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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Salvador: Homem morto a facadas em apartamento no Stiep era assessor de Binho Galinha

                                           FOTO:REPRODUÇÃO/BOCÃO NEWS



 O ex-secretário municipal de Saúde de Planaltino, no interior da Bahia, foi morto a facadas dentro do apartamento onde morava, no bairro do Stiep, em Salvador, na noite desta quarta-feira (29).

A vítima foi identificada como Loran Prazeres Conceição, de 36 anos. Segundo a Polícia Civil, ele chegou a pedir socorro, mas não resistiu aos ferimentos. Loran era servidor da Câmara Municipal de Amargosa e atuava como assessor no gabinete do deputado estadual Binho Galinha.

Crime aconteceu dentro do imóvel


Moradores do prédio relataram ter ouvido gritos vindos do apartamento e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando as equipes chegaram ao local, Loran já estava gravemente ferido.

Ele não resistiu aos golpes de arma branca e teve a morte confirmada ainda dentro do imóvel.

Testemunhas afirmaram que um homem, vestindo roupas brancas, foi visto saindo do local bastante ensanguentado logo após o crime. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.

Polícia investiga autoria


Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico).

“A 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) investiga a morte de Loran Prazeres Conceição, de 36 anos, vítima de golpe de arma branca, nesta quarta-feira (29), no bairro Stiep, em Salvador. Guias para perícia e remoção foram expedidas. Diligências e oitivas são realizadas para a identificação da autoria e da motivação do crime.”

Guias para perícia e remoção do corpo foram expedidas, e equipes seguem em campo realizando diligências e ouvindo testemunhas.

Atuação como assessor

Loran era funcionário da Câmara Municipal de Amargosa, mas estava cedido para atuar no gabinete do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, ocupando um cargo de confiança.

Não há informações sobre qualquer relação entre o deputado estadual e o homicídio de Loran Prazeres.

Trajetória na vida pública

Servidor público de carreira, Loran tinha atuação ligada à gestão pública e à política no interior da Bahia.

Ao longo da trajetória, trabalhou como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Também ocupou cargos como secretário municipal de Saúde de Planaltino, assessor especial da Prefeitura de Planaltino e ouvidor da Câmara Municipal de Amargosa.

Na vida política, foi pré-candidato a vereador nas eleições municipais de 2020. Também foi estudante do Centro de Formação de Professores (CFP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Amargosa.

Quem é Binho Galinha


O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi condenado a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A decisão foi resultado de denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), no âmbito das investigações da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023.

De acordo com a sentença da Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, o parlamentar mantinha um arsenal distribuído em diferentes imóveis, com armas de uso permitido e restrito, munições e armamentos com numeração adulterada ou suprimida. Também foi apontado que ele permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo.

Durante a operação, foram apreendidos armamentos e munições em diversos endereços ligados ao deputado, incluindo equipamentos armazenados fora dos locais autorizados.

Não há informações sobre qualquer relação entre o deputado estadual e o homicídio de Loran Prazeres Conceição.


Fonte: Redação do BOCÃO NEWS - 30/07/2026

Eleições 2026: Patrimônio de ACM Neto e ex-ministro de Bolsonaro mais que dobra em quatro anos





 O patrimônio declarado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e pelo ex-ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro João Roma (PL) cresceu de forma expressiva em valores nominais entre as eleições de 2022 e 2026.

ACM Neto informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir R$ 84,9 milhões em bens neste ano, ante R$ 41,7 milhões declarados há quatro anos. O patrimônio do ex-prefeito aumentou 103,5%, um salto de R$ 43,2 milhões.

Entre as principais mudanças estão o aumento dos investimentos em fundos imobiliários e aplicações financeiras, além de novos aportes em empresas. O ex-prefeito também acrescentou na declaração um apartamento em Barra Grande (BA) e dois veículos.


Já João Roma declarou patrimônio de R$ 22,1 milhões, contra R$ 5,6 milhões em 2022. O crescimento foi de 297,7%, o equivalente a R$ 16,6 milhões, também em valores nominais, desconsiderando a inflação no período.

                                                foto:reprodução
     


A evolução patrimonial do ex-ministro foi impulsionada principalmente pela incorporação de fazendas de alto valor, pela valorização de imóveis rurais e pelo registro de um empréstimo superior a R$ 2,2 milhões para uma empresa agropecuária.

