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terça-feira, 21 de julho de 2026

Economia: Holding que controla Gol anuncia compra de 45 aeronaves da Embraer


     foto:Divulgação



O Grupo Abra, controlador da Gol, Avianca e Wamos Air, anunciou nesta, terça-feira (21/7), um acordo com a Embraer para adquirir até 45 aeronaves do modelo E195-E2. O negócio prevê a compra inicial de 20 aviões, além de 10 opções de compra e 15 direitos de compra, ampliando a flexibilidade da companhia para expandir sua malha aérea na América Latina.

Segundo as empresas, a incorporação do novo modelo permitirá ao grupo ajustar a oferta de assentos à demanda, abrir novas rotas e aumentar a frequência de voos em mercados domésticos e regionais. A expectativa é que a primeira aeronave seja entregue no quarto trimestre de 2027, com as demais incorporadas gradualmente à frota.

Em nota, o CEO do Grupo Abra, Adrian Neuhauser, afirmou que o E195-E2 dará maior flexibilidade para explorar novas oportunidades de mercado, mantendo uma estratégia disciplinada de expansão da frota e fortalecendo a conectividade da empresa na região.

O presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, destacou que o acordo reforça a parceria entre as empresas e a posição da fabricante brasileira no segmento de aeronaves de corredor único. Segundo ele, o E195-E2 combina eficiência operacional, menor impacto ambiental e versatilidade para atender diferentes mercados.

O E195-E2 é o maior modelo da família E-Jets E2 e foi desenvolvido para reduzir o consumo de combustível e as emissões de carbono em relação às aeronaves de gerações anteriores, além de oferecer maior conforto aos passageiros.

O Grupo Abra reúne as operações da Gol, Avianca e Wamos Air, além de controlar os programas de fidelidade Smiles e LifeMiles. Atualmente, a companhia opera mais de 300 aeronaves, atende mais de 145 destinos em cerca de 25 países e emprega aproximadamente 30 mil pessoas.


Fonte:Metrópoles - 21/07/2026

Política: Lula rebate fala de secretário americano e usa defesa da soberania em convenção do PDT


                                   foto:reprodução


(Folhapress) – O presidente Lula (PT) rebateu o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, um dos principais representantes da imposição do tarifaço contra o Brasil, nesta segunda-feira (20). 

O auxiliar do presidente americano, Donald Trump, acusou a gestão petista de má-fé nas negociações contra taxação.

A fala de Lula ocorreu na convenção nacional do PDT, evento com reiteradas menções à soberania nacional e combate à extrema direita no Brasil e no mundo. No evento, o partido confirmou o apoio à candidatura de Lula à Presidência da República neste ano.

“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que monte um comitê e venha, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, declarou.
“Mais uma vez espero que a gente esteja junto na construção da nossa proposta política. Se depender de mim, vamos ganhar as eleições no primeiro turno.”

Com a presença de pedetistas e nomes do PT, o evento marca o anúncio das candidaturas do partido a cargos públicos e é o primeiro evento de campanha em que Lula participa. Em discurso, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que é o momento de “superar divergências” e combater a extrema direita.

“Temos que buscar muito mais aquilo que nos une do que nossas divergências”, afirmou ele. “Por isso não tem eleição mais importante que essa, porque a vitória de Lula significa sinalizarmos para América Latina que é possível vencer a ultradireita”.

Nas últimas duas eleições presidenciais, a sigla lançou Ciro Gomes, hoje no PSDB. Na convenção, o líder do PDT na Câmara, o deputado André Figueiredo (CE), criticou comentários que afirmavam que o partido “morreu” após a saída de Ciro. “Morreu nada. Voltamos a ser quem éramos”, declarou.

O PDT foi um dos partidos da base de Lula atingidos nas investigações da Polícia Federal acerca dos desvios em benefícios do INSS. Carlos Lupi, então ministro da Previdência, foi afastado do cargo após indícios mostrarem omissão de sua parte frente à revelação das irregularidades.

