• Praça do Feijão, Irecê - BA

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Sorocaba: Prefeitura é acusada de abrir vala para vídeo de prefeito Rodrigo Manga


                                            foto:reprodução


A Prefeitura de Sorocaba é alvo de questionamentos após uma obra em via pública ter sido, supostamente, realizada apenas para servir de cenário a um vídeo publicado nas redes sociais do prefeito Rodrigo Manga.

 

De acordo com informações do portal g1, equipes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e de empresas terceirizadas foram mobilizadas no dia 9 de abril, no bairro Jardim Leocádia, para abrir e fechar um buraco na via sem necessidade técnica.

 

A intervenção coincidiu com a gravação de um vídeo de 19 segundos em que o prefeito, conhecido como “prefeito tiktoker”, empurra um personagem para dentro de uma vala com água escura, antes de divulgar ações de recapeamento e encerrar com um bordão sobre a cidade. O conteúdo alcançou milhões de visualizações.

 

Documentos internos indicam que ordens de serviço teriam sido elaboradas para justificar a intervenção, mencionando vazamento de água, afundamento do solo e manutenção de rede de esgoto. No entanto, servidores afirmam que não havia sinais desses problemas no local antes da obra. Imagens registradas momentos antes dos trabalhos também não mostram indícios de água na pista, esgoto exposto ou deformações no asfalto.

 

As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público, incluindo uma representação feita pelo vereador Raul Marcelo (PSOL). O órgão confirmou que os casos estão sob análise.


Em nota, a prefeitura negou irregularidades e afirmou que a vala foi aberta por equipe do Saae para manutenção na rede de esgoto, com substituição de uma abraçadeira danificada e recomposição do pavimento no mesmo dia, seguindo os protocolos internos e com registro formal da solicitação.

Fonte: BN -24/04/2026

Câmera: Hilton diz que PL apoiou PEC 6×1 por não ter desculpa ao trabalhador



                                          Foto:reprodução



A deputada Erika Hilton (PSol-SP) disse, nesta sexta-feira (24/4), que o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de folga — por não ter justificativa para apresentar ao trabalhador caso votasse contra o texto.

“Eles não votaram porque querem fazer a discussão, votaram porque ainda não conseguiram encontrar uma justificativa para explicar ao trabalhador brasileiro (…) por que o PL e parte do Centrão são contrários a essa matéria”, declarou Erika.

A deputada é uma das autoras da proposta, cuja admissibilidade — ou seja, a análise sobre se o texto está de acordo com a Constituição — foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nessa quarta-feira (22/4).

Mais cedo, Sóstenes também concedeu entrevista ao Contexto e disse que o partido poderá votar favoravelmente ao texto “lá na frente”. O líder votou favoravelmente à PEC na CCJ.

O bolsonarista defendeu o debate da proposta para aprimorá-la. A PEC de Hilton foi apensada à do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), por tratarem de temas correlatos. O projeto de Erika foi classificado por Sóstenes como “horroroso”.


Fonte: METROPLES- 24/04/2026

Quem é o secretário de Trump que chamou brasileiras de “putas e raça maldita”


                                                foto:reprodução/X


O nome do enviado especial para assuntos globais de Donald Trump, Paolo Zampolli, chamou atenção nesta semana após fazer declarações machistas e xenofóbicas contra mulheres brasileiras, em uma entrevista à emissora italiana RAI.

Zampolli disse que “mulheres brasileiras são programadas para causar problemas” ao falar sobre sua ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos.

Em um momento em que acreditava não estar sendo gravado, o secretário de Trump afirmou que “as brasileiras são todas iguais” ao se referir a outra mulher chamada Lídia.

“É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”, declarou.

No ano passado, Amanda foi deportada dos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) do Governo Trump. Segundo o jornal New York Times, Zampolli teria exercido pressão junto ao ICE para o detimento e deportação da brasileira.

