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domingo, 9 de agosto de 2026

Saúde: Eduardo Bolsonaro critica vacinação obrigatória de crianças no Brasil

 

                                             foto:reprodução



O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou a obrigatoriedade da vacinação infantil no Brasil e defendeu o modelo adotado no Texas, nos Estados Unidos, onde vive atualmente. Em vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira (7/8), ele mostrou uma declaração utilizada para solicitar a dispensa de vacinas exigidas para a matrícula escolar da filha por razões de consciência.

No Texas, pais ou responsáveis podem preencher uma declaração oficial de isenção da vacinação por motivos de consciência, inclusive religiosos. O documento precisa ser assinado e autenticado por um tabelião antes de ser apresentado à escola. Segundo Eduardo, ele pagou US$ 10, cerca de R$ 50, pelo procedimento.

“No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E, se der alguma coisa errada, certamente ele não será responsabilizado”, afirmou.

A legislação texana permite que a criança frequente instituições de ensino sem determinadas vacinas. A declaração é válida por dois anos, mas apesar da dispensa, estudantes não imunizados podem ser afastados temporariamente da escola em situações de emergência ou durante surtos de doenças preveníveis por vacinação, conforme as regras sanitárias do estado.

Eduardo também comentou que fabricantes de vacinas contra a COVID-19 teriam sido protegidos de responsabilização por possíveis eventos adversos durante a pandemia e usou o argumento para defender que o Brasil adote regras semelhantes às do Texas. “Aqui nos Estados Unidos existe o respeito à liberdade dos pais decidirem o que é melhor para o futuro dos seus filhos. Até porque, se ocorrer um efeito colateral, ninguém do governo vai se responsabilizar”, declarou.

“Ou talvez muito pelo contrário, né? Vão até abafar uma investigação, o que só aumenta a suspeita”, acrescentou.

Durante a pandemia, contratos de aquisição de vacinas estabeleceram regras específicas sobre a responsabilidade por eventuais eventos adversos. No Brasil, a Lei nº 14.125, de 2021, autorizou União, estados e municípios a assumirem determinados riscos referentes à responsabilidade civil nos contratos para aquisição de imunizantes contra a COVID-19.

Já as bulas, apresentam informações sobre indicação, segurança, contraindicações e possíveis reações adversas dos imunizantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém sistemas de farmacovigilância e pode determinar atualizações dessas informações diante da identificação de novos riscos.

Vacinação é obrigatória no Brasil?


No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece, no parágrafo 1º do artigo 14, que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

A obrigatoriedade, portanto, não significa que crianças sejam submetidas indiscriminadamente a “tudo quanto é tipo” de vacina, como afirmou Eduardo Bolsonaro. Ela se refere aos imunizantes recomendados pelas autoridades sanitárias, seguindo critérios como faixa etária, condições de saúde e calendário de vacinação.

No documento “Controvérsias em Imunizações 2025”, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a pediatra Isabella Ballalai destaca que a hesitação vacinal se consolidou, na última década, como uma das principais ameaças à saúde pública. “Ela não é um fenômeno homogêneo — varia entre países, contextos culturais, grupos sociais e ciclos de vida”, explica a especialista.

Segundo Ballalai, eventos adversos estão entre os principais receios de parte da população, embora a maioria das reações às vacinas seja leve e transitória. Eventos graves são considerados raros e são acompanhados pelos sistemas de vigilância sanitária.

Dados de uma pesquisa realizada pela SBIm em parceria com a Avaaz, em 2019, também apontaram diferentes fatores associados à hesitação vacinal entre os brasileiros. Entre aqueles que deixaram de se vacinar ou de vacinar crianças sob sua responsabilidade, 38% citaram falta de planejamento ou esquecimento; 31% disseram não considerar a vacina necessária; 27% mencionaram falta de informação; e 24% relataram medo de eventos adversos graves.

Dificuldades de acesso aos postos de vacinação e informações falsas também aparecem entre os motivos relatados. “Em um contexto de queda das coberturas vacinais e aumento da circulação de desinformação, compreender essas percepções tornou-se essencial para orientar políticas públicas, estratégias de comunicação e ações integradas de promoção da confiança em vacinas”, aponta o documento.

