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segunda-feira, 1 de junho de 2026

SP: produtora do filme de Bolsonaro é alvo de operação da PC por lavagem e desvio de dinheiro público


                                             foto:DIVULGAÇÃO




 Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, é um dos alvos da Operação Wi-Fi, deflagrada nesta segunda-feira (1º) pela Polícia Civil de São Paulo para investigar suspeitas de fraude em um contrato de R$ 108 milhões da prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil, o ICB.

A operação cumpre oito mandados de busca e apreensão autorizados pela 1ª Vara Regional das Garantias. Estão na mira o ICB, a Go Up, endereços ligados a Karina Ferreira da Gama e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, responsável pelo programa Wi-Fi Livre SP.

Karina preside o Instituto Conhecer Brasil e é ligada à Go Up, empresa responsável pela cinebiografia bolsonarista. A Fórum já mostrou quem é Karina Ferreira da Gama, personagem que conecta o contrato milionário da gestão Ricardo Nunes ao entorno da produção de Dark Horse.

Go Up entra na mira da Operação Wi-Fi

O contrato investigado é o Termo de Colaboração 01/SMIT/2024. O acordo previa a implantação, operação e manutenção de 5 mil pontos públicos de internet gratuita em comunidades da periferia paulistana. O plano de trabalho do projeto indicava valor total de R$ 108 milhões, com custo mensal de R$ 1,8 mil por ponto de acesso.

A investigação apura suspeitas de direcionamento, fraude na execução contratual, pagamentos por serviços não prestados e emprego irregular de verbas públicas. Os investigadores também examinam a hipótese de confusão patrimonial entre o ICB e a Go Up, além de possível uso de recursos do programa municipal para custear atividades ligadas ao filme sobre Bolsonaro.

Entre as medidas em apuração está o acesso a análises do Coaf sobre movimentações financeiras do ICB, da Go Up e de Karina. A linha investigativa busca rastrear se recursos públicos passaram por empresas subcontratadas ou entidades relacionadas à investigada.

Contrato de R$ 108 milhões já estava sob suspeita

O valor original do contrato era de R$ 108 milhões. Com aditivos, a contratação teria chegado a R$ 157,1 milhões. A suspeita é que ao menos R$ 26 milhões tenham sido pagos sem a efetiva prestação do serviço correspondente.

O caso já vinha sendo acompanhado pelo Tribunal de Contas do Município. Em relatório sobre o edital 01/SMIT/2024, o TCM registrou que o procedimento não reunia condições de prosseguimento por causa de irregularidades e infringências constatadas.

A Fórum revelou que a gestão Nunes manteve pagamentos ao ICB mesmo após alertas. A reportagem também mostrou como atuava a ONG ligada ao filme de Bolsonaro e por que o contrato de Wi-Fi entrou no centro das suspeitas.

Dark Horse ampliou pressão sobre a Go Up

A produtora de Dark Horse já era alvo de outras frentes de apuração. Nos últimos dias, a Polícia Federal pediu a quebra de sigilo da produtora responsável pelo filme sobre Bolsonaro, em investigação que também envolve o financiamento da obra.

A Prefeitura de São Paulo nega irregularidades e afirma que o programa funciona normalmente. A gestão municipal também sustenta que não houve pagamento por 5 mil pontos e que os recursos foram aplicados no Wi-Fi Livre SP. Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública da Go Up, do ICB ou de Karina sobre a operação.


fonte: Revista Fórum -01/06/2026

Salvador: Chuvas fortes causam transtornos no trânsito nesta segunda (1); Vídeos


                                            Foto:reprodução


Os motoristas encontraram um cenário complicado no tráfego soteropolitano na manhã desta segunda-feira (1°). Registros enviados ao Bahia Notícias mostram pontos de alagamentos e quedas de árvores após mais uma noite de chuvas na capital baiana. 

 

 

Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Salvador se encontra em alerta laranja com perigo de chuvas entre 50 a 100 mm por dia. Como reflexo disso, a Avenida Centenário, na região central da capital, registrou áreas de forte alagamento na região entre os bairros do Garcia e Graça. Nas imagens que circulam nas redes sociais é possível notar o volume da água “ilhando” veículos estacionados na via. 

 

Outro registro dos impactos da chuva ocorreu na rotatória de Colinas de Pituaçu, próxima à Avenida São Rafael. Segundo informações de leitores, uma árvore caiu no local e já complica o trânsito no local. No bairro de Nazaré, motoristas também registraram pontos de alagamento e congestionamento na rua Djalma Dutra.

