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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Dinheiro vivo, conta nos EUA e lucro de R$ 10 milhões por mês: a fortuna do advogado Willer Tomaz, diz site

 

                                                    foto:reprodução



O advogado Willer Tomaz, um dos amigos mais próximos de Flávio Bolsonaro, declarou à Receita Federal ter recebido R$ 217,8 milhões em lucros e dividendos somente em 2024 e 2025. A fortuna aparece em uma declaração de bens que reúne mansões em Brasília, participação em uma empresa de aviação, investimentos no Brasil e no exterior, carros de luxo e R$ 1 milhão em espécie.

Documentos obtidos pela newsletter Noites Húngaras em parceria com o núcleo investigativo do ICL Notícias mostram que Tomaz declarou patrimônio de R$ 171,28 milhões em 2025 . É praticamente o mesmo patamar de um ano antes, quando possuía R$ 171,33 milhões. Por  trás da estabilidade do número, há uma movimentação intensa de dezenas de milhões de reais entre empresas, investimentos, veículos e financiamentos.

Os valores correspondem apenas aos bens e direitos declarados por Willer Tomaz como pessoa física. O número não representa, portanto, todo o patrimônio mantido pelas empresas que ele controla. A WT Administração de Imóveis e Bens, por exemplo, aparece ligada a ativos milionários que não entram nessa conta pessoal: uma mansão em Angra dos Reis avaliada em R$ 10 milhões, que foi objeto de uma disputa judicial com o jogador Richarlison, e uma cota de 25% de outra residência de alto padrão na cidade.

Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro desviado de aposentados e pensionistas do INSS. Ele foi apontado pelos investigadores como “hub financeiro, patrimonial e logístico” dos beneficiários do esquema.   

A PF também apura se o advogado teria lavado dinheiro por meio de apostas em bets, conforme revelou nesta terça-feira a coluna da Bela Megale, no jornal “O Globo”. O advogado apostou quase R$ 5 bilhões no ano de 2025 em jogos on-line, como mostrou a coluna de Demétrio Vecchioli no site “Metrópoles”. De acordo com um processo que tramita na Justiça de São Paulo, ele se diz ludopata (aquele que é viciado em jogos de azar) e pede ressarcimento de R$ 163 milhões a uma casa de apostas.

Procurado pela reportagem para comentar, o advogado Willer Tomaz afirmou que todos os seus rendimentos, incluindo lucros e dividendos, estão declarados à Receita Federal. Segundo ele, não houve lavagem de dinheiro, uma vez que as movimentações financeiras ocorreram em sua própria conta bancária e seriam, portanto, rastreáveis. Tomaz também afirmou que a quebra de seus sigilos fiscal e bancário constitui crime e disse que adotará “as medidas cabíveis”.

Tomaz também negou ser investigado por fraudes previdenciárias no âmbito da Operação Sem Desconto. De acordo com o advogado, a apuração relacionada a ele se restringe à propriedade de um imóvel que estaria sendo utilizado por um parlamentar.

Quase R$ 10 milhões por mês em dividendos

Na declaração de 2024, apresentada em abril de 2025, Willer Tomaz  havia informado R$ 39,3 milhões em dividendos de seus dois escritórios de advocacia. No entanto, uma retificação entregue em 30 de maio elevou o valor para R$ 102,6 milhões, principalmente pela inclusão de R$ 67,79 milhões recebidos da Empresa Brasileira de Sistemas de Computação. 

Outros R$ 22,64 milhões vieram do Willer Tomaz Advogados e R$ 12,17 milhões do Aragão e Tomaz Advogados. 

A Embrasis controla a Capital Pretium S/A, única acionista da Rio Pag, empresa contratada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para processar depósitos, pagamentos e saques das casas de apostas credenciadas pelo governo estadual.  A Loterj acusa a Riopag de sumir com R$ 20,9 milhões do estado. 

Em 2025, a Embrasis deixa de aparecer entre as fontes de lucro de Willer. São os escritórios de advocacia que passam a sustentar praticamente toda a renda milionária: R$ 98,48 milhões pagos pelo Willer Tomaz Advogados e outros R$ 16,70 milhões pelo Aragão e Tomaz.

