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sábado, 30 de maio de 2026

PCC da Faria Lima: desembargadora vê fenômeno de “2 facções em uma”. Veja vídeo


                                                foto:reprodução


 Surgida há mais de 30 anos no sistema prisional paulista e com atuação intercontinental, o Primeiro Comando da Capital (PCC) ampliou seu modelo de negócio baseado no narcotráfico e armas, bem como seus mecanismos para lavar dinheiro. Investigações recentes mostram braços da facção criminosa instalados na Avenida Faria Lima, o maior centro financeiro do país. O fenômeno demonstra a existência de duas facções em uma, segundo Ivana David, desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

“Uma coisa é o PCC do Marcola [Marco Willians Herbas Camacho], que está dentro do sistema prisional. Outro PCC, que todo mundo joga no mesmo bolo, é o PCC da Faria Lima, que não é a facção criminosa”, diz Ivana em entrevista ao Metrópoles.

Veja íntegra da entrevista concedida pela desembargadora ao Metrópoles:

Metrópoles:

Desembargadora explica comando do PCC de dentro da cadeia | entrevista na íntegra

Quando o traficante lucra R$ 100 milhões, sem meios para justificar a origem ilícita do montante, é neste momento que entra em ação a “segunda facção”, focada na lavagem de dinheiro.

“É a lavagem de dinheiro, produto e proveito do crime, na sua maioria de tráfico de drogas, que é investido, por exemplo, em fintechs, bancos, instituições financeiras, algumas delas sitiadas ali na região da Faria Lima. São coisas diferentes”, destacou.

As operações recentes que miram celebridades, como o funkeiro MC Ryan SP e a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, expõem esse mecanismo adotado pela facção para branquear os valores advindos do narcotráfico e outras atividades ilícitas.

Nesse enredo, haveria um fator complicador: o anúncio de que os Estados Unidos vão declarar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o que, segundo autoridades de segurança pública de São Paulo, podem dificultar o combate ao crime organizado.

Dentre outros famosos, Ryan e Deolane foram presos recentemente por suspeita de envolvimento com a organização criminosa. Segundo as investigações, ambos atuam justamente na fase de lavagem do dinheiro captado pela facção. Para a polícia, a escolha por influenciadores é uma estratégia para dar legitimidade ao montante movimentado.

“[O crime organizado] procura fintechs, procura influencers, que, de alguma forma, dificultam o rastreio dos valores”, afirma a desembargadora.

Faria Lima como quintal do PCC


No último ano, a região da Faria Lima foi palco de grandes operações policiais contra esquemas de fraudes sofisticadas e de lavagem de dinheiro do PCC.

As principais ações no endereço da zona oeste de São Paulo incluem as operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto, parte da Compliance Zero, Operação Quasar e a ação que resultou no fechamento de uma “central de fraudes”.

Em agosto do ano passado, a megaoperação Carbono Oculto, por exemplo, teve ao menos 65 alvos localizados na avenida e no entorno do cinturão financeiro do país.

Na última quinta-feira (28/5), a Fluxo Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, mirou empresários e operadores suspeitos de reestruturar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no setor de combustíveis. Segundo a Receita, foram identificadas seis novas fintechs que atuavam como bancos paralelos da facção.

Antes disso, em janeiro deste ano, parte das diligências da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro e fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, ocorreu em endereços da Avenida Faria Lima.

No mesmo mês, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, fechou uma “central de fraudes” instalada na avenida. Segundo os investigadores, a localização da base na região funcionava para dar legitimidade às cobranças fraudulentas.

E, em setembro passado, uma investigação da Polícia Federal (PF) apontou que a Reag Investimentos, uma das maiores gestoras de fundos da Faria Lima, seria a “principal responsável” por ocultar bilhões de reais do PCC.

Liderando de dentro do presídio

A Operação Vérnix, que prendeu Deolane em 21 de maio e também mirou Marcola, apontado como líder máximo do PCC, demonstrou como as lideranças da facção seguem comandando a organização criminosa de dentro de presídios federais, considerados os mais seguros do país.

Bilhetes encontrados na Penitenciária de Presidente Venceslau 2, no interior de São Paulo, em 2019, continham anotações que expõem ordens supostamente dadas diretamente por Marcola (veja vídeo abaixo). A investigação levou a polícia a descobrir uma transportadora vizinha ao presídio que tem forte elo com a cúpula da facção.

YouTube video player

No celular do sócio-administrador da empresa, os investigadores encontraram uma troca de mensagens com Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, com orientações específicas de como destinar os valores da transportadora.