O caso representou uma das principais crises do terceiro mandato de Lula, que na época, também mudou o comando do INSS. Lupi retornou à presidência do PDT após deixar o governo.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), um dos candidatos à reeleição pela sigla, foi apontado como suposto sócio oculto e beneficiário final da organização criminosa comandada por Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

“Quando o PDT toma decisão política e estratégica de apoiar a reeleição de Lula, não é posição de abrir mão de seus projetos e da construção de ser protagonista de uma bandeira para o Brasil. Isso nós teremos em um momento, e sonharemos em ver o PT apoiando esse projeto”, declarou em discurso nesta segunda.

No jingle do partido e nos discursos desta segunda-feira, os representantes reforçaram mensagens mais alinhadas ao governo Lula, como a defesa do fim da escala 6×1, soberania nacional e recados contrários a Donald Trump e à extrema direita. Também criticaram penduricalhos do Judiciário.

Os ministros do governo filiados ao partido Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Wolney Queiroz (Previdência) participaram do evento após às 18h, horário em que é permitido que os ocupantes de cargos públicos podem comparecer a eventos de partidos.

Ex-ministro de Lula, Celso Sabino também esteve no evento, enquanto pré-candidato ao Senado pelo Pará. Sabino era filiado ao União Brasil e foi demitido do governo em 2025 após Lula romper com a sigla, depois de uma série de conflitos com o presidente do partido, Antônio Rueda.

Como mostrou a Folha, o governo endureceu a cobrança aos ministros quanto às regras previstas pelo chamado defeso eleitoral neste ano. Lideranças do partido que discursaram deram destaque ao fato durante as falas, reforçando a chegada dos ministros após o horário permitido.

Os anúncios foram feitos durante a convenção partidária da sigla nesta segunda, em Brasília. O evento comandado por Lupi, também teve a participação de Lula.

As candidaturas estaduais precisam ser formalizadas até o dia 5 de agosto. Caso não haja consenso, a palavra final será das siglas conforme previsto em seus estatutos, o que pode variar entre disputa na convenção ou decisão do diretório nacional.

Até então, já estavam encaminhadas as candidaturas do partido no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola para o governo do estado, com o apoio do PT, e em Minas Gerais, com Alexandre Kalil para governador. Os demais pleitos estaduais ainda devem ser definidos nas convenções de cada estado.



Fonte:ICL NOTÍCIAS - 21/07/2026

Tocantins: Programa lançado por Bolsonaro superfaturou R$ 1,3 milhão e entregou redes de vôlei para escolas sem quadras, diz Intercept


                                     foto:reprodução


Um projeto esportivo anunciado com alarde, em março de 2022, pelo governo de Jair Bolsonaro, do PL, criou aplicativos de celular para crianças sem acesso à internet e entregou redes de vôlei para escolas públicas do Tocantins que sequer tinham quadras.

A constatação é de um relatório da Controladoria-Geral da União, a CGU, que identificou superfaturamento de R$ 1,3 milhão na prestação de contas de um contrato do programa DNA do Brasil Talentos, executado em 63 municípios do Tocantins em parceria com o governo federal. 

A análise da entidade fiscalizadora também concluiu que houve falta de planejamento na execução do projeto e que não foi comprovada a entrega de parte dos materiais previstos.

O projeto DNA do Brasil prometia identificar novos craques entre crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, usando materiais esportivos e um aplicativo para celular. Mas, na prática, segundo a CGU, o que houve foi “amadorismo”, “desperdício de recursos públicos”, superfaturamento e até suspeita de conluio entre as organizações que receberam os recursos.

A análise da CGU foi feita sobre um contrato firmado em 2021 entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado na época pela hoje senadora Damares Alves, do Republicanos, e o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura, Esporte e Educação, o Idecace, responsável pelo programa DNA do Brasil. Os R$ 19,6 milhões destinados a essa entidade vieram de uma emenda parlamentar indicada pela bancada do Tocantins. Desse total, foram liberados R$ 7,5 milhões, referentes à primeira parcela.

Embora as emendas de bancada dificultem a identificação dos políticos responsáveis por direcionar a verba, no discurso de lançamento do programa, Damares agradeceu nominalmente a três deputados federais pelo envio do dinheiro: Vicentinho Júnior (na época no PP, atualmente no PSDB), a hoje senadora Professora Dorinha e Carlos Henrique Gaguim (ambos do União Brasil).