Vacinas e autismo

A declaração de Eduardo Bolsonaro ocorre em meio a uma nova discussão sobre a política de vacinação nos Estados Unidos. O governo do presidente Donald Trump estuda a publicação de uma ordem executiva envolvendo pesquisas sobre as possíveis causas do autismo e o calendário de vacinação infantil, segundo informações divulgadas pela Reuters na quinta-feira (6/8).

Até o momento, no entanto, a medida não foi oficialmente anunciada.

A discussão retoma uma associação entre vacinas e transtorno do espectro autista que não encontra respaldo nas evidências científicas disponíveis. Em dezembro de 2025, o Comitê Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) revisou estudos publicados entre 2010 e 2025 e reafirmou que não há evidências de relação causal entre vacinação e autismo.

A análise considerou 31 estudos realizados em diferentes países, além de meta-análises anteriores. Segundo a OMS, as evidências de maior qualidade continuam indicando que vacinas infantis não causam transtorno do espectro autista.

Sarampo

O debate sobre a vacinação também ocorre em um momento de atenção à circulação do sarampo. O Brasil recuperou, em novembro de 2024, a certificação de país livre da circulação endêmica da doença, concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O certificado não significa ausência absoluta de casos, mas que não existe transmissão endêmica sustentada do vírus no território brasileiro.

Em 2025, o país registrou 38 casos confirmados de sarampo. Em 2026, até a semana epidemiológica 14, o Ministério da Saúde havia confirmado dois casos: um em São Paulo, associado a viagem internacional e em uma pessoa sem vacinação, e outro no Rio de Janeiro, em paciente sem registro de imunização e cuja fonte de infecção não havia sido identificada.

Mesmo com registros isolados, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus. Segundo o Ministério da Saúde, para evitar novos surtos e a eventual perda da certificação, são necessárias altas coberturas vacinais, vigilância epidemiológica e resposta rápida diante de casos suspeitos, medidas que também são fundamentais para controlar outras doenças imunopreveníveis.


Fonte: O ESTADO DE MINAS - 09/08/2026

Salvador: Falsos corredores são detidos após série de assaltos na orla neste domingo (9)

                                                      foto:Alô Juca/reprodução

Dois homens foram detidos neste domingo (9), em Salvador, após serem apontados como suspeitos de assaltar atletas que praticavam corrida na orla da capital baiana.


Segundo informações apuradas pelo Agora Bahia, os homens estariam usando roupas esportivas para se passar por corredores e se aproximar das vítimas. Os relatos apontam para ocorrências no trecho entre a Boca do Rio e Jardim de Alah.

Após as denúncias, imagens dos suspeitos começaram a circular entre corredores. Algumas pessoas teriam reconhecido os homens pelas fotos.

Na manhã deste domingo, os dois foram identificados durante uma corrida na região e acabaram detidos. As imagens mostram o momento em que os suspeitos são abordados e conduzidos por homens que estavam no local.

A identidade e a função das pessoas responsáveis pela abordagem não foram confirmadas até o momento.

Os dois homens foram encaminhados para uma delegacia. A participação deles nos roubos denunciados deverá ser investigada pelas autoridades.

O caso chama atenção porque o uso de roupas esportivas para se passar por corredor já foi relatado anteriormente em ocorrências de roubos na orla de Salvador.

Os homens permanecem na condição de suspeitos, e a participação deles nos crimes será apurada.



fonte:PortalagoraBahia - 09/08/2026

Política: Família Bolsonaro deve responder por ‘crimes de alta traição’, diz chanceler


                                     foto:reprodução


O chanceler Mauro Vieira afirmou que membros da família Bolsonaro ”devem responder por crimes de alta traição e ofensas contra a nação”. Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal Clarín, da Argentina, o ministro brasileiro fez uma avaliação dos ataques sofridos pelo país, tanto dos EUA como de Javier Milei.

Parte de sua mensagem, porém, indica para o papel do clã do ex-presidente Jair Bolsonaro na crise. “(Os Bolsonaros) são responsáveis ​​pela campanha que levou às sanções que causam sofrimento a empresários, capitalistas, servidores públicos e trabalhadores que estão perdendo seus empregos”, disse.

