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sábado, 17 de outubro de 2026

ELEIÇÕES 2026: TSE MUDA LOCAIS DE VOTAÇÃO DE 312 SEÇÕES NA BAHIA

                                                   foto:reprodução/TSE



Em virtude da alteração de mais de 4.352 seções eleitorais neste 2º turno, sendo 312 somente em território baiano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alerta os eleitores para que confiram com antecedência se a sua seção está entre as que mudaram de endereço. 

 

A consulta pode ser feita no aplicativo e-título ou no portal do TSE, no menu “autoatendimento eleitoral”.  De acordo com o TSE, as mudanças ocorreram por motivos práticos, como reforma de última hora em locais de votação e melhoria de acessibilidade em algumas seções. 


Houve também casos em que o local de votação sofreu danos por causa das fortes chuvas e ventos. 

 

Também foram afetados os estados de São Paulo (982 seções), Minas Gerais (514) e Rio de Janeiro (431). 

 

Segundo dados do TSE, no 1º turno das eleições, 1.904 urnas foram substituídas, o que corresponde a 0,35% das urnas. Em nenhum local foi necessário fazer votação manual. 

 

O 2º turno das eleições ocorre no próximo dia 25, das 8h às 17h. 



Fonte: BN  c/adaptações 17/10/2026


Em Miami: Alexandre Ramagem ficou três meses em apartamento de condenado por garimpo ilegal


                                                                foto:Wikipédia



Mensagens do celular de Priscila Freitas de Melo, então mulher do empresário Rodrigo Martins de Mello, o Rodrigo Cataratas, mostram como a família recebeu Alexandre Ramagem na Flórida. A reportagem é da Agência Pública, com apoio do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).


Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), saiu do Brasil por Bonfim (RR) rumo a Lethem, na Guiana, em 9 de setembro de 2025. Estava proibido de deixar o país desde junho. Dois dias depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos pela trama golpista.

Em Miami, passou três meses no Sole Mia, condomínio de luxo onde Cataratas tem um apartamento. Em 15 de setembro, o filho, Celso Rodrigo de Mello, escreveu: "Fiz o contrato aqui também para ele levar como se tivesse alugado o quarto". Segundo a Polícia Federal (PF), era para Ramagem tirar a carteira de motorista.

Cataratas foi condenado em fevereiro a 16 anos e 7 meses por liderar o garimpo ilegal de ouro e cassiterita na Terra Indígena Yanomami. Celso, a 8 anos. Os dois recorrem em liberdade.

Ramagem disse que só conheceu Celso nos Estados Unidos. A PF diz que foi o pai quem tirou uma foto dele na Guiana, na véspera do voo. A Pública não conseguiu ouvir Ramagem, Cataratas nem Celso.

Fonte: Agência Pública, 29/09/2026/
epoderafrikano/instagram - 17/10/2026

Amigo de Flávio Bolsonaro recebia votos do STJ e pareceres do MPF vazados, diz PF


                              foto:reprodução



247 – O advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) por suspeitas de receber antecipadamente minutas de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pareceres do Ministério Público Federal (MPF). Segundo os investigadores, as informações sigilosas permitiam ao escritório conhecer resultados de julgamentos antes de sua divulgação e adaptar estratégias processuais conforme os interesses de seus clientes.

Segundo a coluna da jornalista Natália Portinari, do UOL, com base em informações da investigação da PF. Um dos principais suspeitos de fornecer os documentos é o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares, que também mantém ligações com Flávio Bolsonaro. Ele é investigado por supostamente antecipar informações reservadas e ajustar o conteúdo de manifestações do MPF em articulação com o advogado.

Soares ocupou o cargo de subprocurador-geral da República, uma das posições mais elevadas da carreira do Ministério Público Federal. Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), e chegou a ser considerado para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão de sua proximidade com Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. O procurador se aposentou em março de 2026.

De acordo com a reportagem, a PF identificou indícios de que o escritório de Tomaz recebia informações sobre o resultado de processos antes da publicação das decisões. Com esse conhecimento, os advogados poderiam alterar sua atuação, inclusive desistindo de recursos que teriam resultados desfavoráveis.