ACM Neto é candidato ao governo da Bahia,e tem ao seu lado de João Roma que busca uma das duas vagas para o Senado nas eleições de outubro.


Fonte:Igor Gadelha/Metrópoles - 30/07/2026

Economia: Decisão expõe fraude nas Americanas: “Vocês vão ser presos”, diz site


                                                   foto:Igo Estrela/reprodução


Sete dias antes de a Americanas comunicar ao mercado o rombo contábil bilionário que desencadeou um dos maiores escândalos corporativos da história do país, uma reunião interna mudou os rumos da empresa. Segundo decisão da Justiça Federal à qual a coluna teve acesso, o então diretor financeiro recém-empossado, André Covre, reagiu ao conhecer as irregularidades e afirmou: “Isso é fraude”.

Na sequência, ainda conforme a investigação da Polícia Federal reproduzida no documento, ele advertiu os presentes: “Vocês vão ser processados e presos”.

O episódio ocorreu no início de janeiro de 2023, poucos dias depois de Covre assumir o cargo por indicação de Paulo Lemann.

De acordo com a decisão, a Polícia Federal sustenta que o executivo chegou à companhia sem conhecimento das manipulações contábeis investigadas e foi apresentado, pela primeira vez, à real situação financeira da empresa durante reunião realizada com integrantes da antiga diretoria.

o informando a existência das chamadas “inconsistências contábeis”, que posteriormente deram origem à investigação da PF e do Ministério Público Federal sobre suposto esquema de fraude que teria perdurado por mais de uma década.

Segundo a investigação, as irregularidades consistiam em diferentes mecanismos que, em tese, ocultavam o verdadeiro endividamento da companhia e inflavam artificialmente indicadores financeiros apresentados ao mercado.

A Polícia Federal afirma que essas práticas permitiam que os balanços demonstrassem situação patrimonial mais favorável do que a real, influenciando investidores e negociação das ações da empresa.

As apurações deram origem à Operação Disclosure e já resultaram em denúncia contra ex-executivos da varejista.

Reunião

A decisão analisada pela coluna integra novo braço da investigação, voltado a apurar a eventual participação de acionistas de referência e de representantes de instituições financeiras.

Foi nesse contexto que, conforme a representação policial reproduzida na decisão, André Covre recebeu apresentação preparada pelo então diretor Marcelo Nunes sobre as operações contábeis sob investigação.

O documento relata que, ao tomar conhecimento do conteúdo, o executivo interrompeu a reunião, levantou-se e afirmou: “Isso é fraude”. Em seguida, apontando para os demais presentes, teria dito: “Vocês vão ser processados e presos”.

De acordo com a Polícia Federal, a reação de Covre marcou uma mudança na condução do caso dentro da companhia.

A representação afirma que, a partir daquele momento, as práticas deixaram de ser tratadas internamente como possíveis ajustes ou inconsistências contábeis e passaram a ser encaradas como potenciais ilícitos.

Ainda segundo o documento, o então presidente da Americanas, Sérgio Rial, pediu que Covre mantivesse a calma e evitasse conclusões precipitadas.

Mesmo assim, conforme a PF, o diretor financeiro passou a exigir levantamento detalhado das operações investigadas, incluindo dívidas com fornecedores, contratos de risco sacado, obrigações bancárias e outros passivos da companhia.

A decisão também registra que, no dia seguinte à reunião, a empresa contratou o escritório de advocacia Barbosa, Müssnich, Aragão (BMA), medida interpretada pela investigação como demonstração da necessidade imediata de assessoria jurídica especializada.

A Polícia Federal afirma ainda que a postura de Covre diferiu daquela atribuída aos executivos investigados. Conforme a representação, enquanto integrantes da gestão anterior demonstravam familiaridade com as práticas sob apuração, o então diretor financeiro manteve postura investigativa, solicitando documentos, planilhas e informações detalhadas sobre o endividamento da empresa e participando das discussões que antecederam a divulgação do fato ao mercado, em 11 de janeiro de 2023.

