• Praça do Feijão, Irecê - BA

Mostrando postagens com marcador Eleições 2018. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2018. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de julho de 2022

De 2018: É montagem o boletim de urna com 9 mil votos para Fernando Haddad em uma seção com 777 eleitores

A imagem de um boletim de urna que teria computado 9909 votos para o então candidato à presidência Fernando Haddad (PT), em uma seção com apenas 777 eleitores aptos, foi compartilhada mais de 1500 vezes desde 13 de julho de 2022. Mas a foto, que circula desde 2018, é uma montagem. O boletim de urna original foi feito em uma cidade japonesa e mostra que, nessa seção eleitoral, o candidato do PT obteve 9 votos, não 9909.

“FRAUDE 2018 VAI VENDO BRASIL Tem 0777 eleitores nessa seção O Haddad teve 9909 votos Bolsonaro teve 0”, dizem as publicações compartilhadas no TwitterFacebook e Instagram. O conteúdo circula desde 2018.

O vídeo também foi enviado ao WhatsApp da AFP Checamos para verificação.

É montagem o boletim de urna com 9 mil votos para Fernando Haddad em uma seção com 777 eleitores
© Fornecido por AFP Fact CheckÉ montagem o boletim de urna com 9 mil votos para Fernando Haddad em uma seção com 777 eleitores
Captura de tela feita em 15 de julho de 2022 de um tuíte ( . / )

A imagem viralizada mostra um boletim de urna com o nome de 12 candidatos à presidência no primeiro turno das eleições gerais de 2018. Ao lado da lista com os nomes dos candidatos, há uma coluna que indica qual era o número correspondente a cada e uma terceira coluna indicando quantos votos cada um obteve.

Na imagem, Haddad, cujo número correspondente é o 13, aparece com 9909 votos, enquanto os então candidatos Jair Bolsonaro (então postulante do PSL), e Geraldo Alckmin (PSDB) aparecem com 0 votos (0000, na numeração do boletim).

Abaixo da lista de candidatos, o suposto boletim também informa que, naquela seção, existiam 777 eleitores aptos a votar, e que foram computados 477 votos - incluindo brancos e nulos.

Questionado pela AFP em 13 de julho de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que a imagem viralizada é uma montagem: “Trata-se de reprodução adulterada de boletim oficial, que apresenta os mesmos códigos de verificação mostrados na imagem e que foi publicado pela Justiça Eleitoral”.

O Tribunal forneceu o documento ao Checamos que detalha que ele foi emitido numa seção eleitoral na cidade japonesa de Nagoia.

No documento, é possível verificar que, naquela seção eleitoral, Haddad obteve 9 votos, e não 9909. Ciro Gomes (PDT) teve 24 votos, e não 4 como exibido na montagem.

Bolsonaro e Alckmin, que aparecem com 0 votos na imagem adulterada, na verdade receberam, respectivamente, 372 e 11 votos.

Com os dados fornecidos pela documentação encaminhada pelo TSE, como a localização e a seção eleitoral, o Checamos achou o boletim de urna original em uma das plataformas oficiais da autoridade eleitoral.

Uma comparação entre a imagem viralizada e o boletim de urna encontrado na plataforma do TSE permite identificar uma série de códigos e números correspondentes:

É montagem o boletim de urna com 9 mil votos para Fernando Haddad em uma seção com 777 eleitores
© Fornecido por AFP Fact CheckÉ montagem o boletim de urna com 9 mil votos para Fernando Haddad em uma seção com 777 eleitores
Comparação feita em 14 de julho de 2022 entre uma das publicações viralizadas (E) e o boletim de urna consultado na plataforma do TSE ( . / )

Além disso, outro elemento que indica que a imagem foi manipulada é o fato de que boletins de urna verdadeiros não exibem o nome de candidatos que não obtiveram nenhum voto, como explicou a corte eleitoral ao Checamos.

É o caso deste outro boletim de urna obtido na plataforma do TSE, que não exibe os nomes dos candidatos Vera, Eymael e João Goulart Filho, por exemplo.

Portanto, se Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin de fato não tivessem recebido votos naquela seção eleitoral, seus nomes não deveriam constar na lista de candidatos.

Checagem semelhante foi feita pelo projeto Comprova, do qual a AFP Checamos faz parte.

FONTE: AFP/BRASIL - 16/07/2022

terça-feira, 7 de junho de 2022

STF: 2ª Turma contraria Nunes Marques e mantém cassação de deputado

Fernando FrancischiniMemória EBC/Divulgação

Deputado cassado - foto:reprodução

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou decisão do ministro Kássio Nunes Marques que devolvia o mandato ao deputado estadual Fernando Francischini (União-PR), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro de 2021. Por 3 votos a 2, os ministros optaram por não referendar tutela de urgência concedida ao parlamentar em 2 de junho deste ano.

