



Fonte:Amanda Miranda/05/05/2026

Banco Master: Daniel Vorcaro relata encontro com ACM Neto em sua casa

         Banqueiro afirmou que foi visitado pelo ex-prefeito em mensagens enviadas em 2024  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Banco Master e Arquivo / BNEWS



Novas informações obtidas no celular de Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Banco Master, revelaram uma conversa que ele teve com Fábio Faria, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro. Nas conversas, o empresário relata um encontro com o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil).

As conversas, reveladas pela Folha de São Paulo, foram registradas em arquivos de armazenamento da nuvem do sistema da Apple, e foram entregues à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS. O grupo de trabalho foi encerrado no último sábado (28).

Segundo as mensagens enviadas, em maio de 2024, por Vorcaro a Faria, ACM Neto visitou a casa do empresário. “Mas está tudo certo. Estou indo para Brasília. Amanhã acho que assina Augusto. ACM foi lá em casa”, escreveu o banqueiro, que foi respondido pelo ex-ministro com: “Bom demais”.

Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontou que, em 2 de março de 2023 a empresa do ex-prefeito e de sua esposa, a A&M Consultoria Ltda, firmou um contrato com o Master até 3 de maio de 2024. Segundo o Coaf, a empresa movimentou “recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”.

A&M Consultoria Ltda recebeu cerca de R$3,6 milhões do Banco Master. No entanto, o ex-prefeito emitiu uma nota afirmando que toda relação com o banqueiro foi contratual, sendo todos os contratos dentro da lei. A nota ainda apontou que o repasse de R$3 milhões foi o pagamento pelos serviços prestados.

A equipe do BNews entrou em contato com a assessoria do ex-prefeito e pediu um posicionamento sobre a visita que ACM teria feito à casa de Vorcaro. No entanto, até a conclusão desta matéria não obtivemos retorno, o espaço segue aberto para qualquer esclarecimento.


Fonte: BOCÃO NEWS - 05/04/2026

Economia: Após pedido do Master, gestão Bolsonaro fez mudanças no INSS que permitiram fraude, diz jornal

                                              foto:reprodução


Mudanças nas regras do crédito consignado feitas pelo INSS durante o governo Jair Bolsonaro favoreceram a expansão de um produto financeiro do Banco Master. Documentos indicam que uma das alterações foi publicada apenas 16 dias após o banco solicitar autorização para operar o chamado cartão consignado de benefício.

 As informações são de Vinicius Sassine, da Folha de S. Paulo.

A medida abriu caminho para o crescimento do Credcesta, produto levado ao banco pelo empresário Augusto Lima, que posteriormente se tornou sócio de Daniel Vorcaro. O cartão combina crédito consignado com serviços adicionais, como descontos em farmácias e assistência funeral, e se tornou peça central nas operações da instituição entre 2022 e 2025.

Criado inicialmente para servidores públicos, o Credcesta passou a alcançar aposentados e pensionistas após a edição de normas específicas pelo INSS. Dados do órgão mostram um crescimento acelerado: os contratos saltaram de cerca de 105 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024.

A primeira mudança normativa ocorreu em março de 2022, permitindo o uso do cartão consignado de benefício, mas sem detalhar sua operação. Em junho do mesmo ano, após solicitação formal do Banco Master, o INSS publicou uma nova instrução normativa com regras mais específicas, viabilizando na prática o funcionamento do produto.

O aditivo que incluiu o Credcesta no acordo de cooperação com o INSS foi firmado em julho de 2022. A partir daí, o banco foi o primeiro a explorar o novo modelo, ampliando rapidamente sua atuação.

Investigações posteriores levantaram suspeitas sobre a legalidade dessas operações. A atual gestão do INSS aponta irregularidades no modelo, incluindo a possibilidade de cobrança de juros sobre juros e falhas na formalização dos contratos. Por esse motivo, o acordo com o Banco Master não foi renovado.

Em paralelo, a Polícia Federal investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários. Segundo as apurações, o ex-presidente do INSS, José Carlos Oliveira — que posteriormente adotou o nome Ahmed Mohamad Oliveira — teria atuado de forma estratégica no esquema.

