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sexta-feira, 5 de junho de 2026

STF: Moraes nega pedido de ex- assessor de Bolsonaro para visita de Nikolas por até 3h

                                               O ex-assessor de Bolsonaro -foto:reprodução/ag. Brasil



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido do ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) Filipe Martins, de ampliar para 3 horas o tempo de duração das visitas de parlamentares. Martins foi condenado a 21 anos por trama golpista e está preso na Cadeia Pública de Ponta Grossa.

Os advogados de Filipe pediram que Moraes reconsiderasse a decisão que limitou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) ao período de apenas uma hora, para que fosse autorizada a permanência por três horas.

No mesmo documento, a defesa pediu que a concessão do tempo se estendesse para todos os parlamentares autorizados a visitar Martins na cadeia.

Moraes, no entanto, negou o pedido por considerar que a autorização de visita por uma hora seguiu os parâmetros de visita do ambiente prisional.

O ministro ressaltou que deferiu a realização de visitas dentro das normas para visitação aos custodiados nos estabelecimentos penais administrados pela Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju).

1h para cada


Segundo explicou o magistrado, a portaria permite a realização de visitas preferencialmente aos sábados e domingos, nos horários das 8h às 12h e das 13h às 17h, respeitado o limite de até três horas semanais.

“Ao autorizar as visitas pelo período de 1 hora para cada visitante, este juízo observou integralmente as normas internas da Unidade prisional, compatibilizando o exercício do direito de visita com as regras administrativas regularmente instituídas para a organização e segurança da respectiva unidade“, afirmou Moraes na decisão.

Fonte:Manoela Alcântara/Metrópoles - 05/06/2026

Tocantins: Com tornozeleira por matar enteada, padrasto mata outra e morre queimado

 

                                             foto:reprodução



A presença de um galão com vestígios de gasolina e o fato de as vítimas terem sido encontradas sem roupas na parte inferior do corpo estão entre os elementos que chamam a atenção dos investigadores no caso que terminou com a morte de uma jovem de 19 anos e de seu padrasto em Araguaína, no norte do Tocantins.


Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49, morreram carbonizados dentro de uma residência no Setor Lago Azul I, na tarde de quarta-feira (3/6). Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes do incêndio tomar conta do imóvel.

Quando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram os corpos dentro de um quarto da casa. Conforme informações da PM, ambos estavam sem roupa na parte inferior do corpo. Além disso, um galão com vestígios de gasolina foi localizado no imóvel e passou a integrar o material analisado pela perícia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio ficou concentrado em um dos cômodos da residência. O corpo de Laiane foi encontrado sob um guarda-roupa. Já Ivano estava sobre os destroços de uma cama consumida pelas chamas.

Uma testemunha contou aos policiais que tentou arrombar a porta do quarto com ajuda de um vizinho após ouvir a explosão, mas não conseguiu acessar o cômodo a tempo de socorrer as vítimas.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de documentos que apontam que Ivano havia sido condenado a 35 anos de prisão pela morte de outra enteada, em 2009. Apesar da condenação, ele havia progredido para o regime aberto e utilizava tornozeleira eletrônica desde 2024.

Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento eletrônico ocorria por determinação judicial. Segundo a pasta, Ivano possuía autorização para exercer trabalho externo e realizar deslocamentos profissionais por todo o estado.

Fonte:mirellepinheiro/Metrópoles 05/06/2026

Nos EUA: Dep. Janones diz que FBI vai para cima de Flávio Bolsonaro



                                            foto:reprodução



Belo Horizonte – Um grupo de parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está nos Estados Unidos e se reúne nesta sexta-feira (5/6) para conversar com políticos americanos com o objetivo de pedir a abertura de investigação dos recursos que teriam sido usados na produção do filme Dark Horse e pressionar para que não seja aplicada tarifa sobre os produtos brasileiros. O deputado André Janones (Rede-MG) afirmou que a polícia federal americana, o FBI, também vai para cima do senador Flávio Bolsonaro (PL).

