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sábado, 24 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro movimentou R$ 1,3 milhão em três meses, diz Coaf


                                           foto:reprodução



247 – As várias condições impostas para o candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em abrir o seu sigilo bancário e telefônico ganha novos contornos com as revelações dos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de que movimentações financeiras foram consideradas incompatíveis com a renda declarada e que recebeu R$ 520 mil de um escritório de advocacia para quitar antecipadamente o financiamento de uma mansão em Brasília.

De acordo com informações obtidas pelo jornal O Globo, os documentos integram uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre as relações financeiras do parlamentar com o advogado Willer Tomaz, em um caso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com o Coaf, entre janeiro e março de 2024, Flávio movimentou aproximadamente R$ 1,3 milhão em suas contas bancárias. O órgão identificou R$ 660.111 em créditos e R$ 649.272 em débitos no período. O volume médio das operações foi 7,19 vezes superior ao considerado esperado para a renda informada pelo senador às instituições financeiras.

Ao analisar as transações, o órgão registrou que o parlamentar “movimentou montante relevante sem respaldo em informações sobre sua capacidade financeira”. O relatório também destacou operações realizadas em março de 2024, quando o senador recebeu R$ 520.277,28 do escritório Gavioli e Viola Advogados Associados. O dinheiro foi utilizado para liquidar antecipadamente o financiamento imobiliário contratado para a aquisição de uma propriedade de R$ 5,97 milhões em uma área nobre da capital federal. O Coaf apontou suspeitas relacionadas à destinação dos recursos. “Há suspeitas no valor recebido, pois foi destinado à quitação antecipada de operação de crédito”, afirma o documento.

Mansão de R$ 5,97 milhões

O imóvel foi adquirido em 2021, por meio de financiamento contratado junto ao Banco de Brasília (BRB). Embora o contrato previsse o pagamento da dívida em 30 anos, o empréstimo foi liquidado em aproximadamente três anos, mediante seis pagamentos extraordinários, cujos valores variaram de R$ 198 mil a R$ 997 mil.

Um desses pagamentos ocorreu em março de 2024, no valor aproximado de R$ 520 mil, quantia correspondente ao repasse feito pelo escritório Gavioli e Viola Advogados Associados.

Quando solicitou o financiamento ao BRB, Flávio declarou renda mensal de R$ 56,8 mil, composta pelo salário de parlamentar à época, rendimentos de uma franquia de chocolates e aplicações financeiras. Na ocasião, não informou receitas provenientes da atividade de advocacia.

Posteriormente, o senador afirmou à Justiça que também trabalhava como advogado e que os recursos utilizados na compra do imóvel tinham origem lícita.

A operação envolvendo o escritório de advocacia chamou a atenção dos investigadores em razão da combinação entre o valor recebido, a quitação antecipada do financiamento e as demais movimentações financeiras identificadas pelo Coaf. Os relatórios, entretanto, não constituem prova definitiva de crime.

Os responsáveis pelo escritório Gavioli e Viola Advogados Associados já atuaram em parceria com Flávio em dois processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em um deles, relacionado a uma disputa societária entre empresas do setor gráfico, o senador passou a integrar a equipe de defesa em junho de 2024. Dois meses depois, em agosto, a Quarta Turma do tribunal decidiu por unanimidade não admitir o recurso apresentado pelos advogados.

O parlamentar também trabalhou com integrantes da banca na defesa de um casal envolvido no caso conhecido como Faraó dos Bitcoins, que envolve suspeitas de pirâmide financeira com investimentos em criptomoedas.

Flávio aparece na equipe de defesa desde abril de 2025, quando foi apresentado um recurso ao STJ. Na ocasião, ele e os demais advogados solicitaram o trancamento da ação penal, pedido rejeitado pelo ministro relator em maio daquele ano.

Procurado pelo O Globo, Bruno Gavioli Lopes, sócio do escritório que realizou o pagamento ao senador, afirmou que não comentaria o assunto. Ele declarou que não fala sobre processos nos quais atua, “menos ainda sobre as parcerias”.

“Existe um código de ética, e ele será respeitado”, afirmou o advogado, por mensagem.

Coaf identificou novas movimentações consideradas atípicas em 2025

Os relatórios não se restringem às operações realizadas no início de 2024. O órgão também apontou movimentações consideradas atípicas em novembro de 2025, quando uma conta bancária do senador registrou R$ 337.641 em operações, sendo R$ 144.486 em créditos e R$ 193.155 em débitos.