Nunes Marques fez uma manobra para tentar evitar ampla derrota no plenário virtual: pautou a matéria na turma que ele preside para que o colegiado analisasse o tema, dois dias após o presidente do Supremo, Luiz Fux, mandar o caso para o plenário virtual. A turma tem cinco ministros, e o plenário virtual, 11.

A votação no plenário começou à meia-noite desta terça-feira (7/6) e, quando três ministros já tinham votado contra a decisão de Nunes Marques e pela manutenção da cassação do parlamentar que divulgou fake news, o ministro André Mendonça pediu vista do processo e travou a votação.

Assim, Nunes Marques precisaria apenas de três votos para ter sua decisão referendada na turma. Ele contava com o apoio de André Mendonça, que fez o pedido de vista, e Gilmar Mendes, tendo em vista que Ricardo Lewandowski e Edson Fachin, membros do TSE, já tinham implícitas suas decisões pela cassação.

André Mendonça votou com Nunes Marques pela revogação da cassação de mandato; Gilmar Mendes, não. “O discurso contra as urnas não pode ser enquadrado como tolerável num Estado Democrático de Direito. Tal conduta representa gravidade ímpar”, afirmou Gilmar Mendes. Com a decisão da Turma, Nunes Marques perdeu por 3 a 2, não por 9 a 2.

Mendonça concordou em referendar a medida cautelar, por considerar que “já havia jurisprudência consolidada sobre o tema, que foi modificada por uma nova perspectiva após o fato julgado, de 2018”. Além disso, o magistrado justificou que “a vontade democrática dos eleitores foi respeitada com a eleição de Francischini” e que não se deve aplicar de “maneira tão contundente, tão forte, a perda de um mandato que foi objeto de escolha dos eleitores”, disse.

Pela cassação

Já o ministro Fachin afirmou que a matéria é de atribuição do plenário do STF e não da Turma, mas, mesmo assim, disse que não se absteria de votar o mérito.

Em seu voto, Fachin divergiu de Nunes Marques e André Mendonça. “A tutela deve ser negada. Não me parece plausível a violação de direitos legais após a votação naquele tribunal superior (TSE). Em relação ao perigo da demora, as premissas não se sustentam. Ao conceder a tutela provisória monocrática, o eminente relator superou decisão tomada por ampla maioria na Corte Eleitoral. Essa mudança promove uma instabilidade em decisão que era certa até 2 de junho. Se não for julgada a matéria, haverá perigo de dano”, alertou Fachin em seu voto.

Para Fachin, a existência de um debate livre, com ideias, não compreende o salvo conduto para agir, falar ou escrever informações sabidamente falsas, que só visam tumultuar o processo eleitoral. “Assim, e preciso repetir o óbvio: não existe direito fundamental em pretexto para atacar a democracia. A lealdade à Constituição e ao regime democrático é obrigação.”

O ministro Ricardo Lewandowski também foi contra a tutela provisória concedida por Nunes Marques. Gilmar Mendes, que seria ainda o voto em dúvida, concordou com Fachin e Lewandowski. Assim, o colegiado tirou novamente o mandato do deputado bolsonarista.

Fake news

Fernando Francischini teve o mandato cassado em 28 de outubro de 2021, por propagar desinformação contra as urnas eletrônicas, em 2018. Ele foi o primeiro parlamentar condenado por fake news contra as urnas.

Na última quinta-feira (2/6), porém, Kassio Nunes Marques havia suspendido a cassação do deputado, determinada em plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

A Segunda Turma não referendou a decisão, e a jurisprudência gerada pelo TSE está mantida.

Fonte: Metrópoles  07/06/2022 18h:50

STF: Mendonça pede vista e suspende julgamento de deputado bolsonarista

                                       Sede do STF - foto:reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu vista no processo de suspensão da cassação do deputado bolsonarista Fernando Francischini (União-PR). O julgamento teve início à meia-noite desta terça-feira (7/6), em plenário virtual, e Mendonça pediu a interrupção da apreciação dos outros 10 magistrados.

Fernando Francischini teve o mandato cassado por propagar desinformação contra as urnas eletrônicas. Ele foi o primeiro parlamentar condenado por fake news contra as urnas. Na última quinta-feira (2/6), porém, Kassio Nunes Marques suspendeu a cassação do parlamentar.

Já na segunda-feira, o ministro decidiu levar a análise do caso para a Segunda Turma, mas por meio do referendo à decisão liminar que foi dada por ele. O presidente da Suprema Corte, Luiz Fux, por sua vez, convocou, no sábado (4/6), a sessão plenária que analisaria a ação.