“Acabar com esse tarifaço que ele está querendo impor ao povo brasileiro, fazendo o povo mais sofrido sofrer ainda mais. Só pensa em eleição e já viu que vai tomar uma taca do Lula”, afirmou Janones.

A comitiva, também é composta dos deputados Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Pedro Campos (PSB-PE) e Pedro Uczai (PT-SC). Eles afirmaram, em vídeo divulgado nas redes sociais, que conversaram com políticos locais com três objetivos.

O primeiro é o de investigar uma possível lavagem de dinheiro que estaria ocorrendo nos Estados Unidos para legalizar o dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal (PF) por um esquema de fraude bancária bilionária, a partir da aliança com o senador Bolsonaro.

O segundo objetivo é intensificar a colaboração entre as forças policiais dos dois países para investigar e combater crime. O terceiro é pressionar para que tarifa que o governo de Donald Trump pode aplicar aos produtos brasileiros não seja implementada.

A ofensiva sobre o sistema de pagamento Pix e a soberania financeira brasileira também teria sido tema nas conversas com os americanos.

Os políticos destacaram conversas com dois gabinetes, o do senador Bernie Sanders e da deputada Sydney Kamlager-Dove, que ficaram de solicitar uma investigação do caso do Banco Master nos Estados Unidos.

Investigação sobre destino do dinheiro


A investigação apura se os R$ 60 milhões que Vorcaro mandou para o fundo Havengate Development, nos EUA, para financiar o filme Dark Horse, inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teria sido usado para sustentar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e suas agendas com figuras ligadas a Trump para tomar medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula e impor sanções contra o Brasil.

Eduardo negou as acusações e afirmou que elas são parte de uma perseguição política. O filme, que deveria receber mais de R$ 130 milhões, segundo um acerto entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro, custaria valores muito acima dos montantes para Ainda Estou Aqui (R$ 45 milhões) e O Agente Secreto (R$ 28 milhões).


Fonte: Metrópoles - 05/06/2026

SP: Associação de delegados rebate Flávio e Nunes e defende operação contra produtora de ‘Dark Horse’

                                     foto:reprodução


(Folhapress) – A ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por terem acusado de motivação política a operação da Polícia Civil que mirou a produtora Karina Ferreira da Gama e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

Na segunda-feira (1º), foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da produtora da Go UP Entertainment, responsável pelo “Dark Horse“, longa sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O escritório do ICB (Instituto Conhecer Brasil) também foi alvo. Karina é proprietária da empresa e presidente do instituto.

KARINA FERREIRA DA GAMA POSA EM FRENTE À CASA BRANCA, NOS EUA
Karina Ferreira da Gama

A investigação foca um contrato de R$ 108 milhões firmado entre o ICB e a gestão de Ricardo Nunes. O acordo previa a instalação de wi-fi gratuito em bairros carentes da capital paulista.

À Folha de S.Paulo o presidente da associação, delegado André Santos Pereira, disse que a investigação segue o “rito processual e penal estabelecido na lei” e que “ninguém está acima da lei”.

O delegado também afirmou que o TCM (Tribunal de Contas do Município) apontou 20 irregularidades no edital e, mesmo sugerindo a suspensão do certame, a prefeitura optou por mantê-lo.

“Não se trata, a meu ver, de uma perseguição política. Trata-se do cumprimento do dever constitucional de apurar eventual irregularidade no âmbito de contratos públicos”, afirma.

Flávio Bolsonaro apontou motivações eleitorais na operação. “Só espero que não seja uma perseguição estatal por parte de alguns setores para influenciar as eleições”, disse.

Nunes, por sua vez, afirmou que há “perseguição política” e “desrespeito à democracia”. A sede da secretaria também foi alvo da operação.

O prefeito foi informado que os documentos levados já haviam sido entregues à polícia. Ele admitiu nos bastidores que os investigadores podem ter tido acesso a informações que a pasta não tem.

“Se a motivação, conforme vocês estão me dizendo, é por conta do filme, então estão indo atrás de um contrato com a prefeitura de 2024 por causa disso. Aí é grave, é perseguição política”, disse.