A defesa de Vorcaro afirma que o banco seguiu todas as normas estabelecidas pelo INSS. Já o instituto não respondeu aos questionamentos recentes sobre o caso, e a defesa do ex-gestor não foi localizada.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 05/04/2026

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Banco Master: PF abre inquérito para investigar influencers contratados para atacar BC





PF (Polícia Federal) abriu inquérito nesta quarta-feira (28) para investigar a contratação de influenciadores digitais e páginas nas redes sociais para atacar o BC (Banco Central) em favor do Banco Master.

O inquérito está sob o comando da Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção) após produção de uma informação de polícia judiciária, chamada de IPJ. Com base em elementos colhidos, a PF viu elementos para instaurar um inquérito policial.

Como mostrou a CNN em 9 de janeiro, a PF traçou uma linha do tempo em relação a publicações de influenciadores digitais contra o BC entre 9 de dezembro do ano passado e 6 de janeiro deste ano e identificou ao menos 40 perfis que podem ter sido contratados no chamado “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro, para defender seu banco, o Master.

Os perfis são de influenciadores das mais variadas áreas, como entretenimento, celebridades e um ou outro de finanças.

Os conteúdos, quase todos com o mesmo tom e formato, têm os discursos de que “pessoas comuns serão prejudicadas com o ‘desmoronamento’ do Master”, que havia “indícios de precipitação na liquidação do Master” [pelo Banco Central] e que “o banco foi liquidado em tempo considerado incomum”.

CNN também divulgou que influenciadores dizem ter sido procurados por representantes de empresas que atuam com marketing digital no final de 2025 para fazerem publicações e divulgarem informações questionando a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.

Com o inquérito aberto, a PF intimará investigados e testemunhas para depoimentos e fará pedidos à Justiça.


Fonte: CNN Brasil - 28/01/2026

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

SP: Comentarista político é alvo de operação contra sonegação da Refit




                                      foto:reprodução



Deflagrada nesta quinta-feira (27/11) pelo Ministério Público paulista (MPSP) e pela Receita Federal, a Operação Poço de Lobato mirou um suposto esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro do Grupo Refit, liderado pelo empresário e dono da antiga Refinaria Manguinhos, Ricardo Magro.


Mas além de Magro e seus parentes, sócios, empresas e fundos de investimentos, foi alvo de busca e apreensão nesta quinta o comentarista político Cristiano Beraldo. Segundo o MPSP, ele é o responsável por manter empresas offshores nos Estados Unidos, cujos endereços coincidem com firmas ligadas a Magro.

Registros empresariais americanos mostram que a esposa do dono da Refit e Beraldo aparecem como diretores de um empreendimento no mesmo local em Miami, cidade onde Magro vive nos Estados Unidos.

Os investigadores indicam que, além de e-mails corporativos e documentos, um depoimento de Beraldo ajudou a corroborar as provas da “confusão patrimonial” comandada por Magro para blindar o dinheiro que seria fruto de uma sonegação fiscal bilionária. O Grupo Refit deve cerca de R$ 9,6 bilhões em impostos apenas em São Paulo.

Segundo o MPSP, Cristiano Beraldo mantém cinco empresas offshores em Delaware, estado americano conhecido por ser paraíso fiscal. São elas: Quantum Bay, Hm Mia, Cascais Bay e as imobiliárias Real Estate Assets e Oceana KB Real Estate. Ele ainda foi CEO da J.Global Energy Inc., empresa parceira da Refit.

Nesta quinta-feira, o MPSP, em parceria com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo e polícias Civil e Militar, cumpriram 190 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão – e no Distrito Federal.


Quem é Cristiano Beraldo

  • Além da vida empresarial, Cristiano Beraldo se define como um “brasileiro indignado” nas redes sociais. Ele é membro do Movimento Brasil Livre (MBL) e foi candidato a deputado federal em 2022, pelo União Brasil.
  • Beraldo também atua como comentarista político da Jovem Pan. A emissora não quis se manifestar sobre o caso.
  • Dois dias antes da operação, a emissora publicou um vídeo com uma análise de Beraldo sobre o cenário político após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
  • Além dos comentários políticos, Beraldo mantém nas redes sociais vários vídeos sobre assuntos diversos, que vão desde entrevistas com políticos até opiniões sobre comportamentos.

Metrópoles procurou Cristiano Beraldo para se manifestar, mas não conseguiu contato. Nas redes sociais, ele disse que foi surpreendido com a notícia de que é alvo da operação.

“Ainda estou apurando os detalhes que me dizem respeito, mas o que posso afirmar é que tenho um histórico profissional de mais de 25 anos e todas as minhas atividades sempre foram e continuam sendo lícitas. 

