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segunda-feira, 13 de abril de 2026

EUA: ALEXANDRE RAMAGEM É PRESO PELO ICE



Foto: reprodução


O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos. A informação é da Globo News.

Ramagem foi preso em Orlando (Flórida) por questões migratórias. O governo brasileiro aguarda mais informações sobre o processo de retorno dele ao Brasil.

O ex-deputado Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 13/04/2026

domingo, 12 de abril de 2026

Mundo: Orbán admite derrota em eleição após 16 anos no comando da Hungria


                                              foto:reprodução


 O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu, neste domingo (12/4), que perdeu as eleições no país. Com 60,24% dos votos contados, o Conselho Nacional Eleitoral aponta que o Tisza, partido de centro-direita liderado por Péter Magyar, deve conquistar 136 das 199 vagas do parlamento.

Em discurso a apoiadores, Orbán afirmou que o resultado é claro e parabenizou o partido vencedor. “O resultado das eleições é doloroso para nós, mas compreensível. Parabenizei o Partido Tisza”, declarou o primeiro-ministro em Bálna.

“O peso da governança não está sobre nossos ombros neste momento, por isso é importante fortalecer nossas comunidades. E precisamos enviar uma mensagem aos 2,5 milhões de eleitores de que não os decepcionaremos”, declarou Viktor Orbán.

 Com a vitória do Tisza, Péter Magyar será o futuro primeiro-ministro da Hungria. O partido Fidesz, de Orbán, deve ficar com 56 cadeiras, de acordo com as apurações. O Mi Hazánk, que também é de direita, terá 7 assentos.

Orbán comandou a Hungria por duas décadas

Líder da extrema-direita da Hungria, Orbán comandou o país entre 1998 e 2002. Em 2010, voltou ao poder, onde seguiu por mais 16 anos.

O governo dele ficou marcado pela forte centralização institucional, influência sobre a mídia e aproximação com líderes como Donald Trump e Vladimir Putin. O húngaro também demonstrava proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

                                        foto:reprodução


O húngaro de 62 anos é formado em direito pela Universidade Eötvös Loránd, de Budapeste. Na Europa, ele é conhecido por visões majoritariamente conservadoras, nacionalistas e anti-imigração.


Uma das polêmicas da gestão foi a “agenda anti-gay” do premier. Em dezembro de 2020, o Parlamento húngaro aprovou uma lei que impede casais do mesmo sexo de adotarem crianças.

O casamento gay é proibido no país, que aprovou uma emenda constitucional que define o casamento como uma instituição exclusiva entre homem e mulher. Sob Orbán, a Constituição húngara define que a “mãe é uma mulher e o pai é um homem”.

 Após quase duas décadas na liderança da Hungria, o primeiro-ministro, que faz parte do movimento conservador internacional, passou a enfrentar grande desgaste após anos de estagnação econômica, aumento do custo de vida e críticas sobre o fortalecimento de redes empresariais próximas ao governo.

Relação com Trump


O presidente dos EUA, Donald Trump, é um dos principais aliados de Orbán. Na última sexta-feira (10/4), o republicano chegou a afirmar que pode fornecer apoio econômico à Hungria caso o premier fosse reeleito.

“Minha administração está pronta para usar todo o poderio econômico dos Estados Unidos para fortalecer a economia da Hungria, como fizemos por nossos grandes aliados no passado, caso o primeiro-ministro Viktor Orbán e o povo húngaro precisem”, afirmou Trump na Truth Social.

Na última semana, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viajou a Budapeste para endossar o apoio à candidatura de Viktor Orban.

Oposição cresceu com Péter Magyar

O avanço de Péter Magyar, ex-integrante do próprio Fidesz que rompeu com Orbán em 2024, redesenhou o cenário político húngaro.

À frente do Tisza, ele capitaliza a insatisfação com a economia e com denúncias de corrupção, além de defender o desbloqueio de fundos europeus e reformas no sistema de saúde.

Às vésperas da votação, Orbán acusou adversários de tentarem gerar “caos” e de conspirarem com serviços de inteligência estrangeiros para influenciar o resultado eleitoral. O governo também fala em possíveis tentativas de fraude e protestos organizados.


