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quinta-feira, 19 de março de 2026

Filho de ministro Nunes Marques foi pago por consultoria que recebeu R$ 18 milhões do Master e JBS


foto:reprodução



Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) acendeu o alerta sobre movimentações financeiras envolvendo o Banco Master, a gigante JBS e o advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos revelam que uma empresa de consultoria, com faturamento declarado de apenas R$ 25,5 mil, recebeu repasses que somam R$ 18 milhões em menos de um ano. As informações constam numa matéria do jornal O Estado de S. Paulo.

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, transferiu R$ 6,6 milhões para a Consult. No mesmo período, a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, aportou outros R$ 11,3 milhões. O montante total recebido pela consultoria corresponde exatamente à soma dessas duas fontes, o que levou o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda a classificar as transações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa.


Fonte: REVISTA fÓRUM - 19/03/2026 22h:35

Salvador: Delegado rejeita associação de rodoviário ao crime da adolescente Thamiris


Delegado Moisés Damasceno afirma que rodoviário não é suspeito e imagens de segurança confirmam sua inocência  |   Bnews - Divulgação Tácio Caldas / BNews


A Polícia Civil da Bahia descartou qualquer envolvimento de um rodoviário no caso da morte da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, após uma série de especulações e acusações nas redes sociais. Segundo o delegado Moisés Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), o homem não integra a linha de investigação e não é tratado como suspeito.

Em coletiva de imprensa na noite desta quinta-feira (19), o delegado ressaltou que imagens de câmeras de segurança mostram que a jovem apenas passou em frente à casa do rodoviário no dia do desaparecimento, sem entrar no imóvel.


A análise das imagens, feita por um período prolongado, também indica que ela não retornou ao local. Após passar pela residência, Thamiris seguiu em direção a uma área onde teria sido chamada por pessoas ligadas ao tráfico e não foi mais vista. Damasceno afirmou que a associação do rodoviário ao crime não encontra respaldo nas investigações. 


Ele explicou que o homem foi ouvido pela polícia apenas por ter sido uma das últimas pessoas que poderiam ter tido contato indireto com a adolescente, mas não na condição de investigado. O delegado ressaltou que, dentro da linha de apuração atual, não há elementos que indiquem participação dele no crime.

Moisés Damasceno também alertou para o risco de julgamentos precipitados por parte da população, após relatos de ameaças contra o rodoviário. Segundo ele, houve mobilização nas redes sociais com incitação à violência, incluindo sugestões de ataques à residência do homem.

Informações do Bocã News - 19/03/2026 22h:22

Banco Master: Vorcaro firma termo de sigilo e inicia tratativas para delação

                                      foto:reprodução/TV GLOBO



O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou nesta quinta-feira (19) um acordo de confidencialidade com as autoridades responsáveis pela apuração de supostas fraudes envolvendo o Banco Master. O documento representa a primeira etapa formal para o início das negociações de um possível acordo de colaboração premiada.

O termo foi firmado entre o empresário, sua equipe de defesa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal. A assinatura permite que as partes iniciem conversas preliminares para avaliar a viabilidade da delação.

Nesta quinta-feira, Vorcaro também foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde poderá participar das reuniões relacionadas ao acordo. A transferência ocorreu por helicóptero e seguiu protocolos de segurança para evitar riscos durante o deslocamento.

A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga irregularidades ligadas à instituição financeira. A defesa havia solicitado a transferência para garantir conversas reservadas entre o investigado e seus advogados, sem gravação, o que não é permitido no regime da penitenciária federal.

No sistema penitenciário federal, o contato com a defesa ocorre por meio de parlatório, com separação por vidro e registro de áudio e vídeo. Com a nova autorização, Vorcaro poderá discutir os fatos investigados de forma mais ampla com seus advogados antes de apresentar eventuais informações às autoridades.

O procedimento de colaboração segue etapas. Inicialmente, investigado e defesa organizam os relatos e documentos. Em seguida, o material é apresentado aos investigadores, que analisam se as informações têm consistência e se existem provas capazes de confirmar o que foi relatado. Somente após essa verificação é que podem ser realizados depoimentos formais.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para o exterior. A Polícia Federal suspeita que ele pretendia deixar o país, enquanto a defesa afirma que a viagem tinha como objetivo buscar investidores interessados na compra do Banco Master.

Situação de Vorcaro

A transferência de Daniel Vorcaro ocorre em um contexto mais complexo do que a simples abertura de negociação para delação premiada. Apuração do ICL Notícias indica que o movimento foi solicitado pela defesa apenas nos últimos dias, após o advogado José Luis Oliveira Lima, o “Juca”, assumir protagonismo no caso e se inteirar dos autos.