Os três deputados também foram citados na cerimônia pelo presidente do Idecace, Wilson Alves Cardoso – que se apresenta nas redes sociais como orador motivacional, ativista dos direitos humanos, sociólogo, escritor, poeta e pescador subaquático. 

Jair Bolsonaro também compareceu ao lançamento do programa, realizado em 22 de março de 2022, no qual disse que o projeto DNA era “da Damares [e] da primeira-dama, Michelle”, com quem também dividia palco nesse dia. Com a fala, o então presidente transferia para seu governo uma iniciativa que, na verdade, havia sido criada anos antes pelo Idecace, organização da sociedade civil com sede em Brasília.

No discurso, feito em ano eleitoral, Bolsonaro bradou que, graças à sua gestão, o país estaria “há três anos e três meses sem corrupção no governo federal”. Naquele dia, porém, a primeira prestação de contas do programa DNA do Brasil, referente aos R$ 7,5 milhões pagos em dezembro de 2021, já estava sob suspeita na Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. 

Semanas antes do evento, a pasta comandada por Damares havia decidido não liberar o pagamento da segunda parcela do contrato, que estava prevista para 1º de março de 2022, e tentava marcar uma visita para conferir o andamento do programa. Em julho daquele ano, a Assessoria de Controle Interno do Ministério da Mulher confirmou as irregularidades, movimento que culminou na auditoria da CGU. A atual ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, decidiu pela reprovação da prestação de contas do Idecace em 2024.

Além do dinheiro para executar o programa no Tocantins, o Idecace recebeu outros R$ 4 milhões para levar o DNA do Brasil para o Amazonas, por emendas parlamentares pagas pelo Ministério da Cidadania também no governo Bolsonaro, e para o Distrito Federal, por meio de parceria com o governo distrital. As prestações de contas dos contratos com o Ministério da Cidadania ainda estão em análise, enquanto as da parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal foram aprovadas, segundo a área de transparência do site do Idecace.

Desperdício de dinheiro

A auditoria da CGU afirma que a pasta comandada por Damares falhou ao analisar o plano de trabalho do Idecace antes de firmar a parceria, já que a documentação apresentada pelo instituto era insuficiente para comprovar sua capacidade técnica de executar o projeto. O resultado, segundo a CGU, foi o mau uso do dinheiro público.

Um equipamento usado para avaliações físicas que teria o preço máximo de R$ 467,95 no Painel de Preços do governo federal (banco de dados com os valores pagos em licitações), por exemplo, foi adquirido por R$ 1.099 pelo programa DNA do Brasil para o projeto no Tocantins. Isso representa mais que o dobro do valor de mercado. 

Esse tipo de diferença se repete em vários itens avaliados pela CGU. Além do sobrepreço dos materiais esportivos, foi identificado superfaturamento em encomendas a gráficas, nos produtos de papelaria e no serviço de desenvolvimento de um aplicativo para celular.

Os técnicos da CGU também descobriram irregularidades na entrega dos materiais nas escolas que deveriam ser beneficiadas. A documentação apresentada pelo Idecace não comprova o envio das camisetas prometidas para professores, e nenhum estudante recebeu o kit de uniforme previsto, que deveria ser composto de camisa de manga curta, calção, par de meiões, boné, squeeze e mochila-saco.

Ainda houve escolas que receberam redes para trave de gol, para cesta de basquete e para vôlei, mas não tinham quadras de esporte para usar esses itens. “A equipe de auditoria constatou in loco esta irregularidade, ao visitar escolas sem quadra e ao encontrar parte desse material armazenado, sem uso”, informa trecho do relatório da CGU.

As cidades participantes do programa também receberam itens bem acima ou bem abaixo da demanda de cada uma delas. Para a CGU, isso demonstra falta de critério na distribuição do material. O município de Colinas do Tocantins, por exemplo, recebeu dois apitos profissionais com bocal de silicone, embora possua três escolas. Já a cidade de Paranã ganhou 30 apitos, mas só tem duas escolas. 

O aplicativo usado no programa foi outro desperdício de dinheiro, já que desconsiderou a dificuldade de acesso à internet por uma grande parte dos estudantes. O próprio Idecace reconheceu, em ofício de setembro de 2022, que “a maioria dos alunos apresentam características de vulnerabilidade social e não possuíam e-mails, o que impossibilita o acesso ao ambiente virtual”. 

