O senador Flávio Bolsonaro estreitou nos últimos anos a relação com o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no escândalo do INSS. A aproximação inclui viagens internacionais, compartilhamento de imóveis e jatinhos, além de parcerias em processos judiciais. Em março de 2025, nove meses antes de lançar sua candidatura à Presidência, Flávio viajou com familiares e amigos para a África do Sul, onde participou de um safári ao lado de Willer e do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado no caso. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (18).
No mês passado, Willer cedeu a Flávio um apartamento na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, para uso durante a campanha. A informação foi revelada pela revista Piauí e confirmada pelo GLOBO. Adversários do senador questionaram o uso do imóvel no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o argumento de que a cessão deveria ter sido declarada como doação eleitoral. O apartamento também é ligado a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso sob suspeita de comandar uma fraude contra o sistema financeiro. Antes de ser adquirido por Willer, o imóvel pertencia a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado pela PF como principal operador do banqueiro.
Willer afirmou, em nota, que “jamais manteve” relação pessoal, comercial ou societária com Zettel ou Vorcaro. Ele não respondeu sobre o uso do apartamento por Flávio. O senador também não se manifestou. A PF identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas por Flávio e Willer no primeiro semestre de 2025, após analisar fotografias, reservas, registros de voos e aluguel de veículos apreendidos no escritório do advogado. Além da África do Sul, os dois viajaram juntos para Portugal e França. Em janeiro daquele ano, também embarcaram em um jatinho da Prime You, empresa que teve Vorcaro entre os sócios, dos Estados Unidos para Brasília.
Flávio afirmou manter uma “relação de amizade” com Willer, que classificou como “legítima”, e disse que qualquer tentativa de apontar irregularidade seria “mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. O senador não informou se teve despesas pagas pelo advogado. Willer declarou que as viagens foram “de caráter estritamente privado”, custeadas com recursos próprios e sem relação com função pública, contratos ou interesses de terceiros. Weverton, que chamou Willer de “compadre e amigo há muitos anos”, também não respondeu quem pagou sua viagem à África do Sul.
Investigação sobre o INSS
Willer foi alvo de uma operação da PF no mês passado, sob suspeita de manter uma estrutura de empresas e operadores financeiros para lavar ou ocultar recursos desviados de aposentadorias. Segundo relatório policial, ele atuava como “hub financeiro, patrimonial e logístico” do grupo investigado, com suporte por meio de empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos. A investigação cita ainda o repasse de R$ 11 milhões de empresas relacionadas ao advogado para a mulher de Weverton. Willer afirma que não é investigado por fraudes contra o sistema previdenciário.
Weverton também foi alvo de uma operação da PF em dezembro. Conforme os investigadores, o senador teria atuado como “liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras” do grupo suspeito de fraudar o INSS. A PF afirma que ele indicava beneficiários, cobrava pagamentos, acompanhava repasses e interferia em decisões patrimoniais. Familiares do parlamentar foram alvo da mesma operação que atingiu Willer. Weverton nega irregularidades.
A relação entre Flávio e Willer antecede as viagens investigadas. Em 2021, durante a CPI da Covid, o senador defendeu o advogado após integrantes do colegiado tentarem quebrar seu sigilo e o chamou de “meu amigo Willer Tomaz”. O advogado também mantém sociedade com Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff (PT), e é conhecido pelo trânsito entre políticos de diferentes grupos. Em 2023, uma imagem localizada pela PF no celular de Weverton mostrou seis congressistas reunidos na propriedade de Willer em Planaltina (DF), conhecida como “Racho Tomaz”.
Imóveis e atuação profissional
Além do apartamento em São Paulo, Flávio frequentou imóveis de Willer em Angra dos Reis, na Costa Verde. O advogado emprestou uma casa na região para o senador comemorar o aniversário de uma das filhas, em fevereiro deste ano. Em nota, Willer afirmou que a cessão ocorreu por amizade, “sem qualquer pagamento, contraprestação ou relação comercial”. Flávio também visitou, a partir de 2020, uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra, ligada a uma disputa judicial envolvendo uma empresa relacionada ao jogador Richarlison. O senador foi arrolado como testemunha de Willer no processo.