Nas mensagens, ela diz que “alguém vai resolver as coisas do tio” e que está seguindo ordens do pai, Alejandro Herbas Camacho, irmão de Marcola, ao assumir o controle do patrimônio dele. Segundo a investigação, o contato de Paloma com o sócio-administrador da transportadora foi feito logo após ela visitar o pai na cadeia. Os dois irmãos estão presos na Penitenciária Federal de Brasília.

A desembargadora Ivana David afirma que não há qualquer contato entre Marcola e Alejandro dentro da penitenciáira.

Na unidade, os presos ficam isolados, cada um em uma cela, com direito a duas horas de banho de sol por dia, em esquema de revezamento. Eles vão para o pátio e retornam para a cela algemados, e são monitorados durante todo o tempo, inclusive durante visitas de familiares e no parlatório com advogados, sobretudo quando há suspeitas de atividades criminosas.

No entanto, Ivana admite que os presos adotam códigos e outras estratégias para se comunicar com o mundo exterior e, assim, seguir comandando as atividades do PCC. Segundo ela, “o crime está sempre à frente”, já que que os custodiados se valem de garantias previstas em lei para manter a liderança sobre a facção.

“Impedir a comunicação não dá, porque nós temos rigores de lei e garantias constitucionais que assim determinam. E é através desse mecanismo, que é constitucional, que não dá para proibir [contato]. Os presos ainda conseguem dar ordens, contraordens e, de alguma forma, manter, ainda que num fio muito sensível e tênue, esse controle sobre a organização criminosa. Através de familiares, através de seus advogados, essa comunicação continua”, reforça.

O que diz a defesa


Em nota à reportagem, a defesa de Marcola e Alejandro afirmou ser “materialmente impossível que seus clientes exerçam qualquer tipo de comando sobre organização criminosa a partir do sistema penitenciário federal”. O texto reforça que as unidades do sistema penitenciário federal são reconhecidas pela rigidez de seus protocolos de segurança, “com monitoramento integral por áudio e vídeo de todas as comunicações, incluindo conversas com advogados e familiares, o que inviabiliza, por completo, qualquer articulação externa”.

A defesa nega ainda que Marcola e Alejandro comandem, direta ou indiretamente, a transportadora investigada no âmbito da Operação Vérnix. “A estrutura de controle e vigilância à qual estão submetidos torna essa hipótese não apenas improvável, mas juridicamente e faticamente insustentável”, apontou.

fonte:Milena Vogado/Metrópoles - 30/05/2026

sexta-feira, 29 de maio de 2026

SP: Promotor alvo do PCC diz que medida dos EUA não traz nenhum benefício para o Brasil

 

                                              foto:reprodução


A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos não traz nenhum benefício para o Brasil neste momento. Essa é a avaliação do promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya.


“Os Estados Unidos já classificaram essas organizações criminosas mexicanas, venezuelana, de El Salvador como terroristas e isso não diminuiu o poder dessas organizações que, inclusive, agem dentro dos EUA. Então, não vejo, em que pese as pessoas estarem defendendo isso por uma politização do tema, o que pragmaticamente isso vai beneficiar”.

O promotor concedeu entrevista na manhã desta sexta-feira (29) ao jornalista José Luiz Datena no programa Alô Alô Brasil, transmitido pela Rádio Nacional. 

Para ele, a medida tomada pelo governo estadunidense pode atrapalhar a cooperação entre os dois países no combate às atividades criminosas, como o tráfico de drogas.

Na noite desta quinta-feira (28), os EUA anunciaram que passaram a designar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas e não mais como crime organizado.

fonte: Ag. Brasil - 29/05/2026

Luana Piovani provoca Neymar após diagnóstico de lesão: 'Carregando'



                                     foto:reprodução


A confirmação da lesão de Neymar às vésperas da Copa do Mundo de 2026 reabriu o capítulo de desavenças públicas entre o jogador e a atriz Luana Piovani. Pouco tempo após o diagnóstico médico do atacante da Seleção Brasileira ser divulgado nesta quinta-feira, a artista utilizou suas redes sociais para disparar uma nova provocação contra o atleta.

Piovani publicou uma montagem que reúne diversas imagens clássicas de Neymar caído no gramado após sofrer faltas em partidas oficiais.

Print dos stories de Luana Piovani
Reprodução/Redes sociais

A linha do tempo criada pela atriz identifica o ano de cada contusão do jogador e, ao atingir o ano de 2026, traz a palavra “carregando”. A postagem foi interpretada por internautas como uma insinuação direta de que o camisa 10 não terá condições físicas de disputar o Mundial deste ano.

Histórico


A provocação da atriz ocorreu logo após Neymar passar por uma bateria de exames detalhados em Teresópolis (RJ), onde a Seleção Brasileira realiza sua preparação. Os laudos de imagem confirmaram uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita do jogador, acendendo o sinal de alerta na comissão técnica.

