• Praça do Feijão, Irecê - BA

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

EUA: Governadora negra, gays e muçulmano: as vitórias inéditas dos Democratas nas eleições



 Abdul El-Sayed, Keisha Lance Bottoms, Felipe Sousa Lazaballet e Chris Pappas (Reprodução/Instagram) 



As midterms, eleições de meio de mandato nos Estados Unidos realizadas nesta terça-feira, 3/11, apresentaram uma vitória expressiva do Partido Democrata, que conquistou a maioria no Câmara e no Senado. O pleito também ficou marcado por uma série de marcos históricos e escolhas inéditas de candidatos de minorias representativas.

Feitos inéditos nos Estados Unidos

A democrata Keisha Lance Bottoms, antiga Presidente da Câmara de Atlanta, venceu a disputa pelo governo do estado da Geórgia, tornando-se a primeira mulher negra governadora nos Estados Unidos. O feito também quebra uma sequência de 20 anos de domínio do Partido Republicano no estado. Durante a campanha, Bottoms prometeu fazer forte oposição ao governo Trump e buscar soluções contra a inflação.

O democrata Chris Pappas também fez história ao conquistar o mandato pelo estado de New Hampshire. Ele é o primeiro homem que se declara abertamente gay a conseguir uma vaga no Senado americano. O político segue os passos das ex-senadoras Tammy Baldwin e Kyrsten Sinema, tornando-se a terceira pessoa LGBTQIA+ a conquistar o posto nos Estados Unidos.

Leia também: Em meio a tensões com os Estados Unidos, Mauro Vieira se encontra com Marco Rubio

Abdul El-Sayed tornou-se o primeiro senador de religião islâmica na história do Senado americano. Filho de egípcios e nascido nas proximidades de Detroit, ele venceu a disputa no Michigan após se tornar uma das referências do Partido Democrata durante as eleições.

Focado em pautas na área da Saúde, El-Sayed foi criticado por Trump e ganhou apoio do ex-presidente Barack Obama na reta final da campanha. Ele chegou a ser apontado como um candidato “mais focado em Gaza do que em Michigan” por seu adversário na disputa pelo Senado, o republicano Mike Rogers, após se declarar a favor da Palestina.

Comece o dia sabendo o que importa. Receba gratuitamente a Antes da Reunião, a newsletter de política e economia do Amado Mundo. De 2ª a 6ª, às 6h30. Assine!

Latinos conquistaram cargos políticos

As midterms também contaram com o primeiro governador latino eleito na Califórnia. O democrata Xavier Becerra quebrou barreiras ao ser eleito para liderar o Executivo. Filho de mexicanos, Becerra participa ativamente da política dos Estados Unidos há 35 anos, sempre valorizando a importância da diversidade cultural.

Já o brasileiro Felipe Sousa Lazaballet foi eleito deputado estadual em um distrito da Flórida pelo Partido Democrata. Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Felipe será o primeiro brasileiro a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado. Naturalizado americano desde 2021, o político também se tornou o primeiro imigrante abertamente gay a conquistar uma vaga na legislatura estadual.


Annie Andrews foi a primeira mulher eleita para o Senado pela Carolina do Sul. A democrata venceu a disputa contra a republicana Darline Graham, alcançando um feito inédito. David Crowley, também democrata, tornou-se o primeiro governador negro da história de Wisconsin.

A Flórida também contará com o seu primeiro governador negro da história. Pelo Partido Republicano, Byron Donalds conquistou o governo do estado após receber o apoio público de Donald Trump.

A ampla vantagem dos democratas nas eleições abre caminho para outro feito histórico. Hakeem Jeffries pode se tornar o primeiro presidente negro da Câmara de Representantes, segundo análise da “CNN” local.


Fonte: madomundo.com - 04/11/2026 14h:45

EUA: Influenciadoras copiaram diretrizes do ‘Exército’ de Janones nas eleições americanas


                                      FOTO:Reprodução/(Ricardo Stuckert/Campanha de Lula)




Influenciadoras e publicações de esquerda dos Estados Unidos estão difundindo a doutrina do “Exército do Lula” – grupo organizado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) – para mobilizar eleitores contra aliados de Donald Trump nas eleições desta terça-feira, 3/11.

