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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro insulta Globo após onda de repúdio por ataque a Nossa Senhora



                                                  foto:reprodução/- O senador Flávio Bolsonaro - Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Brazil Photo Press)/AFP


 Na reta final da corrida presidencial ganhou ares de crise generalizada no comitê de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em visível estado de perplexidade diante da repercussão negativa entre o eleitorado católico de uma apuração relacionada a um suposto ato de intolerância religiosa, o candidato à Presidência da República partiu para o ataque frontal contra a imprensa. O alvo da vez foi o Grupo Globo e, em especial, a emissora de notícias GloboNews, classificada pelo parlamentar como uma “central de disseminação de mentiras”.

A reação enfurecida e atabalhoada de Flávio nas redes sociais ocorreu após a veiculação de uma informação que trouxe à tona a suposta articulação de setores de sua base aliada para destituir Nossa Senhora Aparecida do posto oficial de Padroeira do Brasil. O tema, que provocou uma onda instantânea de repúdio por parte da sociedade civil e de lideranças religiosas, expôs a fratura grave na estratégia do bolsonarismo de instrumentalizar a fé na disputa política de 2026.

Para tentar conter o desgaste e desviar o foco da denúncia, o filho do ex-presidente divulgou um mapa digital que, segundo ele, comprovaria um “movimento criminoso e orquestrado” alinhado à oposição para desgastar sua imagem. Prometendo ações nas esferas criminal e eleitoral, Flávio vociferou contra o jornalismo profissional no mesmo momento em que tentava desvincular sua candidatura de uma pauta histórica e incômoda de seus próprios aliados.

Veja a postagem:

Raízes da proposta e a sombra do passado

A tese de rebaixar o status de Nossa Senhora Aparecida não surgiu no debate público por geração espontânea. A origem da controvérsia remonta ao Projeto de Lei apresentado na Câmara dos Deputados pelo ex-parlamentar e pastor evangélico Victório Galli. O texto buscava alterar a legislação vigente para retirar o título de “Padroeira do Brasil”, rebaixando a santa para a condição restrita de “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Embora o senador intente classificar a associação do caso à sua candidatura como propaganda adversária, as pontes entre o autor do projeto anticatólico e a espinha dorsal do bolsonarismo são institucionais e amplamente documentadas. Galli não é uma figura periférica: após perder a eleição em 2018, foi acolhido no Palácio do Planalto em 2019 com a nomeação para o cargo de assessor especial da Presidência da República sob Jair Bolsonaro (PL).

Mais do que o holofote do cargo público, os registros de bastidores escancaram a intimidade política e pessoal de Galli com a família do candidato. O ex-deputado coleciona registros fotográficos ao lado do próprio Flávio Bolsonaro e do patriarca da clã, além de imagens ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, reconhecida publicamente por sua atuação alinhada ao fundamentalismo religioso e por sua forte ascendência sobre o eleitorado neopentecostal.

Atualmente em campanha para retornar ao Congresso Nacional, Galli permanece como peça ativa na engrenagem eleitoral que sustenta o projeto presidencial de Flávio, tornando inócuo qualquer esforço retórico de distanciar o candidato das pautas defendidas por sua militância mais radical.

Cálculo eleitoral e a reação da Igreja Católica

A eclosão do escândalo ocorre em um momento delicado de rearranjo político. A insatisfação de setores expressivos do episcopado brasileiro com a retórica da extrema direita já vinha se desenhando ao longo dos últimos meses. Importantes bispos passaram a manifestar posições em defesa da soberania nacional, do meio ambiente, da proteção aos povos indígenas e do fortalecimento das instituições democráticas, pautas historicamente associadas à plataforma de Luiz Inácio Lula da Silva (PL).

Essa reaproximação de vertentes expressivas do catolicismo com o campo progressista acendeu o sinal de alerta no bolsonarismo. A resposta da base de apoio de Flávio foi a intensificação de ataques verbais à hierarquia católica, ambiente no qual propostas de esvaziamento de símbolos tradicionais, como o dogma de Aparecida, voltam a ganhar novo fôlego nos bastidores.

