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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Brasil leva à OEA debate sobre interferência estrangeira nas eleições

 

                                   :Brasil leva à OEA debate sobre interferência estrangeira nas eleições - foto:reprodução


A secretária nacional de Justiça do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), Maria Rosa Loula, defendeu nesta quarta-feira (4) uma cooperação internacional para o combate à Interferência e Manipulação Estrangeira de Informação (FIMI, na sigla em inglês). A declaração gravada foi exibida durante reunião do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos).

A organização incluiu o tema em sua agenda a pedido do Brasil.

Benoni Belli, embaixador e representante permanente do Brasil na OEA, esteve presente na reunião, mas, no momento de sua fala, pediu a exibição do vídeo da secretária de Justiça.

Na gravação, Maria Rosa defendeu que a regulamentação das FIMIs deve ser feita com o objetivo de proteger a democracia, o Estado de Direito e os direitos humanos.

"A interferência informacional estrangeira vai muito além da circulação de notícias falsas, é uma interferência e uma manipulação que abrangem práticas coordenadas e intencionais de atores estrangeiros, diretamente ou por intermediários, que distorcem e manipulam o ambiente informacional e os processos políticos", disse.

Em sua fala, a secretária de Justiça mencionou os episódios de possíveis interferências estrangeiras durante o processo eleitoral brasileiro deste ano.

Como exemplo, Maria Rosa citou a determinação de 27 de outubro do STF (Supremo Tribunal Federal), que instaurou um inquérito para apurar "manipulações algorítmicas destinadas a favorecer ou prejudicar candidaturas".

"No mesmo sentido, o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, instância coordenada pela Senajus (Secretaria Nacional de Justiça), documentou restrições à circulação de informação jornalística", prosseguiu.

A instância, segundo ela, recebeu relatos de nove organizações da sociedade civil sobre bloqueios e suspensões de aproximadamente 30 perfis jornalísticos no Instagram, sem justificativas ou transparência por parte da plataforma.

"A Justiça Eleitoral Brasileira também teve que se posicionar. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou o tratamento igualitário entre as candidaturas após a Meta AI, gerador de inteligência artificial, gerar propaganda para apenas uma das candidaturas no segundo turno", continuou.

Maria Rosa afirmou que a proteção da soberania significa também proteger a livre escolha do eleitorado e pediu enfrentamento do fenômeno por parte dos países que compõem a OEA.

"A OEA precisa enfrentar esse fenômeno. As Américas precisam construir respostas coordenadas e integradas à interferência informacional estrangeira. Respostas que tenham por base a cooperação jurídica internacional, a proteção da soberania e a integridade dos processos democráticos", destacou.

A secretária também defendeu que a organização "pode e deve" avançar em mecanismos próprios de cooperação e proteção democrática.

Entre as propostas apresentadas estão o intercâmbio de alertas entre países, o rastreamento transnacional de operações coordenadas, a preservação de provas digitais e a criação de pontos de contato entre autoridades nacionais.

"Resta ainda a tarefa urgente de estabelecer conceitos e proteções substantivas no âmbito regional para o tratamento da FIMI", concluiu.

EUA defenderam liberdade de expressão

Na discussão do tema, o embaixador Francisco O. Mora, representante dos Estados Unidos na OEA, defendeu a liberdade de expressão e disse que a desinformação está sendo usada por governos autoritários como "arma para censura".

"Discurso deve ser enfrentado com mais discurso, não com censura", afirmou.

Sem citar as eleições, o país ainda pontuou que "informação que vem de fora e financiamento externo em si não constituem interferência", e que o envolvimento diplomático permite que essas interferências sejam devidamente analisadas.

"A regulamentação não deve se estender extraterritorialmente. Defendemos o envolvimento internacional nas eleições através de missões de observação, trabalhando em aberto, reportando seus achados em nome de eleições livres e justas", completou.

Os demais países que participaram da discussão, como Uruguai, México e Canadá, reconheceram a importância de debater o tema e disseram estar abertos para conversar sobre uma possível regulamentação.

Acusações contra a Meta

A Meta, administradora do Instagram, Facebook e WhatsApp, ocupou papel central na discussão política das eleições deste ano.

Desde o início do período eleitoral, a empresa vem sendo repetidamente acusada de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros.

