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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro promete tesouraço e histórico inclui votos contra ampliação do BPC


                                           foto:reprodução


Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chega ao segundo turno prometendo um “tesouraço” nas despesas públicas. Seu plano de governo prevê um “corte profundo e por todos os lados”, enquanto integrantes de sua equipe econômica discutem um ajuste de até R$ 200 bilhões.

Ao mesmo tempo, a campanha afirma que aposentadorias e benefícios sociais serão preservados. O histórico de Flávio no Senado, porém, inclui dois votos para manter vetos a medidas que ampliavam o critério de renda para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de posições contrárias a outras medidas de proteção social durante a pandemia.

O programa de governo de Flávio não esconde a dimensão que pretende dar ao ajuste fiscal.

“Nossa bandeira é um grande TESOURAÇO: um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz.”

Entre as medidas apresentadas estão o corte de pelo menos dez ministérios, a redução de cargos comissionados e despesas administrativas e o combate a supersalários e penduricalhos.

O programa também prevê uma “ampla revisão normativa infralegal” nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista, além de uma avaliação permanente das políticas públicas para identificar beneficiários e medir os resultados de cada gasto.

A discussão ganhou uma dimensão maior depois que integrantes da equipe econômica passaram a trabalhar com um ajuste de até R$ 200 bilhões, equivalente a cerca de 1,5% do PIB.

O assessor econômico Luiz Felipe Trevisan apresentou a investidores a ideia de uma “Super PEC” para viabilizar parte do corte caso Flávio seja eleito. A campanha sustenta que Previdência e benefícios sociais não entrarão no ajuste.

O próprio plano assume esse compromisso:

“Quem depende hoje da ajuda do Estado para pôr comida na mesa não vai ter essa ajuda tirada. Ponto.”

Apesar da promessa, o programa não apresenta a composição completa da economia necessária para alcançar os R$ 200 bilhões discutidos pela equipe econômica. BPC, Bolsa Família e salário mínimo também não são citados nominalmente no trecho dedicado ao “tesouraço”.

Flávio votou duas vezes contra ampliação do acesso ao BPC

O BPC apareceu pelo menos duas vezes em votações nominais de Flávio no Congresso.

O benefício garante um salário mínimo mensal a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, sem exigir contribuição anterior ao INSS.

Em março de 2020, Flávio votou para manter um veto do então presidente Jair Bolsonaro a uma mudança aprovada pelo Congresso que ampliava de um quarto para meio salário mínimo por pessoa o limite de renda familiar para acesso ao BPC.

Flávio ficou entre os 14 senadores favoráveis à manutenção do veto. Outros 45 votaram pela derrubada.

O assunto voltou ao Congresso em novembro do mesmo ano. O dispositivo em discussão estabelecia renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo como critério para concessão do benefício.

Flávio novamente votou pela manutenção do veto. Dessa vez, a posição prevaleceu no Senado, por 45 votos a 17.

Auxílio emergencial e proteção de benefícios

A votação de novembro de 2020 envolveu outros dispositivos de proteção social criados durante a pandemia.

Flávio votou para manter o veto a uma regra que permitia, nas condições previstas pelo texto, o recebimento do Bolsa Família juntamente com o auxílio emergencial.

Também apoiou a manutenção do veto a um dispositivo que impedia a suspensão ou redução de aposentadorias, pensões e do BPC durante a emergência sanitária, salvo em caso de morte do beneficiário.

Outro trecho vetado explicitava na legislação uma série de categorias profissionais que poderiam ser alcançadas pelo auxílio emergencial, desde que cumprissem os requisitos do programa.

A relação incluía agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas, povos tradicionais, catadores de materiais recicláveis, taxistas, motoristas de aplicativo, trabalhadores do transporte escolar, caminhoneiros, entregadores, diaristas, cuidadores, babás, profissionais de beleza, ambulantes e feirantes.

Flávio também votou pela manutenção desse veto.

A medida não significava que todos esses trabalhadores receberiam automaticamente o auxílio nem que seriam necessariamente excluídos dele com o veto. Eles poderiam receber o benefício pelas regras gerais. O dispositivo buscava incluir expressamente essas categorias na legislação.

Contra suspensão de despejos na pandemia

Em junho de 2021, Flávio também votou contra um projeto que estabelecia medidas excepcionais para evitar despejos durante a pandemia.