A investigação também aponta a possível participação de outros interlocutores no fornecimento de documentos, entre eles um funcionário da área de informática do próprio STJ.

O tribunal informou ao UOL que instaurou uma investigação sobre o episódio. A reportagem não conseguiu localizar Antônio Carlos Simões Soares para comentar as suspeitas e manteve o espaço aberto para manifestações.

PF identifica acesso antecipado a decisão sobre disputa de R$ 176 milhões

Um dos episódios examinados pela Polícia Federal envolve uma disputa judicial relacionada a um terreno em Brasília, onde funcionava a antiga Academia de Tênis.

O processo envolve as construtoras Attos Empreendimentos Imobiliários e HC Incorporadora, representadas por Willer Tomaz, e uma família de herdeiros que reivindica R$ 176,4 milhões.

Segundo a investigação, o escritório recebeu, em 16 de setembro de 2026, a minuta de um acórdão do STJ que somente seria assinado dois dias depois, em 18 de setembro.

Na decisão, o tribunal reconheceu que os herdeiros tinham valores a receber das empresas. Antes do julgamento, as construtoras haviam desistido de um recurso que já estava incluído na pauta.

A Polícia Federal apura se o acesso antecipado ao conteúdo da decisão influenciou a estratégia processual adotada pelas empresas.

Desistência de recursos de Weverton Rocha também é investigada

Outro caso mencionado pela PF envolve o senador Weverton Rocha (PDT-MA), cliente de Willer Tomaz, em uma ação por danos morais contra a Editora Abril, responsável pela publicação da revista Veja.

O recurso estava previsto para julgamento na Quarta Turma do STJ em setembro de 2025.

Na noite anterior à sessão, tanto Weverton quanto a editora apresentaram pedidos de desistência de seus recursos.

Conforme a investigação, o escritório de Tomaz já teria conhecimento do resultado esperado para o julgamento quando a desistência foi formalizada.

A PF examina a possível relação entre o acesso a informações reservadas e a decisão de não prosseguir com os recursos.

Outros processos sob suspeita incluem a disputa entre J&F e Paper pela Eldorado Celulose, questões relacionadas ao espólio de Cid Ferreira, fundador do extinto Banco Santos, e um caso envolvendo a Difusora Comunicação, empresa pertencente ao próprio advogado.

Procurador aposentado é suspeito de atuar em sete casos

A Polícia Federal identificou sete episódios nos quais Antônio Carlos Simões Soares teria antecipado informações e influenciado o conteúdo de pareceres do Ministério Público Federal para atender a interesses de Willer Tomaz.

As suspeitas envolvem não apenas o compartilhamento de documentos antes de sua divulgação oficial, mas também a possível interferência na elaboração de manifestações institucionais do MPF.

O material reunido pelos investigadores foi encaminhado ao Ministério Público Federal para avaliação da competência judicial responsável pelo caso.

A definição depende da situação funcional de Soares. Enquanto ocupava o cargo de subprocurador-geral da República, eventual investigação contra ele poderia tramitar no STJ, em razão das regras de foro por prerrogativa de função.

Com sua aposentadoria, em março deste ano, o entendimento atualmente considerado é o de que a apuração deverá seguir para a primeira instância.

Relação com Flávio Bolsonaro e investigação sobre desvios do INSS

Willer Tomaz também aparece em outra frente de investigação da Polícia Federal, relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente de desvios de recursos de aposentadorias.

O advogado foi alvo de uma operação de busca e apreensão em agosto de 2026. Os investigadores apuram a suspeita de que recursos desviados tenham sido lavados em benefício do senador Weverton Rocha, que também é investigado.

A relação de Tomaz com Flávio Bolsonaro já havia sido objeto de revelações anteriores do UOL.

Segundo a investigação da PF, o advogado e o senador figuravam como beneficiários de uma mesma conta bancária no Santander. A reportagem também informou que Tomaz custeou viagens de Flávio à Europa.

Advogado nega irregularidades e interferência no MPF

Procurado pela reportagem, Willer Tomaz rejeitou as suspeitas levantadas pela Polícia Federal.

Em nota, o advogado afirmou que “nega categoricamente ter obtido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou pareceres sigilosos, assim como ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações do Ministério Público Federal”.

