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O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que não irá “cruzar os braços” diante da atuação da Corte no escândalo que envolve o Banco Master.
Fachin foi questionado sobre a permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria do caso, já que há pedidos de suspeição contra o magistrado. Até o momento, a informação é que dois irmãos de Toffoli venderam suas participações de um resort de luxo no Paraná a um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
No local, o próprio ministro se hospeda em uma casa avaliada em R$ 750.000 por cota, o que garante o direito a quatro semanas de estadia por ano.
“Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer”, disse em entrevista ao O Globo ao ser questionado se “entende que Toffoli deve permanecer à frente do caso”.
Fachin também afirmou que eventuais alegações de irregularidades devem ser analisadas pelo colegiado competente, conforme previsto no regimento interno do STF.
Segundo o ministro, caso haja recurso ou questionamento por parte de interessados, o tema será submetido ao órgão colegiado correspondente, cabendo ao relator apresentar a sua defesa. A decisão final ficaria a cargo do colegiado, que, pelas regras vigentes, é a Segunda Turma, da qual o ministro Toffoli faz parte.
Na entrevista, Fachin ainda foi questionado sobre o motivo pelo qual o Judiciário tem sido alvo de ataques.
“A primeira é seu papel de controle sobre os demais Poderes, o que incomoda governantes com pretensões autoritárias. A segunda é o fato de ser um Poder sem armas ou força material própria, o que o torna mais vulnerável a tentativas de deslegitimação. A terceira está ligada ao papel assumido no pós-guerra de proteger direitos fundamentais e minorias, o que desperta reações de setores contrários a essa atuação”, concluiu o presidente do STF.
Fonte:Brasil de Fato - 27/01/2026

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