A proposta suspendia, em determinadas situações, atos que resultassem em desocupações ou remoções coletivas e determinadas liminares de despejo durante a emergência sanitária. Flávio votou “não”.

O projeto passou no Senado por apenas dois votos de diferença: 38 a 36. Posteriormente, deu origem à Lei 14.216/2021.

Um dos oito votos pela manutenção da prova de vida

Três meses depois, em setembro de 2021, Flávio ficou novamente entre uma minoria do Senado em uma votação envolvendo aposentados e pensionistas.

O Congresso analisava o veto de Jair Bolsonaro ao dispositivo que suspendia até 31 de dezembro de 2021 a exigência da prova de vida do INSS devido à pandemia.

Flávio votou para manter o veto.

Foram apenas oito votos pela manutenção, contra 54 pela derrubada. Com a decisão do Congresso, a suspensão temporária da prova de vida entrou em vigor.

O histórico parlamentar ganha relevância diante da principal promessa econômica apresentada por Flávio nesta eleição. O candidato fala em um “tesouraço”, sua equipe discute uma economia de até R$ 200 bilhões, mas a campanha ainda não apresentou a conta completa de onde pretende retirar esse dinheiro.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 07/10/2026

Espanha: ex-jogador Daniel Alves buscou Vorcaro após deixar prisão: "Te admiro muito"


                                              Foto:reprodução



Daniel Alves, ex-lateral com passagens por Barcelona, São Paulo e Seleção Brasileira, procurou Daniel Vorcaro, banqueiro investigado por diversas fraudes financeiras, logo após deixar a prisão na Espanha.

De acordo com informações divulgadas pelo site Poder360, o ex-jogador buscou contato com o empresário em julho de 2024, pouco mais de três meses depois de pagar fiança de 1 milhão de euros (na cotação da época, cerca de R$ 5,4 milhões) e sair do Centro Penitenciário Brians 2, nos arredores de Barcelona, no nordeste espanhol.

Daniel Vorcaro é investigado por diversas fraudes no mercado financeiro
Reprodução / SAP
Daniel Vorcaro é investigado por diversas fraudes no mercado financeiro

"Fala meu mano, tudo bem? Espero que sim. Passando aqui para deixar o meu contato e não perder relação contigo. Você é uma das poucas pessoas que eu admiro muito. Grande abraço. Dani A.", enviou Daniel Alves.

Vorcaro respondeu afirmando que era bom escutar notícias dele, marcando uma conversa posterior.

Relação anterior

A relação entre Daniel Alves e Vorcaro antecede a tentativa de aproximação. A Polícia Federal recuperou mensagens de janeiro de 2019 entre os dois.

Na ocasião, o defensor que atuava pelo Paris Saint-Germain, da França, convidou o banqueiro para participar de uma sociedade que envolvia a extração de minas.

"Irmão, tudo bem? Deixa eu te falar uma coisa, tenho um amigo que tem minas de DI (diamantes), me pediu e eu estou montando um grupo para ser sócio dele nas extrações das minas. Você teria interesse em participar? (...) Isso estou oferecendo apenas para pessoas que eu aprecio de alguma maneira", escreveu o jogador.

Prisão por estupro

O  ex-lateral da Seleção Brasileira foi preso em janeiro de 2023 em função de uma acusação de agressão sexual contra uma jovem de 23 anos em uma boate em Barcelona, em dezembro de 2022.

Daniel Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão,  além de restrição de se aproximar da vítima e multa de 150 mil euros, em fevereiro de 2024.

O ex-jogador foi solto após pagar fiança de 1 milhão de euros, se comprometendo a estar presente semanalmente no tribunal de justiça espanhol e entregando seu passaporte às autoridades.

O caso foi anulado pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha em março de 2025, em virtude de contradições no depoimento da vítima e "insuficiência de provas". Apesar disso, o caso segue sob análise do Tribunal Supremo da Espanha.

Fonte: PORTAL IG - 07/10/2026

Eleições 2026: Estudantes protestam em Salvador após convocação de Lula para atos no 2º turno

                                               foto:reprodução


Estudantes realizaram um protesto na noite desta quarta-feira (7) após a convocação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que jovens participem de manifestações durante o segundo turno das eleições. Em Salvador, o grupo se reuniu na Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

 

Vídeos obtidos pelo Bahia Notícias mostra os jovens passando pelo viaduto do Canela. A manifestação provocou bloqueio na região e deve afetar o trânsito em direção ao bairro da Graça.