A defesa também sustentou que sua atuação sempre ocorreu dentro das normas legais e das prerrogativas asseguradas à advocacia.

“Sua atuação profissional sempre observou a legislação e as prerrogativas profissionais da advocacia, pelos meios institucionais e processuais legítimos. As insinuações divulgadas são infundadas, distorcem o exercício regular da atividade profissional e configuram desinformação”, declarou.


fonte: BRASIL 247 -17/10/2026


No JN: Flávio Bolsonaro mentiu ou distorceu em 17 respostas e se referiu a Lula 45 vezes na sabatina

                                                  foto:reprodução


Flávio Bolsonaro (PL) recorreu a informações falsas, distorceu dados e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 45 vezes durante a entrevista concedida à jornalista Renata Lo Prete, na TV Globo, nesta sexta-feira (16), a pouco mais de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais.

Em aproximadamente 43 minutos de entrevista, o candidato bolsonarista fez 28 menções nominais a Lula e outras 17 referências indiretas ao adversário, como “meu concorrente” e “atual governo”, segundo levantamento do Fórum Investiga, núcleo de jornalismo investigativo da Fórum. Na prática, Flávio mencionou o presidente ou fez referência a ele, em média, uma vez a cada 57 segundos.

O expediente veio acompanhado de uma série de declarações que não resistiram à confrontação com dados oficiais.

Levantamento realizado pelo Ranking dos Políticos, confirmado pela Fórum e outros institutos de checagem, identificou cinco afirmações falsas e outras 12 imprecisas entre 26 declarações verificadas durante a sabatina. Juntas, representam 65,4% da amostra analisada pela organização.

As checagens mostram que Flávio mentiu sobre segurança pública, Polícia Federal, exploração de petróleo e integrantes do PT, além de distorcer números relativos às contas das estatais, ao Bolsa Família, aos ministérios e à política de segurança.

O candidato também foi pressionado por Renata Lo Prete a explicar suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o financiamento do filme Dark Horse, sobre seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Nervoso, ele tentou deslocar o assunto para outros temas e a relação com Vorcaro ficou sem resposta.

Cinco afirmações falsas: da Polícia Federal à criminalidade

Entre as cinco mentiras ditas está a tentativa de Flávio de atribuir a substituição de um superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, em 2019, a supostos resultados insatisfatórios. A própria PF negou que a mudança tivesse relação com o desempenho do dirigente.

Na ocasião, Renata Lo Prete confrontou o senador, dizendo que a interferência na corporação levou até mesmo à demissão de Sergio Moro, então ministro da Justiça, que rompeu com o clã Bolsonaro e só retornou ao grupo político nas eleições de 2022. Flávio gracejou e desconversou dizendo que o ex-juiz da Lava Jato, eleito governador do Paraná pelo PL, voltou a ser aliado.

O candidato também afirmou que o governo Lula seria recordista em criminalidade, embora os dados sobre mortes violentas intencionais apontem que a taxa registrada em 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012.

Outra declaração falsa envolveu a visita do então ministro da Justiça Flávio Dino ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro sustentou que Dino teria entrado na comunidade sem segurança policial, versão contrariada pela Polícia Federal, que confirmou ter realizado a segurança do ministro.

Na área ambiental, o senador afirmou que Lula não havia conseguido iniciar a exploração de petróleo na Margem Equatorial. A declaração desconsiderou a licença concedida pelo Ibama em outubro de 2025 e o início da perfuração exploratória pela Petrobras.

Flávio também confundiu nomes e funções de integrantes do PT ao atribuir a Cândido Vaccarezza a responsabilidade pelo Instituto Lula, cuja direção é exercida por Paulo Okamotto.

Master e Dark Horse: prestação de contas sob questionamento

Um dos momentos mais delicados da entrevista ocorreu quando Renata Lo Prete questionou Flávio sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro que recebeu recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A jornalista lembrou que o senador teria solicitado aproximadamente R$ 134 milhões ao dono do Banco Master, dos quais cerca de R$ 70 milhões teriam sido repassados.