O deboche de Luana Piovani mexeu com feridas antigas do torcedor brasileiro. A primeira foto utilizada por ela na montagem resgata o lance dramático da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, quando Neymar foi tirado do torneio após levar uma joelhada nas costas de um defensor colombiano. O impacto daquela jogada resultou em uma fratura no processo transverso da terceira vértebra lombar do atleta.

Na quarta-feira, Luana já havia publicado outro provocação ao camisa 10 da Seleção. Ela compartilhou  uma postagem em que o jogador aparece cuidando do cabelo e escreveu: “Cada vez que um homem magoa uma mulher, Deus puxa as entradas dele um pouco para trás”.


Fonte:Bocão News - 28/05/2026

Libertadores 2026: Confira os confrontos das oitavas de final

 

                                                    Flickr Conmebol


Lado 1 da chave

  • Estudiantes x Universidad Católica
  • Rosario Central x Corinthians
  • Cruzeiro x Flamengo
  • Tolima x Independiente del Valle

Lado 2 da chave

  • Mirassol x LDU
  • Palmeiras x Cerro Porteño
  • Platense x Coquimbo Unido
  • Fluminense x Independiente Rivadavia

Fonte:O Sporting News - 29/05/2026

Ameaças de Eduardo a diplomatas por coletiva de Flávio Bolsonaro preocupam Itamaraty

                                              o ex-deputado Eduardo Bolsoanro -foto:reprodução


O ex-deputado Eduardo Bolsonaro lançou ameaças e ataques ao Itamaraty em suas redes sociais após não conseguir autorização da embaixada do Brasil em Washington para organizar uma entrevista coletiva de seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esta semana se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca. "Vocês não vão sabotar o governo Bolsonaro 2.0. Preparem-se para reformas profundas", escreveu Eduardo em sua conta no X.

Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL desta sexta-feira (29):


https://noticias.uol.com.br/colunas/janaina-figueiredo/2026/05/29/ataques-e-ameacas-de-eduardo-bolsonaro-a-diplomatas-preocupa-itamaraty.htm

Receita diz que fake news do Pix beneficiou o crime; Nikolas ajudou a viralizá-la

 

                          foto:reprodução

A Receita Federal afirmou nesta quinta-feira (28) que a onda de desinformação sobre uma suposta taxação do Pix ajudou organizações criminosas que utilizavam fintechs para lavagem de dinheiro e movimentação financeira clandestina. A declaração foi dada pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante coletiva sobre a Operação Fluxo Oculto, deflagrada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo e o Gaeco.

Segundo Barreirinhas, a campanha de fake news contra a norma da Receita que ampliava obrigações de transparência para fintechs acabou favorecendo estruturas financeiras utilizadas pelo crime organizado.

“Nós fomos vítimas da maior onda de fake news da história da Receita. Mentiras dizendo que a Receita iria monitorar ou tributar o Pix, que volta e meia tentam emplacar novamente. Nós vimos quem era o interessado nisso: as organizações criminosas que se valiam e valem ainda dessas fintechs para lavagem de dinheiro”, afirmou.

A medida da Receita que acabou no centro da crise ampliava regras de fiscalização já existentes no sistema financeiro para incluir fintechs, bancos digitais e instituições de pagamento. A norma previa o envio periódico de informações financeiras de movimentações acima de determinados valores, seguindo um modelo já aplicado há anos aos bancos tradicionais.

Na prática, a Receita buscava reduzir um vácuo regulatório que vinha sendo explorado por organizações criminosas para movimentação de dinheiro, ocultação de patrimônio e lavagem de recursos por meio de fintechs e contas digitais.

A campanha de desinformação afirmava falsamente que o governo iria “taxar o Pix”, cobrar imposto sobre transferências e monitorar pequenas movimentações financeiras da população. Nas redes sociais, vídeos e publicações viralizaram afirmando que qualquer transação feita pelo sistema poderia ser tributada ou gerar cobrança automática de impostos.

Embora a Receita não tenha citado nominalmente o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o parlamentar foi um dos principais impulsionadores da ofensiva digital contra a medida. À época, Nikolas publicou um vídeo insinuando que a ampliação da fiscalização poderia abrir caminho para taxação do Pix e monitoramento financeiro da população. O conteúdo viralizou nas redes sociais e ajudou a pressionar o governo a recuar da medida.

A Receita sustentava, porém, que não havia qualquer previsão de criação de imposto sobre Pix e que a medida apenas equiparava fintechs às obrigações já impostas ao sistema bancário tradicional.

Operação investiga fintechs ligadas ao PCC

A declaração de Barreirinhas ocorreu durante a apresentação da Operação Fluxo Oculto, considerada pela Receita uma das maiores ações já realizadas contra estruturas financeiras ligadas ao crime organizado. A investigação identificou seis fintechs que atuariam como braços financeiros de organizações criminosas, incluindo o PCC.

