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quarta-feira, 27 de maio de 2026

INSS: Irmão de administradora da empresa de Flávio Bolsonaro é um dos alvos da PF por fraudes contra aposentados

 

Fraudes contra aposentados - Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Flávio Bolsonaro na CPMI (Agência Senado)



 Fraudes contra aposentados: a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto, investigação sobre descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras constrições em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.

A operação mira alvos ligados a entidades e empresas mapeadas no rastro da fraude bilionária contra aposentados. Entre os nomes investigados estão Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Júnior, Rogério Soares de Souza, Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Alexandre Caetano dos Reis, Carlos Henrique da Rocha Gonçalves e Everaldo Felício de Macedo Júnior. A PF preservou o sigilo da lista nominal em sua nota oficial.

Sócio e contador do “Careca do INSS”, Alexandre Caetano é irmão de Letícia Caetano dos Reis, que consta como “administradora” na Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia.

Aberta em 16 de abril de 2021, a empresa é registrada no Setor de Mansões Dom Bosco (Lago Sul), em Brasília, mesmo endereço da mansão comprada por Flávio por R$ 5,97 milhões em março de 2021 com empréstimo do Banco de Brasília (BRB), instituição estatal comandada pelo governo do Distrito Federal que é investigada por tentar comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central (BC).

De acordo com a Polícia Federal, a ofensiva aprofunda a apuração sobre crimes contra a administração pública, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio. O foco é reconstruir a cadeia que viabilizou a cobrança em massa de mensalidades diretamente na folha de pagamento de beneficiários.

PF mira os “golden boys” das fraudes contra aposentados do INSS

O núcleo central da nova fase é formado por empresários identificados como os “golden boys” do bolsonarismo no golpe bilionário do INSS. O grupo reúne Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Américo Monte Júnior, associados a entidades como Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, AASAP e ANDDAP.

A articulação entre os empresários, as associações e a estrutura de descontos foi detalhada na cobertura sobre os “playboys do INSS” beneficiados nos governos Temer e Bolsonaro. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) rastreou como entidades privadas obtiveram autorização para operar descontos sobre benefícios previdenciários e como os repasses se converteram em patrimônio, influência política e redes de proteção.

Felipe Macedo Gomes desponta como o personagem mais proeminente deste bloco. Ligado à Amar Brasil, à fintech RendBank e a empresas investigadas, ele ingressou no centro político do escândalo ao doar R$ 60 mil à campanha de Onyx Lorenzoni ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. A conexão foi aprofundada em reportagem sobre a campanha de Onyx e as empresas suspeitas de fraudar o INSS em R$ 143 milhões.

Durante a CPMI, Felipe Gomes permaneceu em silêncio quando questionado sobre o núcleo bolsonarista da fraude no INSS. O empresário também se calou diante de perguntas sobre a suspeita de propina envolvendo Onyx Lorenzoni, episódio documentado na matéria sobre o “golden boy” de Bolsonaro na comissão.

Amar Brasil, Master Prev, AASAP e ANDDAP no radar

Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro e Américo Monte Júnior completam o eixo empresarial. Igor é associado à AASAP e atua como operador tecnológico do esquema. Anderson mantém ligações com a Master Prev, e Américo vincula-se à Amar Brasil e à ANDDAP. As quatro entidades são alvos prioritários das frentes de investigação da CGU, AGU, PF e CPMI.

A CGU abriu 40 processos administrativos de responsabilização contra 38 associações e três empresas por fraudes nos descontos do INSS. A lista inclui AASAP, ABAPEN, Amar Brasil, AMPABEN Brasil (antiga Abenprev), ANDDAP e Master Prev. O órgão identificou o uso de plataformas eletrônicas para simular legalidade, ausência de biometria válida, descontos em nome de pessoas falecidas e áudios com ofertas enganosas.

Paralelamente, a AGU ajuizou ações cautelares contra os envolvidos e solicitou o bloqueio de R$ 3,92 bilhões em bens para garantir o ressarcimento aos aposentados e pensionistas. O segundo lote de ações atingiu 12 entidades associativas e três empresas de tecnologia.

