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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Banco Master: PF abre inquérito para investigar influencers contratados para atacar BC





PF (Polícia Federal) abriu inquérito nesta quarta-feira (28) para investigar a contratação de influenciadores digitais e páginas nas redes sociais para atacar o BC (Banco Central) em favor do Banco Master.

O inquérito está sob o comando da Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção) após produção de uma informação de polícia judiciária, chamada de IPJ. Com base em elementos colhidos, a PF viu elementos para instaurar um inquérito policial.

Como mostrou a CNN em 9 de janeiro, a PF traçou uma linha do tempo em relação a publicações de influenciadores digitais contra o BC entre 9 de dezembro do ano passado e 6 de janeiro deste ano e identificou ao menos 40 perfis que podem ter sido contratados no chamado “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro, para defender seu banco, o Master.

Os perfis são de influenciadores das mais variadas áreas, como entretenimento, celebridades e um ou outro de finanças.

Os conteúdos, quase todos com o mesmo tom e formato, têm os discursos de que “pessoas comuns serão prejudicadas com o ‘desmoronamento’ do Master”, que havia “indícios de precipitação na liquidação do Master” [pelo Banco Central] e que “o banco foi liquidado em tempo considerado incomum”.

CNN também divulgou que influenciadores dizem ter sido procurados por representantes de empresas que atuam com marketing digital no final de 2025 para fazerem publicações e divulgarem informações questionando a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.

Com o inquérito aberto, a PF intimará investigados e testemunhas para depoimentos e fará pedidos à Justiça.


Fonte: CNN Brasil - 28/01/2026

Brasília: ‘Se eu tivesse morrido não teria problema’, diz mulher atingida por raio em ato de Nikolas


                                             foto:reprodução


 Por Raquel Lopes

(Folhapress) — Eram exatamente 10h30 do último domingo (25), sob chuva forte em Brasília, quando as amigas Lúcia Helena Canhada Lopes, de 68 anos, e Maria Eli Silva, de 58 anos, saíram do hotel em direção à praça do Cruzeiro. No local, uma multidão se aglomerava para a chegada da caminhada com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

As duas foram atingidas por um raio que caiu na praça durante o evento, sendo que Maria Eli permanece internada na UTI do Hospital Santa Marta, em Taguatinga (DF). O episódio deixou 89 vítimas, das quais 47 foram levadas a unidades de pronto-atendimento.

A decisão de ir a Brasília ocorreu após Maria Eli enviar a Lúcia um vídeo do deputado, que consideram uma pessoa do bem. Lúcia estava em sua casa em Olímpia (interior de São Paulo) e incentivou a amiga dizendo: “Na idade que a gente está, a gente não pode passar vontade”.

As duas se conhecem há cerca de 40 anos e costumam viajar juntas pelo país.

Maria Eli saiu de Jacareí (interior de SP) na quinta-feira (22), após comemorar o aniversário com os dois filhos. Seguiu para São Paulo e pegou um ônibus para Olímpia, onde encontrou Lúcia no dia seguinte. As duas partiram de carro no mesmo dia.

'Se eu tivesse morrido não teria problema', diz mulher atingida por raio em ato de Nikolas
‘Se eu tivesse morrido não teria problema’, diz mulher atingida por raio em ato de Nikolas

Antes da viagem, colocaram uma bandeira do Brasil no veículo com a frase: “Fechado com Bolsonaro” e criaram um perfil em rede social para compartilhar registros do trajeto. Devido ao cansaço, pararam para dormir em Cristalina (GO) e chegaram a Brasília no sábado.

No domingo, na praça, Lúcia ouviu um estrondo forte e chegou a desmaiar. Ao recuperar a consciência, ainda no local, disse ter pensado inicialmente que se tratava de um atentado.

Em seguida, viu pessoas levando a amiga para debaixo de uma tenda azul. Maria Eli apresentava um quadro mais grave, com dores intensas pelo corpo, descritas como sensação de queimação. Ela teve queimaduras no pescoço e em parte do seio.

As duas foram levadas de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte. Maria Eli depois foi transferida para o Hospital Santa Marta e segue internada na UTI. Em um dos atendimentos, recebeu morfina para controle da dor e, segundo a amiga, tem apresentado melhora clínica.