A Go UP e o ICB foram dragados para o centro do escândalo do Banco Master após as revelações de que o senador Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o “Dark Horse”. Como revelou o The Intercept Brasil, o ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões.

A quantia saiu do Brasil por meio da Entre Investimentos e chegou ao fundo Havengate Development Fund, nos EUA, que é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Responsável pela produção do longa, a Go UP afirmou não ter recebido dinheiro de Vorcaro.

Karina Gama, proprietária da produtora, preside também o ICB. Além da investigação sobre o contrato com a prefeitura, a organização também recebeu R$ 700 mil em emendas parlamentares. A carreira da produtora foi alavancada após ficar mais próxima do deputado federal e ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro, Mário Frias (PL-RJ).

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (2) que a Polícia de São Paulo tem autonomia para fazer as suas investigações.

“A operação da polícia é uma coisa em que a gente não interfere”, disse Tarcísio, em Rio Claro, no interior de São Paulo.

“A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações. É uma instituição de Estado. Havia uma investigação em curso, uma demanda do Ministério Público, e a polícia cumpriu essa demanda”, afirmou. “Portanto, tivemos a operação. E sempre vai ser assim: a polícia vai ser e sempre será uma instituição de Estado, está a serviço do Estado.”


fonte: ICL Notícias - 05/06/2026

DF: Advogada morta durante safári na Mamíbia será homenageada em sua terra natal



                                             foto:reprodução do Metrópoles


A família da moradora do Distrito Federal Meire de Aparecida Amorim, 46 anos, fará uma homenagem à advogada que morreu durante um safári na Namíbia, na África, em 29 de maio. Uma missa de sétimo dia será realizada em Presidente Oligário, em Minas Gerais, terra natal da vítima.

A celebração será nesta sexta-feira (5/6), às 19h, na Igreja Matriz da cidade, onde vivem a mãe dela e os dois irmãos Gilberto e Beatriz. Meire deixou três filhos: Arthur, 21; Sávio, 19; e Moara, 17.

A mulher era definida por pessoas próximas como amável, humilde, solidária e muito família. “Era uma pessoa encantadora. Feliz e muito amável. Só pensava em ajudar e vivia pensando nos outros. Ela tinha também uma devoção à família”, conta Floriscena Cândida, amiga de infância de Meire.

A advogada estava em carro de turismo durante passeio no sudoeste da África, quando o veículo capotou. A mulher morreu no local do acidente. Segundo amigos da família, ela sofreu múltiplos ferimentos.

A Chameleon Safaris Namibia, empresa especializada em organizar passeios e excursões na Namíbia, investiga o caso. “Este foi um acidente muito infeliz que nos chocou a todos. Todo o incidente ainda está sob investigação”, informou a empresa por meio de nota.

O caso também é acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores, que disse prestar assistência consular à família da vítima.

O corpo de Meire segue na África aguardando a conclusão da perícia. Segundo a Associação Nacional dos Advogados da Caixa Econômica Federal (Advocef), que solicitou apoio do Itamaraty para acelerar os trâmites legais, o corpo de Meire permanece no necrotério da Walvis Bay Police Station, na cidade de Walvis Bay.

Segundo a associação, o translado internacional já possui cobertura securitária e não há impedimentos financeiros para o retorno do corpo ao Brasil.

A solicitação busca proporcionar maior celeridade possível na conclusão das etapas necessárias à emissão da documentação exigida para a repatriação.

Apaixonada pela vida

Viajar o mundo era um hobby de Meire Aparecida. Destemida, ela costumava fazer as malas e seguir viagem, muitas vezes sozinha.

“Viajava sempre. Gostava de fazer trilhas. Ela conhecia vários locais no mundo todo”, conta Floriscena Cândida, amiga de infância de Meire. As duas se conheceram ainda em Presidente Olegário, em Minas Gerais, cidade natal da advogada, onde as mães delas são vizinhas.