O Coaf classificou o volume como um “montante financeiro habitualmente superior à capacidade econômica declarada”.

Entre os créditos identificados estava uma transferência proveniente de uma arrecadação coletiva pela internet. O documento, porém, não esclarece a finalidade específica da operação nem identifica a origem do dinheiro recebido.

Segundo o relatório, “Esses recursos recebidos foram destinados, principalmente, ao pagamento de fatura de cartão de crédito, a outros pagamentos diversos e a limites incompatíveis com a renda declarada”.

Naquele mês, Flávio havia organizado uma vaquinha virtual para arrecadar recursos destinados às famílias de quatro policiais mortos em uma operação no Rio de Janeiro. De acordo com o site da campanha, as doações totalizaram R$ 1,2 milhão.

O senador divulgou a chave Pix da arrecadação em suas redes sociais e prometeu apresentar os comprovantes das transferências às famílias.

“Toda a arrecadação vai ser integralmente destinada às famílias destes policiais, com total transparência”, declarou em vídeo publicado na época.

O relatório do Coaf, conforme as informações divulgadas pelo jornal, não estabelece uma ligação conclusiva entre os valores da vaquinha e eventuais irregularidades. A identificação da finalidade e da origem dos recursos depende do aprofundamento das apurações.

Investigação da PF apura relações financeiras com Willer Tomaz

As movimentações bancárias de Flávio estão entre os elementos examinados pela Polícia Federal no inquérito que investiga um possível vínculo financeiro entre o senador e o advogado Willer Tomaz. A apuração teve origem em uma investigação conduzida pela PF no Rio Grande do Sul sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de pagamento e empresas de apostas on-line, entre elas a Blaze.

Durante a análise de documentos e dados obtidos nas diligências, os investigadores encontraram referências ao nome do parlamentar, o que levou o caso ao Supremo Tribunal Federal.

Entre os elementos reunidos estão registros de viagens internacionais de Flávio custeadas por empresas ligadas a Willer Tomaz e documentos que identificam o senador como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holding, empresa offshore da qual o advogado é sócio.

Tomaz foi apontado pelo Ministério da Fazenda como o maior apostador do Brasil em 2025, com movimentação de aproximadamente R$ 5 bilhões em plataformas de apostas on-line. Diante das suspeitas investigadas, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores vinculados ao advogado. Tomaz nega irregularidades.

A investigação busca rastrear a origem e o destino dos recursos que circularam pelas contas bancárias do senador e esclarecer a natureza das relações financeiras identificadas.

Escritório de Flávio emitiu notas fiscais de R$ 13,7 milhões

Outro elemento relacionado à atividade profissional do senador foi revelado anteriormente pelo UOL. Segundo o portal, o escritório de advocacia de Flávio emitiu pelo menos 62 notas fiscais que somaram R$ 13,7 milhões entre janeiro de 2023 e julho de 2026.

Entre os principais clientes estaria o escritório Nilo & Almeida Advogados Associados, comandado por Edvaldo Nilo de Almeida, que pagou R$ 4 milhões ao parlamentar por serviços advocatícios.

Metade desse montante teria sido desembolsada três semanas antes de o Senado aprovar a indicação de Edvaldo Nilo para integrar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Em nota, o advogado afirmou que os pagamentos decorreram de um contrato de prestação de serviços advocatícios firmado em abril de 2025 e negou qualquer relação entre os repasses e sua indicação ao conselho.

Fonte: BRASIL 247 - 24/10/2026

Europa: Funcionários da Meta denunciam favorecimento à família Bolsonaro na eleição brasileira

                                   foto:reprodução



Funcionários da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, manifestaram preocupação com o que classificam como favorecimento “óbvio” e “enviesado” a integrantes da família Bolsonaro nas eleições brasileiras de 2026. Em um pronunciamento, trabalhadores da companhia responsabilizaram a direção da big tech por decisões que, segundo eles, podem comprometer a credibilidade do processo democrático.

A manifestação foi assinada por integrantes da seção de trabalhadores da tecnologia do Sindicato dos Trabalhadores da Comunicação do Reino Unido (Communication Workers Union, CWU). No texto, os funcionários afirmam estar preocupados com as revelações recentes envolvendo a gestão da empresa e apontam o risco de interferência nas eleições de outros países.

