O ato liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), neste domingo (18), reuniu apoiadores em torno de sua pré-candidatura à Presidência da República, marcado por críticas ao governo federal e referências aos Estados Unidos.
Entre elas, um grupo de apoiadores chamou a atenção ao exibir a réplica de um míssil inflável com a frase em inglês “Trump nuke Brazil” (cuja tradução literal é “Trump, bombardeie o Brasil”). O artefato gerou forte repercussão e repúdio nas redes sociais.
A ação ocorreu ainda que a organização do evento tivesse solicitado que os apoiadores evitassem bandeiras e menções aos Estados Unidos mas, ainda assim, foram registradas várias referências.
Michel Temer Filho, conhecido como “Michelzinho”, filho caçula do ex-presidente Michel Temer (MDB), apareceu em um vídeo usando um adesivo de apoio ao presidente Lula (PT). A gravação circulou nas redes sociais no sábado (17).
A cena chama a atenção por contrastar com o posicionamento político manifestado recentemente pelo pai. Na quinta-feira (15.out), Temer declarou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula.
Aos 17 anos, Michelzinho mantém uma presença discreta no debate político em suas redes sociais, onde costuma publicar conteúdos de caráter pessoal, relacionados principalmente a música e estilo.
Segundo as informações que acompanharam a gravação, o episódio ocorreu no Meretriz Bar, em São Paulo, estabelecimento associado a um público alternativo e LGBTQIA+.
Gilberto Gil participou do Ato neste domingo (18) - foto:reprodução
O ato pela democracia segue em curso na tarde deste domingo (18) na Barra, em Salvador. Imagens feitas pela Mídia Ninja mostram a manifestação tomando o trecho que sai da altura do Clube Espanhol e vai contornando a orla.
Liderado pela cantora Daniela Mercury, o evento reúne diverso artistas que se posicionam em favor do estado democrático e favorável à reeleição do presidente Lula (PT).
Foram convidados Gilberto Gil, Mariene de Castro, Baiana System, Liniker, Rachel Reis, Baco Exu do Blues, O Kannalha, Zélia Dunkan, entre outros.
Além de Salvador, eventos do chamado campo progressistas ocorrem em diversas cidades, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Informações do Bahia Notícias em 18/10/2026.
A pesquisa do Ativaweb DataLab comparou sete perfis de naturezas diferentes: dois influenciadores de alcance massivo (Kylie Jenner e MrBeast), o atleta brasileiro mais seguido (Neymar Jr), a maior influenciadora brasileira (Virgínia), um chefe de Estado (Donald Trump), um político eleito que construiu sua carreira nas redes (Zohran Mamdani, prefeito de Nova York) e Nikolas.
Em relação a interações, Neymar Jr. supera Nikolas Ferreira com uma média de 4,79 milhões de curtidas e comentários em cada post. Nikolas contabiliza 2,72 milhões, e é o segundo da lista citada.
Gráfico mostra número de interações
Intensidade nas redes
Mesmo com menos seguidores, a taxa de engajamento de Nikolas Ferreira é 28 vezes superior à da Kylie Jenner, que tem 380 milhões de seguidores.
A pesquisa identificou que apesar de o deputado mineiro não ter o maior patrimônio digital do mundo, ele lidera em todas as métricas de intensidade apontadas pelo estudo.
Com 23.423.828 seguidores no Instagram, Nikolas ocupa o sexto lugar entre os sete perfis acima comparados em seguidores, mas em engajamento, ele se mantém como o primeiro com triplo de engajamento do segundo colocado, que é a influenciadora Virgínia.
O estudo analisou a semana logo após o primeiro turno, quando Nikolas alcançou picos na rede, conforme detalha a pesquisa. Para não ter distorção nos números de alcances por um único viral, foi considerada a mediana das visualizações dos 18 reels mais recentes das sete personalidades.
A conclusão do estudo é que patrimônio e intensidade são coisas diferentes. Nikolas não tem o maior estoque de audiência do mundo, mas tem, entre os perfis comparados, o rendimento mais alto por seguidor.
