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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Salvador: Confira os horários de funcionamento dos shoppings durante jogos do Brasil na Copa do Mundo


                                             

                                                      Shooping Salvador - foto:Arquivo Blog Fique Informado


Os principais shoppings de Salvador e da Região Metropolitana (RMS) divulgaram horários especiais de funcionamento para os dias de jogos da seleção na fase de grupos do mundial. 

As alterações também serão adotadas nas partidas contra Haiti, na próxima sexta-feira (19), e Escócia, no dia 24 de junho. Confira: 

 


SHOPPING DA BAHIA


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Funcionamento: 9h às 18h30 (Fechamento facultativo*)
*Reabertura facultativa 30 minutos após o término da partida.

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Funcionamento: 9h às 21h (Fechamento facultativo)

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Funcionamento: 12h às 18h30

 

SALVADOR SHOPPING


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Funcionamento: 9h às 18h30
Restaurantes 33 Contemporâneo, Amado Salvador e Ferreiro Café: horário estendido com transmissão do jogo

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Funcionamento: 9h às 21h
Restaurantes 33 Contemporâneo, Amado Salvador e Ferreiro Café: horário estendido com transmissão do jogo

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Âncoras, megalojas, lazer e alimentação: 12h às 18h30
Demais lojas e quiosques: 13h às 18h30
Restaurantes 33 Contemporâneo, Amado Salvador e Ferreiro Café: horário estendido com transmissão do jogo

 

SHOPPING BELA VISTA 


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Lojas e quiosques: 9h às 18h30
Alimentação e lazer: 9h às 18h30 (funcionamento opcional das 18h30 às 22h)
Âncoras: 8h às 18h30

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Lojas e quiosques: 9h às 21h
Alimentação e lazer: 9h às 21h
Âncoras: 9h às 21h

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Lojas e quiosques: 12h às 18h30 (funcionamento opcional a partir das 9h)
Alimentação e lazer: 12h às 18h30 (funcionamento opcional a partir das 9h)
Âncoras: 9h às 18h30

 

SHOPPING BARRA


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Lojas: 9h às 18h30 (funcionamento opcional das 18h30 às 22h)
Praça de Alimentação / fast food: das 9h às 22h (funcionamento opcional das 18h30 às 22h)
Barra Gourmet (Oliva Gourmet, Outback Steakhouse, Tokai, Camarada Camarão e Healthy por Victoria Cintra) e Almacen Pepe, Madero, Mamma Jamma, Santiago Culinária Ibérica (piso L4): a partir das 12h (funcionamento opcional a partir das 18h30)
Cinema: segue programação da rede

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Lojas: 9h às 21h
Praça de Alimentação / fast food: 9h às 21h
Barra Gourmet (Oliva Gourmet, Outback Steakhouse, Tokai, Camarada Camarão e Healthy por Victoria Cintra) e Almacen Pepe, Madero, Mamma Jamma, Santiago Culinária Ibérica (piso L4): a partir das 12h
Cinema: segue programação da rede

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Lojas: 12h às 18h30
Praça de Alimentação / fast food: 12h às 18h30
Barra Gourmet (Oliva Gourmet, Outback Steakhouse, Tokai, Camarada Camarão e Healthy por Victoria Cintra) e Almacen Pepe, Madero, Mamma Jamma, Santiago Culinária Ibérica (piso L4): a partir das 12h
Cinema: segue programação da rede

 

SALVADOR NORTE SHOPPING


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Âncoras, megalojas, lazer e alimentação: 9h às 18h30 (funcionamento opcional das 18h30 às 22h)
Demais lojas e quiosques: 9h às 18h30;
Mix Mateus: 7h às 22h

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Âncoras, megalojas, lazer e alimentação: 9h às 21h (funcionamento opcional das 21h às 22h)
Demais lojas e quiosques: 9h às 21h
Mix Mateus: 7h às 22h

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Âncoras, megalojas, lazer e alimentação: 12h às 18h30
Demais lojas e quiosques: 13h às 18h30
Mix Mateus: 7h às 22h

 

SHOPPING PARALELA 


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Lojas e quiosques: 9h às 18h
Lazer: 12h às 18h
Alimentação e restaurantes: 9h às 21h 

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Lojas e quiosques: 9h às 20h30 
Lazer: 9h às 20h30
Alimentação e restaurantes: 9h às 23h 