A situação ganhou contornos críticos quando o candidato do PL, buscando inflamar sua base radical, declarou abertamente em agenda pública que, caso seja eleito, assinará um decreto oficial declarando que “o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. A promessa de palanque, voltada a agradar setores confessionais, foi lida por juristas e lideranças religiosas como uma afronta direta ao Estado Laico garantido pela Constituição de 1988 e um aceno explícito à marginalização das demais manifestações de fé.

Perplexidade no comitê e o tiro pela culatra


Surpreendido pela velocidade com que a apuração jornalística alcançou a opinião pública, Flávio Bolsonaro gravou um vídeo durante o cumprimento de agendas no estado de Minas Gerais. Notavelmente alterado, o candidato buscou se vitimizar, afirmando que a denúncia se tratava de uma “invenção” desprovida de fundamento.

No entanto, o tom agressivo utilizado contra a imprensa e a recusa em condenar categoricamente o histórico de seus aliados mais próximos em relação ao tema apenas aprofundaram a crise. O uso da expressão “central de disseminação de mentiras” contra o jornalismo da Globo evoca a conhecida tática de confrontação direta com os veículos de comunicação sempre que denúncias de alto impacto atingem o clã.

A tentativa de sufocar o debate por meio de ameaças de processos judiciais e acusações de conluio político demonstra a perplexidade de uma campanha que perdeu o controle da narrativa no terreno moral e religioso, justamente onde julgava deter o monopólio. Ao tentar minimizar o projeto de rebaixamento da Padroeira como mero boato, Flávio tropeça no passado de seus próprios assessores e deixa transparecer o receio real do impacto que o episódio terá nas urnas.

Fonte:Revista Fórum - 25/09/2026 18h:35

Salvador vai celebrar o Dia Internacional da Música no próximo dia 01/10


                                                  foto:Osmar Marrom/reprodução



Coloque na agenda: no dia 1º de outubro, Salvador vai celebrar o Dia Internacional da Música, com o projeto Música Ocupa a Cidade – Salvador Vibra em Cada Canto, uma grande ação cultural que espalha apresentações musicais por espaços públicos e locais de circulação da população, aproximando artistas e público e reafirmando a música como uma das maiores expressões da identidade soteropolitana.

 

A proposta é transformar Salvador em um grande palco, levando diferentes sonoridades para praças, estações, bairros, pontos turísticos e espaços de convivência. Ao longo do dia, apresentações acontecem em regiões como Barra, Centro Histórico, Campo da Pólvora, Lapa, Ribeira, Itapuã, Periperi, Liberdade, Cajazeiras, Pirajá, Rio Vermelho, Santo Antônio, entre outras.

 



Instituído pela UNESCO, o Dia Internacional da Música é celebrado como uma oportunidade de reconhecer a força universal da música como linguagem capaz de atravessar gerações, territórios, classes sociais, raças e credos. Em Salvador, cidade profundamente marcada por sua diversidade sonora, a data ganha uma dimensão especial: a música sai dos palcos tradicionais e ocupa a cidade.

 

SERVIÇO


Dia Internacional da Música – Música Ocupa a Cidade – Salvador Vibra em Cada Canto

Data: 1º de outubro de 2026

8h: BRT 1 Av. ACM – HESebones; Praça Municipal, em frente ao Elevador – Quarteto de Flautas da Bahia; Campo da Pólvora, próximo à entrada do metrô – 3 por 1; Estação da Lapa – Mário Soares; Teatro Castro Alves – Alexandre Vieira; Farol da Barra – Quinteto da Bahia; Praça da Piedade – DuoArte.

12h: Shopping Barra – Trio Alcateia; Mercado Modelo, em frente, lado Elevador Lacerda – Nilton Azevedo Choro 4teto.

17h: 2 de Julho, próximo ao Bar do Líder – Lucas Declie; Ribeira, Sorveteria da Ribeira – Ana Luz; Itapuã, em frente à igreja – Groove Tambor; Periperi, Praça da Revolução – Jorginho Barbosa & Encontro dos Artistas; Liberdade, em frente ao Plano Inclinado – Marculino e Seus Beleza(s); Estação Pirajá – BR 44; Cajazeiras X, na praça – GIBI; Glauber Rocha, em frente ao cinema – Tais Nader.

18h: Santo Antônio, Cruz do Pascoal – Neila Kadhí; Rio Vermelho, Largo de Dinha – Jam Delas; Cruzeiro de São Francisco, palco dos restaurantes – Renata Bastos.