Segundo a Receita Federal, as fintechs investigadas movimentaram cerca de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. O esquema utilizava “contas bolsão” e cadeias de fundos de investimento para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos.

Uma das instituições investigadas, de acordo com a Receita, teria movimentado sozinha mais de R$ 1 bilhão em espécie — operação considerada incompatível com a atividade regular esperada para instituições financeiras desse tipo.

Durante a operação, as autoridades também localizaram mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo dentro de uma das fintechs investigadas.

A Operação Fluxo Oculto cumpriu 59 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. A investigação é tratada pelos órgãos envolvidos como uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro, fraudes tributárias e atuação financeira do crime organizado no setor de combustíveis.

Na avaliação da Receita, as investigações revelaram que organizações criminosas passaram a operar estruturas financeiras sofisticadas utilizando fintechs, fundos de investimento e mecanismos digitais para dificultar o rastreamento de recursos.

Barreirinhas também afirmou que, após as investigações, o governo avançou em mudanças regulatórias voltadas ao compartilhamento de informações financeiras e identificação de beneficiários finais, incluindo regras ligadas a criptoativos e fundos de investimento.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 29/05/2026

Governo ataca clã Bolsonaro: “Falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado”





 A nota da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Lula reagiu à família Bolsonaro ao se manifestar sobre a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA.

O tom da nota, que também ressalta que a sobreania brasileira é “inegociável”, é duro: “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”.


“É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, reitera a nota.

A classificação das facções PCC e CV como organizações terroristas por parte dos EUA ocorreu nessa quinta-feira (28/5), dias após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajar aos Estados Unidos e reunir-se com o presidente Donald Trump e outras autoridades norte-americanas.

Flávio afirmou após os encontros ter pedido o enquadramento das facções brasileiras como terroristas.

.A nota do governo também alega que integrantes da família Bolsonaro atuaram no “tarifaço” do ano passado, quando os Estados Unidos impuseram tarifas adicionais a diversos produtos brasileiros.

“A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, completa a nota.

Fonte:Pedro Areal/Metrópoles - 29/05/2026

Bahia: Quais os trechos o consórcio 116 sertões vão administrar das BR- 116 e BR- 324



                                               Foto:reprodução


O grupo empresarial Consórcio 116 Sertões, composto pela portuguesa Mota-Engil, além da Odebrecht e da Neo Invest, venceu o leilão da concessão da Rota dos Sertões e irá administrar trechos das BR-116 e BR-324 que passam pelas cidades de Feira de Santana e Serrinha, na Bahia. O resultado do leilão foi divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Foram concedidos aproximadamente 429 km da BR-116 na Bahia e 66 km em Pernambuco, além de trecho de 7,2 km da BR-324/BA, que faz parte do anel viário de Feira de Santana/BA. Agora, o Consórcio 116 Sertões será responsável pela operação, manutenção e modernização dos cerca de 502 quilômetros de rodovia. 

 

Para a Odebrecht, o resultado marcou a volta da empreiteira às concessões após a Lava Jato. Já a portuguesa Mota-Engil é responsável pela construção do Túnel Santos-Guarujá e negocia a aquisição da Bamin, atual concessionária da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste).

 

Também participaram do leilão o Consórcio Atlas Rodovias (Yvy Capital) e Consórcio Via dos Sertões. O critério de julgamento utilizado foi o maior desconto tarifário sobre a tarifa básica do pedágio previsto no edital. Ainda segundo o BNDES, a proposta apresentada pelo Consórcio 116 Sertões apresenta uma redução de 19,60% sobre a tarifa básica de pedágio.

 

O grupo também terá que implantar um contorno viário no trecho da travessia urbana de Serrinha, na Bahia. Além disso, também está prevista a duplicação de 108km na BR-116.

 

Também participaram do leilão o Consórcio Atlas Rodovias, formado pela Yvy Capital em consórcio com a Infra Brasil Investimento e com o grupo Houer, além do Consórcio Via dos Sertões (Aspen em parceria com o grupo DMDL). A Yvy Capital é fundo criado em 2023 pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes e pelo ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Gustavo Montezano, após deixarem o governo federal.

 

Segundo a CNN Brasil, essa não é a primeira tentativa recente da Odebrecht de voltar ao setor. Em outubro do ano passado, a companhia também apresentou proposta para o Lote 6 de rodovias do Mato Grosso, mas acabou derrotada por outro grupo. 

 

Antes de vender seus ativos rodoviários, após os desdobramentos da Operação Lava Jato, a Odebrecht chegou a operar duas concessões em Pernambuco e uma na Bahia.



Fonte: BN - 29/05/2026