Flávio defendeu o financiamento como uma operação privada, afirmou que não havia contrapartidas e sustentou que o contrato não havia sido integralmente cumprido. Também disse que a produtora já havia prestado contas dos recursos.

“Mas já vieram a público. A produtora do filme aqui no Brasil, ela prestou conta de tudo, não tinha um centavo da produtora que não tivesse autorização do fundo. Vamos separar as coisas e é muito importante a sua pergunta e mais uma vez: eu vou esclarecer quantas vezes forem necessárias. Eu estou falando de um pedido de um patrocínio privado para um filme privado sem nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”, disse, demonstrando nervosismo.

A informação é mentirosa e foi distorcida pois até agora não houve uma prestação pública de contas capaz de comprovar a afirmação.

Do Bolsa Família às estatais: as 12 distorções

Além das cinco afirmações falsas, outras 12 declarações foram distorcidas pelo senador, envolvendo principalmente dados econômicos, administrativos e de segurança pública.

Uma delas diz respeito ao resultado financeiro das empresas estatais. Flávio apresentou um déficit de R$ 36 bilhões atribuído ao governo Lula, enquanto a checagem do UOL apontou R$ 23,81 bilhões de déficit primário no período considerado. O candidato também se esqueceu de dizer que o ex-governo do pai inflava dados das estatais com dinheiro arrecadado na série de privatizações levadas a cabo.

O candidato também reivindicou para Jair Bolsonaro o aumento do Bolsa Família para R$ 600, sem esclarecer adequadamente que a ampliação de 2022 teve caráter temporário, em razão da pandemia, e foi viabilizada por emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional.

Na estrutura administrativa, afirmou que o governo Lula possui 39 ministérios, quando a checagem contabilizou 38. Em outra resposta, sustentou que Lula havia substituído todos os 27 superintendentes da Polícia Federal, sem considerar que as mudanças ocorreram em momentos distintos.

Flávio também relacionou a queda dos homicídios em 2019 à política armamentista de Jair Bolsonaro, sem apresentar evidências que demonstrassem uma relação direta de causa e efeito.

A lista de imprecisões inclui ainda afirmações sobre o Porto de Santos e o tráfico internacional de cocaína, queimadas, imóveis da União, inelegibilidade de parentes de políticos, a faixa azul para motociclistas em São Paulo e valores relacionados a contratos envolvendo Luciano Huck e o Banco Master.

Renata cobra respostas sobre golpe e ajuste fiscal

Além das declarações falsas e distorcidas, a entrevista foi marcada por momentos em que Renata Lo Prete precisou insistir para que Flávio respondesse às perguntas, enquanto o candidato frequentemente deslocava as respostas para assuntos de seu interesse.

Um dos episódios ocorreu quando foi questionado sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022. Na resposta, Flávio passou a falar dos motoboys de São Paulo, afastando-se do tema apresentado pela entrevistadora.

O candidato também não apresentou cálculo que permitisse verificar como pretende executar o ajuste fiscal anunciado durante a campanha. Flávio prometeu reduzir despesas, extinguir ministérios e cortar cargos comissionados, mas não detalhou a economia correspondente a cada medida nem demonstrou como as propostas seriam compatíveis com a preservação dos programas sociais.

Lula, Lula e Lula: 45 referências em 43 minutos

Enquanto evitava detalhar pontos de suas propostas, Flávio Bolsonaro manteve o adversário no centro da entrevista. De acordo com o levantamento, o senador citou nominalmente Lula 28 vezes e fez outras 17 referências indiretas ao presidente.

Foram 45 referências ao adversário ao longo de aproximadamente 43 minutos de vídeo — praticamente uma por minuto. O número inclui menções diretas e expressões que, segundo o levantamento, se referiam ao presidente, como “meu concorrente” e “atual governo”.

A insistência em mencionar Lula atravessou respostas sobre economia, segurança pública, políticas sociais e a própria trajetória de Jair Bolsonaro.

Infografico Flavio Bolsonaro em 17 respostas

FONTE: REVISTA FÓRUM -17/10/2026

Alvo de polêmica, Meta é a empresa que mais arrecadou na eleição do Brasil

Alvo de acusações do PT, de pesquisadores e de entidades civis de favorecer a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), a Facebook Serviços Online do Brasil, da Meta, dona também do Instagram e do WhatsApp, é a empresa que mais recebeu dinheiro de campanhas nas eleições brasileiras deste ano.
 

