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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro deixa reunião após vazamento de conversas com Vorcaro. Vídeo


                                        foto:reprodução/ Álvaro Luiz/Metrópoles








O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), foi visto deixando o escritório de pré-campanha no Lago Sul, em Brasília, na noite desta quarta-feira (13/5).

Uma reunião de emergência com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN) e Valdemar Costa Neto, líderes do Partido Liberal (PL), foi convocada após a divulgação de mensagens e áudios trocados entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no final de 2025.

Assista:

Vídeo do Youtube

Reportagem do site Intercept Brasil revelou que Flávio negociou com Vorcaro o patrocínio ao filme Dark Horse, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Conforme a publicação, ao menos R$ 61 milhões teriam sido repassados pelo banqueiro, que segue preso por fraudes financeiras no Banco Master.

Em áudio enviado em setembro de 2025, Flávio chegou a cobrar de Vorcaro o pagamento de valores restantes:

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, declarou o senador. “Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, completou.


Fonte:  e /Metrópoles - 13/05/2026

Transcrição mensagens: Intercept Brasil

Argentina: Multidão vai às ruas contra cortes de Milei nas universidades públicas


                                                foto:reprodução




 Por Brasil de Fato / Telesur 

Centenas de milhares de pessoas se manifestaram nesta terça-feira (12) em todas as províncias da Argentina, como parte da Quarta Marcha Universitária Federal. O protesto reuniu estudantes, professores, autoridades universitárias, funcionários não docentes, sindicatos, organizações e famílias que foram às ruas em defesa da educação pública e para exigir que o governo de Javier Milei cumpra a Lei 27.795 sobre o Financiamento das Universidades. A medida foi aprovada em outubro de 2015 após a derrubada do veto presidencial.

Em todo o país, marchas denunciaram a política de desfinanciamento e desmantelamento implementada pelo Executivo Nacional, num contexto em que 70% dos salários de professores universitários e funcionários não docentes estão abaixo da linha da pobreza, com perda salarial equivalente a oito salários desde o início do governo La Libertad Avanza.

Mais de 60 universidades em todo o país exigiram o cumprimento da lei e a destinação de verbas para garantir seu funcionamento. Segundo os organizadores, 1,5 milhão de pessoas se mobilizaram nesta terça-feira em diferentes partes do país.

Sob o lema “Pela educação, universidade pública e ciência nacional”, a mobilização em Buenos Aires foi organizada com o apoio da Federação Argentina de Universidades (FUA), da Frente Nacional de Sindicatos Universitários e do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), e teve seu epicentro na Plaza de Mayo, onde ocorreu o evento principal.

Durante o dia, também foram registradas mobilizações massivas em cidades como Córdoba, Rosário, Santa Fé, Mendoza, Neuquén, Salta, Jujuy, Mar del Plata, Corrientes e Resistencia, entre outras.

Durante a marcha na capital argentina, Guadalupe Perez Bentancur, estudante do curso de bacharelado em Artes Digitais da Universidade Nacional de Quilmes (UNQ), relatou que a situação é preocupante.

“Como estudantes, entendemos a situação atual. Participamos das greves, vamos às marchas com os professores e funcionários administrativos, mas, ao mesmo tempo, sempre existe a preocupação sobre se conseguiremos continuar nossos estudos, se conseguiremos nos formar”, disse.

“Estamos preocupados que o semestre não termine e que a universidade acabe fechando. Sabemos que a única coisa que podemos fazer agora é continuar participando das marchas, das greves e de todas as outras formas de protesto possíveis. Este é um problema visível; tudo o que resta é insistir e pressionar quem está no poder”, pontua Pérez Betancourt.

Segundo um relatório do Centro Ibero-Americano de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação (Ciicti), o orçamento das universidades argentinas caiu este ano para 0,428% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais baixo desde 1989. Esse número contrasta fortemente com os 0,526% do PIB registrados em 2025 e os 0,718% em 2023, antes da posse do atual governo.