Em 20 de outubro, a Meta negou ao TSE que estivesse descumprindo ordens do Tribunal durante o período eleitoral ou favorecendo candidaturas nas redes sociais.

Segundo a empresa, as plataformas aplicam as mesmas regras de distribuição de conteúdo para todos os candidatos e têm adotado uma série de medidas para evitar abusos, como a criação de uma lista de permissões para anúncios, que restringe a veiculação de propaganda eleitoral paga.

No mesmo dia, o Comitê de Supervisão da Meta admitiu a existência de "falhas recorrentes" no controle de conteúdo eleitoral nas redes administradas pela empresa.

Também criticou o tratamento dado às contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, em nota, os copresidentes do Comitê afirmaram que o episódio representa uma falha e deveria ter sido tratado por uma equipe interna de especialistas.


fonte: CNN BRASIL -05/11/2026

BR-324 é liberada após recuperação de trecho com buraco em Simões Filho



                                            foto:reprodução


O trecho da BR-324 que estava totalmente interditado devido a uma erosão na pista foi liberado no início da manhã desta quinta-feira (5), na altura de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A liberação ocorreu após serviços de recuperação realizados durante a madrugada.

 

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), as equipes fecharam a erosão e refizeram o pavimento com asfalto. Conforme a TV Bahia, a interdição provocou longos congestionamentos.

 

Nesta quarta-feira (4), a fila de veículos chegou a 8 km, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na noite da terça-feira (3), o engarrafamento alcançou 30 km. Durante a interdição, motoristas precisaram utilizar um desvio e enfrentaram horas de espera.

 

Foto: Divulgação / PRF na Bahia

 

Alguns relataram à emissora de TV que levaram até seis horas no trajeto entre Feira de Santana e Salvador, percurso normalmente realizado em cerca de duas horas.




Fonte: Bahia Notícias c/adaptações 05/11/2026

ENEM 2026.: Estudantes terão acesso gratuito ao metrô de Salvador nos dias de prova


                                 foto:Divulgação



Os estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão acesso gratuito ao metrô de Salvador e Lauro de Freitas nos dois domingos de aplicação das provas, nos dias 8 e 15 de novembro. Para o benefício, os candidatos deverão apresentar o comprovante de inscrição no Enem e um documento oficial com foto nas catracas das estações.

O sistema metroviário funcionará normalmente nos dois dias, das 5h à meia-noite. Para atender ao aumento da demanda, a concessionária Metrô Bahia preparou uma operação especial, com reforço de funcionários nas estações e trens reservas, que poderão entrar em circulação conforme o fluxo de passageiros. A movimentação será acompanhada em tempo real pelo Centro de Controle Operacional (CCO), que poderá fazer ajustes na operação, caso necessário.

A Secretaria Estadual da Educação também promoverá uma ação de acolhimento nas estações Tamburugy e Lapa. Nos locais, serão distribuídos kits com garrafas do tipo squeeze, ventarolas de papel personalizadas, canetas e água.



Fonte: Metro1 - 05/11/2026

Império bilionário das "bets do crime" desmorona em megaoperação policial. Veja vídeo


                                                FOTO:REPRODUÇÃO


Uma engrenagem bilionária, alimentada minuto a minuto por transferências via Pix de apostadores frenéticos, escondia sob a fachada de jogos digitais uma das mais audaciosas estruturas de lavagem de dinheiro e crime organizado detectadas no país. Na manhã desta quinta-feira (5/11), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), deflagrou a Operação Azzardo, termo originado do italiano gioco d’azzardo – que na tradução livre quer dizer “jogo de azar”. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões dos investigados.


A ação ostensiva mobilizou cerca de 200 policiais civis do DF para o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão e pesadas medidas de bloqueio patrimonial contra uma rede investigada pela exploração de apostas ilegais de quota fixa e lavagem de capitais. As ações ocorrem no DF (24 buscas) e em outros cinco estados: São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, onde são cumpridos 26 mandados de buscas.

A investigação teve início há cinco meses, a partir de comunicações cruciais enviadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) à PCDF, que identificou plataformas de “bets” operando sem a devida autorização federal.

