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sábado, 7 de novembro de 2026

Novo presidente assume no Paraguai após queda de Peña


                                    foto:reprodução


O vice-presidente Pedro Alliana assumiu na sexta-feira (06) como novo chefe de Estado paraguaio, substituindo Santiago Peña, destituído e detido em meio a uma crise bancária que afeta metade da população.

A crise começou na última terça-feira, quando o Banco Central do Paraguai (BCP) interveio no Ueno Bank devido a problemas de solvência e deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso aos seus depósitos, o que gerou protestos nas ruas.

Peña, do Partido Colorado, foi detido em sua residência, em Assunção, menos de uma hora depois de ser destituído em um julgamento político acelerado no Senado.

“Ele permanecerá na condição de detido em seu domicílio”, informou a promotora Silvia González. Vizinhos de Peña se manifestaram pedindo que ele cumprisse as primeiras horas de reclusão em um cárcere comum, destacou a imprensa local.

Peña será conduzido na manhã deste sábado à Promotoria, onde será interrogado por supostos crimes de violação de confiança, tráfico de influência e gestão em lucros próprios.

Peña mantém vínculos empresariais com uma instituição bancária e é acusada de favorecê-la por meio de decisões regulatórias e depósitos de recursos públicos, entre eles o Instituto de Previdência Social (IPS).

‘Não vamos deixá-los sozinhos’

Alliana, 52 anos, que deverá cumprir o mandato até agosto de 2028, determinou “ações imediatas para ressarcir os correntistas”, com prioridade para os menos favorecidos. Como novo vice-presidente, foi nomeado o senador Antonio Barrios.

“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência do colapso financeiro serão integralmente indenizados. Não vamos deixá-los sozinhos”, afirmou Alliana, após receber a faixa e o bastão presidencial.

O Senado destituiu Peña por “mau desempenho de suas funções”, por 44 votos declarados e uma ausência, de um total de 45. “Viva o Paraguai!”, gritaram parlamentares no plenário.

Centenas de pessoas que aguardaram o resultado em frente ao Congresso comemoraram a destituição. “Finalmente, finalmente Santiago Peña foi embora, finalmente a justiça foi feita. Agora queremos que ele devolva nosso dinheiro e termine na prisão”, disse à AFP Jéssica Aquino, 32 anos.

Assim como Peña, Alliana chegou ao primeiro plano da política paraguaia com o apoio do ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018), líder do Partido Colorado, que governa o país de maneira quase ininterrupta desde o fim do século XIX.

Sem imunidade

Peña apresentou sua renúncia ontem, mas o Congresso não decidiu se a aceitaria ou rejeitaria. A renúncia teria permitido que ele mantivesse a imunidade parlamentar, ao se tornar senador vitalício, mas a destituição ou o privilégio dessas prerrogativas.

O Banco Central do Paraguai começou na tarde de ontem a devolver os recursos aos correntistas, confirmou à AFP José Maciel, diretor da Unidade Administradora do Fundo de Garantia de Depósitos.

Após a aprovação do início do processo de impeachment, também na véspera, Peña anunciou que compareceria para responder às acusações. Na manhã de hoje, pediu um novo prazo para preparar sua defesa, mas o pedido foi rejeitado pelo Senado e o processo começou em seguida.

“Existem declarações muito básicas do devido processo legal, entre elas a questão do prazo”, declarou no plenário o advogado Ricardo Preda, defensor de Peña.

O deputado Raúl Benítez, um dos responsáveis ​​pela acusação, afirmou que “Peña instalou um esquema de esvaziamento bancário a partir do Poder Executivo” e apontou que a operação começou com a nomeação do ex-executivo do Ueno Bank Carlos Carvallo para o BCP.

Até o futebol e a Argentina

Uma investigação conduzida pela Justiça paraguaia levou à prisão de oito diretores do banco. Entre quarta e quinta-feira, foram realizadas operações de busca e apreensão simultâneas em diferentes localidades ligadas ao grupo empresarial, entre elas residências particulares do CEO do Ueno, Miguel Vázquez.

A crise também chegou à Argentina, onde cerca de mil funcionários da empresa de tecnologia ITTI, pertencentes ao mesmo grupo, foram suspensos por 30 dias, sem salários.

A crise afetou até mesmo o esporte. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) tinha cerca de US$ 13 milhões depositados no banco, disse à AFP uma fonte da entidade que pediu anonimato, embora tenha ressaltado que “isso não afeta em absoluto o funcionamento operacional da Conmebol”.

Os paraguaios ainda guardam na memória o ano de 2012, quando o então presidente, Fernando Lugo, foi destituído em um processo de impeachment igualmente rápido, após um massacre que deixou 11 camponeses e 6 policiais mortos a cerca de 250 quilômetros de Assunção.

fonte:ICL NOTÍCIAS - 07/11/2026

Governo suspende registros de imóveis de Willer Tomaz em ilha disputada com Richarlison

 

                                              Foto:reprodução



O governo federal suspendeu os registros de quatro imóveis do advogado Willer Tomaz na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Um deles é a área reivindicada pelo atacante Richarlison, que disputa a posse com o advogado. Willer, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é investigado com ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro.

 

A decisão foi tomada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos que administra os imóveis do governo federal. A medida atende a um pedido da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

 

O caso ganhou repercussão durante a campanha eleitoral, quando Richarlison acusou Flávio Bolsonaro, então candidato à Presidência, de envolvimento na disputa pela ilha por causa da amizade com Willer Tomaz. Na semana passada, depois que Flávio deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, o jogador voltou a ironizar o senador e o advogado nas redes sociais.



fonte: BN -07/11/2026

Lula sanciona “OAB da Medicina”: Quem terá de fazer a prova e o que muda

 

                                       foto:reprodução/Ricardo Stuckert



A mudança coloca em discussão um problema que vai além das salas de aula: a qualidade da formação de quem, depois de seis anos de faculdade, terá nas mãos a responsabilidade de cuidar da saúde da população.

Com a nova legislação, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) passa a ser também um requisito para a obtenção do registro profissional. A proposta é identificar falhas na aprendizagem antes que os estudantes cheguem aos consultórios, hospitais e unidades de saúde.

Como vai funcionar a “OAB da Medicina”?

Diferentemente do exame aplicado aos bacharéis em Direito, a avaliação dos futuros médicos será distribuída ao longo da graduação.

Os estudantes farão três provas obrigatórias, ao final do segundo, do quarto e do sexto anos do curso. A nota final será calculada com base no desempenho nas três etapas, com peso maior para a última avaliação.

Uma comissão nacional, formada por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e dos ministérios da Educação e da Saúde, ficará responsável por definir os critérios de aprovação.

Quem não atingir o desempenho mínimo poderá refazer a etapa final em edições posteriores do Enamed.

Até conseguir a certificação, o formando não poderá atender pacientes, prescrever medicamentos ou emitir laudos e atestados. A legislação permite, porém, uma inscrição específica para atividades de pesquisa e trabalhos técnico-científicos supervisionados, sem atendimento clínico.

Quem terá de fazer o exame?

A nova exigência de aprovação para exercer a profissão valerá para estudantes que ingressaram na faculdade de medicina a partir de 19 de junho de 2026, data de publicação da medida provisória que deu origem à lei.

Quem já estava matriculado antes desse período não terá o registro profissional condicionado à nova certificação. Médicos que já possuem diploma reconhecido no Brasil também não precisarão realizar a prova para continuar trabalhando.

Para profissionais formados no exterior, permanece a exigência do Revalida, exame destinado à revalidação de diplomas médicos obtidos fora do país.

Faculdades privadas também entram na mira

A legislação não se limita a cobrar resultados dos estudantes. As instituições de ensino também poderão ser responsabilizadas pela qualidade da formação oferecida.

Faculdades com desempenho insatisfatório estarão sujeitas à supervisão do Ministério da Educação (MEC), com possibilidade de redução de vagas e suspensão de novos processos seletivos, conforme os procedimentos previstos na lei.

Os números ajudam a dimensionar o problema. Em 2025, dos 304 cursos avaliados que integravam o sistema federal de ensino, 99 tiveram desempenho considerado insatisfatório, o equivalente a 32,6%.

A expansão do ensino médico também chamou a atenção durante a tramitação da proposta. Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, o número de cursos de medicina cresceu 50% nos cinco anos anteriores.

“A gente não pode permitir que as faculdades cobrem R$ 10 mil ou R$ 15 mil e não deem qualidade na formação médica”, afirmou Camilo durante a discussão no Congresso.

O que muda para os pacientes?

Para quem depende de atendimento médico, a principal mudança está na exigência de uma comprovação adicional de conhecimentos antes que novos profissionais possam exercer a medicina.

A avaliação também permitirá acompanhar o desempenho das faculdades e identificar problemas na formação dos estudantes, ampliando os instrumentos de fiscalização do poder público.

Na sanção, Lula vetou um dispositivo que previa contrapartidas financeiras de até 2% do faturamento líquido de instituições privadas que utilizam estruturas do Sistema Único de Saúde (SUS) para atividades de ensino.

A nova regra de certificação passa a integrar a legislação brasileira, mas seus efeitos sobre o exercício profissional serão sentidos gradualmente, à medida que os estudantes abrangidos concluírem a graduação.


fonte:Revista Fórum -07/05/2026

Covid avança em São Paulo e hospitais relatam aumento de testes positivos


                                        foto:reprodução


(Folhapress) – A cidade de São Paulo registra aumento de casos de Covid nas últimas semanas, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e de hospitais.

O Sírio-Libanês, por exemplo, registrou 70 testes positivos para SARS-CoV-2 no mês passado, contra 19 em setembro e 12 em agosto. É o maior número mensal de 2026, em patamar semelhante ao de fevereiro, com 68 casos confirmados. A participação do coronavírus entre todos os agentes respiratórios detectados também cresceu, de 8% em setembro para 23% em outubro.

No Hospital Santa Catarina – Paulista, foram 98 casos positivos de Covid atendidos no pronto atendimento e na internação em outubro, ante 57 em setembro e 18 em agosto.

Desde o final de setembro, dados do painel epidemiológico do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde) da SES, atualizados nesta quinta-feira (5), mostram alta nos casos de Covid na capital paulista, especialmente na segunda quinzena de outubro.

Os números, contudo, estão bem abaixo dos de 2025. Enquanto em 2026 foram registrados 348 casos e 45 mortes por Covid na cidade de São Paulo, no ano passado foram 1.099 infecções e 185 óbitos no mesmo período (de janeiro até 6 de novembro).

Com base no monitoramento da circulação de vírus respiratórios de importância em saúde pública, o diretor da Divisão de Imunização da SES, José Santana, confirma a alta.

“Não temos motivo para pânico nem desespero, porém precisamos alertar a população de que a forma mais eficaz de se proteger contra formas graves e internações por Covid é a vacinação. Pessoas vacinadas não deixam de pegar Covid, mas é esperado que seja uma forma leve, com um curso bem mais tranquilo em relação aos não imunizados”, afirma.

Santana lembra que aglomerações são catalisadores da disseminação de doenças respiratórias.

Além das manifestações políticas que reuniram milhares de pessoas em São Paulo às vésperas do segundo turno das eleições, fãs do BTS têm relatado testes positivos de Covid após os shows do grupo coreano de k-pop.

Boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado nesta quinta-feira (5), mostra que há aumento do número de casos graves de Covid no estado de São Paulo, além de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal.

O documento afirma, no entanto, que a incidência de Covid permanece em níveis muito baixos nessas unidades da federação, com exceção de Mato Grosso do Sul.

Covid avança em São Paulo e hospitais relatam aumento de testes positivos. (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

Esquema vacinal


A vacinação de rotina contra a Covid tem três grupos prioritários. Crianças de 6 meses a menores de 5 anos devem ter três doses da vacina — aos 6, 7 e 9 meses. Pessoas com 60 anos ou mais devem receber uma dose semestral, e gestantes precisam de uma dose a cada gestação.

“Temos percebido uma diminuição do número de doses aplicadas neste público, o que preocupa. Nossa impressão é de que há uma espécie de acomodação, parece que as pessoas têm a sensação de que a Covid não mata mais e por isso não correm risco, o que não é verdade”, diz José Santana.

Os grupos de pessoas em situações especiais —principalmente os imunossuprimidos— devem tomar uma dose por semestre. Para quem tem comorbidades (obesidade, diabetes, hipertensão e outras doenças), a vacinação é anual. Veja a lista completa dos grupos especiais aqui.

Para a população de 5 a 59 anos sem vacinação prévia o esquema é de uma dose.

O imunizante é seguro. É contraindicado apenas a crianças menores de 6 meses e a pessoas com reação de hipersensibilidade grave a alguma dose anterior ou a qualquer componente da vacina.

Gripe

A cobertura vacinal contra o vírus influenza, causador da gripe, está bem abaixo da meta de 90% do grupo prioritário nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A vacina protege contra as complicações e mortes pela doença.

Até 6 de novembro de 2026, o município de São Paulo registrou 1.392 casos de gripe, com 109 mortes. Em 2025, foram 2.934 e 370, respectivamente.

A recomendação do Ministério da Saúde é que todas as pessoas sejam imunizadas a partir de 6 meses de idade.

