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terça-feira, 28 de julho de 2026

Economia: Trump relaciona Bolsonaro em nova ordem contra o Brasil



                                               foto:reprodução



Mesmo sem citar diretamente, o governo de Donald Trump voltou a relacionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma nova ordem que prorroga por mais um ano o estado de emergência nacional declarado pelos Estados Unidos em relação ao Brasil.

No documento, assinado nesta terça-feira (28/7), a Casa Branca afirma que integrantes do governo brasileiro estariam promovendo uma “perseguição política” contra um ex-presidente, seus familiares e apoiadores, argumento usado para justificar a renovação da medida.

O comunicado será publicado nesta quarta-feira (29/7) no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial dos Estados Unidos, e encaminhado ao Congresso norte-americano. A decisão, no entanto, não cria novas sanções ou tarifas contra o Brasil.

Recentemente, parte das exportações brasileiras para os EUA passou a ser taxada em 37,5% após duas investigações conduzidas pelo governo norte-americano.

Na ordem, a Casa Branca afirma que a suposta perseguição ao ex-presidente estaria contribuindo para “o enfraquecimento deliberado do Estado de Direito”, além de promover intimidação por motivação política e violações de direitos humanos no Brasil.


O texto também renova críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte de promover “censura e a prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão”.

Estado de emergência decretado em 2025 já relacionava Bolsonaro

A renovação mantém em vigor a emergência nacional decretada por Trump em julho de 2025. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos afirmou que ações do governo brasileiro representavam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.


A legislação dos EUA prevê que esse tipo de medida seja reavaliado anualmente e, caso o governo considere necessário, prorrogado por meio de comunicação formal ao Congresso.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos de prisão por participação na trama golpista relacionada aos ataques contra o resultado das eleições de 2022.

Desde o ano passado, Trump tem feito manifestações públicas em defesa de Bolsonaro. Quando instituiu o estado de emergência contra o Brasil, em julho de 2025, a Casa Branca já havia sustentado que o ex-presidente brasileiro era alvo de perseguição política.


Fonte:, /Metrópoles - 28/07/2026

EUA:O que a Cientologia tem a ver com o afastamento do ator Tom Cruise da filha?

                                                foto:reprodução/GettyImagens



A relação entre Tom Cruise e a filha, Suri, voltou a ser comentada nas redes sociais após a jovem oficializar a retirada do sobrenome do pai. Ela agora passará a usar legalmente o nome Suri Noelle, em homenagem ao nome do meio da mãe, Katie Holmes, e brigou judicialmente para não ter o nome do pai, com quem não tem contato desde 2012.

Tom Cruise e Katie Holmes começaram a namorar em 2005 e tiveram Suri em abril de 2006. Os dois se casaram sete meses depois, mas o relacionamento chegou ao fim em agosto de 2012, quando a atriz pediu o divórcio. Desde então, Suri passou a viver com a mãe em Nova York e o contato com o pai praticamente deixou de existir.

O que é a Cientologia?

Criada em 1953, pelo escritor norte-americano L. Ron Hubbard, a organização é considerada uma religião pelos seguidores. A doutrina defende o autoconhecimento, o desenvolvimento espiritual e a superação de traumas.

Para a Cientologia, cada pessoa é um “thetã”, um ser espiritual que vive diferentes existências. Os fiéis participam de cursos e auditorias, sessões de aconselhamento espiritual para avançar na religião.

A organização é alvo de críticas por suposto controle sobre a vida dos membros, cobranças por cursos e incentivo ao afastamento de pessoas consideradas “supressivas”. Além de Tom Cruise, John Travolta e Elisabeth Moss também já declararam seguir a Cientologia.

Como a religão afastou pai e filha

Segundo o jornalista investigativo Tony Ortega, especialista na organização, Katie decidiu deixá-la para proteger Suri. Após o divórcio, a atriz teria sido classificada pela igreja como uma “pessoa supressiva”, termo usado para definir indivíduos considerados uma ameaça à instituição. De acordo com Ortega, seguidores da religião são incentivados a restringir ou até romper o contato com pessoas enquadradas nessa categoria.

A hipótese é apontada como uma das principais explicações para o distanciamento entre pai e filha, que não são vistos juntos desde 2012, ano em que Tom Cruise e Katie Holmes se separaram.

Em meio ao afastamento do pai, Suri passou a adotar gradualmente uma identidade ligada à mãe. Em 2024, ela chamou atenção ao usar o nome Suri Noelle na cerimônia de formatura do ensino médio.