Atualmente trabalho nos EUA onde atuo integralmente em linha com a legislação local sem nada a dever às autoridades. Enquanto isso, afasto-me das minhas atividades na Jovem Pan e da militância política para focar em responder eventuais questionamentos às autoridades”, afirmou.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Master usou clínica em nome de laranja para elevar patrimônio, diz juiz

 

                                        Clínica teria emitido R$ 361 milhões em notas comerciais - Imagem: Google Maps/Reprodução


Confira no link abaixo do site UOL desta quarta-feira (19) em reportagem de Wanderley Preite Sobrinho e Mateus Coutinho.


https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2025/11/19/banco-master-laranja-patrimonio-clinica-medica.htm

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Salvador: Taxistas defendem valorização da categoria e diz que aplicativos "são clandestinos"


                                  Foto: Metropress/Fernanda Vilas


Os dirigentes do Sindicato dos Taxistas de Salvador, Carlos Adorno e Marcelo Rosas, comentaram os desafios da categoria frente à concorrência dos aplicativos e ao aumento do transporte clandestino, em entrevista ao programa Metropole Mais, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (12). 

Durante a entrevista, o porta-voz Carlos Adorno destacou que, para os taxistas, até motoristas de aplicativo representam concorrência desigual. “Pra gente, eles são clandestinos porque fazem o mesmo serviço sem ter as mesmas obrigações”, afirmou.

Os representantes ainda alertaram para a atuação de motoristas clandestinos em terminais como aeroporto e rodoviária. Segundo Adorno, esses condutores colocam em risco a segurança dos usuários e prejudicam os profissionais regulares. “O transporte clandestino é um problema sério. Muitas pessoas entram em carros sem saber quem está ao volante ou qual é o veículo", destacou.

Confira entrevista na íntegra:



Fonte:Metro.com 12/11/2025

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Bancos podem ser punidos se aplicarem sanções dos EUA, diz Moraes


foto: Rosinei Coutinho/STF               


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes afirmou que bancos brasileiros podem sofrer punições da Justiça caso acatem às sanções impostas pelos Estados Unidos e bloqueiem ativos localizados no Brasil.

Em entrevista à Reuters nesta quarta-feira (20/8), Moraes destacou que medidas estrangeiras não têm validade automática no país e que instituições financeiras que decidirem aplicar determinações norte-americanas estarão descumprindo a legislação nacional.

“Agora, da mesma forma, se os bancos resolverem aplicar a lei internamente, eles não podem. E aí eles podem ser penalizados internamente”, alertou o ministro.

As instituições, então, passaram a enfrentar um dilema: seguir as imposições dos EUA, que podem afetar seus negócios no exterior, ou respeitar a legislação e as decisões do STF.

O impasse provocou forte volatilidade no mercado financeiro. As ações de grandes bancos brasileiros recuaram após a divulgação das medidas norte-americanas, refletindo o temor dos investidores de que as instituições fiquem presas em uma disputa entre jurisdições.

Atitude de Dino


Na segunda-feira (18/8), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu que os municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana (MG) não poderão recorrer a tribunais estrangeiros em busca de indenizações maiores contra a mineradora Samarco.

Ao reforçar a soberania da Justiça brasileira, Dino blindou a jurisdição nacional contra Cortes externas e enviou um recado mais amplo sobre a posição do país diante de pressões internacionais. Segundo o ministro, legislações estrangeiras não podem ser aplicadas automaticamente no Brasil.


Fonte: METRÓPOLES -20/08/2025

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Oposição a Trump nos EUA reage a taxas contra Brasil: “Abuso de poder”

 


Senadores democratas enviaram uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual contestam as tarifas de 50% impostas aos produtos brasileiros, nessa quinta-feira (24/7).

O documento, assinado por 11 parlamentares de oposição, foi encaminhado à Casa Branca. Nele, os democratas acusam o presidente dos Estados Unidos de “claro abuso de poder” e afirmam que ele está usando “a economia norte-americana para interferir em favor de um amigo“, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Escrevemos para expressar sérias preocupações sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de iniciar uma guerra comercial com o Brasil. (…) Interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação”, apontam.