O padrão de enriquecimento da rede extrapolou a estrutura associativa. O pastor César Belluci admitiu ter recebido uma BMW e um Rolex de Felipe Macedo Gomes, justificando os bens como ofertas pessoais. O deputado Rogério Correia também denunciou conexões financeiras e políticas, apontando elos entre a Igreja Lagoinha, o Banco Master, Nikolas Ferreira e o escândalo do INSS.

Unibap, Abapen, Abenprev e o núcleo de Brasília

A ofensiva atinge simultaneamente o braço formado por Unibap, Abapen e Abenprev. O bloco investiga Rogério Soares de Souza, Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber e Carlos Henrique da Rocha Gonçalves. A apuração foca na administração, defesa jurídica, intermediação e ocultação financeira dos repasses.

Nos arquivos da CPMI, Gutemberg Tito de Souza figura como ex-presidente da Unibap, com requerimentos aprovados para Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e quebra de sigilos. A comissão também deferiu a quebra de sigilos de Rogério Soares de Souza e Zacarias Canuto Sobrinho.

Daniel Gerber consta nos requerimentos parlamentares como sócio-administrador da Thinking Blue, empresa suspeita de receber mais de R$ 4 milhões da Unibap. Carlos Henrique da Rocha Gonçalves também teve RIFs e sigilos bancários e fiscais quebrados, evidenciando o esforço para mapear o fluxo de recursos descontados dos aposentados para consultorias e intermediários.

A Unibap consta no relatório da maioria da CPMI como operadora de descontos ilegais. No balanço sobre a fraude do INSS no governo Bolsonaro, a entidade aparece associada a figuras do entorno bolsonarista, incluindo a atuação de Pietro Lorenzoni, filho de Onyx Lorenzoni, como advogado da associação.

Alexandre Caetano, Careca do INSS e Flávio Bolsonaro


O nome de Alexandre Caetano dos Reis retorna ao foco das autoridades por sua ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS e apontado pela PF como o articulador central do esquema. A relação ganhou contornos políticos porque Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre, administrava uma empresa pertencente a Flávio Bolsonaro.

A triangulação foi revelada na reportagem sobre a administradora de empresa de Flávio Bolsonaro e o elo com o Careca do INSS, culminando no pedido de convocação do senador, documentado na matéria onde Flávio Bolsonaro virou alvo de requerimento na CPMI.

A complexa rede de interesses foi detalhada na análise sobre os vínculos capazes de arrastar Flávio Bolsonaro para o caso INSS. O relatório final da maioria defendeu expressamente o indiciamento de Flávio Bolsonaro, gerando intensos embates e tentativas de blindagem por parte de parlamentares alinhados ao ex-presidente.

Preso em fase anterior da Operação Sem Desconto, o Careca do INSS é tratado como o lobista com ligação política direta com a gestão Bolsonaro. O rastreio de seu patrimônio revelou manobras como o registro de uma BMW atribuída ao operador no nome da esposa de um ministro bolsonarista do TCU.

Everaldo Felício e a facilitação no INSS


Em Pernambuco, a operação alcança Everaldo Felício de Macedo Júnior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns. O envolvimento de um ex-dirigente regional valida a tese de que o esquema dependia da facilitação e omissão dentro da estrutura da própria Previdência Social.

O envolvimento de altos quadros públicos já havia sido detectado. Investigações anteriores indicaram que um ministro de Bolsonaro atuou como peça-chave para consolidar o esquema. Outra apuração detalhou o desvio de R$ 2 bilhões em fraudes sob o conhecimento de um ex-ministro do governo Bolsonaro.

A cronologia do golpe reforça a responsabilidade do alto escalão. A corporação confirmou a origem da fraude no INSS durante o governo Bolsonaro. Documentos oficiais revelaram que Sergio Moro e Paulo Guedes tinham pleno conhecimento das irregularidades. Os alertas existiam desde 2019, quando o Procon-SP notificou oficialmente o governo Bolsonaro.

Explosão de descontos e rombo bilionário

Auditoria da CGU revelou que 97,6% dos aposentados e pensionistas não autorizaram os descontos associativos. Entre os 1.273 beneficiários entrevistados nacionalmente, 1.242 confirmaram a cobrança indevida e 1.221 declararam não possuir vínculos com as associações.