Agora, segundo o Page Six, a alteração foi oficializada e aparece no registro eleitoral da jovem na Pensilvânia, onde ela estuda teatro musical na Universidade Carnegie Mellon.


Fonte:Camilla Germano/Metrópoles - 28/07/2026

Argentina: Milei é alvo de denúncia por uso de recursos públicos em ato de Flávio Bolsonaro



                                        foto:reprodução



O presidente da Argentina, Javier Milei, passou a enfrentar um novo problema judicial após sua polêmica passagem pelo Brasil. Nesta segunda-feira (27), dois advogados protocolaram uma denúncia criminal na Justiça Federal argentina acusando o chefe da Casa Rosada de utilizar recursos públicos para participar da convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

A denúncia foi apresentada pelos advogados José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio nos tribunais federais de Comodoro Py e atribui a Milei os crimes de malversação de recursos públicos e descumprimento dos deveres de funcionário público. Segundo os autores, a viagem ao Brasil teve caráter essencialmente partidário e não institucional, o que tornaria indevido o emprego da estrutura oficial do Estado argentino.

Na peça, os advogados sustentam que Milei utilizou o avião presidencial, a comitiva oficial e recursos do Tesouro argentino para participar de um evento eleitoral destinado a apoiar Flávio Bolsonaro. Para eles, a estrutura pública foi desviada para beneficiar “uma parcialidade política”, contrariando a finalidade prevista para gastos de representação internacional.

O texto também afirma que o presidente argentino agravou a crise diplomática ao atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes durante o evento realizado em São Paulo. Na avaliação dos denunciantes, as declarações violaram o princípio da não intervenção em assuntos internos de outro Estado e provocaram prejuízo às relações bilaterais entre Brasil e Argentina.

Os autores da ação afirmam que os recursos públicos destinados pela lei orçamentária argentina à representação internacional foram utilizados para uma finalidade diversa da prevista. A denúncia sustenta que o deslocamento não atendeu a interesses do Estado argentino, mas a objetivos político-eleitorais ligados à campanha de Flávio Bolsonaro.

O episódio amplia a dimensão da crise iniciada após a visita de Milei ao Brasil. Além da reação do governo brasileiro, que classificou as declarações do presidente argentino como uma interferência em assuntos internos, o caso agora passa a produzir consequências também na esfera judicial argentina.

A denúncia ainda deverá passar pela análise da Justiça Federal, que decidirá se há elementos para instaurar uma investigação formal contra Milei. Se isso ocorrer, o caso abrirá um novo flanco jurídico para o presidente argentino, desta vez relacionado diretamente à utilização da máquina pública em uma agenda de natureza eleitoral realizada fora do país.

Fonte: CLEBER LOURENÇO/ICL NOTICIAS - 28/07/2026

Economia: Brasil aciona OMC contra tarifas de Trump e contesta medidas dos EUA


                                             foto:reprodução


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou, nesta segunda-feira (27/7), pedido de consultas à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas de 25% e 12,5% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A medida, anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores, abre a primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias da OMC e marca a reação oficial do Brasil às sobretaxas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o Itamaraty, o Brasil considera que as medidas norte-americanas “são injustificadas e incompatíveis” com as obrigações assumidas pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT 1994) e das regras de solução de controvérsias da OMC.

“O Brasil apresentou, em 27 de julho, pedido de consultas aos Estados Unidos (EUA) no âmbito do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, informou o Itamaraty em nota.

Brasil é alvo de duas tarifas

  • Desde a última sexta-feira (24/7), alguns produtos brasileiros passaram a ser taxados em 37,5%, por causa de duas punições aplicadas pelos EUA.
  • A mais recente, de 12,5%, refere-se a uma investigação contra países que falharam no combate ao ingresso de mercadorias fabricadas com trabalho forçado.
  • A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10%, aplicada desde fevereiro deste ano após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar parte das tarifas anunciadas por Trump no chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril de 2025.
  • Na última quarta-feira (22/7), já havia entrado em vigor sobretaxa de 25% sobre parte de produtos brasileiros.
  • A decisão foi anunciada pelo USTR, que encerrou investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
  • Segundo o governo Trump, o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento e políticas relacionadas ao Pix.

Brasil rejeita justificativas dos EUA

Na nota divulgada nesta segunda-feira, o Itamaraty afirma que as duas medidas norte-americanas violam obrigações multilaterais assumidas pelos Estados Unidos.