Quem é Zampolli

Paolo Zampolli, de 56 anos, é um empresário ítalo-americano nascido em uma família rica de Milão. Aos 18 anos, herdou uma empresa de brinquedos após a morte do pai, no entanto, logo vendeu a empresa e decidiu se mudar para os Estados Unidos para ingressar no mundo da moda.

Em 1990, ele fundou uma agência de modelos em Nova York e ficou conhecido por ter apresentado a atual primeira-dama, Melania Trump, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A carreira sua carreira política começou em 2017, quando assumiu o cargo de embaixador da Dominica junto à ONU. Em março de 2025, ele assumiu o cargo de enviado especial de Trump para assuntos globais.

Também nesta semana o nome de Zampolli veio à tona após ele sugerir à FIFA trocar o Irã pela Itália na Copa do Mundo de futebol, que será realizada em junho nos Estados Unidos, Canadá e México.


Fonte: /Metrópoles - 24/04/2026

Justiça determina suspensão de processo eleitoral e afastamento do presidente da Fecomércio-BA



                                                 Foto: Reprodução / Instagram / Kelsor Fernandes


A 20ª Vara do Trabalho de Salvador concedeu, nesta quinta-feira (23), uma tutela de urgência determinando a suspensão imediata do processo eleitoral da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) para o quadriênio 2026-2030. A decisão, proferida pela juíza Alice Catarina de Souza Pires, também estabeleceu o afastamento cautelar e provisório de Kelsor Fernandes de suas funções como presidente da entidade até o julgamento definitivo.

 

A medida judicial responde a uma ação anulatória proposta pelos empresários Ruy Argeu do Amaral Andrade e Luiz Gonzaga do Amaral Andrade. Os autores da ação sustentam a existência de vícios procedimentais e fraude no processo sucessório, argumentando que o atual presidente, na dupla condição de condutor do pleito e candidato à reeleição pela Chapa 01, teria cometido abusos para inviabilizar a fiscalização da sua própria candidatura.

 

Conforme detalhado na petição inicial, o Regulamento Eleitoral da federação estabelece um prazo de cinco dias para que a diretoria julgue impugnações contra o registro de chapas. Entretanto, os autores alegam que houve a retenção indevida do procedimento por 18 dias. A peça aponta ainda uma inversão na ordem das deliberações ocorridas no dia 27 de fevereiro de 2026: o recurso que excluiu a Chapa 02 (dos autores) teria sido pautado para uma sessão às 8h, enquanto a impugnação contra a Chapa 01 foi analisada em reunião posterior da diretoria, na mesma manhã.

 

Essa cronologia, segundo a argumentação acolhida preliminarmente, teria provocado a chamada ilegitimidade superveniente dos autores. Ao excluir a Chapa 02 minutos antes de apreciar as denúncias contra a Chapa 01, o processo de impugnação foi arquivado sem a análise do mérito das irregularidades apontadas, sob o fundamento de que os impugnantes não eram mais candidatos.

 

O documento inicial elenca uma série de inelegibilidades que teriam sido suprimidas desse controle. Entre os pontos mencionados estão candidatos com empresas baixadas, falta de tempo mínimo de atividade comercial ou sindical exigido pelo estatuto, e até a inclusão de nomes sem consentimento formal. Um dos casos citados refere-se a um candidato que estaria sob interdição e curatela provisória por incapacidade civil.

 

Em sua fundamentação, a magistrada Alice Catarina de Souza Pires destacou que os requisitos para a concessão da tutela — a probabilidade do direito e o perigo de dano — foram preenchidos. A juíza ressaltou que o condutor do procedimento que resultou na exclusão da chapa opositora é o atual presidente e interessado direto no resultado. Além disso, considerou que a manutenção da eleição, designada para o dia 29 de abril de 2026, sob tais condições, traria risco de instabilidade jurídica.