Bet de Ceilândia

Ao checarem os locais no mundo real, os policiais depararam-se com imóveis vazios, placas de “aluga-se” e outros estabelecimentos comerciais sem qualquer vínculo com tecnologia. Em um caso emblemático registrado em um único lote de Ceilândia, 10 empresas indicavam o mesmo número de telefone corporativo.

A rede utilizava essas dezenas de PJs fictícios para receber os valores, concentrá-los e redistribuí-los entre pessoas, empresas e instituições de pagamento, inclusive com conversão direta em criptoativos para congelar o rastreio.

O ápice da engenharia financeira do esquema repousava em uma fintech com sede na capital paulista, autorizada pelo Banco Central a funcionar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). As cobranças por Pix dos sites investigados desaguavam em inúmeras contas mantidas nessa instituição financeira, que também abrigava contas de outras empresas do esquema operadas sob constante rodízio de procuradores.

organograma policial

Movimentação de R$ 1 bilhão


Informações financeiras analisadas relativas à fintech e a empresas do mesmo grupo indicam uma movimentação impressionante de cerca de R$ 1 bilhão, incluindo repasses diretos a empresas investigadas e pagamentos vinculados a casas de apostas sem autorização.

O cerco sobre a instituição não é recente: em 30 de julho de 2026, o próprio Banco Central do Brasil já havia divulgado publicamente a intenção de cancelar a autorização de funcionamento da referida fintech.

Na operação desta quinta, a instituição financeira, duas empresas do mesmo grupo e seus dirigentes foram alvos diretos dos mandados de busca e bloqueio. Cumpre destacar que, no caso da fintech, a restrição judicial alcança apenas os recursos próprios da sociedade, preservando integralmente as contas de clientes terceiros que não são investigados.

Loja de tarô


Para o usuário comum, a experiência parecia simples: uma aposta virtual e o pagamento via QR Code Pix. Contudo, nas simulações realizadas pelos técnicos da SPA/MF, os pagamentos cobrados pelos sites investigados eram direcionados para empresas cujas atividades declaradas não tinham qualquer relação com jogos.

O dinheiro das apostas entrava no ecossistema de PJs abertas em nome de terceiros e laranjas que constavam no cadastro municipal como clínica de assistência psicossocial e loja de artigos de tarô, ambas com endereços registrados em Sobradinho.

As diligências da Draco identificaram dezenas de empresas de fachada abertas em um curto intervalo de tempo — entre fevereiro e julho de 2026 —, todas ostentando capitais sociais idênticos e endereços concentrados em Sobradinho, Sobradinho II e Ceilândia.

Dinheiro pulverizado


A estrutura não buscava apenas explorar o jogo clandestino, mas criar um duto paralelo de capital, aproveitando-se de brechas em instituições de pagamento para pulverizar o dinheiro antes da conversão em criptoativos.

Outro ponto cego explorado pela organização criminosa envolveu a tentativa de mascarar a ilicitude por meio de autorizações obtidas junto às loterias estaduais da Paraíba e do Rio de Janeiro. A apuração comprovou que nenhum dos sites investigados estava contemplado por tais licenças, que eram restritas a determinados territórios, marcas e portais aprovados pelos órgãos locais, não equivalendo à outorga federal exigida.

Ademais, essas autorizações estaduais deixaram de valer após o término do prazo de transição previsto na Medida Provisória nº 1.394/2026, de 25 de setembro de 2026, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa sem respaldo federal.

balanço de apreensões

Recursos do esquema

Três empresas vinculadas a esses credenciamentos estaduais foram tragadas para o centro da Operação Azzardo por conexões societárias e fluxos financeiros suspeitos:

  • A primeira empresa, administrada pelo grupo responsável por controlar uma das principais concentradoras de recursos do esquema, apresentava sucessivas trocas de sócios e procuradores. Além disso, mantinha a maioria de suas contas em instituições não credenciadas pela loteria estadual — sendo que quatro dessas contas foram abertas antes mesmo de obter a autorização;
  • A segunda empresa, um consórcio autorizado apenas 15 dias após a sua constituição, reunia PJs apontadas como destinatárias diretas de dinheiro de vítimas de estelionato e que transacionavam frequentemente com as empresas de fachada de Sobradinho e Ceilândia;
  • A terceira empresa figurava nos relatórios financeiros como a concentradora final dos valores recolhidos pelas contas iniciais do Pix.