 

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Concurso: IBGE oferece mais de 27 mil vagas para recenseadores; Confira

                                     foto:reprodução

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, nesta quinta-feira (5), o edital de um novo concurso público com 27.279 vagas para recenseadores que vão atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, previsto para 2027. 

A remuneração mensal inicial é de R$ 1.741, mas pode chegar a R$ 2.629, considerando a produtividade e outros benefícios.

As inscrições estarão abertas entre os dias 6 e 25 de novembro, exclusivamente pelo site da Fundação Cesgranrio cesgranrio.org.br


 A taxa de inscrição é de R$ 70. As provas estão previstas para o dia 31 de janeiro de 2027.


Além da remuneração, os selecionados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, 13º salário e férias proporcionais. O edital também prevê auxílio para custear os deslocamentos durante o trabalho e auxílio pré-escolar.


Atividades dos recenseadores


Os profissionais contratados serão responsáveis por visitar estabelecimentos agropecuários e coletar informações que vão integrar a base estatística do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.


Segundo o IBGE, os dados levantados serão utilizados na elaboração de pesquisas, no planejamento do governo e na criação de políticas públicas voltadas ao setor agropecuário em todo o país.


O concurso temporário do IBGE recebeu autorização para preencher 325 vagas destinadas a profissionais que vão atuar em pesquisas estatísticas por telefone.


A medida foi publicada em 20 de outubro e o instituto tem prazo de seis meses para divulgar o edital e iniciar o processo seletivo simplificado.


Do total de oportunidades, 276 são para agente de pesquisa por telefone, cargo que exige nível médio. As outras 49 vagas são destinadas à função de supervisor de pesquisa por telefone, que requer formação de nível superior.


Concurso do IBGE terá vagas para níveis médio e superior


A autorização para as contratações foi concedida conjuntamente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), por meio da Portaria Conjunta nº 70/2026.


Os profissionais selecionados serão contratados temporariamente para atender às demandas das pesquisas estatísticas conduzidas pelo IBGE por telefone.



fonte:Aratuon c/adaptações 06/11/2026



Irecê: Homem é condenado há mais de 27 anos por homicídio e tentativa de assassinato


                                                  foto:reprodução/irecê repórter



O Tribunal do Júri da Comarca de Irecê realizou nesta quinta-feira (5) o julgamento do senhor Jacob José Fernandes, onde o mesmo foi condenado a 27 anos e 5 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de Deleon Rosendo Machado e pela tentativa de homicídio contra outro homem. 

Crime

O crime ocorreu no dia 24 de fevereiro de 2024, em um bar no povoado de Mocozeiro, na zona rural do município, e foi registrado por câmeras de segurança.

 

Segundo investigações realizadas pela Polícia Civil, a vítima chegou ao estabelecimento acompanhado do suspeito e de outro homem. Os três estavam no mesmo veículo e aparentavam ter uma relação amistosa. As imagens mostram o momento em que Jacob circula pelo bar, saca uma arma e dispara contra as vítimas.


Deleon foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Irecê, mas não resistiu aos ferimentos. O outro homem também foi atingido e sobreviveu.

 



fonte: Bahia Notícias c/adaptações 06/11/2026 


Lula é aconselhado a conceder graça e reduzir pena de Bolsonaro


foto:Gabriela Filó/folhapress



247 –
Uma articulação promovida pelo núcleo de interlocutores mais próximos do presidente Lula (PT) sugere a avaliação de alternativas jurídicas para diminuir o período de prisão de Jair Bolsonaro (PL), condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. A estratégia busca pacificar o cenário político e barrar a tramitação de propostas de anistia no Poder Legislativo a partir do próximo ano, evitando que a pauta desvie a atenção das matérias prioritárias do Executivo, informa Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.

A iniciativa de ala da legenda governista tem como objetivo adicional desarmar as investidas da oposição contra o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente os pleitos de impeachment voltados ao ministro Alexandre de Moraes, que alimentam o risco de um conflito institucional entre o Parlamento e o Judiciário.

A despeito de o chefe do Executivo não possuir prerrogativa para conceder anistia — medida reservada ao Congresso Nacional que extingue integralmente as punições e seus efeitos —, a Constituição autoriza o uso de institutos como o indulto (de caráter coletivo), a graça (de alcance individual) ou a comutação de penas por razões de cunho humanitário. Tais institutos eliminam a execução da sanção penal, contudo mantêm os efeitos secundários da condenação, impedindo que o beneficiado recupere a primariedade. Bolsonaro cumpre pena por crimes que, segundo entendimento já fixado pelo STF, não pode ser objeto de anistia.