“O Brasil considera que as medidas norte-americanas são injustificadas e incompatíveis com obrigações dos EUA no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e do Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC”, diz o comunicado.

Antes da conclusão da investigação sobre trabalho forçado, o governo brasileiro já havia contestado formalmente as acusações apresentadas por Washington.

Em manifestação encaminhada ao USTR, em junho, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o país dispõe de legislação e mecanismos de fiscalização para impedir a entrada e a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.

“O arcabouço interno e as medidas de fiscalização associadas são complementados por uma série de acordos internacionais destinados a erradicar o trabalho forçado entre os parceiros comerciais do Brasil e impedir que produtos fabricados com trabalho forçado ingressem no mercado brasileiro”, argumentou o chanceler.

Recurso é visto como “simbólico”

O pedido de consultas representa a primeira etapa do sistema de solução de controvérsias da OMC. Caso não haja acordo entre os dois países, o Brasil poderá solicitar a criação de um painel para analisar a disputa.

No entanto, integrantes da diplomacia brasileira reconhecem que a iniciativa tem efeito prático limitado. O recurso deve cumprir, principalmente, papel político e jurídico de registrar a posição brasileira diante das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

A avaliação leva em conta a atual paralisia do Órgão de Apelação da OMC, responsável pela instância final do sistema de resolução de disputas. Desde 2019, o mecanismo permanece sem funcionamento após os Estados Unidos bloquearem a nomeação de novos integrantes durante o primeiro mandato de Donald Trump.


Fonte:Manuela de Moura/Metrópoles - 28/07/2026

Desprezo de Lula por Milei é o principal destaque da imprensa argentina


                                   foto:reprodução


247 – A resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos sucessivos ataques do presidente argentino Javier Milei ganhou amplo destaque na imprensa do país vizinho. Segundo o jornal Clarín, a reação de Lula, marcada pelo desprezo às ofensas, tornou-se um dos principais temas da cobertura política argentina após o agravamento da crise diplomática entre Brasília e Buenos Aires.

Ao ser questionado sobre as declarações de Milei, Lula respondeu de forma irônica: “Quem é esse cara?”. Foi a primeira manifestação pública do presidente brasileiro sobre os ataques do líder argentino, que nos últimos dias voltou a chamá-lo de “presidiário” e “ladrão” durante um evento político ao lado do senador Flávio Bolsonaro.

O Clarín observa que a declaração de Lula transmitiu uma mensagem de desdém em relação ao presidente argentino, evitando um confronto direto no mesmo tom adotado por Milei.

Ataques de Milei agravaram a crise

A escalada da tensão ocorreu depois que Milei participou de um ato político em São Paulo e voltou a atacar o presidente brasileiro. Além das ofensas pessoais, o argentino acusou o governo brasileiro de financiar uma suposta campanha contra a Argentina nas redes sociais, chegando a afirmar que o Brasil teria arcado com 25% dos recursos utilizados nessa iniciativa.

Dias depois, durante a Exposição Rural, em Buenos Aires, Milei repetiu as acusações e voltou a criticar publicamente o governo Lula, aprofundando o desgaste nas relações bilaterais.

Brasil respondeu diplomaticamente

O governo brasileiro reagiu formalmente às declarações. O Itamaraty classificou os ataques como “graves e inaceitáveis”, convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas e manifestou repúdio às declarações do presidente argentino.

Antes mesmo da fala de Lula, integrantes do governo já haviam elevado o tom das críticas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou Milei de “palhaço” e afirmou que o presidente argentino tenta esconder os problemas econômicos de seu país atacando o Brasil.

Polarização marca relação entre os países

Segundo o Clarín, os episódios refletem um momento de forte polarização política na América do Sul, em que divergências ideológicas passaram a influenciar diretamente as relações diplomáticas entre os governos.

Enquanto Milei insiste em ataques pessoais e acusações de interferência estrangeira, Lula optou por responder com ironia e manter a reação institucional por meio do Itamaraty. Para o jornal argentino, a combinação entre o desprezo demonstrado pelo presidente brasileiro e a resposta diplomática oficial marcou a posição adotada por Brasília diante da escalada promovida pelo governo argentino.