20h: Forte de Santa Maria, Porto da Barra – Luciano Calazans e Bando do Maestro.

Realização: Prefeitura de Salvador, através da Saltur.
Idealização e curadoria: Luciano Calazans.

Fonte:BN -25/09/2026

SP: Tenente da Marinha é achada morta em alojamento militar dentro da USP




 Uma engenheira da Marinha foi encontrada morta dentro da Universidade de São Paulo, na zona oeste da capital paulista, na tarde de ontem. Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL desta sexta-feira (25):


https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/25/morte-de-militar-marinha-usp.ghtm

Economia: Pobreza na Argentina de Milei atinge quase 32,3% da população; a maioria é criança


                                                              Tomas Cuesta/Getty Images
                                                  


O índice de pobreza subiu no primeiro semestre da Argentina e atingiu 32,3% da população, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) nessa quinta-feira (24/9).

O número no fim do ano passado era de 28,2%, ou seja, a pobreza subiu quatro pontos percentuais nos primeiros seis meses do ano, interrompendo uma tendência de queda do governo de Javier Milei.

Há um total de 15,4 milhões de pessoas vivendo em situação de pobreza na Argentina, segundo a consultoria econômica ExQuanti. O número no fim de 2025 era de 13,4 milhões de pessoas.

Números recentes do índice de pobreza na Argentina, segundo a Pesquisa Permanente de Domicílios (PPD) do censo argentino:

  • 2° semestre de 2024: 38,1%.
  • 1° semestre de 2025: 31,6%.
  • 2° semestre de 2025: 28,2%.
  • 1° semestre de 2026: 32,3%.

O censo revelou que a atividade econômica argentina teve um recuo de 2,9% no mês de julho, o pior desde a pandemia da covid-19.

Crianças são as mais afetadas


Dados do Indec revelam que o percentual de crianças (até 14 anos) em situação de pobreza subiu, passando de 41,3% para 44,5% no 1° semestre. A pobreza extrema também avançou, de 6,3% no final de 2025 para 7,5%.

O percentual significa que 4,1 milhões de crianças estão vivendo em situação de pobreza. O governo de Javier Milei trata como um “fenômeno temporário”, segundo o jornal argentino La Nacion.

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, defendeu o governo de Milei em publicação no X, destacando a queda da pobreza em anos anteriores.

“Embora as taxas de pobreza e de indigência tenham aumentado 4,1 p.p. [pontos percentuais] e 1,2 p.p. em relação ao semestre anterior, ambas as taxas registraram uma forte queda em relação ao primeiro semestre de 2024. Em comparação com esse período, a taxa de pobreza reduziu-se de 52,9% para 32,3%, enquanto a de indigência caiu de 18,1% para 7,5%”, alegou no X.


FONTE: Pedro Areal/Metrópoles

Polêmica Nossa Senhora Aparecida: Vice-presidente Alckmin promete proteção às tradições religiosas enquanto estiver no governo com Lula


                                                                    foto:Júlio César Silva/MDIC
                                             



 O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se manifestou, nesta sexta-feira (25/9), sobre a polêmica envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e uma suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio negou que exista projeto ou ideia sobre isso.

Alckmin afirmou que, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estiver à frente do governo federal, as tradições religiosas “estarão protegidas e preservadas”.

“Tenho recebido mensagens de católicos preocupados com os rumos do país e com as notícias lamentáveis que estão circulando desde o dia de ontem. Preciso esclarecer que enquanto o presidente Lula e eu estivermos governando esse país, as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas”, declarou em publicação nas redes sociais.

O vice-presidente afirmou ainda que o Brasil é “um país que tem respeito por todas as religiões e capaz de conservar pacificamente as tradições católicas”.

Nessa quinta-feira (24/9), começou a circular nas redes sociais a informação de que Flávio Bolsonaro teria a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. 

Segundo as publicações, setores evangélicos ligados ao senador estariam articulando um projeto de lei para oficializar a mudança.

A alegação, porém, não encontra respaldo em um projeto atualmente em tramitação. A informação foi negada por Flávio, que afirmou não existir proposta com esse objetivo.