Meire se mudou para Brasília anos atrás devido a profissão. Formada em direito, ela atuava na GEATR-DF, da Caixa Econômica Federal. Mas tinha o sonho de voltar à cidade natal quando se aposentasse. “O sonho dela era se aposentar e se mudar para Presidente Olegário. Inclusive, nós falamos sobre isso da última vez. Ela estava contando os dias”, recorda.

Ela define a amiga como uma pessoa muito humilde, amável e solidária. “Era uma pessoa encantadora. Feliz e muito amável. Só pensava em ajudar e vivia pensando nos outros. Ela tinha também uma devoção à família”, lembra.

Filha de pais separados, Meire era a mais velha entre dois irmãos, Gilberto e Beatriz. Floriscena conta que ela sempre deu assistência à mãe e que o pai faleceu há alguns anos. Também era muito ligada aos filhos Arthur, 21; Sávio, 19; e Moara, 17. “Eles ainda estão muito assustados”, relata a amiga.

Advogada do DF morta durante safári será homenageada em sua terra natal - destaque galeria
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De acordo com Floriscena, foi a filha mais nova que recebeu a ligação sobre o acidente. “Informaram que o eixo do veículo quebrou e que isso provocou o acidente. Também falaram que ela sofreu múltiplas fraturas”
Tragédia com a advogada ocorreu após o veículo capotar
Advogada trabalhava em Brasília, mas era nascida em Presidente Olegário, em Minas Gerais
Tragédia chocou familiares, amigos e profissionais da advocacia

De acordo com Floriscena, foi a filha mais nova que recebeu a ligação sobre o acidente. “Informaram que o eixo do veículo quebrou e que isso provocou o acidente. Também falaram que ela sofreu múltiplas fraturas”.


fonte: Adriana Izel/Metrópoles - 05/06/2026

Propostas de Flávio Bolsonaro entregariam áreas estratégicas do Brasil para Trump

        Abertura comercial, apoio às Big Techs, terras raras e submissão militar estão entre os anúncios do bolsonarismo   foto:reprodução




O governo de Donald Trump passaria a ter influência decisiva em alguns dos setores mais estratégicos do Brasil, caso o senador Flávio Bolsonaro vença a eleições de 2026. O pré-candidato da extrema direita brasileira sinalizou, em diferentes discursos e posicionamentos, que, se eleito, irá alinhar a política externa do país plenamente aos interesses dos EUA.

O resultado, segundo observadores, diplomatas e fontes em Washington, seria um potencial abalo na soberania do país e uma das guinadas mais profundas da estratégia internacional do Brasil. A constatação é de que, baseado em declarações e sinalizações por parte de Flávio, áreas como segurança, terras raras e comércio passariam uma revisão completa em 2027.

Nos últimos dias, diante do abalo que as tarifas americanas representou para sua própria candidatura, Flávio Bolsonaro se apressou em se distanciar da decisão da Casa Branca e até escreveu uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que as taxas não sejam aplicadas. Mas o que ele vem prometendo, publica e privadamente, vai na direção contrária.

Big Techs

O bolsonarismo encampou a luta de Trump contra qualquer moderação nas redes sociais, com o falso argumento de que estaria havendo uma censura nas plataformas. O motivo principal, porém, é o temor da extrema direita americana e dos donos das grandes redes sociais de que uma democracia da dimensão da brasileira comece a colocar limites para o poder e influência das Big Techs.

Não se trata apenas de interesses comerciais. Para observadores, essas empresas hoje são arsenais fundamentais para o movimento ultraconservador e autoritário.

Submissão militar

A influência, porém, não seria apenas virtual. Ao deixar o Salão Oval, ainda em maio, o pré-candidato se apressou em declarar que informou ao chefe da Casa Branca que o Brasil passará a fazer parte do Escudo das Américas, uma aliança militar criada por Trump com o objetivo declarado de submeter o Hemisfério aos seus interesses. Em uma recente declaração, o Departamento de Guerra chegou a alertar que a segurança dos EUA e a segurança do continente americano seriam equivalentes.

