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sábado, 25 de julho de 2026

Bahia: SEC convoca 180 professores para a Educação Básica e Profissional pelo REDA




A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) convocou, neste sábado (25), 144 professores da Educação Básica e 36 da Educação Profissional aprovados no Processo Seletivo Simplificado, regido pelo Edital SEC/SUDEPE nº 03/2025. 

O resultado da seleção dos candidatos foi confirmado em publicação no Diário Oficial do Estado. 

 

Os profissionais atuarão nas unidades escolares da rede estadual de ensino, sob o Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Os candidatos aprovados para o exercício da função terão um vínculo contratual por 36 meses, podendo este ser prorrogado por igual período, com carga horária de 20 horas semanais. A remuneração será estabelecida de acordo com a classe e o nível correspondentes, para os candidatos que atenderem aos requisitos exigidos.

 

O prazo para a entrega da documentação necessária ao ingresso, em ambas convocações, será de dez dias úteis, compreendido entre o período de 27 de julho a 7 de agosto. 

 

Entre os documentos exigidos estão diploma de conclusão do curso exigido para a função, documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência e declaração de não acúmulo de cargos e certidões negativas.


Os candidatos convocados devem encaminhar os documentos digitalizados para o correio eletrônico ingressocpm.sec@enova.educacao.ba.gov.br, para análise preliminar a ser realizada pela Coordenação de Provimento e Movimentação (CPM). 

 

Além do envio eletrônico, os convocados devem realizar a entrega presencial da documentação, em original e fotocópia, para conferência. 



Confira a convocação no link abaixo do DOE deste sábado 25/07/2026 para ver os convocados:


Continuar sem Cadastro- Executivo-Secretaria da Educação -  Outros




https://dool.egba.ba.gov.br/ver-html/22275/#e:22275





Fonte: BAHIA NOTÍCIAS c/adaptações - 25/07/2026

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Interior: MP-BA acompanha investigações contra professores suspeitos de abuso sexual contra alunas da rede municipal



                                              foto:reprodução


O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio da Promotoria de Justiça de Prado, instaurou um procedimento administrativo para acompanhar investigações policiais em curso sobre as condutas atribuídas a 3 docentes da rede pública, suspeitos de violentar alunas adolescentes em um colégio da rede municipal da cidade de Prado, Extremo Sul da Bahia. A decisão foi tomada na última quinta-feira (9), no Diário de Justiça do Ministério Público da Bahia.

 

Os nomes investigados são os de Paulo Henrique Teixeira Felberg, Paulo Sérgio Santana Boamorte e Alex Martins Diamantino, três docentes do quadro de professores de Prado que estão afastados por medida cautelar da Justiça do município desde março deste ano. Um deles também apresenta processos de ameaça e crimes contra a vida em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.

 

O trio já era monitorado pela Justiça e dois deles chegaram a ser afastados por decreto municipal. O terceiro professor atuava como profissional temporário em escolas do município e teve seu contrato encerrado. As investigações correm em segredo de justiça por tratarem de um crime contra menores de idade.

 

O Bahia Notícias procurou o Ministério Público da Bahia para falar sobre o caso, mas, até a conclusão desta matéria, não se pronunciou sobre o caso.



Fonte: BN - 13/07/2026

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Educação: TJMG derruba liminar e mantém fim das escolas cívico-militares no Estado


                                                            foto:reprodução/google


 O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, nesta quinta-feira (9), manter a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) para encerrar o programa de escolas cívico-militares da rede estadual. 

Por maioria de votos, a 19ª Câmara Cível deu provimento ao recurso apresentado pelo TCE e restabeleceu integralmente a decisão da Corte de Contas. 

Com o julgamento, fica mantida a determinação para interromper o programa no ano letivo de 2026, tanto nas nove escolas onde o modelo já estava em funcionamento quanto na criação de novas unidades. A decisão revoga uma liminar que havia suspendido os efeitos da deliberação do TCE-MG.

A expansão do modelo das escolas cívico militares em Minas Gerais é uma das principais bandeiras do governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição. Quando o TCE-MG suspendeu o programa, ele reclamou de intervenção indevida da corte.


