• Praça do Feijão, Irecê - BA

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Escritório de Flávio Bolsonaro faturou R$ 13,7 mi durante mandato de senador


                                                              Foto: Reprodução / Agência Brasil



O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) faturou ao menos R$ 13,7 milhões por meio da emissão de notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. 

A maior parte dos pagamentos foi efetuada por outros escritórios de advocacia e empresas privadas, com descrições genéricas de "assessoria jurídica".

 

Um levantamento realizado em sistemas dos tribunais estaduais, federais e superiores localizou apenas um processo com atuação formal do parlamentar referente às notas emitidas. 


A legislação permite a parlamentares o exercício da advocacia privada, desde que não integrem a Mesa Diretora do Senado nem atuem contra órgãos e empresas públicas.

 

A análise dos comprovantes realizada pelo portal Uol revela que metade dos valores foi quitada por bancas parceiras de advocacia e figuras associadas ao setor empresarial:


  • Nilo & Almeida Advogados Associados: Maior cliente do escritório, o estabelecimento emitiu duas notas fiscais no total de R$ 4 milhões em 2025 (29% do faturamento documentado). O sócio Edvaldo Nilo de Almeida, ex-membro da Comissão de Ética Pública e atual conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), declarou que os valores referem-se a serviços prestados em conjunto a clientes privados sem recursos públicos envolvidos.
  • Simas Industrial de Alimentos: A fabricante de doces do Rio Grande do Norte repassou R$ 3,3 milhões entre 2023 e 2024. Este foi o único caso com processo localizado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) reportou ao Supremo Tribunal Federal (STF) atipicidades nas transferências.
  • Escritórios de Otto Medeiros: Sociedades vinculadas ao advogado repassaram R$ 2,1 milhões a título de consultoria jurídica privada.
  • Defesa de Jair Bolsonaro: O escritório de Daniel Bettamio Tesser, integrante da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, transferiu R$ 970 mil sob a justificativa de assessoria.

 

A lista inclui ainda pagamentos efetuados por empresas de contabilidade vinculadas ao setor financeiro e pelo empresário do setor de energia Marcos Antonio Grecco.

A empresa Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia foi fundada em 16 de abril de 2021, tendo o parlamentar como único sócio e com endereço registrado em sua residência, em Brasília. A firma não possui funcionários registrados e é administrada por Letícia Caetano dos Reis, irmã de um contador preso por suspeita de fraude contra o INSS.

 

As movimentações bancárias do escritório entraram na mira da Polícia Federal (PF) no âmbito de um inquérito no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A investigação apura indícios de compartilhamento e conexão financeira de contas bancárias entre o senador e o advogado Willer Tomaz.

 

A campanha do senador e os escritórios citados foram procurados. Os clientes que responderam alegaram que a prestação de serviços seguiu critérios técnicos sob sigilo profissional, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro não havia retornado aos contatos até o fechamento do texto original.


FONTE: REDAÇÃO DO BN - 20/10/2026

Advogado ligado a Flávio Bolsonaro apostou R$ 4,8 milhões em bet acusada de lavar dinheiro do PCC



                                      Rafaela Felicciano/Metrópoles


O advogado Willer Tomaz apostou R$ 4,8 milhões na Bet7K, operada pelo grupo Ana Gaming, que foi alvo da Polícia Federal por suspeita de lavar dinheiro do PCC. A Operação Narco Bet aconteceu em novembro de 2025.

Dados do Ministério da Fazenda obtidos pela coluna mostram que Willer depositou inicialmente R$ 1,3 milhão. O dinheiro se tornou movimentação de R$ 4,3 milhões com jogos eletrônicos on-line na Bet7K. Ele sacou R$ 426 mil desse valor. A Bet7K foi patrocinadora do Santos Futebol Clube.

Segundo a investigação, Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador do PCC, articulou o fluxo financeiro que resultou no pagamento de licenças para a Bet7K operar.

Os investigadores identificaram transferências milionárias em criptomoedas, “às margens do sistema financeiro oficial”, envolvendo o contador, a Ana Gaming e Gustavo Afonso Ribeiro e Lacerda, conhecido como “Feio” e “Brabo”, que, segundo a Polícia Federal, é ligado à casa de apostas.

