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quarta-feira, 11 de março de 2026

Banco Master: Daniel Vorcaro patrocinou evento da Globo em Nova York


                                             foto:reprodução


 Por Rodrigo Vianna

As Organizações Globo – que nas últimas semanas se transformaram, mais uma vez, numa espécie de tribunal da inquisição midiática, decidindo quem merece ou não arder na fogueira por manter proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro – foram beneficiadas de forma generosa pelo dinheiro do fundador do Banco Master. Em maio de 2024, Vorcaro foi o principal patrocinador de um evento organizado em Nova York pelo jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, ao qual compareceram empresários, governadores e lideranças políticas variadas – entre eles, Cláudio Castro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).

O logotipo do Master aparecia em destaque no banner, ao fundo do palco onde os debates ocorriam, no luxuoso Hotel Plaza de Nova York, no momento em que o diretor da Editora Globo, Frederic Kachar, tomou a palavra para abrir o evento. Kachar deixou claro que entre Globo e Vorcaro havia algo mais do que dinheiro e patrocínio. Preste atenção nas palavras usadas pelo diretor de um dos braços das Organizações Globo:

“A gente tem alegria de ter patrocinadores de empresas que a gente admira e que eu tenho privilégio de ser amigo. Muito obrigado ao Banco Master [sorri e aponta para a plateia, onde estava o então banqueiro] na figura de seu presidente Daniel Vorcaro, que apresenta o seminário de hoje”.

 

Em seguida, o preposto da família Marinho agradece também a Ricardo Magro, da Gulf Combustíveis, outra patrocinadora do evento novaiorquino. Magro é considerado o maior sonegador de impostos do Brasil, e vive hoje escondido nos Estados Unidos. No começo de 2026, o presidente Lula chegou a sugerir ao governo Trump a extradição do empresário, que é dono do Grupo Refit e foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga as relações do crime organizado com o setor de combustíveis.

O evento da Globo, portanto, tinha como patrocinadores um suspeito de integrar a maior rede de sonegação e lavagem de dinheiro do país e um banqueiro que está preso por, entre outras coisas, manter uma rede de mafiosos para intimidar os que ousavam desafiá-lo.

A Globo não integrava o grupo de zap batizado por Vorcaro de “A Turma”. Mas o evento de 2024 mostra que Vorcaro, naquela época, era da turma da Globo. Tudo isso foi revelado pelo site Correio da Manhã,  que expôs a íntegra do vídeo do evento transmitido pelo jornal Valor. O Correio da Manhã calcula que o patrocínio do banqueiro presidiário a um evento como esse das Organizações Globo “não sairia por menos de R$ 10 milhões”, ou seja, três meses do contrato do escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Master.

O referido contrato seria indício de uma suposta “compra de acesso” do Master junto ao ministro do STF. É o que dizem ou insinuam colunistas e comentaristas da Globo, sendo que um deles (Fernando Gabeira) chegou a sugerir o fechamento do Supremo Tribunal Federal, que deveria arder na fogueira da inquisição global.

Mas será que a Globo – ao esconder as relações pecuniárias do grupo midiático com Vorcaro e as relações orgânicas da família Marinho com aqueles que protegeram o Master no Banco Central (veja mais abaixo como Roberto Campos Neto virou executivo de uma empresa da família Marinho) – tem independência para atuar como inquisidora nesse caso? Por que a Globo mira todos seus canhões contra o STF e poupa Campos Neto – que hoje é funcionário da família Marinho no Nubank?

Federic Kachar

Vorcaro, o pensador, amigo de “Fred” Kachar da Globo

Ao pagar o patrocínio no evento da Globo, Vorcaro comprou acesso à elite endinheirada. Tudo sob as bênçãos da família Marinho.

O mais saboroso – e assustador – é observar como Vorcaro se dirige à nata do capital brasileiro no evento em Nova York. Ao subir ao púlpito, ele é ouvido como se fosse um sábio, um empresário vencedor, autorizado a pontificar sobre a democracia e as instituições brasileiras, chegando a comentar os efeitos da Lava Jato no país. Mal sabia que estava falando de corda em casa de enforcado: a Globo ainda não se desgarrou do lavajatismo do qual foi sócia majoritária, ajudando a incensar Sergio Moro e outros malandros de Curitiba (a família Marinho, lembremos, chegou a entregar o prêmio “Juiz que faz a diferença” ao magistrado suspeito das araucárias).