Sobre o risco de morte no incidente, ela declarou: “Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre”.

Lúcia afirma que a decisão de ir a Brasília foi motivada pela pauta defendida por Nikolas Ferreira, a quem descreve como uma pessoa honesta. Diz acreditar que o país deve ser conduzido por representantes que, em sua avaliação, façam bom uso dos recursos públicos. Ela faz críticas ao governo do presidente Lula.

Segundo Lúcia, o sentimento de patriotismo antecede a atual conjuntura política. Em 2017, ela percorreu o Caminho de Santiago de Compostela por 33 dias, carregando a bandeira do Brasil. O vínculo com o país também aparece nos objetos que usa, como uma bandeira do Brasil presa à bolsa, além de brincos e colar nas cores verde e amarelo.

Ela se identifica politicamente com a direita e afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro “colocou o sentimento de direita” muito forte em seu coração.

Lúcia diz que não participou dos atos de 8 de janeiro, embora tenha cogitado ir a Brasília na ocasião. Afirma que raramente participa de manifestações e que esteve em um evento com Bolsonaro em Olímpia apenas porque estava na cidade na mesma data.

Apesar de se identificar como a direita, ela ressalta que mantém uma postura crítica, analisando as pessoas individualmente, pois não acredita que alguém seja bom apenas por pertencer a esse espectro político.

Para Lúcia, o voto deve ser baseado no trabalho que a pessoa realiza e não apenas por gostar da figura pública.



Fonte: ICL NOTÍCIAS -28/01/2026

Meio ambiente: Rio São Francisco passa de 5 metros na Lapa após cheias em Minas e atinge maior nível do ano


                                            foto: José Hélio/Notícias da Lapa


Após as cheias registradas em Minas Gerais, o nível do Rio São Francisco voltou a subir em Bom Jesus da Lapa, no Oeste da Bahia. Na manhã desta terça-feira (27), a medição realizada na ponte Gercino Coelho apontou 5,16 metros, conforme dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

 

 

O índice representa o maior nível do rio no trecho baiano neste ano, informou o Notícias da Lapa, parceiro do Bahia Notícias.
 
A elevação é consequência do aumento do volume de água proveniente dos afluentes do Velho Chico no Norte de Minas Gerais, entre eles os rios Abaeté, Velhas, Paracatu e Urucuia. Esses cursos d’água foram impactados pelas chuvas associadas à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

 

Apesar da alta, o nível do rio na Bahia ainda não atingiu patamares que provoquem alagamentos, embora já esteja acima das médias históricas para o período.
 
Moradores ribeirinhos, pescadores e comunidades locais acompanham a situação com atenção. A expectativa é de que o Rio São Francisco continue subindo nos próximos dias, favorecendo o transbordamento natural e o enchimento de lagoas marginais, como a Lagoa da Lapa. Esses ambientes são considerados cruciais para a pesca artesanal, a agricultura familiar e o abastecimento de água na região.
 

O aumento do nível do rio também contribui para a segurança hídrica local, especialmente após períodos prolongados de estiagem. No início de janeiro, o Rio São Francisco chegou a registrar apenas 3,78 metros em Bom Jesus da Lapa, índice considerado abaixo do esperado para a época.


 
Conforme o boletim mais recente do SGB, o pico da cheia permanece concentrado no Norte de Minas Gerais, entre os municípios de São Francisco e Pedras de Maria Cruz, onde a cota de inundação já foi ultrapassada. No município de São Francisco, o nível do rio atingiu 8 metros durante a noite e a previsão é de que chegue a 8,10 metros ao longo desta terça-feira, com vazão estimada em 4,7 mil metros cúbicos por segundo.
 

As projeções indicam que os efeitos das cheias em Minas Gerais devem levar cerca de dez dias para alcançar o reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, no Norte da Bahia. Atualmente, o reservatório opera com aproximadamente 44,75% do volume útil.



Fonte: Bahia Notícias - 28/01/2026

Salvador: Foto de ex-marido de Ivete com morena misteriosa causa alvoroço na web

                                              foto:reprodução



Daniel Cady causou alvoroço nas redes sociais no último domingo (25). Em seu perfil oficial do Instagram, o ex-marido de Ivete Sangalo compartilhou cliques da prova de triathlon realizada em Salvador e falou da superação em ter concluído o desafio.