Entre os exemplos estão o perfil Minne Anna Polis, do Minnesota; a rede Defiance Dispatch, organizada por Jiggy Geronimo, da Califórnia; e a pesquisadora e influenciadora Ever Mack, de Nova York.

O perfil no Instagram de Anna, de Minnesota, publicou um carrossel de 14 slides com orientações sobre como adotar a estratégia brasileira. 

Primeiro slide do carrosel de @minne_anna_polis sobre o “Exército do Lula”. (@minne_anna_polis/Instagram)

“O Brasil está tentando nos ensinar”, diz o primeiro slide. Em seguida, aparece o título: “Manual do Exército do Lula”.

Comece o dia sabendo o que importa. Receba gratuitamente a Antes da Reunião, a newsletter de política e economia do Amado Mundo. De 2ª a 6ª, às 6h30. Assine!

Anna recomenda evitar interações com publicações adversárias, curtir e comentar as publicações de aliados nos primeiros 15 minutos, “falar como um ser humano, não um panfleto”, e gravar vídeos informais, seguindo um preceito de Janones para a campanha de Lula neste ano: “Mais calçada, menos drones”. Também sugere conversar com pessoas presencialmente

O carrossel termina com um chamado para votar nesta terça, e encaminhar a mensagem para três amigos.

Leia mais: ‘Pessoal, urgente!’: como Janones, aos berros, ressuscitou campanha de Lula e entrou no imaginário do país

A rede Defiance Dispatch publicou também no Instagram um carrossel semelhante sobre a doutrina Janones, com o título: “O que ajudou o Brasil a derrotar o fascismo”. Entre as dicas: “Todo seguidor recebeu uma missão” e “menos polimento, mais gente”.

“A nossa versão do Exército do Lula”, diz o slide. (@defiancedispatch/Instagram).

Um dos slides diz assim: “A nossa versão do Exército do Lula. Lute contra o fascismo do seu sofá”. 

Doutrina Janones inspira versões nos EUA do ‘Exército do Lula’

A pesquisadora Ever Mack, de Nova York, é autora da newsletter “Pretty Girl Politics”. 

Em texto publicado em 28/10 no Substack, intitulado “Guerra de Guerrilha Digital: A Estratégia que Derrotou o Fascismo“, ela relata ter recebido mensagens de mais de 2 mil brasileiros, muitas com dicas sobre como copiar a estratégia que contribuiu para a vitória de Lula.

Ela reproduz oito regras da doutrina Janones enviadas em um desses comentários. Algumas das dicas são semelhantes às publicadas por Anna, de Minnesota; outras são diferentes. As listas divulgadas pelas influenciadoras foram elaboradas a partir de relatos de apoiadores e não correspondem necessariamente a uma relação de regras publicada pelo próprio Janones.

Mack recomenda, entre outras dicas da doutrina Janones: “ataques” coordenados com uma única pauta por dia; falar em primeira pessoa; evitar as pautas dos adversários republicanos; dirigir a mensagem a republicanos moderados e eleitores independentes; e fazer conteúdo “bruto”, sem muita edição.

“Veio, então, a etapa final – algo que nenhum algoritmo pode fazer por você. Os brasileiros se mobilizaram na vida real e foram às ruas. Brasileiros que vivem no exterior voaram de volta para casa para votar. Pessoas que haviam se mudado dentro do Brasil viajaram de retorno aos estados onde estão registradas”, acrescenta.

Leia mais: Por que diplomatas americanos estão ‘fazendo o L’

Já a newsletter Rogan’s List, em edição de 29/10, apresentou o “Exército do Lula” como inspiração para o Defiance Dispatch e também para outra rede, The Amplifier, que estão “tentando construir algo semelhante nos Estados Unidos – uma infraestrutura capaz de transformar a configuração do debate político online”.


Fonte:amadomundo.com - 04/11/2026

RJ: O paradoxo da Baixada Fluminense: como igrejas e milícias promovem bolsonarismo na região


                                      Flávio Bolsonaro, senador do PL, e Douglas Ruas, eleito governador do Rio de Janeiro -foto:reprodução



A Baixada Fluminense é um paradoxo. Muitas pessoas dependem de políticas sociais e auxílio do governo, mas “batem no peito” e dizem que escolherão candidatos da extrema direita, que defendem a redução de benefícios e programas. “Dizem que os Bolsonaro são a salvação do povo. Eles têm uma visão extremamente unilateral, individualista e utilitarista”.

O relato é de uma jornalista moradora do município de São João de Meriti, que compõe a Baixada Fluminense acompanhado por Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados e Seropédica, segundo definição da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O Amado Mundo teve acesso a áudios que descreveram como foi a disputa do segundo turno na região, e como o contexto, reunindo fortes atuações da milícia e da igreja, favoreceu a extrema direita.

Coação, exposição e insegurança

Carros elétricos, com músicas estrondosas, bandeiras gigantes, comícios e manifestações a favor de Flávio Bolsonaro, ex-candidato à presidência do PL, e de outros candidatos da extrema direita. Esses elementos fizeram parte da rotina em São João de Meriti, área que também é marcada pela forte presença das milícias nas comunidades.

Em 2022, o Mapa dos Grupos Armados, desenvolvido pelo Instituto Fogo Cruzado em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI/UFF), divulgou que as milícias chegaram a controlar 48,6% de todas as áreas sob domínio de grupos armados na Baixada.

“Eu não vi uma manifestação de esquerda. Nada, absolutamente nada. Nenhuma organização. Eu não sei se é por medo ou se é por desorganização mesmo. Eu percebo que aqui na Baixada Fluminense as ações de esquerda estão muito isoladas. Ainda não souberam ocupar as redes sociais e as ruas”, relata a jornalista.

“É um grande problema, porque acaba desequilibrando o que a Justiça Eleitoral procura de todas as formas sustentar, que é o equilíbrio entre as diferentes propostas, igualdade de oportunidade entre os diferentes candidatos. No fim, essas medidas manipulam a opinião pública e afetam a liberdade de escolha dessas pessoas”, afirma Carlos Enrique Caputo, doutor em direito e mestre em direito parlamentar, eleições e estudos legislativos, em entrevista ao Amado Mundo.

“É mais do que uma coação. É um negócio mais sofisticado”, explica José Cláudio Souza Alves, professor do Departamento de Ciências Sociais do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e pesquisador do tema há mais de 30 anos, em conversa com o Amado Mundo. “Quando você tem grupos armados estabelecidos em um local, toda a comunidade estabelece interações com eles. Ninguém é louco de se contrapor. O normal é se aproximar para tentar obter alguma vantagem”.

“Se você não busca uma aproximação, começa a ter problemas e dificuldades para encontrar resoluções. Existe uma tensão que vai muito além do medo do dia a dia. É difícil você se contrapor e não achar que aquilo vai ter consequências. Muitas vezes, a coerção não é exercida pela violência, mas sim pela pressão das figuras que se colocam como benfeitores na comunidade”, completa o pesquisador.

O controle das milícias se tornou ainda maior quando o poder se tornou econômico, detalha Caputo. Organizações criminosas passaram a influenciar nas operações mais simples dentro de suas comunidades, como a distribuição de gás e a contratação de serviços de internet. Além de impedirem a livre concorrência, os líderes também cortam os serviços básicos de quem não se alinha ao que é proposto para a comunidade.

“A Baixada Fluminense talvez tenha sido o primeiro modelo de cooperação eleitoral de comunidade. É evidente que isso se expandiu para muitas regiões do Brasil. O crime organizado observou como uma experiência e levou para outros setores. É um grande problema, mas que pode ser solucionado. O que nós precisamos é de uma maior presença do Estado”, aponta Caputo.

Leia mais: As previsões sobre caneladas de Flávio Bolsonaro em Tarcísio

Em nome de Deus?

“Há um agravante muito sério. Em São João de Meriti, os bolsonaristas geralmente são da religião protestante. O que o pastor fala, elas obedecem. É rebanho mesmo, que não pensa e apenas obedece. Existem problemas seríssimos de interpretação textual. Eles acham que é preciso seguir o que o pastor determina e pronto, não há o que contestar. É a minha preocupação”, detalha o áudio da jornalista.

A Baixada Fluminense consolidou-se como a região com a maior proporção de evangélicos do estado do Rio de Janeiro. Municípios como Paracambi (46,7%), Seropédica (46,3%) e Queimados (44,6%) têm os maiores índices de protestantes, segundo dados apresentados no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Muitas vezes, as pessoas não têm informações ou acessos, e acabam sendo influenciadas pelo ambiente. Quando um pastor ou qualquer representante religioso abre a boca, a opinião é considerada importante”, diz Joana Bahia, coordenadora do Núcleo de Estudos da Religião (Nuer) e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao Amado Mundo.

As igrejas protestantes promovem projetos sociais com frequência na Baixada Fluminense, segundo a jornalista de São João de Meriti. “Há iniciativas lideradas por outras organizações e religiões, mas que não alcançam a visibilidade conquistada pelos protestantes na região. Existem pessoas de esquerda envolvidas em ações isoladas. Não há uma massa atingindo em favor do social. O protestantismo faz isso muito bem na Baixada”.

Rita Gonçalo, doutora em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Mauro Kleiman, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP), apresentaram o conceito de “urbanidade gospel” em pesquisa divulgada em 2023. O estudo detalha que os templos religiosos assumiram papéis que deveriam pertencer ao Estado, como a distribuição de cestas básicas, reabilitação de dependentes químicos, cursos profissionalizantes, reforço escolar e instauração de creches informais.

Ao ocupar espaços em que o Estado não está presente, a igreja promove não só benefícios para a comunidade, mas também estabelece uma vida social, afirma Bahia. “Dependendo da periferia, é o único local em que você vai ter sociabilidade. […] A igreja pode possibilitar que as pessoas se ajudem e procurem trabalho. É um lugar em que muita coisa acontece”.

“O ambiente da igreja e a sociabilidade de uma pessoa, acompanhada dos amigos e dos parentes, influenciam o voto. Mas isso não significa que uma pessoa vai votar exatamente como o pastor quer. Há uma mudança de perfil dos evangélicos e em outros segmentos religiosos recentemente, já não estão votando nos mesmos nomes. Políticos como Marcelo Crivella (Deputado Federal do partido Republicanos pelo Rio de Janeiro), que encontravam apoio de religiosos, não foram reeleitos. É difícil calcular qual é a influência direta dos pastores”, analisa Bahia.

“Eu moro em São João de Meriti há 40 anos. Pela primeira vez, havia uma placa enorme na frente da Prefeitura, com os dizeres: ‘feliz é a nação cujo Deus é o senhor’. O governo deveria ser laico, não? Qualquer governo dentro do Brasil, de acordo com a Constituição Federal. Ninguém grita, ninguém contesta”, desabafa a professora.

Comece o dia sabendo o que importa. Receba gratuitamente a Antes da Reunião, a newsletter de política e economia do Amado Mundo. De 2ª a 6ª, às 6h30. Assine!

‘Douglas Ruas veio deste sistema’

Douglas Ruas, do PL, eleito governador do Rio de Janeiro, consolidou uma votação expressiva nos 13 municípios que formam a Baixada Fluminense — o que foi fundamental para a conquista de uma vitória ainda no primeiro turno das eleições deste ano.

O menor índice de Ruas na Baixada Fluminense foi registrado em Duque de Caxias, onde ele alcançou plena maioria com 49% dos votos. O município em que o político conseguiu mais votos foi Magé, com 61%. Em São João de Meriti, a vitória de Ruas veio com 54% dos votos, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Douglas Ruas é um governador vindo desta mesma estrutura. Era um policial civil que acabou crescendo dentro do sistema. O pai, Nelson Ruas, foi capitão e é prefeito de São Gonçalo, uma cidade importante da região metropolitana do Rio de Janeiro. Todo o discurso de Douglas é baseado em ‘bandido bom é bandido morto’, o que o levou a ser governador. Como é possível mudar essa realidade apostando em confrontos armados nas áreas mais pobres e periféricas?”, questiona Alves.

O PL encontrou portas abertas para se aproximar desta população. Jair Bolsonaro se casou com Michelle Bolsonaro em 2007, época em que ela já mantinha fortes ligações com a Igreja Batista Atitude, a Assembleia de Deus e a Igreja Universal do Reino de Deus. A importância da representação religiosa se dá pela parceria com a pastora evangélica Damares Alves, senadora do partido Republicanos que representa o Distrito Federal eleita em 2022.


Ruas é alvo de uma investigação por suposto peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Porém, o inquérito está em fase de apuração e não gera uma suspensão automática dos direitos políticos, permitindo que o representante do PL assuma o cargo em janeiro, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo.

O que esperar do futuro?

Alves é pessimista ao analisar as possibilidades de o Poder Público agir diretamente dentro dos microssistemas protegidos pelas milícias. O professor destaca que é preciso realizar investimentos consideráveis em planos a longo prazo, o que vai muito além do Ministério de Segurança Pública proposto por Lula durante a campanha presidencial.

“A extrema direita também ganha o apoio de áreas ativas do tráfico de drogas, por saberem que esses candidatos vão ‘manter o negócio funcionando’. […] Eles votam em um cara que diz que quer matá-los. É contraditório, mas essa mesa eleitoral nunca é disputada pela esquerda”, diz o pesquisador.

O primeiro passo é contar com uma polícia de inteligência articulada e trabalhada de forma cooperativa, que não transfere a responsabilidade para as esferas municipais, estaduais ou federais, opina Caputo. A partir de então, é possível promover medidas que enfraqueçam o crime organizado.

“A partir do momento em que o Estado chega em todos os lugares e propõe uma organização de vida e de comunidade, o poder das facções tende a diminuir e, claro, a favorecer essa igualdade de oportunidades nas disputas eleitorais. Muitos candidatos estão apoiados, inclusive financeiramente, no controle que as milícias exercem”, completa o advogado.

“A igreja e a milícia são duas instituições que deram certo no Brasil. Você pode me dizer que não é democracia, é crime organizado e puro clientelismo. É verdade, mas ainda assim, deram certo. É o que sobrou como auxílio e suporte para muitas pessoas nos momentos de crise. É algo muito forte nas comunidades, não é simples de lidar”, conclui Alves.


FONTE: amadomundo.com/reprodução - 04/11/2026 14h:16

EUA: Democratas exaltam Lula em vitória avassaladora contra Trump nas eleições do meio de mandato


                                               foto:reprodução



 Influenciadores e eleitores democratas foram às redes exaltar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao comemorarem a vitória avassaladora nas eleições de meio de mandato, as midterms, sobre Donald Trump. O resultado mostra que os democratas vão controlar o Congresso e elegeu governadores em estados chaves, como Gina Hinojosa no Texas.

Ativista político e influenciador democrata nos EUA, que cogitou a se candidatar a uma vaga na Câmara dos Representantes, Isaiah Martin, repetiu o bordão de André Janones (Rede-MG) ao agradecer ao Brasil por “mostrar o caminho” em publicação na madrugada desta quarta-feira (4).

“Obrigado Brasil por nos mostrar o caminho! Exploooooode!”, escreveu Martin.

Em seguida, o influenciador democrata mandou um recado para Flávio e Eduardo Bolsonaro, que fugiram para os EUA. O filho “02” de Jair Bolsonaro mora no Texas, onde os democratas venceram tanto para o governo, quanto para o Senado, com James Talarico.

“Deportem Bolsonaro”, escreveu Martin.

O podcaster Mbuyiseni Ndlozi, que comanda o African Renaissance Podcast, publicou um longo texto em que diz que os “Democratas têm seu momento Lula” ao analisar o resultado das eleições.

“Democratas têm seu Momento Lula! Preços dos alimentos, repressão à imigração, guerra com o Irã (ataques militares não autorizados), além de centros de dados de IA, expulsaram os republicanos da maioria”, escreveu no início do texto.

Saudado por brasileiros, que publicaram comentários celebrando a derrota de Trump, o senador Bernie Sanders, amigo de Lula, afirmou que o resultado das eleições legislativas foi “ótimo”.

“Os democratas agora controlarão a Câmara e o Senado e poderão responsabilizar Trump. Isso é ótimo. Em um momento de enorme desigualdade de renda e riqueza, devemos fazer mais. Devemos lutar agressivamente pelas famílias trabalhadoras. Chega de desculpas”, escreveu Sanders, saudado pelos brasileiros.