Fonte: BRASIL 247 - 28/07/2026

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Política: Mais de 30 deputados argentinos repudiam Milei por ataques ao Brasil


                                                             Foto:reprodução/google


 Um grupo de mais de 30 parlamentares apresentou hoje na Câmara dos Deputados em Buenos Aires uma proposta de nota formal de repúdio contra Javier Milei pelas declarações "extremamente graves" feitas pelo presidente argentino contra autoridades brasileiras em São Paulo. Confira a análise do  colunista, João Paulo Charleaux, no site UOl desta segunda-feira (27).

https://noticias.uol.com.br/colunas/joao-paulo-charleaux/2026/07/27/mais-de-30-deputados-argentinos-repudiam-milei-por-ataques-ao-brasil.htm





Economia: Em recado aos EUA, Xi Jinping diz a Lula que China apoia Brasil contra ‘interferência externa’



                                     foto:reprodução


Os governos de Brasil e China reafirmaram neste domingo (26) o compromisso de ampliar a parceria estratégica entre os dois países. Em conversa por telefone, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês, Xi Jinping, discutiram o fortalecimento das relações bilaterais, a expansão da cooperação em áreas de alta tecnologia e a necessidade de acelerar as negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e a China.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi aproveitou a conversa para manifestar apoio ao Brasil diante de pressões externas. O governante chinês afirmou que seu país está pronto para fortalecer ainda mais a coordenação estratégica bilateral e multilateral com o Brasil, mantendo assim o ímpeto positivo na construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado.

Xi destacou que, diante de novas circunstâncias e desafios, a China e o Brasil, ambos importantes membros do Sul Global, devem posicionar-se firmemente do lado certo da história, bem como do lado do progresso da civilização, e desempenhar um papel construtivo ainda maior na reforma e no aprimoramento do sistema de governança global, além de defender a equidade e a justiça internacionais.

Na avaliação de Xi, Brasil e China exercem papel relevante entre os países do Sul Global e devem atuar para fortalecer a governança internacional e promover uma ordem mundial mais equilibrada. O presidente chinês declarou ainda que “o país valoriza profundamente o status internacional e a importante influência do Brasil, apoia o país na salvaguarda de sua soberania e independência, opõe-se à interferência externa e contribuirá para a manutenção da paz e da estabilidade regional e global”.

Do lado brasileiro, Lula destacou o avanço da parceria entre os dois países nos últimos anos. Segundo o presidente, a cooperação bilateral vem produzindo resultados positivos em diferentes setores e impulsionando o crescimento das relações comerciais.

Lula e Xi Jinping em Pequim. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Lula e Xi Jinping em Pequim. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Projetos nacionais de desenvolvimento

Em nota, o Palácio do Planalto informou que os dois chefes de Estado avaliaram formas de integrar seus projetos nacionais de desenvolvimento e concordaram em ampliar iniciativas conjuntas em segmentos considerados estratégicos. Entre as prioridades estão inteligência artificial, tecnologia espacial, processamento de minerais críticos e o comércio de fertilizantes.

Embora houvesse expectativa de que o telefonema tratasse das tarifas anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump contra produtos brasileiros e de outros parceiros comerciais, o comunicado oficial divulgado pelo governo brasileiro não faz qualquer referência ao assunto.

Ainda durante a conversa, Lula reiterou que o Brasil continuará investindo na diversificação de seus mercados externos e de seus parceiros comerciais. Os presidentes também defenderam maior rapidez nas negociações de um acordo entre Mercosul e China, respeitando as necessidades e flexibilidades de cada parte.

A situação internacional também ocupou parte da conversa. Os dois líderes demonstraram preocupação com o aumento dos conflitos armados e alertaram para seus impactos sobre o abastecimento de alimentos, a segurança energética e a estabilidade econômica mundial. Eles lamentaram ainda o elevado número de vítimas e os danos provocados pelas guerras.

Em relação ao Oriente Médio, Lula e Xi apontaram que as restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb afetam o comércio internacional e agravam os desafios da economia global. Ambos também manifestaram preocupação com a crise humanitária na Faixa de Gaza.

Conflito na Ucrânia

Sobre a guerra na Ucrânia, os dois presidentes defenderam o fortalecimento do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa lançada por Brasil e China na Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2024 para estimular uma solução negociada para o conflito.

O comunicado também registra críticas dos dois governos ao desempenho do Conselho de Segurança da ONU diante das crises internacionais. Segundo a avaliação compartilhada por Lula e Xi, o próximo secretário-geral da organização encontrará um cenário global marcado por desafios crescentes.

Ao encerrar a conversa, os presidentes reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e decidiram manter uma coordenação estreita em organismos internacionais, como a ONU e o Brics.