Uma série de mensagens de Daniel Vorcaro, extraídas pela Polícia Federal de seu celular e publicadas em reportagem do “Estadão” deste sábado, 17/10, provam que o jornalista Guilherme Amado, fundador e publisher do Amado Mundo, nunca foi “controlado” pelo hoje ex-banqueiro, conforme a então superintendente de Comunicação do Master, Ana Lúcia Matos, afirmou num print vazado seletivamente esta semana. As mensagens reveladas pelo “Estadão” mostram Vorcaro mandando que o dono do Platô, o empresário Flávio Carneiro, apagasse textos de Amado que desagradavam o então dono do Banco Master. No entanto, todos os textos que Vorcaro mandou apagar seguem até hoje no ar.
Nas conversas, é o banqueiro quem reclama do comportamento de Amado. Nos 16 meses em que teve contrato com o PlatôBR, Amado e sua equipe na coluna publicaram 19 reportagens críticas a Vorcaro e ao Master — das orgias às fraudes em sistemas de Previdência, da relação questionável do banqueiro com o STF à inconsistência das versões que ele apresentava em sua defesa.
A reportagem do “Estadão” também derruba a versão de que Amado teria pedido a Ana Matos que formulasse perguntas para uma entrevista com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, conforme consta de outro print de conversa de Ana Matos com Vorcaro e que foi vazado seletivamente esta semana.
A versão foi desmentida pelo próprio Flávio Carneiro, dono do PlatôBR. Ao “Estadão”, Carneiro confirmou que foi Amado quem lhe repassou as perguntas, a pedido de Carneiro, prática comum entre repórteres e seus chefes. Carneiro afirmou ao “Estadão” que, na sequência, ele próprio encaminhou as perguntas à executiva do banco. Em conversa com Vorcaro, Ana Matos mentiu dizendo que teria sido ela a formular as perguntas.
Uma das conversas reveladas pelo “Estadão” também mostra que o dono do PlatôBR escondia de Guilherme Amado a ascendência que Vorcaro exercia sobre o veículo. Em entrevista ao jornal, Amado afirmou que pediu rescisão do contrato com o PlatôBR em março de 2026 assim que tomou conhecimento de que havia uma relação societária antiga entre Carneiro e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
A lista dos ‘maldosos’ de 18 de julho de 2025
Mensagem de 18 de julho de 2025 mostra Vorcaro perguntando à então superintendente de comunicação do banco qual era o “repórter maldoso mais confiável que temos”. Ele recebe uma lista com três nomes que ela classifica de jornalistas “maldosos controlados”. Ao contrário dos dois outros jornalistas, Amado nunca recebeu valor algum de Daniel Vorcaro referente a nenhum patrocínio, projeto publicitário ou investimento.
Os rótulos da suposta “maldade” e do suposto “controle” são dados por uma executiva, em conversa entre ela e seu então chefe. Mas os fatos e as mensagens publicadas pelo “Estadão” desmentem ambos rótulos.
O “Estadão” registra que a conversa “não explicita o motivo do interesse específico do banqueiro (…) nem o que ele fez após receber as informações”. O registro público aponta na direção oposta: nos meses seguintes à mensagem, a coluna de Amado seguiu publicando reportagens críticas ao banqueiro. Nenhuma foi suspensa, suavizada ou substituída por conteúdo favorável.
Aqui a pergunta do Estadão e a resposta de Guilherme Amado:
• Em resposta a Daniel Vorcaro sobre “repórter maldoso mais confiável que temos”, a então superintendente de comunicação do Master, Ana Matos, citou Guilherme Amado, Diego Escotesguy e Leo Dias. Você prestava algum serviço para esse grupo por meio de reportagens?
Nunca prestei serviço algum ao Platô que não fosse a produção de reportagens apuradas espontaneamente por mim ou pela minha equipe. Nunca conversei, encontrei, troquei mensagens ou tive qualquer contato com Daniel Vorcaro. A coluna, no período em que foi publicada lá, produziu 19 reportagens críticas a Daniel Vorcaro e ao Master.
Questionamos o presidente do BRB sobre os pontos suspeitos da transação com o Master, fomos os primeiros a falar das orgias, revelamos detalhes inéditos nas fraudes do RioPrevidência e no fundo de previdência de Itaguaí, publicamos uma análise mostrando que era inexorável que o PGR tornasse Alexandre de Moraes investigado num inquérito criminal devido às relações com Vorcaro, e, entre outras, expusemos bastidores do TCU para proteger Vorcaro. Todas essas reportagens seguem no ar e publicadas até hoje.