Apesar da mudança de local de custódia, não há, até o momento, uma proposta concreta de colaboração formalizada. Interlocutores com acesso às tratativas afirmam que a negociação está em estágio “bem preliminar” e que nem a Polícia Federal nem a Procuradoria-Geral da República têm conhecimento sobre o conteúdo que eventualmente seria apresentado por Vorcaro, que deverá elaborar sua proposta e o conteúdo da delação nos próximos dias.

Na prática, a defesa ainda trabalha na construção do que pretende levar às autoridades. Não há definição sobre fatos, nomes ou linhas narrativas que possam embasar um acordo. O que existe, neste momento, é uma tentativa de calibrar o valor de uma possível colaboração.

A transferência para Brasília, nesse cenário, cumpre uma função operacional: aproximar o investigado de delegados e procuradores, facilitar reuniões e permitir a estruturação de uma eventual proposta. Mais do que sinalizar um acordo iminente, o movimento indica a abertura de um canal de negociação.

 

Fonte: ICL*Com informações de Cleber Lourenço - 19/03/2026

STF: Flávio Dino questiona presidente da CPMI do INSS por repasses para a igreja Lagoinha


                                        Senador Carlos Viana(MG) -Foto:Lula Marques/ag. Brasil


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (19) o envio de ofício ao presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), para que ele preste esclarecimentos sobre o repasse de recursos públicos a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha.

A decisão foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, que trata das regras de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. No despacho, Dino afirma que, “em vista da necessidade de assegurar o cumprimento do Acórdão deste STF, de dezembro de 2022, que fixou balizas quanto à transparência e à rastreabilidade de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares”, determinou a adoção de providências formais.

O ministro também registra que é necessário verificar “a correta observância dos princípios constitucionais da administração pública”, incluindo transparência, impessoalidade e interesse público, ao tratar da destinação dos recursos.

Na decisão, Dino determina “o envio de ofício ao senador Carlos Viana, bem como a intimação do Senado Federal, por intermédio de seu Advogado-Geral, para que se manifestem acerca dos fatos reportados no prazo de cinco dias úteis”. A medida amplia o alcance da cobrança, atingindo não apenas o parlamentar, mas a própria estrutura institucional do Senado.

O despacho foi motivado por pedido apresentado pelos deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Henrique Vieira (PSol-RJ), que apontaram possíveis irregularidades na destinação de recursos por meio das chamadas “emendas Pix”.

Dino questiona presidente da CPMI do INSS por repasses para a Lagoinha
Senador Carlos Viana – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Segundo os parlamentares, o senador Carlos Viana destinou ao menos R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis, entidade vinculada à Igreja Batista da Lagoinha. Os repasses teriam ocorrido em diferentes anos, com envio de recursos a municípios com destinação previamente definida à fundação.

Ao tratar dos fatos, Dino destaca que as informações apresentadas indicam a necessidade de apuração quanto à “rastreabilidade dos recursos públicos” e à “adequação da destinação às finalidades constitucionais das emendas parlamentares”.

O ministro também menciona, com base na petição, a existência de “possível desvio de finalidade” e a necessidade de verificar se houve “efetivo cumprimento das balizas fixadas por esta Corte” no julgamento que disciplinou o uso das emendas.

O caso ganha dimensão política adicional porque Carlos Viana preside a CPMI do INSS, colegiado responsável por investigar fraudes em benefícios previdenciários. Integrantes da comissão afirmam que pedidos de quebra de sigilo envolvendo estruturas ligadas à Igreja da Lagoinha não avançaram.

Entre esses pedidos estão requerimentos para investigação da fintech Clava Forte Bank e do pastor André Valadão, que não foram apreciados até o momento.

Na petição que embasou a decisão, os deputados sustentam que há indícios de conflito de interesse, ao apontar que o presidente da CPMI teria destinado recursos a entidades potencialmente relacionadas ao escopo das investigações conduzidas pelo próprio colegiado.

O documento também levanta questionamentos sobre eventual “violação aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa”, além de possíveis falhas na transparência da execução das emendas.

A Fundação Oasis, beneficiária dos repasses, é descrita como braço social da Igreja Batista da Lagoinha, com atuação em projetos assistenciais.

Dino questiona presidente da CPMI do INSS por repasses para a Lagoinha
Dino questiona presidente da CPMI do INSS por repasses para a Lagoinha

O despacho de Flávio Dino não conclui pela existência de irregularidades, mas reforça que o caso deve ser analisado à luz do modelo constitucional de controle das emendas parlamentares. Ao cobrar explicações formais, o ministro insere o episódio no contexto mais amplo de fiscalização do uso de recursos públicos após as decisões do STF que impuseram novas regras ao orçamento.