"Hoje eu desafiei o meu corpo. Nadei, corri, suei, sorri. O esporte tem esse poder: nos tirar do automático, nos colocar em movimento e nos lembrar que saúde se constrói com escolhas diárias, não com promessas vazias. Desafiar o corpo é também fortalecer a mente. É assumir o protagonismo da própria saúde. É honrar o corpo que te carrega todos os dias", escreveu na legenda.

Mas, além do físico trincado, o que também chamou atenção dos internautas foi a companhia nas primeiras fotos da publicação. Em dois cliques, o nutricionista aparece ao lado de uma morena misteriosa, com quem dividiu a postagem em collab.

Não demorou muito para que os seguidores questionassem sobre a moça, inclusive usando um meme de Ivete que viralizou em 2016, o famoso "quem é essa aí, papai?". A pergunta foi utilizada por diversos internautas nos comentários em referência ao caso ocorrido durante uma festa de Réveillon, em Guarajuba, no Litoral Norte da Bahia, quando a cantora se direciona ao companheiro questionando quem seria uma moça que ele estaria conversando.

"Quem é essa aí, papi? Está cheia de assunto, hein? Vou passar a porra nela! Vou chegar 'rumando'. Conversando para caralho", declarou em cima do palco.

Mas, quem é a moça das fotos com Daniel Cady?

Trata-se da estudante de medicina Vanessa Cunha, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). Com perfil discreto e privado nas redes sociais, acumula pouco mais de 2,3 mil seguidores, e já atuou como monitora Anatomia e Anatomia Radiológica.

vanessa cunha

Nos comentários da publicação que compartilhou com Daniel Cady, amigos e familiares elogiaram a moça. "E essa menina linda bailarina futura Dra e ainda tri atleta linda arrasa muito", disse uma internauta. "Meu orgulho!! Te amo filha linda, esforço e dedicação é seu foco minha médica minha atleta!!", se derreteu a mãe da morena.

Ainda assim, Vanessa manteve a discrição e não comentou a publicação, apenas curtiu os comentários recebidos.


Fonte:Tiago Di Araújo/Bocão News - 28/01/2026

GO: Síndico confessa ter matado corretora e revela motivo em Caldas Novas; Vídeo

 

                                            foto:reprodução



O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou à Polícia Civil o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado em Caldas Novas, no sul de Goiás.

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Segundo a investigação, foi o próprio Cléber quem levou os policiais à área de mata onde o corpo da vítima havia sido deixado. No local, os policiais encontraram o corpo em estágio avançado de decomposição.
Cléber foi preso na madrugada desta quarta-feira (28/1), investigado por homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime.

O porteiro do condomínio onde Daiane morava e trabalhava cuidando de apartamentos da família do síndico foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil apura o grau de envolvimento de cada pessoa.

Síndico confessa ter matado corretora e revela motivo - destaque galeria
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Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas
Corpo da corretora foi encontrado em área de mata
Corretora foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro de 2025
Síndico mostra à polícia onde o corpo foi escondido

De acordo com o depoimento, Cléber afirmou que matou Daiane após uma discussão acalorada no subsolo do prédio, no dia 17 de dezembro de 2025, data em que a corretora foi vista pela última vez.

Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.

A versão apresentada agora contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, ele afirmou que não havia saído do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo o veículo citado.

Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não há imagens que mostrem a vítima saindo do prédio ou voltando para casa.

Outro detalhe relevante é que Daiane costumava filmar seus deslocamentos com o celular e enviar os vídeos a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo, nunca foi entregue.

A corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou pertences pessoais. Ela tinha viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou nem manteve contato com familiares após aquela manhã.

O caso passou a ser tratado como homicídio após semanas sem qualquer sinal de vida. As prisões ocorreram depois de oitivas, análises técnicas e cruzamento de dados realizados por uma força-tarefa da Polícia Civil.


