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domingo, 15 de março de 2026

Justiça: Professora é condenada por injúria racial após dizer a aluno que ele “não fica nem vermelho porque é preto”

                                       Freepik


Uma professora foi condenada pela Justiça de São Paulo a 9 anos, 10 meses e 3 dias de prisão por injúria racial contra um aluno. A decisão é do juiz Tadeu Trancoso de Souza, da 2ª Vara de Piraju. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, além do pagamento de 80 dias-multa e de uma indenização mínima de 20 salários mínimos à vítima.

Segundo o processo, o episódio ocorreu durante uma aula sobre comunicação e comportamento em entrevistas de emprego. Na ocasião, a professora teria repreendido o estudante por falar demais.

Contudo, durante essa chama de atenção, em determinado momento, ela afirmou que o aluno era “cara de pau” e disse que ele “não ficava nem vermelho porque é preto”. A fala teria causado constrangimento ao estudante diante dos colegas de turma.


Testemunhas ouvidas pela Justiça relataram que a professora repetiu comentários semelhantes e que o aluno ficou visivelmente abalado. Alguns estudantes chegaram a alertar a professora de que ela poderia perder o emprego se continuasse com as declarações.

Em depoimento, a professora confirmou ter dito a frase, mas alegou que se tratava de uma “brincadeira” e que não teve a intenção de ofender o aluno.

Ao analisar o caso, o juiz Tadeu Trancoso, afirmou que as provas e a própria confissão da professora comprovam a prática de injúria racial. Para o magistrado, a justificativa de que a fala teria sido uma tentativa de disciplinar a turma não é aceitável.

“Não é minimamente crível e muito menos aceitável que uma professora, sob o pretexto de chamar a atenção de um aluno, o chame de ‘preto’ e ainda complemente dizendo que ‘não fica nem vermelho por ser preto’”, afirmou o juiz na decisão.

O magistrado também destacou que o episódio aconteceu dentro da sala de aula e diante de outros alunos. Na definição da pena, foram consideradas as circunstâncias do crime, o fato de a ré ser professora e a repetição das falas diante de vários estudantes. Também foram aplicados agravantes previstos na Lei 7.716/1989, que trata dos crimes de racismo.

Além da prisão e da indenização, a sentença determina ainda a perda do cargo público ocupado pela professora no Estado de São Paulo.


Fonte:BOCÃO NEWS - 15/03/2026

Congresso: Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, diz Datafolha

                                   foto:reprodução



A maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1. Pesquisa do Datafolha aponta que 71% defendem a redução do número máximo de dias trabalhados por semana, enquanto 27% são contra e 3% não opinaram. As informações são da Folhapress.

O levantamento foi realizado entre 3 e 5 de março, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

O apoio à mudança cresceu em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado em dezembro de 2024, quando 64% dos entrevistados se declararam favoráveis e 33% contrários à proposta.

O tema está em debate no Congresso Nacional, onde tramitam propostas para alterar a jornada de trabalho no país. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem indicado que a prioridade é reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário.

Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a lei poderia estabelecer a redução da jornada, enquanto a definição da escala —com dois dias de descanso na semana— seria negociada entre empresas e trabalhadores. A posição é considerada mais flexível que a proposta apresentada pela deputada Erika Hilton, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais.

A pesquisa também analisou o perfil dos trabalhadores. Entre os brasileiros economicamente ativos, 53% afirmam trabalhar até cinco dias por semana, enquanto 47% dizem trabalhar seis ou sete dias. Mesmo entre aqueles que trabalham mais dias, o apoio ao fim da escala 6×1 permanece majoritário: 68% são favoráveis, contra 76% entre os que trabalham até cinco dias semanais.

Entre os entrevistados, 66% disseram trabalhar até oito horas por dia, 28% entre mais de oito e até 12 horas, e 5% mais de 12 horas diárias.

Quando questionados sobre os impactos da mudança, 76% afirmam que a redução da jornada seria ótima ou boa para a qualidade de vida dos trabalhadores. Sobre os efeitos para as empresas, as opiniões se dividem: 39% acreditam em impactos positivos e outros 39% em efeitos negativos.

Em relação à economia brasileira como um todo, 50% avaliam que o fim da escala 6×1 teria impacto positivo, enquanto 24% acreditam que os efeitos seriam negativos.

O levantamento também mostra diferenças de percepção entre grupos da população. Entre jovens de 16 a 24 anos, 83% apoiam a redução da jornada, enquanto o índice cai para 75% entre pessoas de 35 a 44 anos e chega a 55% entre entrevistados com 60 anos ou mais.

No recorte por gênero, as mulheres demonstram maior apoio à medida, com 77% favoráveis, enquanto entre os homens o percentual é de 64%.