 

Eleições 2026: Ao criticar Lula, Flávio Bolsonaro usa vídeo de pessoas catando comida no governo do pai





O senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou neste domingo (12) um vídeo nas redes sociais em que critica o governo Lula e afirma haver um cenário de agravamento da crise econômica no país. Na gravação, ele menciona o endividamento das famílias brasileiras e o aumento do custo de vida, argumentando que muitos cidadãos enfrentam dificuldades para arcar com despesas básicas.

Durante o vídeo, são exibidas cenas de pessoas recolhendo alimentos de um caminhão de lixo, apresentadas como exemplo da situação atual. No entanto, as imagens não são recentes.

As cenas foram originalmente divulgadas em outubro de 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em reportagem que mostrava o aumento da fome no país à época.

A utilização do material fora de contexto gerou críticas nas redes sociais. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que o conteúdo divulgado pelo senador é enganoso e acusou a publicação de disseminar desinformação.

Além disso, Flávio Bolsonaro também atribuiu ao atual governo a responsabilidade pelas altas taxas de juros no Brasil, relacionando o cenário econômico às políticas fiscais adotadas.

Especialistas, no entanto, apontam que a taxa básica de juros (Selic) é definida pelo Banco Central, que possui autonomia para tomar decisões com base em diversos indicadores econômicos.

Abaixo, veja o vídeo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em outubro de 2021. “Em mais um retrato do agravamento da fome no Brasil, imagens de pessoas em busca de comida em um caminhão de lixo em Fortaleza (CE) viralizaram nas redes sociais”, diz o post.

EUA: Foragido do 8/1 que pediu socorro a Eduardo Bolsonaro é preso pelo ICE


                                         foto:reprodução


O empresário bolsonarista Esdras Jônatas dos Santosinvestigado por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que resultaram na depredação dos prédios dos Três Poderes, foi preso, nos Estados Unidos, nesta semana.

Ele foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e está sob custódia no Centro de Detenção do Condado de Glades, em Moore Haven, na Flórida, de acordo com informações das autoridades norte-americanas.

Esdras Jônatas estava foragido por liderar manifestações antidemocráticas em Minas Gerais após o resultado das eleições de 2022, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o, então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro nas urnas.

 Em junho do ano passado, o empresário viralizou ao gravar um vídeo chorando e pedindo socorro a Eduardo Bolsonaro. Ele era considerado um dos principais foragidos da Justiça brasileira por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro.


À época, ele confirmou que vivia escondido em Fort Lauderdale, na Flórida, ao lado da ex-mulher, Kathy Le Thi Thanh My dos Santos, que também era procurada pelas autoridades.

Envolvimento


Segundo as investigações, Esdras teria montado acampamento em frente a um quartel do Exército, em Belo Horizonte, onde manifestantes defendiam intervenção militar e contestavam o resultado das urnas. As suspeitas apontam que ele esteve entre os articuladores.

No início de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento do passaporte e o bloqueio das contas bancárias do bolsonarista.

A prisão pelo ICE, no entanto, não resulta na deportação automática. Nessa condição, o detido passa a responder a um processo migratório nos EUA, podendo ser liberado, permanecer sob custódia ou eventualmente deportado. A decisão depende da Justiça de imigração americana.

Fonte:/ Metrópoles - 12/04/2026


Porto Seguro: Amigas desaparecem e familiares encontram carta misteriosa


                                       foto:reprodução/Redes Sociais


As amigas Tamara Martins Guimarães, de 23 anos, e Elen Santos da Silva, 21, estão desaparecidas desde a madrugada de (10), quando foram vistas pela última vez na localidade de Xandó, em Porto Seguro no sul da Bahia. O caso é investigado pela 1ª Delegacia Territorial (DT/Porto Seguro).

Antes de desaparecer, Elen Santos teria escrito uma carta para a mãe onde afirmou que iria romper com a família. “Por mais que eu te ame, vou romper a nossa ligação. Hoje eu estou livre, mas mesmo assim vou te honrar e te proteger do mundo”, teria escrito. As famílias registraram um boletim de ocorrência relatando o desaparecimento das jovens.

A Polícia Civil informou que as amigas foram vistas pela última vez na localidade de Xandó, após saírem juntas em uma motocicleta de Tamara.


Fonte: /METRÓPOLES - 13/04/2026

Recife: Delegado da PF que isentou Flávio Bolsonaro em investigação é flagrado furtando carpaccio em mercado; VÍDEO


                                             foto:reprodução


O delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, foi flagrado por uma câmera de circuito interno na última quarta-feira (8) furtando um item em um supermercado no shopping RioMar, no Recife. Ele é o mesmo que, em janeiro de 2020, isentou Flávio Bolsonaro de lavagem de dinheiro nas negociações de imóveis no Rio de Janeiro.