O relatório expôs a escalada dos descontos indevidos a partir de 2019, atingindo o pico de entidades e valores desviados em 2022. A controladoria constatou que 70% das 29 entidades investigadas assinaram acordos de cooperação técnica com o INSS sem apresentar a documentação obrigatória.

O modus operandi baseava-se em pulverizar cobranças de baixo valor em milhões de benefícios, dificultando a percepção das vítimas e inviabilizando a reação individual. Em abril de 2025, a CGU estimou o prejuízo aos aposentados em R$ 6,3 bilhões.

Estrutura montada nas gestões Temer e Bolsonaro


O escopo da investigação esbarra na gênese política das instituições. Levantamento de abril de 2025 comprovou que oito das 11 entidades sob suspeita foram fundadas nos governos Temer e Bolsonaro. O dado consolida a tese de que a flexibilização dos acordos de cooperação serviu para institucionalizar a sangria na folha previdenciária.

A fase deflagrada nesta quarta-feira busca desarticular a arquitetura financeira da fraude, mapeando quem criou as entidades, forjou as autorizações de desconto, operou a tecnologia e ocultou os lucros.

CPMI do INSS e a cortina de fumaça da oposição


A CPMI do INSS pavimentou a trilha documental agora executada pela PF. O relatório da maioria recomendou indiciamentos severos, mas a comissão foi encerrada sem a aprovação do texto final, desfecho analisado na cobertura sobre o fim da CPMI do INSS.

Ao longo dos trabalhos, governistas denunciaram a blindagem de aliados por parte do comando bolsonarista. A proteção ficou evidente nas manobras para barrar convocações de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e executivos do Banco Master. Deputados chegaram a exigir o afastamento de Carlos Viana devido às suas ligações com o Banco Master, a Igreja Lagoinha, André Valadão e Nikolas Ferreira.

Simultaneamente, a oposição mobilizou campanhas de desinformação para desviar o foco das investigações. A produção de uma fake news envolvendo veículos de luxo e Frei Chico tentou ligar criminalmente o irmão do presidente Lula e o Sindnapi ao caso, tese amplamente refutada. A farsa foi desmontada em plenário quando a ex-secretária do Careca do INSS negou categoricamente qualquer repasse a Lulinha.

Lei federal encerra descontos associativos


Em resposta à crise, o presidente Lula sancionou a legislação que proíbe em definitivo os descontos associativos na folha do INSS. A medida veta as associações de aplicarem cobranças mensais diretas e institui mecanismos rigorosos de bloqueio de bens contra os fraudadores.

Balanço do INSS indica que mais de 4,1 milhões de beneficiários foram ressarcidos, totalizando R$ 2,8 bilhões devolvidos. Os segurados que ainda identificarem descontos irregulares podem registrar contestação pelo portal Meu INSS, pela Central 135 ou presencialmente nas agências dos Correios.

O rastreio do dinheiro sujo

A Operação Sem Desconto avança agora sobre a recuperação de ativos e a cadeia de comando da fraude. O foco investigativo é a rota do dinheiro, partindo das contas dos aposentados lesados até alcançar empresas de fachada, bancas de advocacia e bens de luxo dos operadores financeiros.

A PF reiterou que os alvos cumprem medidas cautelares e que a análise do material apreendido (dispositivos eletrônicos e registros contábeis) será fundamental para materializar as acusações de organização criminosa e lavagem de capitais. O inquérito reafirma o fato central: uma rede organizada sequestrou bilhões de reais de aposentados e pensionistas vulneráveis por meio de um aparelhamento sistêmico do Estado.


Fonte: REVISTA FÓRUM - 27/05/2026

terça-feira, 26 de maio de 2026

Enem 2026: Inscrições até o dia 5 de junho




                                                 imagem:reprodução




Estudantes de todo o país podem se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a partir desta segunda-feira (25), no site do Enem. O prazo vai até 5 de junho.

A taxa de inscrição é R$ 85 e o pagamento deve ser feito até 10 de junho. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.

Inscrição automática

Uma das novidades deste ano prevê que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no exame. Os estudantes do 3º ano serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher o idioma da prova de língua estrangeira que deseja fazer, informar o município onde quer fazer a prova, além de solicitar recursos de acessibilidade, se necessário. 