Contratos suspeitos

Dos R$ 7,5 milhões de emenda parlamentar pagos para o Idecace, um total de R$ 2,9 milhões foi repassado a duas empresas fornecedoras: R$ 2,13 milhões para a Cooperativa de Trabalho em Educação Cultura, Esporte e Lazer, a Coopera, e R$ 782 mil para o Instituto de Educação Superior Horizonte. As duas organizações tiveram como sócias ou diretoras as irmãs Alessandra Gomes da Silva e Luana Gomes. Ambas são filhas da empresária Silvana Pereira Gomes da Silva, que já foi condenada por improbidade administrativa, quando dirigia uma outra entidade, e chegou a ser proibida de ser contratada pelo poder público.

Segundo investigação do Ministério Público de Goiás, Silvana teria enriquecido ilicitamente por meio de uma contratação ilegal feita pela prefeitura de Aparecida de Goiânia. O contrato foi assinado com o Instituto Brasileiro de Educação e Gestão, o Ibeg, do qual Silvana era presidente, e tinha como objeto a organização de uma prova de concurso público em 2009. Essa contratação teria sido feita a partir de uma dispensa indevida de licitação. 

O prazo de proibição de contratos públicos firmados por Silvana expirou em outubro de 2020, segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, onde o caso foi julgado. No entanto, essa mistura de sociedades chamou a atenção da CGU ao analisar a execução do programa DNA do Brasil no Tocantins. Isso porque Silvana assinou os contratos com o Idecace, como representante do Instituto de Educação Superior Horizonte apesar de ter saído da sociedade da instituição de ensino anos antes, em 2020.

“É necessário aprofundamento desse ponto, a fim de verificar se há caracterização de alguma espécie de direcionamento ou conluio entre as organizações”, avalia trecho do relatório da CGU. A Controladoria ainda entende que não há “evidências de efetiva prestação dos serviços” pelo Instituto de Educação Superior Horizonte e que não há elementos que justifiquem tal contratação.

Outro lado

Em nota, a assessoria de imprensa da ex-ministra e atual senadora Damares Alves reforçou que o pedido de investigação contra o Idecace foi feito pela própria pasta durante a gestão dela, ainda em 2022. “A senadora à época considerou gravíssimas as irregularidades atribuídas à entidade executora e defendeu (…) a apuração integral, o ressarcimento ao erário e a responsabilização dos envolvidos”, diz trecho do texto.

Sobre o evento ocorrido no dia do lançamento do projeto, a assessoria de Damares disse que a ex-ministra não defendeu antecipadamente cada contratação que viria a ser feita pelo Idecace, nem afirmou que havia garantia de regularidade na execução futura. 

Já a senadora Professora Dorinha, uma das parlamentares que indicaram a emenda de bancada para o Idecace quando era deputada federal, disse que, apesar de ter feito a indicação, a aprovação do projeto, a fiscalização e o acompanhamento são responsabilidade do poder Executivo, que interrompeu a continuidade do programa ao identificar irregularidades. A reportagem entrou em contato com os outros dois parlamentares que indicaram a verba, Vicentinho Júnior e Carlos Henrique Gaguim, mas não houve retorno até a publicação da matéria.

O Intercept ainda entrou em contato com o advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, com a Coopera, com o Instituto de Educação Superior Horizonte e com Silvana Pereira Gomes, mas não recebeu resposta. O espaço segue aberto.

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A CGU informou que as recomendações feitas no relatório foram implementadas pelo Ministério dos Direitos Humanos e, por isso, o documento não foi enviado aos órgãos de persecução penal. Em nota, o Tribunal de Contas da União, responsável pela devolução da verba, informou que o processo está com a relatoria do ministro Jhonatan de Jesus e ainda não foi apreciado.

O Idecace defendeu em nota que o caso ainda está sendo tratado no TCU e que seria precipitado publicar discussões técnicas (leia a nota na íntegra). “Para a correta compreensão da execução da parceria, é necessário considerar circunstâncias e condições específicas das localidades atendidas, próprias da realidade brasileira e com impacto direto sobre a prestação dos serviços”, escreveu a organização, em nota.