 

Na época, Flávio elogiou a investigação, mas não mencionou que conhecia o delegado, então diretor da Associação dos Delegados da Polícia Federal no Rio de Janeiro, havia pelo menos sete anos. Quando a informação veio à tona, nem Flávio nem Blatt quiseram comentar a relação.

 

Em dezembro de 2020, o delegado foi alvo de uma representação de associados por ter contratado a namorada para fornecer cestas de café da manhã aos membros da entidade, pagamento de R$ 34,2 mil, de julho a outubro. O estatuto da ADPF veda a contratação de cônjuge ou companheiro por dirigentes. A defesa de Blatt afirmou que a namorada tecnicamente não era sua companheira, porque ainda estava em processo de divórcio.

 

Agora, lotado em Pernambuco, Blatt foi conduzido à Delegacia de Boa Viagem após ser abordado por seguranças do supermercado. As câmeras registraram o momento em que ele pega um item na prateleira, senta na área da padaria, guarda o produto no bolso da bermuda e passa pelo caixa pagando outras mercadorias. Na saída, foi detido e devolveu o produto.

 

O vídeo foi registrado por volta das 16h, na unidade da rede Palato. A TV Globo apurou que o produto furtado foi um carpaccio de trufas negras, uma iguaria usada para comer com pães. O alimento, vendido em conserva, custa R$ 300.

 

Veja momento:

 

 

 

De acordo com o G1, a Polícia Civil instaurou inquérito por meio de portaria. Além do inquérito criminal por furto, ele responde a um processo disciplinar aberto pela Corregedoria da PF.




Fonte: BAHIA NOTÍCIAS - 12/04/2026

Rio: Morre o ator e dublador Silvio Matos aos 82 anos

 

 
                                                             foto:reprodução/Band


O ator e dublador Silvio Matos morreu neste sábado (11), aos 82 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada por colegas do artista nas redes sociais. A causa da morte não foi informada.


Com uma carreira que atravessou décadas, Silvio se destacou na teledramaturgia brasileira, com passagens por novelas e programas da TV aberta, além de uma trajetória consolidada na dublagem. Ele iniciou a carreira no teatro nos anos 1960 e, na década seguinte, atuou ao lado da esposa, Aliomar de Matos, em produções da TV Bandeirantes.

O artista também integrou o elenco de produções que marcaram gerações, como Carrossel, Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum. Mais recentemente, participou da série Louco Por Elas, em que contracenou com Glória Menezes.

Na dublagem, deu voz a produções como A Feiticeira e Viagem ao Fundo do Mar, além de atuar como diretor de dublagem e publicitário.

Nos últimos anos, voltou a ganhar visibilidade entre o público jovem ao participar de esquetes do canal Parafernalha, onde conquistou uma nova geração de fãs.

fonte:grupo.metropole - 12/04/2026

Rio: "Agora é guerra", diz ex-modelo brasileira que pode revelar ligações de Trump e Melania com Epstein e rede de modelos de luxo



                                             foto:reprodução


247 – A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, afirmou que está disposta a expor conexões envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o financista Jeffrey Epstein e o universo das agências de modelos de luxo. Deportada dos Estados Unidos após meses em centros de detenção migratória, Amanda sustenta que sua história reúne poder, violência, silêncio forçado e uma disputa brutal pela guarda do filho.

As informações foram publicadas originalmente pelo jornal El País, que entrevistou Amanda em sua nova residência, um apartamento no Rio de Janeiro. Na conversa, ela narra sua deportação, relembra a convivência com o círculo social dos Trump e faz graves acusações contra o ex-companheiro Paolo Zampolli, empresário ítalo-americano com longa trajetória na noite nova-iorquina e no mercado internacional de modelos.

“Agora é a guerra. Vamos ver quem ganha. Guardei silêncio durante anos e, por isso, as pessoas me julgam. Por que você fala agora?, me dizem. Porque o cara não me deixou viver em paz! Eu tentei. Saí da relação sem nada, deixei meu filho interno em um colégio e fui trabalhar”, declarou Amanda. Em outro trecho, ela resume o trauma de sua trajetória: “Não bastou me destruir durante 20 anos de relação: quis me destruir de novo quando comecei uma nova vida, quando me casei”.