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), do início da campanha, em agosto, até a quarta-feira (14), a empresa havia recebido R$ 282,4 milhões das contas das candidaturas.
 

O valor pode ser ainda maior. A segunda colocada, a DLocal, uma empresa de pagamentos, recebeu outros R$ 99 milhões para impulsionamento de conteúdo, que também é feito nas redes sociais da Meta. A terceira, com R$ 31 milhões, é a Delta3 Comunicação, empresa de Raul Rabelo, que trabalha para Lula (PT) e é sócio do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
 

Flávio, que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula, lidera os repasses ao Facebook. Ele declarou 13 pagamentos à empresa, entre 8 e 30 de setembro, que somaram R$ 7,5 milhões. Lula vem em segundo, com R$ 2,6 milhões. As despesas ainda são parciais.
 

O impulsionamento é o serviço pelo qual a Meta cobra dos candidatos para exibir suas publicações a mais usuários das redes sociais. Os candidatos podem direcionar essas mensagens a públicos específicos, e a empresa mantém uma página, a Biblioteca de Anúncios, com algumas informações sobre os impulsionamentos, mas sem dados exatos.
 

Flávio, por exemplo, pagou "entre R$ 60 mil e R$ 70 mil", segundo a Biblioteca de Anúncios, para impulsionar um vídeo em que o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pede votos para ele e o elogia, no domingo (11). A mensagem continua a ser impulsionada.
 

A página informa que 26% do público que viu a propaganda eram homens de 25 a 44 anos, faixa em que o senador concentra parte relevante de seu eleitorado, mas que 11% eram mulheres acima de 65 anos, segmento em que, segundo o Datafolha, Lula vai melhor.
 

Já o petista pagou "entre R$ 15 mil e R$ 20 mil" para impulsionar, nesta semana, um vídeo em que compara imagens de uma criança com uma arma na mão comemorando a vitória de Flávio no primeiro turno — caso que repercutiu nas redes sociais — com imagens de outra criança segurando uma Constituição.
 

No caso de Lula, 26% do público que recebeu a mensagem também eram homens de 25 a 44 anos, eleitorado em que Flávio vai melhor.
 

A análise das dez candidaturas que mais pagaram diretamente à Meta mostra que essa despesa não garante vitória. Flávio e Lula estão no segundo turno; dos outros oito, três foram eleitos e cinco, derrotados.
 

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado no primeiro turno em São Paulo por Tarcísio, gastou quase o mesmo que Lula — R$ 2,5 milhões — e terminou a disputa com 36,4% dos votos válidos no estado. Ele é o terceiro que mais repassou diretamente à Meta, segundo o TSE. Tarcísio, contudo, gastou valor equivalente para impulsionamento de conteúdos, declarados à DLocal.
 

Ciro Gomes (PSDB), que tentou o Governo do Ceará, obteve 46,2% dos votos, insuficientes para derrotar Elmano de Freitas (PT), que também venceu no primeiro turno.
 

Aécio Neves (PSDB) e Alexandre Curi (Republicanos), candidatos ao Senado por Minas Gerais e pelo Paraná, respectivamente, também estão no ranking e não foram eleitos. Aécio gastou R$ 2 milhões com impulsionamento; Curi, R$ 1,4 milhão. Wellington Fagundes (PL) repassou R$ 1,5 milhão à Meta para sua campanha em Mato Grosso, mas foi superado por Otaviano Pivetta (Republicanos) no primeiro turno.
 

O deputado federal reeleito Célio Studart (PSD-CE) declarou pagamentos de R$ 2,4 milhões ao Facebook e foi o 13º parlamentar mais votado no estado. Lindbergh Farias (PT-RJ), terceiro mais votado no Rio para a Câmara, declarou R$ 1,6 milhão. Carolina de Toni (PL), eleita para uma das cadeiras de Santa Catarina no Senado, também gastou R$ 1,6 milhão.
 