 

A mobilização ocorre no mesmo dia em que a campanha de Lula passou a reforçar a participação de jovens e lideranças com forte presença digital na estratégia para o segundo turno. O presidente publicou um vídeo convocando estudantes a participarem das ações.

 

Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), com uma diferença de 1,87 pontos percentuais. A nova estratégia busca ampliar a mobilização para a segunda etapa da disputa presidencial.



ASSISTA:

fonte:BAHIA NOTÍCIAS - 07/10/2026

Bahia: Polícia Civil detalha que Feira de Santana era usada como 'hub' de distribuição de cocaína

                                     foto:reprodução/Ascom/PCBA




A cidade de Feira de Santana era utilizada por uma organização criminosa como um ponto estratégico ("hub") para o armazenamento e a distribuição de cocaína destinada a Salvador e a diversos outros municípios baianos. A conclusão é da Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Leakage.

Segundo o diretor do Denarc, delegado Ernandes Reis, em entrevista ao portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o entorpecente era adquirido no Paraguai, atravessava o estado do Paraná por via terrestre e chegava a Feira de Santana. Na cidade, o grupo alugava galpões para estocar a droga até que veículos menores fizessem o transporte fracionado para os destinos finais.

 

"Feira de Santana acaba sendo um hub. A droga chega em Feira de Santana, é armazenada em galpões que são locados pela organização criminosa e, a partir dali, ela é distribuída para outras cidades. Pela via terrestre, acaba que a droga, para chegar em Salvador, tem que passar por Feira de Santana", explica o delegado.

 

Foto: Reprodução / Acorda Cidade

 

Fruto de cerca de um ano de investigações, a operação permitiu à Polícia Civil mapear a estrutura hierárquica do grupo e definir a função de cada integrante. "A gente conseguiu identificar quem comandava, quem estava abaixo, quem era o responsável por determinada situação. Então, a gente conseguiu fazer esse organograma criminoso", relembraReis.

 

Em Feira de Santana, as equipes policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão localizados nos bairros Santo Antônio dos Prazeres, Santa Mônica, SIM, CIS e Papagaio, além do distrito da Matinha. Ao todo, a Operação Leakage envolveu o cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão.

 

Até o momento, nove pessoas foram detidas — sendo oito por mandados de prisão preventiva e uma em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Durante as diligências, os agentes apreenderam drogas sintéticas, armas de fogo, balanças de precisão, telefones celulares, equipamentos diversos e 11 veículos vinculados ao grupo. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio judicial de até R$ 25 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.


Fonte: BAHIA NOTÍCIAS - 07/10/2026  

Reeleito, Nikolas Ferreira pode ser cassado após nova decisão da Justiça Eleitoral

 

                                       FOTO:REPRODUÇÃO

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) deu novo andamento à ação que pode resultar na cassação do mandato e na inelegibilidade do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) por causa da divulgação de um documento falso atribuído à Polícia Federal.

Em decisão expedida nesta terça-feira (7), o relator afirmou que “a falsidade do documento impugnado é fato incontroverso”. O próprio deputado reconheceu a falsidade do material em sua defesa. Com isso, a discussão no processo passa a se concentrar na responsabilidade pela utilização e divulgação do documento nas redes sociais.

O caso envolve um documento apresentado como se fosse da Polícia Federal e utilizado por Nikolas para se defender de acusações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. O material foi divulgado a milhões de seguidores do deputado.

A ação eleitoral pode resultar na cassação do registro ou do diploma de Nikolas, o que impediria o exercício do novo mandato, além da declaração de inelegibilidade por oito anos.

Plataformas terão de fornecer dados

Na nova decisão, o relator também determinou que Meta e X apresentem informações adicionais sobre as publicações relacionadas ao documento. As empresas terão três dias para informar o alcance das postagens, os horários exatos em que foram publicadas e removidas e os dados dos administradores da página que divulgou originalmente o material.

O objetivo é comparar essas informações com os dados relativos ao perfil oficial de Nikolas Ferreira, identificado como @nikolasferreiradm.