Do convívio com os Trump à queda brutal

O caso chama atenção porque Amanda não era uma imigrante anônima perdida no sistema norte-americano. Durante anos, ela frequentou ambientes de alto luxo e poder. Ao lado de Zampolli, participou de encontros sociais com Donald Trump e Melania Trump em Mar-a-Lago, incluindo a festa de réveillon que marcou a chegada de 2022. Segundo Amanda, essas ocasiões eram longas e vazias. Ela recorda uma dessas celebrações como um evento “chatíssimo de seis horas”.

O convívio entre os casais se repetiu em outras ocasiões, como réveillons, um evento infantil de Páscoa na Casa Branca e comemorações do 4 de Julho. Parte dessa rotina foi registrada em redes sociais por Zampolli, figura conhecida por ter apresentado Melania a Trump. A antiga intimidade com o núcleo trumpista, porém, não impediu que Amanda acabasse presa e deportada em meio ao endurecimento da política migratória adotada após o retorno de Trump à Casa Branca.

Depois de praticamente meia vida nos Estados Unidos, Amanda foi expulsa do país em outubro do ano passado. Antes disso, passou cerca de três meses e meio em centros de detenção. Seu caso se insere no contexto de escalada repressiva contra imigrantes desde o retorno de Trump ao poder em janeiro de 2025, quando ele anunciou o que chamou de “a maior deportação da história”.

Prisão, denúncia anônima e deportação

Já afastada de Zampolli, Amanda havia deixado Nova York e Washington e vivia em Aventura, na Flórida, com o atual marido, um médico brasileiro. A situação explodiu em junho passado. “Dez policiais invadiram minha casa, me prenderam, levaram meu filho para a delegacia”, relatou.

Ela e o marido foram detidos sob acusação de fraude em uma clínica estética, após denúncias anônimas. Amanda rejeita integralmente as acusações e afirma que a deportação a impediu de organizar sua defesa de forma adequada. “A verdade virá à tona”, disse. O impacto da prisão foi descrito em termos dramáticos: “Me colocaram numa cela com assassinas de crianças! Eu, que não tenho ficha criminal. Estava aterrorizada”.

Segundo o El País, quando Zampolli soube da prisão da ex-companheira, ele procurou um chefe do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos, o ICE, para que Amanda permanecesse encarcerada e fosse deportada, o que favoreceria sua tentativa de obter a guarda do filho. Essa versão também foi relatada anteriormente pelo The New York Times. Procurado pelo jornal espanhol, Zampolli negou qualquer irregularidade.

Amanda foi transferida algemada nos pés e nas mãos para um centro de detenção de imigrantes em Miami. Ali começou, segundo ela, um período de horror. Seu marido, que possuía green card, foi libertado. Ela, não. “Me ofereci voluntariamente para lavar o chão às seis da manhã para não enlouquecer. Passava o dia chorando, li a Bíblia do começo ao fim”, afirmou.

A brasileira também descreveu o que considera cenas degradantes dentro da estrutura migratória dos Estados Unidos. Disse ter visto pessoas com residência legal detidas, uma idosa octogenária algemada em cadeira de rodas e uma jovem que havia acabado de perder um bebê e demorou a receber atendimento médico.

Para a conclusão da deportação, Amanda foi levada à Louisiana. O cenário, segundo ela, era ainda mais brutal. “Aquilo era um pavilhão com mais de 120 pessoas, o chão molhado, sem janelas, quatro dias sem ver o sol… saí infestada de piolhos”, contou. Ela desembarcou no Brasil com uniforme prisional, sem pertences e sem telefone celular. “Passei um mês deprimida num quarto”, relatou.

Acusações de abuso e guerra judicial

Amanda diz lamentar não ter deixado Zampolli antes e, principalmente, não tê-lo denunciado no passado. “Eu vivia à mercê de um psicopata doente que abusava de mim psicológica, sexual e fisicamente. Pedi ajuda a muita gente. Ninguém jamais me ajudou. Mas eu não podia ir embora sem meu filho, e ele não assinava [a autorização]”, afirmou.

Zampolli negou as acusações. Ao El País, respondeu: “Eu a fiz embaixadora [substituta], éramos convidados para a Casa Branca… Que abuso é esse? Tivemos uma relação de novela, muito tóxica”. A disputa entre os dois se tornou um dos eixos centrais do caso, especialmente pela batalha pela guarda do filho adolescente.