Mais locais de prova

Para este ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do certame, estima aumentar para cerca de 10 mil o número de locais de prova em todo o país.

Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avaliação da educação básica. 

FONTE: AG. bRASIL - 26/05/2028

STF acaba com aposentadoria compulsória como maior punição a juízes


                                        Foto:reprodução


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve decisão do ministro Flávio Dino que acabou com a aposentadoria compulsória como maior punição a juízes. Pela decisão do ministro, um juiz que cometeu infração grave deve ter o caso encaminhado ao STF para eventual perda do cargo.

Os ministros entenderam que a aposentadoria compulsória é incompatível com a Emenda Constitucional 103, de 2019.

Em março, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que aposentou compulsoriamente o juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) Marcelo Borges Barbosa e afirmou que esse tipo de punição não tem mais base na Constituição após a reforma da Previdência de 2019. Agora, a Turma referendou a ação de Dino.

Em decisão proferida naquela época, o ministro determinou que o caso fosse reavaliado pelo CNJ, salientando que a sanção de aposentadoria compulsória aplicada ao magistrado não encontra mais respaldo constitucional.

Dino sustentou a tese de que não existe mais aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados após a Emenda Constitucional nº 103, que reformou o sistema previdenciário.

Segundo o ministro, se o CNJ concluir que um juiz cometeu infração grave, o órgão deve encaminhar o caso ao STF para eventual perda do cargo, já que apenas a Corte pode desconstituir decisões do conselho e decidir sobre a permanência de magistrados na função.

“Se esta Corte considerar errada a decisão administrativa do CNJ, a ação judicial conducente à perda de cargo será julgada improcedente, não concretizando a vontade administrativa do citado órgão. Ao contrário, se o STF concordar com o entendimento administrativo do CNJ, a ação judicial de perda de cargo será julgada procedente, operando-se os efeitos dispostos no artigo 95, inciso I, da Constituição”, escreveu o ministro.

De acordo com Dino, o sistema deve garantir punições efetivas para casos graves, sem recorrer à aposentadoria remunerada como forma de afastamento.

O entendimento do magistrado é que essa interpretação se aplica a todos os casos. Com isso, Dino encaminhou uma sugestão ao presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, para que o Conselho reveja o modelo de responsabilização disciplinar.

“Caso considerar cabível rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário, em face da extinção pela Emenda Constitucional nº 103/2019 da aposentadoria compulsória como ‘penalidade’, devendo por conseguinte ser substituída por instrumentos efetivos para a perda do cargo de magistrados que cometem crimes e infrações graves”, completou o ministro.

Críticas

Em decisão, Dino também fez críticas a medidas adotadas no sistema disciplinar da magistratura.

Dino pontuou que “não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada ‘aposentadoria compulsória punitiva’”.

“Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial. Assim, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ, a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal, pelo órgão de representação judicial do CNJ, isto é, a Advocacia-Geral da União”, explicou Dino em sua decisão.

Fonte: /Metrópoles - 26/05/2026

Rio: Ex- governador era próximo e tinha encontros pagaos por Vorcaro, diz PF


                                                foto:reprodução



A investigação da Polícia Federal aponta que a relação do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) com Daniel Vorcaro "não se limitou a contatos institucionais" por meio de investimentos do Rioprevidência no banco, "mas envolveu vínculo pessoal".

As afirmações estão na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a oitava fase da Compliance Zero.

A operação desta terça-feira (26) cumpriu mandados de busca e apreensão contra Castro. A investigação apura aportes bilionários da Previdência estadual no Master. Valores chegam a R$ 3,691 bilhões, entre aplicações em fundos e Letras Financeiras, segundo a PF.



fonte: SBT/NEWS - 26/05/2026

Justiça: Ação do cantor Chico Buarque contra Meta por uso de IA em músicas ganha novo capítulo

 


A ação movida pelo cantor e compositor Chico Buarque contra a Meta, proprietária do Facebook, pelo uso de inteligência artificial associado a suas canções, ganhou um novo capítulo.