Willer Tomaz é investigado por transações de R$ 1,4 bilhão com apostas


O advogado ligado a Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal por transações de R$ 1,4 bilhão na casa de apostas Blaze.

Os investigadores suspeitam que apostas feitas no site e transferências entre diferentes contas ligadas a Willer tenham sido utilizadas como mecanismo para ocultar a origem e o destino dos recursos.

O advogado alegou na Justiça que tem ludopatia, doença conhecida como vício em apostas, e apontou falhas no funcionamento da Blaze. A justificativa foi apresentada em um processo no qual ele pediu a devolução de R$ 163 milhões da casa de apostas. O caso foi revelado pelo Metrópoles, na coluna de Demétrio Vecchioli.

Na sexta-feira (16/10), a Justiça de São Paulo negou o pedido de devolução do valor. Responsável pela análise do caso, o juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, destacou que o próprio advogado teria solicitado condições especiais para realizar apostas de alto valor, incluindo a criação de mesas exclusivas de blackjack.

Em nota à coluna, a defesa de Willer Tomaz disse:

“É leviana e ofensiva a tentativa de associar o advogado Willer Tomaz ao crime organizado pelo simples fato de ter jogado, como cliente, em uma plataforma autorizada pelo Ministério da Fazenda e frequentada por milhões de brasileiros. Ele usou dinheiro próprio e declarado e jamais manteve qualquer vínculo societário ou comercial com a empresa ou com seus controladores. Se há suspeitas sobre a operadora, cabe às autoridades apurá-las. Transferir ao apostador a responsabilidade por eventuais atos da casa de apostas não é jornalismo, é ilação.

A própria reportagem mostra que os “R$ 4,8 milhões” não correspondem a valores aportados. Os números foram extraídos de informações fiscais e financeiras protegidas por sigilo, cuja exposição é ilegal. Willer não admitirá que seu nome seja vinculado a facção criminosa e adotará as medidas judiciais cabíveis.”

Em nota à coluna, a Ana Gaming, responsável pela marca 7K, afirmou:

“A Ana Gaming, responsável pela marca 7K, não se manifesta sobre clientes nem sobre as operações deles. Os dados de apostadores são protegidos por sigilo e pela Lei Geral de Proteção de Dados. Eventuais comunicações ao Coaf também são sigilosas: a Lei nº 9.613/1998 proíbe dar ciência delas a qualquer pessoa, inclusive àquela a quem se referem.

A Ana Gaming reafirma que sempre atuou de acordo com a legislação, com política clara sobre jogo responsável e a regulamentação do setor de apostas. A empresa segue à disposição das autoridades.”


fonte:Tácio Lorran/Metrópoles - 20/10/2026

SP: André Janones recebe alta e diz que começou a passar mal no debate


                                                Vídeo: Youtube -20/10/2026


O Deputado André Janones (Rede-MG) recebeu alta nesta terça-feira (20) após arritmia cardíaca e diz que sintomas começaram em debate relaizado no último domingo (18).

André Janones reconheceu que nas últimas semanas tem dormido pouco e se alimentado mal, mas negou que tenha tido fortes emoções no debate da Band.

Foi no evento que ele começou a sentir dor de cabeça muito forte, sentiu seu corpo frio e dificuldade para respirar, o que fez com que procurasse ajuda momentos depois.

Veja vídeo acima so Terra Brasil.

Economista de Flávio Bolsonaro assinou parecer contra piso do frete dos caminhoneiros

 

   Foto:reprodução



Por Cleber Lourenço

 

Um dos economistas responsáveis pela elaboração do programa de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou um parecer contrário ao piso mínimo do frete dos caminhoneiros. Alexandre Messa, integrante da equipe econômica do candidato à Presidência, aprovou durante o governo de Jair Bolsonaro um documento do Ministério da Economia que criticava a política criada para garantir uma remuneração mínima pelo transporte de cargas.

O parecer, de 15 de junho de 2020, foi assinado quando Messa ocupava o cargo de subsecretário de Advocacia da Concorrência, no ministério comandado por Paulo Guedes. O economista passou a integrar a equipe de Flávio em agosto deste ano e participa das discussões sobre as propostas econômicas da candidatura.

O documento analisava uma revisão da tabela de fretes pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Embora a discussão envolvesse a atualização dos valores, o Ministério da Economia foi além e reafirmou sua oposição ao próprio sistema de preços mínimos.