Foram, portanto, R$ 115,18 milhões em lucros e dividendos recebidos  em doze meses, o equivalente a R$ 9,6 milhões por mês, R$ 2,2 milhões por semana ou mais de R$ 315 mil por dia. Somados os dois exercícios, Tomaz declarou R$ 217,78 milhões em dividendos em apenas dois anos.

Mansões no Lago Sul

Parte da riqueza está materializada no Lago Sul, uma das regiões mais caras de Brasília. Uma das residências aparece na declaração de 2024 por R$ 8,4 milhões. O documento descreve uma longa sequência de pagamentos e benfeitorias realizadas no imóvel desde sua aquisição em 2013. Na declaração seguinte, o valor do bem passa a R$ 8,75 milhões.

Outro imóvel no Lago Sul aparece por R$ 1,09 milhão na declaração patrimonial, embora a própria descrição informe que a casa foi adquirida por R$ 4,55 milhões, dos quais R$ 910 mil teriam sido pagos com recursos próprios e R$ 3,64 milhões financiados.

Os valores constantes das declarações de Imposto de Renda não representam necessariamente o valor atual de mercado dos imóveis, já que os bens são normalmente mantidos pelo custo de aquisição acrescido de gastos que possam ser incorporados conforme as regras tributárias.

O advogado Willer Tomaz de Souza. Foto: Divulgação

R$ 1 milhão em dinheiro vivo e dinheiro fora do país

Há um item especialmente incomum na radiografia patrimonial de Willer Tomaz: R$ 1 milhão em espécie. O advogado já havia declarado  o montante em 31 de dezembro de 2024 e voltou a informar exatamente R$ 1 milhão sob seu poder ao fim de 2025.

Enquanto mantinha R$ 1 milhão em dinheiro vivo , Tomaz também ampliou sua presença financeira fora do país. A declaração de 2025 registra uma conta no BB Americas com US$ 25,1 mil, equivalentes a R$ 138,4 mil, e uma aplicação no mesmo banco de US$ 516,2 mil, declarada por R$ 2,84 milhões.

Cadillac, Maybach e Ferrari

Os carros ajudam a compor outro retrato da fortuna. Em 2025, Tomaz declarou um Cadillac Escalade 2024/2025 por aproximadamente R$ 1,62 milhão. Mas um dos movimentos mais vistosos envolve outro automóvel.

Uma Mercedes-Maybach, que constava no patrimônio por aproximadamente R$ 3 milhões, deixou a declaração. Segundo o documento, o veículo foi utilizado como parte do pagamento para a aquisição de uma Ferrari, registrada não diretamente no nome do advogado, mas em uma de suas empresas.

Ou seja: olhar apenas para a evolução do patrimônio pessoal pode esconder parte do padrão de consumo, porque alguns dos ativos estão dentro das pessoas jurídicas das quais Tomaz é proprietário.

R$ 25 milhões em uma empresa de aviação

É justamente nas participações empresariais que está boa parte de sua fortuna. Tomaz declarou possuir 99% da Jet Line Locações e Serviços Aéreos, participação registrada por R$ 24,9 milhões tanto em 2024 quanto em 2025.

Ele também possui praticamente a totalidade dos dois escritórios que lhe distribuíram mais de R$ 115 milhões em 2025: 99,98% do Willer Tomaz Advogados Associados e 99,99% do Aragão e Tomaz Advogados Associados.

Conforme mostrou o ICL Notícias e a Newsletter Noites Húngaras,   Lídia Maria Figueiredo Mazelli, que já constou como diretora ou presidente de ao menos 14 empresas ligadas a Willer Tomaz, leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Tomaz informou que ela “tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”. 

A  carteira empresarial do advogado ultrapassa as fronteiras brasileiras. A declaração registra ainda participação de 24% na Cathedral Holdings, em Portugal, além da Alcazar Holdings, também portuguesa.

Fortuna estável, dívida dispara

Há uma aparente contradição nos números de 2025. Mesmo recebendo mais de R$ 119 milhões em rendimentos isentos, Tomaz terminou o ano praticamente com o mesmo volume de bens com que começou: R$ 171,33 milhões em 31 de dezembro de 2024 e R$ 171,28 milhões um ano depois.