Os dois ainda atuam juntos em processos judiciais. Levantamento publicado pelo GLOBO em julho mostrou que Flávio e Willer representam, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um dos sócios de uma indústria do Rio Grande do Norte em uma disputa empresarial que envolve a execução de R$ 159 milhões. A PF também identificou viagens de Flávio e Willer a Portugal e França em abril e maio de 2025. Em uma delas, e-mails indicaram a contratação de veículos para deslocamentos em Lisboa e Nice. Em maio, os dois viajaram novamente à Flórida, em um jatinho emprestado por um empresário para quem Willer advogava, ao lado de Fernanda Bolsonaro.
Uma ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), que chegou a ser anunciada como pré-candidata a deputada federal pelo grupo, conversou durante meses sobre a possibilidade de assassinar o coordenador do MBL e candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão).
A coluna teve acesso a um conjunto de 378 arquivos sobre Glenda, incluindo fotos, vídeos e, principalmente, gravações de áudio coletadas ao longo de meses.
Os arquivos contam uma história de paixão, desilusão e vingança. Glenda diz a um confidente, que a gravou, querer um romance com Renan Santos. O presidenciável não a corresponde.
A partir daí, Glenda procura outros ex-integrantes rompidos com o MBL para planejar formas de causar, nas palavras dela, “irritação, aborrecimento, ódio, vergonha, humilhação” ao presidenciável.
Confira a reportagem completa no link abaixo da colunista Andreza Matias do site Metrópoles nesta sexta-feira (18):
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (17/9), que não autorizou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) a recorrer à Justiça Eleitoral para tentar barrar o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Flávio, o parlamentar tomou a decisão por conta própria.
“Quero dizer que houve um deputado que acionou a Justiça para tentar barrar esse reajuste. Não foi com a minha autorização. Não concordo com isso. Ele não deveria ter entrado com a ação, mas entrou. Fez isso por conta própria. Não fui eu que pedi que ele fizesse isso”, afirmou.
A ação foi rejeitada pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O magistrado entendeu que Zé Trovão não tinha legitimidade para apresentar o pedido contra um candidato à Presidência, já que ele disputa uma vaga de deputado federal e os cargos são submetidos a circunscrições eleitorais diferentes.
A decisão, no entanto, não analisou se o reajuste do Bolsa Família é legal ou se viola a legislação eleitoral. Mendonça destacou que o reconhecimento da falta de legitimidade de Zé Trovão não representa uma manifestação sobre a legalidade ou constitucionalidade da medida.
Divulgação/ Eliane Carvalho/ Governo do Rio de Janeiro
Por Igor Mello e Flávio VM Costa
Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro.
Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense.
O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos.
A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui:
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões;
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”;
O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil;
O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil;
O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;
Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos.
Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos.
“Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação.
O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador.
O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado.
Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro.
Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro.
Proximidade com a família Bolsonaro
De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão.
“O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano.
A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida.
De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”.
“É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro.
O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto.
Hélio Lopes com Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em lançamento de livro (Crédito: Reprodução/ Facebook)
Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou amigo pessoal dos filhos de Bolsonaro, tendo inclusive passado o Réveillon de 2018 ao lado de Carlos Bolsonaro.
Quando Jair Bolsonaro subiu a rampa do Palácio do Planalto, Ramagem foi nomeado para o comando da Abin. Entre as atribuições da agência está reunir informações e assessorar o presidente sobre temas de interesse nacional — inclusive o impacto do crime organizado, como o jogo do bicho, sobre as instituições.
Ramagem era um dos homens de confiança de Bolsonaro. O ex-presidente tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal após afirmar, em reunião ministerial, que iria intervir na corporação para conter investigações contra familiares e amigos. A posse de Ramagem, contudo, foi barrada por decisão do STF.
Ramagem permaneceu no comando da Abin e participou ativamente da tentativa de golpe de Estado arquitetada por Bolsonaro em 2022. Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão, mas fugiu do país antes de ser preso. Hoje, ele está foragido nos Estados Unidos.
Ramagem e a esposa passaram ano novo com Carlos Bolsonaro (Crédito: Reprodução/ Instagram)
Enquanto era investigado pela tentativa de golpe, Ramagem foi escolhido por Jair e Flávio Bolsonaro para ser candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2024, reduto político do clã. Mesmo com o apoio de Flávio Bolsonaro, Ramagem foi derrotado por Eduardo Paes (PSD) ainda no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro virou sócio de filho de aliado
Já Gutemberg de Paula Fonseca é um dos principais aliados políticos de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Marqueteiro e ex-árbitro de futebol, ele foi indicado por Flávio para ocupar cargos de secretário na prefeitura do Rio de Janeiro, durante a gestão de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).