“Desde 2016, as inclinações políticas dos executivos e líderes da Meta não são segredo”, afirma o documento, em tradução do inglês.

Os trabalhadores ressaltam, porém, que consideram inédita a aplicação de supostos benefícios políticos de maneira sistemática e perceptível aos usuários. “Mas, até onde sabemos, esta é a primeira vez que favores a políticos como os Bolsonaro são aplicados de forma programática e visível ao usuário, em um grau tão óbvio e enviesado”, diz o pronunciamento.

O texto também expressa receio de que a atuação da empresa prejudique a confiança da população nas instituições democráticas e nas próprias plataformas digitais.

“A última coisa que queremos é assistir de braços cruzados ao nosso empregador interferindo nos processos democráticos de países como o Brasil”, afirmam os funcionários.

Segundo o grupo, a perda de credibilidade das eleições e dos políticos também pode afetar a confiança nas tecnologias desenvolvidas pela companhia. Os trabalhadores avaliam que esse cenário abre um precedente perigoso para o futuro.

“Nós, funcionários da Meta, queremos construir tecnologias e plataformas que milhões de pessoas usem e apreciem”, diz o texto. “Ao minar a credibilidade das eleições e dos políticos, isso também mina injustamente a credibilidade do que construímos e abre um precedente extremamente perigoso para o futuro”.

Ao final do pronunciamento, os empregados pedem que a empresa respeite os princípios democráticos. “Pedimos que a justiça e a democracia sejam respeitadas”, conclui o documento.

Neste sábado (24), um protesto contra as intervenções da Meta nas eleições brasileiras foi realizado em frente à sede da empresa em King’s Cross, no centro de Londres. A manifestação foi organizada pela “Aliança pela Democracia e Soberania Brasileira”, um coletivo de movimentos que reúne brasileiros na Inglaterra.

Annaís Berlim/Brazil Matters

Pronunciamento na íntegra traduzido do inglês

“Como funcionários da Meta, estamos preocupados com as revelações dos últimos dias e semanas a respeito da nossa direção.

“Desde 2016, as inclinações políticas dos executivos e líderes da Meta não são segredo.

“Mas, até onde sabemos, esta é a primeira vez que favorecimentos a políticos como os Bolsonaro são implementados de forma sistemática e visível aos usuários em um grau tão evidente e enviesado.

“Nós, funcionários da Meta, queremos construir tecnologias e plataformas que milhões de pessoas usem e apreciem.

“A última coisa que queremos é ficar de braços cruzados, assistindo ao nosso empregador interferir nos processos democráticos de países como o Brasil.

“Ao minar a credibilidade das eleições e dos políticos, a empresa também prejudica injustamente a credibilidade daquilo que construímos e estabelece um precedente extremamente perigoso para o futuro.

“Pedimos que a imparcialidade e a democracia sejam respeitadas.”


fonte:ICL NOTÍCIAS - 24/10/2026

Debate da Globo: Nervoso, Flávio troca nome da mãe pelo da filha morta por PM que ele defendeu


                                              foto:reprodução


Um dos momentos de maior tensão do debate presidencial da Globo, nesta sexta-feira (23), envolveu a morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, atingida por um tiro de fuzil durante uma operação policial em Niterói (RJ). Questionado por Lula (PT) sobre sua atuação na defesa do policial acusado pelo crime, Flávio Bolsonaro (PL)  confundiu o nome da mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, com o da própria menina.

O episódio ocorreu em uma noite na qual Cristiane estava na plateia do debate, a convite da campanha petista. Ela ocupava um lugar na primeira fila, ao lado de integrantes da comitiva de Lula.

Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, quando brincava perto de casa com o irmão mais novo, na comunidade Monan Pequeno. O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa o policial militar Bruno Dias Delaroli de ter efetuado o disparo que atingiu a criança.

A participação de Flávio no caso ocorreu em 2024, quando o senador integrou a equipe de advogados do policial. Ele assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que buscava reverter a decisão de levar Delaroli a julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado.

A atuação do candidato do PL já havia sido questionada por Lula no debate da Band, realizado no domingo (18). Na ocasião, Flávio defendeu o exercício da advocacia e afirmou que o policial não poderia ser tratado como condenado antes do julgamento.