O documento aponta que os fundos alocados pelo Ministério da Educação da Argentina para o desenvolvimento do ensino superior sofreram uma queda real de 21,8% em 2024, seguida por um declínio de 3,5% em 2025. As projeções indicam uma queda adicional de 16,9% para 2026, intensificando as preocupações no setor.

Uma das unidades acadêmicas que lideraram o protesto nos últimos meses foi a Faculdade de Ciências Exatas da Universidade de Buenos Aires (UBA), que perdeu um professor a cada dois dias desde dezembro de 2023.

Durante a mobilização, o reitor da instituição, Guillermo Durán, afirmou que Milei está descumprindo a legislação.

“Milei tem que cumprir a lei e não está cumprindo. Resta agora expressar isso a ele nas ruas. Esta é a quarta vez que estudantes universitários vão às ruas para dizer isso a ele”, lembra o reitor.

“O objetivo do governo é eliminar as universidades públicas de qualidade. Quando dizemos: ‘Eles querem fechar as universidades públicas’, eles respondem: ‘Vejam, não estamos fechando’. Não, o que eles estão fazendo é sufocá-las, estrangulá-las para que se tornem de baixa qualidade e, então, uma vez que estejam de baixa qualidade, dirão: ‘Agora não precisamos financiá-las porque são de baixa qualidade’. É perverso”, afirmou Durán.

Durante a mobilização em Entre Ríos, a estudante Sofía Citelli afirmou que “estudar se tornou muito mais difícil porque cada vez mais pessoas precisam sair em busca de trabalho em um contexto em que conseguir um emprego se tornou uma ‘missão impossível’”.

Da mesma forma, ela acrescentou que “alguns estão cursando menos disciplinas e outros simplesmente desistiram porque não conseguem mais pagar o aluguel, o transporte diário ou as despesas básicas”.

Cristian Silva, estudante de Antropologia Social na Universidade Nacional de Misiones, expressou preocupação com a situação em sua universidade. “Muitos professores manifestaram a intenção de abandonar seus cargos. 75% do corpo docente é composto por professores em regime parcial, que recebem um salário máximo de 364.000 pesos. E os estudantes estão vendendo chipa, focaccia, perfumes e outros itens para tentar ganhar algum dinheiro”, afirmou Silva.

Por sua vez, Karen Acosta, estudante do curso de bacharelado em Artes Digitais da UNQ, lamenta as condições dos estudantes e professores.

“Há muitos professores com doutorado e títulos de pós-graduação, e é muito injusto que eles estejam passando por essa situação em que as políticas não os protegem”, protesta a estudante.

Em Buenos Aires, os grupos organizadores denunciaram que a crise enfrentada pelas universidades “não é apenas orçamentária”. “O Poder Executivo, num ato sem precedentes de desprezo institucional, decidiu se insurgir contra os outros dois poderes: ignora a Lei de Financiamento das Universidades nº 27.795, aprovada e ratificada por ampla maioria no Congresso, e desconsidera as decisões judiciais que ordenam seu cumprimento imediato”, declararam membros da Confederação das Universidades Argentinas (FUA) durante a leitura do documento no evento principal na Plaza de Mayo.

“Não podemos permitir que os pilares de nossas universidades — trabalhadores, docentes, funcionários, pesquisadores e estudantes — sejam expulsos do sistema. Se não defendermos nossas universidades hoje, o futuro de prosperidade do país não passará de um sonho. É aqui e agora. As universidades públicas devem ser defendidas. Por mais e melhor educação pública e ciência”, concluíram.