A cobertura incontrolável que sempre incomodou Vorcaro
Enquanto publicava a coluna no PlatôBR, Guilherme Amado fazia uma cobertura constante e crítica sobre negócios suspeitos do Banco Master, denúncias de corrupção ligadas a amigos e interlocutores do banqueiro e atitudes questionáveis de Vorcaro. Virou alvo do inconformismo do banqueiro com a impossibilidade de impedir as publicações ou interferir no tom delas.
Na lista abaixo, há nove exemplos de reportagens publicadas na coluna de Guilherme Amado no PlatôBR que desagradaram Vorcaro e seus parceiros. São casos que vão das orgias do banqueiro a ameaças a uma empregada que o estaria ameaçando, passando pela articulação do banqueiro para tentar reverter no TCU a negativa da fusão do Master com o BRB.
Presidente do BRB se diz certo da aprovação pelo Banco Central da compra do Master
O último fato resume a relação. Amado sabia que Carneiro e Vorcaro eram amigos, algo público. O que ele não sabia era existir ascendência do banqueiro sobre o PlatôBR, porque o dono do veículo afirmava a ele e a toda a redação que Vorcaro não era o dono do Platô. Quando o jornalista soube, em março de 2026, após o “Estadão” expor a relação societária antiga entre Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e Carneiro, Amado pediu a rescisão do contrato e retirou a coluna do PlatôBR, trazendo toda sua equipe para o Amado Mundo.
É, portanto, um comportamento incompatível com a condição de jornalista “controlado”. E a cobertura crítica não parou: Amado segue publicando sobre Vorcaro e o Master no Amado Mundo, conforme sempre fez.
O publisher do Amado Mundo informa: “Eu e o Amado Mundo nunca recebemos nenhum patrocínio ou verba publicitária de Daniel Vorcaro nem do Master, portanto nunca houve nenhum vínculo financeiro entre mim e o empresário. E, durante os 16 meses em que trabalhei no PlatôBR, meu contato era exclusivamente com Flávio Carneiro”.
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A entrevista do BRB: dono do PlatôBR diz que Amado formulou as próprias perguntas
A versão de que Amado teria pedido a Matos sugestões de perguntas para a entrevista com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é desmentida pela reportagem do “Estadão”. Quem estava no centro dessa relação e podia esclarecer, Flávio Carneiro, afirmou em entrevista ao jornal que o fluxo foi o inverso: foi ele quem encaminhou a relação de perguntas a Matos, “para demonstrar que não era nada malicioso”, depois de Amado — a pedido dele — lhe ter passado as questões que faria.
“Não pedi sugestões de perguntas. Flávio Carneiro me procurava ocasionalmente para saber qual abordagem eu daria a um tema e me perguntou quais perguntas eu faria ao presidente do BRB na referida entrevista. Eu informei a ele. Ele era o dono do veículo e, portanto, apesar da independência que eu tinha, dono da palavra final de qualquer coisa que fosse publicada ali”, disse Amado em resposta ao “Estadão”.
A mensagem de 30 de março de 2025, na qual Matos afirma a Vorcaro que Amado “teria pedido” sugestões, tem o banqueiro reagindo (“Vc tem que fazer pergunta para jornalista. So o que me faltava”) e depois aprovando a lista (“Otimas”). Registra, portanto, o eco de uma versão que o dono do veículo desmentiu por escrito. A executiva, que não participava da conversa com Amado, inverteu a direção do fluxo; quem repassou as perguntas a ela foi Carneiro.
Há um detalhe adicional: a própria Matos, única fonte da versão falsa, alegou ao “Estadão” que não teve acesso ao material original e não tem como verificar sua autenticidade; responder sobre partes dele “significaria validar um conteúdo cuja procedência desconheço”. A mensagem que sustenta a acusação contra Amado não é atestada portanto nem pela executiva que a criou.
A entrevista com o presidente do BRB foi publicada no dia seguinte, e Vorcaro reclama, para Flávio Carneiro, do destaque dado ao tema dos precatórios no título. Flávio Carneiro garante ao banqueiro que será alterado.
No entanto, a reportagem segue no ar até hoje, intacta, com o título que desagradou Vorcaro, mencionando os precatórios.
Vorcaro também pediu a Flávio Carneiro que o PlatôBR deveria emitir juízo de valor positivo à fusão do Master e do BRB. A entrevista de Amado vai na direção contrária, questionando Paulo Henrique Costa sobre os aspectos suspeitos da transação.