Contudo, para a maioria dos desembargadores, a Corte de Contas agiu dentro de sua competência ao apontar possíveis irregularidades na execução do programa e determinar sua descontinuidade.

Entre os principais argumentos acolhidos pelo TJMG está o entendimento de que os problemas identificados pelo TCE têm caráter estrutural, envolvendo falhas na individualização das ações, das metas físicas e financeiras e na destinação dos recursos públicos. Por isso, segundo o acórdão, as irregularidades atingem tanto a expansão quanto a continuidade das escolas já participantes.


Os desembargadores também afastaram o argumento de que o encerramento do programa causaria prejuízo aos estudantes. Segundo a decisão, quando a medida foi restabelecida, o ano letivo ainda estava no início, sem uma situação consolidada que justificasse a manutenção do modelo.

“A decisão que deferiu o efeito suspensivo ao recurso e, por conseguinte, restabeleceu os efeitos da deliberação da Corte de Contas, foi proferida no segundo dia do ano letivo, quando as atividades escolares ainda se encontravam em fase inicial de organização, inexistindo situação consolidada apta a caracterizar ruptura abrupta ou prejuízo concreto à trajetória educacional dos estudantes”, diz a decisão do desembargador Wagner Wilson.


Segundo o magistrado, a Administração estadual possuía conhecimento prévio da determinação de descontinuidade, proferida e referendada no ano anterior, “incumbindo-lhe organizar o início do período letivo em conformidade com a deliberação do órgão de controle”.

Na avaliação do TJMG, a retirada dos militares não implica interrupção das aulas, fechamento de unidades escolares, transferência de alunos ou alteração da grade curricular, dos conteúdos programáticos ou das diretrizes de ensino, pois sua atuação possui natureza complementar e não interfere no planejamento, tampouco na execução das práticas pedagógicas.

Com isso, prevaleceu o entendimento de que, na ausência de demonstração de dano concreto aos alunos, deve ser priorizada a proteção da legalidade orçamentária e do patrimônio público. A decisão foi tomada por maioria, com divergência parcial do relator.


Fonte: Hermano Chiodi/O tempo - 10/07/2026

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Abandono no ensino médio cai 34% após Pé-de-Meia e chega a menor nível desde 2007



                                                Foto:reprodução


 Por Paulo Saldaña e Isabela Palhares

(Folhapress) – Os dados do Censo Escolar de 2025 revelam melhora nas taxas de abandono do ensino médio. A taxa dos que deixam de ir à escola nessa etapa, em escolas públicas, chegou a 2,5% no ano passado, a menor desde 2007, início da série histórica disponibilizada pelo MEC (Ministério da Educação).

A queda no abandono foi de 34% em relação a 2023, ano anterior ao início do Pé-de-Meia, que paga bolsas para estudantes do ensino médio com o objetivo de mantê-los na escola. O programa é uma das vitrines do governo Lula (PT), mobiliza orçamento bilionário e deve ter protagonismo na campanha para a tentativa de reeleição do presidente.

Os dados foram divulgados oficialmente nesta sexta-feira (26) pelo MEC. Resultados de aprovação e reprovação também tiveram avanço, tanto no médio quanto no ensino fundamental.

Abandono escolar ocorre quando o estudante deixa de frequentar a escola durante o ano letivo. É diferente da evasão, situação em que o aluno não volta ao sistema de ensino no ano seguinte.

Não é possível atribuir toda a melhora nos indicadores do ensino médio ao programa de bolsas, uma vez que essas taxas já tinham tendência de melhora nos últimos anos. Uma eventual relação causal entre a política e as taxas ainda depende de estudos aprofundados, mas os avanços são notáveis após o início dos pagamentos.

Na comparação com 2022, último da gestão Jair Bolsonaro (PL), a queda na taxa de abandono no médio foi de 61,5%. O índice de 5,6% naquele ano reflete os efeitos da pandemia, quando escolas foram fechadas e muitos jovens interromperam os estudos.

Em declaração enviada à imprensa, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, relacionou os resultados a uma série de ações governamentais, como a melhor articulação com estados, aumento de matrículas de tempo integral, alta do financiamento geral e de recursos de programas federais como o de alimentação e transporte.