Em Nova York, era Vorcaro quem ganhava o selo de aprovação da família Marinho: um banqueiro que faz a diferença. Amigo do poderoso Kachar, executivo da Globo famoso por participar de celebrações cafonas em que assumia o papel de DJ (jornalistas que frequentaram as tais festinhas dizem que a performance de Kachar era sofrível), Vorcaro pisou firme no palco e disse frases como as que transcrevo abaixo:

“Fiquei muito honrado com o convite do ‘Fred´. O [jornal] Valor tem sido um baluarte para nossa nação, ‘Fred’. O Valor tem sido uma referência e um norte para nós brasileiros, com informação sempre precisa e isenta. Cumprimento ao ‘Fred´ e toda a equipe que eu admiro bastante – Lauro, Maria Fernanda, Álvaro, Malu e todos demais pelos quais tenho uma admiração enorme”.

Daniel Vorcaro

Na sequência, elogia a democracia brasileira e louva a “segurança jurídica” proporcionada pelo desenho institucional brasileiro, advindo da Constituição de 1988:

“Tivemos crises institucionais, passamos por uma Lava Jato, mas saímos disso tudo mais fortes. Se tem uma democracia que foi forjada a ferro e fogo, é a democracia brasileira. Acredito que a gente tem Três poderes que são fortes, se complementam, se auditam, e é algo que a gente tem que bater no peito e se orgulhar. Nós temos sim segurança jurídica, todo esse passado recente mostra o quão forte é nossa democracia e o quanto a gente tem de segurança jurídica em nosso país”.

Vorcaro achava que a “segurança jurídica”, no caso do Master, seria construída garantindo acesso ao poderes da República e, claro, soltando um dinheirinho para o Grupo Globo, porque ninguém é de ferro.

Atriz Nívea Maria no camarote da Globo patrocinado pelo Banco Master

Vorcaro, rei do camarote no Rio

Menos de dois anos se passaram, entre ele ser tratado como sábio e amigo em Nova York… e depois ser escorraçado como banqueiro que corrompe as instituições, ajudando no roteiro usado sob encomenda para derrubar Xandão e soltar Bolsonaro.

Frederic Kachar, ou “Fred” para os íntimos, tinha relações tão próximas com Vorcaro que Globo e Master mantiveram um camarote conjunto no Carnaval carioca, pelo menos entre 2022 e 2024. A área vip do camarote ficava restrita ao banqueiro e seus amigos. E por ali circulavam artistas e influenciadores. Muitos vestiam camiseta carnavalesca que estampava logomarcas da revista Quem (editora Globo) e de O Globo, lado a lado com a do banco Master.

Matéria publicada no jornal carioca, em fevereiro de 2023, avisava que o Camarote Quem/O Globo tinha “ganho decoração em homenagem aos cartões postais do Rio”, e anunciava boca livre nos comes e bebes: “a ideia é que a galera coma mesmo, sem perrengue e sem filas”. Durante a festa, dizia o festivo jornal, “as marcas parceiras prepararam mimos para fazer o folião convidado ainda mais feliz”. E por fim contava que tudo era pago com “patrocínio máster de Fit Combustíveis, Cedae, Banco Master”, entre outros.

Quem paga os mimos tem preferência, claro! Pessoas que circularam pelo camarote naqueles anos contam que Vorcaro agia como anfitrião, como o verdadeiro dono da casa no camarote da Globo.

De novo, cabe a pergunta: ministro do STF tomar whisky, sob patrocínio de Vorcaro em Londres, é suspeito e questionável? Sim. Mas o que dizer de um grupo de mídia que ajudou a construir a figura de Vorcaro como alguém respeitável, abrindo as portas para que transitasse junto à elite brasileira – aceitando que ele patrocinasse eventos no Carnaval carioca e nos hotéis de luxo em Nova York?

O banqueiro presidiário e o tal “Fred” da editora Globo aparentemente mantiveram até relacionamento amoroso com a mesma atriz: namoraram Monique Afradique. No caso de “Fred”, foi um namoro público, que circulou com ela por salões endinheirados Brasil afora. Já Vorcaro teria usado o codinome “Allan do TI” para esconder Monique em sua agenda de contatos, a que a PF teve acesso.

Tudo isso seria de natureza absolutamente íntima, não fosse um indício a mais de que Vorcaro, o banqueiro bandido, e “Fred”, o chefão na Globo, frequentavam os mesmos ambientes e se relacionavam com as mesmas pessoas.

