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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Bahia: Concurso para Polícia Civil tem inscrições prorrogadas até 13/09




A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) e a PolíciaCivil prorrogaram as inscrições para o concurso público da corporação. Os candidatos podem se inscrever até o dia 13 de setembro.


O certame oferece 750 vagas de nível superior para os cargos de delegado, escrivão e investigador, com salários que podem chegar a R$ 16.495,67. Os interessados devem se inscrever no site do Instituto AOCP, banca organizadora do concurso:  


 A taxa de participação é de R$ 190 para os cargos de investigador e escrivão e de R$ 220 para delegado.

Todos os cargos exigem diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). 

Para concorrer ao cargo de delegado, é obrigatório possuir bacharelado em Direito. 

Já para investigador e escrivão, o edital aceita graduação em qualquer área. No caso de investigador, também é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida, categoria B, no mínimo. 

A jornada de trabalho para as três carreiras é de 40 horas semanais.


FONTE: cORREIO24HS C/ADAPTAÇÕES 08/09/2026

Interior: Menina de 13 anos desaparece após fugir com homem que teria conhecido no Discord


                                                foto:reprodução


 Ana Clara Alves Silva, de 13 anos, desapareceu na madrugada de domingo, 6, em Anápolis (GO). Segundo a família, a menina teria fugido com um homem que conheceu pela plataforma Discord. Antes de sair de casa, ela deixou uma carta de despedida para os familiares, na qual disse que iria embora para longe com alguém que amava e afirmou que a decisão não havia sido fácil.

"Posso ter ido embora, mas as nossas memórias estão aqui ainda, tá. Provavelmente eu estou muito longe agora. Eu amo você e o pai. Amo muito. Essa decisão que eu tomei foi difícil, muito", destacou.

O pai da menina, Fábio Soares, deu entrevista à TV Globo e fez um apelo para que a filha volte para casa. Chorando, ele pediu que Ana Clara entre em contato com a família. "Volta pra casa, minha filha. Nossa família está devastada".

Fábio afirmou que não sabia que a filha usava o Discord e que também não conhecia as pessoas com quem ela conversava pela plataforma. Para ele, a menina pode ter sido vítima de um aliciador.

"Tudo isso é muito novo pra mim. Eu não sabia que a minha filha usava esse Discord, esse aplicativo. Um aliciador prometeu falsas promessas de amor aí. Não sei se se trata de um pirralho, um 'pedolão'. Eu não sei o que se passa", afirmou.

A família afirma que o homem teria 28 anos e que pretendia levar Ana Clara para morar no Canadá. Os familiares também disseram que a adolescente chegou a enviar para ele o endereço onde mora.

Procurada pelo Terra, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado em sigilo por envolver uma menor de idade.


Fonte:Portal Terra/reprodução 08/09/2026

Saúde: Bactéria que causa câncer do estômago age sem sintomas; entenda riscos


                                      foto:reprodução



A bactéria Helicobacter pylori, mais conhecida como H. pylori, é uma das principais causas do câncer gástrico e pode permanecer durante anos no estômago, muitas vezes sem provocar sintomas. O alerta foi feito por especialistas da FBG (Federação Brasileira de Gastroenteorologia), que promovem a campanha de conscientização "Setembro Rubi 2026" em combate à doença.

A infecção pela bactéria ocorre no revestimento do estômago. Ao longo do tempo, essa agressão pode aumentar o risco de desenvolvimento do câncer.

Segundo dados do Radar do Câncer, desenvolvido pelo Instituto Oncogia, o número estimado de casos novos no Brasil para cada ano entre 2026 e 2028 é de 22.530. A doença ocupa a 5° posição entre os tipos de câncer mais frequentes (sem considerar os tumores de pele não melanoma).

“O objetivo não é gerar medo em torno de uma bactéria tão frequente, mas transformar conhecimento em prevenção. Saber que existe uma relação entre H. pylori e câncer gástrico permite que médicos e pacientes tomem decisões mais conscientes sobre investigação, tratamento e acompanhamento”, aponta o Dr. Bruno Sanches, membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia e presidente do Núcleo de Pesquisa do H pylori.

