O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) já foi afastado da Câmara devido a uma operação da Polícia Federal (PF). Além disso, esteve envolvido em suposto esquema de rachadinha envolvendo a atual chefe de gabinete do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), um de seus principais aliados.
Neste domingo (3/5), a coluna revelou que Wilson Santiago também usou R$ 203 mil da cota parlamentar para alugar uma SUV de luxo da empresa dos sobrinhos, prática vedada pela Câmara dos Deputados. O valor foi destinado à Construtora e Locadora JMX entre maio de 2024 e março deste ano. A companhia pertence a Thiago e Thaisa Santiago, filhos de um irmão falecido do parlamentar.
Wilson Santiago foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2002 e, desde então, acumula quatro mandatos na Câmara.
Ele nasceu em Uiraúna, no alto Sertão da Paraíba, em 10 de junho de 1957. Formado em direito, seguiu carreira como defensor público antes de ingressar na vida política.
Em 1994, conquistou seu primeiro mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa da Paraíba, sendo reeleito em 1998. Já em 2002, foi eleito deputado federal e, em 2006, garantiu a reeleição.
Em 2011, assumiu o cargo de senador, mas acabou sendo afastado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi nesse mesmo ano que Hugo Motta tornou-se deputado federal pela primeira vez. O parlamentar herdou funcionários de Wilson Santiago, entre eles, Ivanadja Velloso Meira Lima, suspeita de operar esquema de rachadinha.
Conforme revelou a coluna, Ivanadja recebeu procurações de funcionários de Wilson Santiago e Hugo Motta para sacar e movimentar salários. O esquema é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).
Ivanadja Velloso Meira Lima é acusada pelo MPF de operar esquema com funcionário fantasma na Câmara dos Deputados
Wilson Santiago retornou à Câmara em 2019, sendo reeleito em 2022.
Em 2019, Wilson Santiago foi alvo da Operação Pés de Barro, da Polícia Federal, sobre superfaturamento em obras da adutora Capivara, no interior da Paraíba, que envolveriam crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e formação de organização criminosa.
Wilson Santiago retornou à Câmara em 2019, sendo reeleito em 2022.
Em 2019, Wilson Santiago foi alvo da Operação Pés de Barro, da Polícia Federal, sobre superfaturamento em obras da adutora Capivara, no interior da Paraíba, que envolveriam crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude licitatória e formação de organização criminosa.
De acordo com a Polícia Federal, as obras foram contratadas por R$ 24,8 milhões e teria havido distribuição de propinas no valor de R$ 1,2 milhão.
O então ministro do STF Celso de Mello determinou seu afastamento do mandato, mas a decisão foi derrubada pela Câmara dos Deputados no ano seguinte.
Deputado do Republicanos alugou SUV de luxo do sobrinho
Conforme os documentos fiscais, o deputado alugou da empresa, em períodos distintos, um Tiggo 7, da Caoa Chery, e um Jeep Commander – uma SUV de luxo. A nota fiscal mais recente é de março deste ano e faz referência ao aluguel, por um mês, do Jeep Commander por R$ 12 mil.
Parte dos documentos acompanha um recibo, que é assinado por Thiago Santiago, também conhecido como Thiago de Azulão, ou pela filha dele. O sobrinho do parlamentar é vereador na cidade de Uiraúna (PB), eleito também pelo Republicanos.
Ao todo, a Câmara reembolsou, via cota parlamentar, 22 notas fiscais entre maio de 2024 e março de 2026.
Fonte:TÁCI LORRAN/METRÓPOLES - 03/05/2026