Junto com a alegação, também passou a viralizar uma declaração de Flávio, que é evangélico, feita há cerca de um mês. Nela, ele afirmou que, caso eleito, um dos seus primeiros atos será “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

O presidenciável reagiu ao assunto ainda na quinta-feira. Em um vídeo gravado durante agenda em Minas Gerais, ele negou que apoie qualquer mudança envolvendo a Padroeira do Brasil. “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir”, acusou.

De fato, já tramitou no Congresso Nacional um projeto de lei com teor semelhante. O texto, porém, é de 2007 e foi apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli, à época filiado ao PMDB de Mato Grosso.


Fonte: METRÓPOLES - 25/09/2026

Aliado de Flávio Bolsonaro chamou arcebispo de Aparecida de “vagabundo”: “CNBB é câncer que precisa ser extirpado”; vídeo


                                              
  foto:Frederico D'Ávila com Flávio Bolsonaro e Dom Orlando Brandes em Aparecida (Divulgação Frederico Dávila / Thiago Leon A12)



Arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes virou alvo de apoiadores de Flávio Bolsonaro após pedir, em celebração no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida no dia 7 de Setembro, que os católicos votem em quem defende a “nossa soberania”. A declaração foi, automaticamente, entendida pelos bolsonaristas como uma sinalização de voto em Lula, já que o senador defende a submissão aos interesses dos EUA e de Donald Trump.

Essa, no entanto, não foi a primeira vez que o arcebispo virou alvo de aliados do clã Bolsonaro. Em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 14 de outubro, o então deputado estadual do PSL Frederico D’Ávila chamou Dom Orlando de “vagabundo, safado” e ” afirmou que a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, é um “câncer” que “precisa ser extirpado do Brasil”.

D’Ávila, que atualmente é o primeiro suplente na candidatura do ex-ministro de Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) ao Senado, proferiu os ataques após Dom Orlando, em homilia no Dia Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro, afirmar que “para ser pátria amada não pode ser pátria armada”.

“Para ser pátria amada, seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”, disse o arcebispo.

“Mãe Aparecida, muito obrigado porque na pandemia a senhora foi consoladora, conselheira, mestra, companheira e guia do povo brasileiro que hoje te agradece de coração porque vacina sim, ciência sim e Nossa Senhora”, emendou o religioso, diante das mais de 600 mil mortes registradas pela pandemia da Covid-19 à época.

A homilia aconteceu após Jair Bolsonaro (PL) ser vaiado e chamado de “genocida” ao chegar para participar da cerimônia. Na ocasião, o ex-presidente apareceu de máscara de proteção facial, comungou e tirou foto com Dom Orlando antes de ir embora.

Dois dias depois, na Tribuna da Alesp, o deputado bolsonarista atacou o arcebispo de Aparecida ferozmente e defendeu o fim da CNBB, elogiando movimentos ultraconservadores católicos, como a Opus Dei.

“Quero complementar aqui, falar pro arcebispo Dom Orlando Brandes, seu vagabundo, safado, safado da CNBB, dando recadinho pro presidente pra população brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria armada é a pátria que não se submete a essa gentália, seu safado. E a sua CNBB, propaladora da teologia da libertação, você se esconde atrás da sua batina pra fazer proselitismo político, pra converter as pessoas de bem a na sua ideologia”, disparou D’Ávila.

Em seguida, o deputado bolsonarista mirou a congregação dos bispos, que voltou a defender recentemente que os católicos votem pela democracia, soberania e em defesa dos mais pobres.

“Seus pedófilos, safados. A CNBB é um câncer, um câncer que precisa ser extirpado do Brasil”, afirmou.

“E quero abraçar aqui a Opus Dei, a Arautos do Evangelho, que esses sim cuidam das pessoas e são perseguidos por gente nojenta como você, Dom Orlando Brandes e sua CNBB imunda. Canalhas, canalhas”, emendou.

A Fórum consultou os arquivos da Alesp nesta sexta-feira (25) e constatou que o vídeo com o discurso foi censurado. As notas taquigráficas também aparecem com sinais de censura aos ataques do deputado bolsonarista a dom Orlando Brandes.

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Assista ao vídeo

“Lamentável espetáculo”

Após a repercussão dos ataques, a CNBB classificou as falas como “lamentável espetáculo”.