Ainda no mesmo documento, o Idecace reclamou da suspensão dos repasses financeiros durante a execução do projeto, e alegou que, por causa disso, teria tido gastos financeiros além da sua capacidade financeira na época. 

Sobre a falta específica de quadras de esporte, o Idecace afirmou que as escolas realizam essas atividades mesmo sem infraestrutura adequada, utilizando postes, pilares e troncos de árvores para instalar redes, por exemplo. O Idecace ainda alegou que a falta de e-mails não foi um impedimento para a execução do projeto, já que teria criado contas para os estudantes que não tinham. 

Por telefone, o presidente do Idecace, Wilson Alves Cardoso, disse que está recorrendo da reprovação das contas no TCU, e reclamou sobre o uso do seu caso como “ferramenta política”. 

“Existe um processo hoje das entidades de terceiro setor no nosso país, que é o seguinte: primeiro você culpa, depois você tem que provar sua legalidade. Se você não tiver lastro, você quebra uma entidade. Por que que eu não estou trabalhando mais com emenda parlamentar? Justamente por isso”, lamentou.

Em relação aos apontamentos de superfaturamento, Wilson alegou que os valores calculados pela fiscalização não teriam levado em conta o deslocamento dos materiais até as escolas. O Idecace e Cardoso não responderam aos questionamentos sobre o Instituto de Educação Superior Horizonte e a Coopera.

Fonte: INTERCEPT BRASIL - 21/07/2026 12h:45

MG: Sargento da PM é preso após levar esposa capitã morta a hospital


                                           Foto:reprodução/Redes Sociais



O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante nesta segunda-feira (20) após levar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, já morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Ao chegar ao hospital, a policial apresentava múltiplas lesões pelo corpo. Michele deu entrada no hospital por volta das 21h35, segundo o  boletim de ocorrência.

A médica responsável pelo atendimento informou aos policiais que a vítima apresentava quadro de assistolia, compatível com parada cardiorrespiratória instalada há tempo considerável.

Médicos identificaram múltiplas lesões no corpo da capitã, incluindo traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas compatíveis com chicotadas e um corte profundo na cabeça. A equipe estimou que a morte ocorreu entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital, o que levou ao acionamento da Polícia Militar.

Em depoimento, o sargento Eduardo afirmou que o casal reuniu amigos na noite anterior, consumiu bebidas alcoólicas e ecstasy e, após a saída dos convidados, manteve relações sexuais consensuais com práticas de dominação.

Segundo ele, Michele caiu da escada por volta do meio-dia, sofreu um corte na cabeça e outros ferimentos, recebeu os primeiros socorros e recusou atendimento médico. Eduardo disse que ambos dormiram durante a tarde e que, ao acordar à noite, percebeu que ela não respondia, levando-a ao Hospital Odilon Behrens.

Ecstasy apreendido

O boletim relata que, no hospital, Eduardo foi flagrado descartando uma caixa metálica com comprimidos semelhantes a ecstasy em uma lixeira. A droga foi apreendida para perícia, e o militar admitiu ter jogado o material fora.

A defesa informou que acompanha as investigações e pediu que se aguarde a conclusão dos laudos periciais antes de qualquer julgamento.

Depoimento da família

A mãe de Michele disse à polícia que a filha vivia um relacionamento abusivo, marcado por controle psicológico e sucessivas separações. Ela contou que Michele desmarcou um encontro na manhã de segunda-feira e depois não respondeu mais às mensagens.

Segundo o boletim, a mãe afirmou que só suspeitou do uso de drogas da filha após o início do relacionamento e relatou que Michele tentava encerrar a relação. Também disse ter sido informada de que, em uma discussão anterior, Eduardo chegou a empunhar uma faca.

Perícia

No apartamento, os peritos apreenderam um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo, que pode ter sido usado nas agressões, além de roupas de cama lavadas que estavam na máquina. O carro utilizado para levar Michele ao hospital, o celular do sargento e os comprimidos apreendidos também passarão por perícia.