O acesso ao ensino superior público na Argentina é gratuito para os estudantes desde 1949, e muitas das 57 universidades nacionais, financiadas pelo Estado, gozam de sólida reputação acadêmica. Essa tradição de gratuidade e excelência está ameaçada por cortes orçamentários, o que motivou a grande manifestação desta terça em defesa do modelo nacional de educação.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 13/05/2026


Resposta de produtores de filme sobre Bolsonaro amplia crise de Flávio


                                            foto:reprodução


 Por Cleber Lourenço 

As notas divulgadas pela produtora GOUP Entertainment e pelo deputado federal Mario Frias após a revelação de documentos, mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro acabaram ampliando a crise política em torno do senador e do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

O principal ponto das manifestações divulgadas pelos responsáveis pelo projeto foi a tentativa de negar que recursos de Daniel Vorcaro ou do Banco Master tenham sido usados para financiar o longa. O problema é que as notas acabaram deixando sem resposta justamente o destino dos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões — apontados em documentos revelados pelo Intercept Brasil.

Segundo a reportagem, os valores teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações relacionadas ao financiamento do projeto cinematográfico.

Na nota divulgada pela GOUP Entertainment, a produtora afirma que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os financiadores do filme.

Mario Frias reforçou a mesma linha.

“Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, afirmou o deputado federal e produtor executivo do longa.

O empresário Paulo Figueiredo Filho, neto do ex-ditador João Figueiredo e aliado da família Bolsonaro, também saiu em defesa do projeto nas redes sociais e afirmou que o filme não recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.

A mobilização de aliados para reforçar publicamente a negativa sobre os recursos acabou ampliando ainda mais o debate político em torno do caso, principalmente porque os documentos mencionados pelo Intercept Brasil apontam pagamentos milionários associados ao financiamento do filme.

A reportagem questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro sobre esse ponto: se os valores mencionados nos documentos não foram destinados ao filme, para onde o dinheiro teria sido enviado? Até a publicação desta matéria, não houve resposta.

Outro ponto que chamou atenção foi o fato de Mario Frias ter afirmado que, “ainda que houvesse” dinheiro de Vorcaro no projeto, “não haveria problema algum”, alegando que se trataria de uma relação privada sem uso de dinheiro público.

A declaração foi vista por integrantes da oposição como uma mudança parcial na estratégia de defesa adotada inicialmente pelos envolvidos no caso. Primeiro, a linha das manifestações públicas buscou negar qualquer ligação financeira entre Vorcaro e o filme. Agora, além da negativa, a nova nota também sustenta que eventual aporte privado não configuraria irregularidade.

Na mesma nota, Mario Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme nem na produtora responsável pelo projeto.

“Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, escreveu.

A declaração acabou reforçando a percepção de que Flávio Bolsonaro participava das articulações para captação de recursos do longa, algo que ajuda a explicar os áudios revelados pelo Intercept Brasil em que o senador aparece cobrando pagamentos e relatando preocupação com a continuidade do projeto.

As notas divulgadas pelos responsáveis pelo filme também deslocaram o foco da crise. Inicialmente, o centro da discussão estava na relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Agora, o debate passou a girar também em torno do destino dos recursos mencionados nos documentos revelados pela reportagem.


Fonte: ICL NOTÍCIAS/REPRODUÇÃO - 13/05/2026

SP: Em coletiva, Tarcísio se recusa a comentar a "bomba" do dia, que liga Flávio Bolsonaro a Vorcaro


                                              foto:reprodução/Redes Sociais



Durante uma entrevista coletiva sobre a explosão em obra da Sabesp na Zona Oeste de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se recusou a fazer comentários a respeito da revelação do pedido de dinheiro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro.

 

"Isso não é pauta", disse Tarcísio, em resposta a um questionamento feito por uma repórter do jornal O Globo. 

 

O governador reforçou que o assunto da entrevista era a recente explosão ocorrida na comunidade de Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. A explosão deixou um morto, três feridos e dezenas de desalojados. 

 

"Estamos falando deste assunto aqui no dia de hoje", colocou Tarcísio, cortando de forma abrupta a repórter.  


Fonte: BN em 13/05/2026.

'ESTOU E ESTAREI CONTIGO SEMPRE' diz Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro ao pedir R$ 134 milhões para bancar filme sobre Jair


                                                  foto:reprodução


"Militante não dá, cara". Essa foi a resposta que o senador Flávio Bolsonaro deu ao nosso repórter Thalys Alcântara após ser questionado sobre a ligação do filme de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro.