Cerco judicial


A resposta judicial veio por intermédio do Juízo das Garantias de Sobradinho, que expediu ordens de constrição patrimonial em escala inédita para desarticular a saúde financeira do grupo criminal.

Além do bloqueio de contas até o limite de R$ 3,483 bilhões, a decisão determinou a indisponibilidade de bens mantidos em instituições supervisionadas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a suspensão das inscrições no CNPJ e registros em juntas comerciais de 100 empresas e a proibição absoluta de abertura de novas contas bancárias pelos investigados pelo prazo de 90 dias.

A Justiça decretou também o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas, autorizando o sequestro judicial de veículos de alto padrão localizados durante o cumprimento dos mandados.

Penas de até 33 anos


As buscas deflagradas simultaneamente nesta manhã miraram endereços estratégicos. No Distrito Federal, 24 mandados foram cumpridos em diferentes regiões administrativas. Na capital paulista, os policiais concentraram as incursões em polos financeiros e empresariais de elite, como a região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, o bairro de Pinheiros e a Vila Olímpia. Em Goiás, as equipes atuaram em Goiânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso, ocorrendo ações paralelas no Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.

O objetivo central das apreensões de mídias, computadores, celulares e carteiras de criptoativos é identificar os reais controladores por trás das plataformas digitais e mensurar a extensão dos prejuízos causados aos apostadores.

Os alvos da Operação Azzardo responderão por uma série de crimes, cujas penas privativas de liberdade, somadas em abstrato, variam de 11 anos e 6 meses a 31 anos de reclusão, podendo atingir até 33 anos nos casos em que a falsidade ideológica tiver sido praticada em documento público.


Fonte: cARLOS cARONE/mETROPOLES metropoles - 05/11/2026

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

SP: Preso empresário suspeito de matar advogada e o filho de apenas 6 anos

                                                     foto:reprodução



O empresário Eric Conrado Alves de Almeida, suspeito de ass4ss1nar a ex-namorada, Anna Gabriela Faria Lima, e o filho dela, Raphael Faria Lima Ferrari, de 6 anos, em Cotia, na Grande São Paulo, foi preso na noite desta quarta-feira (4/11).

Segundo a delegada Monica Gamboa, que comandou a operação, Eric foi encontrado em uma residência no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital paulista, e, ao ser apreendido pela polícia, o empresário estava alterado e “desejando morrer”.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), afirmou que a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Cotia, “prendeu na noite desta quarta-feira, na capital, o homem de 41 anos investigado pelas mortes de uma mulher, de 29, e do filho dela, de 6 anos, em Cotia”.

Mais cedo, a Polícia Civil de São Paulo havia pedido para que a Interpol colocasse o empresário na “lista vermelha” da organização, uma vez que Eric, que estava foragido, possui o passaporte português e poderia vir a deixar o Brasil.


fonte:MetrópolesSP- 04/11/2026

Faroeste: STJ condenou desembargadora do TJ-BA Sandra Inês e mais três por esquema de venda de decisões judiciais


                                                               foto:reprodução



 A Corte Especial do STJ condenou, por unanimidade, a desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo a 14 anos e 20 dias de reclusão. A magistrada foi sentenciada por envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais em disputas fundiárias no oeste da Bahia, fatos apurados no âmbito da Operação Faroeste.


O colegiado também condenou o filho da desembargadora, Vasco Rusciolelli Azevedo, o empresário Nelson José Vígolo e o advogado Vanderlei Chilante. O advogado Julio Cesar Cavalcanti Ferreira, que atuou como intermediário, recebeu perdão judicial devido à sua colaboração premiada.

A ação penal foi movida pelo MPF para investigar a negociação de decisões favoráveis à empresa Bom Jesus Agropecuária. Segundo a acusação, o esquema persistiu mesmo após a deflagração da Operação Faroeste, em novembro de 2019.

O MPF sustentou que Sandra Inês participou da venda de decisões mediante promessa de R$ 4 milhões, com o financiamento de Nelson José Vígolo e a participação de seu advogado, Vanderlei Chilante. Julio Cesar teria intermediado as tratativas com a desembargadora e seu filho, Vasco, que participava do recebimento dos valores. A denúncia apontou a negociação de quatro decisões em três processos, entre 2017 e 2020, com o pagamento de cerca de R$ 3,3 milhões em propinas.

