A Suprema Corte dos Estados Unidos manteve a condenação do presidente Donald Trump, que terá de indenizar em US$ 5 milhões (quase R$ 26 milhões) a escritora e jornalista E. Jean Carroll pelos crimes de agressão sexual e difamação.
Nesta segunda-feira (29/6), a Corte se recusou a analisar um recurso que Trump interpôs no processo. No julgamento em que foi condenado, Trump escapou da acusação de estupro.
A decisão foi tomada sem comentários e sem registo de votos de vencido, sem alterações, portanto, no veredito proferido em 2023 e posteriormente confirmado por um tribunal federal de recurso.
Carroll, que já foi colunista da revista Elle, afirmou ter sido agredida sexualmente por Trump num provador de roupas de uma loja em Nova Iorque, na década de 1990.
foto:reprodução
Em um outro processo, Trump também foi condenado a pagar indenização de US$ 83,3 milhões (cerca de R$ 432,2 milhões) por difamação em declarações feitas em 2019, quando negou as acusações da escritora e a criticou.
Em maio deste ano, E. Jean Carroll, de 82 anos, passou a ser investigada pelo Departamento de Justiça após vencer processos movidos contra o presidente. O órgão alegou que apurava se ela teria cometido perjúrio ao prestar depoimento sobre o caso.
Assim como prometeu recorrer à Suprema Corte contra a condenação de US$ 5 milhões, Trump também disse que fará o mesmo no caso indenizado em US$ 83 milhões.
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247 - A crise envolvendo a família de Jair Bolsonaro (PL) ganhou um novo capítulo com o rompimento público entre Michelle Bolsonaro e dois de seus enteados. Segundo reportagem da jornalista Ana Flor, do G1, a ex-primeira-dama deixou de seguir o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) no Instagram, em um movimento que evidencia o agravamento das tensões familiares.
De acordo com a reportagem, Eduardo continua seguindo Michelle na plataforma, mas passou a compartilhar, em seu perfil no X, conteúdos com críticas direcionadas à madrasta. A movimentação nas redes sociais ocorre em meio a uma crescente troca de indiretas entre integrantes do núcleo bolsonarista.
Eduardo Bolsonaro compartilha críticas à madrasta
Entre as postagens republicadas por Eduardo está uma manifestação de Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que definiu o marido como "leve, respeitoso e carinhoso".
O ex-deputado federal também compartilhou um vídeo do ex-deputado Alexandre Ramagem, no qual o aliado afirma que Michelle estaria fazendo "birra" por não ter sido escolhida como sucessora política de Jair Bolsonaro em uma eventual disputa pela Presidência da República.
A relação entre Michelle e Eduardo já foi marcada pela proximidade. Em janeiro de 2025, ambos viajaram juntos aos Estados Unidos para acompanhar a posse de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Referência ao núcleo no exterior
Na última quarta-feira, Michelle publicou um vídeo em que fez referência a pessoas que estariam atuando contra ela "do exterior". A manifestação foi entendida como uma alusão a Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA desde o ano passado.
No vídeo, Michelle atribuiu a esse grupo publicações nas quais passou a ser identificada apenas como Michelle Firmo, utilizando seu sobrenome de solteira, sem a referência ao sobrenome Bolsonaro.
Distanciamento de Carlos Bolsonaro permanece
O desgaste entre Michelle e Carlos Bolsonaro é anterior aos acontecimentos recentes. Em março deste ano, durante uma entrevista, a ex-primeira-dama afirmou que havia superado os conflitos do passado, mas descartou qualquer retomada da convivência. "Já perdoei, mas não quero conviver", disse.
Apesar do rompimento com Eduardo e Carlos, Michelle continua seguindo Flávio Bolsonaro, apontado pela reportagem como o principal foco das atuais tensões familiares. Em meio ao conflito, Rogéria Bolsonaro, mãe de Eduardo, Carlos e Flávio, publicou uma mensagem posteriormente compartilhada pelos três filhos. "Eu sei os homens que criei, dignos e honrados. Venceremos!", escreveu.
Versículos bíblicos reforçam troca de indiretas
As redes sociais também passaram a refletir a disputa familiar por meio de publicações religiosas. Na quinta-feira (25), Michelle compartilhou um trecho bíblico sobre o "falso testemunho" não ficar impune.