Ao mesmo tempo, suas dívidas cresceram fortemente. Tomaz devia R$ 6,21 milhões ao final de 2024. Um ano depois, eram R$ 22,22 milhões — aumento de aproximadamente R$ 16 milhões, ou 258%.

Além dos financiamentos já existentes com Caixa e Santander, aparecem três novos financiamentos junto ao BRB: R$ 4,26 milhões, R$ 10,01 milhões e R$ 1,82 milhão ao final de 2025. No conjunto, Tomaz declarou ter pago R$ 2,05 milhões em suas dívidas durante o ano.

Descontadas as obrigações declaradas, seu patrimônio líquido caiu de aproximadamente R$ 165,1 milhões para R$ 149,1 milhões entre o fim de 2024 e o fim de 2025.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. Foto: Reprodução X... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/politica/quem-e-willer-tomaz-advogado-e-amigo-de-flavio-bolsonaro-alvo-da-nova-fase-da-operacao-sem-desconto/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. Foto: Reprodução X

Os elos entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

A amizade entre o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz é pública desde 2021. Durante a CPI da Covid, o senador saiu em defesa do advogado e se referiu a ele como “meu amigo Willer Tomaz”. 

A relação se estreitou ainda mais nos anos seguintes. Segundo “O Globo”, a Polícia Federal identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas pelos dois no primeiro semestre de 2025. Em janeiro, viajaram juntos à Flórida e retornaram a Brasília em um jatinho do banqueiro Daniel Vorcaro, que também tinha Tomaz como cotista, conforme revelado pela revista Piauí.    

Este ano, o advogado emprestou dois imóveis ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí. 

Apesar de negarem sociedade ou negócios em comum, Flávio e Willer assinam a defesa de um mesmo cliente em uma disputa de R$ 159 milhões no Superior Tribunal de Justiça. A ação começou em 2021, ano em que, Willer passou a se movimentar para assumir a mansão de Angra dos Reis, disputada com o jogador Richarlison, segundo o antigo proprietário do imóvel, Antônio Marcos da Silva 

Também em 2021, Flávio abriu seu escritório de advocacia em Brasília. Em entrevista à Agência Pública, Letícia Caetano dos Reis afirmou ter sido indicada por Willer para administrar o negócio do senador. O advogado negou a informação à época.

A indicação abre outro caminho nessa rede de relações. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Alexandre também é dono da Voga Serviços Contábeis, responsável pela contabilidade das empresas de Flávio.

O ICL Notícias revelou que a Bravo Grafeno, fabricante de capacetes da qual o senador é sócio, divide uma sala em Brasília com pelo menos 16 empresas ligadas ao Careca do INSS. As companhias também usam o mesmo escritório de contabilidade. 

Em declarações anteriores, o advogado afirmou que sua relação com o senador Flávio Bolsonaro “é estritamente pessoal, não havendo entre nós qualquer relação profissional ou empresarial”.

Leia íntegra da nota enviada por Willer Tomaz:

O advogado Willer Tomaz esclarece que todos os seus rendimentos, inclusive lucros e dividendos, estão declarados em seu Imposto de Renda. Não há que se falar em lavagem de dinheiro: as movimentações ocorreram em sua própria conta bancária, de forma transparente e rastreável. A quebra de sigilo fiscal e bancário constitui crime e será objeto das medidas cabíveis.

Em relação à Riopag, Willer Tomaz atua como advogado da empresa e não integra seu quadro societário. A questão levantada pela Loterj encontra-se judicializada e deverá ser dirimida no âmbito do processo. Quanto à Operação Sem Desconto, ele não é investigado por fraudes previdenciárias: a apuração diz respeito tão somente à propriedade de um imóvel que estaria em uso por um parlamentar.


FONTE: ICL NOTÍCIAS /REPRODUÇÃO - 30/09/2026

Overclean: PF aponta ACM Neto como líder de organização criminosa ligada a contratos superfaturados em BH


                                                foto:reprodução/TV Globo - 29/09/2026



247 – Um relatório da Polícia Federal atribui ao candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, a função de liderança de uma organização criminosa suspeita de obter recursos públicos por meio de contratos superfaturados. A investigação relaciona o político ao grupo do empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e a supostas fraudes em contratações públicas em Minas Gerais. As informações são da CNN Brasil.