“Tudo isso contribui para um conjunto de melhorias que nós vislumbramos nos últimos quatro anos, mas eu poderia dizer que o Pé-de-Meia é carro-chefe dessa política toda”, disse.

A taxa de reprovação no ensino médio público também melhorou. Caiu 44% na comparação com 2023, passando de 5,7% para 3,2%.

As redes estaduais concentram 8 em cada 10 alunos do ensino médio no país.

Houve melhora na taxa de distorção idade-série, que mede o percentual de estudantes com 2 ou mais anos de atraso escolar. Passou de 24,3% em 2022 para 17,6% no ano passado, segundo divulgado pelo MEC.

No ensino fundamental, o abandono manteve tendência de melhoria dos últimos anos. Chegou a 0,2% nos anos iniciais e a 1% nos anos finais (eram de 0,3% e 1,4%, respectivamente, em 2023).

Melhoras nas taxas de reprovação chamam atenção. A maior variação ocorre nos anos finais do fundamental, com uma queda de 67% de 2023 a 2025.

A taxa nos anos finais ficou em 3,3% no ano passado, contra 5,4% em 2023. Redes de ensino têm adotado políticas que representam praticamente uma aprovação automática, sobretudo nas séries que participam da avaliação que define o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

O Ideb, termômetro da educação básica no país, é calculado a cada dois anos para 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º do médio. Ele leva em conta as notas em prova nacional aplicada também ano passado, além das taxas de aprovação e reprovação —menos alunos retidos pode significar melhor Ideb.

No ano passado, por exemplo, a reprovação foi de 4,2% no 6º ano do fundamental, ficou em 3,9% no 7º ano, 3% no 8º ano, até finalmente marcar apenas 2% no 9º ano, último da etapa.

Brasília (DF), 25/03/2024 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de cerimônia para o anúncio de pagamento do primeiro incentivo financeiro-educacional do Programa Pé-de-Meia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 25/03/2024 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de cerimônia para o anúncio de pagamento do primeiro incentivo financeiro-educacional do Programa Pé-de-Meia. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Programa é vitrine do governo Lula

O Pé-de-Meia prevê bolsas mensais e uma poupança para alunos, que pode ser retirada só ao fim de cada ano, além de valor extra para quem faz o Enem. O governo iniciou a política em 2024 para alunos da etapa regular, de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, depois ampliou para o EJA (Educação de Jovens e Adultos) e para todo o CadÚnico (cadastro geral para acesso a programas sociais).

O programa passou a ter um custo anual de cerca de R$ 12 bilhões. Os valores estavam fora do orçamento e seriam operados por um fundo, mas o Tribunal de Contas da União obrigou sua inclusão nas rubricas da pasta —o que criou pressão fiscal para a gestão.

Assim, o Pé-de-Meia passou a comprometer cerca de dois terços do orçamento discricionário (não obrigatório) do MEC. Drenou dinheiro de outras políticas prioritárias, como de alfabetização e tempo integral.

Fonte:ICL NOTÍCIAS - 26/06/2026

 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

SP: Alunos denunciam preconceitos em escolas cívico-militares; Sem barba, brinco ou bigode

                                               foto:Marcelo Camargo/ag.Brasil




 Por Caroline Oliveira – Brasil de Fato

Estudantes de uma escola cívico-militar de São Paulo denunciaram, à direção escolar, militares que estariam agindo de forma preconceituosa com os alunos. Um deles teria afirmado que “cabelo comprido e brinco não é coisa de menino”. Em resposta, o diretor afirmou aos estudantes, durante uma formação, que a permanência deles na escola é uma escolha dos responsáveis legais, sugerindo que os descontentes busquem outras unidades de ensino. Na declaração, à qual o Brasil de Fato teve acesso, o administrador anuncia a implementação de um regime disciplinar mais rígido a partir da semana seguinte.

“Já acabou a paciência. Vocês têm que entender o que vocês têm que fazer aqui dentro dessa escola. Eu já falei: não são obrigados a estarem aqui. Estão aqui porque os pais escolheram aqui. A mesma coisa que eu falei nas duas turmas: quem manda ainda em vocês são os responsáveis de vocês, porque vocês são todos menores”, afirmou o diretor. “Querem reclamar? Reclamem em casa. Não está feliz aqui, seja feliz em outro lugar. Só que quem estiver aqui vai seguir as regras do Círculo Militar, e que fique entendido para todos. A partir de segunda-feira, vai ser uma nova escola.”