Fonte:BN - 24/04/2026

No governo Bolsonaro: Abin monitorou pandemia além da saúde e apontou atuação da extrema direita


                                             foto:reprodução



 Por Cleber Lourenço

A análise de 11 relatórios de inteligência produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre janeiro e maio de 2020 mostra que o órgão monitorou a pandemia de Covid-19 muito além da dimensão sanitária. Os documentos, classificados como reservados à época, indicam que a agência acompanhou riscos relacionados ao abastecimento de insumos médicos, tensões sociais, uso de tecnologias de vigilância, movimentações de grupos extremistas de direita e impactos no crime organizado.

Os relatórios também revelam que parte desses cenários foi identificada antes de se consolidar no Brasil, incluindo o risco de desabastecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), reorganização de rotas do tráfico e a possibilidade de conflitos sociais em regiões vulneráveis.

Alerta precoce e incerteza sobre o vírus

Um dos primeiros documentos analisados, datado de 20 de janeiro de 2020, já indicava preocupação com o potencial de disseminação internacional do vírus.

“O potencial de propagação da doença e o aumento do fluxo de chineses, em razão do feriado do Ano Novo Chinês, fez com que alguns países […] reavaliassem os riscos”, aponta o relatório.

O mesmo documento registra ainda incertezas sobre a transparência das informações:

“A falta de transparência e a demora no repasse de informações pelo governo chinês compromete a reavaliação do risco de propagação internacional do vírus.”

Apesar disso, um relatório posterior, de fevereiro, indicava uma possível redução do risco global, apontando que a circulação do vírus poderia diminuir com as medidas de quarentena adotadas na China.

Risco de desabastecimento foi antecipado

Um dos pontos mais sensíveis identificados pela Abin aparece em relatório de 6 de março de 2020, que trata dos impactos da epidemia no abastecimento de produtos da área de saúde no Brasil.

O documento afirma:

“Há perspectiva de disseminação global da COVID-19 […] o que poderá afetar negativamente a cadeia de suprimentos médicos, tais como equipamentos de proteção individual, produtos medicinais, insumos e preparações farmacêuticas.”

A análise aponta ainda a dependência externa do Brasil:

“No Brasil, há crescente dependência de importações de produtos médico-hospitalares, sobretudo de alta tecnologia.”

O relatório também registra dificuldades concretas na tentativa de ampliar estoques:

“O Ministério da Saúde planejava a compra do triplo da média de consumo de EPIs para noventa dias […] Parte da compra, no entanto, não pôde ser concretizada, por falta de oferta.”

Pandemia como fator de tensão social

Outro eixo relevante dos documentos trata do impacto social da pandemia, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade.

Relatório de 19 de março de 2020 aponta risco de aumento de tensões em Roraima, no contexto da migração de venezuelanos.

“A pandemia de Covid-19 […] pode agravar o cenário de crise econômica […] e a precariedade do sistema de saúde local e a possibilidade de conflito envolvendo comunidades e imigrantes.”

O documento também registra condições estruturais críticas:

“Os imigrantes são alojados em abrigos com falta de higiene adequada, onde a propagação do vírus ocorre de maneira acelerada.”

Além disso, há menção a episódios anteriores de violência:

“Há histórico de episódios de agressão física contra imigrantes venezuelanos.”

Uso de vigilância e debate sobre controle estatal

Os relatórios também mostram que a Abin monitorou o uso de tecnologias de vigilância em outros países como resposta à pandemia.

Documento de 2 de abril de 2020 aponta que diferentes governos passaram a utilizar dados de geolocalização, câmeras de segurança e registros de telecomunicações para rastrear infectados.

“Agências governamentais estariam utilizando câmeras de segurança, geolocalização de aparelhos celulares e registros de transações para reconstruir os movimentos de indivíduos contaminados.”

O relatório também discute limites legais no Brasil:

“Não há legislação que discipline o uso de metadados para fins de segurança pública […] e a legislação antiterrorismo não permite a configuração do tipo legal sem que tenha havido motivação específica.”