Segundo relatório sigiloso produzido pela PF em novembro do ano passado, registros extraídos do celular de Marcos Moura mostram que ele e ACM Neto mantiveram 232 conversas entre agosto e dezembro de 2024, volume que, na avaliação dos investigadores, reforçaria a relação entre os dois.

“Ao analisarmos todo o conjunto probatório reunido nas oito fases da Operação Overclean, conclui-se que ACM Neto exerce a função de liderança da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”, afirma o relatório da Polícia Federal, segundo a CNN.

Marcos Moura e outras 24 pessoas foram indiciados no âmbito da investigação sobre suspeitas de desvios de recursos públicos relacionados à destinação de emendas parlamentares. A PF estima que o esquema investigado tenha movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão em contratos considerados fraudulentos.

PF aponta atuação em contratos da Educação de Belo Horizonte

De acordo com os investigadores, o grupo teria buscado obter vantagens econômicas a partir de contratos fraudulentos e superfaturados celebrados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

O relatório cita ainda “movimentações atípicas de dinheiro em espécie transportado em malas de viagens em aeronaves fretadas”.

A suspeita é de que o esquema tenha atuado em processos de contratação realizados pela Secretaria Municipal de Educação da capital mineira entre abril de 2024 e abril de 2025.

Segundo a PF, integrantes do grupo teriam sido inseridos em pontos da administração municipal para direcionar licitações e contratações a pelo menos seis empresas fornecedoras de produtos e serviços.

“Com o fim do mandato de ACM Neto na prefeitura de Salvador, e a partir de 2024, a organização criminosa ampliou sua área de atuação para a capital mineira mediante a ocupação dos seus integrantes em pontos chave da administração municipal”, afirma outro trecho do relatório divulgado pela CNN.

ACM Neto comandou a Prefeitura de Salvador entre 2013 e 2020.

Gonet apoiou medidas solicitadas pela PF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente a medidas solicitadas pela Polícia Federal durante a investigação.

Em parecer encaminhado no início de fevereiro ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet afirmou, segundo a reportagem, que os elementos reunidos pelos investigadores seriam consistentes em relação à materialidade dos fatos e à possível participação dos investigados na organização criminosa.

A Procuradoria-Geral da República também sustentou que uma nova operação poderia permitir a obtenção de documentos, registros, aparelhos eletrônicos, mídias e outros materiais considerados relevantes para o aprofundamento da apuração.

Para Gonet, os elementos apresentados pela PF indicavam ainda que o grupo investigado teria permanecido em atividade mesmo depois das primeiras etapas da Operação Overclean.

PF pediu busca contra ACM Neto e bloqueio de R$ 77,8 milhões

A Polícia Federal solicitou ao STF autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto.

A corporação sustentou que o candidato teria participado da inserção de integrantes do grupo investigado na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

Os investigadores também pediram o bloqueio de até R$ 77,8 milhões em bens e valores de ACM Neto. Segundo a PF, o montante corresponde aos pagamentos realizados em três contratos analisados no curso da investigação.

O ministro Nunes Marques, porém, rejeitou as medidas contra o candidato.

Embora tenha autorizado outras providências na operação, o ministro considerou que os elementos apresentados não eram suficientes para justificar busca e apreensão ou bloqueio patrimonial contra ACM Neto naquele momento.

Nunes Marques permitiu medidas consideradas mais invasivas contra auxiliares e assessores investigados, com o objetivo de buscar provas que pudessem confirmar ou afastar as suspeitas apresentadas pela Polícia Federal.

A decisão judicial, portanto, não confirmou a conclusão da PF sobre ACM Neto e entendeu que as provas reunidas até então não sustentavam as medidas solicitadas diretamente contra ele.

Defesa fala em tentativa de interferência eleitoral

Em nota divulgada após a revelação do relatório, a assessoria de ACM Neto rejeitou as acusações e afirmou haver uma “tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas”.