 

Taxação de 50%

  • O Brasil foi incluído na lista dos países que pagarão a tarifa máxima, prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
  • O governo norte-americano justificou a medida citando a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinou ainda a abertura de uma investigação sobre possíveis restrições a empresas de tecnologia dos EUA e outras práticas consideradas injustas no comércio bilateral.
  • As medidas são parte de uma estratégia mais ampla do governo para pressionar parceiros comerciais a abrir seus mercados e ajustar políticas consideradas desfavoráveis aos interesses dos EUA.

Aumento dos custos


Os senadores da oposição argumentam na carta que uma retaliação do Brasil aumentaria os custos de vários produtos para famílias e empresas norte-americanas. Eles destacam que o país importa mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil – sendo US$ 2 bi só de café – e que o comércio bilateral sustenta cerca de 130 mil empregos nos EUA.

Além disso, a aproximação crescente do Brasil e outros países com a China também é citada como uma grande preocupação:

“Usar todo o peso da economia norte-americana para interferir nesses processos em favor de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. (…) Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC) em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina.”

Os senadores Jeanne Shaheen (D-NH), membro sênior do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e Tim Kaine (D-VA), membro sênior do Subcomitê de Relações Exteriores do Senado para o Hemisfério Ocidental, encabeçam o documento, que também foi assinado por Adam Schiff (D-CA), Dick Durbin (D-IL), Kirsten Gillibrand (D-NY), Peter Welch (D-VT), Catherine Cortez Masto (D-NV), Mark R. Warner (D-VA), Jacky Rosen (D-NV), Michael Bennet (D-CO) e o reverendo Raphael Warnock (D-GA).

Leia a íntegra da carta:

Caro Presidente Trump:

Escrevemos para expressar preocupações significativas sobre o claro abuso de poder inerente à sua recente ameaça de lançar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça tarifária do seu governo claramente não se dirige a isso. Tampouco se trata de um déficit comercial bilateral, já que os EUA tiveram um superávit comercial de US$ 7,4 bilhões com o Brasil em 2024 e não registram déficit comercial com o Brasil desde 2007.

Em vez disso – como você afirma explicitamente em sua carta ao presidente brasileiro Lula da Silva – a ameaça de impor tarifas de 50% sobre todas as importações do Brasil e a ordem do Representante Comercial dos EUA para iniciar uma investigação nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 visam principalmente forçar o sistema judiciário independente do Brasil a suspender o processo contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Interferir no sistema jurídico de outra nação soberana cria um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação.

O Sr. Bolsonaro é um cidadão brasileiro que está sendo processado em tribunais brasileiros por supostas ações sob sua jurisdição. Ele é acusado de trabalhar para minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e de tramar um golpe de Estado. Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses procedimentos em nome de um amigo é um grave abuso de poder, mina a influência dos Estados Unidos no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região. O anúncio do seu governo, em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra funcionários do judiciário brasileiro que trabalham no caso do Sr. Bolsonaro indica – mais uma vez – a disposição do seu governo em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano.

Suas ações aumentariam os custos para as famílias e empresas americanas. Os americanos importam mais de US$ 40 bilhões anualmente do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio entre EUA e Brasil sustenta quase 130.000 empregos nos Estados Unidos, que estão em risco devido às ameaças de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e vocês, preventivamente, prometeram retaliar na mesma moeda – o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre as importações para os americanos subirão além do nível de 50% que vocês ameaçaram.

Uma guerra comercial com o Brasil também contribuirá para aproximar o Brasil da República Popular da China (RPC), em um momento em que os EUA precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais chinesas e ligadas ao Estado estão investindo pesadamente no Brasil, incluindo diversos projetos portuários em andamento, e recentemente o China State Railway Group firmou um Memorando de Entendimento (MOU) para estudar um projeto ferroviário transcontinental.

Essas considerações não são exclusivas do Brasil. Em toda a América Latina, a RPC está trabalhando para ampliar sua influência por meio da Iniciativa Cinturão e Rota. Preocupa-nos que suas ações para minar um sistema judicial independente apenas aumentem o ceticismo em relação à influência americana em toda a região e forneçam às autoridades chinesas e às empresas estatais maior credibilidade para sua agenda. A mesma tendência também está ocorrendo no Leste e Sudeste Asiático.

Os objetivos primordiais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o combate à influência da RPC. Instamos vocês a reconsiderarem suas ações e priorizarem os interesses econômicos dos americanos que desejam previsibilidade, e não mais uma guerra comercial.

Fonte: METRÓPOLES - 25/07/2025