A presença de Cristiane no estúdio da Globo recolocou o caso no centro da disputa presidencial. A mãe da menina afirmou que procurava explicações sobre a participação do senador na defesa do acusado. Segundo o Metrópoles, ela disse que Flávio nunca a havia procurado.

O julgamento de Delaroli está previsto para 5 de maio de 2027. O policial responde ao processo em liberdade, e sua defesa sustenta que ele é inocente.


Fonte: REVISTA FÓRUM - 24/10/2026

Opinião: 25/10/2026: Pela Democracia, pela Civilidade e pelo Futuro




* Jorge Luiz


Numa sexta-feira, 20 de janeiro de 1984, na Praça Municipal, em frente ao Elevador Lacerda, no Centro Histórico de Salvador, milhares de pessoas reivindicaram eleições diretas para a Presidência da República. Adolescentes e jovens também estavam presentes, e eu era um deles. Naquele que foi o quinto ato realizado nas capitais brasileiras durante a campanha pelas Diretas Já, liderada pelo velho Ulysses Guimarães, por Waldir Pires e por artistas como Caetano Veloso, Milton Nascimento e o saudoso Gonzaguinha, a população foi às ruas exigir o direito de escolher diretamente o presidente da República.

Quarenta e dois anos depois, creio que estamos a dois dias de uma das decisões mais importantes, embora não necessariamente a mais difícil, desde a redemocratização do país, no início da década de 1980: ir às urnas e escolher, neste segundo turno, entre dois candidatos com históricos bastante distintos na vida pública.

O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, foi ungido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo mandato entrou para a história da República como um dos períodos de maior instabilidade para a sociedade brasileira, em diversas áreas. Vejamos: a controversa reforma da Previdência; a condução da economia, marcada pela volta da inflação; a facilitação do acesso dos brasileiros às armas de fogo; o aumento do desemprego; os cortes nos investimentos em educação, em todos os níveis; o desprezo pelo meio ambiente e pela cultura; além da incompetência, do negacionismo e da omissão na condução da pandemia de Covid-19. Somam-se a isso o desmonte de programas vinculados à saúde e as tentativas de silenciar a imprensa e os opositores ao seu governo.

Diante desse histórico, não surpreende que Bolsonaro tenha escolhido alguém que, a meu ver, demonstra despreparo semelhante ao seu: o próprio filho, senador Flávio Bolsonaro, que também enfrenta denúncias de corrupção. Há, ainda, um agravante: sua postura dissimulada. É lamentável que, passados quatro anos, a família Bolsonaro continue contando com o apoio de expressiva parcela da comunidade evangélica brasileira, cujas posições políticas, em muitos casos, caminham em direção oposta aos ensinamentos do Evangelho de Jesus.

Por outro lado, a candidatura de Lula à reeleição, com chances reais de conquistar pela quarta vez a Presidência da República, apresenta um histórico de realizações que, a meu ver, transformaram o Brasil desde 2003. Mesmo diante das denúncias de corrupção que marcaram seus governos, as instituições de Estado não foram utilizadas para blindar investigações. Lula também construiu uma trajetória marcada pela defesa da democracia e pelo respeito aos adversários políticos.

Esse histórico, somado à trajetória de um sobrevivente da seca nordestina que se tornou líder sindical e chegou à Presidência da República, bem como às realizações de seus governos anteriores, contribuiu para sua vitória eleitoral em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro, pai do atual senador.

Certa vez, o filósofo Sócrates teria dito: “A mentira nunca vive o suficiente para envelhecer.” No caso de Flávio Bolsonaro, nossa torcida é para que ela dure somente até o próximo domingo.



* Pedagogo, graduando em Jornalismo -.Criador e Editor do Blog Fique Informado

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Flávio e Willer Tomaz ampliam ofensiva judicial contra imprensa na reta final da eleição

 

                                        foto:reprodução


Por Cleber Lourenço

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz, aliado do candidato, ampliaram nesta semana as ações judiciais contra veículos de imprensa e jornalistas, a dois dias do segundo turno das eleições. Enquanto a defesa de Flávio pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a retirada de 241 publicações de três portais e apresentou uma ação contra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Willer acionou a TV Globo por uma reportagem do Jornal Nacional e apresentou uma queixa-crime contra quatro pessoas, entre elas jornalistas.