Segundo a decisão, os dados poderão ajudar a esclarecer se o deputado apenas reproduziu um conteúdo produzido por terceiros ou se houve participação na divulgação do documento.

O relator rejeitou as respostas consideradas genéricas apresentadas pelas plataformas e ressaltou que elas “têm o dever de cooperar com a Justiça”.

Versão sobre exclusão será confrontada

O pedido para suspender os perfis não foi acolhido neste momento porque o documento falso já não estaria disponível nas redes sociais. A decisão, porém, não interrompe o andamento da ação nem afasta a possibilidade de julgamento sobre cassação e inelegibilidade.

A versão apresentada por Nikolas, de que teria apagado o conteúdo por iniciativa própria, também deverá ser confrontada com os registros fornecidos pelas plataformas. Segundo a decisão, informações já encaminhadas pelo X indicam a possibilidade de a publicação ter desaparecido após ser removida pelo próprio autor original.

O processo ainda será submetido a julgamento. Até lá, o TRE-MG deverá analisar as novas informações solicitadas às plataformas e os demais elementos reunidos na ação para definir eventual responsabilidade do deputado pela divulgação do documento falso.

Fonte: REVISTA FÓRUM - 07/10/2026


EUA: Democratas criticam Rubio por ajudar Flávio e ‘sabotar’ relação com Brasil


                                    foto:reprodução



Uma carta enviada por doze congressistas americanos ao secretário de Estado, Marco Rubio, cobrou explicações sobre o envolvimento do governo de Donald Trump com o clã Bolsonaro e criticaram o que chamaram de “escalada” na ingerência dos EUA nas eleições no Brasil.

O documento foi enviado depois da definição dos candidatos que farão parte do segundo turno das eleições no país e marca o terceiro posicionamento público por parte da oposição americana diante das suspeitas de ação de Trump no país, em apenas poucas semanas.

A composição do grupo dá peso institucional à cobrança. Seis dos 12 signatários integram o Comitê de Relações Exteriores da Câmara, responsável por temas de política externa e supervisão do Departamento de Estado. Entre eles está Gregory Meeks, principal democrata do colegiado (Ranking Member). A carta também reúne Sydney Kamlager-Dove, copresidente do Congressional Brazil Caucus, e James McGovern, copresidente da Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos.

No texto, os congressistas classificam o episódio da retirada de visto da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Viotti, como uma “disputa diplomática fabricada” pelo Departamento de Estado e descrevem a revogação da autorização como uma medida “extraordinária e sem precedentes”. Para os signatários, o episódio aprofunda a deterioração das relações com a maior democracia e economia da América do Sul e tem implicações que ultrapassam a controvérsia diplomática imediata.

Na carta, os deputados pedem que Rubio dê respostas até o dia 20 de outubro e cobram explicações sobre ações que podem ajudar Flávio Bolsonaro na eleição. Para eles, há uma tentativa de “sabotar” o processo eleitoral no Brasil.

Leia a carta completa:

Escrevemos em relação à disputa diplomática fabricada pelo Departamento de Estado com o Brasil, que resultou na revogação do visto diplomático da Embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Essa escalada desnecessária é a mais recente de uma série de ações que levaram a uma ruptura em nossa relação com a maior democracia e economia da América do Sul. Em um momento em que o Governo Trump afirma estar priorizando o Hemisfério Ocidental, essa decisão equivocada prejudica ainda mais a reputação dos Estados Unidos na região e aproxima o Brasil das mãos de nossos adversários.

A revogação extraordinária e sem precedentes do visto diplomático da Embaixadora Ribeiro Viotti
representa mais um exemplo do tratamento punitivo do Governo Trump a um parceiro democrático na região. O Governo Trump criou uma cisão em nossa relação bilateral com o Brasil ao impor tarifas de 50% sobre o Brasil e sancionar um de seus ministros do Supremo Tribunal Federal, tudo em um esforço fracassado para proteger o ex-presidente Bolsonaro, condenado por planejar um golpe violento e um plano de assassinato contra seus oponentes políticos.

Após seu encontro com o presidente Lula, o presidente Trump elogiou o presidente Lula, declarando: “Tive uma ótima reunião com o presidente do Brasil”, descrevendo Lula posteriormente como “um bom homem” e “um cara inteligente”. No entanto, estamos preocupados que as ações subsequentes do Departamento de Estado tenham buscado sabotar a relação com o Brasil, para fabricar essa crise diplomática a meses das eleições no Brasil.