Fonte:Mirelle Pinheiro/Metrópoles - 28/01/2026

STJ: 4ª turma decide que intimação via WhatsApp não é válida para prisão de devedor de alimentos

                                              foto:reprodução



 A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, de forma unânime, que a intimação de devedores de alimentos realizada por aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, não possui base legal para fundamentar a decretação de prisão civil. O entendimento fixa que, para que haja o cerceamento da liberdade, é indispensável o cumprimento estrito das formalidades previstas em lei.


O caso chegou ao STJ após o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) manter a validade de uma intimação feita por um oficial de justiça via telefone e WhatsApp. Na ocasião, o oficial justificou o uso do aplicativo após não encontrar o executado pessoalmente em duas tentativas. A defesa, contudo, recorreu alegando a nulidade da diligência por descumprimento do Código de Processo Civil (CPC).

FORMALISMO

O relator do recurso, ministro Raul Araújo, destacou que a dificuldade em localizar o devedor não autoriza o Judiciário a ignorar os comandos do artigo 528 do CPC, que exige a cientificação pessoal do executado sobre a obrigação de pagar ou justificar a impossibilidade, sob pena de prisão.

“A intimação via aplicativo WhatsApp ou outro meio eletrônico assemelhado não tem base legal e, por isso, falta-lhe aptidão para ensejar subsequente decreto de prisão”, afirmou o ministro. Araújo reforçou que, por ser uma medida excepcional e extrema, a prisão civil deve ser interpretada de modo restrito e cercada de garantias que assegurem a ciência inequívoca do réu.

VIRTUALIZAÇÃO

A decisão também esclareceu a distinção entre o "processo eletrônico" e o uso de aplicativos privados. Segundo o relator, embora o artigo 270 do CPC preveja comunicações por meio eletrônico, elas devem seguir ritos específicos estabelecidos na Lei 11.419/2006, que instituiu a virtualização dos autos.

O ministro pontuou que o código não faz qualquer menção ao uso de aplicativos de celular para atos de comunicação processual dessa natureza. Com o acórdão, a intimação foi considerada inválida exclusivamente para fins de decretação de prisão, reafirmando a necessidade de que oficiais de justiça realizem o ato de forma presencial e pessoal para garantir a validade jurídica da sanção.


Fonte: Jurinews.com.br - acesso em 28/01/2026

Eleições 2026: Presidente do PSD da Bahia diz que Caiado não muda nada no Estado



                                                            foto:reprodução/facebook




O senador Otto Alencar (PSD) rechaçou a possibilidade de mudança de partido do seu correligionário, Ângelo Coronel para as eleições de 2026. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (28), o presidente estadual da sigla afirmou que a chegada do pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado ao grupo, não vai influenciar na filiação de Coronel para um partido da oposição baiana. 


Segundo Otto, a manutenção da candidatura de Coronel ao Senado Federal ainda será avaliada. De acordo com ele, está sendo analisada a possibilidade da manutenção da aliança PSD e PT nas vagas que vão encabeçar a chapa majoritária. 

 

“Não vai optar nada, zero [possibilidade]. Não vai ter nenhuma mudança não. Quanto ao senador Ângelo coronel ainda está em discussão. Estamos tentando ver se tem a possibilidade da manutenção da aliança, isso se discute desde o ano passado. A convenção de 2026 é em julho, nós vamos ter que esperar e aguardar um pouco ainda, é só isso”, disse. 


 

O senador comentou ainda que a chegada de Caiado não vai impactar e influenciar na orientação e apoios políticos de prefeitos do interior e de deputados da sigla. 

 

“Não altera absolutamente nada. Converso com prefeitos e ex-prefeitos todos os dias, com deputados estaduais e federais e não vai alterar nada. Os prefeitos têm um alinhamento conosco e com o governo de muito tempo. Pode haver uma outra dissidência. Porém, é muito difícil. Todos estão alinhados, tenho conversado com todos eles, são aliados de mais de 30 anos, que estão comigo e que trabalham conosco e tem essa linha de seguir nossa orientação. Não vejo possibilidade de mudança não”, observou.



Fonte: Por Victor Hernandes/Bahia Notícias - 28/01/2026


INSS: igreja de dona de ONG investigada retira fachada após escândalo

                                             Foto:Jéssica Ribeiro/Metrópoles


A placa de identificação da Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus (foto em destaque), localizada no Recanto das Emas – a cerca de 32 km da área central de Brasília – foi retirada dias após o Metrópoles revelar que a instituição pertence a uma sócia da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB) – ONG investigada na farra do INSS.