O diálogo ocorre em um momento em que Lula intensifica a defesa da ampliação das relações comerciais do Brasil com novos parceiros. Também neste domingo, em artigo publicado no The Washington Post, o presidente classificou como um “erro estratégico” as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que o país buscará novos mercados, investimentos e oportunidades de cooperação internacional.

 

domingo, 26 de julho de 2026

Brasil convoca embaixador na Argentina após ataques de Milei a Lula


                                            foto:reprodução


governo brasileiro decidiu neste domingo (26) convocar para consultas o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, após considerar como uma afronta as declarações feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, durante evento político realizado no sábado (25), em São Paulo. A informação foi publicada pelo jornal argentino Clarín.

Segundo a reportagem, a decisão foi tomada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, logo após seu retorno de uma viagem oficial à Ásia.

A medida representa um novo capítulo da crise diplomática entre Brasil e Argentina, agravada após Milei participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Milei atacou Lula e Moraes durante evento

Durante o discurso, o presidente argentino fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “ladrão” e de “lixo socialista“. Milei também voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca” por ter negado autorização para que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por decisão da Justiça, após condenação relacionada aos atos golpistas de janeiro de 2023.

As declarações provocaram reações imediatas de autoridades brasileiras. Horas depois do discurso, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, classificou as falas de Milei como uma manifestação incompatível com a civilidade que deve marcar as relações entre os Estados e afirmou que o argentino fez uma referência desrespeitosa a um integrante da mais alta Corte do país.

Governo brasileiro vê episódio como sem precedentes


De acordo com o Clarín, integrantes do governo brasileiro avaliam que a atitude de Milei não tem precedentes na história recente das relações entre os dois países.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal em Brasília, o presidente argentino “não tem ideia do que é ser presidente e não tem códigos”.

Ainda de acordo com essas fontes, a viagem de Milei ao Brasil, acompanhado da secretária-geral da Presidência argentina, Karina Milei, e do chanceler Pablo Quirno, acabou gerando atritos com diferentes instituições brasileiras.

“Em uma viagem privada, ele conseguiu ofender os Poderes Executivo, Judiciário e o povo brasileiro, algo nunca visto em décadas de relação bilateral. Nem nos momentos de rivalidade entre os governos militares houve algo semelhante”, afirmaram as fontes ao Clarín.

Comparação com visita de Lula a Cristina Kirchner


A reportagem também informa que integrantes da diplomacia argentina tentaram comparar a viagem de Milei para apoiar Flávio Bolsonaro à visita feita por Lula à ex-presidente Cristina Kirchner, em julho de 2025.

Na ocasião, Cristina já cumpria prisão domiciliar em processo por corrupção. Segundo o jornal, o governo brasileiro tratou aquele encontro como uma visita de caráter privado e manteve distância institucional do episódio.

O Clarín destaca ainda que, apesar das divergências políticas entre os dois presidentes, Lula sempre tratou Javier Milei de forma respeitosa, sem recorrer a insultos ou ataques pessoais.

Crise diplomática se intensifica


A convocação do embaixador Julio Bitelli é considerada um dos mais fortes gestos diplomáticos adotados por um país para demonstrar insatisfação com a conduta de outro governo. O episódio aprofunda a deterioração das relações entre Brasil e Argentina, que já vinham enfrentando sucessivos atritos desde a posse de Javier Milei.


Fonte: REVISTA FÓRUM - 26/07/2026

sábado, 25 de julho de 2026

SP: Presidente da Argentina chama Alexandre de Moraes de ‘lixo careca’ em convenção de Flávio Bolsonaro


                                             foto:reprodução


 O presidente da Argentina, Javier Milei, aproveitou o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, neste sábado (25), em São Paulo, para repetir seu discurso ultraliberal e atacar governos de esquerda.

Milei chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de “lixo careca” por não ter autorizado que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de estado. A convenção foi marcada por ataques de Flávio a Moraes e ao Judiciário.

Convidado de honra da convenção do PL, o argentino afirmou que o Brasil vive uma disputa entre “a liberdade” e a continuidade de um modelo de “submissão”, além de pedir apoio à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sem anunciar um candidato a vice nem definir alianças para a eleição de 2026, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de Milei, que afirmou confiar no senador para “parar a máquina socialista”. O presidente argentino encerrou sua fala repetindo seu bordão: “Viva la libertad, carajo”.