A revogação do visto do embaixador Ribeiro Viotti é apenas a mais recente escalada no esforço contínuo do governo Trump para influenciar os resultados das eleições brasileiras de 2026. Desde funcionários do seu Departamento viajando para se encontrar com o ex-presidente Bolsonaro, que foi condenado por sua tentativa violenta de golpe para subverter a vontade do povo brasileiro em 2022, até sancionar o Ministro do Supremo Tribunal Federal, De Moraes, numa tentativa de proteger o ex-presidente Bolsonaro de processo, até questionar a credibilidade de eleições livres e justas no Brasil, o governo Trump tem buscado repetidamente influenciar os assuntos políticos internos do Brasil de maneiras que ameaçam as instituições democráticas e os processos eleitorais do país. Além disso, seu Departamento de Estado nomeou Darren Beattie como “Enviado para o Brasil”, em fevereiro deste ano, um indivíduo com um histórico bem documentado de retórica racista e inflamatória, incluindo discursar em uma conferência com a presença de proeminentes nacionalistas brancos.

Relatórios públicos indicam que autoridades americanas buscaram viajar ao Brasil para levantar preocupações infundadas sobre o sistema eleitoral brasileiro e que o governo brasileiro negou esses vistos porque acreditava que tais visitas resultariam em outra tentativa de influenciar as eleições brasileiras de 2026.

Embora desentendimentos diplomáticos entre aliados não sejam incomuns, a decisão de revogar o visto de um embaixador em exercício representa uma escalada substancial que deveria ser reservada para os casos mais graves. O Brasil é um dos maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, um importante parceiro regional de segurança e uma das maiores democracias do mundo. Ações que tensionam desnecessariamente essa relação bilateral têm implicações que vão muito além da disputa diplomática imediata.

O Congresso, portanto, tem a obrigação de entender por que o Departamento de Estado se afastou das práticas estabelecidas e tomou a medida extraordinária de revogar o visto do embaixador brasileiro. Além disso, solicitamos mais informações sobre as provocações do Departamento de Estado para prejudicar a relação bilateral após o produtivo encontro entre Trump e Lula em maio de 2026.

Solicitamos respeitosamente respostas às seguintes perguntas:

1. Quais fatos ou circunstâncias específicos fundamentaram a determinação extraordinária do Departamento de Estado de que a revogação do visto do Embaixador era justificada?

2. A revogação do visto do Embaixador foi supostamente uma ação retaliatória após o Brasil ter negado os vistos de Riley M. Barnes, Secretário de Estado Adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), e Samuel Samson, Subsecretário Adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL). Qual era o propósito da viagem deles ao Brasil e quais reuniões estavam planejadas no país?

3. Qual foi o nível de coordenação entre o Departamento de Estado e a Casa Branca? O Presidente foi informado da decisão de revogar o visto do Embaixadora Ribeiro Viotti?

4. O Secretário, o Subsecretário ou qualquer outro alto funcionário do Departamento de Estado autorizou contatos com Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro ou seus representantes a respeito da revogação do visto do Embaixadora Ribeiro Viotti?

5. Por que autoridades do Departamento de Estado buscaram examinar minuciosamente o sistema eleitoral do Brasil em meio a uma campanha presidencial em curso, e que evidências específicas o Departamento possui de que o sistema eleitoral brasileiro pode carecer de credibilidade?

6. O Departamento acredita que a eleição presidencial de 2022 no Brasil foi livre e justa? Ele dispõe de alguma evidência de que a eleição de 2026 no Brasil não o será?

7. O governo realizou alguma avaliação sobre se essas ações poderiam prejudicar as relações dos EUA com o Brasil, aproximar o Brasil da China ou comprometer a cooperação no combate ao narcotráfico, na segurança regional ou no comércio?

Dadas as implicações significativas desta questão para a diplomacia dos Estados Unidos e para a nossa relação bilateral com o Brasil, solicito respeitosamente que o Departamento forneça respostas por escrito a estas perguntas, detalhando suficientemente o processo de tomada de decisão do Departamento, até o dia 20 de outubro de 2026. Os Estados Unidos se beneficiam ao ajudar o Brasil a fortalecer sua democracia, e não ao apoiar aqueles que tentaram subverter a vontade do povo brasileiro em uma violenta tentativa de golpe em 2022.