 

Ainda conforme o boletim do Inmet, o alerta laranja segue ativo na capital baiana até quinta-feira (4). O Bahia Notícias segue acompanhando as repercussões da chuva na capital baiana. 



Fonte: Bahia Notícias - 01/06/2026

domingo, 31 de maio de 2026

Bahia: Acidente entre Van e carreta deixa 15 mortos na BR -116; Vídeo

 

                               foto:Reprodução/X



Pelo menos 15 pessoas morreram em um grave acidente registrado na tarde deste domingo (31) na BR-116, trecho nos limites do município de Santa Terezinha.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ocorrência foi registrada por volta das 16h40, no km 507 da rodovia, e envolveu uma colisão frontal entre um caminhão e uma van.

Em razão da gravidade do acidente, a pista precisou ser totalmente interditada para o atendimento da ocorrência e realização dos procedimentos periciais.

De acordo com a PRF, pelo menos oito pessoas morreram no local. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a quantidade de feridos nem para quais unidades de saúde eventuais vítimas foram encaminhadas.

As circunstâncias que provocaram a colisão ainda são desconhecidas e serão apuradas pelas autoridades competentes.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal permanecem no local realizando os trabalhos de atendimento e controle do trânsito. Também não havia confirmação, até a última atualização, sobre a chegada das equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) para realização da perícia e remoção dos corpos.


 


fonte: Blog do Valente c/adaptações 31/05/2026 22h:30

Em Senhor do Bonfim: Prefeitos aliados de Jerônimo fazem coro contra fala de ACM Neto: ‘Não subestime’


                                               foto:reprodução


 Prefeitos do interior da Bahia  que fazem parte do território Piemonte do Norte aliados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) aproveitaram um evento em Senhor do Bonfim, neste domingo (31), para repudiar as declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao governo baiano,

( ACM Neto União Brasil), de que os gestores do interior não têm peso nas eleições estaduais. 

Durante o evento, o prefeito de Capim Grosso e presidente da Federação dos Consórcios Públicos do Estado da Bahia (FECBahia), Sivaldo Rios, disse que os gestores municipais desempenham papel relevante nas disputas eleitorais.

“Tem gente dizendo que não precisa de prefeito para ganhar a eleição, que prefeito não tem voto, não tem força […]. O prefeito foi eleito pelo voto de vocês. E nós apresentamos a vocês essa força, a força de um time de prefeitos e ex-prefeitos, de vereadores e lideranças que movem a campanha de Jerônimo. Não subestime a força de quem foi eleito pelo povo”, afirmou.

O ato reuniu prefeitos aliados de Jerônimo desde a eleição de 2022 e lideranças políticas do interior que integravam a oposição e decidiram caminhar ao lado do governador da Bahia. O prefeito de Capim Grosso interpretou esse movimento de adesão de novos gestores ao estilo agregador e pautado pelo diálogo do pré-candidato petista. 

“Além do recurso, o investimento aqui é de afeto, carinho e  respeito. É por isso, governador, que o senhor atrai tanto prefeito para cá”, disse Rios.


Fonte:Bahia.Ba - 31/05/2026

Torcida organizada do Galo convoca protesto contra Flávio Bolsonaro em BH


                                   Movimento surge como resposta à cerimônia de entrega do título de 'cidadão honorário' ao qual o pré-candidato à Presidência será condecorado na Câmara Municipal -   foto:reprodução



A Força Atleticana Revolucionária, torcida organizada do Atlético, vai promover um protesto contra o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na terça-feira (2/6). O movimento acontecerá na porta da Câmara Municipal de Belo Horizonte devido à entrega do título ao parlamentar de cidadão honorário da capital.

A torcida convocou para concentração às 16h30 na avenida dos Andradas, número 3.100, no Bairro Santa Efigênia, na Região Leste de BH. A cerimônia de entrega está prevista para a partir das 17h.

"BH não pode virar palco de homenagem para o bolsonarismo. Querem entregar título de cidadão honorário a Flávio Bolsonaro, símbolo de um projeto político que atacou a democracia, perseguiu trabalhadores, desprezou minorias e tentou transformar o Brasil em propriedade de família", manifestou a organizada em publicação nas redes sociais.



O autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDL), o vereador Vile Santos (PL) justificou que a concessão do título a Flávio Bolsonaro “é uma forma de reconhecer sua trajetória e de receber nosso futuro presidente com as boas-vindas que só o povo mineiro sabe oferecer”.

A cerimônia ocorre em meio a uma crise da pré-campanha do “filho 01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que teve revelado, pelo site The Intercept Brasil, um áudio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, investigado por esquemas de fraude. 