No item 21, o parecer afirma que a política “produz efeitos indesejáveis à concorrência”. A avaliação era de que a obrigação de pagar um valor mínimo limitava a negociação entre transportadores e empresas contratantes, interferindo no equilíbrio entre oferta e procura.

A posição aparece de maneira ainda mais clara no item seguinte. Ao recuperar manifestações anteriores do órgão, o documento afirma que “o posicionamento desta Secretaria sempre foi contrário” às propostas de tabelamento.

O argumento era de que a remuneração mínima poderia estimular a entrada de novos transportadores em um mercado que, segundo o ministério, já enfrentava excesso de oferta. Isso elevaria os custos logísticos e prejudicaria outras atividades econômicas.

Nas considerações finais, o parecer sustenta que o tabelamento provocaria distorções no mercado e “estímulos à ineficiência”. A resistência era tamanha que o órgão concluiu que “não cabem recomendações” para aperfeiçoar a regulamentação, diante de suas manifestações anteriores contrárias à política.

Messa aprovou essas conclusões. Na página 7 do documento, consta seu registro de concordância, “De acordo”, seguido da assinatura eletrônica identificada na página seguinte.

A posição contrariava uma das principais conquistas dos caminhoneiros após a greve nacional de 2018, que paralisou rodovias e provocou uma crise de abastecimento no país.

O que o piso representa para os caminhoneiros

A tabela estabelece quanto deve ser pago, no mínimo, por uma viagem de transporte de cargas. O cálculo considera a distância, o tipo de mercadoria e as características do veículo.

A regra busca impedir que empresas contratem caminhoneiros por valores inferiores aos pisos legais. Do dinheiro recebido pela viagem, o transportador ainda precisa pagar despesas como combustível, manutenção, pneus e outros custos da atividade.

Para os caminhoneiros autônomos, a tabela também funciona como uma proteção nas negociações com grandes empresas, que geralmente possuem maior poder para determinar os preços.

É justamente essa intervenção que o parecer questionava. O documento defendia que os valores fossem determinados pela dinâmica do mercado, argumentando que a fixação obrigatória poderia encarecer o transporte e desestimular a concorrência.

A análise também recuperava uma manifestação de 2018, na qual a área econômica do governo federal havia recomendado o veto a dispositivos da legislação que instituiu o piso. Na ocasião, o órgão argumentou que a medida poderia reduzir a demanda pelos serviços prestados por caminhoneiros autônomos.

Na revisão examinada em 2020, a ANTT previa uma redução média de 2,68% nos valores da tabela. Mesmo com essa diminuição, o Ministério da Economia manteve sua posição contrária ao tabelamento.

Governo Lula ampliou fiscalização do piso

A posição registrada no documento contrasta com as medidas adotadas pelo governo Lula em 2026 para reforçar o cumprimento dos valores mínimos.

Em março, o governo federal editou uma medida provisória que ampliou os mecanismos de fiscalização e combate à contratação de fretes abaixo da tabela. A iniciativa foi convertida na Lei nº 15.485, sancionada em agosto.

A mudança buscou enfrentar uma reclamação recorrente dos caminhoneiros: apesar da obrigação legal, contratantes ainda deixam de respeitar os preços mínimos.

Enquanto a legislação aprovada neste ano fortaleceu a cobrança do piso, o parecer endossado por Messa questionava a própria existência de valores obrigatórios.

O documento comprova a concordância do economista com essa posição em 2020, mas não demonstra que a campanha de Flávio Bolsonaro pretenda extinguir o piso mínimo ou que Messa mantenha atualmente o mesmo entendimento.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 20/10/2026

Eleições 2026: Entregadores de app convocam motociatas pró-Lula pelo Brasil e mandam recado ao bolsonarismo


                                                       foto:reprodução/Foto: RICARDO STUCKERT/PR




Entregadores de aplicativos de diferentes regiões do Brasil estão organizando motociatas em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em defesa da democracia. As manifestações estão previstas para esta quarta-feira (21), na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, e também vão colocar em destaque as reivindicações trabalhistas de uma categoria que luta por melhores condições de remuneração e proteção social.