Gutemberg Fonseca (primeiro plano) com Flávio Bolsonaro e o ex-deputado TH Jóias, preso por envolvimento com o Comando Vermelho (Crédito: Reprodução)
No governo Cláudio Castro, foi nomeado, também por indicação de Flávio Bolsonaro, como secretário de Defesa do Consumidor. Antes dos supostos pagamentos de Adilsinho, ele já estava na mira de investigações por relação com o crime organizado. Mensagens interceptadas pela PF mostram o traficante Índio do Lixão, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Grande Rio, falando de encontros e trocas de favores com Fonseca, em troca de apoio político a ele mesmo. O aliado de Flávio Bolsonaro nega as acusações.
Mas o vínculo entre Flávio Bolsonaro e a família Fonseca vai além das alianças políticas. Pouco depois de tomar posse no Senado, Flávio tornou-se sócio do filho de Gutemberg, Yan Thierry Santos Fonseca, que na época tinha apenas 20 anos. Os dois se uniram a outros quatro sócios na empresa Kryafs Participações. O objetivo, conforme revelado à época pelo jornal Folha de S. Paulo, era instalar uma planta industrial da fabricante de sabão em pó Espumil no Rio de Janeiro. Além de sócio, Flávio era “representante comercial” da empreitada, com a previsão de receber R$ 500 mil pelo serviço.
Relação com Castro e Bacellar
Castro e Bacellar contavam com o apoio de Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrarem a chapa bolsonarista na eleição deste ano.
Bacellar seria o candidato ao governo do estado, enquanto Castro deixaria o governo para disputar uma cadeira no Senado. Contudo, ambos tiveram os planos políticos frustrados por serem alvo de uma série de denúncias de corrupção.
Castro foi alvo de uma série de operações da PF por conta de investigações de casos de corrupção durante seu governo, como os repasses da Rioprevidência e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) para o Banco Master, assim como a acusação de favorecimento sistemático às empresas de Ricardo Magro, maior sonegador do país, em troca de supostas contrapartidas — como pagamento de despesas pessoais e uso de imóveis de luxo mantidos por empresas ligadas ao esquema.
Veículo de luxo encontrado pela PF em casa de Bacellar – Crédito: Reprodução
Já Bacellar foi preso na Operação Unha e Carne, também da PF, por participar da obstrução de uma operação contra o então deputado estadual TH Joias (MDB-RJ), apontado como braço político do Comando Vermelho.
Durante uma das operações em que foi alvo, em dezembro de 2025, os agentes da PF encontraram uma Mercedes na garagem da casa de campo do ex-presidente da Alerj, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ao buscarem os dados do veículo, os investigadores constataram que ele estava registrado em nome de uma empresa ligada a um dos operadores do esquema de Adilsinho.
O ex-governador Cláudio Castro e o ex-deputado TH Jóias, preso por ligação com o CV, no camarote de sobrinho de Adilsinho (Crédito: Reprodução/ Instagram)
Outro ponto mencionado pela Polícia Federal foi a presença tanto de Castro quanto de Bacellar no Camarote Arpoador durante os desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, no carnaval de 2024. O espaço pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho e, segundo as investigações, “diálogos interceptados entre ADILSON COUTINHO e BERNARDO teriam revelado a importância deste na organização criminosa, inclusive no contexto de discussões sobre a formação de uma ‘nova cúpula’” do jogo do bicho.
No camarote, Castro posou para fotos com o ex-deputado estadual TH Joias, preso sob a acusação de atuar como braço político e financeiro do Comando Vermelho. Alexandre Ramagem também frequentou o espaço com a esposa
Ramagem e a esposa no camarote do sobrinho de Adilsinho na Sapucaí (Crédito: Reprodução)
Outro lado
Procurado, o ex-governador Cláudio Castro negou envolvimento com o esquema do chefe do jogo do bicho.
“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega categoricamente que ele tenha recebido qualquer pagamento, direto ou indireto. Cláudio Castro não reconhece os valores atribuídos a seu nome em anotações produzidas por terceiros.
A Gráfica Editora Completa foi contratada pela campanha de 2022 para a prestação de serviços gráficos. A despesa foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral e as contas da campanha foram aprovadas. À época, não havia conhecimento de qualquer eventual relação da empresa ou de seus responsáveis com os fatos atualmente investigados.
Sobre o Camarote Arpoador, nos anos em que foi governador, Cláudio Castro visitou diversos espaços a convite dos organizadores, prestigiando os espaços como compete ao cargo de governador”, afirma em nota.
