Umhomem de 40 anos morreu após cair de uma altura aproximada de80 metrosdurante uma escalada noMorro da Ponta-Aguda, emItatim, no interior daBahia. O caso aconteceu na última terça-feira (28) e segue sob investigação.
A vítima foi identificada como Igor Andreoni Barbabella, natural de Minas Gerais.
Em nota ao iG, a Polícia Civil da Bahia informou que a Delegacia Territorial de Itatim registrou a ocorrência e que o corpo foi encontrado nas proximidades do morro, na zona rural do município.
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Reprodução rede social
BA: escalador morre após queda de 80 m em paredão
De acordo com os primeiros levantamentos, não há indícios de crime. Guias para a realização de perícia e remoção do corpo foram expedidas.
A companheira de Igor, que também participava da escalada, presenciou o acidente. A Associação de Escaladores de Itatim afirmou nas redes sociais que ela está sendo assistida e recebe apoio nos procedimentos necessários após o ocorrido.
Uma garra da escalada se rompeu
Segundo relato atribuído à mulher, o casal subia pela via conhecida como “Lisbela e o Prisioneiro” quando o acidente aconteceu. Ela contou que uma agarra se rompeu ainda na primeira enfiada, trecho inicial entre pontos de ancoragem, e que uma pedra também se soltou durante a progressão.
Ainda conforme o depoimento, o guia teria indicado que a qualidade da rocha melhoraria nas etapas seguintes, o que motivou a continuidade da subida.
Em outro trecho do relato, a mulher afirmou que Igor avançava por um trecho de quinto grau, considerado confortável para ele, em direção à parada, mas sem utilizar proteção móvel, apesar de carregar equipamentos desse tipo. Ela disse não saber ao certo se houve erro de trajeto, falha na rocha ou uma queda repentina.
Momentos depois, ouviu o companheiro pedir ajuda e o viu despencar ao seu lado, sem que o equipamento de segurança absorvesse o impacto. Segundo ela, a corda, uma Petzl Volta de 9,2 mm com cerca de um ano e meio de uso, teria se rompido durante a queda.
(Folhapress) – Na contramão de boa parte do mundo, o Brasil não tem um mecanismo formal de reavaliação periódica de médicos ao longo da carreira. Após obter o registro profissional, eles podem atuar por décadas sem exigência comprovada de atualização, um cenário cada vez mais questionado diante do avanço acelerado do conhecimento científico e das transformações tecnológicas na saúde.
Países da Europa, da América do Norte e da Oceania já consolidaram sistemas de recertificação ou revalidação de médicos. No ano passado, a AMB (Associação Médica Brasileira) aprovou uma resolução para implantar um modelo de reavaliação de especialistas, mas recuou após embates com o CFM (Conselho Federal de Medicina), que questionou a competência da associação para regulamentar o tema.
“O CFM entendeu que essa não era uma atribuição da AMB e que caberia aos conselhos regulamentar e fiscalizar o exercício profissional”, afirma o ginecologista e obstetra César Fernandes, presidente da AMB. “Ninguém disse que a ideia era ruim. O que houve foi contestação sobre quem deveria conduzi-la.”
Ele diz que, diante do impasse, a AMB revogou a proposta e criou com o CFM um grupo de trabalho para criar um sistema de créditos contínuo, no qual o médico deverá acumular 100 créditos em até cinco anos consecutivos, por meio produção científica e participação em atividades como congressos e cursos.
Chamado CMEA (Cadastro do Médico Especialista Atualizado), o modelo deve ser finalizado ainda neste semestre e prevê adesão voluntária dos especialistas. A população poderá saber se o médico está ou não atualizado ao consultar a lista de especialistas da AMB. Procurado, o CFM não comentou o assunto.
“É um reconhecimento formal ao médico que investe na sua atualização, sem interferir no título vitalício de especialista”, diz Fernandes. “Não estamos inventando nada. Estamos copiando um sistema que funciona, baseado em créditos, transparente e factível. E não há nenhum interesse oculto. O objetivo é valorizar o médico e dar mais segurança ao paciente.”
E por que não tornar essa atualização médica obrigatória? “Eu gostaria, mas isso exigiria mudança na legislação”, afirma. Ainda assim, ele diz que a expectativa é que o próprio mercado e os pacientes passem a valorizar profissionais certificados, criando um incentivo indireto à participação.
Para Mário Dal Poz, professor titular da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), não é aceitável a total ausência de mecanismos de avaliação médica periódica no país. “Ainda mais diante da velocidade com que novos conhecimentos e tecnologia ocorrem”, diz ele, que já coordenou o programa de recursos humanos em saúde da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Hoje, no Brasil, o reconhecimento de especialistas acontece por dois caminhos: a conclusão de residência médica ou a aprovação em prova de título aplicada por sociedades médicas vinculadas à AMB. Em ambos não há exigência posterior de revalidação. Para Dal Poz, essa lacuna tende a ganhar relevância à medida que o sistema de saúde se torna mais complexo e mais cobrado por resultados.
“Diversos países adotam mecanismos formais, com modelos diferentes, mas todos partem do mesmo princípio: o médico precisa demonstrar que continua apto ao longo do tempo”, afirma Dal Poz.
Segundo ele, em alguns países a recertificação é baseada apenas no acúmulo de créditos em educação continuada; em outros, inclui avaliação de desempenho, revisão por pares e análise de resultados clínicos. “Mesmo onde é obrigatória, a forma de implementar muda bastante [periodicidade, tipo de prova, quem regula]. Mas a ideia de algum tipo de acompanhamento é amplamente aceita”, diz.
Nos Estados Unidos, a exigência de atualização se intensificou ao longo do tempo. “O modelo evoluiu de uma revalidação a cada dez anos para ciclos mais curtos e, hoje, há exigências anuais de comprovação de atividades de educação continuada”, afirma Fernandes, da AMB. O processo se baseia no acúmulo de créditos obtidos em congressos, cursos e produção científica, lógica que inspirou a proposta brasileira.
Para o professor da USP Mario Scheffer, coordenador do estudo Demografia Médica no Brasil, a dificuldade de avançar na recertificação de médicos no país decorre, antes de tudo, de problemas mais estruturais e urgentes na formação e certificação profissional.
Médicos. (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)
Segundo ele, o Brasil convive hoje com cerca de 260 mil médicos sem título de especialista obtido por vias formais, seja por residência médica ou por prova de sociedades médicas. “Há milhares de médicos que atuam como especialistas sem certificação formal. Nesse contexto, a recertificação acaba aparecendo como um problema coadjuvante, embora seja importante”, afirma.
Na avaliação de Scheffer, é preciso discutir a reavaliação periódica dos especialistas, mas, ao mesmo tempo, enfrentar fragilidades do próprio sistema que os certifica. “Mesmo entre os cerca de 360 mil médicos especialistas formalmente reconhecidos no país há forte heterogeneidade na formação e nos critérios de qualificação.”
Aproximadamente 65% deles obtiveram o título por residência médica, e os demais por exames das sociedades vinculadas à AMB. Os dois caminhos são legítimos, mas há padrões variados de exigência e qualidade. “Temos um apagão de avaliação. O Brasil nunca avaliou adequadamente esse modelo híbrido de certificação”, diz.
Para ele, essa diversidade ajuda a explicar por que a recertificação encontra resistências. Falta consenso, por exemplo, sobre quem deveria conduzir o processo a Comissão Nacional de Residência Médica, a AMB ou um arranjo conjunto e se o modelo seria voluntário ou obrigatório. “Há interesses institucionais. Recertificar também significa regular, avaliar e eventualmente gerar receitas. Isso trava o debate”, afirma.
Scheffer argumenta, porém, que essas dificuldades não diminuem a urgência do tema em um país que poderá ter 1,2 milhão de médicos em menos de uma década. Para ele, a atualização é um instrumento central para assegurar competência contínua, qualidade assistencial e segurança do paciente.
Esse processo, ele reforça, também é estratégico para a sustentabilidade do sistema de saúde ao evitar práticas defasadas e custos indevidos decorrentes de condutas inadequadas.
A Polícia Civil do Paraná instaurou inquérito para investigar o desaparecimento de duas primas, ambas de 18 anos, em Cianorte, na região noroeste do estado. Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL desta quinta-feira (30):
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fim da escala de trabalho 6x1 e anunciou medidas voltadas à população endividada em pronunciamento em alusão ao Dia do Trabalhador. O petista realizou o pronunciamento na noite desta quinta-feira (30), na véspera do feriado nacional.
Na fala, Lula afirmou que enviou ao Congresso um projeto para reduzir a jornada semanal para até 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Segundo ele, o modelo atual não condiz com a realidade do século XXI. O presidente também destacou que a mudança pode garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores.
“Não faz sentido que, em pleno século XXI, milhões de brasileiros tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. O fim da escala 6x1 vai garantir mais tempo com a família, para estudar, cuidar da saúde e descansar”, afirmou.
Lula também relacionou a proposta de redução da jornada à valorização histórica dos direitos trabalhistas e defendeu que avanços nesse campo contribuem para o crescimento econômico.
“Todas as conquistas dos trabalhadores foram criticadas no passado, mas o Brasil nunca quebrou por dar direitos. Pelo contrário, ficou mais forte”, disse.
Durante o pronunciamento, Lula anunciou ainda uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, voltada à renegociação de dívidas das famílias brasileiras. De acordo com ele, haverá redução de juros, possibilidade de descontos e prazo maior para pagamento. O presidente também fez críticas às plataformas de apostas online, as chamadas “bets”, e afirmou que beneficiários do programa ficarão impedidos de utilizar esses serviços por um período.
Ele também anunciou que a população poderá realizar saques do FGTS para fazer o pagamento das dívidas.
“A dívida das famílias cresceu por anos e agora está sufocando uma parte da sociedade brasileira. Por isso, vamos lançar, na próxima segunda-feira, o Novo Desenrola Brasil, um conjunto de medidas para ajudar a resolver a vida financeira das famílias endividadas. As trabalhadoras e os trabalhadores poderão negociar dívidas do cartão de crédito, do cheque especial, do rotativo, do crédito pessoal e até do Fies. Os brasileiros endividados terão juros mais baixos de no máximo 1,99 e desconto de 30 até 90% no valor da dívida. Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar a sua dívida. E cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)”, afirmou o presidente.
O Palácio do Planalto começou a desenhar uma reação após o Senado Federal rejeitar, nessa quarta-feira (29/4), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A derrota, por 42 votos a 34, contrariou a expectativa do governo – que contava com ao menos 41 votos favoráveis – e abriu uma “caça a traidores”.
Nos bastidores, o resultado foi recebido com forte desconforto. Como a votação ocorre em caráter secreto, a frente governista deve tentar mapear quem votou contra a indicação. A ideia é identificar eventuais dissidências internas e recalibrar a relação com o Congresso.
Conforme publicado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, após a derrota, Lula chamou Jorge Messias para uma conversa, com o objetivo de entender os fatores que levaram à rejeição e definir os próximos passos.
Também estiveram presentes na reunião, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães; o ministro da Defesa, José Múcio; e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Interlocutores do Planalto afirmam que o presidente avalia medidas políticas como resposta. Entre elas, está a possibilidade de demitir indicados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ocupam cargos no governo federal.
José Guimarães afirmou que o governo aceita a decisão do Senado, mas cobrou explicações. “Cabe ao Senado explicar as razões dessa desaprovação”, disse.
Histórico de indicações de Lula
Desde o primeiro mandato, em 2003, Lula indicou 11 nomes para a Suprema Corte.
Se no passado as votações ocorriam com mais fôlego, inclusive com casos em que houve unanimidade na aprovação, as últimas indicações demonstram um aumento na rejeição, dando sinais de que a sabatina do AGU poderia ser apertada.
Messias foi o terceiro indicado de Lula ao STF neste mandato. O primeiro deles, Cristiano Zanin, passou pela CCJ com 21 votos a favor e cinco contra, enquanto no plenário 58 senadores deram aval à nomeação, e 18, não. A votação aconteceu em junho de 2023.
Ministro mais recente a tomar posse no STF, em dezembro de 2023, Flávio Dino conquistou 17 votos no colegiado contra 10 contrários. No plenário, a distância foi menor: 47 favoráveis, 31 contra e duas abstenções.
A rejeição de Messias impôs uma derrota inédita ao governo Lula: foi a primeira indicação ao Supremo barrada em 132 anos.
Além da articulação política, o Planalto acelerou a liberação de emendas parlamentares, recursos da União indicados por deputados e senadores. Apenas em abril, foram empenhados R$ 11,6 bilhões – um salto em relação ao R$ 1 bilhão liberado entre janeiro e março. Desse total, R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores.
Mesmo com o esforço, o resultado não se confirmou no plenário. O fracasso chegou a virar piada na oposição. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, ironizou: “Senador recebeu emenda do Lula e meteu voto contra o Messias kkkkkkkkkkk CINEMA.”