 De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a identificação dos responsáveis por perfis que usaram músicas do artista em vídeos gerados por inteligência artificial está mais próxima. 

 

Segundo a publicação, a defesa de Chico protocolou na Justiça os endereços de IP ligados às contas envolvidas, no processo movido contra a Meta.

 

A ação foi iniciada pela equipe do cantor em 2025. Na ocasião, um dos vídeos ilustrava um embate político entre direita e esquerda, e exibia o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em uma caricatura de "ditador", tendo a música 'Cálice', como trilha sonora.

 

Em decisão liminar, a Justiça do Rio determinou a remoção dos vídeos. O caso é conduzido pela advogada Maria Isabel Tancredo.


Fonte: BN -26/05/2026

Aporte aprovado pelo Atlético Mineiro dilui ações de Daniel Vorcaro, preso pela PF, na SAF do clube


                                            foto:reprodução



O Atlético Mineiro aprovou nesta segunda-feira (25) um aporte de R$ 530 milhões na SAF alvinegra, movimento que reduz significativamente a participação acionária de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master e atualmente preso pela Polícia Federal.

 

A decisão foi tomada pelo Conselho Deliberativo do clube em reunião realizada presencialmente na Arena MRV, na última segunda-feira (25). Apenas um conselheiro votou contra a operação. Além do aporte, também foram aprovadas as contas da associação referentes ao último exercício.

 

Com a nova injeção financeira, a composição societária da SAF atleticana sofreu alterações importantes. O grupo liderado por Rubens Menin e Rafael Menin ampliou sua participação de 41,8% para 83,5%, enquanto a fatia vinculada ao Galo Forte FIP — fundo ligado a Daniel Vorcaro — caiu de 20,2% para 6,5%.

 

A associação do clube também teve redução percentual, passando de 25% para 10%.

 

Segundo o CEO do Atlético, Pedro Daniel, cerca de 90% do valor aprovado será destinado ao pagamento de dívidas bancárias do clube.

 

"Um dia bem importante. A aprovação do aporte de R$ 530 milhões é basicamente para pagar dívidas bancárias. Quase 90% do valor. Uma pequena parte para os investimentos que já fizemos, seja nas últimas janelas, mas principalmente para o ecossistema do futebol", afirmou o dirigente.

 

Parte do investimento — aproximadamente R$ 94 milhões — foi realizada por meio do FIGA (Fundo de Investimentos do Galo), mecanismo criado para participação de investidores minoritários ligados ao clube.

 

O cenário ocorre em meio à repercussão envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. O empresário teve prisão preventiva decretada novamente pelo STF após investigações apontarem supostas fraudes bilionárias, manipulação de balanços, lavagem de dinheiro e criação de um grupo de intimidação conhecido como “A Turma”.

 

Vorcaro já estava afastado do conselho de administração da SAF atleticana antes da votação desta segunda-feira.

 


fonte:Bahia Notícias - 26/05/2026

EUA: Agendas da Casa Branca e do Departamento de Estado não citam Flávio Bolsonaro



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 O nome de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência e senador, não aparece na agenda nem da Casa Branca e nem do Departamento de Estado para atividades desta terça-feira. Sua campanha anunciou que ele teria sido convidado pelo presidente Donald Trump para um encontro.

Por enquanto, o governo norte-americano não confirma a reunião e não há nada na agenda oficial com uma referência ao brasileiro.

Interlocutores em Washington confirmaram ao ICL Notícias que não seria uma surpresa um encontro entre o filho do ex-presidente preso por tentativa de golpe de estado e o governo Trump.

O governo brasileiro, de fato, acompanha de perto as movimentações e estaria pronto para emitir uma resposta caso o suposto encontro se transforme em um ataque contra a soberania ou a democracia brasileira. A percepção do Palácio do Planalto é de que Flávio busca uma ‘boia’ para sair da crise envolvendo seu pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro.

Mas a ausência de qualquer referência ao brasileiro na agenda oficial chamou a atenção de diplomatas. O mistério pode ser, na avaliação de experientes diplomatas, uma manobra da ala mais radical do trumpismo para evitar que haja qualquer interferência de grupos mais pragmáticos dentro do próprio governo americano contra o encontro com Flávio.