Entre os caminhos debatidos figura também a apresentação, por parte do governo, de uma Ação Declaratória de Constitucionalidade perante a Suprema Corte para validar a lei da dosimetria de penas, já aprovada pelo Congresso. O diploma legal reduz as sanções aplicadas aos réus dos atos de 8 de janeiro e ao próprio Bolsonaro, reduzindo sua permanência no regime fechado a cerca de mais um ano.

A referida norma encontra-se com os efeitos suspensos por decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que questiona a constitucionalidade das alterações nas regras de dosimetria. Embora sofra pressão de pares no Tribunal para submeter a matéria ao julgamento do plenário, o magistrado mantém a análise paralisada. Qualquer eventual avanço no sentido de abrandar a sanção exigirá prévia articulação e diálogo direto entre o Palácio do Planalto e a Corte constitucional.


FONTE: Brasil 247 - 06/11/2026

EUA: Marco Rubio avalia renunciar e abandonar governo Trump após midterms, diz agência

                                              Foto: Molly Riley / Official White House Photo


A agência de notícias Bloomberg e o portal britânico The Independent afirmaram nesta quinta-feira (5), com base em conversas sob reserva com membros do governo dos Estados Unidos, que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, avalia renunciar ao cargo.

 

Segundo ambas as publicações, o republicano faz os cálculos após a derrocada do Partido Republicano nas midterms, as eleições de meio de mandato de terça-feira (3), quando os democratas conquistaram maioria expressiva na Câmara dos Deputados e no Senado.
 

O político nega a intenção. Segundo o New York Times, ele disse em entrevista que seu plano sempre foi ficar na administração da qual faz parte "até o fim". Também se negou a responder perguntas sobre as eleições presidenciais de 2028.
 

Rubio avaliaria, segundo as publicações, que deixar o governo e se afastar do presidente Donald Trump poderiam ser ações valiosas para poder se candidatar a candidato à Presidência pelo partido em 2028, algo que, no mais, já é uma possibilidade amplamente cogitada no país.
 

Também pesaria na avaliação do secretário de Estado que, com maioria na Câmara, a oposição democrata deve aprovar investigações de membros do governo Trump, o que incluiria as ações militares no Caribe, como a explosão de embarcações, apontadas como ilegais pela oposição.
 

Não haveria uma data para a renúncia, e porta-vozes do governo também negaram essas afirmações. No X, o vice-secretário de Estado Dylan Johnson disse que as notícias são falsas, "totalmente inventadas".
 

À Bloomberg ele disse que "o secretário não discutiu deixar seu cargo e continuará a servir orgulhosamente na administração Trump" e que "essa notícia falsa será revelada como mais uma farsa infundada".
 

A hipótese estaria sendo considerada, dizem as publicações, também pelo fato de o principal motivo que parece ter levado à derrota republicana, a guerra do Irã e as suas consequências econômicas, estar no guarda-chuva de Rubio, o Departamento de Estado, que cuida da diplomacia americana.
 

No entanto, ainda que tenha apoiado os ataques ao país do Oriente Médio, Rubio não é a figura que mais participa do tema.
 

Sua atuação está muito mais voltada para a América Latina, tema que prioriza mesmo em sua época de legislador na Flórida e de senador em Washington. Filho de cubanos, Rubio tem o tema como central em sua carreira política. É ele quem cuida da tutela que os EUA exercem sobre o regime de Delcy Rodríguez na Venezuela, por exemplo, e é ele quem trata dos diálogos com a diáspora cubana que cobra uma ação de Washington contra a ilha comunista.
 

Em 2016, quando Trump se elegeu para o seu primeiro mandato, Marco Rubio chegou a disputar as primárias pela indicação republicana para o cargo, mas abandonou a corrida quando Trump conseguiu vencer as primárias na Flórida.
 

O secretário de Estado é um dos nomes mais cotados como possível sucessor de Trump, que devido às regras da Constituição americana não poderia concorrer novamente à Presidência, dado que já terá cumprido dois mandatos em 2028. O outro nome aventado é o do vice-presidente, J. D. Vance.
 

Logo após o resultado das midterms, Vance veio a público criticar a guerra no Irã e dizer que ela foi a culpada pelos democratas conseguirem maioria acachapante no Congresso. É uma sinalização importante para um eleitorado que se mostrou insatisfeito com Trump. Rubio, por sua vez, não se pronunciou ainda.



Fonte: FOLHAPRESS - 06/11/2026