Na sexta-feira (26), Fernanda Bolsonaro publicou um trecho de "Provérbios" que faz referência à "testemunha falsa que profere mentiras" e "ao que semeia contendas entre irmãos".
A passagem reproduzida foi a seguinte: "há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos." (Provérbios 6:16–19).
fonte: brasil 247 -29/06/2026 - Título: Blogfiqueinformado
Aseleção brasileiravenceu o o Japão por 2 a 1, de virada, nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), pela segunda fase daCopa do Mundo de 2026,no Estádio de Houston. Os gols do Brasil foram marcados por Casemiro e Gabriel Martinelli. Kaishu Sano marcou para a seleção japonesa.
A seleção disputará as oitavas de final contra o vencedor do confronto entre a Costa do Marfim e a Noruega, em jogo previsto para 5 de julho (domingo), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey/Nova York.
Primeiro tempo
O primeiro tempo do jogo foi marcado por poucas chances de ambos os lados. A Seleção Brasileira teve dificuldades para criar oportunidades no campo de ataque, esbarrando em uma boa marcação da equipe japonesa. A melhor chance do Brasil ocorreu aos 15 minutos, em um chute rasteiro de Matheus Cunha.
Aos 29 minutos, aproveitando-se de um passe errado de Danilo na direita, Kaishu Sano arrancou por dentro, arrematou rasteiro de fora da área e venceu o goleiro Alisson, marcando o primeiro gol da partida. Após o gol, nenhuma das duas equipes conseguiu criar grandes oportunidades no primeiro tempo.
Segundo tempo
A segunda etapa começou de forma diferente, com a seleção brasileira conseguindo ocupar mais o campo de ataque e criando oportunidades. Aos 9 minutos, Gabriel Magalhães fez ótimo cruzamento na segunda trave e Casemiro testou firme de cabeça para empatar o jogo. Aos 12, Vinicius Jr. quase fez um gol antológico, mas carimbou a trave japonesa.
No último minuto dos acréscimos, após passe de Bruno Guimarães dentro da área, Gabriel Martinelli fez o gol da virada do Brasil.
Próximos jogos
Caso siga na competição após as oitavas, o Brasil voltará a campo pelas quartas de final no dia 11 de julho (sábado), às 18h (de Brasília), em Miami. Se conquistar a vaga entre os quatro melhores, disputará a semifinal em 15 de julho (quarta-feira), às 16h (de Brasília), em Atlanta.
Em caso de derrota na semifinal, a seleção jogará a disputa pelo terceiro lugar em 18 de julho (sábado), às 16h (de Brasília), em Miami. Já se avançar à decisão, brigará pelo título da Copa do Mundo em 19 de julho (domingo), às 16h (de Brasília), em Nova Iorque/Nova Jersey.
O pastor Silas Malafaia (@silasmalafaia) voltou a se encontrar com Sergio Moro (@sf_moro) nesta quinta-feira, 22, quatro anos depois de chamar o ex-juiz de “Judas”. Pré-candidato ao governo do Paraná pelo PL, o senador publicou uma foto ao lado de Malafaia em seu perfil no Instagram. O deputado Filipe Barros (@filipebarrosoficial), pré-candidato ao Senado no Paraná, também apareceu no registro, em Curitiba.
O encontro mostra que Malafaia mudou de ideia sobre Moro após o regresso do senador ao seio do bolsonarismo. Em 2022, o pastor afirmou que não se reuniria com o então pré-candidato ao Palácio do Planalto porque ele seria “Judas e traíra” — uma referência à conturbada saída do ex-juiz do Ministério da Justiça de Bolsonaro, quando Moro acusou o ex-presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.
O ataque a Sergio Moro na ocasião veio em razão de uma tentativa dele de se aproximar do eleitorado evangélico em meio ao projeto de disputar a Presidência naquele ano, justamente contra Bolsonaro. Quatro anos depois, Malafaia tratou com Moro exatamente do apoio de evangélicos a candidaturas do PL no Paraná.
Estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) do Médio Rio das Contas, emIpiaú, desenvolveram um inseticida ecológico à base de pimenta malagueta (Capsicum frutescens) e alho (Allium sativum) como alternativa sustentável para o controle de pragas agrícolas.