Leia a nota completa da defesa:

A assessoria de Carlos Alberto Sicupira, Paulo Alberto Lemann e Eduardo Saggioro Garcia reafirma que as diversas investigações que vêm sendo conduzidas ao longo de mais de 3 anos (nas quais foram examinados milhares de documentos, dados, e-mails, mensagens e foram celebrados 4 acordos de colaborações premiadas) são categóricas em demonstrar que os acionistas de referência e o Conselho de Administração eram sistematicamente enganados pela antiga Diretoria, como expressamente reconhecido pelo Ministério Público Federal, pela CVM e pelo Comitê Independente, alem da própria Polícia Federal.

A suposição de que os acionistas de referência sabiam da fraude não encontra qualquer amparo na realidade dos fatos e contraria a lógica econômica: entre 2013 e 2022, os acionistas de referência receberam cerca de R$ 700 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio, mas aportaram na Companhia, no mesmo período, mais de R$ 2,3 bilhões — ou seja, cerca de R$ 1,6 bilhão a mais do que receberam. Após a descoberta da fraude, aportaram ainda R$ 12 bilhões para a garantir que a Companhia se recuperasse e continuasse a exercer suas funções econômicas e sociais.

Ao contrário dos ex-diretores responsáveis pela fraude — que venderam ações da Companhia pouco antes da revelação do escândalo, em operações que somaram cerca de R$ 250 milhões, e que receberam centenas de milhões em bônus com base em resultados falsificados —, nenhum acionista de referência vendeu qualquer participação relevante na Companhia.


Fonte: MIRELLE PINHEIRO/METROPOLES - 30/07/2026 13h

Rio: Tássio Maia, ex-jogador do Botafogo, é uma das vítimas fatais de queda de muro por ventania



                                            foto:reprodução


Tássio Maia dos Santos, ex-jogador do Botafogo, foi uma das vítimas fatais da queda de um muro em Santa Teresa causada pela ventania que assombrou o Rio de Janeiro nesta quarta-feira. O ex-centroavante estava acompanhado do amigo Vandré Cordeiro, que também morreu com o acidente.

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver o momento que o muro desaba sobre os homens e um carro, que estava estacionado na calçada. Quatro pessoas também passavam no local, sendo pelo menos uma delas criança. Com a queda, elas saíram correndo e logo foram encobertas por uma nuvem de poeira.

Revelado pelo São Cristóvão, Tássio, que era centroavante, foi atleta profissional entre 2002 e 2019. Com passagens por diversos times cariocas, o ex-atleta ganhou evidência nacional ao ser contratado pelo Botafogo em 2015. No alvinegro, fez seis partidas, com um gol marcado.

Aposentado desde 2019, quando deixou o Ferroviário, Tássio era um dos sócios da Mansão Alvite Santa Teresa, que fica justamente na rua em que o muro desabou.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros Militar, em todo o estado, até as 19h, houve 31 salvamentos. Um pescador foi dado como desaparecida em Tarituba, em Mambucaba, na Costa Verde Fluminense.

"O Corpo de Bombeiros permanece em alerta, com equipes mobilizadas, viaturas operacionais, ambulâncias e embarcações. A corporação foi acionada, até o momento, para 185 ocorrências relacionadas aos ventos em todo o estado, sendo 93 de cortes de árvores, 31 salvamentos de pessoas, 5 desabamentos. Foram confirmados dois óbitos decorrentes da queda de um muro em Santa Teresa. Há buscas ativas por um pescador dado como desaparecido em Tarituba, em Manbucaba".


Fonte: JORNALEXTRA -30/07/2026

Bahia: PM inicia processo disciplinar contra soldado acusado de agressão e roubo em Anguera




                                              



A Polícia Militar do Estado da Bahia (PM-BA) iniciou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt. O policial é acusado de praticar agressões físicas, ameaças de morte e roubar valores em dinheiro durante uma abordagem no interior do estado em 2021. O edital de citação, públicado no diário oficial do estado, nesta quarta-feira (29), aponta que o agente está incomunicável e seu paradeiro é desconhecido pela corporação.

 

De acordo com o Inquérito Policial Militar (IPM) que embasa o processo, o fato aconteceu no dia 7 de março de 2021, na localidade de Areias, zona rural do município de Anguera (BA).

 

O soldado e outros agentes teriam abordado três funcionários de um empresário local, identificado no inquérito pelo prenome "Ismael". As vítimas não quiseram ser identificadas formalmente por medo de represálias. Os autos indicam que os policiais insinuaram que as vítimas trabalhavam para um traficante. Na sequência, teriam iniciado uma sessão de agressões físicas e ameaças de morte, roubando a quantia de R$ 3.600,00 em espécie que estava no veículo dos trabalhadores.