Ao analisar o caso, o relator, ministro Og Fernandes, rejeitou alegações de nulidade e de cerceamento de defesa. O magistrado destacou que a condenação não se baseou apenas em delações, mas em um conjunto probatório que incluiu gravações ambientais, mensagens, registros bancários, perícias, depoimentos e a ação controlada da Polícia Federal.

Og Fernandes considerou regular a ação controlada, afirmando que não houve induzimento ao crime. O ministro apresentou imagens da operação que acompanhou o repasse de R$ 250 mil de Rondonópolis/MT a Salvador/BA, detalhando que o dinheiro foi entregue por Vanderlei Chilante a Júlio César, que o repassou a Vasco em um motel. Cédulas com numeração registrada pelos investigadores foram posteriormente encontradas com os envolvidos.

O relator concluiu que as decisões judiciais decorreram de uma única negociação ilícita, reconhecendo um crime de corrupção passiva majorada para Sandra, Vasco e Júlio César, e um de corrupção ativa majorada para Nelson e Vanderlei.
Embora tenha afastado a imputação de organização criminosa por não atingir o número mínimo de quatro integrantes exigido pela lei 12.850/13, o ministro reconheceu a prática de associação criminosa, prevista no art. 288 do CP, mediante emendatio libelli. Quanto à lavagem de dinheiro, foi reconhecido um único crime para os cinco acusados.
Na dosimetria das penas, Og Fernandes enfatizou a gravidade da conduta e o impacto institucional da corrupção no Poder Judiciário. Sandra Inês recebeu a pena de 14 anos e 20 dias de reclusão, além de 365 dias-multa, de cinco salários mínimos cada, com a perda do cargo público.

Vasco Rusciolelli Azevedo foi condenado a 13 anos e 11 meses de reclusão e 286 dias-multa. Nelson José Vígolo teve a pena fixada em 4 anos, 1 mês e 20 dias de reclusão, enquanto Vanderlei Chilante recebeu 4 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão. O relator manteve as medidas cautelares contra Sandra e Vasco, bem como a prisão domiciliar de Nelson Vígolo.

O ministro revisor, Mauro Campbell Marques, acompanhou o relator e ressaltou que o caso não representa a magistratura baiana, destacando a integridade do TJ-BA. O ministro Herman Benjamin também elogiou a condução do processo e a proteção das garantias constitucionais.

Ao avaliar a dimensão do esquema, Herman Benjamin afirmou: "Para mim, este é o maior, o mais complexo, o mais grave processo de corrupção judicial já enfrentado pela própria Justiça brasileira". O ministro pontuou que o julgamento reafirma o dever do Judiciário de proteger a jurisdição, mesmo diante da necessidade de condenar integrantes da própria magistratura.


Fonte: JURINEWS/INSTAGRAM -04/11/2026

MPSP deflagrou operação contra grupo suspeito de usar deepfakes de Drauzio Varella para vender produtos de saúde


                                                      foto:reprodução


O médico Drauzio Varella se pronunciou, nesta quarta-feira (4/11), a respeito da operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra uma quadrilha que usava a imagem dele e de outros famosos para vender produtos por meio de propagandas falsas nas redes sociais. Ao Metrópoles, Drauzio se disse “satisfeito em ver as instituições agindo para combater essa prática criminosa”.


“Há anos venho sendo vítima de anúncios falsos que usam minha imagem e minha voz para vender produtos que nunca recomendei”, afirmou o médico. “Descobrimos que havia um grupo dedicado a ensinar outras pessoas a fazer essas montagens e aplicar esses golpes, e levamos os fatos ao Ministério Público. Fico satisfeito em ver as instituições agindo para combater essa prática criminosa, que engana as pessoas e coloca em risco a saúde de quem acredita nesses anúncios.”

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) também já havia determinado, em outubro, o pagamento de uma indenização de R$ 70 mil ao médico.

A Operação Merovingian, como ficou batizada, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira. Segundo a promotoria, o grupo criminoso vendia suplementos alimentares e substâncias medicinais, sem aprovação prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem indicação médica, prometendo resultados “milagrosos” para diversos problemas de saúde.

As autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos suspeitos. A ação resultou na apreensão de celulares e dispositivos eletrônicos que podem ajudar a investigação a identificar outros suspeitos e mais vítimas que tiveram nomes e imagens usados nos crimes.

A operação foi realizada pelo Cyber Gaeco, em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro.

No dia 1º de julho, durante a edição “Produtos de saúde em plataformas digitais: quem protege o consumidor?” do Metrópoles Talks, Drauzio já havia comentado que o problema de maior gravidade, em sua opinião, eram os medicamentos falsos. Para o médico oncologista, trata-se de um mercado mundial, mas que aqui no Brasil tem características particulares.


fonte:Metrópoles - 04/11/2026

EUA: Governadora negra, gays e muçulmano: as vitórias inéditas dos Democratas nas eleições



 Abdul El-Sayed, Keisha Lance Bottoms, Felipe Sousa Lazaballet e Chris Pappas (Reprodução/Instagram) 



As midterms, eleições de meio de mandato nos Estados Unidos realizadas nesta terça-feira, 3/11, apresentaram uma vitória expressiva do Partido Democrata, que conquistou a maioria no Câmara e no Senado. O pleito também ficou marcado por uma série de marcos históricos e escolhas inéditas de candidatos de minorias representativas.

Feitos inéditos nos Estados Unidos

A democrata Keisha Lance Bottoms, antiga Presidente da Câmara de Atlanta, venceu a disputa pelo governo do estado da Geórgia, tornando-se a primeira mulher negra governadora nos Estados Unidos. O feito também quebra uma sequência de 20 anos de domínio do Partido Republicano no estado. Durante a campanha, Bottoms prometeu fazer forte oposição ao governo Trump e buscar soluções contra a inflação.

O democrata Chris Pappas também fez história ao conquistar o mandato pelo estado de New Hampshire. Ele é o primeiro homem que se declara abertamente gay a conseguir uma vaga no Senado americano. O político segue os passos das ex-senadoras Tammy Baldwin e Kyrsten Sinema, tornando-se a terceira pessoa LGBTQIA+ a conquistar o posto nos Estados Unidos.

Leia também: Em meio a tensões com os Estados Unidos, Mauro Vieira se encontra com Marco Rubio

Abdul El-Sayed tornou-se o primeiro senador de religião islâmica na história do Senado americano. Filho de egípcios e nascido nas proximidades de Detroit, ele venceu a disputa no Michigan após se tornar uma das referências do Partido Democrata durante as eleições.

Focado em pautas na área da Saúde, El-Sayed foi criticado por Trump e ganhou apoio do ex-presidente Barack Obama na reta final da campanha. Ele chegou a ser apontado como um candidato “mais focado em Gaza do que em Michigan” por seu adversário na disputa pelo Senado, o republicano Mike Rogers, após se declarar a favor da Palestina.

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Latinos conquistaram cargos políticos

As midterms também contaram com o primeiro governador latino eleito na Califórnia. O democrata Xavier Becerra quebrou barreiras ao ser eleito para liderar o Executivo. Filho de mexicanos, Becerra participa ativamente da política dos Estados Unidos há 35 anos, sempre valorizando a importância da diversidade cultural.

Já o brasileiro Felipe Sousa Lazaballet foi eleito deputado estadual em um distrito da Flórida pelo Partido Democrata. Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Felipe será o primeiro brasileiro a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado. Naturalizado americano desde 2021, o político também se tornou o primeiro imigrante abertamente gay a conquistar uma vaga na legislatura estadual.


Annie Andrews foi a primeira mulher eleita para o Senado pela Carolina do Sul. A democrata venceu a disputa contra a republicana Darline Graham, alcançando um feito inédito. David Crowley, também democrata, tornou-se o primeiro governador negro da história de Wisconsin.

A Flórida também contará com o seu primeiro governador negro da história. Pelo Partido Republicano, Byron Donalds conquistou o governo do estado após receber o apoio público de Donald Trump.

A ampla vantagem dos democratas nas eleições abre caminho para outro feito histórico. Hakeem Jeffries pode se tornar o primeiro presidente negro da Câmara de Representantes, segundo análise da “CNN” local.


Fonte: madomundo.com - 04/11/2026 14h:45