Cientista político em Harvard por três décadas e Vice-Presidente da World Values Survey – que investiga a relação entre crenças e políticas em todo o mundo -, Pippa Norris citou primeiramente o Brasil no que classifica como “resiliência autocorretiva da democracia”.

“Brasil. Sérvia. Israel (talvez). América. A resiliência autocorretiva da democracia. Leva tempo, é verdade. Mas um testemunho de que eleitores comuns defendem a democracia (segunda questão mais importante na pesquisa de saída nos EUA). E protegida pelos tribunais, as eleições importam. Um choque de realidade para líderes autoritários”, escreveu no X.


fonte: Revista Fórum - 04/11/2026

SP: Bisneta do brigadeiro Faria Lima: quem era advogada morta com o filho


                                              foto:reprodução


São Paulo — Anna Gabriela Faria de Lima, a advogada de 29 anos que foi encontrada morta junto com o filho Raphael Faria Lima Ferrari, de 6, dentro de um apartamento de Cotia, na Grande São Paulo, era bisneta de José Vicente de Faria Lima, ex-prefeito de São Paulo (entre 1965 e 1969) e brigadeiro da Força Aérea Brasileira (FAB) — o mesmo que dá nome a uma das avenidas mais importantes vias da zona oeste da capital paulista, a Brigadeiro Faria Lima.

A advogada era filha de Paulo Roberto Faria Lima, ex-vereador paulistano condenado nos anos 1990 por envolvimento em um esquema de corrupção que ficou conhecido como Máfia da Propina. Paulo Roberto, por sua vez, era filho de José Roberto Faria Lima, ex-deputado federal, e neto do Brigadeiro Faria Lima.

Mãe e filho mortos

Os corpos de mãe e filho foram encontrados nessa terça-feira (3/11), por volta de 19h, em um apartamento de Cotia, na Estrada Manoel Lajes do Chão. Segundo a polícia, o crime teria sido cometido pelo ex-namorado da advogada, o empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos.

O próprio empresário teria ligado para um escritório de advocacia localizado em Campinas, interior paulista, e confessado o crime. Uma advogada foi à Delegacia de Cotia para comunicar o crime. A Polícia Civil pediu a prisão de Eric.


As imagens da fuga do empresário (veja acima) são da madrugada de segunda-feira (2/11). Nelas, é possível ver a caminhonete, uma Chevrolet S10, de cor branca, saindo do condomínio. O empresário está sozinho.

Natural do município de São Paulo, Anna era advogada e obteve, em 2020, a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ela advogava há seis anos, e vivia o auge na carreira.


Entenda o caso

  • Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e o filho dela, Raphael Faria Lima Ferreira, de 6, foram encontrados mortos na terça-feira (3/11) em um apartamento em Cotia, na Grande São Paulo.
  • O principal suspeito de matar mãe e filho é o empresário Eric Conrado Alves de Almeida, ex-namorado de Anna, que não aceitava o término da relação.
  • Após matar as vítimas, o homem fugiu em uma caminhonete, na madrugada de segunda-feira (2/11), e ligou para um escritório de advocacia para confessar o crime. Uma advogada foi à Delegacia de Cotia para comunicar o fato.
  • Horas antes de os corpos serem encontrados pela polícia, a mãe de Anna e avó de Raphael registrou um boletim de ocorrência (B.O.) de desaparecimento no 2° Distrito Policial, na Granja Viana, em Cotia.
  • A caminhonete, uma Chevrolet S10, de cor branca, que pertence ao principal suspeito, circulou pelo município de Santana de Parnaíba, município vizinho a Cotia.

FONTE:Metrópoles - 014/11/2026

BR- 324: Dnit prevê liberar trecho na quinta-feira; trânsito segue congestionado

                                                 foto:PRF/Divulgação




 O trânsito segue intenso na manhã desta quarta-feira (4) no trecho da BR-324 em Simões Filho, em direção a Salvador. O congestionamento é provocado pelo bloqueio parcial da rodovia na altura do km 603, após a abertura de um buraco no pavimento na última segunda-feira (2).

 

 

Ao Bahia Notícias, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que realiza os serviços de recuperação da pista, com previsão de conclusão para o final da noite desta quinta-feira (5).

 





fonte: BN c/adaptações 04/11/2026