Apesar do deboche com a equipe do Intercept Brasil, nossa reportagem revela uma série de trocas de mensagens entre o filho de Bolsonaro e o banqueiro – com pedidos de dinheiro e convites para jantares.

Leia a reportagem completa no site do Intercept Brasil no link abaixo publicada em 13/05/2026 que pode mudar o rumo da pre´-campanha da oposição ao governo Lula em 2026.

Anvisa detecta bactéria em mais de 100 lotes de produtos suspensos da Ypê


                                                   foto:reprodução/Imagem: Otavio Valle


A bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada em mais de 100 lotes de produtos da marca Ypê suspensos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no último dia 7. 

Confira a reportagem no link abaixo do site UOL desta quarta-feira (13).


 https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/05/13/anvisa-identificou-bacteria-pseudomonas-em-mais-de-100-lotes-da-ype.ghtm

Banco Master: Equipe de filme de Bolsonaro tinha cerca de 130 pessoas, pagas com repasses de Vorcaro

                                         foto:reprodução



Diálogos revelados pelo The Intercept, nesta quarta-feira (13/5), mostram que o senador do PL e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pediu o valor milionário para o banqueiro para a produção do filme.

Documentos da produção de Dark Horse mostram que 23 grupos compunham a equipe do filme, como direção, maquiagem, figurino e outros. O diretor do filme-biografia de Jair Bolsonaro, Noah Cyrus, é citado no áudio de Flávio para Vorcaro como um “cara renomadíssimo” no cinema americano e mundial.

O senador insistia em receber os valores prometidos por Vorcaro alegando não poder atrasar o pagamento da equipe para não comprometer o sucesso do filme.

“Tem muita parcela para trás… Tá todo mundo tenso. […] Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. […] E agora, que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, senão a gente perde tudo, perde os contratos, perde ator, diretor, equipe. Perde tudo”, disse Flávio a Vorcaro.

 As gravações do filme começaram 42 dias após a cobrança do senador ao banqueiro, no dia 20 de outubro de 2025. Meses antes, no início de 2025, Vorcaro conversou com seu cunhado, o empresário e pastor Fabiano Zettel sobre os repasses ao projeto cinematográfico do clã Bolsonaro.

Em 5 de fevereiro de 2025, Zettel teria dito a Vorcaro que, sobre o “filme”, “estava tentando desde ontem” e alega que o “câmbio do Master [estava] criando caso”. O banqueiro pergunta para quem deveria fazer o repasse e orienta: “Vamos fazer via Entre [que seria a empresa Entre Investimentos e Participações]”.

Vorcaro decreta o envio do dinheiro: “Manda a grana”.

fonte:Tácio Lorran/Metrópoles - 13/05/2026 

Flávio pediu a Vorcaro financiamento quatro vezes maior do que de “Agente Secreto”


                                                               foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo


O financiamento solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro para a gravação de uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro seria suficiente para gravar mais de quatro vezes um filme como “Agente Secreto”, concorrente ao Oscar de melhor filme na edição deste ano.

Os valores envolvidos estão muito acima do que se pratica no cinema do Brasil, onde foi gravado Dark Horse, com mão de obra brasileira. O “Agente Secreto”, por exemplo, teve orçamento aprovado de R$ 28 milhões, sendo aproximadamente metade vindo de financiamento estrangeiro.

Vencedor do Oscar de filme internacional em 2025, “Ainda Estou Aqui” custou R$ 45 milhões, um terço do valor pedido por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre o pai dele. Outros filmes de primeira linha brasileiros, como Bacurau, não passaram de R$ 10 milhões de orçamento.

O valor citado por Flávio Bolsonaro também é incompatível com o histórico de arrecadação de filmes brasileiros. Segunda maior bilheteria da história entre as produções nacionais, Minha Mãe É uma Peça 3, por exemplo, arrecadou R$ 143 milhões em 2019.


Fonte: /Metrópoles - 13/05/2026