 

Após serem liberadas, as vítimas relataram o ocorrido ao seu empregador. Ismael foi ao batalhão da cidade acompanhado de sua esposa, onde conseguiu recuperar R$ 2.000,00. Dois dias depois, um indivíduo não identificado o procurou, supostamente a mando dos acusados, e entregou os R$ 1.600,00 restantes.

 

INVESTIGAÇÕES


O episódio chegou ao conhecimento do comando após circular em grupos de WhatsApp. A denúncia, inicialmente relatada por um empresário da cidade, foi interceptada por dois oficiais (Cap. Geisael de Jesus Santos e Cap. Antônio Rosa da Conceição). Eles informaram o caso ao então subcomandante da 57ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Santo Estêvão, Major Itamar de Souza e Silva Filho, o que desencadeou a investigação.

 

SITUAÇÃO DO SUSPEITO
O soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt, que era lotado na 57ª CIPM, não foi apresentado à comissão do PAD. O Comando da unidade informou que ele se encontra afastado de suas atividades por conta de uma dispensa médica.

 

Segundo o presidente do Processo Administrativo, Major PM Juraci Almeida da Cunha, o policial não foi localizado em seu endereço de registro, não atende a ligações telefônicas, tampouco responde as mensagens de texto ou de voz.

 

A Corregedoria deu um prazo de cinco dias para que o policial apresente sua defesa inicial por escrito. Caso ele não se apresente e não constitua advogado, um defensor público (dativo) será nomeado pelo Estado para garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório, permitindo que o processo legal siga. Se comprovadas as acusações, o policial estará sujeito a sanções disciplinares severas, que podem incluir a demissão da corporação.



fonte:BN - 30/07/2026

quarta-feira, 29 de julho de 2026

SP: Assessor constrói casa própria em terreno municipal bancado por emenda


                                       Reprodução/Google Maps



A prefeitura de São Paulo bancou a limpeza, a terraplanagem e o cercamento de um terreno municipal onde, em seguida, seria construída a casa de um ex-assessor do então vereador Gilson Barreto, correligionário do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A primeira etapa do serviço foi paga com emenda do próprio Barreto, enquanto partiu da própria prefeitura, através da Subprefeitura de São Mateus, comandada pelo genro dele, a iniciativa de construir um muro cercando todo o terreno municipal e protegendo a hoje casa particular em área pública.

Uma denúncia sobre a invasão foi formalizada à prefeitura no ano passado, mas não consta que a gestão municipal tenha aberto qualquer procedimento para retomar a área invadida. Questionada na quinta-feira (23) sobre o assunto, a prefeitura pediu maior prazo para entender a situação e, na sexta (24), afirmou que vai realizar uma fiscalização.

João Alexandre da Silva Filho, que mora no local pelo menos desde 2023, ocupou cargo de assessor de Barreto na Câmara e, depois de deixar formalmente o posto, seguiu representando o vereador em eventos na comunidade. Ele é presidente de uma ONG que quadruplicou seus contratos durante a gestão Nunes e recebeu R$ 11,6 milhões da prefeitura só no ano passado.

Também em 2025, Nunes sancionou lei que incluiu a ONG, que gerencia escolas municipais de educação infantil, entre as agremiações carnavalescas que podem se valer de uma legislação de 2019 que concede terrenos por 40 anos para as escolas de samba realizarem suas atividades. Por isso, a ONG já protocolou pedido para ter a concessão do terreno público onde fica a casa de seu presidente até 2066.

Procurada pela coluna, a ESEIS encerrou a conversa quando o colunista informou que buscava informações sobre a construção da casa em terreno público. João Alexandre e Gilson Barreto não responderam as mensagens enviadas pelo Whatsapp, nem atenderam ligações.

De terreno baldio a casa de ex-assessor

A área na rua Julio Cesar Moreira, próximo à avenida Sapopemba, na zona Leste, era um terreno baldio até 2019, quando Barreto destinou uma emenda de R$ 170 mil para construção de um “salão multiuso” de 100m² ali. O projeto incluiu o serviço de preparação e nivelamento, remoção de entulho e limpeza de vegetação de todo o terreno de 312 m².