Com a decisão, o senador Carlos Viana e o Senado Federal terão prazo para apresentar esclarecimentos ao Supremo, que deverá avaliar, a partir das respostas, eventuais desdobramentos no caso.

A reportagem procurou a assessoria do senador para comentar essas questões e até o momento não teve retorno. O espaço permanece aberto.


fonte: ICL NOTÍCIAS -19/03/2026

quarta-feira, 18 de março de 2026

PF investiga policiais em esquema que usava 'clones' para fraudar concursos




A PF (Polícia Federal) investiga uma organização criminosa que teria participação e até liderança de policiais para fraudar concursos públicos pelo país. Um dos métodos da fraude era o uso de "clones" —pessoas que utilizavam documentos falsos para realizar provas.

Confira a reportagem ocmpleta no link abaixo do site UOL desta quarta-feira (18):


https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2026/03/18/pf-investiga-esquema-que-envolvia-policiais-e-usava-clones-para-concursos.htm


Congresso: Empresário baiano reage após ser apontado como 'real dono' do Banco Master


Empresário baiano Nelson Tanure se defende de acusações feitas por Vladimir Timerman durante depoimento na CPI do Crime Organizado  |    foto:Divulgação




O empresário baiano Nelson Tanure contestou as declarações feitas por Vladimir Timerman à CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira (18), em que foi apontado como suposto controlador do Banco Master. Durante o depoimento, o fundador da Esh Capital também afirmou que Daniel Vorcaro atuaria como intermediário nas decisões da instituição.

Na CPI, Vladimir Timerman afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro “era um pau-mandado” dos verdadeiros donos do banco, que estariam ocultos. "O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu acho que é o mais alto da hierarquia [...] O meu sentimento é que [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara [do banco], para fazer as conexões políticas."

Em resposta, a defesa de Tanure divulgou nota em que questiona a credibilidade de Timerman e destaca seu histórico de condenações judiciais. O texto menciona decisões por crimes como perseguição, que teve o próprio Tanure como vítima, além de condenações por difamação e indenizações relacionadas a acusações consideradas falsas contra outros profissionais do mercado.


                                           Foto: Divulgação Edilson Rodrigues/Agência Senado)


A manifestação também afirma que o fundador da Esh é alvo de investigações do Ministério Público, incluindo apurações por ameaças e uma ação civil pública que trata de suposta manipulação do mercado de capitais.

No mesmo posicionamento, Tanure nega qualquer relação societária com o Banco Master. “O empresário reitera que nunca foi sócio, controlador ou beneficiário, direto ou indireto, do Banco Master, tendo mantido com a instituição apenas relações comerciais legítimas, como cliente e investidor, nos mesmos moldes em que opera com diversas outras instituições financeiras”, ressalta.

A defesa sustenta ainda que o empresário nunca foi acusado de irregularidades nas companhias das quais participou. “O empresário e investidor Nelson Tanure tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista”, prossegue.


Fonte: BOCÃO NEWS/REPRODUÇÃO - 18/03/2026




Em entrevista exclusiva ao ICL: ‘Brasil não vendeu sua soberania para Trump’, diz vencedor do Nobel


                                             Foto:reprodução


 O Brasil não vendeu sua soberania para Donald Trump e acertou na resposta que deu ao chefe da Casa Branca. A avaliação é do norte-americano Joseph Stiglitz, vencedor do prêmio Nobel.

Em entrevista exclusiva ao ICL Notícias, um dos principais economistas do mundo chancelou a forma pela qual o governo de Luiz Inácio Lula da Silva optou por desafiar a ofensiva do republicano, tanto no que se refere às tarifas quanto aos ataques contra o país.

“O que Trump fez foi romper com todos os aspectos do direito comercial internacional, assim como quebrou o direito internacional de forma mais geral, com as guerras”, afirmou Stiglitz.

Em sua avaliação, são as camadas menos favorecidas nos EUA que vão sofrer mais com as políticas de Trump no comércio, com produtos mais caros.

“As consequências econômicas serão mais sentidas de forma desproporcional pelos pobres”, disse. “Trata-se de um imposto sobre os americanos pobres, o americano médio. E isso aumenta a desigualdade”, insistiu.

Stiglitz destaca como essa realidade é traduzida numa crise de renda e da capacidade de o cidadão ter a capacidade de arcar com seus custos. “As pessoas nas camadas mais baixas estão tendo dificuldades reais para conseguir arcar com as necessidades mais básicas”, disse.

O economista ainda aponta como Trump passou a usar as tarifas de forma política. Interferindo em assuntos domésticos de outros países, como no caso de Jair Bolsonaro e o Brasil. Em meados de 2025, a Casa Branca anunciou que impostos sobre produtos brasileiros tinham sido colocados por conta da suposta perseguição da Justiça contra o ex-presidente, condenado por tentar dar um golpe de estado.