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Lojas e quiosques: 9h às 18h  
Lazer: 12h às 18h 
Alimentação e restaurantes: 9h às 21h 

 

SHOPPING ITAIGARA*


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos 
Lojas e quiosques: 9h às 18h30
Banco do Brasil: Fechado

*O funcionamento durante os demais jogos do Brasil na fase de grupo ainda serão divulgados 

 

SHOPPING PASEO


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos 
Lojas e Quiosques: 9h às 18h.
Restaurantes: a partir das 12h

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Lojas e Quiosques: 9h às 20h.
Restaurantes: a partir das 12h

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Lojas e Quiosques: fechados.
Restaurantes: a partir das 12h

 

CENTER LAPA**


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Lojas, quiosques e Praça de Alimentação: 9h às 18h
Cinema: segue programação da rede 

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Lojas, quiosques e Praça de Alimentação: 9h às 20h
Cinema: segue programação da rede 

**O funcionamento durante o último jogo do Brasil na fase de grupos ainda será divulgado 

 

PARQUE SHOPPING BAHIA


13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos (19h)
Lojas e quiosques: 10h às 18h30 (funcionamento opcional após o jogo)
Alimentação e Lazer: 10h às 22h 
Alameda Gourmet: 12h às 23h

 

19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti (21h30)
Lojas e quiosques: 10h às 21h 
Alimentação e Lazer: 10h às 21h 
Alameda Gourmet: 12h às 21h

 

24 de junho (quarta-feira) – Brasil x Escócia (19h)
Lojas e quiosques: 12h às 18h30 (funcionamento opcional após o jogo)
Âncora e Alimentação: 12h às 21h 
Alameda Gourmet: 12h às 22h



Fonte:BN C/ADAPTAÇÕES 12/06/2026

SC: TJ apura plano contra desembargadora que mandou prender 17 prefeitos


                                                     Foto:TJSC/REPRODUÇÃO


O Tribunal de Justiça de Santa Catarina instaurou procedimento interno para investigar um suposto plano de atentado contra a desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer, relatora da Operação Mensageiro, que resultou nas prisões de 17 prefeitos catarinenses, além de outros servidores públicos e alguns empresários, em 2022.

Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL desta sexta-feira (12):

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/06/12/tj-apura-plano-contra-desembargadora-que-mandou-prender-prefeitos-em-sc.ghtm


Previdência: STF rejeita recurso da revisão da vida toda; aposentados que já ganharam ação terão redução

 

                                     foto:reprodução


Por Cristiane Gercina

(Folhapress) – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para negar recurso na revisão da vida toda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os ministros retomaram o julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2.111 na manhã desta sexta-feira (12).

A ministra Cármen Lúcia e os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Luiz Fux seguiram o relator do caso, Kassio Nunes Marques, e negaram os pedidos feitos pela CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) em favor dos aposentados.

Para Nunes Marques, o caso já foi exaustivamente debatido pela corte. Ele citou julgamento do tema 1.120 em 15 de maio, também contrário à revisão, e mandou encerrar de vez o processo.

“Considerando também que a questão já foi exaustivamente deliberada por este tribunal, determino a certificação do trânsito em julgado e o arquivamento imediato”, disse em seu voto.

Em voto-vista, o ministro Dias Toffoli defendeu pagar a correção ao menos a um grupo de aposentados que já foram à Justiça e ganharam a ação, mas também foi derrotado pela maioria.

Para Toffoli, a revisão deveria ser garantia ao menos a quem tinha ação entre 16 de dezembro de 2019 e 5 de abril de 2024. As datas correspondem ao período em que a tese foi aprovada no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, depois, derrubada no Supremo.

Em seus argumentos, o INSS alegava que a revisão da vida toda pode causar um rombo de R$ 480 bilhões aos cofres públicos.

O julgamento da ADI 2.111 voltou ao plenário virtual do STF porque, no início de maio, em análise no mesmo processo, houve pedido de destaque do ministro Edson Fachin, presidente da corte, para levar o caso ao plenário físico, o que foi retirado em seguida. O recurso também foi negado na ocasião, mas ficou uma lacuna sobre o que ocorreria.