Em outro contrato, o então subprefeito de São Mateus, Roberto Bernal (MDB) – que era genro de Gilson Barreto à época – , solicitou a construção de um muro ao redor de todo o terreno, que faz esquina com uma viela, sob a justificativa de impedir invasões. A prefeitura pagou R$ 38 mil pelo serviço.

Pelo histórico do Google Maps (vide galeria abaixo) é possível verificar que, em março de 2021, a área já estava cercada e tinha o “salão” construído. Dentro do terreno também havia uma pilha de blocos de concreto. Em março de 2022, o Google registrou a casa particular já construída com o mesmo tipo de material de construção usado na primeira obra.

Em abril de 2024, a ocupação particular já era evidente, com muro pintado de outra cor, numeração exclusiva e o terreno dividido em dois: um com o salão, outro com a casa. No meio, arena farpado, reforçando a separação entre o que é área municipal e o que é casa particular. Uma placa informava que ali funcionava um serviço de xerox e uma empresa de tecnologia, ambos de Antônio Felix Filho.

À coluna, Felix disse que alugava a casa de uma pessoa ligada à associação Esperança Sociedade de Educação e Inclusão Social (ESEIS), para quem prestava serviços de manutenção predial. A ONG, que no papel é comandada por João Alexandre, mantém contratos com a prefeitura para gestão de diversas creches na região, recebendo cerca de R$ 1 milhão ao mês.

Ele se negou a dizer quem era o locatário. “Tem uma pessoa, o mantenedor, que não apareceu. Eu não quero me meter com isso daí, não. Eu não tenho mais nenhuma ligação com eles já faz dois anos”. Moradores dizem que o “salão multiuso” construído pela prefeitura não tem uso público recorrente. É nele que fica a sede da ESEIS, a partir de uma autorização dada anualmente pela subprefeitura de São Mateus sob a condição de realização de eventos para a comunidade.

Já a outra casa dentro do mesmo terreno, no número 76 da rua Julio Cesar Moreira, virou a residência de João Alexandre, como ele mesmo informou à prefeitura em documento de agosto de 2023, no qual disse ser domiciliado naquele endereço.

Em nota, a Subprefeitura São Mateus disse que, em relação ao imóvel mencionado pela reportagem, uma fiscalização será realizada e, caso constatada alguma irregularidade, providências serão tomadas, incluindo uma possível reintegração de posse. “No momento, está em análise pela Secretaria Municipal de Gestão (SEGES) a cessão da área à associação, diante da publicação da Lei n°18.229/25”, informou a gestão municipal.

A lei citada, nascida de um projeto enviado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em 2018, autoriza a doação de uma série de áreas públicas. Na véspera de ser votada, já no apagar das luzes da última legislatura, em dezembro de 2024, Barreto apresentou emenda para incluir a ESEIS entre as beneficiárias de um artigo de uma lei de 2019 que visa beneficiar “agremiações carnavalescas” com a concessão de áreas públicas.

Ainda que a ESEIS não promova qualquer atividade carnavalesca, atuando como gestora de creches terceirizadas da prefeitura, a proposta foi incluída no substitutivo do então líder do governo Nunes, Fábio Riva (MDB), aprovada em plenário, e sancionada pelo prefeito em janeiro de 2025. O terreno municipal autorizado a ficar 40 anos com a ESEIS é exatamente onde o ex-assessor de Barreto – o autor da emenda – construiu sua casa.


Fonte:/mETRÓPOLES -29/07/2026

Polícia Civil recupera em Salvador 38 relógios furtados de joalheria em Riachão do Jacuípe



                                                 foto:reprodução/AScom-PCBA

A Polícia Civil recuperou 38 relógios de alto valor furtados de uma joalheria em Riachão do Jacuípe. Os objetos foram encontrados nesta terça-feira (28), no bairro de Fazenda Grande do Retiro, em Salvador, após investigação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).

 

De acordo com a corporação, os policiais identificaram o local onde os produtos estavam sendo comercializados por meio de ações de inteligência. Durante as diligências, foi confirmado que os relógios eram provenientes do furto registrado no dia 5 de julho.

 

O prejuízo causado ao estabelecimento comercial é estimado em aproximadamente R$ 400 mil. Após a recuperação, o material foi apresentado na unidade especializada e devolvido ao proprietário. As investigações continuam para identificar e localizar todos os envolvidos no crime.



Fonte:BN -29/07/2026