Segundo a equipe do candidato, vazamentos seletivos estariam sendo utilizados para relacionar o nome de ACM Neto a fatos dos quais ele não participou.

“Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na eleição estadual da Bahia”, afirmou a assessoria.


FONTE: BRASIL 247 - 30/09/2026

Operação Guardiões de Fogo: PF apreende 44 armas, R$ 535 mil e cheques de R$ 1 milhão em Feira de Santana

                                       foto:reprodução



A Polícia Federal deflagrou ontem (29), a Operação Guardiões de Fogo, com o objetivo de apurar fraudes relacionadas à obtenção e à manutenção de Certificado de Registro (CR) para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), bem como eventuais irregularidades ligadas à posse e ao controle de armas de fogo. As informações são do Acorda Cidade, parceiro do Calila.

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Feira de Santana, expedidos pela Justiça Federal.

As investigações apontam indícios de que os investigados teriam apresentado informações e documentos ideologicamente falsos durante o processo de obtenção de Certificado de Registro de CAC perante o Exército Brasileiro, com o objetivo de demonstrar o preenchimento de requisitos legais exigidos para a concessão da autorização.

Foto: Divulgação/ PF

Segundo os elementos reunidos até o momento, haveria omissão de informações relacionadas à existência de investigação criminal anterior, circunstância que poderia ter influenciado na análise da idoneidade necessária para a obtenção do registro.

Durante o cumprimento dos dois mandados de busca e apreensão, foram apreendidas 44 armas de fogo de diversos calibres e modelos, entre elas revólveres, pistolas, fuzis e espingardas. Também foram encontrados e apreendidos R$ 535 mil em espécie, além de cheques que totalizam cerca de R$ 1 milhão.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.


Fonte: Calila Notícias - 30/09/2026

RJ: Eduardo Paes diz que Douglas Ruas ‘foi o sucessor escolhido pelo Castro’


                                        Foto:reprodução



Eduardo Paes (PSD) usou o debate da TV Globo para tentar desconstruir o discurso de renovação de Douglas Ruas (PL), seu principal adversário na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. O prefeito associou o candidato à gestão de Cláudio Castro (PL) e ao grupo político que comandou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

“Nós todos sabemos que ele é a continuidade, foi o sucessor escolhido pelo Cláudio Castro”, afirmou Paes. Segundo ele, a trajetória de Ruas repete a estratégia de candidatos que chegaram ao governo fluminense apresentando-se como renovação política.

Paes citou Wilson Witzel, eleito em 2018, e o próprio Castro, reeleito em 2022. “Ninguém sabia de onde vinha, ninguém conhecia, como ninguém sabia quem era o Douglas Ruas até 30 dias atrás”, disse.

O confronto apareceu também durante a discussão sobre segurança pública, uma das principais bandeiras de Ruas. Policial civil concursado, o candidato do PL tem usado a atuação na área como parte de sua campanha.

Paes lembrou que Ruas foi secretário de Castro e citou o apoio à candidatura dele de integrantes da cúpula da segurança do atual governo. “Ele fala da política de segurança como se fosse coisa do além. Ele era secretário do Cláudio Castro”, afirmou.

O candidato do PSD também ligou Ruas a Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. Paes chamou o adversário de “reserva oficial” de Bacellar na Assembleia e na disputa pelo governo e mencionou as investigações envolvendo o ex-deputado e o Comando Vermelho.

Ruas respondeu atacando as alianças políticas de Paes. O candidato do PL acusou o adversário de tentar esconder sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar votos entre eleitores de direita.

A relação com Lula tem sido dosada pela campanha de Paes. O presidente participou de atos ao lado do prefeito, enquanto o candidato também busca votos entre eleitores que não apoiam o petista. Ruas, por outro lado, aproximou sua campanha do bolsonarismo e aparece ao lado de Jair e Flávio Bolsonaro em peças eleitorais.

Durante o debate, Paes afirmou que evita nacionalizar a disputa. “Por que eu não fico com esse papo deles de Bolsonaro, de Lula? Porque aqui tem um governador que é para tratar desse lugar aqui”, disse, apontando para o mapa do estado no estúdio.