A iniciativa foi criada pelos alunos Shemuel Café, Ana Júlia de Jesus, Maria Clara, Thales Emanuel e Ana Júlia Pinto, sob orientação dos professores Lucas Santos e Francisca Jucá. De acordo com dados da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], a infestação de pragas pode reduzir em até 40% a produtividade das lavouras brasileiras, com prejuízo estimado em até R$ 60 bilhões por ano.
Segundo os estudantes, a escolha da pimenta malagueta e do alho ocorreu devido às propriedades inseticidas e fungicidas naturais dessas matérias-primas, além do baixo custo e da facilidade de acesso. "Utilizamos pimenta e alho por terem suas propriedades inseticidas e fungicidas naturais. Além disso, são acessíveis, de baixo custo e menos agressivos ao meio ambiente quando comparados aos produtos químicos", explicam os integrantes da equipe.
O projeto surgiu a partir da observação dos impactos causados pelo uso de agrotóxicos, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana. Conforme os pesquisadores, o produto apresenta como principais diferenciais o caráter ecológico, o baixo custo de produção e a utilização de ingredientes de fácil obtenção.
Os primeiros testes indicaram resultados positivos no controle da cochonilha, reforçando o potencial de aplicação do inseticida no campo. A próxima etapa da pesquisa prevê a ampliação dos estudos para o combate a outras pragas e doenças que afetam as lavouras.
"O produto já apresentou resultados positivos no controle da cochonilha, o que reforça seu potencial de aplicação real no campo. Pretendemos ampliar os estudos, especialmente voltados ao combate de outras doenças, como a vassoura-de-bruxa, além de aprofundar os testes para validar ainda mais a eficácia", afirmou o professor Lucas Santos.
O sonho do acesso à Série C terminou para o Jacuipense neste domingo (28). Após empatar sem gols com o Treze-PB, no Estádio Amigão, em Campina Grande, o Leão do Sisal se despediu da Série D do Campeonato Brasileiro e viu a eliminação ser acompanhada por um forte desabafo do goleiro Marcelo.
Como havia perdido o jogo de ida por 3 a 1, a equipe baiana precisava vencer por pelo menos dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. No entanto, encontrou dificuldades para criar oportunidades e acabou sem conseguir reagir no confronto.
Após o apito final, o goleiro Marcelo reconheceu os méritos do adversário, mas afirmou que a classificação foi perdida ainda na partida disputada na Bahia.
"Time que precisa tirar dois gols de diferença não pode praticamente não finalizar. Mas também mérito da equipe do Treze, que fechou os espaços e estava confortável na partida. Creio que o jogo não foi decidido aqui, mas lá na Bahia", avaliou o goleiro.
O arqueiro aproveitou a entrevista para fazer um balanço da temporada e voltou a cobrar a conclusão das obras do Estádio Eliel Martins, o Valfredão. Segundo ele, atuar longe de Riachão do Jacuípe há mais de dois anos tem sido um dos principais obstáculos enfrentados pelo clube.
"Muitas vezes o torcedor não entende, só quer cobrar. Mas o que a gente vem fazendo nesses últimos dois anos é algo que tenho certeza que nenhum time do Brasil faz. A gente joga dois anos longe da nossa casa. Uma reforma com dois anos para ficar pronta é um absurdo", disparou.
Marcelo destacou que o Jacuipense tem acumulado campanhas competitivas mesmo sem atuar diante de sua torcida. O goleiro lembrou a trajetória recente do clube na Copa do Brasil e os resultados obtidos diante dos principais times do estado.
"Chegamos na quinta fase da Copa do Brasil batendo de frente com os grandes. Esse ano não perdemos para Bahia e Vitória. Mas jogar longe do nosso torcedor faz total diferença. É um apelo. Não sei a quem cobrar, mas o Jacuipense precisa que essa obra seja concluída", completou.
A situação do Valfredão não é uma preocupação recente. Ainda no início desta temporada, o Bahia Notícias apurou que a diretoria do Jacuipense avaliava até mesmo reexaminar sua participação na Série D caso o retorno ao estádio não acontecesse. Na ocasião, uma fonte ligada ao clube afirmou que a questão vinha gerando desgaste financeiro e esportivo.
O atleta Marcelo foi escolhido o ano passado como o goleiro do baianão de 2025, e neste primeiro semestre de 2026 também realizou ótimas partidas pela Copa do Brasil quando a equipe chegou na 5ª fase fase da competição. Ele é natural da cidade de Irecê, no Centro Norte do Estado.