Antes de Mendonça pedir vista, a ministra Cármen Lúcia havia votado para suspender a decisão de Nunes Marques favorável ao deputado Francischini, assim como o ministro Edson Fachin, que acompanhou o voto da ministra relatora.

PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) intercedeu ao STF que a decisão de cassação fosse mantida. No documento enviado ao Supremo, o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, defende a cassação, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro de 2021.

“A conduta do candidato cassado foi muito além de comprometer a legitimidade do pleito, tendo em vista o seu potencial de desestabilização do Estado Democrático de Direito”, diz a PGR.

Francischini e Valdevan

Depois de ter restituído o mandato do bolsonarista Fernando Francischini (União Brasil-PR), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques devolveu também o mandato do deputado federal José Valdevan de Jesus, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico. As decisões do magistrado foi num período de dois dias, dias 2 e 3 de junho.

A informação foi revelada pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do O Globo, e confirmada pelo Metrópoles. Valdevan Noventa, como é conhecido, faz parte do Partido Liberal (PL), sigla do presidente Jair Bolsonaro, eleito pelo estado de Sergipe.

Na decisão, o ministro afirmou que, em ano eleitoral, existe “risco de dano de difícil ou impossível reparação” uma vez que o acordão do julgamento do TSE, feito em abril deste ano, ainda não teria sido publicado.

Já a respeito da devolução do mandato de Fernando Francischini, Marques chegou até a ser elogiado pelo presidente Jair Bolsonaro. O deputado cassado em outubro do ano passado pelo TSE por propagar desinformação contra as urnas eletrônicas, o primeiro a sofrer a punição por fake news contra o sistema eleitoral.

Em outubro do ano passado, o TSE decidiu, por 6 votos a 1, punir Francischini por ter publicado um vídeo, no dia das eleições de 2018, em que afirma que as urnas foram fraudadas para impedir o voto no então candidato Jair Bolsonaro.

O deputado foi eleito em 2018 com 427.749 votos – a maior votação da história do Paraná para um político estadual. Na época do julgamento, junto à cassação do mandato, o TSE decidiu que o parlamentar ficaria inelegível por 8 anos. A Justiça Eleitoral ainda determinou que os votos obtidos por ele na eleição fossem anulados e uma nova totalização fosse feita pelo TRE-PR.

Fonte:Metropoles - 07/06/2022 10h:50

quinta-feira, 14 de abril de 2022

YouTube retira 35° vídeo de Bolsonaro do ar por mentir sobre fraude nas eleições de 2018

                                     foto:reprodução
O YouTube retirou do ar na quarta-feira (12) o 35° vídeo do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a maior plataforma do gênero no mundo, a gravação foi deletada porque o chefe de Estado brasileiro mente sobre temas como o resultado das eleições de 2018 e fatos relacionados à CPI da Covid. O arquivo que não está mais disponível no canal do líder de extrema direita é de uma entrevista que ele deu à rádio Jovem Pan de Maringá (PR), datada de 12 de agosto de 2021.

Notório e contumaz mentiroso, Bolsonaro tem seus vídeos constantemente retirados do YouTube por violar as regras da empresa, que não permitem desinformação sobre assuntos relacionados ao combate à pandemia do coronavírus, assim como afirmações inverídicas sobre o sistema eleitoral brasileiro, que após décadas de escrutínio público jamais apresentou qualquer problema no que diz respeito à sua confiabilidade e segurança.

Fonte: Reisa Fórum - 14/04/2022

quinta-feira, 10 de março de 2022

Ministro Moraes envia ao TSE inquérito sobre vazamento de dados por Bolsonaro

 

Daniel Ferreira/Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o envio das provas colhidas no Inquérito nº 4.878 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo investiga o vazamento de dados sigilosos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Os elementos de prova colhidos nesta investigação interessam ao Tribunal Superior Eleitoral, que, no âmbito de suas competências, tem atribuição para apurar e requerer medidas em face dos fatos investigados”, escreveu o magistrado da Suprema Corte. A decisão foi assinada na terça-feira (8/3).

O pedido para o compartilhamento do inquérito foi feito pelo corregedor-geral Eleitoral, ministro Mauro Campbell Marques, também na terça-feira.

Os dados sigilosos foram divulgados por Bolsonaro em agosto do ano passado. O presidente da República divulgou, durante live, informações sobre suposto ataque hacker ao TSE, em 2018. O chefe do Executivo federal mencionou o inquérito em uma tentativa de descredibilizar as urnas eletrônicas.

