Umaaeronave avaliada em aproximadamente R$ 120 milhões, pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro(foto em destaque), foi localizada pelaPolícia Federal (PF)no Paraguai, nesse sábado (15/8).
A operação que localizou o avião contou com o apoio da Adidância no Paraguai e da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY).
Após tratativas da PF com as autoridades paraguaias, a aeronave retornou ao Brasil neste domingo (16/8), pelo Aeroporto Internacional de Brasília, onde será submetida às medidas judiciais cabíveis.
Informações de Mirelle Pinheiro no site Metrópoles em 16/08/2026.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de João Carlos Mansur, ex-controlador da liquidada Reag, negociam um acordo de delação premiada. Caso a colaboração se concretize, o principal alvo das informações seria o empresário Daniel Vorcaro, com quem Mansur mantinha uma relação próxima de negócios.
Mansur é investigado na Operação Carbono Oculto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos administrados por fundos da Reag.
Segundo as investigações, cerca de R$ 250 milhões teriam sido movimentados para ocultar valores provenientes de fraudes no setor de combustíveis, atribuídas a integrantes da facção criminosa PCC.
Além desse inquérito, o ex-executivo também é investigado na Operação Compliance Zero. Essa apuração tem como foco a suposta emissão de títulos de crédito sem lastro, que teriam sido usados para inflar artificialmente a situação financeira de negócios ligados a Vorcaro.
Aliados deFlávio Bolsonaro(PL) minimizaram o público reduzido no primeiro ato da campanha do senador ao Palácio do Planalto na manhã do domingo (16/8), na Praia de Copacabana, no Rio.
À coluna, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o evento não é uma manifestação, que costuma reunir público maior, mas, sim, um comício político.
“Não é manifestação. É comício. E a gente não dá ônibus”, afirmou Sóstenes, em uma indireta ao PT, que organizou caravanas para o ato do presidente Lula no estádio da Vila Euclides, em São Paulo.
No caso de Tarcísio, aliados de Flávio avaliam que seria “ruim” para o governador paulista começar a campanha no Rio, e não em São Paulo, estado por onde ele tentará reeleição em 2026.
“Só centraliza evento quem não tem gente. Estratégia para ganhar a eleição é se espalhar por todo Brasil”, afirmou o líder do PL.
O aumento da demanda por inteligência artificial tornou o Brasil especialmente interessante para fornecer infraestrutura para big techs. Vale a pena? Nossa série investiga o impacto da indústria de data centers no Brasil.
Confira a reportagem do Intercept Brasil publicada por Laís Martins com o título: "VIZINHOS DO VENTO E DA NUVEM",sobre o impacto da instalação da energia eólica na cidade e região da pequena Gentio do Ouro, situada no Centro Norte do Estado, pertencente ao território de Irecê.
Neste domingo, dia 16 de agosto, a campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente no Brasil. Mas, na prática, a disputa já está em curso há meses na lógica de campanha que atravessa o fazer político. É uma disputa que acontece, sobretudo, na tela dos celulares.
A pesquisa “Desigualdades Informativas 2025” mostra, por exemplo, que as redes sociais são hoje o meio mais mencionado pela população brasileira para o consumo de informação. Elas são citadas por 53,5% das pessoas entrevistadas. O dado expõe o terreno sobre o qual serão disputadas a atenção e a confiança das pessoas eleitoras.
Isso significa que o debate público e as campanhas eleitorais passam, necessariamente, pelas plataformas digitais. E, como sabemos, essa mediação não é neutra; ela molda como as pessoas se informam, como formam suas visões de mundo e como constroem suas posições políticas.
Há um lado positivo nisso: o ambiente digital favorece uma pluralidade de narrativas que dificilmente encontra espaço nos meios tradicionais e, assim, pode ampliar vozes historicamente marginalizadas e dar visibilidade a candidaturas sem espaço garantido no tempo de TV ou nas grandes redações. Mas esse mesmo ambiente também abre brechas para a desinformação e a manipulação do debate público — por impulsionamento pago, recomendação algorítmica, redes de comportamento inautêntico e outras formas de distorção artificial daquilo que parece ser espontâneo.