As relações entre os EUA e o Brasil devem basear-se no respeito às escolhas democráticas do povo brasileiro, e não ser determinadas pela vitória ou derrota do candidato preferido pelo presidente Trump.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 07/10/2026

Eleições 2026: Lula chama de “acordo leonino” projeto para trabalhador negociar com patrão


                                                  Foto:reprodução


O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez críticas à proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, de substituir a PEC do fim da escala 6×1 por um regime no qual o trabalhador negocia com o empregador a própria escala.

Durante uma reunião com parlamentares, nesta quarta-feira (7/10), o petista voltou a cobrar o senador a votar favorável ao projeto que reduz a jornada de trabalho.

“É importante vocês ficarem acompanhando para que a gente não seja pego de surpresa. Porque eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e desafio ele a pedir pro PL votar favorável“, disse Lula.

Em seguida, ele criticou a proposta alternativa defendida pelo candidato do PL. “Eles estão inventando uma história ‘não, porque é melhor negociar com o patrão’. Como se num acordo leonino o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha“, afirmou o presidente.

Ainda durante o evento, o chefe do Planalto citou outra proposta prioritária para o governo que tramita no Congresso Nacional: a PEC da Segurança Pública. Ele afirmou que os estados “não deram conta” de combater o crime organizado e voltou a prometer a criação do Ministério da Segurança Pública caso a proposta seja aprovada.

“Nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão”, finalizou o presidente.

6×1

Nos últimos dias, o presidente tem cobrado o adversário a se posicionar sobre a PEC do fim da escala 6×1. Flávio, no entanto, defende uma proposta alternativa que dê mais “liberdade” para o trabalhador negociar. Nesta quarta, ele voltou a fazer críticas ao projeto apresentado pelo governo.

“Depois de quatro anos de governo, ele quer correr para apreciar uma matéria como essa. Está pensando em eleição. É óbvio que eu sou a favor de que o trabalhador tenha um tempo de folga, para almoçar com a sua família, ir à praia no final de semana, viajar. Só que nada disso vai adiantar se estiver todo mundo endividado ou desempregado. Tem que ter responsabilidade”, afirmou Flávio.


fonte:Metrópoles - 07/10/2026

SP: Deputada estadual mais votada de SP apresentou projetos de lei que repetem textos de outros políticos e erra até a própria cidade

                                                    Foto:reprodução




Projetos que Eduarda Campopiano (PL), eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo nesta eleição, com 1,96 milhão de votos, apresentou enquanto vereadora na Câmara Municipal de Praia Grande, no litoral paulista, reproduzem artigos e justificativas de propostas que já circulavam em outras casas legislativas, aponta análise da BBC News Brasil.

Em dois documentos, a adaptação deixou até mesmo referências a lugares diferentes da cidade em que a parlamentar atuava: um programa de educação financeira destinado a Praia Grande fala em beneficiar cidadãos paulistanos; já uma proposta sobre multas pelo consumo de maconha destina recursos a organizações no município da Serra, no Espírito Santo, a mais de 700 quilômetros de distância da cidade em que ela atuava como vereadora.

Entre os textos reaproveitados estão também propostas do vereador Lucas Pavanato (PL), seu aliado na campanha de 2026, e da deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que Campopiano aponta como inspiração política, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

A proximidade com esse grupo marca a trajetória da vereadora, que recebeu apoio eleitoral de Nikolas e fez campanha associada a Pavanato, os dois deputados federais mais bem votados nas eleições deste ano.

Deputada 'ideológica'

A atuação pública de Campopiano começou nas redes sociais ainda aos 18 anos, segundo a biografia do site de campanha.

Ela ganhou projeção fazendo oposição ao feminismo e ao aborto e defendendo o acesso de mulheres a armas de fogo. Também é crítica às cotas raciais.

Aos 21 anos, foi eleita vereadora de Praia Grande pelo PL com 3.583 votos, em 2024. Dois anos depois, recebeu 1.956.238 votos, a maior votação para deputado estadual em São Paulo.

Em entrevista ao UOL, a deputada eleita afirmou que sua candidatura e seu trabalho parlamentar são "ideológicos".