A decisão foi assinada na terça-feira (8/3). Informações do Metrópoles em 10/03/2022.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

STF: Dias Toffoli suspende condenação de jornalista a indenizar Luciano Hang

A crítica que os meios de comunicação social e as redes digitais dirigem às pessoas públicas, por mais dura e veemente que possa ser, deixa de sofrer, quanto ao seu concreto exercício, as limitações externas que ordinariamente resultam dos direitos de personalidade.

Isac Nóbrega/PREmpresário Luciano Hang

Assim entendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli ao suspender os efeitos de uma decisão que condenou o jornalista Luís Nassif a indenizar em R$ 20 mil o dono da Havan, Luciano Hang.

Nassif havia sido condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo pela publicação de uma reportagem, no site GGN, em que acusou Hang de coagir e ameaçar funcionários da Havan para que votassem em Jair Bolsonaro na eleição de 2018. 

Ao acolher o pedido do jornalista, defendido pelos advogados Marco RiechmannAroldo Joaquim Camillo FilhoAlfredo Ermírio de Araújo Andrade e Vinícius Dino de Menezes, para derrubar a indenização, Toffoli citou precedentes do STF no contexto específico da crítica jornalística a figuras públicas, como é o caso de Luciano Hang, e concluiu não haver violação a direitos de personalidade do empresário no texto publicado por Luís Nassif.

"Não induz responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística cujo conteúdo divulgue observações em caráter mordaz ou irônico ou, então, veicule opiniões em tom de crítica severa, dura ou, até, impiedosa, ainda mais se a pessoa a quem tais observações forem dirigidas ostentar a condição de figura pública", diz a decisão.

Toffoli também lembrou que, no julgamento do ADPF 130, o Supremo, mais do que proceder ao juízo de recepção, ou não, de dispositivos da Lei 5.250/1967 pela Constituição Federal de 1988, "procedeu a um juízo abstrato de constitucionalidade acerca do exercício do poder de polícia estatal (em sentido amplo) sobre as manifestações intelectuais, artísticas, científicas, de crença religiosa, de convicção filosófica e de comunicação".

Clique aqui para ler a decisão
Rcl 50.905

Fonte: Conjur - 11/02/2022 -23H:12

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Reinaldo Azevedo: Alvarez & Marsal avisou Moro que triplex era da OAS, não de Lula

O ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Uma publicação no Twitter feita por Reinaldo Azevedo traz mais uma prova de que houve um conluio entre o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e o ex-procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, para prender o ex-presidente Lula (PT) e tirá-lo da disputa presidencial em 2018.

No texto, o jornalista afirma que a Alvarez & Marsal, encarregada da recuperação judicial da OAS, informou a Moro que o tríplex do Guarujá pertencia à empreiteira, e não ao ex-presidente. A informação, provada através de documentos oficiais, foi ignorada pelo ex-juiz, que tratou o imóvel como se tivesse pertencido a Lula, mesmo sem provas.

Por coincidência ou não, depois de deixar o governo extremista de Jair Bolsonaro, Moro foi convidado a integrar a equipe da Alvarez & Marsal. O escritório sediado nos EUA recebeu, inclusive, R$ 42 milhões de companhias afetadas pelas decisões de Moro quando ele chefiava a Lava Jato.

“O Brasil quer saber: GANHANDO QUANTO?!?!”, questiona Reinaldo.


Fonte:Revista Fórum - 24/01/2022 -15h

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ex- ministro Weintraub diz que Bolsonaro sabia antecipadamente de operação contra Flávio



ex-ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro (PL), Abraham Weintraub disse, em entrevista ao podcast Inteligência Lta, que o presidente sabia antecipadamente que o ex-assessor Fabrício Queiroz seria alvo da Operação Furna da Onça, que afetou o filho dele Flávio Bolsonaro (Republicanos).

“Vou contar uma coisa aqui que acho que nunca contei em público. Eu estava no governo de transição, em novembro, e fui chamado para uma sala com pouca gente. [Bolsonaro] Juntou uma mesa comprida e falou: Ó, o seguinte. Está para aparecer uma acusação, que está pegando esse cara aqui (apontou para o Flávio). O governo não tem nada a ver com ele. Se ele cometeu alguma coisa errada, ele que vai pagar por isso”, relatou Weintraub.

Segundo ele, também estavam na sala Onyx Lorenzoni, Alberto Santos Cruz, Gustavo Bebianno e outros futuros ministros.

Em 2020, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio, disse ao jornal “Folha de S. Paulo” que um delegado da Polícia Federal antecipou ao filho do presidente – antes do segundo turno da eleição de 2018 – que Queiroz seria alvo da operação.

Ainda de acordo com Marinho, a PF segurou a ação para depois da eleição “porque isso poderia atrapalhar o resultado”. 

Confira a fala de Weintraub: