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sábado, 19 de setembro de 2026

Cultura: 'Feliz Ano Velho' vira musical que traduz em som e dança o atrevimento da juventude



                                        foto:Divulgação



É como se os corpos estivessem carregados de eletricidade. Sobre o palco, eles dão piruetas, fazem acrobacias e saltam de um lado para o outro. A lentidão com que o suor escorre pela testa dos artistas contrasta com o movimento frenético de pés, mãos e quadris. É uma coreografia tão febril e convulsiva quanto o rock oitentista que ressoa pelo cenário.

 

Em cartaz a partir deste sábado (19) no Teatro Sabesp Frei Caneca, na região central da capital paulista, o musical "Feliz Ano Velho" verte em som e movimento a rebeldia de uma juventude ávida por prazer e liberdade. Ao longo do espetáculo, a força anárquica da dança se mistura ao espírito libertário da música.
 

Não por acaso, essa amálgama entre rebeldia e hedonismo permeia o livro de mesmo nome que deu origem ao espetáculo. Escrita por Marcelo Rubens Paiva, colunista da Folha, a obra tem como ponto de partida o acidente que o deixou tetraplégico aos 20 anos.
 

O episódio aconteceu em 1979, quando Paiva pulou no açude de um sítio à beira da rodovia dos Bandeirantes, em Campinas, no interior paulista. Ele bateu a cabeça no fundo do reservatório, quebrou a quinta vértebra cervical e comprimiu a medula. Depois do salto, a vida daquele jovem boêmio e popular deu uma guinada.
 

Embora narre as consequências do acidente, o livro é bem mais do que um relato sobre a tragédia.
 

Ao longo das páginas, o escritor deixou de lado o tom lacrimoso para entregar ao leitor uma narrativa lisérgica carregada de sexo e drogas. Com uma escrita direta e coloquial, ele salpicou o texto com gírias e palavrões, prática pouco usual na literatura da época.
 

Com essa ousadia temática e estilística, o trabalho se firmou como um fenômeno editorial. A estimativa é que tenha vendido mais de 1 milhão de exemplares desde o lançamento, em 1982.
 

O musical tenta reproduzir esse mesmo atrevimento. "O que quisemos trazer para a encenação foi uma nova forma de fazer teatro musical", diz Gustavo Barchilon, diretor do espetáculo.
 

A experimentação cênica, aliás, já estava presente na primeira montagem de outra adaptação para os palcos, que estreou no ano seguinte à publicação do livro na capital paulista. Dirigida por Paulo Betti, com texto de Alcides Nogueira, a produção se tornou célebre ao misturar drama, circo, comédia e romance.
 

Mais de quatro décadas depois, o texto da dramaturga Marilia Toledo almeja atualizar essa inventividade.
 

Para isso, o musical deixou de lado o naturalismo e a ordem cronológica para flertar com o teatro pós-dramático. Formulado pelo crítico e acadêmico alemão Hans-Thies Lehmann, o conceito faz referência a obras que rompem com a linearidade em favor da fragmentação narrativa.
 

Isso se faz sentir já nos primeiros minutos, quando vemos a internação do personagem de Paiva, vivido por Hugo Bonèmer. No hospital, os sedativos lançam o jovem em uma espiral de devaneios.
 

Em meio à suspensão da realidade, o futuro se insinua na narrativa por meio da interpretação de Bruno Garcia, numa versão mais velha do protagonista. O mesmo artista nos conduz ao passado quando encarna o ex-deputado Rubens Paiva, pai do escritor, assassinado pela ditadura militar, em 1971.
 

Outro elemento que rompe com o naturalismo é a presença de câmeras, que, em determinados momentos, refletem a ação em telões. Esse aceno ao fazer cinematográfico também remete a uma atmosfera de preservação da memória.
 

De certa forma, foi isso o que Paiva fez ao registrar em "Feliz Ano Velho" os seus medos, anseios e inquietações. O livro, porém, narra não apenas a vida de um jovem, como de uma geração.
 

Era uma juventude que chegava à vida adulta enquanto a ditadura se aproximava de seus estertores finais. Para quem lutou contra o regime militar, esses jovens eram alienados, apolíticos e consumistas. É a tal geração Coca-Cola de que falava Renato Russo na célebre música do Legião Urbana.
 

Não à toa, a faixa é uma das canções que integram o repertório do musical, ao lado de "O Tempo Não Para", de Cazuza e Arnaldo Brandão, e "Vida Louca Vida", de Lobão e Bernardo Vilhena.
 

O diretor, porém, diz que o espetáculo não está circunscrito aos anos 1980. "Por mais que tenham sido lançadas nessa época, são músicas atemporais." Para evitar essa possível limitação, apostou-se numa cenografia neutra. O principal elemento cênico são as escadas, com as quais o elenco durante as performances.
 

Em alguns momentos, elas remetem a jaulas e a obstáculos que acentuam o imobilismo e o isolamento do escritor. Em outros, são como plataformas para os atores saltarem. "Isso é tudo o que as pessoas não esperam. A peça é sobre uma pessoa que está na cadeira de rodas, mas o trabalho tem muito movimento."
 

Por falar nisso, a escalação de atores não cadeirantes para viver Paiva foi alvo de críticas. Artistas com deficiência afirmaram que a decisão reforça a falta de oportunidades desse grupo.
 

Questionado, o diretor diz que era importante ter no elenco artistas com deficiência. Esses profissionais estão representados por meio de Luciano Mallmann, que é cadeirante, e Sabrina Korgut, que tem baixa mobilidade em uma das mãos--ambos em papéis coadjuvantes. "Mas nenhum deles está limitado a personagens definidos por sua deficiência."
 

Barchilon diz ainda que a linguagem teatral da montagem é muito baseada em aspectos físicos. "É uma dinâmica que exige uma grande movimentação dos protagonistas. Por essa razão, eu escolhi esses dois atores para os papéis principais."
 

Um dos intérpretes do escritor, Hugo Bonèmer afirma que o espetáculo exige dele também um amplo cabedal de emoções.
 

Em uma cena, o ator está tomado pela alegria em uma festa ou pelo prazer durante um encontro romântico. No instante seguinte, esse passado açucarado se dissipa para dar lugar à realidade árida do leito hospitalar.
 

O espetáculo também demanda certa desenvoltura para o humor ácido que permeia o livro. "A gente está fazendo escolhas muito minuciosas de palavra para provocar essa risada, que é de constrangimento, mas também é positiva. Ela traz reflexão e empatia."
 

Boa parte dos diálogos cômicos acontece quando Bruno Garcia entra em cena para viver o escritor em sua fase madura. A partir do embate entre as duas versões do mesmo homem, surgem tiradas corrosivas e mordazes.
 

"Marcelo é um cara que não romantiza as coisas. Ele traz uma situação trágica, mas mantém a autocrítica e o humor", diz Garcia. Falta de romantismo, porém, não quer dizer ausência de utopias. "A peça fala muito sobre as questões que sempre estarão na moda, ou seja, a rebeldia e o desejo por um mundo melhor."
 

Essa verve política ganha força com a atuação de Heloísa Périssé, no papel de Eunice Paiva. Mãe do escritor, a advogada se lançou em uma busca pelo marido depois que ele foi levado de casa por agentes do regime militar. Retratada no filme "Ainda Estou Aqui", essa jornada é recontada também no musical.
 

"Ela já perdeu o marido e está com um filho de 20 anos perguntando se vai voltar a andar", diz Périssé, atriz que construiu uma personagem multidimensional. "Ela deve ser forte, mas, ao mesmo tempo, maternal e acolhedora. Pus a Eunice em uma linha tênue."
 

Com o apoio da mãe, Paiva passou por um longo processo de reabilitação para se adaptar à cadeira de rodas. No espetáculo, a revolta pelo que aconteceu aos poucos dá lugar ao desejo de se reinventar por meio da literatura. É como diz um dos personagens da peça. Andar, afinal, não é a única forma de caminhar.
 

fonte:Por Matheus Rocha | Folhapress - 19/09/2026

Infiltração do PCC em empresas de ônibus de SP tem 30 anos e se tornou canal para lavagem de dinheiro



                                              foto:reprodução



A infiltração de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte de ônibus de São Paulo é uma história de três décadas que remonta à consolidação do grupo criminoso no estado.

 

Esse processo também passou pela regularização do transporte coletivo em bairros periféricos da cidade e pela ascensão política de figuras ligadas ao setor.
 

Uma delas é o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), alvo de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil nesta quinta-feira (17). Ele se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
 

Ao todo, a Justiça autorizou a prisão temporária de 16 pessoas e buscas em 18 endereços no estado.
 

A Operação Vectura Corrupta afirmou que a facção controla 12 empresas de ônibus da Grande São Paulo em um esquema de lavagem de dinheiro. Uma das companhias investigadas é a Transwolff, que atua na zona sul da cidade. A empresa nega irregularidades.
 

A investigação classificou o ex-presidente da Câmara Municipal como "dono de fato" da Transwolff. O ex-vereador, segundo as investigações, seria responsável direto por sua operação.
 

Em conversa por telefone com a Folha na manhã de quinta (17), Milton negou qualquer relação com a Transwolff e com a facção criminosa.
 

"Nego veementemente, não conheço ninguém do PCC nessa vida. A minha relação com o setor foi institucional, a pedido do então prefeito Bruno Covas, inclusive na negociação de uma greve em 2019. Não há nenhuma hipótese de eu ser dono [da Transwolff]. Nunca tive um carro", disse.
 

A trajetória da Transwolff é parecida com a de outras empresas de ônibus apontadas como parte do esquema.
 

Nos anos 1990, com a privatização da antiga CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), vans clandestinas se proliferaram por bairros da periferia para suprir a demanda por transporte.
 

"Houve uma grande crise de transporte naquela década. O setor clandestino ganhou muita força, gerando interesse dos membros da facção que estava crescendo", explica o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) do Ministério Público de São Paulo.
 

Nesse período, também ocorria a consolidação do PCC como grupo criminoso hegemônico no Estado --a facção foi criada em 1993.
 

Em 2003, a gestão da então prefeita Marta Suplicy (PT) regularizou e reorganizou o serviço. Cooperativas dos chamados "perueiros" se formaram para dividir as linhas nas periferias.
 

"Membros da facção passaram a comprar vans. Depois, quando surgiram as cooperativas, eles compraram muitas cotas e acabaram tomando o controle de algumas dessas entidades", diz Gakiya.
 

Uma das cooperativas investigadas no período foi a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo), com atuação na zona sul da capital. Anos depois, ela se transformou em uma empresa e mudou de nome para Transwolff.
 

Em 2006, um dos investigados por supostas ligações com o PCC era Luiz Carlos Pacheco, conhecido como Pandora, presidente da Cooperpam e atualmente proprietário oficial da Transwolff.
 

Na época, ele foi preso sob suspeita de utilizar dinheiro da cooperativa em um plano de resgate de presos. A Justiça concluiu não haver provas. O inquérito foi arquivado.
 

Em 2024, Pandora foi investigado na operação Fim da Linha. Ele e outros diretores da Transwolff foram acusados de fraudar a contabilidade da empresa para incluir recursos provenientes do tráfico de drogas. O órgão também apontou que a facção teria feito um aporte de capital de R$ 50 milhões na empresa.
 

Segundo o MP-SP, os diretores acumulavam um patrimônio de luxo incompatível com seus ganhos oficiais, como carros e imóveis de luxo, além de armas de grosso calibre. A Justiça ainda não julgou o caso. Na época, a prefeitura realizou uma intervenção na empresa.
 

Em nota à Folha, a defesa da Transwolff e de Luiz Carlos Pacheco negou irregularidades e qualquer ligação com o ex-vereador Milton Leite.
 

"Ele [Milton] nunca teve qualquer participação societária na Transwolff, nunca participou da gestão ou deu ordens na empresa. Tal afirmação está completamente equivocada e dissociada da realidade", disse a empresa.
 

"O empresário Luiz Carlos Pacheco nunca havia sido denunciado em nenhuma outra situação em sua vida até as indevidas imputações da operação Fim de Linha, que estão sendo combatidas na Justiça, com a defesa alegando sua total inocência", completou.
 

Outro alvo da operação desta semana é o empresário Paulo Korek Farias. Nos anos 2000, ele atuava numa garagem associada à Cooperpam.
 

Hoje, ele é dono da A2 Transportes. Segundo as investigações, a empresa também faz parte do esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. A polícia cita também áudios nos quais representantes da companhia combinam pagamentos ilícitos.
 

Tanto a A2 como seu proprietário negam irregularidades. "A A2 Transportes nunca teve envolvimento com o PCC e jamais fez lavagem de dinheiro. Nossos recursos são provenientes exclusivamente dos contratos e pagamentos realizados pela prefeitura pelos serviços que prestamos", afirmou Farias.
 

Outro nome da política paulistana ligado ao setor de transportes também foi preso sob suspeita de ligações com o PCC este ano. Em junho e agosto, o vereador Senival Moura (PT) ficou 43 dias preso na Operação Última Parada, que também investigou o setor.
 

Mensagens obtidas pela polícia em celulares mostraram o suposto papel de Senival na distribuição de recursos da Transunião --empresa suspeita de operar um esquema de lavagem de dinheiro.
 

Segundo as investigações, o parlamentar era "o verdadeiro detentor do poder de condução da estrutura paralela de gestão financeira" da empresa de transporte e funcionava como uma espécie de "instância superior de deliberação acerca da movimentação informal de recursos".
 

Desde os anos 1990, Senival é ligado ao setor de transportes. Na época, era um dos operadores de kombis clandestinas que circulavam na zona leste.
 

Quando foi solto pela Justiça, em 6 de agosto, a defesa de Senival negou irregularidades.
 

Para Gakiya, o setor de ônibus se tornou um canal rentável e acessível para sustentar operações ilícitas, como o tráfico de drogas.
 

"Esse é um serviço altamente lucrativo para o crime organizado, porque é uma possibilidade única de lavar dinheiro. A facção consegue misturar o que é pago pela prefeitura, a renda gerada pelos passageiros e o dinheiro oriundo do tráfico de drogas", diz.
 

No ano passado, a prefeitura repassou R$ 7,1 bilhões subsídios às empresas de ônibus.
 

A cientista política Jacqueline Muniz, professora do departamento de Segurança Pública da UFF (Universidade Federal Fluminense), diz que a penetração do PCC em serviços públicos está construindo uma "estrutura de poder em parceria com o Estado."
 

"Quando a facção controla a circulação de pessoas, ela pode ampliar mercados, regular territórios, interferir na vida cotidiana e acumular uma capacidade de negociação econômica e política", diz.
 

Em nota, a gestão Ricardo Nunes afirmou que "não compactua com qualquer irregularidade ou práticas ilegais no sistema de transporte público."
 

Também afirmou que o prefeito determinou "a criação de um grupo de trabalho para analisar rigorosamente todos os elementos do caso."
 

LINHA DO TEMPO DO SISTEMA DE ÔNIBUS DE SP
 

Anos 1990 - Perueiros atuam no transporte público clandestinamente
 

2003 - Criação de cooperativas de motoristas com regulamentação das vans clandestinas
 

Jun.2006 - Luiz Carlos Pacheco, então presidente da Cooperpam, é preso sob suspeita de financiar fuga de presos
 

2014 - Prefeitura passa a exigir que cooperativas de motoristas se transformem em empresas
 

4.mar.2020 - Adauto Soares Jorge, presidente da empresa Transunião, é morto na zona leste de São Paulo. Ele era próximo do vereador Senival Moura (PT). Crime teria sido encomendado pela facção
 

Abr.2024 - Operação Fim da Linha investiga participação das empresas Transwolff e UPBus em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC
 

25.jun.2026 - Vereador Senival Moura é preso sob suspeita de comandar empresa com ligação com o PCC
 

16.set.2026 - Operação Vectura Corrupta prende ex-vereador Milton Leite sob suspeita de comandar a empresa Transwolff.



fonte:Por Leandro Machado | Folhapress - 19/08/2026

Educação: Estado convoca mais 237 professores da Educação Básica e Profissional; 09 para NTE 01- Irecê





O Governo do Estado da Bahia convocou mais 237 professores aprovados em seleções públicas simplificadas para atuarem na rede estadual de ensino sob o Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). 

A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado deste sábado (19) e contempla 192 docentes para a Educação Básica (Edital SEC/SUDEPE nº 13/2025) e 45 para a Educação Profissional (Edital SEC/SUDEPE nº 03/2025).

Link abaixo:

https://dool.egba.ba.gov.br/ver-html/22576/#e:22576


O prazo para a entrega da documentação necessária ao ingresso, em ambas convocações, será de dez dias úteis, compreendido entre 21 de setembro e 2 de outubro.


Entre os documentos exigidos, que deverão ser apresentados em original e cópia, estão o diploma de conclusão do curso exigido para a função, documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência e certidões negativas.