Fonte: ICL NOTÍCIAS - 15/03/2026

Irã reafirma soberania sobre Estreito de Ormuz e adverte: ‘Navios dos EUA não passarão’

 

                                             foto:reprodução



Por Tabitha Ramalho – Brasil de Fato | Opera Mundi

O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Alireza Tangsiri, respondeu às alegações de Donald Trump de que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto, afirmando que a rota “ainda não foi fechada militarmente e está apenas sob controle”.

Em uma postagem no X, ele rebateu os comentários do líder da Casa Branca, dizendo: “Os norte-americanos alegaram falsamente a destruição da marinha do Irã. Depois, alegaram falsamente a escolta de petroleiros. Agora, estão até pedindo reforços a outros países.”

O presidente dos Estados Unidos afirmou nesse sábado (14), em uma publicação na Truth Social, que “especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar” o estreito enviariam navios de guerra “em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o Estreito aberto e seguro”. Ele citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido entre os países que esperava que contribuíssem.

Trump ainda disse que os EUA já haviam “destruído 100% da capacidade militar do Irã”, ao mesmo tempo em que admitia que Teerã ainda poderia “enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance” ao longo do canal.

Ele prometeu que, enquanto isso, Washington “bombardearia impiedosamente a costa e afundariam continuamente barcos e navios iranianos”, prometendo deixar o estreito “ABERTO, SEGURO e LIVRE”.

Vale ressaltar que na semana passada, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse ao canal de notícias estadunidense CNBC que os EUA não estavam preparados para escoltar navios através do estreito.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também esclareceu que o estreito estava fechado apenas para “petroleiros e navios inimigos e seus aliados”, e não para toda a navegação. Já Mohsen Rezaee, membro do Conselho de Discernimento do Interesse do Irã — um órgão influente próximo ao líder supremo —, afirmou: “Nenhum navio americano tem o direito de entrar no Golfo”.

 

Fonte: ICL - * Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi  em 15/03/2026

Covid-19: Seis anos após o primeiro caso, doença ainda provoca mortes na Bahia

                                              Fabio Villas Boas era o secretário de Saúde do Estado na época em 29/03/2020.



Seis anos após a chegada da covid-19 ao Brasil, a doença continua provocando mortes na Bahia. Dados mais recentes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram que foram confirmados cinco óbitos associados à infecção neste ano. Embora o cenário esteja muito longe do colapso sanitário registrado no auge da pandemia, especialistas alertam que o vírus segue circulando e exige atenção, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.

As mortes aparecem em meio a um quadro mais amplo de circulação de vírus respiratórios. De acordo com o boletim epidemiológico da Sesab, atualizado até 8 de março, a Bahia registrou 919 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas de 2026. Desses, 32 evoluíram para óbito. Entre as mortes confirmadas, cinco foram causadas pela covid e uma pela influenza, enquanto os demais casos estão relacionados a outros vírus respiratórios ou ainda aguardam definição laboratorial.


Fonte: Correio da Bahia/instagram - 15/03/2026
título: Blog


EUA: Ator Lázaro Ramos emociona público ao encontrar Wagner Moura para cerimônia do Oscar; VÍDEO


                                           foto:reprodução/instagram



 O que era dúvida se tornou certeza no último sábado (14). O ator Lázaro Ramos conseguiu viajar para Los Angeles para acompanhar a cerimônia do Oscar ao lado de Wagner Moura, e emocionou a internet com ao encontrar o amigo de longa data.

 

Antes de chegar ao encontro de Wagner, o baiano relatou ter sido parado pela imigração e contou a forma divertida e ácida de como conseguiu passar com facilidade pelo processo rígido.

 

No Instagram, Lázaro fez questão de mostrar o momento do encontro com o amigo, de quem, além de já ter sido parceiro de cena, é também compadre. "Encontrando meu irmão. Bahia em LA", escreveu.

 

 

O ator, que chegou a falar que não sabia se iria para a premiação devido aos compromissos profissionais no Brasil, brincou com a ida: "Eu meti um atestado e vim pra cá. Se alguém vir esse vídeo eu tô demitido".

 

O convite a Lázaro foi revelado por Wagner no início de março. Para o protagonista da nova novela da Globo, chegar ao patamar do Oscar não era nem um sonho para o grupo de amigos que iniciou a carreira nos palcos da capital baiana.

 

"Eu nem sabia que esses caminhos existiam, para ser sincero. Nosso grande sonho era fazer teatro na nossa terra, em Salvador, e ter espaço para as nossas histórias. O caminho que o cinema e a televisão nos proporcionaram é muito bonito, mas o que me deixa mais orgulhoso é que mantivemos a nossa coerência."

 

Wagner se tornou o primeiro brasileiro indicado na categoria Melhor Ator, e o longa 'O Agente Secreto' fez história ao receber quatro indicações na premiação.



Fonte:Redação do BN - 15/03/2026

sábado, 14 de março de 2026

Chapada: Operação conjunta erradicou 180 mil pés de maconha em Bonito




                                            fotos:reprodução/PCBA



 A Polícia Civil da Bahia erradicou uma vasta plantação ilegal de maconha localizada na zona rural do município de Bonito, na Chapada Diamantina, durante ação realizada na manhã desta sexta-feira (13), no âmbito da Operação Deméter.


No local, os policiais civis identificaram uma área de aproximadamente três hectares utilizada para o cultivo ilegal de Cannabis sativa. A estimativa é de que a plantação ultrapasse 180 mil pés de maconha.

Além do plantio, também foram encontradas estruturas improvisadas contendo cerca de uma tonelada da droga já pronta para consumo.

Ao perceberem a presença das equipes no entorno da propriedade, os indivíduos responsáveis pelo cultivo ilegal fugiram do local.

Toda a plantação foi destruída e o material entorpecente incinerado no próprio local, com acompanhamento de peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

As investigações continuam com o objetivo de identificar os responsáveis pela propriedade, bem como os envolvidos no cultivo e na distribuição da droga.

Participaram da ação equipes da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) de Irecê, vinculada ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Delegacia Territorial de Cafarnaum e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Chapada), com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Vídeo no instagram da PCBA no link abaixo:




Fonte:Marcela Correia/Site da PCBA - 14/03/2026

Morre Jürgen Habermas, um dos maiores filósofos do século XX


                                         Morre Jürgen Habermas, um dos maiores filósofos do século XX (Foto: REUTERS/Odd Andersen/Pool/File)



 247 - O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas morreu neste sábado (14), aos 96 anos. A informação foi confirmada pela editora alemã Suhrkamp, que citou familiares do intelectual. Considerado um dos pensadores mais influentes do mundo contemporâneo, Habermas tornou-se referência internacional em filosofia política e teoria social. As informações foram divulgadas inicialmente pela Deutsche Welle.

Ao longo de mais de seis décadas de produção intelectual, Habermas consolidou-se como uma das vozes mais importantes da chamada Teoria Crítica e da tradição filosófica associada à Escola de Frankfurt. Seu trabalho influenciou profundamente discussões sobre democracia, esfera pública, comunicação e legitimidade política.Para muitos observadores, o filósofo representava uma espécie de símbolo da intelectualidade alemã no pós-guerra. Suas intervenções em debates políticos e sociais tornaram-se frequentes, e suas opiniões eram amplamente respeitadas em diferentes áreas do pensamento acadêmico e da vida pública.

A centralidade da democracia em sua obra foi destacada por seu biógrafo, o sociólogo Stefan Müller-Doohm, em entrevista à Deutsche Welle. Segundo ele, a preocupação com o tema atravessou toda a trajetória intelectual do filósofo."O que atravessa a teoria de Habermas como um fio condutor é o tema 'democracia'. Ele próprio a definiu, certa vez, como a 'palavra mágica' de seu pensamento", afirmou Müller-Doohm.Habermas defendia que sistemas econômicos capitalistas deveriam ser equilibrados por mecanismos democráticos capazes de garantir participação e controle social. Para ele, o diálogo público e o debate racional eram elementos essenciais para a legitimidade das decisões políticas.

Nascido em 1929 na cidade de Düsseldorf, Habermas cresceu durante o período do regime nazista. Embora ainda fosse adolescente quando a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim, a experiência histórica marcou profundamente sua geração e influenciou diretamente sua reflexão filosófica.O legado do nazismo e a necessidade de reconstrução democrática da Alemanha tornaram-se elementos centrais em suas análises. O filósofo via o passado autoritário do país como um ponto de partida fundamental para pensar as instituições democráticas e os limites do poder político.

Nos anos 1980, Habermas protagonizou uma das mais conhecidas controvérsias intelectuais da Alemanha contemporânea, ao confrontar o historiador Ernst Nolte. O debate surgiu quando Nolte tentou estabelecer paralelos entre os crimes do nazismo e os do stalinismo. Para Habermas, essa interpretação representava uma tentativa de relativizar a singularidade do Holocausto.A trajetória acadêmica do filósofo começou após seus estudos em filosofia, economia e literatura alemã entre 1949 e 1954. No início da carreira, ele atuou como jornalista freelancer e colaborou com veículos como o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Seus primeiros textos chamaram a atenção do filósofo Theodor W. Adorno, um dos fundadores da Escola de Frankfurt. Adorno o convidou para trabalhar no Instituto de Pesquisa Social, onde Habermas passou a desenvolver suas primeiras pesquisas acadêmicas.Posteriormente, ele se tornaria um dos principais representantes da tradição intelectual fundada por Adorno e Max Horkheimer, que buscava analisar criticamente as estruturas da sociedade moderna e suas formas de dominação.