O chanceler descreveu os atos de Washington contra a embaixadora brasileira, Maria Luiza Viotti, como “parte, sem dúvida, da ofensiva para interferir nas eleições”.

“É verdade que houve duas reuniões entre os presidentes — uma de uma hora em Kuala Lumpur e outra de três horas em Washington. Muitos temas foram analisados, incluindo questões comerciais e a resolução da questão tarifária que afetava especificamente o Brasil”, disse.

Para ele, porém, “o episódio atual decorre do fato de terem submetido ao Congresso dos EUA a indicação de um embaixador para o Brasil”.

“Os EUA ficaram mais de um ano e meio sem embaixador no Brasil — não estavam preocupados com isso — e, de repente, enviaram uma indicação ao Senado. Trinta dias depois, consultaram o governo brasileiro de uma maneira pública que, do ponto de vista diplomático e político, violou a Convenção de Viena”, indicou.

“Tais consultas devem ser confidenciais, não públicas”, insistiu. “Além disso, isso ocorreu em meio a comentários de autoridades dos EUA e do Departamento de Estado sobre o sistema eleitoral brasileiro, juntamente com pedidos para visitar o Brasil e o ex-presidente (Bolsonaro), que está preso. Foi demais. Suspender o visto do embaixador brasileiro foi uma manobra para nos pressionar a aceitar aquele indicado, mas a Convenção de Viena não estabelece prazos para a concessão do agrément. Nós nem sequer encaminhamos o pedido ao presidente Lula, pois ele está extremamente ocupado com as eleições, faltando apenas dois meses para o pleito”, afirmou.

Questionado se o ato teria sido uma iniciativa exclusiva de Marco Rubio ou se seria uma política oficial dos EUA, o chanceler deixou claro que considera que vê o gesto como envolvendo “todo o governo dos EUA, incluindo Marco Rubio”.

“Conversei com ele várias vezes — duas delas em Washington — e discutimos essas questões. Lembremos que tudo começou com tentativas de obstruir os processos legais contra o ex-presidente (Jair) Bolsonaro, que havia tentado um golpe de Estado fracassado. Aquele plano de golpe militar incluía o assassinato do presidente eleito e de um membro da Suprema Corte. Foi aí que a interferência começou — com sanções e exigências feitas ao governo para interromper os processos contra o ex-presidente; —algo que, aliás, não pode ser feito no Brasil, pois os poderes são independentes”.

Sobre a pressão dos EUA para afastar a China da região, Vieira destacou que “o Brasil mantém relações muito importantes com os EUA — é o nosso segundo maior parceiro comercial — e também tem laços significativos com a China”.

“A China está presente não apenas no Brasil, mas em todas as Américas. O presidente Lula está implementando uma política de engajamento global em todos os continentes, visando a um comércio equilibrado; por exemplo, o comércio com o Sudeste Asiático está crescendo enormemente, assim como o comércio com a Europa. Não temos dúvidas sobre a importância de manter relações com todos os países”.

Para ele, “uma política de pressão e sanções não é útil; a negociação é o que funciona”. “O Brasil sempre privilegiou a negociação e o entendimento mútuo, seja com aqueles que compartilham nossas posições ou com aqueles com quem temos divergências”, disse.

“Impor sanções é inadequado; o interesse nacional deve ser sempre a prioridade, e é isso que defendemos. Lula não tem interesse na política interna de outros países; como Chefe de Estado, ele está aberto a discutir e negociar com todas as nações, independentemente de sua postura política. Não é crível pensar que uma ação punitiva vá melhorar a posição de negociação de alguém”, insistiu.

Vieira também destaca o papel da família Bolsonaro. “Eles foram responsabilizados no Brasil e devem responder por crimes de alta traição e ofensas contra a nação”, disse. “São responsáveis ​​pela campanha que levou às sanções que causam sofrimento a empresários, capitalistas, servidores públicos e trabalhadores que estão perdendo seus empregos”, disse.