“Ao longo de toda a sua história de 69 anos, celebrada no dia em que ocorreu este deplorável fato, a CNBB jamais se acovardou diante das mais difíceis situações, sempre cumpriu sua missão merecedora de respeito pela relevância religiosa, moral e social na sociedade brasileira. Também jamais compactuou com atitudes violentas de quem quer que seja. Nunca se deixou intimidar”, disse a congregação em carta.

“Agora, diante de um discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo bem da democracia brasileira, a CNBB, mais uma vez, levanta sua voz”, emendou.

Após a Alesp repudiar as falas, o deputado bolsonarista emitiu carta aberta se desculpando e dizendo que “meu pronunciamento, que admito ter sido inapropriado e exagerado pelo calor do momento, se deu em resposta a alguns líderes religiosos que ultrapassam os limites da propagação da fé e da espiritualidade para fazer proselitismo político”.


Fonte: REVISTA FÓRUM/REPRODUÇÃO - 25/09/2026

Autor do projeto para retirar título de padroeira do Brasil foi assessor especial de Bolsonaro na presidência


                                                foto:reprodução



A polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o título de Padroeira do Brasil trouxe novamente ao centro do debate eleitoral o ex-deputado federal Victório Galli Filho, autor do projeto de lei que propôs alterar a denominação oficial da santa católica e que, após se aproximar do bolsonarismo, foi nomeado assessor especial da Presidência da República por Jair Bolsonaro em 2019.

O tema voltou ao radar após a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionar nesta quinta-feira (14) a existência de uma reação de setores da Igreja Católica a uma suposta movimentação de grupos evangélicos para retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira nacional.

A discussão ganhou repercussão porque Galli, que hoje disputa novamente uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Progressistas (PP) em Mato Grosso e apoia a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), é o autor da proposta que, em 2007, previa substituir o título de “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

A associação com Flávio também ocorre após uma declaração dada pelo senador durante a pré-campanha, quando afirmou que, caso fosse eleito presidente, decretaria que o Brasil “pertence a Jesus Cristo” — declaração que dialoga com os interesses do eleitorado evangélico.

Flávio nega que tenha qualquer intenção de alterar o título de Nossa Senhora Aparecida. Após a circulação de conteúdos associando seu nome ao tema, o candidato foi às redes sociais e afirmou que a informação era falsa.

“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou.

O episódio, porém, recolocou em debate a trajetória política de Victório Galli, sua ligação com o campo bolsonarista e a relação entre religião e política na disputa eleitoral de 2026.

O projeto que propunha “rebaixar” Nossa Senhora Aparecida

O projeto de lei que está no centro da controvérsia foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli Filho (MT).

A proposta previa modificar a denominação oficial de Nossa Senhora Aparecida, retirando a expressão “Padroeira do Brasil” e substituindo-a por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Na justificativa do texto, Galli argumentava que a mudança evitaria que o Estado brasileiro conferisse privilégio institucional a uma determinada religião.

A proposta não avançou na Câmara dos Deputados e acabou arquivada em 2008.

Embora o projeto não tenha sido apresentado por Flávio Bolsonaro, ele voltou ao debate durante a atual disputa eleitoral em razão da proximidade política entre o ex-deputado e a família Bolsonaro, além das declarações do senador sobre sua relação com a fé cristã e o papel da religião na vida pública.

De autor do projeto a aliado próximo do clã Bolsonaro

Pastor evangélico e integrante da bancada evangélica durante sua passagem pelo Congresso, Victório Galli construiu sua trajetória política associada a pautas conservadoras ligadas à religião.

A aproximação com Jair Bolsonaro se consolidou ao longo dos anos. Em 2018, Galli disputou a reeleição para deputado federal pelo PSL, partido pelo qual Bolsonaro concorreu à presidência naquele ano. Durante a campanha, declarou apoio ao então candidato e passou a atuar próximo do grupo político que chegaria ao Palácio do Planalto.

Após a vitória de Bolsonaro, Galli foi nomeado, em fevereiro de 2019, assessor especial da Presidência da República, passando a integrar a estrutura do governo federal.

A relação com a família Bolsonaro também aparece em registros públicos. Fotografias divulgadas em redes sociais mostram Galli ao lado de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em diferentes momentos.

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Victório Galli Filho e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Em uma das imagens, o ex-deputado aparece ao lado de Flávio Bolsonaro em uma agenda política.