Os candidatos aprovados no Núcleo Territorial de Educação da Região Metropolitana Salvador (NTE 26) precisam comparecer à Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), localizada na Avenida Luiz Viana Filho, nº 550, 5ª Avenida, Centro Administrativo da Bahia (CAB), 1º andar, sala 116, das 8h30 às 11h e das 14h às 17h. 


Já os candidatos aprovados para o interior do Estado devem comparecer às sedes dos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs) correspondentes.




Para o NTE - 01 que abrange o Território de Irecê, foram chamados  04 professores para o Ensino Profissional e 05 para a Educação Básica, conforme quadro abaixo:



NTE 01 - 


PROFESSOR ENSINO PROFISSIONAL -  IRECÊ



 

CARGO: 301004045 - INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - REDES DE COMPUTADORES

Inscrição

Nome do Candidato

CPF

NOTA

CLASSIFICAÇÃO

971145

MARCOS DOS SANTOS JULIAO

804******91

63

1

 

CARGO: 301003001 - GESTÃO E NEGÓCIOS - ADMINISTRAÇÃO

Inscrição

Nome do Candidato

CPF

NOTA

CLASSIFICAÇÃO

978073

MARTHA DE JESUS ROSARIO REIS

043******03

70,5

22

975028

FILIPE MELO CAVALCANTE

065******05

70

23

 

CARGO: 301004027 - INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - INFORMÁTICA

 

Inscrição

Nome do Candidato

CPF

NOTA

CLASSIFICAÇÃO

971978

TIAGO MEDRADO COSTA

020******78

47,75

19




PARA PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA 



AMPLA CONCORRÊNCIA

 

 

BIOLOGIA  -  NTE 01  -  IRECÊ

Inscrição

Nome

Nota

Classificação Ampla

34029702

NAIARA  DA SILVA CINTRA

41

34037521

CLARISSA MARIA ALMEIDA SANTOS LOPES

41

34019171

JOSÉ GABRIEL FERREIRA DOS SANTOS

40

 

 

MATEMÁTICA  -  NTE 01  -  IRECÊ

Inscrição

Nome

Nota

Classificação Ampla

34019468

MORGAN VINICIUS DE SOUZA ALECRIM

45

 

 

SOCIOLOGIA  -  NTE 01  -  ITAGUAÇU DA BAHIA

Inscrição

Nome

Nota

Classificação Ampla

34032909

CRISTIANE PEREIRA BARRETO

31






fonte: BN c/adaptações 19/09/2026


Bahia: Ala do PL diz que agenda do vice de Flávio Bolsonaro em Irecê foi suspensa por falta de quórum


                                          

            A cidade de Irecê fica há 474 km de Salvador - foto:   Praça do feijão/Blog Fique Informado



Uma ala do PL na Bahia atribui a dificuldades de mobilização e ao baixo quórum esperado o cancelamento de uma agenda de Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), na quinta-feira (17), em Irecê, no interior do estado.

Segundo integrantes do partido ouvidos pela coluna, havia receio de que o evento tivesse baixa presença de apoiadores. A avaliação nos bastidores era de que o público esperado para a agenda estava abaixo do desejado.

Oficialmente, porém, a organização informou que o evento, previsto para ocorrer à tarde, foi suspenso por recomendação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), diante das condições de pouso no aeródromo do município.

Antes de Irecê, Alfredo acompanhou Flávio Bolsonaro em Vitória da Conquista, onde o candidato do PL participou de uma motociata e de um ato de campanha.

A cidade é administrada pelo prefeito Murilo Franca (PSB), aliado do PT. O município, no entanto, é considerado um dos redutos do deputado federal Capitão Alden, um dos principais nomes do PL na Bahia.

A previsão é de que o senador volte à Bahia após o primeiro turno e visite cidades como Salvador e Feira de Santana.

Procurado, o PL não se manifestou sobre a avaliação de integrantes da legenda a respeito do baixo quórum.

A previsão é de que o senador volte à Bahia após o primeiro turno e visite cidades como Salvador e Feira de Santana.

Procurado, o PL não se manifestou sobre a avaliação de integrantes da legenda a respeito do baixo quórum.

O que diz Alfredo Gaspar 

Alfredo Gaspar cancelou compromisso em Irecê sob justificativa de problemas com a chuva, mas integrantes do PL apontaram baixa mobilização



A coordenação da campanha do candidato a vice-presidente da República, Alfredo Gaspar, informa que a agenda do candidato na cidade de Irecê, na Bahia, nessa sexta-feira. (18), foi adiada em função da limitação da jornada de trabalho da tripulação da aeronave que transportava a equipe de campanha, incluindo o próprio candidato.Em respeito à população da cidade e da região, o compromisso será remarcado para os próximos dias e a nova data será informada.


Fonte: Milena Teixeira/Metrópoles - 20/09/2026

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Economia: Banco de Edir Macedo tem prejuízo de R$ 581 mi e negocia venda ao BTG

 

                                       foto:reprodução


O banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, registrou prejuízo líquido de R$ 581,406 milhões no primeiro semestre. Os dados constam no sistema IFData, do Banco Central.

Com isso, o índice de Basileia da instituição ficou negativo em 4,62%. Dessa forma, o indicador mostra dificuldades na estrutura de capital do banco.

Banco Digimais soma R$ 9,8 bilhões em ativos

Os ativos do banco Digimais somavam R$ 9,853 bilhões no primeiro semestre. Além disso, o valor representa queda de 1,6% em relação a junho do ano passado.

Desse total, a instituição tinha R$ 1,456 bilhão em operações de crédito. Ao mesmo tempo, havia R$ 2,713 bilhões em outros ativos realizáveis.

O banco também registrava R$ 3,197 bilhões em títulos e valores mobiliários. Já as aplicações interfinanceiras de liquidez somavam R$ 1,951 bilhão.

Por outro lado, os passivos do Digimais chegaram a R$ 9,522 bilhões. Nesse caso, o valor representa alta de 2% em 12 meses.

Desse montante, R$ 8,692 bilhões correspondiam a depósitos. Esses recursos, por sua vez, contam com a garantia do FGC.

Índice de Basileia ficou negativo

Quando uma instituição apresenta índice de Basileia abaixo do mínimo regulatório de 10,5%, o Banco Central exige um plano para solucionar o problema.

Segundo fontes citadas no texto, o banco Digimais não enfrenta dificuldades de caixa. Além disso, Edir Macedo teria condições de realizar aportes para reforçar o capital.

Mesmo assim, a instituição busca outras alternativas. Entre elas, está a venda para o BTG Pactual.

BTG pode comprar banco Digimais

Em abril, o BTG anunciou a assinatura de documentos vinculantes para a aquisição do controle acionário do banco Digimais.

Segundo o BTG, os documentos estabelecem um valor de referência e determinadas condições para a venda da totalidade das ações do Digimais e de outros direitos relacionados à operação.

O negócio faz parte de um processo competitivo que será lançado pelo FGC. Na prática, haverá um leilão para definir o comprador.

Nesse modelo, conhecido como “stalking horse”, o BTG apresenta uma proposta inicial. No entanto, outros interessados podem oferecer um valor superior durante o processo.

De acordo com fontes com conhecimento do assunto, as conversas estão emperradas. Além disso, o processo competitivo ainda estaria distante de ser lançado.

O FGC, por sua vez, não teria pressa para concluir a operação. Isso ocorre porque, caso o banco continue honrando suas dívidas e sem captar novos recursos, a tendência é de redução gradual do passivo.

Nesse cenário, uma das questões envolve a permanência do interesse do BTG na aquisição.

Digimais foi alvo de operação da PF

Em junho, o banco Digimais foi alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal. Na ocasião, a investigação apurou possíveis fraudes na instituição.

Segundo relatórios do Banco Central, os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios. Dessa maneira, o objetivo seria ocultar a real situação financeira do banco e aparentar solvência perante os órgãos de controle.

Além disso, as investigações apontam a possível realização de operações irregulares. Procurado, o banco Digimais não se manifestou.

FGC contratou análise do balanço

Mesmo antes da operação da PF, o FGC já solicitava documentos adicionais ao BTG e ao Digimais.

Mais recentemente, o fundo contratou a Kroll para avaliar o balanço do banco ligado a Edir Macedo. Além disso, as negociações contam com a intermediação da Legend Capital.

A empresa já havia recebido um mandato do Digimais para buscar um comprador anos atrás. Na ocasião, a companhia ajudou a levar ao conselho de administração do banco a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques.


fonte: BPMONEY/reprodução -18/09/2026