O corpo da capitã foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia. O caso é investigado pela Polícia Civil.



fonte:ICL NOTÍCIAS - 21/07/2026


Ipiaú: Corregedoria da PM apura disparos contra câmera de segurança após agressão contra um homem; Vídeo


                                             FOTO:REPRODUÇÃO/TV Bahia


Imagens de uma câmera de segurança registraram uma abordagem realizada por policiais militares da Rondesp Médio Rio de Contas que terminou com agressões contra um homem e disparos efetuados contra um equipamento de monitoramento em Ipiaú, no Médio Rio de Contas. O caso ocorreu na tarde do último sábado (18) na Rua Luiz Penha, no Bairro Novo.

 

Segundo a TV Bahia, as imagens mostram o momento em que viaturas da Polícia Militar chegam ao local. Poucos segundos depois, os agentes desembarcam e abordam um homem que carregava sacolas plásticas. Durante a ação, um dos policiais desferiu um tapa no rosto do abordado.

 

 

No trecho divulgado, ele não aparenta estar armado nem oferecer resistência. A vítima foi identificada como o mestre de obras Makson dos Santos Trindade, que trabalha no Espírito Santo e estava de férias em Ipiaú.
 
 
Em entrevista à emissora, o homem afirmou que foi agredido logo no início da abordagem e disse que, em nenhum momento, os policiais solicitaram seus documentos. Ainda conforme relato do mestre de obras, ao informar que a ação estava sendo registrada por câmeras de segurança, os policiais passaram a procurar o equipamento de monitoramento.
 
 
Makson também relatou que, após os disparos contra o equipamento, foi atingido por spray de pimenta, mesmo já estando rendido. 
 

PM-BA
Em nota, a Polícia Militar (PM-BA) informou que tomou conhecimento das imagens divulgadas nas redes sociais e que o Comando de Policiamento da Região do Médio Rio de Contas determinou a instauração imediata de um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da abordagem. 


A PM destacou ainda que toda intervenção policial está sujeita aos mecanismos de controle interno e que eventuais irregularidades poderão resultar na adoção de medidas administrativas e disciplinares, observando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. O caso é acompanhado pelo Giro em Ipiaú, parceiro do Bahia Notícias.

 

Foto: Reprodução / Giro em Ipiaú




Fonte: Redação do Texto: BAHIA NOTÍCIAS -21/07/2026

título:Blog

Eleições 2026: Bahia continua como 4º maior colégio eleitoral


                                 Eleitora votando na eleição suplementar de Roraima. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE




No dia 4 de outubro, primeiro turno das Eleições 2026, 158.745.463 eleitores e eleitoras poderão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos. O crescimento foi de 2.291.452 de pessoas (1,46%) em comparação com o pleito de 2022. 

Em 2026, estão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. 

Entre o período analisado, o eleitorado do Norte foi o que mais cresceu proporcionalmente, passando de 12.560.410 pessoas em 2022 para 13.109.354 em 2026. O acréscimo foi de 548.944 eleitores e eleitoras, alta de 4,37%. Com isso, a região passou a concentrar 8,26% do eleitorado nacional.

Outro destaque foi o crescimento do eleitorado no exterior, são 918.876 eleitores fora do país, um aumento de 221.798 nesse extrato do eleitorado (31,82%) em relação a 2022 (697.078). 

Proporcionalmente, os maiores avanços ocorreram nos estados de Roraima (9,63%), Tocantins (8,07%) e Mato Grosso (6,84%). o Rio de Janeiro, chegou a 12.857.000 eleitores e eleitoras em 2026, com crescimento mais moderado no período: 29.704 novos eleitores, registrando um aumento de apenas 0,23%. 

Outras Regiões 


O Centro-Oeste também cresceu acima da média nacional: passou de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores, com acréscimo de 457.678 pessoas, ou 3,97%, e chegou a 7,56% do total do país. O Nordeste chegou a 43.529.845, um crescimento de 1.138.869 eleitoras e eleitores, com aumento proporcional de 2,69% em relação a 2022 (42.390.976) — a região tem 27,42% do eleitorado nacional.  