As escolas cívico-militares do estado de São Paulo, implementadas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seguem um regimento interno “experimental”, que define, entre outros tópicos, regras de comportamento e estilo. De acordo com a Secretaria de Educação estadual, ainda não há um regimento finalizado publicado, e as escolas se baseiam no documento descrito como experimental. Ainda segundo a pasta, o documento final trará alterações.

As normas determinam que o cabelo dos meninos seja mantido no estilo conhecido como meia cabeleira, com formato considerado discreto e harmonizado em toda a cabeça. O documento também define limites para as costeletas, que devem terminar na altura das incisuras laterais das orelhas. Além disso, orienta os alunos a não adotarem cortes raspados, desenhos com letras, símbolos ou riscos, pinturas coloridas, topetes e penteados do tipo moicano.

As regras proíbem ainda o uso de bigode, barba e cavanhaque. O regimento também veta alterações nas sobrancelhas por meio de cortes ou riscos, conhecidos como talhos, para evitar mudanças em sua forma natural. Segundo o texto, as orientações têm como objetivo padronizar a apresentação pessoal dos estudantes dentro do ambiente escolar. Adereços como brincos, colares, pulseiras, relógios e anéis são permitidos somente para as meninas e devem ser utilizados “de forma discreta”.

Questionado se possui algum documento com diretrizes para esse modelo escolar, o Ministério da Educação informou que descontinuou o Programa de Fomento às Escolas Cívico-Militares (Pecim), por meio do Decreto 11.611/23 que estabeleceu um processo de transição para seu encerramento de forma cuidadosa, de maneira a não prejudicar as escolas que haviam aderido. Desde 1º de janeiro de 2024, portanto, todas as escolas cívico-militares criadas pelo Decreto 10.004/19 deixaram de existir. Com o fim do Programa de Fomento às Escolas Cívico-Militares (Pecim) não existe incentivo por parte do MEC para iniciativas de escolas cívico-militares.

Autoritarismo ligado ao modelo

As imposições reclamadas condizem com o regimento do governo estadual. Ainda que experimentais, as regras demonstram o aspecto autoritário do modelo das escolas cívico-militares.

Catarina Santos, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), pós-doutora pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professora associada da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), afirma que as restrições relacionadas ao cabelo, às vestimentas e aos comportamentos não surgem do ambiente escolar, mas são transferidas do modelo militar para dentro das salas de aula.

“Quando você pega as regras e como os monitores estão implementando isso na escola, você pode pegar os regimentos dos quartéis e eles vão ter as mesmas proibições. O que acontece quando a escola é militarizada? Leva-se para a escola as mesmas regras do quartel. Não por acaso, a gente cunhou isso muito da pedagogia do quartel. Você imprime aos estudantes as regras que são impostas aos militares ou aos soldados”, diz.

Santos, no entanto, defende que essa transposição descaracteriza a escola como espaço de convivência entre diferentes formas de expressão e identidade. “A escola não é um quartel, os estudantes não são soldados. Essas regras que são definidas para uma categoria profissional, no caso dos militares, ao levar isso para a escola, destituem-na da sua característica de diversidade. A escola pública é essa escola de convivência com as diferenças, com quem tem o cabelo comprido, com quem tem o cabelo colorido, com quem tem cabelo curto, com quem raspa a cabeça, com quem usa brinco, com quem usa cabelos diferentes.”

A professora afirma ainda que a estrutura militar é baseada em hierarquia e cumprimento de ordens, o que seria incompatível com a construção de um ambiente democrático. “No quartel, você tem regras muito rígidas e muito definidas. O militarismo é um espaço autoritário, é um espaço que funciona a partir de regras estabelecidas hierarquicamente. Isso na escola não cabe. Quando você leva para a escola a lógica desse militarismo, você destitui a escola de ser um espaço de construção de democracia”, diz.