Fonte:BN c/adaptações e acréscmi do blog no último paragrafo.- 29/06/2026
A seleção brasileira enfrenta o Japão nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026, no Estádio de Houston. É a primeira rodada do mata-mata da competição.
O treinador Carlo Ancelotti deve manter o time que venceu a Escócia. Assim, o Brasil deve ir a campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr. Informações do ICL Notícias c/adaptações.
Uma placa instalada no começo da estrada que liga o município de Campo Formoso ao povoado de Limoeiro, passando pela fazenda da família do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil/BA), indica a execução da obra de pavimentação da via, com início em abril de 2024 e término em novembro do mesmo ano. A placa continua lá. O asfalto, não.
A reportagem do ICL Notícias percorreu todo o trecho um ano após o prazo anunciado. No local, há apenas terra batida, poeira e buraco, conforme mostra o documentário Orçamento Secreto, lançado no dia 28 de junho.
Com custo previsto de R$ 12,18 milhões, a pavimentação deveria cobrir os oito quilômetros de estrada, mas os serviços foram interrompidos em dezembro de 2024 por decisão judicial, após indícios de superfaturamento e direcionamento de licitação no contrato firmado com a empresa Allpha Pavimentações.
A obra é uma das que colocaram Campo Formoso no centro da Operação Overclean, da Polícia Federal (PF), que investiga o desvio do orçamento público por meio de emendas parlamentares. Os recursos para custear o asfalto foram enviados ao município pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco), por indicação de Elmar Nascimento.
A identidade do padrinho da obra só foi revelada, no entanto, após o Supremo Tribunal Federal (STF) atuar para dar transparência às emendas de relator, que ganharam o apelido de orçamento secreto por esconder o nome do parlamentar que escolhia o destino do dinheiro.
O deputado federal Elmar Nascimento (União), é irmão do prefeito de Campo Formoso, Elmo Nascimento (União). Foto: reprodução/Orçamento Secreto
Elmar, porém, nega ter destinado a verba para que a prefeitura executasse a obra por meio de um convênio (parceria com repasse de recursos federais). Segundo ele, o dinheiro era para que a própria Codevasf realizasse a obra diretamente. “Todos esses recursos que foram feitos lá [em Campo Formoso], eu coloquei para obra de execução direta da Codevasf”, defendeu.
Campo Formoso é comandado pelo irmão de Elmar Nascimento, Elmo Nascimento (União Brasil/BA), que está em seu segundo mandato à frente da prefeitura do município. Parentes do deputado federal também ocupam cadeiras na Câmara de Vereadores: Murilo Nascimento, que preside a Casa, e Francisquinho Nascimento, que também já foi secretário municipal.
Duas vezes alvo da Operação Overclean, Francisquinho foi flagrado pela PF jogando sacola cheia de notas de dinheiro pela janela e escondidas dentro do par de sapatos.
“Abafaram o caso”
No povoado de Limoeiro, o que se sabe sobre a paralisação da obra de pavimentação foi o que saiu nos jornais. O prefeito que esteve na comunidade para o lançamento, não voltou para dar satisfação quando a obra parou, segundo os moradores.
“Teve muito escândalo, só que abafaram o caso. Não falam mais nada sobre recomeçar as obras”, contou o mecânico David Anderson Ferreira, 30 anos. “Até então, a gente está sem informação”, acrescentou o encarregado de mecânica industrial, Raul Pereira Reis, de 50 anos.
“A situação da estrada está muito ruim e a gente tem até medo de adoecer, ter que sair às pressas e levar para Campo Formoso. O cara gasta mais de 40 minutos, se fosse pista, não gastava 10 minutos. O que a gente espera é que eles façam a promessa que eles disseram que iam fazer, então vamos esperar”, ressaltou o montador, José Venâncio, de 57 anos.
Alvo de promessas antigas, a pavimentação da estrada que liga a cidade de Campo Formoso ao pvooado de Limoeiro foi suspensa pela justiça por suspeita de desvio de dinheiro de emendas parlamentares. Foto: reprodução/Orçamento Secreto
Entre os moradores de Limoeiro, a frustração se acumulou ao longo dos anos. A pavimentação da estrada é uma promessa antiga, renovada a cada eleição, mas nunca concretizada.