“Eu creio que Flávio somente pode parar Lula, e trazer uma verdadeira mudança para todas os brasileiros. (…) Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer de frente às organizações criminais e narcotráficos, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, disse Milei.

Durante o discurso, Milei atribuiu a histórica crise econômica da Argentina exclusivamente às gestões anteriores, classificadas por ele como socialistas. Segundo o presidente, esse modelo provocou aumento da pobreza, inflação, déficit fiscal, excesso de regulações e aproximou o país de “ditaduras e terroristas de diversas partes do mundo”.

Milei evitou mencionar os efeitos de seu próprio ajuste fiscal sobre a população argentina. Desde que assumiu a Presidência, seu governo promoveu cortes profundos nos gastos públicos, reduziu investimentos em áreas sociais, ampliou tarifas de serviços essenciais e viu crescer os índices de pobreza e a perda do poder de compra de parte significativa da população, enquanto enfrenta sucessivos protestos contra suas políticas.

O presidente argentino afirmou que o Brasil ainda não experimentou “as consequências mais profundas” do modelo que critica, mas alertou que isso poderá ocorrer caso o país “não mude de rumo”. Em seguida, reforçou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

“O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo”, disse.

Javier Milei e Flávio Bolsonaro.

Na convenção, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, gravou um recado em vídeo. Ele chamou Flávio de amigo e lhe deu parabéns pelo lançamento da candidatura. “Você é um grande campeão da amizade entre nossos povos e sei que você vai levar o Brasil a patamares cada vez mais elevados”, disse.

Honraria de Tarcísio

Antes de participar da convenção do PL, Milei foi recebido no Palácio dos Bandeirantes pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pela primeira-dama Cristiane Freitas.

Para recepcionar o presidente argentino, o governo paulista substituiu o tradicional tapete vermelho por um azul, em referência à chamada “onda azul”, expressão utilizada por lideranças da direita para simbolizar o avanço desse campo político na América do Sul. Segundo o governo estadual, a cor também homenageava a bandeira da Argentina.

Após uma reunião reservada, Tarcísio concedeu a Milei a Ordem do Ipiranga, a maior honraria do Estado de São Paulo. Em nota, o governador justificou a homenagem afirmando que a Argentina é um parceiro estratégico para o estado e defendeu o fortalecimento das relações comerciais e dos investimentos entre os dois países.

FONTE:ICL *Com Folhapress - 25/07/2026


Eleições 2026: Presidente do STF divulga nota após as baixarias de Milei na convenção de Flávio Bolsonaro


                               pRESIDENTE DO stf - eDSON fACHinCrédito: Victor Piemonte/STF




 247 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, repudiou neste sábado (25) o ataque de Javier Milei ao ministro Alexandre de Moraes durante a Convenção Nacional do PL, em São Paulo. Em nota, Fachin defendeu a autonomia do Judiciário e classificou a manifestação do chefe de Estado argentino como incompatível com a civilidade exigida nas relações internacionais.

Milei chamou Moraes de “lixo careca” ao comentar a decisão que o impediu de visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O argentino afirmou que pretendia encontrar o ex-presidente durante sua passagem pelo Brasil, mas não recebeu autorização judicial.

Na resposta, Fachin ressaltou que a ofensa foi proferida em território brasileiro contra um integrante da mais alta Corte do país. Também destacou que a decisão criticada por Milei foi tomada com base no ordenamento jurídico nacional.

“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, declarou Fachin.

O presidente do STF acrescentou que a independência do Poder Judiciário não está sujeita a pressões de autoridades estrangeiras e condenou o teor da declaração.

“Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, afirmou.

Apoio a Flávio Bolsonaro

O ataque ocorreu durante um discurso de aproximadamente 30 minutos na convenção que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do partido à Presidência da República.

Milei manifestou apoio à candidatura do senador, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse confiar em uma vitória do representante do PL nas eleições de outubro. O argentino ainda relacionou a disputa brasileira ao avanço de forças de direita em outros países latino-americanos.

“Hoje o Brasil pode se somar à transformação regional da qual temos sido testemunhas nestes últimos anos”, disse Milei.

Ao falar sobre Jair Bolsonaro, tratado por ele como “grande amigo”, o presidente argentino declarou esperar voltar ao Brasil para “dar um abraço em Jair Bolsonaro”. Fachin, em sua manifestação, limitou-se a responder ao ataque contra Moraes e a reafirmar a soberania institucional do Judiciário brasileiro.

Íntegra da nota

Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil. Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados.

Luiz Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: BRASIL 247 - 25/07/2026