Catarina também questiona os fundamentos utilizados para sustentar a constitucionalidade dos programas de militarização das escolas. Segundo Santos, os próprios manuais que orientam o funcionamento do modelo entram em conflito com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A pesquisadora diz que a padronização imposta aos estudantes contraria princípios de respeito à diversidade e às diferenças garantidos pela legislação brasileira.

Para a pesquisadora, os relatos apresentados por estudantes reforçam críticas já registradas em outras regiões do país. “Tudo isso que vocês vão trazendo, que vocês ouvem, mas que eu vivencio das denúncias, mostra o quão é furada essa tese da constitucionalidade da militarização.”

A professora avalia ainda que a expansão das escolas cívico-militares está associada à construção de uma narrativa segundo a qual esse modelo garantiria segurança, disciplina e melhores resultados educacionais. A pesquisadora argumenta, porém, que a disciplina e a convivência social não dependem da lógica militar.

“Há um processo de convencimento desta sociedade. Constrói-se um entendimento de que a escola militar será a escola segura, a escola ordenada. Vai se dizer que as escolas não militarizadas são escolas indisciplinadas, desordeiras e que não entregam resultados. Mas a disciplina não tem a ver com a disciplina militar. A convivência precisa ser pautada no respeito e não no medo”, afirma.

Sobre a expansão das escolas, Fernando Cássio, professor da Faculdade de Educação da USP, afirma que a militarização é apresentada como uma solução para problemas históricos da educação pública, como falta de investimentos, infraestrutura insuficiente e carência de professores. Segundo o docente, a proposta se apoia na percepção de parte da população de que a escola pública está abandonada pelo Estado e oferece a militarização como um caminho para melhorar a qualidade do ensino.

No entanto, Cássio avalia que a expansão dessas escolas não pode ser explicada apenas pelo conservadorismo. Segundo o professor, embora existam demandas conservadoras em determinadas regiões, a procura pelo modelo também está relacionada à expectativa de melhoria das condições das escolas. “Não é a militarização necessariamente, é a melhoria da qualidade da escola. A escola vai ser pintada, a escola vai ter professor com dedicação exclusiva, a escola vai ter climatização nas salas”, diz.

O pesquisador destaca ainda que, em São Paulo, a maioria das escolas militarizadas está localizada no interior do estado e que grande parte delas já funcionava em tempo integral. Segundo Cássio, essas unidades costumam receber mais recursos e apresentar melhores condições de funcionamento, o que dificulta atribuir eventuais resultados à militarização.

Ele também chama atenção para municípios pequenos que passaram a concentrar todas as matrículas do ensino médio em escolas militarizadas. “Não tem escola de ensino médio que não seja militarizada. Então não tem nem opção.” Segundo Cássio, a ausência de alternativas limita a escolha das famílias e amplia os impactos do modelo sobre todo o sistema de ensino.

Para Cássio, embora a proposta seja apresentada como um instrumento para melhorar a disciplina e a qualidade do ensino, os efeitos observados nas escolas seguem outra direção. “Ela piora a vida dos alunos, porque estimula o bullying, o assédio, uma série de violências que supostamente a militarização desejaria combater. Ela, na verdade, reforça tudo isso”, afirma.

Até maio de 2026, as escolas militarizadas estavam presentes em 862 municípios brasileiros, o equivalente a 15,5% das 5.571 cidades do país. O levantamento, do grupo de estudos Direito à Educação, Economia e Políticas Educacionais (Deep) da USP, aponta a existência de 1.578 unidades com esse modelo de gestão. Desse total, 1.047 são estaduais, o que representa 66,3% das escolas militarizadas. Outras 499 pertencem às redes municipais, correspondendo a 31,6%, enquanto 32 são privadas, ou 2% do total.

O número de escolas militarizadas cresceu 595% em relação a 2019, ano em que o governo de Jair Bolsonaro criou o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), descontinuado em 2023, e passou a incentivar a adoção do modelo nas redes públicas de ensino.

Entre os municípios com maior número de escolas estaduais militarizadas estão Cuiabá, com 42 unidades, Curitiba, com 35, Manaus, com 29, Brasília, com 25, Londrina, com 21, e Boa Vista, com 20. Nas redes municipais, os maiores números foram registrados em Maracanaú, no Ceará, com 13 escolas militarizadas, seguido por Paço do Lumiar, no Maranhão, com nove, e Mirador, também no Maranhão, com oito.