Outra possibilidade seria a incerteza gerada pela crise com o Irã e o processo negociador em uma fase crítica. Nesta noite, o governo americano lançou mísseis contra bases iranianas, elevando uma vez mais a tensão.

A agenda de Trump

Trump tem agendada uma visita aos médicos na manhã desta terça-feira, fato que despertou o interesse da imprensa americana.

Pela tarde, a agenda oficial divulgada pela Casa Branca cita a existência de três reuniões com a participação de Trump e um jantar. Mas não é explicado quem seriam os interlocutores.

O que diz a agenda:

13h30

O Presidente participa de uma Reunião de Políticas
Salão Oval – Imprensa Fechada

14h30

O Presidente participa de uma Reunião de Políticas
Salão Oval – Imprensa Fechada

17h30

O Presidente participa de uma Reunião de Políticas
Salão Oval – Imprensa Fechada

19h00
O Presidente participa de um Jantar do Rose Garden Club

 

Marco Rubio sequer está nos EUA


No Departamento de Estado, o chefe da diplomacia americana sequer está nos EUA. Marco Rubio está na Índia, onde manteve nesta terça-feira uma reunião com aliados na Ásia. Em seu retorno aos EUA, ele ainda irá fazer uma parada da Armênia e assinar acordos.

Em Washington, seu vice-secretário Christopher Landau, seria a pessoa mais indicada para receber o brasileiro, já que seu dossiê lida especialmente com a América Latina. Mas, em sua agenda, o u4nico anúncio é um encontro com o vice-ministro de Relações Exteriores do Canadá, Arun Thangaraj.

A agenda de outro alto funcionário do Departamento de Estado, Michael Rigas, apenas cita “encontros e briefings”, sem citar o nome do brasileiro.


Fonte: JAMIL CHADE/ICL NOTÍCIAS - 26/05/2026

Salvador: Ex-vereadora Léo Kret é alvo de operação do MP por desvios de verbas públicas



                                               Foto:reprodução


 A ex-vereadora de Salvador, Léo Kret, foi alvo de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (26) durante uma operação do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A informação foi confirmada ao Bahia Notícias, nesta manhã.

 

A ação investiga supostos desvios de verbas públicas. A ex-dançarina atuava como diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ da Secretária Municipal de Reparação (Semur), desde abril de 2025. Como ex-vereadora, ela foi eleita em 2008, com 12.860 votos. Ela foi a primeira vereadora transexual do Legislativo soteropolitano.

 

Dançarina, Léo Kret foi derrotada nas urnas na tentativa de retornar à Câmara Municipal de Salvador (CMS), na última eleição, em 2024. 

 

Leo Kret participou da disputa e recebeu apenas 6.153 votos, ficando na primeira suplência do PDT. 



A OPERAÇÃO


O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou na manhã desta terça-feira (26) a ‘Operação Sponsor’, com o objetivo de investigar suspeitas de peculato, fraudes em processos licitatórios e desvios de recursos públicos originalmente destinados a entidades carnavalescas e organizadores de Paradas LGBTI+ em Salvador.

 

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão público, uma associação e endereços ligados a cinco pessoas físicas, incluindo servidores do município de Salvador. A Justiça também determinou o afastamento do presidente e do diretor-geral da associação investigada, além de duas servidoras municipais.

A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa, com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTI+, da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati) e da Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento de Apoio Operacional (CPAp).

 

De acordo com as investigações, os recursos públicos que deveriam financiar eventos carnavalescos e ações voltadas à comunidade LGBTI+ teriam sido desviados por meio de uma associação de fachada. Segundo os promotores de Justiça, a entidade teria recebido mais de R$ 1,1 milhão do Município de Salvador, e parte desses valores teria beneficiado integrantes da própria associação. Os recursos deveriam viabilizar eventos em 57 bairros da capital baiana, além do apoio a 18 blocos carnavalescos durante o Carnaval de 2025.

 

A apuração teve início após o MPBA receber informações e documentos apresentados por organizadores de eventos e integrantes da comunidade LGBTI+, que relataram irregularidades na destinação de verbas públicas para a realização do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”



Fonte: BAHIA NOTÍCIAS - 26/05/2026