Garotinho também questiona trajetória de Ruas

Anthony Garotinho (Republicanos) também dirigiu ataques à trajetória política de Ruas. O ex-governador questionou a apresentação do candidato como policial civil e enumerou cargos ocupados por ele fora da corporação.

“Ele é há 13 anos concursado, trabalhou dois anos na Polícia. Depois foi para o Inea. Depois foi ser secretário do papai. Depois foi ser secretário de Cláudio Castro. E depois virou presidente da Assembleia Legislativa do Estado”, afirmou Garotinho.

Garotinho também relacionou a atual direção da Alerj à crise da segurança pública no estado e afirmou que a influência política sobre as forças policiais contribuiu para o avanço de facções e milícias.

Paes retomou o mesmo argumento ao defender mudanças na estrutura da segurança estadual. O candidato afirmou que pretende reunificar a Secretaria de Segurança e reduzir a interferência política na escolha de comandos das polícias e de batalhões.

Paes e Ruas ocupam as duas primeiras posições nas pesquisas de intenção de voto. A pesquisa da Quaest divulgada nesta terça-feira (29) registrou 34% para o candidato do PSD e 25% para o candidato do PL. A margem de erro é de três pontos percentuais.


fonte:ICL NOTÍCIAS - 30/09/2026

STF: Qual foi o apelo de Wassef, advogado ligado aos Bolsonaros, fez ao ministro Moraes


                                               foto:reprodução



Ligado ao clã Bolsonaro e especialmente a Flávio Bolsonaro, o advogado Frederick Wassef anda meio sumido, mas deu as caras no STF com um apelo a Alexandre de Moraes no último domingo, 27/9.

Wassef pediu, pela terceira vez, que o ministro analise alegações a respeito de supostas ilegalidades em uma busca da Polícia Federal que apreendeu seu celular, em agosto de 2023. A medida contra o advogado foi cumprida no âmbito das investigações sobre o desvio de joias e presentes dados a Jair Bolsonaro enquanto era presidente.

A PGR já pediu o arquivamento do caso das joias propriamente dito, mas a PF apontou ter encontrado no celular de Wassef “eventos fortuitos”, não relacionados à investigação inicial, e que poderiam ser alvo de apuração. Moraes mandou esse material ser incluído em um novo processo no STF, sob sigilo.

  • Frederick Wassef diz que o material extraído do seu telefone pode vir a ser anulado em razão de “pescaria probatória” na busca e apreensão. Ele aponta também que nenhum representante da OAB acompanhou a batida policial, o que seria uma ilegalidade. A própria OAB já fez coro aos argumentos do advogado.

Moraes, até agora, tem ignorado os pedidos do advogado e ainda não avaliou suas alegações.


fonte:Amado.mundo/30/09/2026

Feira de Santana: Justiça revoga prisão de homem suspeito de se masturbar atrás de mulher


                                                              Imagem: Reprodução


 A Justiça revogou ontem a prisão preventiva do estudante Pedro Henrique Sales, preso sob suspeita de importunação sexual após se masturbar atrás de uma mulher em uma academia de Feira de Santana (BA).

Acesse o link abaixo do UOL nesta quarta-feira (30):

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/30/ba-justica-revoga-prisao-de-homem-suspeito-de-se-masturbar-atras-de-mulher.ghtm

Interior: Vereador baiano a 13 anos de prisão por homicídio motivado por ciúmes



                                                 foto:TV Santa Cruz/reprodução



Um vereador de Itapé, no Sul baiano, foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato de um homem em janeiro de 2006. A sentença foi proferida nesta terça-feira (29), durante júri popular, informou a TV Santa Cruz.

 

Segundo a acusação, José Adenilton Santos Alves, conhecido como Denilton do Porco (Podemos), agiu motivado por ciúmes da companheira e matou Romildo Souza de Oliveira. A vítima foi baleada enquanto andava a cavalo, depois que o réu teria tomado conhecimento de um suposto envolvimento de Romildo com a companheira.