No julgamento atual, que está previsto para terminar na próxima sexta (19), faltam os votos de Fachin e do ministro André Mendonça. Eles podem pedir destaque e levar o caso ao plenário físico; pedir vista, que é mais tempo para analisar o processo e, neste caso, devem devolvê-lo em até 90 dias; votar com o relator e contra a revisão, votar em favor do recurso da CNTM ou votar com o voto-vista de Toffoli.

Há um pedido protocolado pelo advogado João Badari, que atua como amicus curiae (amigo da corte) em nome do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), para que seja aprovado destaque e o caso volte a ser debatido de forma presencial. “É um caso importante e tentamos demonstrar a importância desse debate ser feito no plenário físico”, diz.

Segundo a advogada especializada em Previdência, Marcella Moreira Barbosa Hunas, do escritório Kravchychyn Advocacia, responsável por levaer a revisão da vida toda ao Supremo, a principal discussão no STF deixou de ser a correção em si e se concentra no período em que a corte havia aprovado o processo.

“Após a mudança de entendimento proferida pelo STF nas ADIs 2.110 e 2.111, a principal discussão jurídica passou a tratar, sobretudo, da segurança jurídica e manutenção do direito para os segurados que ingressaram com a ação antes da mudança de entendimento pelo STF”, explica.

Para ela, no entanto, independentemente do desfecho, a revisão da vida toda se tornou um dos grandes debates previdenciários do Supremo. “Acabou se tornando um dos debates mais relevantes da história recente do STF sobre estabilidade jurisprudencial, proteção da confiança e os impactos sociais decorrentes da alteração abrupta de precedentes consolidados”, afirma.

A advogada diz que cada caso deve ser analisado de forma individual, já que existem diferenças entre os processos ainda em andamento, as ações com trânsito em julgado —que chegaram totalmente ao final—, execuções e benefícios já revisados administrativa ou judicialmente.

A revisão da vida toda é um processo judicial no qual aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedem para incluir, no cálculo da aposentadoria, contribuições feitas antes de julho de 1994, quando o Plano Real passou a valer, para aumentar o valor que recebem.

Essa correção era discutida no tema 1.102, que foi encerrado formalmente no dia 15 de maio, com decisão contrária aos aposentados. Os debates na ADI 2.111 ocorrem, no entanto, porque, em 2022, o STF chegou a aprovar o tema 1.102, e a derrubou posteriormente, em março de 2024, no julgamento desta ADI e de uma outra, a 2.110, que tratava sobre o fator previdenciário.

Decisão a favor dos aposentados

Em abril de 2025, os ministros decidiram, por unanimidade, que os aposentados que ganharam a revisão da vida toda na Justiça não precisam devolver o dinheiro recebido.

Pela decisão, os beneficiários também não terão de pagar custas processuais, honorários de sucumbência ao governo nem valores de perícias judiciais até 5 de abril de 2024, data em que foi publicada a ata do julgamento que derrubou a correção.

Se já estavam recebendo um aumento na aposentadoria, também não precisarão devolver esse dinheiro. O valor da aposentadoria, no entanto, poderá ser reduzido.

A decisão tem efeito sobre mais de 140 mil ações judiciais que tramitam no Judiciário. Uma mesma ação pode ter beneficiado mais de uma pessoa, no caso de processos coletivos.

A não devolução dos valores já havia sido manifestada pelo relator do recurso da revisão da vida toda no STF, ministro Kassio Nunes Marques. Seu voto havia sido seguido por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Kassio Nunes Marques. Foto: STF
Kassio Nunes Marques. (Foto: STF)

O que o STF decidiu sobre a revisão da vida toda?

O STF cancelou a revisão da vida toda no tema 1.102 em maio, determinando o andamento dos processos que estavam parados. Segundo especialistas, não há mais possibilidade de reverter a decisão, colocando um fim na possibilidade de correção de benefícios prejudicados pela reforma da Previdência de 1999.

O que era a revisão da vida toda do INSS?

A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual os aposentados do INSS pedem a inclusão, na conta da aposentadoria, de contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real. Em novembro de 2025, por 8 votos a 3, o Supremo derrubou a correção, mesmo após ter aprovado a correção em 2022.

Quem conseguiu a revisão da vida toda precisa devolver os valores recebidos?