Extremismo de direita e pandemia como oportunidade para radicalização

Os documentos revelam que a Abin identificou, ainda nos primeiros meses da crise sanitária, a atuação de grupos de extrema direita que tentavam explorar a pandemia como vetor de radicalização e mobilização.

Relatório de 6 de abril de 2020 aponta:

“Conversas criptografadas […] revelaram a discussão de neonazistas sobre como a situação de pandemia de Covid-19 pode ser benéfica para a causa defendida por eles.”

O documento descreve que esses grupos não apenas debatiam o tema, mas também produziam conteúdo de intimidação e propaganda violenta:

“Fotos de neonazistas vestidos com roupas militares, portando fuzis e convocando demais para ações violentas diretas […] foram postadas com legendas em inglês e ucraniano.”

A análise indica que a pandemia foi incorporada ao discurso ideológico desses grupos como justificativa para ações extremistas:

“Para esses grupos, […] seria o momento de ‘vingança’ e ‘resistência’, com incentivo a ações violentas contra a sociedade.”

Os relatórios apontam que esses atores passaram a utilizar o ambiente digital como espaço de articulação, com circulação de conteúdos em canais fechados e criptografados, além da tentativa de mobilização de simpatizantes.

Há também menção ao uso da pandemia como ferramenta política e narrativa de conflito:

“Grupos extremistas têm usado a pandemia de Covid-19 para legitimar […] ideologias de cunho radical, convocando ativistas para atos de vandalismo e sabotagem durante o período de quarentena.”

Embora o documento indique que, no Brasil, essas movimentações ainda eram incipientes naquele momento, a avaliação de inteligência já apontava risco de escalada.

Crime organizado: pandemia não parou o tráfico e alterou rotas

Os relatórios mostram que a pandemia não interrompeu o funcionamento do crime organizado, mas provocou adaptações operacionais relevantes, especialmente no tráfico de drogas.

Documento de maio de 2020 aponta:

“As medidas de combate à COVID-19 dificultaram o tráfico de drogas […] no entanto, não há relatos de desabastecimento de entorpecentes em nenhum dos estados brasileiros.”

Apesar da manutenção da oferta, a Abin identificou efeitos econômicos imediatos:

“Já se têm notícias a respeito de aumento no valor da droga, o que parece decorrer da menor quantidade disponível.”

O relatório também destaca o volume expressivo de apreensões, indicando manutenção da atividade criminosa em larga escala:

“Mais de 90 toneladas de drogas […] foram interceptadas nas estradas brasileiras nos primeiros meses de 2020.”

Outro ponto central identificado é a reorganização geográfica das rotas do tráfico em razão das restrições de mobilidade internacional:

“Com o aumento nas restrições de trânsito entre Peru e Bolívia é possível que parte das drogas […] seja direcionada para a região norte do Brasil, especialmente pelas fronteiras terrestres e fluviais.”

A análise indica que estados da Região Norte passam a ganhar relevância estratégica no escoamento:

“Nesse contexto, o Estado do Acre evidencia-se como hub (centro de distribuição) para o resto do país.”

Os relatórios também observam que o ambiente de restrições sanitárias não eliminou conflitos entre facções, mas alterou sua dinâmica:

“O conflito entre Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) […] continua a reverberar nos confrontos entre facções em diversos estados, embora menos agudo.”

Além disso, há indícios de reorganização interna das organizações criminosas em áreas de fronteira:

“Indicam momento de reorganização do grupo criminoso na região, onde busca consolidar sua influência, aumentar o fluxo do tráfico de drogas e conter a expansão de grupos locais rivais.”

O documento também registra que, mesmo com restrições no sistema prisional, as organizações mantiveram sua capacidade de articulação:

“No cenário prisional […] as organizações criminosas, em geral, seguem adotando conduta favorável ao isolamento”, sem prejuízo da continuidade de suas atividades.

Segurança pública e risco de paralisações

Outro relatório indica preocupação com a possibilidade de mobilizações de forças de segurança pública.