Segundo ele, o governo brasileiro implementou programas para proteger os setores mais afetados. “Quanto à família Bolsonaro, lembro que dois indivíduos já foram condenados: um pelo Supremo Tribunal Federal (o ex-presidente Jair Bolsonaro) e o outro — Eduardo, irmão do candidato à presidência Flávio — que está atualmente nos Estados Unidos e perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados”.

“No Brasil, ele enfrentará processos judiciais pelas declarações e ações com as quais atacou o país”, completou.

Para ele, todos os países da região enfrentam dificuldades com isso — inclusive a Argentina e também o Brasil. “Todos nós estamos sofrendo o impacto das tarifas dos EUA”, completou.


Fonte:Jamil Chade/Metrópoles - 09/08/2026

Eleições 2026: MPF contesta candidatura de Binho Galinha e cita organização criminosa


                                            foto:reprodução


O Ministério Público Federal pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia indeferimento do registro de candidatura de Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como “Binho Galinha”, que pretende disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026 pelo Avante.

A impugnação foi feita no processo que trata do registro de candidatura do parlamentar, preso desde outubro do ano passado e condenado a 36 anos, como mostrou a coluna.

O pedido é assinado pelo procurador regional eleitoral na Bahia, Claudio Alberto Gusmão Cunha. A Procuradoria afirma que o caso envolveria crimes como lavagem de dinheiro, agiotagem, extorsão, exploração do jogo do bicho, receptação e delitos relacionados a armas de fogo.

A tese apresentada pelo Ministério Público é de que, diante desse conjunto de elementos, a candidatura poderia ser barrada com base no artigo 17, § 4º, da Constituição Federal, que proíbe partidos políticos de utilizarem organizações paramilitares.

A candidatura

Sem poder realizar campanha presencial, o deputado usou as redes sociais para anunciar sua candidatura. Na terça-feira (4/6), Binho Galinha publicou no Instagram um card informando a oficialização da disputa eleitoral.

“É oficial, família. Binho Galinha é candidato a deputado estadual. O CNPJ da campanha já está emitido, para honra e glória do Senhor”, escreveu o parlamentar na publicação.

Apesar da prisão e da condenação, Binho Galinha continua exercendo o mandato de deputado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Ele integra a base de apoio do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

fonte:Milena Teixeira/Metrópoles - 09/08/2026

Salvador: Morre ex- jogador Douglas Franklin, 2º artilheiro da história do Bahia


                                     foto:reprodução


O ex-jogador do Bahia Douglas Franklin morreu neste domingo (9), aos 76 anos. A família divulgou uma nota de falecimento na manhã deste domingo. O velório teve início às 8h, e o sepultamento está previsto para às 13h30, na cidade de Barretos, no interior de São Paulo.

Douglas é o segundo maior artilheiro da história do clube, com 184 gols em 456 partidas. Ele construiu uma trajetória marcante pelo clube durante a década de 1970. O ex-atacante integra a história de uma das maiores sequências de títulos do futebol baiano.

Ele foi um dos quatro jogadores presentes em todas as conquistas do histórico heptacampeonato baiano consecutivo do Bahia, entre 1973 e 1979. Além de Douglas, também participaram de todos os títulos o volante Baiaco, o zagueiro Sapatão e o meia-atacante Fito.

Nas redes sociais, o Bahia lamentou o falecimento de Douglas e solidarizou com familiares e amigos.

fonte:Bocão News -09/08/2026

Argentina: Trabalhadores vão as ruas protestar contra Milei; Vídeo

 Centenas de argentinos marcharam em Buenos Aires, nessa sexta-feira (7/8), contra as políticas de austeridade do presidente Javier Milei, aproveitando o protesto para também celebrar o dia de São Caetano, o padroeiro do trabalho no país.

A concentração ocorreu em frente à Casa Rosada, sede do governo em Buenos Aires, onde fiéis se reuniram após marcharem desde o santuário de São Caetano, conhecido na Argentina como o padroeiro do pão e do trabalho.
Parte do protesto refletia a indignação popular com uma controversa reforma agrária e de propriedade que, segundo os opositores, resulta na venda de patrimônio nacional e compromete a soberania.
As reformas, debatidas na quinta-feira (6 de agosto) no Senado, levaram centenas de manifestantes ao Congresso, resultando em confrontos com a polícia.
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