Não. Os ministros decidiram aplicar uma modulação de efeitos, garantindo que quem entrou na Justiça e conseguiu a revisão não precisa devolver os valores já pagos. A regra vale para ações até 5 de abril de 2024, quando foi publicado acórdão a respeito das ADIs que derrubaram a correção. Além disso, os segurados que tinham ações em andamento até essa data não precisam pagar custas, honorários de sucumbência ou despesas com perícias.

Qual foi o fundamento da decisão do STF contra a revisão da vida toda?

Os ministros decidiram que a regra de transição criada pela reforma de 1999 é constitucional e cogente, ou seja, obrigatória, e deve ser aplicada a todos os segurados que se enquadram nela. Essa regra determina que o cálculo do benefício considere apenas as contribuições feitas a partir de julho de 1994, depois do Plano Real. O Supremo concluiu que não existe direito de escolha entre regras de cálculo, o que inviabiliza esse tipo de recálculo.

Quais são os golpes relacionados à revisão da vida toda?

Advogados alertam para golpes contra aposentados após a publicação do acórdão negativo, com falsos profissionais se aproveitando do tema e dizendo que a decisão saiu favorável ao aposentado, quando não é. Segundo especialistas, tem crescido o número de falsos profissionais que tentam ludibriar aposentados e pensionistas, mas a revisão acabou definitivamente.


Fonte:ICL NOTÍCIAS- 12/06/2026

Economia: Nubank nega liquidação judicial depois que clientes receberam mensagem sobre fim das atividades

 

                                             imagem:reprodução/Dado Ruvic/Reuters



  • Fintech afirma que mensagem foi 'erro operacional pontual', sob investigação interna. BC, único órgão responsável pela decretação de liquidação de instituições financeiras, nega evento.
Confira a reportagem compelta no link abaixo do site da Folha de São Paulo desta sexta-feira (12):

STF: Presidente Fachin reage à decisão da Itália sobre caso da ex-dep. Carla Zambelli


                                                 Foto:Hugo Barreto/Metrópoles


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manifestou-se, na tarde desta sexta-feira (12/6), sobre os motivos da Justiça da Itália para anular a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.

A Itália acolheu o argumento da defesa da brasileira e fala em “violação do direito a um julgamento justo”.

Fachin ressaltou que o julgamento brasileiro seguiu o trâmite correto e que Zambelli teve todos os seus direitos garantidos pela Constituição.

“O processo e seus atos transcorreram em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro”, disse.

Ele afirmou que acompanha “com preocupação” a decisão da Itália e os argumentos apresentados.

“A Presidência do Supremo Tribunal Federal acompanha com preocupação a recente decisão proferida pela justiça italiana em matéria relacionada à cooperação jurídica entre os dois países, ressaltando que esta Corte vem atuando com marcante deferência aos Estados estrangeiros quando examina pedidos de extradição”, afirmou.

O Supremo também elencou todo o histórico do processo de condenação de Zambelli. 

  • Denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica.
  • Denúncia recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do relator.
  • Após instrução, a ação penal foi julgada integralmente procedente pelo colegiado.
  • Condenação por unanimidade.
  • Recursos julgados.

Acusação de parcialidade

A decisão que permitiu à ex-deputada federal Carla Zambelli responder em liberdade na Itália critica o julgamento conduzido pelo STF e a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Para a Justiça italiana, Moraes era “vítima e juiz” do processo que levou à condenação da ex-parlamentar.

O magistrado foi o relator do processo que condenou a bolsonarista. Ele também teria sido alvo de uma das ações criminosas da ex-deputada.

“É indiscutível que (Alexandre de Moraes) é considerado prejudicado pelos crimes atribuídos ao apelante (Carla Zambelli), dado o dano causado pela introdução, no sistema informático do Conselho Nacional de Justiça, do documento relativo ao mandado de prisão falso expedido contra ele”, afirma.

Segundo a investigação, Zambelli e o hacker Walter Delgatti Netto teriam invadido seis sistemas do Judiciário em 13 ocasiões. Eles inseriram 16 documentos falsos, incluindo mandado de prisão contra Alexandre de Moraes e ordens para quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens do magistrado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) atribuiu 10 crimes a Zambelli, acusada de ser a mandante das ações criminosas.