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Victório Galli Filho e Flavio Bolsonaro durante agenda de campanha em Sinop (MT) (Foto: Divulgação)

Há também registros de encontros com Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, reforçando a proximidade entre Galli e o núcleo político da família.

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Victório Galli Filho e Michelle Bolsonaro (Foto: Divulgação)

A ligação com o bolsonarismo também ocorreu no campo religioso. Em 2022, Galli colocou Jair Bolsonaro em uma chamada de vídeo durante a 35ª Convenção da Igreja Assembleia de Deus (SETA), em Redenção (PA), em uma agenda voltada a lideranças religiosas.

Na ocasião, Bolsonaro fez uma manifestação direcionada ao público evangélico, abordando temas políticos e eleitorais.

Assista: 

Atualmente, Galli tenta retornar à Câmara dos Deputados pelo PP em Mato Grosso e mantém apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Religião volta ao centro da disputa eleitoral


A retomada do debate sobre Nossa Senhora Aparecida acontece em uma semana marcada por manifestações de setores da Igreja Católica brasileira sobre participação política, democracia, soberania nacional e defesa dos mais pobres.

O arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes, ganhou repercussão após afirmar, durante uma celebração na Basílica Nacional, que nenhum poder estrangeiro deve interferir nos rumos do Brasil e defender que os fiéis escolham seus representantes pensando no bem comum.

Também foram divulgadas orientações de dioceses e bispos sobre critérios para o voto, com destaque para temas como justiça social, proteção ambiental e compromisso com os vulneráveis.

As manifestações foram interpretadas por setores ligados ao bolsonarismo como uma aproximação com a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente porque temas como soberania nacional e defesa dos pobres fazem parte do discurso da campanha petista.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no entanto, afirma que não declara apoio a candidatos ou partidos. O presidente da entidade, Dom Jaime Spengler, criticou a mistura entre religião e política e afirmou que a Igreja deve orientar os fiéis sem assumir posição partidária.

No centro dessa disputa está uma questão que ultrapassa o antigo projeto de lei: o papel da religião na política brasileira e os diferentes projetos de país que disputam espaço nas eleições de 2026.


Fonte: REVISTA FÓRUM/REPRODUÇÃO  -25/09/2026 12h:10

Lula participa de jantar com grandes empresários e banqueiros em São Paulo nesta sexta-feira (25)


                                           foto:reprodução




247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (25) de um jantar com grandes empresários e representantes do setor financeiro em São Paulo. O encontro está previsto para começar às 19h, em um hotel nas proximidades da Avenida Paulista.

Uma das listas de convidados reúne 154 nomes, mas o número de participantes pode ser maior. A relação ampliada pode chegar a 200 convidados, abrangendo representantes dos setores bancário, tecnológico, de mineração, saúde, construção civil, agronegócio, indústria e serviços.

Entre os nomes de maior destaque do mercado financeiro estão André Esteves, do BTG Pactual, Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco, e Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco.

Também aparecem entre os convidados Gustavo Pimenta, presidente da Vale; Isaac Sidney, presidente da Febraban; Cleber Moraes, da Amazon; Ricardo Diniz, do Bank of America Merrill Lynch; Milena Leal, do Google Cloud; Fábio Santana, da Claro Brasil; Henry Hadid, da Vibra Energia; André Passos Cordeiro, da Abiquim; e Raul Cutait, do Hospital Sírio-Libanês.

Diálogo com o setor produtivo

O jantar coloca Lula em contato direto com representantes de alguns dos principais grupos empresariais e financeiros do País em um momento de intensa movimentação política e econômica.

Também estão previstos integrantes do primeiro escalão do governo e dirigentes de instituições públicas, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as presidentas do Banco do Brasil e da Petrobras, Tarciana Medeiros e Magda Chambriard, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, além de ministros e outras autoridades.

O evento está sendo organizado pelo Esfera Brasil e Grupo Prerrogativas.

O encontro oferece espaço para discussões sobre o cenário econômico, investimentos, geração de empregos e perspectivas para o País, além de ampliar a interlocução direta de Lula com representantes do setor produtivo e do mercado financeiro.

A dimensão e a diversidade da lista de convidados reforçam o peso político e econômico do jantar, que deve reunir alguns dos principais nomes do empresariado brasileiro às vésperas da reta final da campanha eleitoral.

Fonte:BRASIL 247 -25/09/2026