Aqui a pergunta do Estadão e a resposta de Guilherme Amado:
Ana Matos diz, em conversa com Vorcaro, que você a procurou pedindo perguntas que poderia fazer em entrevista com o então presidente do BRB. Você procurou a superintendente do Master e pediu sugestão de perguntas a ela?
Lembro de ter falado duas ou três vezes com Ana Matos para tirar dúvidas sobre temas relacionados ao Master, e fui procurado por ela poucas vezes. Não pedi sugestões de perguntas. Flávio Carneiro me procurava ocasionalmente para saber qual abordagem eu daria a um tema e me perguntou quais perguntas eu faria ao presidente do BRB na referida entrevista. Eu informei a ele. Ele era o dono do veículo e, portanto, apesar da independência que eu tinha, dono da palavra final de qualquer coisa que fosse publicada ali. Esse sempre foi o padrão de relacionamento com as diferentes chefias que tive em todas as redações em que trabalhei, como “O Globo”, “Época”, “Veja” e “Metrópoles”.
Nunca concordei com nenhuma ingerência em nenhum veículo que trabalhei, mas, claro, a palavra final sempre foi de quem é o dono do veículo. Ao longo da minha carreira, nos momentos em que me senti desconfortável com a perda do grau de independência de que gozava, pedi demissão. Ou, ao expor minha insatisfação e discordância, fui demitido.
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O ataque a Cappelli que nunca aconteceu
O ataque encomendado a quem seria um dos “maldosos controlados” nunca saiu. Em 3 de agosto de 2025, Vorcaro pediu que Carneiro usasse o PlatôBR para “moer” Ricardo Cappelli, então pré-candidato ao governo do Distrito Federal e interventor na Segurança Pública do DF após a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. O banqueiro perguntou ao dono do PlatôBR: “Isso o amado nao faz nao?”. A pergunta indica que o banqueiro não sabia como o colunista reagiria a um pedido desse tipo. Carneiro respondeu que “faz”, que já falava sobre isso “desde ontem” e que iria “alinhar” o ataque no PlatôBR: “Vamo desancar esse desgraçado”. Vorcaro reforçou: “Esse tem que atacar sem do”.
Amado nunca recebeu pedido de Carneiro para atacar Cappelli e nunca publicou nada com teor negativo contra ele. O próprio Cappelli atestou em seu Instagram, nessa quinta-feira, 15 de outubro, já com os vazamentos das mensagens circulando pela internet, que nunca ocorreu nenhum ataque a ele da parte de Amado: “Registro que apesar das mensagens, Guilherme Amado nunca me atacou. É um jornalista sério”.
Vorcaro se queixa de Amado não apagar vídeo
Flávio Carneiro nunca mandou Guilherme Amado apagar nenhum conteúdo da coluna. Em maio de 2025, Amado publicou uma nota no PlatôBR sobre um abraço entre o presidente do PP, Ciro Nogueira, e o empresário Ricardo Magro, da Refit, considerado o maior sonegador do país, durante um evento em Nova York, a Brazil Week. Ao mesmo tempo, postou em sua página pessoal no Instagram o vídeo mostrando o abraço entre Ciro e Magro. Vorcaro, que, conforme mensagens já mostraram, considerava Ciro “um irmão”, escreveu a Carneiro ordenando a remoção: “Ou resolce (sic) isso agora em todos. Ou ta cancelado todo projeto. Isso passou dos linutes (sic)”.
Carneiro informou que o vídeo estava somente no Instagram pessoal de Amado. Vorcaro respondeu: “Nao da pra bancar agenda propria de caras contra o cara que é um irmao. Unica resistencia fiel que tenho”.
A cobrança do banqueiro revela, novamente, resistência do jornalista, não submissão. E a resposta de Carneiro registra o ponto central.
PlatôBR negava a Amado ascendência de Vorcaro sobre o veículo
Diante da insistência de Vorcaro, Carneiro responde que não dava para escancarar pro cara [Amado]” a relação entre o dono do Platô e o banqueiro, caso contrário deixaria Vorcaro “muito exposto”. Ou seja: a relação tinha de permanecer escondida do então colunista.
Carneiro diz a Vorcaro que o “alvo” de Amado seria Ricardo Magro, “pelo passado”, provavelmente se referindo a reportagens que o jornalista publicou durante anos expondo suspeitas em torno dos negócios de Magro.