Na década de 1960, Habermas ganhou destaque público ao dialogar com os movimentos estudantis que se mobilizavam em várias universidades alemãs. Embora defendesse a participação política e a desobediência civil, ele criticou setores mais radicais do movimento.O filósofo entrou em conflito com o líder estudantil Rudi Dutschke, a quem acusou de promover um “fascismo de esquerda” e de estimular práticas que considerava anti-intelectuais. A posição provocou fortes críticas por parte de segmentos da esquerda alemã.

Entre suas obras mais importantes está o livro Teoria do agir comunicativo, publicado no início da década de 1980. Nesse trabalho, Habermas propôs uma teoria segundo a qual a linguagem e o diálogo racional são os fundamentos normativos das sociedades modernas.Segundo essa abordagem, decisões legítimas em uma democracia deveriam emergir de processos de discussão livres de coerção, baseados na força do melhor argumento. O filósofo também desenvolveu conceitos amplamente discutidos na teoria política contemporânea, como a “situação ideal de fala” e o “discurso livre de dominação”.

Mesmo após sua aposentadoria da Universidade de Frankfurt, em 1994, Habermas continuou atuando intensamente no debate público. Ao longo dos anos, posicionou-se sobre temas como a integração europeia, crises econômicas e conflitos internacionais.

Em 1999, por exemplo, apoiou a intervenção militar da OTAN na guerra do Guerra do Kosovo. Na ocasião, declarou: "Quando não há alternativa, deve ser possível aos vizinhos democráticos recorrer à ajuda de emergência legitimada pelo direito internacional".Nos últimos anos de vida, o filósofo manteve uma visão crítica sobre os rumos da política global. Em seu livro publicado em 2024, Habermas afirmou que, diante de múltiplas crises internacionais, "a consciência das elites políticas no Ocidente está cada vez mais sendo dominada pela lógica da guerra".

Ao longo de sua carreira, o pensador recebeu inúmeros prêmios e distinções acadêmicas. Em 2001, foi agraciado com o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão, uma das mais importantes honrarias culturais da Alemanha.

Seu impacto intelectual também se reflete na vasta produção acadêmica dedicada ao estudo de sua obra. Mais de 14 mil livros, artigos e pesquisas foram publicados analisando suas ideias, que continuam a influenciar debates sobre democracia, comunicação e justiça social em todo o mundo.


Fonte: Brasil 247 -14/03/2026

Macron diz que está 'pronto' para mediar cessar-fogo entre Líbano e Israel


                                               foto:reprodução;Fabio Pozzebom/ag.Brasil




O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou hoje que está pronto para mediar negociações entre Israel e o Líbano em meio ao conflito no Oriente Médio.

 

O líder francês disse que as discussões poderão ser sediadas em Paris. Em publicação no X, ele relatou ter conversado ontem com ao menos três autoridades libanesas: o presidente, Joseph Aoun, o primeiro-ministro, Nawaf Salam, e o presidente do parlamento, Nabih Berri.
 

Segundo Macron, o governo libanês manifestou a sua disponibilidade para dialogar diretamente com Israel. "É preciso fazer tudo para evitar que o Líbano mergulhe no caos", disse.
 

Israel e Líbano, no entanto, não comentaram até o momento sobre a possibilidade de acordo de paz. Ontem, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse hoje ter ameaçado tomar parte do território do Líbano caso o governo do país não impeça os ataques do Hezbollah.
 

Para o francês, as duas partes precisam colaborar para o fim da troca de ofensivas. "O Hezbollah deve interromper imediatamente sua ofensiva crescente. Israel deve abandonar sua ofensiva em larga escala e cessar seus ataques aéreos massivos, especialmente porque centenas de milhares de pessoas já fugiram dos bombardeios."
 

O Líbano foi arrastado para a guerra no dia 2 de março. A entrada no conflito ocorreu após o grupo armado libanês Hezbollah lançar foguetes e drones contra alvos no norte de Israel, em apoio ao Irã, pondo fim a um frágil cessar-fogo que estava em vigor desde novembro de 2024.
 

Apoiado pelo Irã, o Hezbollah intensificou ataques a Israel após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Do outro lado, Tel Aviv não está apenas reagindo aos ataques, e sim perseguindo vários objetivos estratégicos -desde enfraquecer o Hezbollah e estabilizar a fronteira norte até conter a influência iraniana na região.
 

Quase 700 pessoas morreram desde o início dos ataques israelenses ao Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país. Os alertas de evacuação também fizeram centenas de milhares de moradores deixarem suas casas, enquanto o conflito continua se intensificando.



Fonte: FOLHAPRESS - 14/03/2026