Essa será a primeira vez que Flávio Bolsonaro vem à capital mineira durante a pré-campanha. Em seguida à homenagem na Câmara, ele também participa de evento público no Sesc Palladium, a partir das 18h, que marcará o lançamento de pré-candidatura do atual deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) ao Senado. 

"Cidade honorária se constrói com respeito ao povo, compromisso com a democracia e defesa da vida. Não com bajulação política, nem com homenagem vergonhosa costurada por vereador alinhado à extrema direita", concluiu a Força Atleticana Revolucionária em comunicado.


Velório em vida: advogado com câncer terminal faz festa para se despedir

                                       foto:reprodução




CAMPO GRANDE, MS (FOLHAPRESS) - Uma rua pequena foi fechada nesse sábado (30/5) em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, para um velório sem caixão, velas ou silêncio. No lugar, pessoas se reuniram entre roda de samba, bandas de rock, cerveja e dança para a despedida organizada pelo advogado e turismólogo Tiago Pitthan, de 46 anos, que vive com um câncer sem cura e decidiu participar do próprio velório organizado por ele.

A celebração, inicialmente planejada para cerca de 100 convidados, precisou crescer após a repercussão nas redes sociais e entre amigos. O encontro foi pensado para ocorrer em um espaço que já abrigou um bar, mas acabou ocupando toda a Rua Dom Lustosa, no Bairro Seminário, com estrutura ampliada, praça de alimentação, área kids e equipe de apoio organizada por amigos e voluntários, que estimaram a presença de ao menos 400 pessoas.


O tom de velório aparecia mais no nome do que no ambiente. A programação começou com um duo de bossa nova e MPB, seguido por roda de samba no meio do público, apresentação cultural de maracatu, DJ e shows de rock.

Tiago circulava entre os convidados, abraçando amigos, cantando e posando para fotos. No meio da festa, ele subiu ao palco para um discurso, um dos momentos mais aguardados da celebração. Entre agradecimentos e reflexões sobre o diagnóstico, insistiu em uma ideia repetida ao longo do encontro, de que o velório não era sobre a morte, mas sobre a vida.

"Sou um cara privilegiado, tenho afeto, tenho carinho. E quando eu morrer, quero que vocês entendam que eu venci o câncer. Venço todos os dias quando acordo e decido que hoje vai ser um dia bom", afirmou no palco.

Segundo ele, a intenção do encontro nunca foi marcar uma despedida resignada, mas criar uma memória compartilhada enquanto ainda podia participar dela. "Não quero que ninguém respeite o câncer. Quero que façam piada, quero que a gente deboche dele", disse à Folha antes da festa.

A família, que inicialmente resistiu à ideia, aderiu ao encontro. Mãe de Tiago, a aposentada Mabel Martins Pitthan, de 78, subiu ao palco e disse ter sentido tristeza com a ideia de ir ao velório do próprio filho, mas que o admirava pela felicidade com que levava a vida.

"Doeu muito ir ao velório do meu filho", afirmou. "Mas eu pensei: 'Vou lá ver o guerreiro que meu filho se transformou'."

Ao som de "Um morto muito louco"

Depois do discurso, ele ainda precisava devolver o palco às três bandas de rock que fechariam a noite. Para evitar que a emoção derrubasse o clima da festa, ensaiou com amigos um flash mob, apresentação coletiva surpresa em que pessoas espalhadas pelo ambiente começam uma coreografia sincronizada. A música escolhida foi "Um morto muito louco".

"Quero que façam piada, quero que a gente deboche dele", contou enquanto se arrumava na casa da mãe, usando uma camiseta com a frase "Viva como se fosse morrer" e, logo abaixo, "porque todos nós vamos".


"Fiquei preocupado em subir no palco, porque eu sou chorão, minha mãe é chorona, minha família toda é emotiva, meus amigos são emotivos também. Como é que eu vou entregar o público assim para a banda? Com a dancinha, o pessoal vai rir, vai se divertir e, quando eu entregar para a banda, já vai estar um clima lá em cima", disse.

O clima voltou ao tom festivo depois da dança em grupo ensaiada, e a noite seguiu com três apresentações de rock comandadas por amigos.

Rede de solidariedade

Segundo Tiago, a celebração foi viabilizada por uma rede de solidariedade formada por amigos e apoiadores, que cederam espaço e ajudaram na produção, enquanto bandas, equipe de apoio e outros serviços participaram voluntariamente.