Amado tinha cláusula contratual de independência editorial
Ao negociar o contrato com o PlatôBR, Amado exigiu que fosse inserida uma cláusula que garantisse sua independência editorial.
“Contratualmente, eu tinha uma cláusula, que fiz questão de colocar para resguardar minha independência, dizendo que, caso eles não se interessassem por qualquer conteúdo apurado para a coluna, o direito autoral desse conteúdo pertenceria a mim”, explicou Amado.
E o vídeo que tanto incomodou Vorcaro continuou no ar, no Instagram do jornalista. Continua até hoje, aliás.
A reclamação de Vorcaro contra notas sobre JBS e Joesley
Em 4 de abril do ano passado, Vorcaro recebe lista de links de notas de Guilherme Amado citando a empresa JBS publicadas na coluna do PlatôBR e no “Estado de Minas”, jornal onde a coluna de Amado é republicada.
As notas, classificadas como “ataques gratuitos” por quem enviou o material ao banqueiro, falam da relação de conflito da JBS e dos irmãos Batista com a Transparência Internacional, principal organização não governamental global de combate à corrupção; e da ida de aposentados da Caixa à Justiça para reclamar reparação sobre perdas causadas por corrupção na Funcef (Fundação dos Economiários Federais), o terceiro maior fundo de pensão do país.
A queixa dos aposentados era sobre o acordo de leniência da J&F (dos irmãos Batista), que, de acordo com a Operação Greenfield, teria causado um prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Funcef.
O material segue no ar:
Por que a Transparência Internacional deverá ser alvo de pancadas nos próximos dias
Em mensagem de 25 de maio de 2025, Daniel Vorcaro usa postagem de Leo Dias para reclamar de uma nota de Guilherme Amado sobre Joesley Batista estar, naquele momento, comentando com diferentes interlocutores que estaria cogitando ser candidato a presidente em 2026. “Não precisa dessa. Ruim. Tá bem complexo esse negócio todo da mídia.”
A nota segue no ar até hoje: “A candidatura de Joesley Batista ao Palácio do Planalto”.
As mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que, no início de 2025, duas semanas após Amado estrear a coluna no PlatôBR, Vorcaro se queixou a Flávio Carneiro de reportagem crítica ao senador Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, publicada por repórter da equipe da coluna de Guilherme Amado. O banqueiro ordena que o texto seja “derrubado” (tirado do ar).
A reportagem nunca foi apagada da coluna de Amado no PlatôBR. Segue no ar até hoje:
Guilherme Amado, publisher do Amado Mundo, tem 20 anos de profissão. É um dos jornalistas investigativos brasileiros de mais prestígio no Brasil e no exterior. Ficou 13 anos no Grupo Globo, onde atuou nos jornais “O Globo” e “Extra”, na Globo.com, na revista “Época”, onde se tornou o principal colunista da publicação, e na rádio “CBN”, também como colunista. Atuou ainda na revista “Veja”, no “ICL Notícias”, no “Correio Braziliense” e no portal “Metrópoles”.
Amado foi vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e integra desde 2024 o board do Global Investigative Journalism Network (GIJN), principal entidade mundial de defesa do jornalismo investigativo. É 2018 JSK Fellow da Universidade Stanford, onde passou um ano como visiting scholar da universidade, estudando inovação, empreendedorismo e liderança no jornalismo.
Amado recebeu diversos prêmios, como o “Esso”, “Tim Lopes de Jornalismo Investigativo” e “Comunique-se”. Também foi finalista do Pulitzer, o maior prêmio do jornalismo americano, com uma investigação colaborativa de que ele participou, o “FinCen Files”, coordenada pelo International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), principal grupo de investigação jornalística colaborativa do mundo, do qual Amado é um dos seis membros brasileiros.
Como escritor, publicou pela Companhia das Letras o livro “Sem máscara — o governo Bolsonaro e a aposta pelo caos”, e escreve, para a mesma editora, a biografia da cantora Gal Costa.
Guilherme fundou o Amado Mundo em junho de 2025, com o objetivo de criar um veículo jornalístico multiplataforma e capaz de produzir investigações, reportagens, documentários e programas em diferentes formatos, nas diferentes redes sociais, que ajudem o leitor a entender a complexidade do mundo contemporâneo.