O conceito foi interpretado por estrategistas como uma sinalização de que, na Casa Branca, a percepção é de que uma intervenção em qualquer região é justificada, do ponto de vista de defesa nacional. Mesmo que isso signifique a violação da soberania de um país.

Ao longo dos últimos meses, Washington se apressou em fechar acordos militares e permitir que suas forças e agentes secretos tenham imunidade para operar em diversos países da região.

O anúncio de Flávio Bolsonaro, portanto, coloca toda a estrutura de segurança nacional sob o manto do interesse dos EUA. Pelo pacto, governos receberam dinheiro e até equipamentos americanos. Mas terão de abrir mão de parte de sua soberania e se comprometem a não permitir que rivais – Rússia, China ou Irã – tenham qualquer acordo naquela região.

 

Presença no território

Outra transformação viria da classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. Hoje, a decisão se limita aos EUA. Mas, se vencer, Flávio Bolsonaro irá também declarar o crime organizado dentro dessa nova categoria. Membros da Abin que conversaram com a reportagem apontam que, neste caso, ele abriria todos os canais oficiais para que o governo norte-americano possa agir – inclusive com a presença da CIA em território nacional.

Terras Raras

O pré-candidato também já foi explícito sobre dar amplo acesso aos EUA na exploração de terras raras. O Brasil, até agora, se recusou a fazer parte de uma coalizão que criaria uma espécie de reserva de mercado aos americanos na exploração de recursos naturais na América Latina. Pelo pacto, os “parceiros” se comprometem a fornecer minérios críticos apenas para os EUA.

Algum nível de processamento poderia ocorrer no Brasil. Mas o alinhamento com os americanos significa que o país estaria comprometido com o fortalecimento do setor militar dos EUA – que depende de terras raras – e passaria a construir uma relação de profunda dependência.

Comércio e Pix

No setor comercial, o pré-candidato também deu sinalizações importantes sobre o caminho que ele irá tomar, principalmente diante das tarifas que podem ser aplicadas contra o Brasil. Ao sair do Salão Oval, ele afirmou que, em 2027, Trump não teria a necessidade de taxar os produtos brasileiros e que ele estaria disposto a “negociar”.

Não se exclui nem mesmo a abertura do mercado nacional para outros serviços americanos que possam competir contra o sistema do Pix, alvo de ataques da Casa Branca

Fontes do atual governo que participam de negociações com os EUA constatam que, por meses, o governo Trump colocou exigências e condições que representariam concessões completas por parte do Brasil, sem contrapartidas.

No setor privado, a fala de Flávio foi recebida com cautela, principalmente por parte de segmentos da economia preocupados com uma eventual abertura à concorrência americana.

Votos na ONU

Nos organismos internacionais, a tendência seria também a de rever os votos do Brasil em temas tradicionais. Já sob Jair Bolsonaro, o Itamaraty abandonou anos de uma posição com uma coerência de décadas para votar ao lado dos EUA em temas como Israel, Cuba, aborto e todos os temas envolvendo gênero.

Dentro do Itamaraty, a avaliação é de que a volta do bolsonarismo uma vez mais representaria um sequestro da Casa de Rio Branco e o fim de uma plena autonomia internacional do país.


Fonte: JAMIL CHADE/ICL NOTÍCIAS - 05/06/2026

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Lula fala com organizador da Marcha para Jesus e dá indireta a Flávio. VÍDEO


                                          foto:reprodução


O presidente Lula conversou por telefone, na manhã desta quinta-feira (4/6), com o apóstolo Estevam Fernandes, organizador da tradicional Marcha para Jesus em São Paulo.

A ligação foi intermediada pelo atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que é evangélico e representou Lula no evento religioso pelo quarto ano consecutivo.

Lula fala com organizador da Marcha para Jesus e dá indireta a Flávio

Na conversa, o presidente mandou uma indireta para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que prestigiou a Marcha para Jesus este ano, quando pretende concorrer ao Palácio do Planalto.