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou o resultado como inesperado. “Para mim, foi uma surpresa. Estávamos esperando 44 ou 45. Cada um vota com a sua consciência”, disse.
o abraço de Cavalcante(PL) em Messias nesta quarta-feira na CCJ do Senado
O Senado rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação deJorge Messiaspara o Supremo Tribunal Federal, em um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis. A decisão rompe uma tradição consolidada desde 1988 e marca a primeira vez, na Nova República, em que um nome indicado ao STF é barrado pelo plenário da Casa.
O episódio é ainda mais excepcional quando observado em perspectiva histórica. A última rejeição de um indicado ao Supremo ocorreu em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto, quando o Senado barrou cinco indicações. Desde então, ao longo de mais de um século — e especialmente após a redemocratização —, todas as indicações presidenciais foram aprovadas, ainda que com resistências pontuais.
A derrota de Messias, no entanto, vai além de um revés político do governo. Nos bastidores, a articulação para barrar o nome teve comando direto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que atuou para esvaziar a indicação e consolidar uma maioria contrária no plenário.
Ao longo dos últimos meses, Alcolumbre retardou deliberadamente o avanço da indicação, ampliando o desgaste político do nome escolhido pelo Palácio do Planalto. A condução do processo foi marcada por sucessivos adiamentos e pela construção de um ambiente desfavorável ao indicado, que acabou se refletindo no resultado final.
Sessão do Senado Federal que votou contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Interesses próprios
Não se trata de um episódio isolado na atuação do presidente do Senado. Interlocutores no Congresso apontam que Alcolumbre tem recorrido de forma recorrente ao controle da pauta e do ritmo das votações para impor interesses políticos próprios, utilizando a estrutura institucional da Casa como instrumento de pressão.
No caso da indicação ao STF, o movimento foi além. Mais do que barrar um nome, a articulação teve como objetivo abrir espaço para que o Senado influenciasse diretamente na escolha do próximo ministro da Corte. Nos bastidores, Alcolumbre defendia a construção de uma alternativa ao nome de Messias, tendo como preferência o senador Rodrigo Pacheco.
A estratégia mostra uma distorção no papel constitucional do Senado. Cabe ao presidente da República a prerrogativa de indicar ministros do STF, enquanto ao Senado compete avaliar e deliberar sobre o nome. Ao atuar para inviabilizar uma indicação e, simultaneamente, impulsionar um nome próprio, Alcolumbre desloca a Casa de sua função institucional para uma atuação ativa na definição da composição do Supremo.
Sessão do Senado que votou contra a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do STF – Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Pressão sobre o caso Master
O episódio ocorre em meio à crescente pressão provocada pelo caso Banco Master, investigação que envolve suspeitas de irregularidades financeiras de grande escala e que já atingiu aliados políticos do presidente do Senado.
Alcolumbre tem atuado para conter o avanço institucional do caso. Mesmo com apoio suficiente para sua instalação, a comissão parlamentar de inquérito sobre o Banco Master segue travada sob sua condução. O controle sobre a pauta e a demora na instalação da CPI são apontados por parlamentares como sinais de tentativa de limitar o alcance das investigações.
Ao mesmo tempo, o avanço das apurações no Supremo Tribunal Federal amplia o nível de incerteza sobre os desdobramentos do caso. Nesse cenário, a disputa por influência na composição da Corte ganha peso adicional, sendo tratada nos bastidores como elemento estratégico diante de investigações sensíveis.
A rejeição de Jorge Messias, portanto, não se resume a um episódio pontual. Ela expõe uma atuação política que combina controle de agenda, articulação de bastidores e uso da estrutura institucional do Senado para atender a objetivos específicos de poder.
O resultado impõe uma derrota direta ao governo e inaugura um novo padrão para futuras indicações ao Supremo, agora sob um ambiente mais conflituoso, mais imprevisível e condicionado a disputas políticas explícitas dentro do Congresso.
Após decidir cancelar o registro do estabelecimento nesta terça (28), a Secretaria de Ordem Pública (Seop) do Rio voltou atrás e suspendeu a punição do bar Partisan, na Lapa, que tinha tido a inscrição encerrada após restringir a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e de Israel.
A nova decisão foi tomada após o bar na Lapa entrar com um recurso. A Seop constatou que não houve reincidência ou novas acusações de discriminação após o estabelecimento receber uma multa de R$ 9.520 do Procon Carioca no início de abril. Com isso, o secretário tornou sem efeito o despacho desta terça e manteve autorização legal para que o bar siga funcionando.