“A minha independência jornalística e a do Amado Mundo são inegociáveis. Não estão, nunca estiveram e nunca estarão à venda. O jornalismo é uma das grandes ferramentas de transformação da sociedade. Os cidadãos precisam do jornalismo independente como um fiscal dos poderosos e um defensor da democracia”, afirmou Amado.
Funcionários que ocupam cargos de confiança na prefeitura de São Paulo foram convocados pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) para marcar presença no ato de campanha do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, neste domingo (18), na avenida Paulista, a partir das 11 horas.
Servidores de cargos comissionados – funcionários sem a necessidade de concurso público -, disseram à reportagem do ICL Notícias ter sido obrigados a participar de uma reunião comandada por Ricardo Nunes neste sábado (17), num casarão na avenida Brasil, nos Jardins, região nobre de São Paulo, onde funcionou o comitê político da candidatura à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo
Nesse encontro, o prefeito fez a convocação para o ato de Flávio Bolsonaro. “Se puder estar todo mundo lá. Se puderem postar nas redes sociais convidando as pessoas a estarem lá amanhã, criar a lista de transmissão no WhatsApp (todo o mundo tem a lista de transmissão aqui), fazer a lista de transmissão, ir para a rua nesses últimos dias para falar com todo o mundo. Enfim, todo o mundo aqui é craque e sabe”, conclamou Ricardo Nunes.
Reunião de Ricardo Nunes com servidores comissionados.
Cerca de 300 pessoas participaram da reunião, em uma área aberta no interior da residência onde funcionou o comitê de Tarcísio de Freitas. Estavam ali dirigentes de autarquias e responsáveis por áreas importantes de secretarias municipais, como as de Educação, Saúde e Habitação.
‘É totalmente diferente um do outro”, disse o prefeito Ricardo Nunes, ao se referir aos candidatos à Presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro, defendendo o nome do senador do PL. “Nós estamos falando de salvar o nosso país. Nós vamos salvar. Eles estão arrebentando com tudo. Eles estão nos perseguindo”, acusou o prefeito paulistano. “Vocês sabem qual é o único vermelho que vai ter nessa eleição no dia 25? É o cartão vermelho do Lula para o Lula”, criticou.
E pediu o apoio dos presentes, mais uma vez: “E a cada um aqui: homens, mulheres, jovens, vamos nessa semana mostrar a nossa força. Vamos mostrar que São Paulo é igual ao que está escrito em nossa bandeira: nós não somos conduzidos, nós conduzimos. Nós vamos dar o exemplo e fazer com que o Flávio possa ter uma boa vitória. Eu não tenho dúvida nenhuma de que a gente vai poder voltar aqui e comemorar, mais do que isso, o futuro do Brasil, o desenvolvimento e a prosperidade para as pessoas”, discursou o prefeito, recebendo aplausos.
“Está muito claro o que gente precisa fazer aqui nessa semana. Eu queria muito poder encontrar vocês lá na Paulista às 11 horas. Vamos atravessar a Paulista inteira numa camionete, eu, o Flávio, o Tarcísio e o Nicholas (Ferreira, o deputado federal do PL por Minas Gerais)”, anunciou.
Ouça o áudio:
Denúncia pode resultar até em cassação
O advogado Fernando Neisser, professor de Direito Eleitoral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que o Ministério Público deve apurar as denúncias de servidores para esclarecer se houve infração às regras da Justiça Eleitoral.
“Com esse relato, é o suficiente para o Ministério Público instaurar um procedimento preparatório eleitoral, o nome técnico no juridiquês dessa investigação, para tentar corroborar ou não as provas dessa narrativa”, disse o especialista.
“É preciso apurar se existiu esse constrangimento para estar no evento de sábado. Aparentemente, a convocação no sábado para o domingo está dentro daquilo que a legislação permite. Agora, se essas pessoas, servidores comissionados, que sabem que sempre têm uma faca sobre a cabeça, foram constrangidos a estar no evento de sábado, há uma conduta vedada. Haveria uma conduta vedada, que levaria a uma multa. E pode, a depender de uma análise de gravidade feita pela Justiça Eleitoral, até levar uma cassação de candidatura do candidato beneficiado. Pode também não ser esse o caso por se tratar de algo muito localizado”, explicou Fernando Neisser.
O ICL Notícias procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura de São Paulo, mas teve não retorno até o momento.