Fonte:ICL NOTÍCIAS - 25/06/2026 -10h:15

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Enamed 2026: Médicos terão de atingir nota mínima para obter CRM


                                             imagem:reprodução


 O governo federal editou nesta sexta-feira (19) uma medida provisória

que condiciona o registro profissional de futuros médicos à aprovação 

no Exame  Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Pela nova regra, estudantes que ingressarem no curso de medicina após

a publicação da MP precisarão atingir um nível mínimo de proficiência para

obter inscrição nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e

 exercer a profissão.

O Enamed já existe desde 2025 e era utilizado para avaliar a qualidade dos cursos de medicina

selecionar candidatos para programas de residência médica. Agora, passa a ter também a função de 

verificar se o formando atingiu o desempenho mínimo considerado necessário para atuar como médico.



fonte:G1.com - 19/06/2026

segunda-feira, 15 de junho de 2026

PA: Casal de professores é assassinado em Canaã de Carajás

                                             foto:reprodução



Um casal de professores foi assassinado na manhã desta segunda-feira (15 de junho de 2026) em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. As vítimas foram identificadas como Katiana Lopes da Silva, diretora escolar e servidora pública municipal, e seu esposo Valdo, também professor e ex-servidor da rede municipal de ensino.

Segundo informações preliminares divulgadas pela imprensa local, o casal foi morto a tiros na Avenida Agenor Paiva, no bairro Monte Castelo. As primeiras informações apontam que o crime teria ocorrido após uma discussão registrada em um lava-jato da região, mas as circunstâncias exatas ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

Katiana atuava como diretora do NEl Irani Vieira da Silva e era bastante conhecida na comunidade educacional. A morte do casal causou grande comoção entre colegas, alunos, familiares e moradores da cidade. Mensagens de pesar começaram a ser compartilhadas nas redes sociais ao longo do dia.

Suspeito

O principal suspeito de assassinar o casal foi preso horas após o crime durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar na região de Sapucaia.

Após o duplo homicídio, as forças de segurança iniciaram buscas para localizar o autor do crime. Segundo informações, o suspeito fugiu em um veículo Honda branco pela BR-155.

Durante as diligências, o veículo foi localizado entre o município de Sapucaia e a Vila Água Fria. Após acompanhamento policial, o suspeito foi abordado e preso. Identificado como José Jacinto da Silva, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Sapucaia, onde permanece à disposição da Justiça.

O crime causou grande repercussão em Canaã dos Carajás. As autoridades seguem investigando o caso para esclarecer as circunstâncias e a motivação doal na manhã crime. 


Fonte: Fala sério Carajás e Gazeta Carajás c/adaptações 15/06/2026



sexta-feira, 12 de junho de 2026

Enem 2026: Inscrições termina nesta sexta-feira (12)


                                              imagem:reprodução


 O prazo prorrogado de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília.

Os interessados em participar do exame devem fazer a inscrição exclusivamente na internet no link da Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no link: 

https://enem.inep.gov.br/participante/#!/


Fonte:Calila Notícias c/adaptações 12/06/2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Alagoas: MPF investiga prefeituras por desvio de R$ 6 milhões da educação para vaquejada


                                      foto:reprodução



(Folhapress) – O Ministério Público Federal em Alagoas abriu um procedimento para investigar o uso de dinheiro da educação para o pagamento de agrotóxicos, peças de tratores e reforma de uma arena de vaquejada por parte de duas prefeituras de Alagoas, Campo Grande e Olho D’Agua Grande, comandadas pela mesma família.

O caso foi revelado no último dia 1º pela Folha, após cruzar extratos do Fundeb, mais de 30 notas fiscais e visitar as duas cidades. O procedimento foi instaurado na quarta (3) no 10º Ofício da Procuradoria da República em Alagoas, órgão com atribuição criminal.

Os desvios identificados pela reportagem, que somam cerca de R$ 6 milhões, ainda incluem gastos de manutenção de carros particulares para construtoras, sem que haja obras de educação, e gastos vultosos para transporte escolar. Nas cidades, no entanto, ônibus circulam em situação precária, escolas sofrem infraestrutura deficiente e professores recebem remuneração 50% abaixo do piso nacional.