Não é à toa que, a cada ciclo eleitoral, novos aspectos desse ecossistema passam a ser regulados — via resoluções do Tribunal Superior Eleitoral — na tentativa de preservar a integridade informacional do processo democrático. Em 2026, porém, o desafio ganha uma camada adicional: o uso intensivo de inteligência artificial generativa para produzir e consumir informação política. É verdade que a tecnologia já foi utilizada em 2024, durante o pleito municipal, como mapeado no Observatório IA nas eleições — um projeto do Aláfia Lab e da Data Privacy Brasil —, mas seu uso ainda pontual à época não revelava todas as camadas que poderiam impactar o ecossistema.
As urnas eletrônicas seguem entre as principais vítimas de campanhas de desinformação e descredibilização do processo eleitoral espalhadas pelas redes sociais (Foto: TSE Divulgação)
IA cada vez mais intensa amplia riscos de manipulação
A mesma pesquisa Desigualdades Informativas do Aláfia Lab indica que, em 2025, o uso de IA como fonte de informação chegou a quase 10% da população, número que é maior entre os mais jovens. O uso mais intenso e a popularização de sistemas de IA generativa fizeram emergir novos riscos eleitorais que vão além da criação de peças sintéticas e falsas, mas também alcançam a escolha de candidaturas, com possibilidade de ranqueamento e recomendação de voto, questões que já foram previstas e proibidas pelo TSE neste ano.
Diante desse cenário, torna-se relevante entender não apenas o que a legislação eleitoral exige das plataformas, mas o que as próprias empresas estão dispostas a fazer para proteger a integridade do processo eleitoral por meio de seus termos de uso e padrões/diretrizes de comunidade. É essa a pergunta que a Sala de Articulação contra Desinformação (SAD) vem tentando responder desde 2022, quando lançou a primeira edição do relatório O papel das plataformas digitais na proteção da integridade eleitoral.
Em parceria com a FALA, o Instituto Marielle Franco, a Data Privacy Brasil e o InternetLab, a SAD lança agora a edição 2026, que traz uma novidade em relação aos anos anteriores: pela primeira vez, o levantamento inclui plataformas de inteligência artificial generativa — ChatGPT, Claude, Gemini, Grok e Llama — ao lado das redes sociais (Instagram, Facebook, Kwai, X, LinkedIn, TikTok, YouTube) e dos aplicativos de mensageria (WhatsApp e Telegram). A avaliação das políticas é feita sob o prisma da integridade eleitoral, incluindo também uma leitura de diretrizes sobre violência política de gênero e raça e sobre desinformação climática e socioambiental.
Os achados dessa análise revelam um contexto com diferentes níveis de desenvolvimento. Entre as redes sociais, o cenário é relativamente mais maduro, sobretudo no eixo de integridade eleitoral: YouTube, TikTok, Instagram e Facebook mantêm páginas dedicadas ao tema, com processos de moderação razoavelmente explicados ao público, enquanto LinkedIn e X trazem essas previsões de forma esparsa.
Desinformação segue sendo tratada de forma desigual nas redes
Do mesmo modo, o tratamento de desinformação eleitoral também se dá em diferentes níveis. A Meta, por exemplo, só trata alegações de fraude eleitoral quando vêm acompanhadas de ameaça explícita de violência e o X se limita, na maior parte dos casos, a “notas da comunidade” e selos informativos.
Quando o assunto é violência política de gênero e raça, o quadro piora: com exceção do Kwai — que tem política específica, ainda que restrita à violência de gênero contra mulheres, sem contemplar a interseção com raça —, todas as demais plataformas tratam o fenômeno apenas por empréstimo de categorias mais amplas, como discurso de ódio ou assédio. A desinformação climática e socioambiental, por sua vez, segue sendo o tema mais negligenciado: só o TikTok o trata de forma explícita, inclusive em suas regras de publicidade.
Nos aplicativos de mensageria, o contraste entre WhatsApp e Telegram é grande. Enquanto o primeiro mantém uma política eleitoral com regras mais robustas (limite de encaminhamento, rotulagem de mensagens virais e banimento de contas com comportamento anômalo), o Telegram segue sem qualquer política eleitoral específica, tratando o problema apenas com regras genéricas de spam.
É nas plataformas de inteligência artificial, contudo, que a fragilidade regulatória se mostra mais acentuada. Nenhuma das cinco plataformas de IA analisadas no relatório da SAD reconhece violência política de gênero e raça ou desinformação climática como categorias específicas de risco.