O bar na Lapa ganhou repercussão após exibir uma placa com a frase “Cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não são bem-vindos”, escrita em inglês, na entrada do estabelecimento. Por conta do episódio, o estabelecimento foi alvo de um processo administrativo e de um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Em nota, a assessoria jurídica do bar afirmou que “jamais impediu a entrada de qualquer pessoa”. O bar afirmou, ainda que não realiza controle de nacionalidade em sua entrada, recebe clientes de origem israelense e americana e presta serviços rotineiros para membros da comunidade judaica. “A placa mencionada possuía caráter estritamente simbólico e político.”
O Procon Carioca foi ao estabelecimento após denúncia do vereador Pedro Duarte (PSD), que classificou o caso como xenofobia.
“Você quer ter um bar comunista, quer ter um bar antifascista, seja lá o que for, é direito de cada um ter o bar com o estilo que quiser. Mas não é direito, na verdade é proibido fazer discriminação de pessoas”, disse ele, em suas redes sociais.
(Folhapress) – Uma aluna de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná) foi contatada por um número estranho no WhatsApp, sem foto e com o nome de Ghost (fantasma, em português). “Guria, fica esperta. Tem gente armando pra você!”, dizia o interlocutor.
As mensagens seguintes foram uma série de prints de visualização única. Eles mostravam um grupo, na mesma plataforma, no qual homens supostamente faziam planos para estuprar a jovem.
Segundo aquela conversa, havia uma premiação de até R$ 400 para quem concluísse primeiro a meta.
Nas mensagens, os homens dão detalhes a rotina dela e sobre já terem, inclusive, tentado encurralá-la para uma violência sexual em grupo. O material, que é investigado pela Polícia Civil, foi enviado pela própria jovem à reportagem.
A estudante não seria o único alvo. Os prints indicaram que haveria um esquema ainda maior. “Galera não tá brincando, faltam algumas minas de MED [medicina]”, escreveu um dos participantes do grupo.
A história ganhou destaque na UFPR após o diretório acadêmico do curso torná-la pública em um aviso aos estudantes da instituição, no fim da semana passada. “Viemos aqui pedir para que tomem cuidado, não andem sozinhas e evitem sair sozinhas e evitem sair à noite”, alertou a entidade.
UFPR
Logo, o relato chegou à corregedoria da instituição, e a polícia foi acionada para investigar o caso.
A UFPR informa que tomou conhecimento das mensagens que circulam em grupos de estudantes a partir de uma denúncia grave envolvendo ameaça de violência sexual.
A instituição diz ter tomado medidas imediatas de acolhimento e orientação às pessoas envolvidas, além de acionar os setores responsáveis pela segurança institucional e pelo acompanhamento da comunidade universitária. Foi também instaurada investigação preliminar no âmbito da corregedoria para apuração de responsabilidade de membros da comunidade universitária.
Combate à violência
“Infelizmente, tais acontecimentos refletem o status atual da sociedade em geral, marcado por um alarmante número de casos de violência contra as mulheres. Entretanto, a UFPR possui as instâncias adequadas para fazer o acolhimento e a apuração de tais incidentes, bem como para tomar medidas de prevenção”, informa a gestão.
Segundo o assessor jurídico da universidade, Rodrigo Kanayama, o ponto da corregedoria é tentar identificar os envolvidos e saber se eles são ou não alunos da instituição para eventuais punições.
A investigação da Polícia Civil avançou pouco. Os números utilizados por membros do grupo eram provisórios e foram quase todos apagados. Buscas seguem sendo feitas.
Clima é de medo entre alunas
No escuro. Sem informações. Assustadas. Assim as estudantes da Federal do Paraná descrevem seu sentimento após serem informadas sobre a denúncia.
Nos últimos dias, elas, membros de vários cursos na capital, têm se organizado em grupos para locomoção no campus. Muitas, inclusive, dizem temer ir às aulas.
A Polícia Militar foi oficiada pela UFPR a aumentar a segurança no campus em Curitiba. A instituição também diz que estuda medidas adicionais para proteger seus matriculados.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, universidades federais e estaduais e os institutos federais do país vão passar por uma reestruturação para punir casos de violência contra a mulher com maior agilidade e acolher vítimas, prevê um protocolo articulado pelo governo do presidente Lula (PT).
Entre as ações previstas estão a inclusão do tema nos currículos de graduação e pós-graduação e o fortalecimento de ouvidorias e assessorias jurídicas. O prazo para implementar as medidas será de até dois anos, e a vigência do documento será de cinco anos.