O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação básica. Inclui verbas de impostos estaduais e municipais, acrescidas de complementação federal —por envolver dinheiro da União, a Procuradoria também atua nesses casos.

A família do político Arnaldo Higino controla os dois municípios. O sobrinho Teo Higino (PSB) é prefeito pelo segundo mandato de Campo Grande, e a mulher de Arnaldo, Suzy Higino (PP), governa Olho D’Água Grande também pelo segundo mandato.

Arnaldo Higino, Suzy Higino, Mara Higino e Teo Higino na convenção do PP em Olho D'Água Grande, em 2024 - Divulgação/PP
Arnaldo Higino, Suzy Higino, Mara Higino e Teo Higino na convenção do PP em Olho D’Água Grande, em 2024. (Foto: Divulgação/PP)

Todos foram procurados na tarde de quarta-feira, mas não responderam. A reportagem esteve nas prefeituras e pede, repetidamente, esclarecimentos desde 12 de maio.

O pai de Arnaldo, Evânio Higino, dá nome a uma arena de vaquejada, privada, que fica na entrada de uma das fazendas do grupo, em Campo Grande. Evânio Higino também é o nome de uma escola municipal que adiou o início do ano letivo por falta de carteiras.

Enquanto a quadra da escola Evânio Higino está interditada há pelo menos dois anos, com telhado destruído, o Parque de Vaquejada Evânio Higino, de propriedade da família, recebeu cobertura nova na arquibancada neste ano.

As melhorias para a vaquejada foram custeadas com dinheiro do Fundeb das duas cidades. A obra terminou em março, a tempo de receber uma competição, que deu R$ 380 mil em prêmios.

Outros membros da família Higino ocupam cargos nas duas cidades. Greicy Higino, sobrinha de Arnaldo e irmã de Teo, é secretária de Educação de Campo Grande. A mulher de Teo, Mara Higino, é vice-prefeita em Olho D’Água Grande.

Arnaldo Higino foi eleito prefeito de Campo Grande pela primeira vez em 1992 e, desde 2005, deixa o cargo apenas para parentes assumirem. Ele já é alvo de várias investigações.

Em 2017, foi preso em flagrante ao receber propina de R$ 11 mil de uma pessoa, também investigada, que esquentava notas fiscais para lavar o desvio de dinheiro público. Naquela investigação, os desvios detectados também envolviam recursos da educação, relacionados a merenda escolar e ao PDDE (Programa de Dinheiro Direto na Escola), além de outras rubricas.

Um outro parente dele, Miguel Higino —que foi prefeito de Campo Grande entre 2013 e 2016— também foi investigado e preso. A Folha não conseguiu contato com Miguel.

Em 2011, Arnaldo Higino foi denunciado pelo Ministério Público de Alagoas sob acusação de ter desviado água da rede de abastecimento da cidade para beneficiar uma de suas fazendas. O “gato” de Arnaldo provocava falta de água em três povoados: Cabaças, Traíras e Capim.

Ele também já foi investigado sob suspeita de compra de votos e desvios de dinheiro da área de saúde. Nessa última ação, de 2019, foi condenado e fez um acordo para ressarcir, de forma parcelada, R$ 429 mil aos cofres públicos.

Arnaldo chegou a conseguir votos para se reeleger em 2020, pelo PP, mas a Justiça Eleitoral impugnou a candidatura por causa da condenação por improbidade e suspensão de direitos políticos. Foi na eleição suplementar que o sobrinho Teo Higino chegou ao cargo.

O ex-prefeito declarou, naquele pleito, ter R$ 874 mil em bens, a maior parte em propriedades. Ele chegou a migrar de partido, do PP para o PSB em 2024, mas sua filiação está suspensa por causa da perda de direitos políticos decorrente de condenação.