Em São Paulo, a concentração está marcada para as 10h, na Praça Charles Miller, na região do Pacaembu. A mobilização reúne os movimentos Trabalhadores Sem Direitos, Vida Além do Trabalho (VAT), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Frente Povo Sem Medo, AMERJ, AMADF e Associação de Entregadores de Recife.

A iniciativa busca ampliar a participação política dos trabalhadores de plataformas digitais em um momento de disputa pelo apoio da categoria entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Para os organizadores, as motociatas também representam uma maneira de disputar o significado político das motocicletas, que se tornaram uma marca das manifestações promovidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entregadores contestam aproximação de Flávio Bolsonaro

A mobilização acontece após Flávio Bolsonaro participar de um encontro com motoboys em um ponto de apoio mantido pela prefeitura de São Paulo, acompanhado do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Durante a atividade, segundo os organizadores das motociatas, o candidato do PL chegou a simular uma entrega com uma mochila nas costas. O episódio provocou críticas entre representantes da categoria, que acusam os três políticos de realizar propaganda eleitoral irregular em um espaço financiado com recursos públicos, com oferecimento de vantagens aos participantes.

JR Freitas, um dos organizadores da mobilização, afirma ter ingressado com uma ação contra Flávio, Nunes e Tarcísio por suposta propaganda eleitoral irregular. A acusação diz respeito à utilização do ponto de apoio para atividades de campanha e não representa, por si só, uma decisão da Justiça Eleitoral.

Os movimentos também questionam o histórico do bolsonarismo em relação aos direitos dos entregadores. Segundo os organizadores, representantes desse campo político se posicionaram contra propostas defendidas pelo governo Lula durante as discussões sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Entre essas medidas estão a remuneração mínima de R$ 10 por entrega, o adicional de R$ 2,50 por quilômetro e o pagamento integral das entregas agrupadas, reivindicações apresentadas para combater a precarização do trabalho nas plataformas digitais.

Motociatas para ressignificar o papel das motos

Para JR Freitas, a mobilização pretende mostrar a diferença entre as motociatas associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a realidade dos trabalhadores que dependem diariamente das motocicletas para garantir sua renda.

“É também uma disputa simbólica. As motociatas pró-Jair Bolsonaro se inspiraram no Mussolini, eram pessoas com motos caras estilo Harley Davidson, andando pelas marginais. A expectativa agora é que tenhamos motos de trabalhadores que carregam a riqueza do país nas costas e que não têm direito nenhum. Nosso objetivo é ressignificar o que são as motos. Elas representam os trabalhadores que entregam todo dia comida e mercadoria ,transportam pessoas no país inteiro, gente que dá o suor para sobreviver e que representam um serviço fundamental hoje no Brasil”, afirma JR Freitas, um dos organizadores do ato.

Além da dimensão eleitoral, os participantes acompanham os compromissos apresentados pelo governo Lula para um eventual novo mandato, especialmente em relação à regulamentação das plataformas digitais.

Entre as principais reivindicações estão a tarifa mínima de R$ 10 por corrida, o adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado, a transparência dos algoritmos utilizados pelas empresas, o acesso a direitos básicos de saúde e previdência e a manutenção de um diálogo permanente com o governo federal para a aprovação de leis de proteção aos trabalhadores de aplicativos.

MTST destaca mobilização na reta final da eleição


A coordenadora nacional do MTST, Ana Paula Perles, avalia que a participação dos entregadores nas manifestações tem importância política por dar visibilidade a trabalhadores submetidos à precarização das relações de trabalho na economia das plataformas digitais.

“Essa iniciativa é fundamental na última semana das eleições, pois demonstra que uma categoria imensa, que tem sido explorada na nova economia dos aplicativos, precarizada e abandonada historicamente, tem um lado nessa história. O lado que está trabalhando pelos trabalhadores e por quem carrega esse país nas costas de verdade. Parabenizo a ideia, e vamos mostrar ao bolsonarismo que a classe trabalhadora vai dar o recado nas urnas”, avalia Ana Paula Perles, coordenadora nacional do MTST.

A convocação das motociatas combina, assim, a manifestação de apoio à reeleição de Lula com a cobrança por direitos trabalhistas. Para os movimentos envolvidos, a presença dos entregadores nas ruas também busca afirmar o protagonismo político de uma categoria que realiza serviços essenciais nas cidades brasileiras, mas ainda enfrenta dificuldades para conquistar garantias e proteção social.