Como ela é transmitida?

A bactéria pode ser transmitida de pessoa para pessoa, especialmente se os infectados não lavarem as mãos após evacuarem. Além disso, beijo, contato próximo, água e consumos infectados também estão relacionadas a forma de contágio.

Após a contaminação, a bactéria se desenvolve na camada mucosa do revestimento gástrico e pode causar gastrite ou úlcera no estômago.

De acordo com o especialista, o câncer apenas é desenvolvido com a permanência da bactéria na região gástrica e sua agressividade ao longo do tempo pode influenciar no diagnóstico.

“É importante deixar claro que ter H. pylori não significa que a pessoa terá câncer. A maioria dos indivíduos infectados não desenvolverá a doença. O que sabemos é que a infecção é um fator de risco importante e que, quando identificada, precisa ser avaliada e tratada de forma adequada”, explica. 

Prevenção e diagnóstico

Para evitar a contaminação do H. pylori é necessário comer frutas e verduras que estejam bem levadas; lavar as mãos regularmente com água e sabão, e; evitar alimentos cruz ou mal cozidos.

Além disso, por muitas vezes não apresentar sintomas, é necessário manter o atendimento médico em dia. Apenas um profissional especializado na região gástrica poderá indicar exames como endoscopia e biópsia que identificarão a presença da bactéria no organismo.

"Existem situações em que a investigação é especialmente importante, e cabe ao médico avaliar a indicação, escolher o teste adequado e interpretar o resultado. O mesmo vale para o tratamento”, orienta o médico.


Câncer de estômago: fatores de risco

Além da bactéria, outros fatores de risco estão associados ao câncer de estômago. São eles:

Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade)

Consumo de álcool

Consumo excessivo de sal, alimentos salgados ou conservados no sal

Tabagismo

Ingestão de água proveniente de poços com alta concentração de nitrato

Doenças pré-existentes, como anemia perniciosa, lesões pré-cancerosas (como gastrite atrófica e metaplasia intestinal)

Combinação de tabagismo com bebidas alcoólicas ou com cirurgia anterior do estômago

Ter parentes de primeiro grau com câncer de estômago

Nos estágios iniciais, o câncer de estômago costuma não apresentar sintomas ou, quando aparecem, são muito parecidos com os de problemas comuns como gastrite ou úlcera. Alguns sinais que merecem atenção incluem:

Perda de peso sem motivo aparente

Falta de apetite

Cansaço frequente

Sensação de estômago sempre cheio

Náuseas e vômitos

Dor ou desconforto na parte superior do abdômen

Em alguns casos, pode haver vômito com sangue ou fezes escuras, pastosas e com odor forte — o que pode indicar sangramento no estômago. Esses sintomas não significam necessariamente câncer, mas precisam ser investigados.

Nos casos mais avançados, podem surgir sinais como aumento do fígado, nódulos na região do pescoço ou próximo ao umbigo, e massa palpável na parte superior do abdômen.

A detecção do câncer de forma rápida aumenta a chance de cura. Além disso, mesmo após o tratamento, é necessário que o paciente mantenha uma constância nas consultas, pois o risco do câncer voltar é maior nos dois primeiros anos.


fonte: CNN BRASIL -08/09/2026


Dark Horse: Delator confirma 7 pagamentos a fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro a pedido de Vorcaro


                                     foto:reprodução


O operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, afirmou em acordo de delação premiada com a  Procuradoria-Geral da República (PGR) que realizou, no ano passado, sete transferências, que somam US$ 12,3 milhões (de R$ 69 milhões) ao fundo Havengate, de Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro(PL-SP). 

A informação foi revelada pelos jornalistas Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, do jornal O Globo, nesta terça-feira (8). Segundo “Mineiro”, as transferências foram feitas a pedido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por suspeita de fraudes milionárias. Como mostraram investigações anteriores, Vorcaro repassou pelo menos R$ 61 milhões para o filme “Dark Horse” a pedido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). 

O fundo Havengate foi usado no financiamento do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado. Segundo a apuração do O Globo, a estreia do longa está prevista para depois das eleições. 