Na mira da Controladoria-Geral da União (CGU), a AAB solicitou descontos em benefício de pessoas mortas há décadas. Levantamento feito pela CGU identificou que a organização, sediada em Brasília, solicitou indevidamente, em mais de 27 mil casos, a inclusão de descontos associativos de pessoas já falecidas.

Estranhamente, no mesmo endereço onde está a igreja evangélica, fundada por Lucineide dos Santos Oliveira, sócia da AAB, supostamente funciona uma companhia pertencente a Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, contador da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares (Conafer) – outra instituição envolvida nas fraudes.

Antes da modificação na fachada, a reportagem esteve no endereço e encontrou apenas a instituição religiosa, erguida entre um centro catequético e um terreno baldio. Apesar disso, segundo dados da Receita Federal, a loja de Samuel está ativa no espaço, configurando a suspeita de ser uma empresa fantasma.

Dias após a matéria de denúncia do Metrópoles ser veiculada, a placa com a identificação da igreja evangélica foi retirada e o terreno baldio foi cercado por um alambrado.

Tanto a AAB quanto a Conafer têm como sede o mesmo prédio empresarial, localizado no Setor Comercial Sul de Brasília. Ambas organizações aparecem na lista de Processos Administrativos de Responsabilização (PAR), instaurados pela CGU, por suspeitas de terem aplicado descontos ilegais em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As informações, que divergem apenas no número da sala, constam no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica das instituições e foram concedidas à União no momento da criação das empresas. Os CNPJs, inclusive, permanecem ativos, com os mesmos dados, perante a Receita Federal.

Santos também negou saber de onde vinham os recursos recebidos pela Conafer. Ele e a esposa, no entanto, teriam movimentado R$ 300 milhões da instituição desde 2019.

Durante a CPMI, as empresas de Cícero foram apontadas como empreendimentos de natureza laranja. “A única coisa que estou vendo aqui nesta CPMI é que as pessoas que os sindicatos ajudam são os próprios dirigentes e seus familiares, as empresas dos dirigentes, dos familiares, ou dos laranjas e familiares dos laranjas. E você é um laranja, suas empresas são empresas laranjas”, disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

Operação

Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, em 13 de novembro de 2025, nova fase da Operação Sem Desconto, investigação que mira esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. 

A ação mobilizou equipes em 17 estados e no Distrito Federal.

Ao todo, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares. Entre os presos estão:

  • Alessandro Stefanutto – ex-presidente do INSS;
  • Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como Careca do INSS;
  • Vinícius Ramos da Cruz – presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);
  • Tiago Abraão Ferreira Lopes – diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes;
  • Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer; e
  • Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior – também integrante da Conafer

Os alvos estão espalhados por Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.

Como o esquema funcionava


Segundo as investigações, os suspeitos atuavam inserindo dados falsos em sistemas oficiais para incluir beneficiários em associações ou entidades fictícias. A partir disso, eram feitos descontos mensais indevidos diretamente nos pagamentos de aposentados e pensionistas, muitos deles sem qualquer conhecimento sobre as cobranças.

Os alvos são investigados por formar organização criminosa voltada à obtenção de vantagens financeiras por meio de estelionato previdenciário, além de corrupção ativa e passiva para facilitar o acesso fraudulento aos sistemas do INSS.

Também há apurações sobre ocultação de patrimônio, supostamente utilizado para dificultar o rastreamento dos valores desviados.

O outro lado


Metrópoles tentou contatar as pessoas mencionadas no texto por meio de e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Fonte: Jéssica Ribeiro/Metrópoles - 28/01/2026

Educação: Escolas cívico-militares de SP vão começar ano letivo sem uniformes; Vídeo


                                                  foto:Zeca Ribeiro/Câmera Deputados/reprodução


Os alunos das escolas cívico-militares de São Paulo devem começar o ano letivo sem os uniformes prometidos pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). Uma semana antes do início das aulas, a Secretaria da Educação ainda não entregou os kits nos colégios estaduais que adotaram o modelo militarizado.