Amanda afirma que tenta reorganizar a própria vida no Brasil enquanto aguarda desdobramentos judiciais e sonha em reencontrar o filho e o marido. O caso envolve diferentes frentes legais e uma guerra pessoal que, segundo ela, apenas começou.

O voo no avião de Epstein

Um dos pontos mais delicados do relato de Amanda envolve Jeffrey Epstein, morto na prisão em 2019, e sua cúmplice Ghislaine Maxwell, condenada por tráfico sexual. A brasileira contou que, em 2002, quando ainda não havia completado 17 anos, viajou de Paris para Nova York no avião privado de Epstein, o chamado Lolita Express.

Amanda diz que foi enganada pelo agente, que apresentou a viagem como algo banal. “Meu agente me disse: ‘Vamos com um casal de amigos, um avião privado só para nós’. Lá havia umas 30 mulheres muito jovens, de 14, 15, 16 anos. Eu disse: ‘O que é isso?’. E ele me respondeu: ‘Não se preocupe’”, recordou.

Segundo Amanda, ela não interagiu com ninguém no voo além de uma breve apresentação aos anfitriões. “Amanda, deixa eu te apresentar ao Jeffrey”, teria dito o agente. Em seguida, ela relatou o diálogo: “Ele se aproximou e perguntou: ‘De onde você é? Quantos anos você tem? Com que agência de modelos trabalha?’. E ele me apresentou à Ghislaine”.

Amanda afirma que nunca mais voltou a encontrar Epstein. Também observa que o agente de modelos que a levou àquele avião, Jean-Luc Brunel, mais tarde foi preso no âmbito do caso Epstein e morreu numa prisão em Paris, em 2022.

Carreira internacional e passagem pela ONU

Natural de Londrina, Amanda deixou sua cidade natal aos 13 anos para seguir carreira como modelo. Passou por São Paulo, Itália, Alemanha, Japão e Coreia do Sul antes de tentar se firmar em Nova York. Mais tarde, ao se tornar mãe em 2010, deixou a moda.

Foi nesse período que, segundo a reportagem, Zampolli lhe conseguiu um posto vinculado às Nações Unidas. Amanda passou a atuar como diplomata da ilha de Granada, enquanto ele representava Dominica. É daí que vêm os títulos diplomáticos citados em sua trajetória.

Ela aparece em documentos da ONU como representante de Granada em sessões sobre a Corte Penal Internacional e o Tratado de Não Proliferação Nuclear. “No começo, eu não entendia nada. Mas comecei a fazer contatos, a criar uma rede profissional. E fui muito bem”, afirmou.

Amanda também relata que trocou o visto de modelo por um passaporte diplomático com isenção fiscal. Segundo um aparente acordo extrajudicial citado pelo El País, Zampolli teria preferido manter esse arranjo por vantagem tributária. Ela ainda atribui ao ex-companheiro uma promessa ligada à política norte-americana: “Paolo me dizia: ‘Espera Trump ganhar as eleições [pela segunda vez], que arrumamos seus papéis e ele te dá um passaporte americano’”.

Zampolli, Trump e o submundo do luxo

Zampolli construiu sua fama no circuito da noite de Nova York e no mercado internacional de modelos. Foi dono da agência ID Models e transitou por ambientes frequentados por bilionários, celebridades e operadores do luxo. Nesse universo, cruzou em algumas ocasiões com Epstein. Seu nome aparece citado em poucos documentos entre os milhões divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, incluindo recortes de imprensa e um e-mail enviado ao criminoso sexual por intermédio de terceiros, com link para uma revista de luxo.

Ao The New York Times, Zampolli disse que não tinha proximidade com Epstein. Ainda assim, o entrelaçamento entre o mercado de modelos, as elites nova-iorquinas, o entorno dos Trump e o nome de Epstein reforça o peso político e simbólico da narrativa agora apresentada por Amanda.

Ao fim da entrevista ao El País, já com o sol caindo no Rio de Janeiro, Amanda repassava uma história marcada por poder, violência, silenciamento e colapso pessoal. Entre reuniões com advogados e a esperança de rever o filho, ela indica que pode ampliar ainda mais o alcance público do caso. A frase que escolheu para definir seu momento resume o tom da batalha: “Agora é a guerra”.


FONTE: BRASIL 247 - 12/04/2026