“No final, ele (Trump) entendeu que as tarifas sobre carne estavam custando enormemente aos americanos, assim como suco de laranja e café”, disse. “É o Starbucks”, ironizou. “Ele teve de retirá-las. Ele anunciou essas tarifas. Mas, silenciosamente e sem dizer para ninguém, retirou metade delas. Fico insustentável politicamente”, avaliou.

Para Stiglitz, o Brasil adotou o tom certo para desafiar os EUA.

"Lula reagir exatamente da forma corretam dizendo: não vamos vender nossa soberania nacional por um pouco de comércio. Não se pode comprar nossa soberania, que é o que outros países fizeram”, disse.

Concentração

O economista tem assumido um papel fundamental na construção de um consenso internacional sobre a necessidade de se combater a desigualdade. Nesta semana, em Genebra, ele se reuniu com representantes dos governos da Noruega, Brasil, Espanha e África do Sul para começar a implementar a ideia de um Painel Internacional capaz de diagnosticar o desafio da desigualdade e propor medidas concretas para que o mundo possa lidar com esse fenômeno.

Para o vencedor do Prêmio Nobel, “não são as leis da natureza” que geraram a profunda injustiça social que existe hoje no mundo. “São as leis dos homens que fizeram isso”, insistiu.

Nos EUA, a taxa de concentração bate todos os recordes. Seus dados apontam que um terço da riqueza do país está hoje nas mãos de 1% da população.

Segundo ele, nos últimos 25 anos, 41% da riqueza gerada no mundo foi destinada à camada de 1% mais rica do planeta. Os 50% mais pobres ficaram com apenas 1% da renda gerada no mundo neste período.

“Em números, isso significa que, em média, os mais pobres viram seu patrimônio aumentar em média em US$ 585,00”, disse Stiglitz. “Já os mais ricos tiveram um incremento de suas rendas de US$ 1,3 milhão”, afirmou.

Outro aspecto destacado pelo economista é que essa concentração continua, com um processo de herança. “Vivemos uma plutocracia”, disse. “Na próxima década, US$ 70 trilhões vão passar de mãos para herdeiros daqueles que acumularam essa riqueza”, afirmou.

Stiglitz ironiza diante da incapacidade de o mundo distribuir riqueza e de lidar com a desigualdade.

“A decisão mais importante que uma pessoa pode tomar é a de escolher seus pais. Se você errar nessa, vai ficar difícil”, brincou.


Fonte: JAMIL CHADE/ICL NOTÍCIAS/REPRODUÇÃO - 18/03/2026 20h:50

BH: Lagoinha Belvedere apaga redes e fecha templo em meio a crise ligada ao Master

                                            foto:reprodução



A Igreja Batista da Lagoinha do bairro Belvedere, em Belo Horizonte, apagou seus perfis nas redes sociais e, poucos dias depois, fechou as portas de seu templo. O espaço, que mede em torno de 14mil metros quadrados, contava com um aluguel superior a R$ 420 mil mensais.

O encerramento ocorre cerca de 11 dias após a prisão do cunhado de Daniel Vorcaro, o ex-pastor Fabiano Zettel, investigado pela Polícia Federal por envolvimento no esquema bilionário do Banco Master.

O “apagão” digital da unidade foi o primeiro sinal de crise. No início da semana, fiéis notaram a exclusão de todas as contas da igreja, sem qualquer explicação oficial. À época, o CNPJ seguia ativo e ainda listava Zettel como presidente da entidade.

Zettel é apontado como figura central nas investigações do escândalo Master. Ele foi preso na operação “Compliance Zero”, que apura crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e manipulação de mercado, em um rombo estimado em mais de R$ 50 bilhões.

Dias após o sumiço nas redes, veio o fechamento da unidade; considerada uma das mais luxuosas da rede Lagoinha. Nos bastidores, a medida é vista como tentativa de conter o desgaste provocado pela associação entre a igreja e o escândalo financeiro.

A crise também atinge a cúpula da instituição. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam movimentações de cerca de R$ 3,9 milhões entre o Banco Master e a Amando Vidas Produtora e Gravadora Ltda., empresa ligada ao pastor André Valadão entre marco e abril de 2022. Além disso, a igreja suspendeu recentemente a fintech Clava Forte Bank, criada pelo próprio líder religioso, que operava sem autorização do Banco Central para atuar como banco.

Procurada, a Igreja Batista da Lagoinha não se pronunciou sobre o fechamento nem sobre a exclusão das redes sociais.



Fonte:ICL NOTÍCIAS - 18/03/2026