Lula fala com organizador da Marcha para Jesus e dá indireta a Flávio - destaque galeria
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Ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, na Marcha para Jesus de SP. Ele foi a pedido do presidente Lula
Jorge Messias (no canto direito) em trio elétrico da Marcha Para Jesus de SP
“Eu vou lhe contar por que eu não vou, viu, apóstolo. Eu não participo de nada religioso em época de eleição, porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse Lula.

Na conversa, o petista lembrou ainda que foi o responsável por sancionar, em 2009, a lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus no calendário oficial do Brasil.

Fonte:METRÓPOLES - 04/06/2026

MP-BA diz que sugeriu redução no cachê de Flávio José por critérios de “notoriedade e projeção” de artista


                                                   foto:reprodução


O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) se manifestou nesta quarta-feira (3) sobre a recente polêmica envolvendo o cancelamento das apresentações de Flávio José nos festejos de São João 2026 por diferentes partes do estado.

Em resposta enviada ao Bahia Notícias, a assessoria do MP-BA parceiro do Calila, responde que: “nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil”, diz.

Por isso, o órgão informou ter encaminhado recomendações aos municípios para que adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela instituição e pelos Tribunais de Contas e atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O objetivo, segundo o MP, é evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos públicos. “Até o momento, foram enviadas recomendações a mais de 100 municípios, incluindo aqueles que anunciaram contratações do artista Flávio José pelo valor de R$ 350 mil, um aumento de R$ 100 mil em relação ao ano passado”.

“As recomendações buscam a adequação do contrato às orientações técnicas dos órgãos de controle, construídas a pedido dos próprios gestores municipais, via União dos Municípios da Bahia (UPB)”, informou a assessoria, em nota.

O MP-BA também destacou que seus critérios consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios, desde que haja fundamentação técnica para os valores contratados.

Flávio José surpreendeu o público ao anunciar, em suas redes sociais, o cancelamento de apresentações na Bahia durante o São João. Em uma mensagem publicada em resposta ao perfil “São João na Bahia”, no Instagram, o cantor criticou a atuação do órgão.

“Este ano a Bahia ficará sem minha presença. Às vésperas da maior festa de manifestação cultural do Nordeste, eu recebo a notícia de que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê! Enquanto outros artistas que nada têm a ver com forró ganham rios de dinheiro”, declarou o artista.

Leia a nota completa na íntegra:
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) informa que tem encaminhado recomendações aos Municípios para que eles adequem as contratações de atrações artísticas aos parâmetros estabelecidos pela Instituição e Tribunais de Contas (TCM e TCE) e tomem como referência a média dos valores pagos aos artistas em 2025, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).  O objetivo é evitar aumentos excessivos de cachês custeados com recursos públicos.

Nas últimas quatro edições dos festejos juninos na Bahia, observou-se uma significativa escalada nos valores das contratações artísticas, com a média dos contratos passando de aproximadamente R$ 200 mil para cerca de R$ 700 mil.

Até o momento, foram enviadas recomendações a mais de 100 municípios, incluindo aqueles que anunciaram contratações do artista Flávio José, pelo valor de R$ 350 mil, um aumento de R$ 100 mil em relação ao ano passado. As recomendações buscam a adequação do contrato às orientações técnicas dos órgãos de controle, construídas a pedido dos próprios gestores municipais, via União dos Municípios da Bahia (UPB).

Vale destacar que o MPBA e os Tribunais de Contas também estabeleceram critérios técnicos que consideram a notoriedade e a projeção dos artistas, reconhecendo que atrações de maior relevância no mercado podem justificar valores contratuais superiores aos parâmetros médios.

Esses critérios fundamentam compromissos de redução de valores que estão sendo firmados com os representantes dos artistas que buscam voluntariamente o MPBA.

Até o momento, em apenas uma semana, foram realizados acordos que geraram economia de R$ 8,8 milhões aos cofres públicos. A Instituição está à disposição para dialogar com os empresários de Flávio José e demais artistas interessados”, conclui a nota.

Fonte: Calila Notícias.com - 04/06/2026