A reportagem do Metrópoles entrou em contato com escolas cívico-militares de três cidades da Grande São Paulo e, em todas, ouviu de funcionários que não há informações sobre quando os kits de vestuário serão distribuídos. Em uma delas, a orientação é que os estudantes utilizem calça jeans e camiseta, por enquanto.

A entrega de uniformes gratuitos para estudantes e profissionais das escolas cívico-militares está prevista na lei que criou o programa em São Paulo. O uso do vestuário é obrigatório, segundo o regulamento imposto pela Secretaria da Educação, e as regras preveem, inclusive, punições aos alunos que não utilizarem as peças.

Em junho de 2025, o governo estadual abriu um pregão para a compra dos kits com calça, blusão, bermuda e camiseta. A empresa Infinit Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda. ficou em primeiro lugar na disputa e foi homologada como vencedora para fornecer três itens: calça, blusão e bermuda, por R$ 17.429.412.

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A reportagem do Metrópoles entrou em contato com escolas cívico-militares de três cidades da Grande São Paulo e, em todas, ouviu de funcionários que não há informações sobre quando os kits de vestuário serão distribuídos. Em uma delas, a orientação é que os estudantes utilizem calça jeans e camiseta, por enquanto.

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Escolas cívico-militares de SP vão começar ano letivo sem uniformes - destaque galeria
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Bermuda de alunos de escola cívico-militar será azul com linha branca na lateral
Casaco de escola cívico-militar tem brasão do programa
Calça será azul com linha branca na lateral
Brasão de escola cívico-militar em SP

A entrega de uniformes gratuitos para estudantes e profissionais das escolas cívico-militares está prevista na lei que criou o programa em São Paulo. O uso do vestuário é obrigatório, segundo o regulamento imposto pela Secretaria da Educação, e as regras preveem, inclusive, punições aos alunos que não utilizarem as peças.

Em junho de 2025, o governo estadual abriu um pregão para a compra dos kits com calça, blusão, bermuda e camiseta. A empresa Infinit Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda. ficou em primeiro lugar na disputa e foi homologada como vencedora para fornecer três itens: calça, blusão e bermuda, por R$ 17.429.412.

Segundo o Portal de Compras do governo federal, onde o pregão foi publicado, o resultado para a compra das camisetas não foi homologado até o momento.

Metrópoles questionou a Secretaria da Educação sobre o atraso na entrega dos kits.

Em nota, a pasta afirmou que a “eventual falta das peças não impede os alunos de participar das atividades escolares” e que os uniformes estarão garantidos aos estudantes matriculados, sem responder quando os kits serão entregues.

Segundo a pasta, o pregão para a aquisição dos uniformes “segue com as etapas necessárias para a finalização do processo”.

“Quatro exemplares de camisetas não atenderam às especificações técnicas previstas no edital e, por isso, foram retiradas da licitação, que segue em andamento para garantir a aquisição adequada dos uniformes”, afirma a nota.

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Governador Tarcísio de Freitas discursa durante cerimônia de lançamento da Frente Parlamentar das Escolas Cívico-Militares
Escolas cívico-militares são criticadas por especialistas
Programa de escolas cívico-militares do governo federal foi  encerrado pelo governo Lula em 2023

Inquérito do MPSP


O pregão que segue em andamento para a aquisição dos uniformes das escolas cívico-militares chegou a ser alvo de um inquérito do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em junho do ano passado.

À época, o promotor de Justiça Paulo Destro atendeu a um questionamento feito pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) contra o edital. O petista acionou o MPSP dizendo que a gestão Tarcísio não detalhou a fonte dos recursos para a compra dos uniformes, o que poderia estar violando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), caso a verba utilizada seja destinada à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em especial ao orçamento do Fundeb.

Ao instaurar o inquérito, o promotor do MPSP apontou ainda a suspeita de que o edital estivesse ferindo o princípio da isonomia e igualdade na oferta de recursos públicos ao priorizar os alunos e professores das novas escolas em detrimento dos demais estudantes da rede pública, que não recebem o uniforme gratuitamente.

Meses após as suspeitas serem levantadas, a investigação está agora em vias de ser arquivada. Segundo o MPSP, o inquérito está no Conselho Superior para homologação do arquivamento.


Fonte:Jéssica Bernardo/Metrópoles - 28/01/2026