No Sul, o eleitorado passou de 22.558.759 para 22.861.012 pessoas, com um aumento de 302.253 eleitores (1,34%). A região representa 14,40% do eleitorado nacional em 2026. o Sudeste, apesar de continuar concentrando a maior parcela de eleitoras e eleitores do país, teve leve queda no período: passou de 66.707.465 para 66.329.375 pessoas aptas a votar, redução de 378.090 eleitores (0,56%). Sua participação no eleitorado nacional recuou de 42,64% para 41,78%. 

Maiores colégios eleitorais 


Entre as unidades da Federação, São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores e eleitoras, ou 21,48% do total. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 16.377.659 pessoas aptas a votar (10,32%); Rio de Janeiro, com 12.857.000 (8,10%); Bahia, com 11.321.005 (7,13%); e Paraná, com 8.609.026 (5,42%).

Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 83.268.916 eleitores e eleitoras, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro. 

Diversidade 


As estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também indicam que as Eleições 2026 terão o cadastro eleitoral mais diverso da série analisada. Como a autodeclaração de raça e cor passou a compor a base comparável apenas após as Eleições Gerais de 2022, a leitura possível é a comparação com as Eleições Municipais de 2024. É importante observar que o município de Fernando de Noronha (PE) e o Distrito Federal não compõem o eleitorado das eleições municipais, o que diminui o quantitativo de eleitores em 2024.  

Nesse intervalo, o número de pessoas sem informação de raça ou cor caiu de 140.038.765 (89,82%) para 126.004.656 (79,38%), redução de 14.034.109 registros. 

Com o maior preenchimento da autodeclaração, todas as categorias informadas cresceram. O eleitorado pardo quase dobrou, passando de 8.503.206 pessoas em 2024 para 16.945.954 em 2026. O eleitorado preto também quase dobrou, de 1.808.529 para 3.586.952 pessoas. Entre pessoas amarelas, o total mais que dobrou, de 114.389 para 229.540 eleitores. O eleitorado indígena passou de 155.661 para 287.157, alta de 84,47%. Também houve crescimento expressivo do registro de pessoas brancas autodeclaradas, que passaram de 5.292.130 para 11.691.204, mais que o dobro do total de 2024. 

Os dados também apontam para a manutenção do eleitorado majoritariamente feminino. Em 2026, as mulheres somam 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84% do total nacional. Em 2022, eram 82.373.164 (52,65%). No mesmo período, o eleitorado masculino passou de 74.044.065 para 74.845.001, crescimento de 800.936 eleitores (1,08%). 

Faixa etária 

A análise por faixa etária indica um eleitorado mais concentrado nas idades adultas e com crescimento do peso das faixas mais velhas. Em 2026, o maior grupo é o de 40 a 44 anos, com 15.994.391 pessoas, ou 10,08% do eleitorado nacional. Em seguida aparecem as faixas de 45 a 49 anos, com 15.271.754 eleitores; 35 a 39 anos, com 15.262.815; 30 a 34 anos, com 15.178.204; e de 25 a 29 anos, com 14.990.259. 

No recorte agregado, as pessoas com 60 anos ou mais passaram de 32.891.438 em 2022 para 37.457.537 em 2026, crescimento de 4.566.099 eleitores. A participação desse grupo no eleitorado nacional subiu de 21,02% para 23,60%. a faixa de 21 a 34 anos caiu de 43.819.788 para 41.037.601 pessoas, passando de 28,01% para 25,85% do total. O movimento aponta para uma composição etária mais envelhecida do eleitorado no período recente. 

Eleitorado jovem 


Entre os eleitores mais jovens, com 18 anos ou menos, o cadastro das Eleições 2026 reúne 3.571.159 pessoas, o equivalente a 2,25% do eleitorado nacional. O número ficou praticamente estável em relação às Eleições Gerais de 2022, quando eram 4.177.627 jovens nessa faixa, queda de 606.468 registros (14,52%).  

Regionalmente, o Nordeste concentra o maior contingente de jovens de até 18 anos, com 1.315.104 eleitores nessa faixa, 3,02% do eleitorado da região. Em seguida aparecem o Sudeste, com 1.074.280 jovens; o Norte, com 478.070; o Sul, com 410.993; e o Centro-Oeste, com 283.436.  

CA/GO/MM 

FONTE: SITE DO TSE/REPRODUÇÃO - ACESSO 21/07/2026 09h:32