Fonte: REVISTA FÓRUM -20/10/2026

Eleições 2026: Presidente Lula faz alerta sobre Flávio Bolsonaro: “Eles querem acabar com o Bolsa Família”


    FOTO: 03/12/2025/REPRODUÇÃO




247
– O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou seu adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), de representar uma ameaça à continuidade do Bolsa Família. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a equipe econômica ligada ao senador pretende extinguir o programa de transferência de renda e resgatou posicionamentos anteriores do parlamentar contra políticas de assistência social.

Na declaração, o presidente também acusou Flávio de tentar apagar registros de suas posições sobre o tema e destacou os resultados do Bolsa Família durante seu governo. Segundo Lula, 6 milhões de pessoas deixaram de receber o benefício entre 2023 e 2026 após conseguirem emprego ou ampliarem seus rendimentos por meio do empreendedorismo.

“Eles querem acabar com o Bolsa Família. A declaração da assessora econômica deles é de quem está trabalhando, agradando os empresários para acabar com o Bolsa Família”, afirmou Lula, em referência à equipe econômica de seu adversário.

O presidente fez referência a uma fala da assessora econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, que defendeu a exclusão de beneficiários do programa após dois anos.

Lula resgata posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o Bolsa Família

Em sua manifestação, Lula também relembrou um episódio de 2011, quando Flávio Bolsonaro exercia mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o presidente, o parlamentar votou contra uma proposta relacionada ao Bolsa Família no estado.

“O que é importante lembrar também é que, em 2011, o meu adversário se recusou a votar a criação do Bolsa Família no Rio de Janeiro. De 54 votos, ele votou contra”, declarou.

O presidente afirmou ainda que Flávio utilizava expressões depreciativas para se referir ao programa social, incluindo os termos “Bolsa Esmola” e “Bolsa Farelo”.

Lula também acusou o adversário de remover publicações antigas de suas redes sociais para evitar o desgaste provocado por seus posicionamentos anteriores.


“O que é que está acontecendo agora? Ele está tirando das suas redes tudo o que ele publicou. Porque mentiroso é assim. Fala uma coisa, em seguida faz outra”, disse.

As afirmações sobre o voto de 2011 e a exclusão de publicações foram feitas pelo presidente e não vieram acompanhadas, no material fornecido, dos respectivos registros documentais.

Lula destaca saída de 6 milhões de pessoas do Bolsa Família


Ao defender a manutenção do programa, Lula ressaltou que o aumento da renda das famílias permite a saída de beneficiários da assistência social. O presidente apresentou esse movimento como um indicador de sucesso das políticas de inclusão social e de geração de oportunidades econômicas.

“O que é importante dizer é que o sucesso é tão grande que de 2023 a 2026, 6 milhões de pessoas já deixaram o Bolsa Família porque arrumaram um emprego melhor ou porque estão ganhando sendo empreendedores”, afirmou.

O número foi apresentado por Lula na publicação. O trecho não informa a base estatística utilizada nem permite determinar quantas dessas saídas ocorreram especificamente por emprego ou empreendedorismo.

O presidente argumentou que o objetivo do Bolsa Família não deve se limitar à transferência de recursos, mas também contribuir para que famílias em situação de vulnerabilidade alcancem autonomia financeira.

“Na hora que aumenta a renda, as pessoas dignas deixam o programa e vão viver sem precisar do Bolsa Família”, declarou.

Criado em 2003, durante o primeiro mandato de Lula, o Bolsa Família tornou-se uma das principais políticas de transferência de renda do país. O programa atende famílias de baixa renda, com critérios de elegibilidade definidos pelo governo federal, e busca combater a pobreza e ampliar o acesso a direitos básicos. Após mudanças implementadas durante o governo de Jair Bolsonaro, quando foi substituído pelo Auxílio Brasil, o Bolsa Família foi retomado em 2023, no início do terceiro mandato de Lula, com uma nova estrutura de benefícios.

Presidente coloca manutenção do programa no centro da disputa eleitoral

A manifestação ocorre na reta final da campanha presidencial de 2026, em meio à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pelo Palácio do Planalto.