“Após a superação da presente crise de saúde pública, […] é provável que ocorram paralisações dos órgãos de segurança pública nas Unidades da Federação.”

As demandas estavam relacionadas principalmente a condições de trabalho, exposição ao vírus e fornecimento de equipamentos de proteção.

Pandemia e disputas tecnológicas

A pandemia também foi analisada sob a ótica tecnológica, com destaque para os impactos na implementação do 5G.

Relatório de maio de 2020 aponta:

“A pandemia de COVID-19 tem impactado a implementação das redes 5G […] com atrasos em processos regulatórios e cadeias produtivas.”

Ao mesmo tempo, o documento indica oportunidade:

“O atual cenário permite ao Brasil assumir posição de liderança […] entre países emergentes.”

Monitoramento ampliado do Estado

O conjunto dos documentos indica que a pandemia foi tratada pela Abin como um fenômeno multidimensional, com impactos simultâneos na saúde, economia, segurança pública, relações internacionais e estabilidade social.

Os relatórios foram distribuídos a diferentes órgãos do governo federal, incluindo estruturas ligadas à Presidência da República e áreas de segurança institucional, o que indica que essas avaliações estavam disponíveis para a tomada de decisão no início da crise sanitária.

Ao longo dos documentos, a pandemia aparece não apenas como um evento sanitário, mas como um vetor de instabilidade com potencial de afetar diversas áreas do Estado brasileiro.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 24/04/2026



SC: Universidades particulares que homenagearam governador ganharam R$ 890 milhões do Estado

                                            foto:reprodução


“Por causa de honra” – esse é o significado, em português, do latim “honoris causa”, honraria e distinção acadêmica concedida por universidades a personalidades importantes por algum feito em áreas como arte, ciência e educação. No dicionário político de Santa Catarina, no entanto, esse mérito parece ter um custo. 

Agraciado com cinco títulos desde 2023, o governador Jorginho Mello carimbou R$ 890 milhões em recursos públicos para as quatro universidades que lhe premiaram – a outra honraria veio da associação presidida pelos dois secretários de Educação que atuaram em seu mandato.

A última distinção foi concedida pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), no início de 2026, em uma cerimônia repleta de bajulação e com propaganda política explícita, disponível no Youtube. Um vídeo institucional de quase três minutos detalhando obras em estradas, segurança pública e cirurgias eletivas se mostra estranho ao propósito da solenidade de outorga de título.

“Um dos números que nos intrigava por muito tempo era um chamado índice de inadimplência. Devo lhe dizer que nos últimos anos ele quase não foi olhado porque ele ficou tão pequeno que não nos preocupa mais, governador”, disse o presidente da Fundação que mantém a universidade, professor Genésio Téo.

A Unoesc recebeu, de 2023 até este mês, R$ 422 milhões em recursos dos cofres da educação pública catarinense. Cursos de Medicina e Direito consomem a maior parte do montante das bolsas pagas, sem que se justifique a necessidade de formação de recursos humanos nessas áreas no Estado. As bolsas também foram investigadas em uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado, por serem pagas em benefício de pessoas ricas e com patrimônio milionário.

“Nós faremos esforço e trabalharemos para que o seu mandato seja até 2030″, disse, na cerimônia, o ex-reitor da Unoesc Aristides Cimadon, que foi secretário de Educação do governo até 2025. Cimadon foi substituído pela reitora da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc), Luciane Ceretta, instituição que também concedeu a distinção acadêmica a Jorginho Mello, com o caixa inflado em R$ 316 milhões em recursos públicos.

Quando aprovou a honraria ao governador, a Unesc a anunciou junto com o honoris causa do deputado federal e líder do PT, Pedro Uczai. A manobra diplomática, no entanto, não apaga os dados da transparência pública: nos primeiros meses de 2026, a Unesc liderou os repasses do orçamento estadual no programa Universidade Gratuita, como destacamos na coluna.