Talvez o único elemento que remetesse a um velório no local fosse a coroa de flores feita pelos amigos, com a faixa "Uma homenagem ao bom sujeito".

O apelido pelo qual Tiago é conhecido vem do amor pelo samba - referência ao verso "quem não gosta de samba, bom sujeito não é" - e também à forma como costuma reunir amigos, promover encontros e circular entre diferentes grupos.

A mãe de Tiago contou que, desde o agravamento da doença, ele alterna momentos de energia com períodos silenciosos, nos quais pede apenas companhia. "Ele me chama para sentar na poltrona na frente dele, mas não quer conversa. Quer presença", disse.

"Vim celebrar a vida"

Pablo afirma que ainda não consegue enxergar o evento como despedida. "Não vim para velório, vim para celebrar a vida, vim ver meu irmão", disse.

Segundo ele, a decisão de viajar também passou pela morte do pai, em 2024, quando não conseguiu vir ao Brasil por entraves ligados à imigração. "Não me permiti que isso acontecesse de novo."

Pablo afirmou acompanhar a doença à distância, mas disse evitar se debruçar sobre a progressão do câncer. "Pode ser uma autodefesa minha, uma covardia", afirmou. "O irmão com quem eu falo continua sendo ele. Talvez até melhor com a vida, mais compreensivo."

Ao ver a dimensão da festa, disse ter entendido aquilo como reflexo da relação do irmão com os outros. "Isso está remetido ao legado que ele deixa. Ver uma doença terminal da forma como ele vê faz a gente pensar no que realmente importa."

Ideia surgiu após a morte do pai

A ideia do velório em vida surgiu após a morte do pai, Alan Pitthan, em 2024, aos 76 anos. Segundo Tiago, durante a cerimônia, marcada por música, conversas e histórias, ele teve a sensação de que faltava o principal personagem ali para ouvir tudo.

"Pô, falta meu pai aqui. Ele sabe mais histórias dele do que todo mundo", contou. Foi ali que começou a pensar em estar presente no próprio velório, ainda como uma ideia distante.


Meses depois, com o agravamento do câncer, decidiu transformar o plano em realidade. Queria estar presente, rever pessoas importantes e transformar a despedida em uma celebração.

Ao longo do processo, passou a repetir uma frase que, segundo ele, resume a forma como encara o diagnóstico. "Eu tenho câncer, mas o câncer não me tem."

O advogado Ilmar Renato, de 47, amigo da família desde os anos 1990, conheceu Tiago por meio do pai dele, Alan Pitthan, com quem conviveu na militância política. Ao chegar ao evento, comparou o encontro a uma despedida irreverente, marcada por humor e celebração.


"Eu mando mensagem para ele dizendo que é o nosso Quincas Berro d'Água", disse, em referência ao personagem de Jorge Amado cuja morte se transforma em festa.

Fonte: O ESTADO DE MINAS - 31/05/2026 13h:41

Banco Master: operador contratado por Vorcaro que foi alvo da PF quebra o silêncio. Vídeo





 Alvo da 8ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga aportes bilionários do RioPrevidência no Banco Master e fez busca e apreensão na residência do ex-governador Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro, o consultor financeiro Ricardo Siqueira Rodrigues (foto em destaque) decidiu quebrar o silêncio e falar sobre os serviços prestados ao banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles (assista abaixo), Rodrigues detalha como foi contratado e pago por Vorcaro para ajudá-lo a captar recursos de fundos de previdência estaduais e municipais (RPPS), nega ter atuado como lobista do banqueiro junto a políticos, e afirma que vai revelar à Polícia Federal (PF) quem é o “dono” que precisava autorizar politicamente os investimentos do RioPrevidência no Master, como ele disse em um áudio enviado a Vorcaro, em outubro de 2023.

RioPrevidência: operador contratado por Daniel Vorcaro fala ao Metrópoles após ser alvo da PF

No áudio transcrito pela PF na representação que embasou a operação da última semana, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Rodrigues diz que o RioPrevidência “tem um dono e esse dono precisa autorizar os caras internamente” para comprar as letras financeiras (títulos de renda fixa) do Master.

“Então assim, o que eu posso fazer é dar um encaminhamento técnico. Lá [RioPrevidência] é diferente dos outros lugares, mas esse encaminhamento político tem que ser feito, porque lá tem dono, tá?”, disse Rodrigues a Vorcaro no áudio de 2023.

Ao todo, foram R$ 970 milhões aplicados em letras financeiras do Master, entre outubro de 2023 e julho de 2024. Posteriormente, o RioPrevidência investiu mais R$ 2 bilhões em fundos ligados ao banco de Vorcaro.