Os algoritmos da Meta são fechados, e não há transparência sobre como conteúdos não impulsionados são distribuídos. Como a Folha mostrou, a campanha do PT acusa a empresa de ter favorecido Flávio ao retirar do ar, sem explicação, conteúdos petistas. A empresa negou as acusações na ocasião. O Ministério Público Federal abriu uma apuração sobre o caso.
 

Outra suspeita de irregularidade, apontada pelo NetLab (Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é que a empresa tenha veiculado anúncios políticos pagos no exterior, prática proibida pela legislação eleitoral. A empresa afirmou que os anúncios foram identificados e regularizados ou apagados.
 

Um relatório publicado pela ONG Sleeping Giants Brasil identificou indícios de que o algoritmo da Meta favoreceu, na aba de reels, perfis bolsonaristas, como o do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), que obteve mais visualizações do que celebridades internacionais como Selena Gomez, Ariana Grande, Kim Kardashian e Beyoncé.
 

Nesta sexta-feira (16), reportagem da Folha, baseada em relatórios internos da Meta, mostrou que funcionários da empresa sabiam que o sistema havia adotado restrições que limitaram a campanha de Lula.
 

A Folha de S. Paulo procurou a empresa para comentar a receita com impulsionamento nas eleições e as suspeitas de práticas que teriam favorecido Flávio e prejudicado Lula. A empresa disse que não comentaria.
 

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Meta afirmou que não está interferindo nas eleições brasileiras e disse que os episódios relatados em reportagem foram "incidentes técnicos".
 

"O incidente afetou milhares de anunciantes em diferentes países e terminou depois que a atualização de código foi revertida, nas primeiras horas de 10 de outubro."



Fonte:Por Bruno Ribeiro | Folhapress -17/10/2026

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SP: Marido da prefeita e secretário de Bauru é preso em operação sobre fraude




Renato Purini chega à Central de Polícia Judiciária (CPJ) após operação do Gaeco, nesta sexta-feira (16), em Bauru (SP) — Foto: Luís Negrelli/TV TEM



Renato Purini, secretário municipal de Governo de Bauru (SP) e marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), foi preso nesta sexta-feira (16) durante uma nova fase da Operação Cavalo de Troia.

A investigação apura suspeitas de fraude na licitação para a concessão do sistema de gestão integrada de resíduos sólidos do município. O projeto previa um contrato de 30 anos, estimado em R$ 5,2 bilhões.

A nova fase da operação ocorre no mesmo dia em que a prefeita tem depoimento previsto na Comissão Processante (CP) instaurada pela Câmara Municipal para apurar possíveis infrações político-administrativas relacionadas à condução da concessão.

O que é investigado

A Operação Cavalo de Troia foi deflagrada em 9 de setembro. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a investigação apura suspeitas de direcionamento da licitação desde a elaboração dos estudos técnicos, além de possíveis pagamentos de vantagens indevidas, compartilhamento reservado de documentos e tentativas de interferência na atuação de órgãos de controle.

Na primeira fase da operação, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão, prisões e bloqueios de bens e valores dos investigados.

Posteriormente, seis investigados passaram à condição de réus por suspeita de envolvimento em fraudes relacionadas à concessão, conforme informações divulgadas pelo Ministério Público.

O projeto de concessão, que previa a gestão dos resíduos sólidos por 30 anos, foi cancelado. A investigação criminal, no entanto, segue em andamento para apurar as responsabilidades dos envolvidos.

Prefeita será ouvida pela Câmara

A Comissão Processante foi instaurada em 14 de setembro, após a Câmara Municipal aprovar o recebimento de uma denúncia apresentada pelo vereador Eduardo Borgo (NOVO).

A denúncia atribui à prefeita três possíveis infrações político-administrativas: desatendimento a pedidos de informações do Legislativo, omissão no cumprimento de deveres de governança e controle e possível negligência na defesa dos interesses do município.

Em 5 de outubro, a comissão decidiu dar prosseguimento ao processo após analisar a defesa prévia apresentada por Suéllen. O depoimento da prefeita estava previsto para esta sexta-feira (16), às 14h, no plenário da Câmara Municipal.