“São personalidades que imprimem verdadeiros legados na educação e merecem esse reconhecimento”, disse a secretária de Educação que carimba as verbas e reitora licenciada da universidade milionária, Luciane Ceretta. Apesar de comunitárias, as universidades cobram mensalidades caras e que crescem substancialmente ao longo dos anos, sem sistemas de transparência que mostrem aos cidadãos para onde vão os recursos geridos por fundações com baixa transparência.

Curso nota 1 e verba nota R$ 74,2 milhões

A Universidade do Contestado (UnC) também agradou Jorginho Mello com o título acadêmico, em dezembro de 2025. “A honraria reconhece a contribuição do governador pela atenção ao ensino superior, desde seu mandato como deputado estadual, bem como pela política de acesso e permanência dos alunos na Universidade por meio do Programa Universidade Gratuita, além de expressar o reconhecimento da UNC ao incentivo e à valorização do ensino superior catarinense”, registrou o texto institucional.

Um mês depois, a Universidade receberia o resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed)  2025, em que obteve nota mínima, a um passo do descredenciamento. Desde 2021, a instituição particular recebeu R$ 74,2 milhões do governo.

De 2023 até janeiro deste ano, mais de R$ 17 milhões tinham sido usados só para bancar mensalidades do curso considerado de péssima qualidade pelo MEC, no campus de Mafra. Os números atualizados, no entanto, mostram que este valor já será superado: segundo o portal da transparência, o curso de Medicina nota 1 vai receber R$ 16,2 milhões somente no primeiro semestre de 2026.

Além de terem alimentado, em sua maioria, bolsas nos cursos de Medicina, Medicina Veterinária, Odontologia e Direito, os R$ 890 milhões das instituições que premiaram Jorginho Mello representam, em volume de recursos, duas vezes mais do que o orçamento previsto para a alimentação escolar na educação básica em 2026.

Universidade privada e Associação de Comunitárias também premiaram governador

O Centro Universitário Unifacvest, da cidade de Lages, universidade privada, premiou Jorginho Mello ainda em 2024. A instituição recebeu verbas crescentes desde então, passando de R$ 13,4 milhões em 2023 para R$ 25,6 milhões em 2026. Na soma, já chega à cifra de R$ 76,4 milhões do orçamento público, em verbas que deveriam ter ido para os municípios, conforme noticiado pela coluna.

A Agência de Notícias do governo chegou a fazer propaganda da homenagem recebida pelo governador. “O governo veio, iniciou suas atividades e nós podemos dizer que fomos brindados com muito mais do que aquilo que havia sido prometido. O seu compromisso foi muito maior na sua realização: mais estudantes das instituições privadas, mais estudantes das instituições públicas puderam e vão poder, no futuro, cursar o ensino superior”, disse o reitor Geovani Broering em seu discurso.

Antes, em 2023, a Associação das Universidades Comunitárias de Santa Catarina, a Acafe, também já havia concedido o honoris causa ao governador. Juntas, as instituições particulares que congregam a Acafe receberam R$1,4 bi no Universidade Gratuita, com previsão de mais R$ 1 bi somente neste ano eleitoral.

Se somado esse valor ao das quatro universidades que honraram Jorginho Mello, o custo “por causa de honra” dessas premiações ultrapassa os R$ 3 bilhões, mais do que todo o valor reservado para a gestão do ensino fundamental pelo governo catarinense em 2026.

A meritocracia que custa caro pode ser ironicamente representada pela fala do governador na cerimônia da Unoesc, ao se referir ao fato de o Estado pagar a “faculdade dos sonhos” para estudantes. “Foi por isso que nós estamos gastando R$ 1 ,2 bilhões por ano para para pagar universidade para quem não tem condições de pagar. Isso não é pouco dinheiro Isso não existe no Brasil”.