Concentração de brasileiros em apoio à reeleição de Lula na capital britânica, neste domingo (18). Foto: Reprodução/Arquivo enviado à Fórum Foto:reprodução
Brasileiros foram às ruas de capitais europeias neste fim de semana em manifestações pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Londres, Lisboa e Berlim registraram mobilizações de apoio ao petista e contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Em Lisboa, centenas de brasileiros marcharam pelo centro da cidade na manhã deste domingo (18), em uma manifestação que contou com o apoio do cantor Alceu Valença. Em Londres, apoiadores se reuniram diante do Parlamento britânico. Na Alemanha, centenas de manifestantes enfrentaram frio e chuva para participar de um ato no Portão de Brandemburgo.
As mobilizações também chegaram à Irlanda, onde brasileiros protestaram diante da sede da Meta, em Dublin, contra a suposta interferência da gigante de tecnologia nas eleições brasileiras.
Londres
Na capital britânica, a concentração aconteceu na Parliament Square, nas proximidades do Parlamento. Imagens enviadas à Revista Fórum mostram brasileiros reunidos para a manifestação deste domingo, com bandeiras, cartazes e mensagens de apoio à reeleição de Lula.
Uma brasileira que já coordenou o núcleo de Londres relata uma mobilização que, segundo ela, não tem precedentes entre os apoiadores do presidente na cidade.
“Está muito bonito aqui em Londres. Eu nunca vi uma manifestação tão grande aqui, só de brasileiros. Nós estamos tomando conta da praça do Parlamento aqui, antes da gente começar a nossa manifestação”, afirma.
A participante acredita que milhares de pessoas possam comparecer ao ato, embora ressalte não ter uma contagem do público.
“Eu não sei contar números, mas eu diria que nós vamos ter milhares de pessoas aqui. Isso nunca aconteceu. Esse tipo de tamanho de manifestação de brasileiros aqui eu só vejo com futebol ou carnaval”, relata.
Manifestantes exibem cartazes e material de campanha de Lula durante mobilização em Londres. Foto: Reprodução/Arquivo enviado à Fórum
A organização dos brasileiros vai além da manifestação. Segundo os relatos, voluntários criaram grupos de trabalho para promover eventos e conquistar novos votos para Lula na reta final da eleição.
“Eu já fui coordenadora do núcleo de Londres. Eu nunca vi isso, nunca vi o tamanho da organização”, afirma.
Ela calcula que pelo menos 150 pessoas estejam envolvidas em cada grupo de trabalho dedicado às atividades de campanha.
“A gente tem vários grupos de trabalho, para fazer eventos, para tentar virar votos, sabe? Está sendo um trabalho bem bonito aqui da gente”, completa.
Lisboa
Em Lisboa, centenas de brasileiros tomaram as ruas do centro histórico na manhã deste domingo (18) em uma marcha de apoio à reeleição de Lula. A mobilização contou com o apoio do cantor e compositor pernambucano Alceu Valença, um dos artistas que se posicionaram publicamente a favor do presidente.
Segundo relato enviado à Revista Fórum por Lucas Rohan, de Lisboa, os manifestantes começaram a se reunir no Largo Camões, um dos pontos mais conhecidos da capital portuguesa, antes de iniciar uma caminhada pelos bairros do Chiado e da Baixa.
Ao longo do percurso, os participantes entoaram palavras de ordem contra a família Bolsonaro e em defesa da reeleição do presidente brasileiro.
“Nem filho, nem pai, Bolsonaro nunca mais” foi um dos gritos que marcaram a marcha. Os manifestantes também cantaram “Olê, olê, olê, olá, Lula”, enquanto percorriam as ruas do centro lisboeta.
Brasileiros participam de marcha pela reeleição de Lula no centro de Lisboa, neste domingo (18). Foto: Lucas Rohan
A caminhada recebeu manifestações de apoio durante o trajeto pelas ruas de Lisboa. Com bandeiras brasileiras, cartazes e palavras de ordem, os participantes levaram a disputa eleitoral brasileira para um dos principais centros turísticos de Portugal.
De acordo com Lucas Rohan, o ato seguiu até as margens do Rio Tejo, onde os manifestantes voltaram a se concentrar. O encontro continuou durante a tarde, em um momento de convivência entre os brasileiros que participaram da mobilização.