A defesa de Rodrigo Bacellar negou que o ex-deputado seja o destinatário dos pagamentos na planilha de Adilsinho, sob o codinome “Barba”.
“A defesa esclarece que Rodrigo Bacellar não recebeu pagamentos, direta ou indiretamente, de Adilsinho, não havendo qualquer elemento concreto apresentado pela Polícia Federal que comprove tal afirmação. A investigação aponta, como suposta comprovação dos recebimentos ilícitos, uma planilha na qual a alcunha “Barba” teria sido vinculada a Rodrigo Bacellar. Importa esclarecer, contudo, que Rodrigo Bacellar jamais foi chamado dessa forma ou utilizou o apelido “Barba” em qualquer âmbito, seja profissional, político ou pessoal.
Quanto ao veículo Mercedes-Benz, o automóvel foi disponibilizado pela concessionária a Rodrigo Bacellar, temporariamente, para experimentação e avaliação, no contexto de tratativas comerciais para eventual aquisição. A negociação não foi concretizada, o veículo foi devolvido à concessionária e posteriormente comercializado a outro cliente. Portanto, o automóvel jamais integrou o patrimônio de Rodrigo Bacellar, inexistindo vínculo patrimonial ou qualquer relação com eventual esquema atribuído a terceiros.
A defesa ressalta, por fim, que eventuais referências a pessoas que tenham integrado anteriormente o quadro societário da concessionária não estabelecem qualquer vínculo de Rodrigo Bacellar com essas pessoas ou com os fatos a elas atribuídos.
Importa ressaltar, ainda, que Rodrigo Bacellar desconhecia completamente que o automóvel estivesse registrado em nome de empresa relacionada às pessoas mencionadas na investigação.
Sobre o camarote, vale dizer se tratar do maior camarote da Sapucaí, com mais de 1.200 pessoas por dia. E seria muito leviano afirmar que estar ali sugere algo ilícito”.
O ICL Notícias também tentou contato com a defesa do ex-deputado Alexandre Ramagem, mas não teve retorno.
Procurado pela reportagem, Gutemberg Fonseca disse não ter relações com Adilsinho: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho. Nunca houve qualquer tipo de pagamento deste senhor para minha campanha”, afirmou.
O deputado federal Hélio Lopes enviou nota negando qualquer envolvimento com Adilsinho:
“A assessoria de comunicação do deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) esclarece que o parlamentar não reconhece os valores, nem a anotação atribuída ao seu nome, constantes na suposta planilha mencionada no âmbito da investigação.
Todas as receitas e despesas de sua campanha eleitoral de 2022 foram devidamente registradas e declaradas à Justiça Eleitoral, em estrita observância à legislação vigente. A prestação de contas foi regularmente aprovada pela Justiça Eleitoral e permanece pública, podendo ser consultada nos canais oficiais.
O deputado também esclarece que não recebeu recursos ou apoio financeiro provenientes de Adilsinho ou de gráficas investigadas na operação.
É importante ressaltar, ainda, que até o momento, o deputado Helio Lopes não foi procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre os fatos mencionados que ele desconhece. No entanto, o parlamentar informa que está à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e colaborar com as investigações”, diz o posicionamento.
Guilherme de Oliveira, filho do cantor Latino, publicou um longo desabafo nas redes sociais nesta quinta-feira (18) e fez uma série de acusações contra o artista. No relato, o jovem afirmou que o pai mantém relações extraconjugais e fez acusações de abuso envolvendo menores de idade. “Não sou santo, mas meu pai é um sem-vergonha”, declarou.
Latino conheceu Guilherme em 2018, quando o jovem tinha 20 anos. Segundo o filho, no entanto, a relação entre os dois nunca foi tranquila. Ele também contou que é filho adotivo e que foi criado pelos pais adotivos após ser abandonado pela mãe biológica.
“Eu sou filho adotivo, minha mãe verdadeira não quis me criar. (…) Vai fazer 12 anos que eu trabalho, trabalho com obra, barman, garçom… E vou falar o que meu pai Latino está fazendo comigo”, afirmou.
Durante o desabafo, Guilherme contou que faz tratamento contra o alcoolismo e disse ter sofrido uma recaída. Segundo ele, após o episódio, Latino teria feito um vídeo falando sobre sua dependência e o impedido de entrar em casa.