O principal alvo do pedido de remoção é o Diário do Centro do Mundo (DCM), responsável por 206 das 241 publicações contestadas. Outras 18 são do Brasil Fora da Caverna (BFC), e 17, do ICL Notícias. A campanha exige que os conteúdos sejam retirados do ar em três horas, sob pena de multa.

A defesa também quer impedir os três portais, até o encerramento do segundo turno, de divulgar convocações, agendas ou transmissões de atos de campanha associados a candidaturas. Se acolhida sem delimitações, a medida poderá alcançar conteúdos jornalísticos sobre atividades eleitorais.

A campanha sustenta que os veículos teriam ultrapassado os limites da atividade informativa e passado a favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de propaganda eleitoral irregular.

DCM concentra 85% das publicações que Flávio quer retirar

Das 241 publicações questionadas, aproximadamente 85% pertencem ao Diário do Centro do Mundo. A defesa argumenta que os conteúdos teriam caráter de propaganda eleitoral, embora estejam publicados em um veículo de comunicação.

O Brasil Fora da Caverna também está incluído no pedido de restrição à divulgação de agendas e transmissões de campanha até domingo (25).

A petição solicita ainda informações financeiras e comerciais das três empresas, incluindo receitas, contratos, audiência e pagamentos publicitários. Também requer dados sobre publicidade institucional do governo federal destinada aos veículos.

Para fundamentar as acusações, a campanha afirma ter examinado 30.728 publicações e utilizado inteligência artificial para classificar 10.182 manchetes como favoráveis, neutras ou desfavoráveis aos candidatos.

A classificação, produzida no âmbito da própria defesa, não comprova isoladamente a existência de propaganda irregular. Críticas a candidatos e reportagens desfavoráveis fazem parte da atividade jornalística e não constituem, por si só, infração eleitoral.

O caso envolvendo o ICL Notícias foi detalhado em reportagem publicada nesta sexta-feira (23).

Até o momento, não há confirmação de que o TSE tenha determinado a retirada das 241 publicações.

Campanha também questiona cobertura da Rádio Nacional

Em outra ação apresentada nesta sexta-feira, a campanha de Flávio levou ao TSE acusações contra a EBC, responsável pela Rádio Nacional.

O processo envolve Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a presidente da EBC, Antonia Pellegrino, e o jornalista Agostinho Teixeira, apresentador do programa Alô Alô Brasil.

A defesa acusa a emissora de utilizar sua programação para favorecer Lula e prejudicar Flávio. Pede, entre outras sanções, a cassação do registro ou diploma da chapa Lula-Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis, conforme a participação de cada um.

A ação se apoia em um levantamento da programação da rádio entre agosto e outubro. A campanha identificou 36 trechos considerados eleitoralmente favoráveis a Lula ou desfavoráveis a Flávio: 12 classificados como elogios ao presidente ou ao governo e 24 como críticas ao candidato do PL.

Um dos episódios destacados ocorreu na edição de 20 de outubro do Alô Alô Brasil, quando Agostinho Teixeira abordou o pagamento do Bolsa Família e declarações atribuídas à equipe econômica de Flávio sobre o futuro do programa.

A campanha solicita a preservação de gravações, roteiros e registros de produção. Também pede que a presidente da EBC e o apresentador sejam impedidos, até o encerramento da votação, de associar benefícios sociais à escolha eleitoral ou reproduzir mensagens de propaganda de candidaturas como conteúdo próprio. A multa solicitada é de R$ 50 mil por veiculação.

As acusações dependem de análise judicial.

Willer aciona Globo e pede espaço no Jornal Nacional antes da eleição

Outra frente judicial envolve Willer Tomaz, advogado próximo a Flávio Bolsonaro. Ele acionou a TV Globo após uma reportagem exibida pelo Jornal Nacional, em 21 de outubro, sobre uma instalação encontrada pela Polícia Federal em um hangar no Aeroporto de Brasília.

Willer contesta a caracterização do espaço apresentada pela emissora. Segundo sua versão, trata-se de uma sala-cofre utilizada por uma empresa de táxi aéreo da qual é sócio, destinada ao atendimento de transportadoras de valores. O advogado também nega qualquer ligação de Flávio com a empresa.

Em uma ação judicial, Willer pediu direito de resposta e indenização de R$ 10 mil por danos morais. A Justiça rejeitou o pedido urgente para obrigar a emissora a divulgar sua versão antes da eleição.