Segundo Mineiro, além das transferências bancárias, também foram feitas entregas em dinheiro vivo a emissários indicados por Vorcaro, inclusive em malas, que foram filmadas, de acordo com informação divulgada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

As investigações em torno do filme Dark Horse feitas pela Polícia Federal e pela PGR apuram se as transferências ao fundo foram destinadas exclusivamente para a produção do longa, ou se também serviram de financiamento para Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Desde fevereiro de 2025, o ex-deputado está morando no Texas após fugir para o país norte-americano com medo das investigações que o acusam de articular as sanções aplicadas pelo governo de Donald Trump contra integrantes do governo federal e do Supremo.  


Fonte:Revista Fórum - 08/09/2026

SP: Irmã de PM suspeito de matar a esposa estava na casa no momento do disparo em Embu das Artes, diz delegada


                                        Foto:reprodução


A irmã do soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, acusado de matar a esposa de 29 anos no domingo (6), estava na casa do casal no momento da morte de Larissa Morata em Embu das Artes, na Grande São Paulo, segundo a delegada responsável pelo caso. O PM diz que houve suicídio e a polícia o prendeu por inconsistências após perícias.

A mulher foi encontrada morta com um tiro na cabeça no banheiro e a arma do PM estava sob o corpo da vítima. Segundo o boletim de ocorrência, Larissa e Vinícius haviam discutido e conversado sobre o fim do relacionamento. A trajetória da bala foi um dos elementos que embasaram o pedido de prisão.

A irmã disse em depoimento que estava na casa no momento do disparo. No boletim de ocorrência, a polícia diz que "nas horas imediatamente anteriores ao fato, Larissa e Vinicius haviam conversado acerca do encerramento da relação conjugal, encontrando-se também na residência a irmã do PM, que permanecia com o filho menor do casal". Ela não é investigada.

A irmã foi ouvida no dia da morte de Larissa e disse que a cunhada remédios antidepressivos e que já tentou se matar uma outra vez. Detalhou que a cunhada ficou bastante abalada durante uma discussão sobre o fim do relacionamento com Vinícius e, que, depois disso ficou um tempo no banheiro até que ouviu um disparo.

“Depois de algum tempo, Larissa saiu do quarto chorando muito e dizendo que o relacionamento havia terminado, que 'tinha acabado tudo'. Ela estava bastante abalada e ficou entrando e saindo do quarto, sempre chorando. Em determinado momento, ligou para a mãe. Pelo que pude entender da conversa, acredito que a mãe tenha sugerido que Larissa fosse para a casa dela, provavelmente para receber apoio, mas Larissa respondeu que queria ficar sozinha. Apesar disso, ela não estava efetivamente sozinha naquele momento, porque eu, Vinícius e [o filho do casal] permanecíamos na residência. Sei que a mãe de Larissa era uma das poucas pessoas que tinham conhecimento daquela tentativa anterior de suicídio que Larissa havia me contado, e acredito que isso possa ter influenciado a preocupação demonstrada durante a conversa entre as duas", diz a irmã em depoimento.

"Aproximadamente cinco minutos depois de encerrar a ligação com a mãe, Larissa disse que iria tomar banho e entrou no banheiro. Inicialmente não percebi nada de diferente. Depois comecei a achar que ela estava demorando, mas da sala eu não conseguia ouvir se o chuveiro estava ligado, porque o banheiro ficava na suite e não tinha comunicação direta com aquele ambiente. Como Larissa havia dito que queria ficar sozinha, naquele primeiro momento não fui verificar o que estava acontecendo. Em determinado momento ouvi um barulho extremamente alto, que depois percebi tratar-se de um disparo", complementou.

O disparo que matou Larissa foi feito da esquerda para a direita, acima da orelha esquerda, na parte de trás da cabeça. Segundo a polícia, como Larissa era destra, seria improvável que ela tivesse tirado a própria vida.

A família de Larissa descarta a possibilidade de suicídio e acredita que a jovem pode ter sido vítima de feminicídio. O pai de Larissa, Edson Morata, diz que Vinícius era possessivo, que a fez sair de seu emprego e que impedia visitas. Maria Aparecida, avó de Larissa, conta que o PM era ciumento e que já havia questionado Larissa sobre hematomas em seu corpo. Os familiares suspeitam que o PM estivesse interessado em herdar os bens que a esposa havia adquirido, como alguns imóveis.

"Ela falava que ele era muito ciumento. E eu sempre via hematomas nela. Tanto eu quanto as primas dela. Sempre viam uma mancha roxa aqui, outra mancha roxa ali. “O que foi isso, Larissa?”, “ah, bati na cama, ah, bati não sei o quê”, disse a avó de Larissa.

"Ele era possessivo, ele fez ela sair do serviço, ele levava a irmã dele pra ficar com ela", afirmou Edson Morata, pai de Larissa.

Prisão

A Justiça comum decretou sua prisão a pedido da Polícia Civil. Vinicius foi levado na segunda-feira (7) para o presídio Romão Gomes da PM, na capital paulista.

Segundo a delegada Bruna Caracho Crippa, responsável pela investigação, a versão de suicídio foi descartada após o Instituto Médico Legal (IML) identificar durante o exame necroscópico detalhes sobre o trajeto do projétil e a forma como Larissa morreu. A principal hipótese investigada é de feminicídio.

A defesa diz que Vinicius confia que os depoimentos, os elementos documentais e, principalmente, os exames e laudos periciais permitirão esclarecer de forma objetiva a dinâmica dos acontecimentos e demonstrar que não praticou qualquer crime contra Larissa.

"A médica legista observou alguns dados curiosos em relação sobre o trajto e a trajetória desse projétil e a forma como essa moça, essa mulher veio a óbito e somado também há outras razões. Formei o juízo de convicção e decidi representar pelo pedido da prisão temporária dele", disse a delegada, na segunda-feira (7), à imprensa. "Eu concluí que nós tinhamos elemento de crime".

A arma do PM, uma pistola Taurus calibre 357, que teria sido supostamente usada por Larissa para tirar a própria vida, na versão do marido, foi apreendida pela polícia. Ela será periciada pelo Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica.

Segundo os peritos, o tiro não foi à queima-roupa. Para eles, Larissa foi baleada pelas costas enquanto estava em pé.

Vinicius negou à investigação a senha de seu celular para ser periciado. O aparelho foi apreendido. Policiais suspeitam que o soldado possa ter apagado mensagens de conversas com Larissa.

O que diz a defesa

A defesa do policial militar diz que ele é inocente e que a esposa, Larissa, tirou a própria vida após o término do relacionamento. De acordo com os advogados, não havia histórico de violência entre o casal e Vinícius colabora com as investigações e vai apresentar as mensagens anteriores que ajudam a entender a dinâmica dos fatos.

Por meio de nota, o advogado Roberto Montanari, que defende Vinicius, se posicionou sobre a prisão de seu cliente:

"Desde o primeiro momento, Vinicius relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida. Trata-se de uma tragédia profundamente dolorosa, que atingiu de forma irreparável as famílias envolvidas e, sobretudo, o filho do casal.

Vinicius jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa, pois, apesar do término no dia dos fatos, mantinham uma boa relação e tinham em comum o cuidado e o afeto pelo filho, sem qualquer histórico de violência anterior.

Ao perceber o ocorrido, Vinicius adotou imediatamente todas as providências que estavam ao seu alcance. Acionou a Polícia Militar por meio do telefone 190, solicitou atendimento de emergência, comunicou a família de Larissa e permaneceu no local até a chegada das autoridades.

Posteriormente, compareceu à delegacia, prestou os esclarecimentos que lhe foram solicitados e permaneceu, desde o início, à disposição da Polícia Civil, colaborando integralmente com a apuração. A investigação também terá acesso a conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinicius nas quais ela manifestava pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante de uma eventual ruptura do relacionamento.

A defesa considera esse material relevante para a adequada compreensão do contexto e para o esclarecimento dos fatos.

Por respeito à intimidade de Larissa, ao filho do casal e ao trabalho das autoridades responsáveis pela investigação, o conteúdo integral dessas mensagens não será divulgado publicamente neste momento.

Vinicius confia que os depoimentos, os elementos documentais, as conversas anteriormente mencionadas e, principalmente, os exames e laudos periciais permitirão esclarecer de forma objetiva a dinâmica dos acontecimentos e demonstrar que não praticou qualquer crime contra Larissa.

Diante da gravidade da situação, a defesa pede cautela na divulgação de informações ainda não confirmadas pela investigação, especialmente aquelas capazes de criar conclusões antecipadas sobre fatos que permanecem sob apuração técnica.

O momento exige respeito à memória de Larissa, ao sofrimento de todos os familiares e, de maneira especial, à preservação do filho do casal. A defesa permanecerá à disposição para os esclarecimentos necessários, sempre respeitando o trabalho das autoridades e o regular andamento das investigações."


Fonte: G1-08/09/2026 

PR: Marido de médica Gassi confessa assassinato em Maringá e é preso

foto:instagram/reprodução



 Uma parente de João Vitor Domingues Romeiro acionou a Polícia Militar após ouvir dele a confissão do assassinato da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos. Até então, ninguém sabia que Gassi estava morta. Com base no depoimento dessa testemunha, o suspeito foi preso em flagrante por feminicídio e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

O crime veio à tona quando João procurou essa familiar para relatar o desentendimento com a esposa e afirmar que a havia matado. A revelação traz um novo elemento à apuração do feminicídio ocorrido em Maringá, no norte do Paraná, e amplia as linhas de investigação da Polícia Civil.                                    

Na noite do crime, João enviou mensagens perguntando à parente se ela estava em Mandaguari, cidade a cerca de 32 quilômetros de Maringá, e depois ligou solicitando o endereço. Ao chegar ao local, permaneceu dentro do carro e contou que, após uma discussão, havia matado Gassi. A identidade da testemunha foi preservada pela polícia.

Diante da confissão, os familiares chamaram a Polícia Militar. O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) também foi acionado porque João apresentava ferimentos no pescoço. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado a um hospital sob escolta policial.

Somente depois da detenção, uma equipe da polícia foi ao apartamento da vítima. Um outro parente, já avisado sobre a confissão, havia entrado no imóvel e encontrado o corpo de Gassi. O bebê de oito meses do casal estava sozinho no local e não apresentava sinais de violência.

Conforme o boletim de ocorrência, três facas foram recolhidas próximas ao corpo da médica. O delegado Adriano Garcia informou que Gassi exibia cerca de dez perfurações. A perícia será responsável por determinar a sequência da agressão e identificar qual objeto foi utilizado em cada ferimento.

A Justiça converteu a prisão em flagrante de João Vitor em preventiva. Antes do crime, ele atuava como assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva e foi exonerado após o caso. A defesa anunciou que só fará manifestações oficiais a partir desta terça-feira (8).


fonte:JETSS - 08/09/2026

Quem é o delegado William Murad, novo dirigente da PF após afastamento de Andrei Rodrigues


                                                  foto:reprodução



Com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal, a organização deverá ser assumida pelo diretor-executivo. William Murad é o “número 2” da PF e substituirá, imediatamente, Rodrigues durante seu afastamento.

A substituição está prevista nas normas e regulamentos da corporação. Ao assumir, Murad terá que assumir as responsabilidades que eram de Andrei, além de também exercer as próprias atribuições de seu cargo. Assim, o delegado da classe especial será responsável pela coordenação das atividades da PF em todo o país, administração do orçamento, realização de nomeações e representação do órgão em assuntos oficiais.

Quem é William Murad?


Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), William Marcel Murad tem 24 anos de atuação na Polícia Federal, tendo ingressado na corporação em 2002. Já na corporação, em seu primeiro ano, formou-se como o primeiro da turma na Academia Nacional de Polícia, curso de formação profissional de agentes da PF.

No ano seguinte, participou de um curso de Inteligência Antidrogas Escuela Regional de la Comunidad Americana de Inteligencia Antidrogas, no Peru. Em seu currículo ainda constam formações em cursos feitos pelo FBI, além de lecionar o curso de Planejamento Operacional e de Direção Operacional, destinados a recrutas da PF na ANP.