Fonte: AMANDA MIRANDA/ICL NOTÍCIAS - 24/04/2026

Rio: Namorado acusado de ter matado a jovem modelo teixeirense Ana Luíza já tinha um histórico de violência

Foto:Reprodução/PCRJ
                                             foto:Redes Sociais


O namorado da modelo, influenciadora digital e psicóloga teixeirense Ana Luiza Mateus, 29 anos, identificado como Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, morreu no final da tarde desta quarta-feira (22/04), horas depois de ter sido preso em flagrante, acusado de ferido e atirado a namorada do 13° andar de um edifício na Barra da Tijuca, zona sudoeste, no Rio de Janeiro. A Polícia Civil informou que o suspeito cometeu suicídio na cela da Delegacia de Homicídios da Capital, se utilizando de forros de cama.

A influenciadora digital Ana Luiza foi encontrada morta após cair na área de serviço de um prédio, na manhã desta quarta-feira (22). Ela era uma jovem de 29 anos, natural de Teixeira de Freitas (BA), e a representante do estado da Bahia no concurso de beleza nacional, Miss Cosmo Brasil 2026. O namorado dela, Endreo Cunha havia sido preso em flagrante por suspeita de feminicídio. No curso das investigações, foi constatado ainda que o indivíduo utilizava documento de identificação em nome do irmão, fato posteriormente confirmado pela perícia criminalística. Ao ser preso, Endreo disse que a briga entre ele e Ana Luíza foi por ela querer o término da relação. Eles estavam juntos havia três meses.

Testemunhas contaram que viram o casal chegar ao condomínio Alfa Park, na Barra da Tijuca, discutindo. Após a briga, Endreo deixou o prédio sozinho. Funcionários teriam dito à Ana Luiza para que ela deixasse o local caso o namorado voltasse. A modelo disse então que já havia comprado uma passagem de volta para casa, na Bahia, no entanto, havia decidido permanecer mais um tempo no imóvel até o horário da viagem. A queda aconteceu por volta das 05h30 da manhã de hoje (22). Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o voo de Ana Luiza com destino a Porto Seguro, com escala em Confins, estava marcado para esta própria madrugada de quarta-feira (22).

O delegado responsável pelo caso, Renato Martins, disse que o casal embora demonstrasse nas redes sociais um status de luxo e curtição, vivia em conflito: “Nós temos vários elementos e evidências, diversas testemunhas de fontes independentes, pessoas distintas, que falaram a mesma coisa. Havia entre eles uma relação muito abusiva, uma discussão acalorada há alguns dias, e nesta madrugada, especialmente, houve uma espécie de guerra entre eles, que foi muito ouvida por vizinhos, pelos funcionários do condomínio. E além disso, não apenas esses elementos, nós temos também mensagens trocadas entre a vítima e parentes, amigos e o próprio autor do fato”.

O delegado Renato Martins ainda afirmou que o suspeito alterou a cena do crime e tentou deixar o local pela porta dos fundos. Segundo ele, Endreo tinha muito ciúme da namorada. Ana Luiza era natural de Teixeira de Freitas, onde iniciou sua trajetória como maquiadora e depois como influenciadora digital, formada em psicologia, viajou por muitos lugares bonitos produzindo conteúdos inéditos e passou por várias transformações plásticas, tinha milhares de seguidores nas redes sociais e era candidata ao Miss Cosmo Brasil. Em nota, a organização do Miss Cosmo Brasil 2026 disse que manifesta profundo pesar pela morte da baiana Ana Luíza, que era uma jovem em ascensão e construía com esforço e talento a sua trajetória.

Namorado acusado de ter matado a teixeirense Ana Luíza é encontrado morto em cela horas depois da sua prisão no RJ
Endreo Lincoln Ferreira da Cunha foi preso pela morte de Ana Luíza e se matou por enforcamento na prisão.


Quem era o acusado da morte de Ana Luiza

O homem preso pelo feminicídio da modelo Ana Luiza Mateus, 29 anos, se chamava Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, era natural do Mato Grosso do Sul e tinha mais de 20 anotações criminais. Em um dos casos, foi condenado a três anos em regime aberto por atropelar um policial civil. Segundo o delegado Renato Martins, Endreo não confessou ter agido para matar a namorada, mas se disse “culpado” pela morte de Ana Luiza.