“Já tem tempo que só é promessa. Entra um partido e sai outro e a promessa é a mesma. E a expectativa nossa era que realmente viesse essa pavimentação para transformar a vida de muitas pessoas que precisam”, afirmou a artesã Lidiane dos Reis de Oliveira, 36 anos.
‘Asfalto farofa’: população comemora obra pronta, mas até quando?
A pavimentação da estrada que liga outras duas comunidades de Campo Formoso — Lage dos Negros a Lagoa do Porco – também entrou na mira da Operação Overclean, da Polícia Federal. Assim como o trecho que dá acesso a Limoeiro, o projeto recebeu recursos da Codevasf indicados por Elmar Nascimento.
Em 2023, a empreiteira Allpha Pavimentações venceu a licitação das duas estradas, hoje sob investigação de superfaturamento e direcionamento de licitação. Juntos, os dois contratos com a empresa somam R$ 63,2 milhões.
Segundo a Codevasf, eventuais irregularidades ou inconformidades na execução das obras ainda estão sob avaliação. A companhia informou ao ICL Notícias que constituiu comissão técnica e determinou a realização de auditoria especial para analisar os serviços executados. “Os trabalhos serão submetidos à Diretoria Executiva para adoção das medidas legais cabíveis”. Procurada, a Allpha Pavimentações não retornou.
Diferentemente do trecho entre Campo Formoso e Limoeiro, cuja pavimentação sequer foi concluída, a estrada até Lage dos Negros foi entregue à população. A conclusão da obra, no entanto, não encerrou os questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos.
Nos pontos onde obras de pavimentação foram concluídas, a reportagem do ICL Notícias constatou a utilização de asfalto de baixa qualidade. Foto: reprodução/Orçamento Secreto
Reportagem do Portal UOL revelou que técnicos da Codevasf constataram que o contrato foi executado em padrão inferior ao previsto ao longo dos 42 quilômetros da via. O prejuízo estimado é de R$ 28 milhões.
A equipe do ICL Notícias percorreu todo o trecho da estrada no dia 10 de dezembro de 2025 e constatou o que já havia sido apontado pelos servidores da Codevasf: um asfalto fino e esfarelento, apesar da maquiagem de novo.
Ao ICL Notícias, o prefeito Elmo Nascimento informou ter contratado uma auditoria independente para avaliar o asfalto. Segundo ele, o laudo aponta que “pelos estudos feitos até o momento não se tem condições de afirmar que a estrada está com boa qualidade e nem com péssima qualidade”. Ele disse que também contratou auditoria independente para analisar as licitações: “não foi apontado nenhum indício de irregularidade”.
A investigação que atingiu Elmar e seus parentes
No dia 10 de dezembro de 2024, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Overclean. A ofensiva resultou na prisão de quinze pessoas nos estados de São Paulo, Goiás e Bahia. Entre os presos estava Francisquinho Nascimento, o primo do deputado Elmar Nascimento.
Francisquinho foi secretário-executivo do município de Campo Formoso entre janeiro de 2021 e março de 2024. Quando os agentes chegaram à sua casa, ele jogou pela janela uma sacola com R$ 220 mil em dinheiro vivo.
A reportagem do ICL Notícias procurou o vereador pela primeira vez em 9 de dezembro de 2025, durante visita à Câmara Municipal de Campo Formoso, mas ele não quis se manifestar. Na semana passada, a defesa foi novamente acionada e reiterou que não comentaria o caso. “A investigação está tramitando sob sigilo máximo. Ainda não há inquérito concluído nem denúncia formalizada. Por ora, não vamos comentar”, afirmou o advogado Vitor Santana.
De acordo com a PF, Francisquinho Nascimento exercia o papel de “facilitador administrativo” dentro da Prefeitura de Campo Formoso, “manipulando os processos licitatórios para beneficiar as empresas do grupo criminoso”.
As suspeitas dos investigadores é de que ele teria direcionado o certame para que a Allpha Pavimentações ganhasse os contratos das estradas de Campo Formoso a Limoeiro e Lage dos Negros e Lagoa do Porco.
“Ele ajusta editais, inabilita concorrentes e negocia propinas, além de fornecer informações privilegiadas sobre as licitações para a organização”, destaca a PF, que também identificou trocas de mensagens entre Francisquinho e os demais investigados.