Ao fim dos trabalhos, a comissão poderá apresentar um parecer sobre a denúncia, que será submetido aos procedimentos previstos na legislação para esse tipo de processo. Entre as possíveis consequências está a cassação do mandato, caso sejam cumpridos os requisitos legais.

A investigação criminal e o procedimento político-administrativo são distintos e seguem trâmites próprios.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa para um posicionamento. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Manuella Dal Mas

fonte: CNN BRASIL -16/10/2026

Meio ambiente: desmatamento na Amazônia e no Cerrado atinge menor nível da história


                                             Foto:reprodução



Desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu os menores níveis de suas respectivas séries históricas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na Amazônia, a área desmatada entre agosto de 2025 e julho de 2026 foi de 3.335 km², uma redução de 41,8% em relação ao período anterior. No Cerrado, foram destruídos 5.516,69 km² de vegetação nativa, queda de 23,8%.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribui os resultados à retomada das políticas de proteção ambiental, ao fortalecimento dos órgãos de fiscalização e à ampliação das ações de combate ao desmatamento, após um período de avanço da devastação.

Os números foram apurados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do INPE, e representam os menores índices já registrados nos dois biomas desde o início de seus respectivos monitoramentos.

Amazônia registra menor desmatamento em quase quatro décadas

Na Amazônia, o desmatamento caiu de 5.731 km², no ciclo de agosto de 2024 a julho de 2025, para 3.335 km² no período mais recente. O resultado representa uma redução de 41,8% e estabelece um novo recorde de preservação desde o início da série histórica, em 1988.

Até então, o menor índice havia sido registrado em 2012, quando 4.571 km² de floresta foram desmatados.

A redução também é expressiva na comparação com 2022, quando a área devastada chegou a 11.594 km². Em quatro anos, o desmatamento na Amazônia recuou 71,2%.

Apesar do resultado, três estados continuam concentrando parte significativa da destruição da floresta. O Pará lidera o levantamento, com 1.130 km² desmatados, seguido por Mato Grosso, com 849 km², e Amazonas, com 525 km².

No Cerrado, o desmatamento passou de 7.235,27 km² para 5.516,69 km², uma redução de 23,8%. O índice é o menor desde o início da série histórica do bioma, em 2001, superando o recorde anterior, de 6.319 km², registrado em 2019.

A maior parte da devastação está concentrada na região conhecida como Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que responde por 74,3% do desmatamento registrado no Cerrado.

Entre os estados, o Maranhão apresentou a maior área desmatada, com 1.718,59 km², seguido por Tocantins, com 1.263,06 km², e Piauí, com 625,24 km².

Governo Lula destaca retomada da fiscalização ambiental

A redução do desmatamento ocorre após a retomada, em 2023, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Bioma Cerrado (PPCerrado).

Os programas, desativados durante o governo anterior, foram reativados pela gestão Lula e combinam monitoramento por satélite, fiscalização ambiental, ordenamento territorial e incentivo a atividades econômicas sustentáveis.

Segundo André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o governo também ampliou os investimentos em tecnologia e inteligência para fortalecer a atuação dos órgãos ambientais.

“Temos hoje planos para enfrentar desafios em todos os biomas brasileiros. Estamos fortalecendo as ações do Ibama, ampliando o quadro de pessoal e os recursos para melhorar a fiscalização, com mais tecnologia e inteligência”, afirmou.

Entre 2023 e 2026, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou 76.095 ações de fiscalização e lavrou 25.101 autos de infração contra a flora, que resultaram em R$ 11,8 bilhões em multas.

No mesmo período, o órgão embargou 18.630 km² de áreas, enquanto o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aplicou 11,9 mil autos de infração em unidades de conservação federais, totalizando R$ 2,4 bilhões em multas e mais de 5 mil km² embargados.

O reforço da fiscalização também incluiu a contratação de 460 novos servidores para o Ibama, em setembro de 2025, e a aprovação de R$ 825,7 milhões pelo Fundo Amazônia para o projeto FortFisc, destinado à modernização dos sistemas, equipamentos e mecanismos de fiscalização remota.

Outra iniciativa destacada pelo governo é o programa União com Municípios, que busca fortalecer a atuação das administrações locais no monitoramento ambiental e no combate ao desmatamento em regiões consideradas prioritárias.

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