Ao associar seu adversário à possibilidade de encerramento do Bolsa Família, o presidente procura destacar as diferenças entre os projetos políticos em discussão, especialmente em relação à proteção social e ao papel do Estado no combate à pobreza.

Na avaliação apresentada por Lula, a redução do número de beneficiários deve resultar da melhoria das condições econômicas das famílias, e não da extinção do programa.

“É o programa mais bem sucedido de inclusão social do mundo”, afirmou o presidente, ao defender o Bolsa Família.

Lula encerrou a publicação com um apelo eleitoral em defesa da continuidade da política social: “Vamos juntos. Vamos dia 25 votar 13 para manter o Bolsa Família funcionando e salvando vidas.”

fonte:BRASIL 247 -20/10/2026

Bahia: Foragido preso no ES é investigado por mortes de três adolescentes em Eunápolis

                                         Foragido foi preso no Espírito Santo / Foto: Reprodução / Radar News

                                                        



Preso nesta segunda-feira (19), Idário Silva Dias, de 39 anos, conhecido como “Darinho” ou “Cavaco”, é investigado ainda por envolvimento no sequestro e nas mortes de três adolescentes desaparecidas em agosto em Eunápolis, na Costa do Descobrimento. O caso foi noticiado pelo Radar News, parceiro do Bahia Notícias.

 

Vítimas eram amigas / Foto: Reprodução / Radar News

 

“Darinho” também é apontado como um dos 16 que fugiram do presídio de Eunápolis em dezembro de 2024.

 

Segundo o g1, Idário teria participado dos crimes contra Larissa Ribeiro Ferreira, Maria Eduarda Santos Flores e Érica Rodrigues dos Santos, sob ordens de outro integrante de uma organização criminosa.

 

Ele também é investigado por dezenas de homicídios em Eunápolis, Itabela e Porto Seguro, na mesma região. Apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho (CV) no Extremo Sul baiano, o suspeito era considerado prioritário nas ações de combate ao crime organizado.


Conforme a polícia, Idário foi localizado em Mimoso, no Espírito Santo (ES), durante uma operação integrada de inteligência das forças de segurança da Bahia, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, com participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

O foragido estava em um Chevrolet Onix prata com outros dois homens quando agentes tentaram abordar o veículo na BR-101. Houve troca de tiros, e Uatson Alves da Silva, de 26 anos, e Herdando Baião Lira, de 43, foram presos.

 

Idário fugiu armado para uma área de mata e foi encontrado após cerca de três horas de buscas. Ferido, ele foi encaminhado a um hospital. O grupo seguia em direção ao Rio de Janeiro.

 

Durante a ocorrência, os policiais encontraram armas de fogo e explosivos de fabricação caseira no veículo. Os artefatos foram detonados por uma equipe especializada da Polícia Militar do Espírito Santo.

 

Além dos casos envolvendo as três adolescentes, a Polícia Civil apura a possível participação de Idário em outros desaparecimentos e homicídios na região.

 

Entre as ocorrências estão o desaparecimento de Douglas Souza dos Santos, levado de casa por homens encapuzados em Eunápolis, em junho de 2024; o sumiço de Anderson da Silva Cruz, de 20 anos, e de um adolescente de 17 anos, em Itabela; e os desaparecimentos da servidora pública Juscélia Costa da Silva, de 47 anos, e de seu companheiro, Marcelo dos Santos Souza, de 41.

 

A polícia também investiga a suposta participação do suspeito em um episódio de confronto armado em Eunápolis que terminou com a morte de uma criança e deixou outra, de cinco anos, ferida a tiros.


DOZE FORAGIDOS


Idário estava entre os 16 presos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis na noite de 12 de dezembro de 2024. Conforme o balanço divulgado pelas forças de segurança, dois fugitivos morreram em operações policiais e dois foram recapturados. Outros 12 continuam foragidos.


fonte: BAHIA NOTÍCIAS -20/10/2026

Saúde: SUS começa a ofertar nove medicamentos para o câncer em estreia de nova política


 

SUS começa a ofertar nove medicamentos para o câncer em estreia de nova política; saiba quais são
                                                  Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil


O Ministério da Saúde começa nesta semana a ofertar nove medicamentos para tratamento de câncer no SUS (Sistema Único de Saúde).