Em julho de 2025, numa nova fase da Operação Overclean, a PF voltou à casa do vereador. Desta vez encontrou um par de sapatos com R$ 10 mil em notas de R$ 20.
Nesta mesma fase da operação, a PF também bateu na porta da casa do prefeito Elmo Nascimento e do ex-assessor de Elmar Nascimento, Amaury Nascimento. O caso foi enviado ao STF, depois de surgirem indícios de participação do político no esquema.
Após insistência da reportagem do ICL Notícias, o prefeito de Campo Formoso (BA), aceitou conversar com a jornalista Alice Maciel. Foto: reprodução/Orçamento Secreto
Procurado, Elmar Nascimento afirmou que a PGR e o STF negaram medidas contra ele, após a PF levantar suspeitas sobre seu envolvimento no caso e reforçou que as suas emendas foram enviadas para que as obras fossem realizadas pela Codevasf. “O que eu posso te dizer com relação a mim – não só para Campo Famoso, para lugar nenhum – eu nunca mandei um centavo de emenda para nenhum município, seja emenda minha individual, seja emenda de bancada, seja através de articular orçamento, de emenda de relator, o nome que quiser dar, nunca coloquei recurso nenhum para convênio de obra”, afirmou.
Na mesma linha, Elmo Nascimento afirmou que os recursos destinados às obras de pavimentação seriam executados diretamente pela Codevasf, e não por meio de convênio com o município. Em entrevista ao ICL Notícias, ele disse que o convênio só foi firmado porque a estatal não teria tido “capacidade de executar a obra”.
Segundo o prefeito, como os recursos já estavam empenhados, a prefeitura assumiu a execução para evitar a perda da verba. “O município assumiu o convênio porque, ou perde o recurso, ou o convênio”, afirmou.
Elmo também relatou ter recebido um ofício da Superintendência Regional da Codevasf comunicando a liberação de recursos do orçamento da União. De acordo com ele, o documento não informava que o dinheiro tinha origem em emenda parlamentar. O prefeito acrescentou que a Codevasf acompanhou todo o processo de execução da obra.
A Codevasf informou que realiza o acompanhamento de convênios por meio de visitas às obras, com o objetivo de verificar a aplicação dos recursos orçamentários. “Após tomar conhecimento de possíveis inconformidades no caso específico, a Companhia solicitou a realização de ensaios com amostragem de campo, que revelaram incompatibilidades com o projeto elaborado pela prefeitura. A Codevasf também constituiu comissão técnica e determinou a realização de auditoria especial para avaliação do tema”.
Segundo a estatal, “as informações sobre a origem dos recursos são registradas em nota de empenho — que é pública e pode ser consultada por qualquer interessado —, assim como em outros documentos que compõem o processo de formalização do convênio”.
O documentário mais corajoso já feito pelo nosso time de jornalismo segue o rastro do dinheiro em prefeituras, câmaras municipais, instituições obscuras e canteiros de obras, revelando a corrupção bilionária dos gabinetes de Brasília ao interior do Brasil.
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, voltou ao centro do debate nas redes sociais após repercutirem informações sobre financiamentos obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao longo da expansão da empresa. Os dados mostram que, entre 1993 e 2014, a Havan contratou 55 operações de crédito, que somam mais de R$ 72 milhões em valores corrigidos pela inflação (IPCA). As informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Segundo a reportagem, os empréstimos ocorreram em diferentes governos. Os cinco primeiros financiamentos foram liberados entre 1993 e 1997, durante as gestões de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Em valores atualizados, eles representam cerca de R$ 33,9 milhões e foram utilizados no período em que a Havan iniciou sua expansão para além da loja original de Brusque, em Santa Catarina.
A maior quantidade de operações ocorreu entre 2005 e 2014, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Nesse período foram aprovados 50 financiamentos, principalmente nas modalidades Finame, destinada à compra de máquinas e equipamentos nacionais, e BNDES Automático, utilizada para projetos de investimento por meio de bancos credenciados. O BNDES informou que essas operações foram indiretas, com análise e risco assumidos pelas instituições financeiras parceiras.
Na época da publicação da reportagem, Luciano Hang contestou declarações de que teria recorrido ao BNDES durante governos do PT.