"A minha legislatura como deputada na Alesp [Assembleia Legislativa de São Paulo] será muito mais ideológica do que a que foi de vereadora. Vamos intensificar nosso combate cultural. Acho que tudo que vira política, que se torna política pública um dia, já foi uma ideia em algum momento, já foi cultura, ideologia, uma discussão sobre moral, sobre o que é certo e errado."

Ela disse, na entrevista, que quer combater o que chama de "bandidolatria" no Brasil, "seja com bandidos de colarinho branco, seja no combate ao crime do dia a dia" e afirmou também que não quer que o aborto seja apenas proibido, mas "impensável".

"Quero viabilizar a ajuda para mulheres que engravidam em decorrência de violência sexual, para que elas não precisem matar o próprio filho, que nada tem a ver com o crime que foi cometido. E para que o verdadeiro monstro que cometeu o crime contra essa mulher apodreça na cadeia, coisa que não acontece hoje."

Texto de PL apresentado em Praia Grande (SP) cita como beneficiário de recursos a cidade de Serra (ES)
Legenda da foto,Texto de PL apresentado em Praia Grande (SP) cita como beneficiário de recursos a cidade de Serra (ES)

Projetos de lei para 'cidadãos paulistanos', recursos para município de outro Estado e referência ao ChatGPT


O levantamento da BBC News Brasil comparou as versões originalmente apresentadas dos 20 projetos de lei da vereadora com documentos de outras câmaras e assembleias legislativas.

Em ao menos 14, foram identificadas correspondências textuais, de artigos específicos a conjuntos extensos de dispositivos e justificativas. A extensão varia: há passagens idênticas e dispositivos com adaptações.

O Projeto de Lei (PL) 64/2026, apresentado por Campopiano em 30 de abril de 2026, propõe criar um programa de educação financeira nas escolas municipais de Praia Grande. Ele reproduz trechos inteiros do PL 875/2021, do vereador de São Paulo, de Rubinho Nunes (União Brasil), que criava o programa Jovem Capitalista.

Na versão de Campopiano, a iniciativa passou a se chamar Programa de Educação Financeira, mas a justificativa manteve menções ao Jovem Capitalista.

No encerramento, preservou a afirmação de que o programa "viabiliza uma realidade mais agradável e um futuro mais próspero aos cidadãos paulistanos", sem trocar o termo usado no projeto de São Paulo.

A redação e a sequência de diversos artigos também coincidem.

"Este projeto de lei dispõe sobre a implantação do Programa Jovem Capitalista, voltado à garantia do desenvolvimento intelectual, físico, emocional, social e cultural dos alunos da rede pública municipal de ensino", diz a justificativa de ambos os textos.

Outro caso é o PL 68/2026, protocolado por Campopiano em 11 de maio de 2026. Ele prevê multas administrativas pelo consumo de maconha na presença de crianças e adolescentes e em espaços públicos.

Há passagens semelhantes às de uma proposta da Câmara Municipal de Serra (ES), assinada em 23 de janeiro de 2025 pelos vereadores Pastor Dinho (PL) e Agente Dias (Republicanos).

Um dos trechos diz que os recursos obtidos com as sanções seriam destinados a organizações "no município da Serra", em vez de Praia Grande.

Houve ainda o PL 73/2025, de 24 de junho de 2025, que previa a obrigatoriedade dos hospitais públicos de emitirem diariamente boletim médico a respeito do estado de saúde e das condições de tratamento do paciente internado.

O texto do projeto cita ao menos uma fonte obtida no ChatGPT (uma das notas de rodapé traz um link com a marcação 'utm_source=chatgpt.com', que indica que o endereço foi copiado de uma resposta do ChatGPT) e aponta, para embasar seu amparo jurídico, a lei orgânica de outra cidade: São José (possivelmente o município de Santa Catarina, mas essa informação não aparece no documento).

"A proposta do ilustre edil está amparada juridicamente pela Carta Magna, Lei Orgânica do Município de São José e Regimento Interno desta Casa Legislativa, uma vez que aborda e defende o direito fundamental à saúde, informação e os princípios da transparência e publicidade", diz o texto.

Segundo o site da Câmara de Praia Grande, nenhum desses três projetos foi aprovado.

Pastor Edinho afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o tema já era objeto de projetos em outras cidades na própria Câmara dos Deputados.