O relatório da Sala de Articulação contra Desinformação divide essas empresas em três blocos: Llama e Grok não apresentam nenhuma política eleitoral específica identificável, remetendo apenas às políticas gerais de suas controladoras, Meta e xAI; o Gemini possui uma abordagem parcial, com informações dispersas entre páginas institucionais do Google, sem documento dedicado à governança eleitoral da ferramenta; e OpenAI e Anthropic são as únicas a apresentar políticas específicas sobre o tema.
A Anthropic, criadora do Claude, possui políticas específicas sobre integridade eleitoral, com página dedicada a eleições – disponível, contudo, apenas em inglês. A empresa também indica restrições ao uso do Claude para campanhas enganosas, fraude eleitoral e conteúdo sintético voltado à interferência democrática, além de ter anunciado planos para banners durante as eleições brasileiras.
Já a OpenAI, dona do ChatGPT — sistema de IA mais utilizado no Brasil —, apresenta em suas políticas salvaguardas para restringir o uso “dos modelos para interferência eleitoral, supressão de pessoas eleitoras, desinformação deliberada sobre processos de votação, campanhas políticas automatizadas em larga escala e conteúdo sintético destinado a fraude ou manipulação política”.
Em todas as plataformas e sistemas analisados, a dificuldade de acesso às próprias políticas é um problema unânime. Muitas vezes dispersas em documentos distintos, sem data de publicação ou histórico de atualização, essas regras são de difícil compreensão até para especialistas na área, o que faz refletir que essa dificuldade pode ser maior para uma pessoa comum que tenta entender o que pode ou não fazer, ou como denunciar um conteúdo. Esse mesmo obstáculo impôs limites ao próprio trabalho de mapeamento realizado pela SAD: é possível que políticas existentes não tenham sido localizadas simplesmente por estarem escondidas demais.
Resolução exige instrumentos contra circulação de fatos inverídicos ou descontextualizados
Vale destacar que essa fotografia foi construída a partir de políticas coletadas entre março e julho de 2026 — um recorte, portanto, anterior a um marco importante que se aproxima. A Resolução TSE nº 23.755/2026 estabeleceu que as plataformas devem entregar ao Tribunal Superior Eleitoral seus planos de conformidade, com maior transparência sobre as medidas adotadas para o pleito. Elas devem demonstrar como pretendem se adequar aos deveres imputados pela resolução de propaganda eleitoral. Incluindo aí a implementação de instrumentos para diminuir “a circulação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que possam atingir a integridade do processo eleitoral”.
A entrega dos planos de conformidade deve ser feita, de acordo com a portaria do TSE, até este domingo, dia 16 de agosto, quando se inicia a campanha eleitoral. Será um momento decisivo para observar se as lacunas identificadas serão enfrentadas, se as plataformas passarão a ter novas políticas eleitorais e se elas serão mais acessíveis.
A julgar pelo que mostra o relatório da SAD, a resposta ainda está em aberto. Por isso, a sociedade civil, o jornalismo e a academia, além da própria Justiça Eleitoral, precisam manter os olhos atentos ao que essas empresas vão apresentar.
A experiência de trabalhar na Abril Cultural durante a ditadura militar virou um espaço de união e apoio mútuo para profissionais perseguidos, disse a escritora e dramaturga Maria Adelaide Amaral no Na Pilha com Tati Bernardi, do Canal UOL. Confira o vídeo e a entrevista no link abaixo:
O GrupoCasas Bahiaregistrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado que evidencia a deterioração de sua situação financeira e levanta dúvidas sobre a continuidade das operações da varejista. A empresa avalia alternativas para reorganizar sua estrutura de capital, entre elas uma nova recuperação extrajudicial ou uma recuperação judicial. As demonstrações financeiras foram divulgadas na madrugada deste domingo (16) e vieram acompanhadas de um relatório em que a auditoria Ernst & Young (EY) se absteve de emitir conclusão sobre o balanço, diante de incertezas relevantes sobre a continuidade operacional da companhia.
A perda de R$ 10,1 bilhões no trimestre representa forte piora frente ao prejuízo de R$ 555 milhões registrado no mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, as perdas somam R$ 11,2 bilhões. Segundo a EY, fatores como capital circulante líquido negativo e patrimônio líquido negativo em R$ 8,27 bilhões apontam para dúvida significativa sobre a capacidade da empresa de manter suas operações.