Após a divulgação dos documentos obtidos via LAI, o empresário afirmou que os financiamentos foram contratados pela empresa dentro das regras disponíveis para o setor privado. O tema voltou a gerar discussões nas redes sociais devido às posições públicas de Hang em defesa da redução da participação do Estado na economia.
A Havan seguiu em expansão ao longo dos anos e se tornou uma das maiores redes varejistas do país, com centenas de lojas distribuídas em diversos estados brasileiros.
Fonte: Metrópoles, com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) e informações do BNDES. O brasilense/facebook - 29/06/2026
O deputado federal e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), viralizou nas redes sociais após não responder corretamente a uma pergunta sobre a história do Estado durante participação no podcast DDD 53, em Pelotas.
Em um quadro de perguntas e respostas rápidas, Zucco foi questionado sobre a importância da Zona Sul gaúcha e sobre a cidade de Pelotas. Durante a conversa, ele não soube informar que Piratini foi a primeira capital da República Rio-Grandense (República Farroupilha), durante a Revolução Farroupilha.
O trecho da entrevista passou a circular nas redes sociais e gerou repercussão entre internautas, com críticas e comentários sobre o desempenho do pré-candidato no quadro de conhecimentos gerais.
A cidade de Piratini teve papel central na história do Rio Grande do Sul por ter sido a primeira capital da República Rio-Grandense, proclamada em 1836 durante a Revolução Farroupilha, um dos principais episódios históricos do Estado.
Até o momento, Luciano Zucco não havia se manifestado publicamente sobre a repercussão do episódio.
O motorista Sidney Santos, que trabalhava para Daniel Vorcaro, disse à coluna que quer “distância desse povo” ao ser questionado sobre a natureza dos serviços que prestava ao banqueiro.
De acordo com a Polícia Federal, ele era responsável por entregar encomendas ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). Entre elas, havia documentos relacionados a dois projetos de lei sobre a área ambiental, temas de interesse direto de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro. Os dois estão presos.
Ciro é suspeito de receber propina para defender interesses de Vorcaro no Congresso, com aprovação de projetos que beneficiavam o banqueiro e não o eleitor. Ou seja, usava seu mandato não para servir o eleitor, mas para trabalhar pelo banqueiro em troca de propina, de acordo com a polícia.
Procurado pela coluna, o motorista, que também é conhecido como “Kiko”, disse:
“Eu quero é distância desse povo, tá bom?”, afirmou antes de interromper a conversa.
Como a PF chegou ao motorista
A triangulação foi identificada pela PF em mensagens de celular encontradas em telefones do banqueiro. Fotos enviadas por Sidney ao banqueiro permitiram identificar que os envelopes continham documentos relativos aos dois projetos de lei.
As mensagens também permitiram identificar o trajeto percorrido pelo motorista a partir de orientação de Vorcaro.
– Em 22 de novembro de 2023, Sidney recebe de Vorcaro o endereço da casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul, região nobre de Brasília. – Em 23 de novembro, Vorcaro pede para ele buscar um documento na casa de Ciro. Sidney pega o documento e mostra a foto dele ao banqueiro: um projeto de lei ambiental. – Em 27 de novembro, o motorista volta ao último endereço e transporta dois envelopes para o Anexo I do Senado. Lá, entrega o material ao assessor de Ciro Nogueira. “Documento entregue”, avisa a Daniel Vorcaro.
Os projetos de interesse dos Vorcaros
Um dos projetos identificados pela polícia cria o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten). O outro trata do mercado de crédito de carbono.
As duas propostas foram aprovadas pelo Congresso. A primeira foi sancionada integralmente por Lula. A segunda recebeu três vetos, dos quais dois foram derrubados pelo Congresso em junho de 2025. O então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), votou contra a decisão do próprio Lula e ajudou a manter o texto original. Sua assessoria disse que ele ajudou a derrubar os vetos seguindo orientação do líder da bancada no Congresso, assim como outros parlamentares do PT.
Wagner deixou a liderança do governo nesta semana, seis dias após se tornar alvo da Polícia Federal por suspeita de receber propina de Vorcaro. Em nota, afirmou que a saída foi decidida em comum acordo com o presidente e informou que trabalhará pela reeleição do petista.
O motorista de Vorcaro não é investigado e não foi alvo de nenhuma das operações da PF deflagradas até o momento.