E que não foram enviados arquivos editáveis para Campopiano, mas foi realizado um contato entre os dois parlamentares que conversaram sobre o projeto.

"Não há necessidade de autorização alguma. O projeto é público e está à disposição da sociedade brasileira e de qualquer parlamentar", diz a nota.

Projetos repetem textos de aliados

Os deputados Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato.
Legenda da foto,Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) tiveram mais de 3 milhões de votos em 2026

Três dos projetos analisados pela BBC News Brasil se relacionam diretamente a políticos próximos de Eduarda Campopiano, do mesmo partido: dois têm dispositivos iguais aos de propostas do vereador e deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP); o terceiro reproduz o programa apresentado pela deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC).

As justificativas desses três documentos de Praia Grande não mencionam os projetos originais, nem atribuem os textos aos dois parlamentares.

O PL 2/2026 de Campopiano, apresentado em 4 de fevereiro, propõe sanções administrativas por maus-tratos a animais.

O texto coincide em diversos artigos com o PL 43/2026 de Pavanato, de 29 de janeiro.

Os dois documentos citam a mesma lista de condutas, como privar o animal de alimento, água ou abrigo, abandoná-lo e negligenciar assistência veterinária. Prevêem advertência, multas de R$ 2 mil a R$ 50 mil e apreensão do animal.

O projeto de Eduarda cita até mesmo, de forma equivocada, um órgão que só existe na cidade de São Paulo, não em Praia Grande, conforme confirmado à BBC News Brasil pela própria prefeitura da cidade: a Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (COSAP).

O segundo caso é o PL 63/2026, apresentado por Campopiano em 30 de abril. Ele autoriza a Guarda Civil Municipal a usar provisoriamente veículos, equipamentos e outros bens apreendidos relacionados à prática de crimes.

O texto reproduz dispositivos do PL 76/2026 de Pavanato, publicado em São Paulo em 11 de fevereiro.

Há ainda o PL 112/2026, apresentado em Praia Grande em 5 de agosto.

Ele institui o Programa Meninos Fortes, de proteção e acolhimento de estudantes do sexo masculino vítimas ou expostos à violência escolar e ao bullying.

Uma proposta de mesmo nome, da deputada Ana Campagnolo, foi assinada em 13 de julho. Já a de Eduarda Campopiano é de agosto.

Os artigos têm redação praticamente igual, com a troca da rede estadual de Santa Catarina pela rede municipal de Praia Grande.

A reportagem buscou os parlamentares para que comentassem a semelhança dos textos, mas não obteve retorno dos demais até o momento. O espaço segue aberto.

'Não dar crédito é um problema'

Para Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político e professor da FGV-EAESP, disseminar boas práticas entre municípios é desejável, mas isso deve envolver adaptações às necessidades locais e reconhecimento da origem da proposta.

"É sempre recomendável que se dissemine, que inspire, que faça as adaptações", afirma.

Segundo ele, uma iniciativa que funciona em determinado município não necessariamente terá o mesmo resultado em outro sem esses ajustes.

Teixeira não considera a reprodução sem crédito uma prática comum. Na avaliação do professor, omitir a origem significa apropriar-se indevidamente do trabalho de outra pessoa. "Não dar crédito é um problema", diz.

Em parte das justificativas, Campopiano reconhece iniciativas semelhantes de outros municípios.

A circulação de propostas entre diferentes casas legislativas não se limita aos projetos de Campopiano. A Lei de Direitos Autorais exclui da proteção ideias, procedimentos normativos e textos de leis e demais atos oficiais.

Há exemplos de bancos de textos destinados a apoiar outros mandatos: a Câmara de Sobral (CE), por exemplo, disponibiliza modelos e orienta vereadores a adaptá-los às peculiaridades de seus municípios.

Há também práticas já conhecidas de reutilizar textos entre parlamentares e até entre candidatos.

Em 2024, a Agência Lupa identificou nove propostas contra a linguagem não-binária com ementas idênticas em diferentes assembleias legislativas pelo país.

No mesmo ano, a BBC News Brasil revelou que centenas de candidatos a prefeito usavam propostas idênticas em planos de governo e, em certos casos, deixavam no texto até o nome de outra cidade.

A BBC News Brasil tentou contato com Eduarda Campopiano, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.


FONTE: BBC NEWS BRASIL/REPRODUÇÃO - 07/10/2026 12h:37