Ele também transferiu seu domicílio eleitoral para a cidade vizinha de Porto Real do Colégio. Relatos colhidos na cidade indicam que ele pretende estender sua influência além das cidades que já controla.


fonte: Por Paulo Saldaña/Folha de São Paulo/ICL 08/06/2026

sábado, 6 de junho de 2026

Jovem brasileiro cria IA que traduz libras em tempo real e ganha prêmio mundial


                                                              imagem:reprodução


Estudante de computação cria IA que traduz Libras para texto e áudio em tempo real e vence prêmio mundial. O talento da computação nacional acaba de conquistar o topo do cenário tecnológico global com um projeto focado em acessibilidade. 

O estudante brasileiro Gabriel Sales desenvolveu um aplicativo revolucionário que utiliza inteligência artificial e a câmera do smartphone para mapear e traduzir instantaneamente os movimentos das mãos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para áudio e texto na tela.

Pelo imenso impacto social e refino técnico, o jovem foi premiado em um dos maiores palcos de tecnologia do planeta.

fonte:Mundo tá doido/facebook - 06/06/2026

sexta-feira, 5 de junho de 2026

ENEM 2026: INSCRIÇÕES PODEM SER FEITAS ATÉ O DIA 12/06 (sexta-feira)



                                                         foto:reprodução


Estudantes de todo o país  podem ainda se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a partir desta segunda-feira (25), no site do Enem. O prazo vai até a próxima sexta-feira (12).

A taxa de inscrição é R$ 85 e o pagamento deve ser feito até 17 de junho. 

As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

MT: TCE investiga compra de R$ 80 milhões em materiais didáticos pelo prefeito Abílio Brunini; Vídeo


                                               Tem livros de disciplinas que não contém no curriculo escolar  da rede municipal. foto:reprodução


O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, fiscalizou nesta sexta-feira (29), a partir de denúncia do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, a compra de R$ 80 milhões em materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação e encontrou milhares de livros sem utilidade pedagógica armazenados em um centro de distribuição da prefeitura. 

Na Emeb Francisco Pedroso da Silva, a inspeção também identificou materiais de disciplinas que não integram a grade escolar e indícios de fraude em boletins, reforçando as suspeitas de irregularidades na aquisição e utilização dos materiais.  Informações do TCE no instagram.

Veja o vídeo no link abaixo:


https://www.instagram.com/p/DY8GAa6oeYd/

Bahia: Programa Partiu Estágio convoca 1.002 universitários para atuar em órgãos públicos do Estado


                                                                        foto:reprodução


O Governo da Bahia publicou mais uma convocação do Programa Partiu Estágio. A iniciativa divulgada pela Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) convoca 1002 universitários que terão a oportunidade de obter experiência de trabalho na Administração Pública Estadual. 

 

Este é o segundo chamamento relativo ao Edital de Abertura de Inscrições no 001/2026 que ofereceu a partir deste semestre 5.937 vagas para estudantes atuarem como estagiários no Estado. A lista completa dos universitários pode ser conferida no site da Saeb www.saeb.ba.gov.br

 

O grupo tem de 1º a 12 de junho para entrar em contato, por telefone ou e-mail, com as unidades de Recursos Humanos dos órgãos onde irão atuar para obter informações sobre a forma de entrega da documentação exigida. Além disso, o estudante selecionado para a vaga de estágio receberá uma mensagem via whatsapp informando a alteração do seu status na plataforma BA.GOV.BR (www.ba.gov.br

 

 

Iniciativa do Governo do Estado, o programa Partiu Estágio é destinado a estudantes com idade mínima de 16 anos residentes no estado da Bahia que tenham concluído 50% ou mais da carga horária do curso de graduação e estejam regularmente matriculados em instituição de ensino superior com sede ou polo situados no Estado. Podem participar alunos de curso nas modalidades presencial, semipresencial ou a distância (EAD).

 

O Partiu Estágio concede ainda prioridade a candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública e aqueles que frequentaram a rede privada com bolsa integral. Além disso, 10% das vagas são para estudantes com deficiência, conforme estabelece a Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008.

 

O estágio tem duração máxima de um ano, sem possibilidade de prorrogação, exceto nos casos de alunos com deficiência. O programa prevê carga horária de 4 horas diárias e 20 horas semanais, com bolsa no valor de R$ 607,00, além de auxílio-transporte e férias remuneradas.



Fonte:Redação do BN  c/adaptações - 01/06/2026