O advogado também apresentou um pedido específico à Justiça Eleitoral, no qual solicitou que a Globo exibisse um vídeo de dois minutos e seis segundos no Jornal Nacional de 23 ou 24 de outubro.

A petição pede ainda a publicação da resposta no g1 e no Globoplay, além de multa de pelo menos R$ 50 mil em caso de descumprimento.

O pedido é relevante pelo momento em que foi apresentado: Willer pretende obter espaço em um dos principais telejornais do país justamente nos últimos dias da campanha presidencial.

Não há confirmação de decisão do TSE sobre essa iniciativa específica. A negativa judicial divulgada anteriormente refere-se ao pedido urgente apresentado em outra ação, e não deve ser confundida com uma decisão sobre a petição eleitoral.

Aliado de Flávio também apresenta queixa-crime contra jornalistas

Além das medidas contra a Globo, Willer apresentou uma queixa-crime por difamação contra Allan de Abreu, Breno Lemos Pires, Felícia Cabrita e Mario Gouveia.

A ação foi distribuída em 21 de outubro à 5ª Vara Criminal de Brasília.

A petição inicial ainda não foi obtida, o que impede identificar com segurança quais reportagens ou declarações motivaram o processo.

Abraji denuncia histórico de ações contra reportagens

As iniciativas ocorrem em meio a uma denúncia da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), divulgada na quinta-feira (22).

A entidade identificou ao menos 13 processos judiciais contra publicações jornalísticas envolvendo Willer na última década, quatro deles em 2026.

Entre os casos recentes está uma ação apresentada em outubro contra o jornalista Demétrio Vecchioli e o Metrópoles, no Espírito Santo. O advogado pede a retirada de uma reportagem sobre sua relação com a empresa Riopag.

A Abraji também identificou uma ação anterior contra o mesmo jornalista e veículo, apresentada em julho, da qual Willer posteriormente desistiu.

Outro episódio envolve a revista piauí. Após uma reportagem sobre empresas offshore relacionadas ao advogado, sua assessoria afirmou que a publicação já respondia judicialmente por conteúdos anteriores e anunciou uma nova ação. Não há confirmação de que essa medida adicional tenha sido protocolada.

Segundo a associação, o uso reiterado de processos e notificações extrajudiciais pode produzir um efeito de intimidação sobre jornalistas e redações, mesmo quando os pedidos não são acolhidos.

A entidade reconhece o direito de qualquer pessoa recorrer à Justiça para corrigir informações falsas ou buscar reparação, mas alerta para o risco de utilização abusiva desses instrumentos contra a atividade jornalística.

Ações chegam à Justiça nos últimos dias da campanha

As ações apresentadas pela campanha de Flávio e as iniciativas individuais de Willer têm autores e fundamentos distintos. Os documentos disponíveis não demonstram que tenham sido coordenadas entre si.

O conjunto, porém, reúne pedidos capazes de afetar a circulação de informações na reta final da eleição: retirada de centenas de publicações, restrições à divulgação de atividades eleitorais, medidas sobre a programação de uma emissora pública e pedidos de direito de resposta na televisão.

No caso do DCM, do Brasil Fora da Caverna e da Rádio Nacional, caberá ao TSE verificar se as condutas questionadas configuram propaganda irregular ou abuso dos meios de comunicação, como sustenta a defesa de Flávio, ou se estão protegidas pela liberdade de expressão e de imprensa.

Com o segundo turno marcado para domingo (25), eventuais decisões urgentes poderão produzir efeitos imediatos sobre o acesso dos eleitores a conteúdos jornalísticos nos últimos dias da campanha.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 23/10/2026


Meta diz ao TSE não ver indício de irregularidade no canal Exército do Lula


                                            Foto:reprodução


A Meta, empresa dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou indícios de irregularidade no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones. Segundo a empresa, uma análise preliminar não identificou “comportamento inautêntico coordenado” nem violações às regras das plataformas. A Meta, porém, pediu mais prazo para concluir a verificação.

 

A resposta foi enviada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Na quinta-feira (22), ele havia determinado que a empresa apresentasse em até 24 horas um relatório detalhado sobre as atividades do canal no WhatsApp, que chegou a 10 milhões de participantes nesta sexta-feira (23).

 

“Comportamento inautêntico coordenado” é o termo usado pelas plataformas para descrever o uso articulado de contas falsas ou redes organizadas para enganar usuários e inflar artificialmente o alcance de conteúdos.