Questionado pelo Metrópoles sobre quem seria esse “dono”, Rodrigues diz que pretende revelar o nome primeiro à PF ou à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas afirma que Cláudio Castro não era o único político com influência no RioPrevidência.

Master: operador contratado por Vorcaro que foi alvo da PF quebra o silêncio - destaque galeria
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O ex-governador Claudio Castro  é alvo de nova operação da Polícia Federal
Operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal
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Master: operador contratado por Vorcaro que foi alvo da PF quebra o silêncio - imagem 6

“Esse dono específico, com relação ao Rio de Janeiro, eu estou aguardando aqui para poder prestar depoimento dentro dos próximos dias à Polícia Federal ou à PGR. Prefiro que essa informação seja divulgada primeiro neste depoimento lá”, diz Rodrigues.

“O Cláudio Castro, com quem eu nunca tive contato, é claro que tinha uma influência enorme, já que era o governador do Estado. Mas eu entendo que não era só ele que tinha influência bem elevada com relação à possibilidade ou não de liberar esses investimentos [do RioPreviência] para serem feitos [no Master]”.

No meio político do Rio, é atribuída ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, a indicação de dirigentes do RioPrevidência na gestão Cláudio Castro, como o ex-presidente do instituto Deivis Marcon Antunes, que foi preso em fevereiro deste ano em uma das operações envolvendo o caso Master. Rueda, que recebeu R$ 6,4 milhões do Master por meio de escritório de advocacia, tem negado qualquer influência no RioPrevidência.

“Prefiro não me manifestar muito nesse momento a respeito desse assunto. Mas já escutei, assim como diversas pessoas já me falaram também a respeito disso [influência de Rueda no RioPrevidência]. Mas eu prefiro me resguardar de declinar nomes nesse momento”.

Pagamentos via empresa suspeita


Na representação enviada ao ministro André Mendonça, a PF descreve Ricardo Rodrigues como um “articulador, captador e lobista que desempenhava papel ativo na captação de investimentos e identificação de oportunidades de negócios repassadas a Daniel Vorcaro”, a quem cabia atuar na “aproximação a autoridades públicas com poder de decisão sobre os fundos”.

Segundo a PF, Rodrigues recebia uma comissão de 0,6% sobre os valores captados para o Master, que era paga por meio da empresa Mídias Promotora. Os investigadores afirmam também que a Mídias “tinha o propósito de escoar as vantagens indevidas aos arquitetos e agentes políticos da fraude”, que era vinculada a Rodrigues e que ele teria recebido R$ 41,9 milhões por meio da empresa.

Ao Metrópoles Rodrigues nega ter aberto a Mídias e afirma ter recebido, no total, R$ 16 milhões pela consultoria a Vorcaro por meio dessa empresa, a pedido do jurídico do Master, por conta do “risco de imagem” ao banco — Rodrigues já foi preso em 2018 em um desdobramento da Operação Lava Jato do Rio por esquemas em fundos de pensão e fechou acordo de delação premiada.

“Pelo que eu entendi do ecossistema [do Master], era um procedimento comum que determinadas operações ou determinadas pessoas fossem pagas por empresas satélites, vamos dizer assim, e o dinheiro não saía direto do banco. Então, assim foi. Só para ficar claro: eu nunca recebi dinheiro nenhum do RioPrevidência, nunca recebi dinheiro nenhum do banco Master”, diz Rodrigues.

Ele conta que foi procurado em 2023 por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro apontado como operador do banqueiro e que também está preso, para prestar a consultoria ao Master e que já conhecia a família porque tinha trabalhado com Henrique Vorcaro, pai de Daniel, na captação de recursos para a construção de um hotel em Belo Horizonte.

Ainda de acordo com Rodrigues, o trabalho para para buscar aportes de fundos de previdência no Master só foi possível porque o Banco Central (BC) tinha elevado a classificação da instituição de Vorcaro em 2023 e aprovado um plano de negócios autorizando a captação de R$ 17 bilhões junto a RPPS.

Segundo Rodrigues, a consultoria a Vorcaro foi encerrada, em setembro de 2024, diante da repercussão negativa no mercado envolvendo o veto dentro da Caixa Asset para uma possível compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Master, e do início das negociações sobre compra de ações pelo Banco de Brasília (BRB), operação que culminou no atual escândalo e nas prisões dos chefes das duas instituições.


FONTE: FÁBIO LEITE/METRÓPOLES - 31/05/2026 12h:45