 

Vítima foi morta a tiros / Foto: Reprodução / TV Santa Cruz



 

Durante o julgamento, Denilton confessou ter efetuado os disparos, mas afirmou que agiu em legítima defesa. Ainda segundo a emissora, ele alegou que havia sido ameaçado antes por Romildo e interpretou um movimento da vítima, no momento do crime, como uma tentativa de intimidação.


O vereador permaneceu em liberdade durante o processo. Em 2021, a Justiça decidiu que havia elementos suficientes de autoria e materialidade para submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

 

Após o julgamento, Denilton foi encaminhado ao Conjunto Penal de Itabuna. A defesa informou que vai recorrer da condenação.



fonte: BN -30/09/2026

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Jogador Richarlison ironiza advogado Willer Tomaz após caso das bets: “Minha casa não quer devolver, né?”


-                                                                                  O atacante Richarlison (foto: CBF)
                                                         


O atacante Richarlison aproveitou a notícia sobre a fortuna perdida pelo advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL), nas apostas online para mandar uma provocação que resgata uma antiga disputa entre os dois.

Em uma publicação no Instagram que noticia que Willer apostou quase R$ 5 bilhões em 2025, acumulou prejuízo de R$ 163 milhões e agora tenta recuperar o dinheiro na Justiça, o jogador comentou:

“Minha casa não quer devolver né!!! Kkkkk”

A frase curta carrega uma história que se arrasta há anos.

Richarlison e Willer estiveram em lados opostos em uma longa batalha envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O imóvel tem 11 suítes, praia privativa, cachoeira, quadra de tênis e heliponto.

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“Gastei em torno de R$ 10 milhões”

A confusão começou após uma sociedade formada pela Sport 70, ligada a Richarlison e ao então empresário Renato Velasco, adquirirem em 2020, direitos relacionados ao imóvel.

Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que o contrato previa pagamento de R$ 1,16 milhão. Richarlison, entretanto, afirma que seu gasto total com a casa chegou a aproximadamente R$ 10 milhões.

“Realmente gastei em torno de R$ 10 milhões lá.

 

E simplesmente me tomaram e estou até hoje

 

sem receber a minha grana!”, afirmou o

 

jogador ao comentar publicamente o caso

 

em julho.

A situação é mais complexa do que uma simples compra e venda. O terreno pertence à União, e a batalha judicial passou justamente pela discussão sobre quem possuía os direitos de ocupação e posse da área.

Do outro lado estava a WT Administração de Imóveis e Bens, ligada a Willer Tomaz, que reivindicava direitos anteriores sobre o local.


Caso chegou ao STJ

A disputa avançou pela Justiça e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em 2025, o tribunal manteve decisão desfavorável às partes ligadas ao jogador. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que acolher o recurso exigiria uma nova análise das provas e das cláusulas contratuais do caso, procedimento que não cabia naquela instância.

Com isso, permaneceu válida a decisão das instâncias anteriores favorável à empresa ligada a Willer.

O assunto, porém, nunca saiu completamente do radar de Richarlison.

Na última quinta-feira (24), o atacante voltou à carga. Publicou uma imagem da região de Angra dos Reis e escreveu: “A ilha que me tomaram”.

Agora, ao ver justamente Willer recorrendo à Justiça para tentar recuperar milhões perdidos em apostas, Richarlison encontrou a deixa para cobrar novamente o caso da mansão: “Minha casa não quer devolver, né?”


Onde entra Flávio Bolsonaro

A ligação política do caso passa pela amizade de Willer Tomaz com Flávio Bolsonaro.

O candidato do PL nunca foi parte da disputa judicial pelo imóvel. Flávio foi incluído como testemunha depois de ter visitado a mansão antes da conclusão da negociação e retornado posteriormente ao local acompanhado de Willer.

A relação entre os dois ajuda a explicar por que o nome do presidenciável passou a aparecer nas manifestações públicas de Richarlison sobre o episódio, mas não significa que Flávio tenha sido proprietário do imóvel ou parte no processo.

O comentário desta segunda-feira (29), portanto, acrescenta mais um capítulo à cobrança pública do jogador, desta vez aproveitando o processo em que Willer é quem pede à Justiça a devolução de uma fortuna.

Fonte: REVISTA FÓRUM - 29/09/2026 22h:19