 

A empresa explicou que analisou até agora parte dos conteúdos publicados no Instagram. Ainda falta verificar outras publicações, reunidas em um pen drive entregue ao tribunal pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), autora do pedido de investigação. Por isso, a Meta pediu ao ministro mais tempo para apresentar uma resposta completa.



Fonte: Bahia Notícias - 23/10/2026

Ativista Greta Thunberg diz que vitória de Flávio Bolsonaro seria “desastre para o planeta”


                                        Foto: Reprodução / Instagram @gretathunberg e Charles Vieira


A ativista ambiental sueca Greta Thunberg afirmou que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras representaria um “desastre para o planeta”. A declaração foi feita em um vídeo publicado nesta sexta-feira (23), dois dias antes da votação, marcada para domingo (25).

Na gravação, Greta alertou para os riscos que, segundo ela, a eleição representa para o futuro da Amazônia, do meio ambiente e da democracia brasileira. A ativista também convocou os jovens do país a se mobilizarem diante do cenário eleitoral. 

 

“A democracia brasileira está em risco e não é segredo que uma vitória de Bolsonaro significaria um desastre para o planeta. [...] Eu me dirijo especialmente aos jovens brasileiros: Vocês têm agora a oportunidade e a responsabilidade de enfrentar este momento e retomar o próprio futuro, que está em jogo nesta eleição e nos próximos anos”, declarou.

 

Greta ainda criticou a influência de potências estrangeiras na América Latina e alegou que há interferência nas eleições por meio de manipulação da Meta.

 

CONFIRA:

FONTE: BAHIA NOTÍCIAS -23/10/2026

Cantor Alceu Valença repudia uso de música em ato de campanha de Flávio Bolsonaro no Recife e divulga nota


                                                foto:reprodução


Alceu Valença publicou uma nota de repúdio nesta sexta-feira (23) contra a utilização da canção “Anunciação” em vídeos de divulgação de atos a favor da campanha política de Flávio Bolsonaro à presidência da república. O conteúdo foi compartilhado pelos perfis de Gilson Machado e do Bloco 22 e é relacionado ao evento realizado no dia 22 de outubro no Recife. 

 

“Não houve autorização para a utilização da obra nesse material de caráter político. Sua inclusão no vídeo não representa apoio, participação ou qualquer vínculo de Alceu com o evento ou seus organizadores", diz o comunicado. Segundo a nota, Alceu Valença já demonstrou publicamente seu apoio à reeleição do presidente Lula, ressaltando que a associação da música com a campanha adversária pode fazer com que o público tenha “uma percepção equivocada sobre seu posicionamento”.   

 

O músico destaca que, independentemente de divergências políticas, a obra e a vontade de um artista devem ser respeitadas. 

 

Ainda segundo a nota, os conteúdos relacionados ao caso foram denunciados ao Instagram, exigindo a retirada imediata do vídeo e da música e que os responsáveis não utilizem novamente nenhum material artístico produzido pelo cantor sem sua autorização. O comunicado finaliza pedindo para que o público não engaje com os vídeos e que denuncie o conteúdo. 


 

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA: 


Alceu Valença e sua representação repudiam o uso não autorizado da canção “Anunciação” em vídeo divulgado pelos perfis de Gilson Machado e do Bloco 22, relacionado ao evento realizado em 22 de outubro na Praia de Boa Viagem, no Recife.

 

Não houve autorização para a utilização da obra nesse material de caráter político. Sua inclusão no vídeo não representa apoio, participação ou qualquer vínculo de Alceu com o evento ou seus organizadores.

 

Alceu Valença já manifestou publicamente seu apoio ao presidente LULA. Associar sua música à promoção de um ato ligado à candidatura adversária pode induzir o público a uma percepção equivocada sobre seu posicionamento.

 

Independentemente de diferenças políticas, a obra e a vontade de um artista devem ser respeitadas.

 

O conteúdo já foi denunciado ao Instagram. Exigimos a retirada imediata do vídeo com a canção e que os responsáveis se abstenham de utilizar novamente a obra de Alceu Valença sem a devida autorização.

 

NÃO ENGAJE. Caso o vídeo chegue até você, denuncie à plataforma. Não assista, curta, comente ou compartilhe, para não ampliar seu alcance.



Fonte: BAHIA NOTÍCIAS/REPRODUÇÃO - 23/10/2026