No Brasil, atuou em diversas delegacias da PF em todo país, como a de Repressão a Entorpecentes, em Pernambuco, posteriormente indo para o Rio Grande do Norte, onde também atuou como chefe do núcleo de inteligência e combate ao crime organizado. 

Durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2026 – ambos realizados no Brasil – atuou como diretor-geral interino da  Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, criada para os eventos esportivos.

Nota de repúdio


Após o afastamento de Andrei Rodrigues, Murad se posicionou a favor do diretor-geral, defendendo a atuação dele. “Temos o dever de defender a nossa instituição de ataques e de tentativas de usurpação de funções. O respeito às atribuições de cada instituição no âmbito do sistema de justiça criminal garante a legalidade e a lisura das investigações e das condenações criminais”.


Fonte: BNEWS - 08/09/2026

Artigo: O perigoso afastamento cautelar do diretor-geral da PF



                                             foto:reprodução


                                                                                                                                 Por Kakay*


leitura atenta da decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e também do diretor de Inteligência, Leandro Almada, não deixa dúvida que foi uma decisão política e não jurídica. E o pior é que tem sérias consequências nas eleições presidenciais de 4 de outubro.

E aqui se demonstra que, mesmo sobre o prisma político, existem dois pesos e duas medidas. As gravações do candidato Flávio Bolsonaro onde ele admite ter recebido milhões – sejam R$ 61 milhões ou R$ 69,5 milhões – do banqueiro Vorcaro a pretexto do filme Dark Horse não teve nenhuma consequência. O candidato não se explicou, não houve nenhuma medida cautelar e parte da imprensa já abandonou o assunto.


Agora tem uma delação fechada pela PGR com um operador de repasses financeiros exatamente em nome de Vorcaro, inclusive dinheiro em espécie, dono da Entre Investimentos, e também ainda não foi homologada e nenhuma medida foi tomada.

A decisão, no entanto, de afastamento do Andrei e do Almada foi tomada cautelarmente, mas com uma decisão que chama a atenção.

Como bem explicou o grande advogado Bruno Salles, o documento que serviu de base para o afastamento foi considerado pelo despacho, de maneira contraditória, como “apócrifo, sem timbre, sem autoria identificável, sem data de elaboração aferível”, e ressalta que é um documento “imprestável” como base probatória. Foi tratado como um “nada jurídico”.

De maneira perspicaz, Bruno Salles aponta o tom inusual da decisão que qualifica o documento como “estapafúrdio”, “surreal”, “abjeta e leviana”, “elocubrações”, ou seja, uma clara demonstração de envolvimento pessoal. Ora um documento deste não poderia dar ensejo a uma cautelar grave, como afastar liminarmente o diretor-geral da Polícia Federal e, de quebra, afastar Almada que foi decisivo em investigações contra bolsonaristas no Rio de Janeiro. Ressalte-se que sequer havia pedido em relação ao dr. Almada. Afinal, não é possível juridicamente declarar uma prova imprestável e, ainda assim, decidir com base nela.

E não é demais relembrar que o pedido foi feito originalmente pelo Partido Novo, que não possui legitimidade para o pedido, salvo legitimidade política.

Agiu bem o ministro André Mendonça ao submeter a decisão dele imediatamente à Segunda Turma e, mesmo já tendo três votos, o que se espera é que, com o pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, a matéria seja submetida ao Plenário da Corte. Esta discussão é séria e abala a credibilidade da Casa. Há muitas outras questões a serem enfrentadas, como o fato de o magistrado que se declara vítima estar decidindo uma cautelar tão drástica com o afastamento do diretor-geral, que foi indicado pelo presidente Lula.

A Polícia Federal lidera o nível de aprovação e confiança da população brasileira e lidera o topo do ranking de credibilidade e o dr. Andrei Rodrigues é um funcionário sério, respeitado e admirado.

*Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é advogado criminalista e jurista.


Publicado no site da  Revista Fórum em 08/09/2026 às 15h:04 e reproduzindo pelo Blog em 08/09/2026 às18h:15