“Ele diz que não foi ele que fez, mas que ele é o culpado. Ele falou uma série de impropérios para ela, xingou disso, daquilo outro, diminuiu a pessoa dela como mulher, aquele aspecto de violência moral, de violência contra a mulher, extremamente abusivo”, contou o delegado Renato Martins, da Delegacia de Homicídios.

Endreo foi condenado por atropelar um policial civil ao ser abordado após sair de uma festa. Ele tinha se envolvido em uma confusão na festa em que estava e saiu em alta velocidade, em março de 2011. Na fuga, o policial atirou e baleou Endreo, que não tinha carteira de motorista.

Ele também já tinha sido baleado pelo próprio pai em 2019, por conta de uma dívida. O filho afirmava, na época, que a dívida seria de R$ 2 milhões, mas a defesa do pai negou e disse que Endreo exigia R$ 200 mil a qualquer custo para cursar medicina no Paraguai.


Fonte: TEIXEIRA NEWS/REPRDUÇÃO - 24/04/2026 -7h

Título: Blog

Televisão: Ex-repórter do programa desabafa e faz grave acusação contra Ratinho

                                              Foto:reprodução/redes sociais


 Ney Inácio, jornalista e ex-repórter do Programa do Ratinho, voltou a fazer críticas públicas ao apresentador Carlos Massa. Em uma publicação feita no Instagram, o comunicador compartilhou uma foto antiga ao lado do veterano e desabafou sobre a saída da televisão.

“Há 4 anos deixava a televisão e o Programa do Ratinho. Não sinto falta”, escreveu na legenda. Em seguida, ele acrescentou: “Saudade do público que sempre gostou do meu trabalho. O carinho das pessoas era algo muito especial. Foram 25 anos no SBT. Passou e bola pra frente”.

O relato de Ney Inácio


Nos comentários, um internauta questionou o motivo de seguir falando sobre Ratinho. A resposta de Ney, no entanto, trouxe novas acusações e um relato sobre problemas de saúde enfrentados nos últimos anos.

“Não entende? Você acompanhou minha saída? Ajudei com minhas matérias a audiência por 26 anos. Ajudei o cara ficar bilionário. Em 2022 fui diagnosticado com câncer no rim, câncer de próstata e com metástase nos ossos. Quando comuniquei ao SBT e ele eu fui demitido”, afirmou.

Na sequência, o jornalista relatou dificuldades após o desligamento. “Fui demitido via e-mail. Fiquei sem plano de saúde para tratar, sem dinheiro porque era PJ. Quase morri. Me salvei por ajuda e alguns amigos. Fui proibido de trabalhar porque os cânceres judiam muito da gente”, escreveu.

Ainda no comentário, Ney disse ter vencido uma ação judicial relacionada ao caso. “Depois de 3 anos ganhei a ação e Ratinho e SBT começaram a enrolar para pagar. Foi mais 1 ano e a saúde indo pro saco. Você acha que posso gostar dum cara desses? Ponha-se no meu lugar”, completou.

Expôs bastidores


Vale lembrar que, em março, Ney Inácio já havia usado as redes sociais para criticar Ratinho após a repercussão de falas do apresentador sobre a deputada federal Erika Hilton. Na ocasião, ele afirmou que decidiu se manifestar diante da grande repercussão do caso.

No vídeo publicado, o ex-repórter acusou o comunicador de comportamentos preconceituosos nos bastidores e relembrou situações que, segundo ele, ocorreram durante gravações do programa. Ney também relatou episódios em que teria sido alvo de constrangimentos no palco da atração.

Ainda naquele desabafo, o jornalista afirmou que guardava registros dos momentos citados e comentou que permaneceu por muitos anos no programa mesmo diante do cenário descrito por ele.


Fonte: FABIA OLIVEIRA/METROPOLES - 24/04/2026