 

Os produtos serão usados para 13 indicações, incluindo tumores de mama, estômago, rim, próstata, pulmão e tireoide, e devem beneficiar 116 mil pacientes, segundo a pasta. A expectativa é chegar a 23 novos fármacos oncológicos na rede pública até o fim do ano.
 

Um dos medicamentos que passam a ser ofertados, o abemaciclibe pode custar mais de R$ 350 mil por ano na rede privada, segundo documentos citados em processos judiciais. Ele é indicado para câncer de mama em estágio inicial com alto risco de recorrência.
 

Os produtos integram o AF-Onco, política desenhada pelo ministério, estados e municípios para organizar a oferta de tratamentos contra o câncer. O governo federal estima que irá ampliar em 35% as alternativas de tratamento na rede pública para o câncer quando concluir a entrega dos 23 novos tratamentos.
 

O anúncio do começo da oferta será feito durante um ato nacional da oncologia nesta terça-feira (20), às 10h, acompanhado pelo ministro Alexandre Padilha, que estará no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, e por outros gestores do SUS em outros 19 hospitais.
 

Os nove produtos serão distribuídos a 21 centros de tratamento de 17 estados.
 

Uma parte das drogas já é comprada pelo SUS, mas será usada com outras indicações, como o trastuzumabe. O medicamento que hoje integra o tratamento para câncer de mama também será distribuído a pacientes com tumor no estômago.
 

"Os pacientes com alguns tipos de linfoma e leucemia também poderão beneficiar-se com a ampliação das indicações de rituximabe", disse Padilha.
 

NOVE NOVOS TRATAMENTOS PARA CÂNCER NO SUS


Drogas integram o AF-Onco, programa que prevê oferta de 23 medicamentos:
 

Trastuzumabe – câncer de estômago

Abemaciclibe – câncer de mama

Acetato de lanreotida – tumor neuroendócrino

Pazopanibe – câncer renal

Rituximabe – diferentes linfomas

Abiraterona – câncer de próstata

Gefitinibe – câncer de pulmão

TSH recombinante/alfatirotropina – câncer de tireoide

Sunitinibe – Renal Células Claras / GIST*
 

Com o AF-Onco, os gestores do SUS querem superar o cenário em que a entrada do tratamento na rede pública é aprovada, mas os pacientes não recebem a droga. Essa lacuna se dá porque o repasse federal era insuficiente, segundo o diagnóstico feito pelo programa.
 

Uma das drogas neste quadro é o gefitinibe, que desde 2013 está previsto para pacientes do SUS com câncer de pulmão, mas só agora será ofertado.
 

A nova política estabelece que o ministério deve comprar e distribuir as drogas mais caras aos estados e municípios. A pasta ainda promete aumentar os repasses para os contratos que seguem sob responsabilidade dos hospitais.
 

A Saúde reservou R$ 3,9 bilhões do Orçamento de 2027 para alavancar uma reformulação na política de compras. O valor proposto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
 

"Os desafios serão sempre presentes, por isso a proteção do orçamento para a área de câncer no Brasil e do SUS é tão importante", disse Padilha.
 

"A disponibilização dos medicamentos foi precedida de um estudo muito detalhado da realidade do mercado, ouvindo os estados e municípios, além de hospitais, e chegamos a um parâmetro adequado [de valores para custear as compras]", afirmou ainda o ministro.
 

A nova política também prevê ampliar o controle em toda a cadeia de oferta dos medicamentos. Aqueles de maior valor vão exigir uma autorização prévia similar à feita pelos planos de saúde, com análise dos dados clínicos dos pacientes, entre outros pontos.
 

NOVOS EXAMES E CIRURGIAS NO SUS


O ministério também anunciou que distribuirá 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos pela sigla FIT, para o rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde a partir de novembro nas capitais e em municípios com mais de 500 mil habitantes.
 

O FIT será utilizado como exame de triagem para identificar quais pessoas precisarão realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. O produto é voltado a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos, e detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. "O exame tem precisão de até 92%", diz o ministério.
 

O ministério afirmou que também está implementando o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste DNA-HPV.
 

A pasta disse ainda que passou a custear cirurgias videotorácicas oncológicas, "que contemplam principalmente o câncer de pulmão". "A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do tempo de internação e as complicações pós-operatórias."



fonte: folhapress - 20/10/2026