Parte expressiva do prejuízo decorre de efeitos contábeis não recorrentes, como uma baixa de R$ 5,7 bilhões em ativos fiscais diferidos, cerca de R$ 970 milhões em impairment de ágio e R$ 1,8 bilhão em provisões ligadas a revisões contratuais, reorganização de quadro de funcionários e fechamento de lojas. Mesmo descontados esses efeitos, porém, o prejuízo ajustado ainda cresceu, para R$ 978 milhões no trimestre, ante R$ 555 milhões um ano antes.
Demonstrações financeiras das Casas Bahia foram divulgadas na madrugada deste domingo (16) (Foto: Divulgação)
Captação internacional frustrada agravou crise de caixa
Um dos principais fatores de pressão foi o fracasso de uma captação internacional que a própria companhia considerava de “extrema relevância” para seu planejamento financeiro. Segundo a empresa, a negociação estava em estágio avançado, com due diligence e documentação jurídica concluídas, mas o investidor-âncora desistiu da operação antes do fechamento. Outras tentativas de captar recursos, como empréstimos-ponte, também não avançaram dentro do prazo esperado. A Casas Bahia afirma ter R$ 6,3 bilhões em créditos fiscais federais e estaduais, mas enfrenta dificuldades para monetizar esses ativos.
A restrição de crédito também afetou o estoque da rede, que caiu de R$ 5,4 bilhões em março para R$ 4,24 bilhões em junho, redução de R$ 1,16 bilhão em três meses. A receita líquida do trimestre cresceu 1,6%, para cerca de R$ 7 bilhões, mas o Ebitda ajustado recuou 9,4%, para R$ 518 milhões, com a margem Ebitda ajustada caindo de 8,3% para 7,4% na comparação anual.
Fechamento de lojas atinge Rio de Janeiro e gera alerta em Osasco
Como parte do plano de reestruturação, a empresa fechou 298 lojas em todo o país e cortou cerca de 1,9 mil postos de trabalho, o equivalente a 6,7% da força de trabalho da companhia. No Rio de Janeiro, estado que tinha 90 lojas da bandeira em maio deste ano, a Casas Bahia ainda não informou quantas unidades fluminenses estão entre as fechadas, nem divulgou uma lista oficial por estado.
Em Osasco e região, o fechamento repentino de lojas levou o Sindicato dos Empregados no Comércio local (Secor) a se manifestar. Segundo a entidade, funcionários foram pegos de surpresa, sem aviso prévio, e ainda aguardam informações sobre verbas rescisórias, liberação do FGTS e seguro-desemprego. O presidente do sindicato, Luciano Pereira Leite, afirmou que a entidade vai acompanhar o caso de perto para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, e orienta que os funcionários não assinem documentos de desligamento sem análise jurídica prévia.
A Casas Bahia já havia passado por uma recuperação extrajudicial em 2024, resolvida em acordo com bancos credores, mas segue pressionada por despesas financeiras elevadas em um cenário de juros altos e consumo enfraquecido pelo endividamento das famílias.
Candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT) divide o dia entre Salvador e Irecê. Pela manhã, às 7h, participa de uma missa na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador, e, em seguida, de uma caminhada com apoiadores e lideranças, com concentração no Largo do Bonfim. A agenda reúne o vice-governador e também candidato à reeleição, Geraldo Júnior, além dos candidatos ao Senado Jaques Wagner e Rui Costa, que integram a chapa majoritária.
À tarde, o petista segue para Irecê, onde faz o primeiro grande comício da campanha, às 17h, na Praça do Feijão, onde uma forte mobilização foi feita durante essa semana para o evento por lideranças de diversos partidos aliados ao governo do Estado.
O candidato do União, ACM Neto concentra o primeiro dia no oeste baiano, nas cidades de Carinhanha,posteriormente ele participa de uma carreata seguida de comício em Correntina, e encerra o dia em Coribe, às 22h.
Já Ronaldo Mansur (PSOL) mantém a programação em Salvador com panfletagem no Nordeste de Amaralina, seguida de caminhada no Vale das Pedrinhas e da inauguração de um comitê de campanha. À tarde, faz novas caminhadas e ações de panfletagem, encerrando a agenda no Barradão.