Fuga do país


No ano passado, Carla Zambelli teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol, ao fugir do país depois de ser condenada por unanimidade pelo STF por invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em 25 de maio, a ex-parlamentar deixou o Brasil por via terrestre pela fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu (PR). Ela foi para os Estados Unidos e, depois, para a Itália – onde foi presa em 29 de julho do ano passado. Ela foi enviada à ala feminina do presídio de Rebibbia, em Roma, e solta no último dia 22 de maio.


fONTE: Luana Patriolino, Manoela Alcântara/METRÓPOLES - 12/06/2026

SP: Produtora de Dark Horse declara gasto de R$ 75 milhões com filme de Bolsonaro


                                            foto:reprodução


A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, declarou que a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) custou US$ 13,3 milhões, o equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões.

A informação consta de uma perícia privada contratada pela própria Go Up e anexada ao processo em que o Instituto Conhecer Brasil (ICB) é investigado por suspeita de desviar dinheiro de um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para financiar o filme.

A representante do ICB, Karina Ferreira da Gama, é dona da Go Up e foi alvo de operação da Polícia Civil no último dia 1º de junho.

Segundo o documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, as despesas declaradas contemplam R$ 54,2 milhões de gastos nos Estados Unidos e R$ 20,9 milhões de gastos no Brasil. O filme, que será lançado neste ano, tem atores americanos — como Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro —, mas foi gravado em cidades brasileiras, como São Paulo.

Na declaração de gastos, a produtora informou que o orçamento inicial aprovado era US$ 16 milhões (R$ 89,7 milhões). O valor é R$ 44,8 milhões menor do que a quantia que teria sido negociada pelo senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em 2025, conforme revelado pelo site The Intercept Brasil.

A reportagem cita diálogos de Vorcaro com seu cunhado, Fabiano Zettel, e com o empresário Thiago Miranda, em que eles discutem possíveis fluxos de pagamento para a produção do filme. Um deles previa o pagamento de 12 parcelas de US$ 1,6 milhão e duas de US$ 2 milhões, totalizando US$ 24 milhões (R$ 134 milhões).

Posteriormente, Flávio Bolsonaro enviou um áudio a Vorcaro dizendo que estava muito preocupado com parcelas atrasadas do patrocínio do Master ao filme. A conversa ocorreu em 16 de novembro, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraude bilionária provocada pelo banco de Vorcaro no mercado financeiro.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. Tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, disse o senador no áudio a Vorcaro. “Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, completou.

Flávio Bolsonaro reconheceu a veracidade do áudio divulgado, mas disse que os pagamentos feitos por Vorcaro foram legais, porque não envolveram nenhuma contrapartida. O valor efetivamente pago ao filme pelo ex-banqueiro, por meio da empresa Entrepay, foi de US$ 10,6 milhões, o equivalente a R$ 61 milhões.


No relatório de gastos apresentado pela Go Up, os valores estão discriminados da seguinte forma:

  • Desenvolvimento do projeto, nos Estados Unidos — US$ 383 mil;
  • “Soft-production” — US$ 2,6 milhões;
  • Pré-produção, nos Estados Unidos — US$ 2,6 milhões;
  • Produção e filmagem nos Estados Unidos — US$ 1,9 milhões;
  • Produção e filmagem no Brasil — US$ 3,7 milhões; e
  • Pós-produção, nos Estados Unidos — US$ 1,9 milhão.

Segundo a perícia, até o dia 10 de junho, o fundo Heavengate Development Fundp LP, usado para a captação de recursos, havia enviado US$ 13,3 milhões para o filme. No Brasil, os valores usados na obra cinematográfica foram recebidos por meio de uma conta no Banco do Brasil. A maior parte, R$ 18,4 milhões, por transferências via Pix.

“Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, afirma a perícia realizada pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI).

Eduardo nos EUA

Após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro enviou dinheiro para a produção do filme Dark Horse por meio do fundo Heavengate Development, a Polícia Federal (PF) passou a investigar se os recursos foram utilizados para financiar a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

O fundo tem como agente legal o escritório “Law Offices of Paulo Calixto PLLC”, que pertence ao advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo. O ex-deputado vive no país desde fevereiro de 2025 e é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter articulado sanções contra autoridades brasileiras.

R$ 61 milhões de Vorcaro

Diálogos revelados pelo Intercept Brasil mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) pedindo ao banqueiro Daniel Vorcaro o envio de recursos para o filme.


Fonte: Renan Porto/Metrópoles - 12/06/2026 14h