“Ele fez um vídeo falando que eu era alcoólatra. (…) Não sou santo, voltei a beber para esquecer, nisso eu errei. Me acusaram de agressor, nunca agredi nenhuma mulher. Hoje em dia não tenho mais esse problema, faço tratamento no Caps, não é vergonha”, disse.
Ainda de acordo com Guilherme, Latino teria acionado a polícia após a recaída. Na sequência, o jovem fez acusações sobre a vida pessoal do cantor e afirmou ter contatos de supostas amantes do pai.
“Chamou a polícia para mim porque eu tive uma recaída. Bebi, me machuquei, mas família é isso? Eu tenho o contato de dez amantes do meu pai. Isso é ser homem? Você é um safado. Hoje eu dou valor para os meus pais adotivos”, afirmou.
Guilherme também fez acusações de abuso envolvendo adolescentes. Em seu relato, afirmou que uma irmã teria acusado Latino de abuso quando ela tinha 15 anos e mencionou ainda uma suposta relação do cantor com uma adolescente.
“Não é só colocar filho no mundo. A minha irmã, que defendeu ele, acusou ele de abuso com 15 anos. Tem uma mulher lá do Vasco, 15 anos! Um cara de 57 anos pegando uma menina de 15 anos, isso é pedofilia. A Kelly Key ele pegou com 14 anos”, declarou.
Ao final do desabafo, Guilherme afirmou que pretende deixar o Rio de Janeiro.
“Não sou santo, mas meu pai é um sem-vergonha. Cansei, vou embora do Rio de Janeiro”, encerrou.
O cantor Latino, por meio de nota ao Metrópoles, se pronunciou sobre as acusações do filho.
“Esse é um assunto familiar, delicado e que envolve questões pessoais que precisam ser tratadas com responsabilidade. Meu filho enfrenta há algum tempo questões relacionadas à dependência e à recuperação, uma situação que exige cuidado, acompanhamento e respeito. Da minha parte, não haverá ataques nem troca de acusações. O que tiver que ser resolvido será tratado de forma privada e responsável.”
Camilly Victória, filha de Carla Perez e Xanddy, compartilhou um clique raro ao lado da namorada, Amber Marie, nas redes sociais, na na quarta-feira (16/9). Mantendo o romance fora das redes sociais há mais de um ano, a herdeira da dançarina abriu uma caixinha de perguntas no Instagram e foi questionada sobre seu status de relacionamento.
O romance
O relacionamento discreto de Camilly Victória e Amber Marie começou em meados do ano passado e foi confirmado pelo portal IBahia. As duas começaram a circular juntas em junho de 2025 e chegaram a aparecer em um teaser de videoclipe no ano passado.
No início deste mês, Carla Perez compartilhou um story no Instagram navegando em um passeio de barco para comemorar os 66 anos de Dona Judite Meneses, mãe de Xanddy. Na foto familiar, Camilly aparece sorridente ao lado da amada, dividindo a cena com a avó aniversariante e os pais.
Em novembro de 2025, Carla Perez comentou em uma foto da nora de biquíni durante um passeio de barco com emojis de carinha de apaixonada e recebeu um “mamãezinha” como resposta.
Quem é a eleita?
Camilly Victória, filha de Carla Perez e Xanddy, já está de amor novo há pouco mais de um ano e a eleita está completamente integrada à família. No início deste mês, a moça surgiu nas redes sociais da sogra durante a comemoração da avó paterna da namorada.
Mas quem é ela? Aos 22 anos, Amber Marie é artista e modelo norte-americana, tem 557 seguidores no Instagram e costuma mostrar sua rotina de trabalhos, como um ensaio para uma marca de moda urbana, dia a dia.
fonte: Coluna de Fábia Oliveira/Metropoles - 18/09/2026
Conversas revelam tratativas de Vorcaro para acomodar ministro em imóvel de luxo no Rio; serviço previa Macallan aos convidados - foto:reprodução
Trocas de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles revelam a articulação para reservar e estruturar a hospedagem de um “ministro” identificado como “KN” durante o Carnaval de 2025 na “melhor casa do Rio de Janeiro”.
Confira a reportagem com´pleta assinada por Tacio Lorran do site Metrópoles nesta sexta-feira(18):
O MPT (Ministério Público do Trabalho) entrou com uma ação contra a Havan e o empresário Luciano Hang, dono da rede, por assédio eleitoral. O órgão pede indenização de R$ 30 milhões por dano moral coletivo
Confira a reportagem compelta no link abaixo do site UOL desta quinta-feira (17):