Manifestantes levam cartazes de Lula às ruas da capital portuguesa durante caminhada pelo Chiado e pela Baixa. Foto: Lucas Rohan
O apoio de Alceu Valença reforça a participação de artistas brasileiros na mobilização pela reeleição do presidente. O cantor também esteve entre os nomes que manifestaram apoio público à candidatura petista nas redes sociais neste fim de semana.
Portugal abriga uma das maiores comunidades brasileiras no exterior. O país é também um dos principais colégios eleitorais fora do Brasil, com mais de 134 mil eleitores registrados, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2026.
No primeiro turno, Lula venceu entre os brasileiros que votaram em Portugal, assim como em outros países europeus, entre eles Alemanha e França.
A marcha de brasileiros percorreu o centro de Lisboa e terminou com uma concentração às margens do Rio Tejo. Foto: Lucas Rohan
A mobilização também teve desdobramentos em outras cidades portuguesas. No Porto, apoiadores de Lula convocaram um encontro para este domingo, com concentração no Mercado do Bolhão.
Berlim
Na Alemanha, brasileiros se reuniram no sábado (17) diante do Portão de Brandemburgo, um dos principais símbolos históricos de Berlim.
O encontro teve samba, capoeira, música e bandeiras de movimentos sociais. Assim como em Lisboa, os participantes entoaram o grito “Nem filho, nem pai, Bolsonaro nunca mais”, em referência a Jair Bolsonaro e a seu filho Flávio, candidato à Presidência.
Além da defesa da reeleição de Lula, os manifestantes criticaram Donald Trump e o poder das grandes empresas de tecnologia sobre a política brasileira.
No primeiro turno das eleições, Lula recebeu aproximadamente 83% dos votos válidos entre os brasileiros que votaram em Berlim.
interferência da Meta em Dublin
Na Irlanda, a mobilização teve como alvo a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. Brasileiros se reuniram na sexta-feira (16) diante do escritório da companhia em Dublin para denunciar a suposta interferência de seus sistemas na eleição presidencial brasileira.
Segundo o jornal irlandês The Irish Times, os participantes exibiram cartazes com mensagens como “Hands off Brazilian elections” (“Tirem as mãos das eleições brasileiras”) e “Meta, stay out of it” (“Meta, fique fora disso”).
Ao jornal, a manifestante Maíra Amaral acusou a empresa de interferir no alcance das publicações da campanha petista. Erika Normande, outra participante, demonstrou preocupação com a circulação de notícias falsas durante a disputa eleitoral.
O protesto ocorreu após a campanha de Lula questionar judicialmente a atuação da Meta e denunciar restrições à distribuição de conteúdos nas plataformas controladas pela empresa.
Na quinta-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta adotasse medidas para garantir tratamento igualitário aos dois candidatos durante o segundo turno.
A empresa atribuiu as dificuldades relatadas pela campanha petista a problemas técnicos, negou favorecimento a Flávio Bolsonaro e afirmou cumprir as regras eleitorais.
Outros países
Além das manifestações realizadas em Londres, Lisboa, Berlim e Dublin, coletivos de brasileiros no exterior organizaram uma programação de atos para a reta final da disputa presidencial.
Em Barcelona, na Espanha, uma manifestação foi convocada para sábado (17), na Plaça de Sant Jaume. Em Nova York, nos Estados Unidos, uma caminhada foi anunciada para este domingo (18), com saída da Union Square e destino à Washington Square.
As atividades no exterior acompanham o movimento de mobilização que levou milhares de brasileiros às ruas após o primeiro turno das eleições, incluindo a Marcha pela Democracia, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 11 de outubro.
Votos do exterior
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a campanha de Lula busca ampliar sua vantagem entre os eleitores brasileiros residentes fora do país e reduzir a elevada abstenção registrada na primeira votação.
Segundo dados do TSE compilados pela Exame, Lula recebeu 157.387 votos no exterior no primeiro turno, contra 143.900 de Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 13.487 votos para o petista.
A abstenção, entretanto, chegou a 62,69%, indicando que a maior parte dos brasileiros habilitados a votar fora do país não compareceu às urnas.
Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, os eleitores votam exclusivamente para presidente e vice-presidente da República.
Em cidades como Londres e Lisboa, a campanha pela reeleição de Lula se intensifica a uma semana da votação decisiva. Além das manifestações nas ruas, os grupos de brasileiros trabalham na organização de atividades, no diálogo com eleitores e no incentivo ao comparecimento às urnas.