Foi Frederic Kachar, aliás, quem transformou o polêmico e açodado Diego Escosteguy em diretor da revista Época, entre 2015 e 2018. Conhecido por ter sido um dos mais duros lavajatistas na época gloriosa de Moro, e por pressionar colegas jornalistas ao exigir que seguissem a mesma linha de jornalismo engajado com a direita, Escosteguy é acusado agora de algo mais grave: ter recebido R$ 2 milhões de reais, para publicar matérias favoráveis a Vorcaro no site O Bastidor, que ele criou depois de sair das Organizações Globo.

Escosteguy nega que seja um jornalista corrupto. E diz que recebeu os recursos de Vorcaro como pagamento por publicidade –  isso tudo num site que parece ser um fracasso de público mas um sucesso master no departamento comercial.

Roberto Campos Neto

Campos Neto e a família Marinho

A parceria entre a família Marinho e o banqueiro Roberto Campos Neto não é apenas ideológica. Isso talvez explique por que o ex-presidente do BC tem sido poupado no noticiário da Globo sobre o caso Master.

A família Marinho, cujos negócios midiáticos cresceram exponencialmente sob patrocínio da ditadura militar à qual serviu o avô de Campos Neto, é defensora radical de privatizações, de feroz ajuste fiscal, de nova “reforma previdenciária” que puna os trabalhadores ainda mais e de “autonomia” total para o Banco Central. Nisso tudo, Globo e Campos Neto são parceiros.

Há, no entanto, uma relação orgânica, pouco exposta ao grande público. Depois de sair do Banco Central, como herói da Faria Lima, e de usar a camisa amarela ao votar para mostrar que é um quadro do bolsonarismo, Campos Neto foi contratado como principal executivo do Nubank – instituição da nova geração financeira, que cresce sem parar.

Acontece que a família Marinho é sócia declarada do Nubank. Em julho de 2024, de forma discreta, o mercado foi informado em matérias da imprensa especializada que a Globo Ventures adquirira participação no Nubank: não comprou ações nem fez aporte de capital, mas foi construindo a sociedade na base da permuta. Ou seja: a Globo ofereceu espaço publicitário na TV, em troca de uma parcela crescente de ações do banco digital. O Nubank, por exemplo, surgiu com destaque em dezenas de comerciais no horário mais caro da publicidade global: o intervalo do Jornal Nacional (JN).

Roberto Marinho Neto, CEO da Globo Ventures, defendeu a estratégia comercial da família, numa entrevista em que afirmou, em julho de 2025: “o futuro será das marcas capazes de renovar estratégias, testar hipóteses e investir em parcerias inovadoras”. Entre as parcerias, Marinho Neto (conhecido por ser um empolgado torcedor do Flamengo, a ponto de fretar aviões com amigos para ver jogos do time no exterior) citou os casos do Nubank e do Quinto Andar como “duas marcas disruptivas, inovadoras e admiráveis”.

Não há como confirmar se uma das estratégias disruptivas de Marinho Neto foi sugerir o nome de Campos Neto para dirigir o Nubank, em julho de 2025. O ex-presidente do Banco Central é hoje o principal executivo do banco digital, que contratou também outro nome egresso do BC: Otávio Damaso foi diretor de Normas e Regulação do BC e, após cumprir a quarentena obrigatória, entrou pela porta giratória do Nubank, para cuidar exatamente da mesma área de regulação.

Ora, Otávio Damaso coordenou a fiscalização no BC justamente no período em que a autoridade monetária não parece ter visto nada de anormal nas ações de Vorcaro, permitindo a ele obter o registro oficial para operar o Master – isso depois de o banqueiro visitar a sede do BC por 24 vezes, na gestão Campos Neto – como mostrou reportagem exclusiva do ICL Noticias. Em relação a Damaso, diga-se, não há indícios de mal feitos. Mas o que fica é a impressão de uma regulação leniente, para dizer o mínimo.

O que temos aqui, em resumo?

1 – Campos Neto e seus diretores no BC jamais incomodaram Vorcaro, permitindo que ele cometesse barbaridades operacionais que levaram à liquidação do Master (e a liquidação só ocorreu pós Gabriel Galípolo assumir o BC), deixando um rastro de destruição em fundos de previdência pública e prejuízos para milhares de investidores.

2 – Campos Neto e um de seus diretores (justamente o Diretor de Normas e Regulação), ao sair do BC, refugiaram-se sob o guarda-chuva do Nubank – que foi um dos bancos a vender papéis do Master (CDBs com taxas fora do padrão).

3 – A Globo, sócia do Nubank, tenta transformar o escândalo do Master (que cresceu sob a batuta de Campos Neto no BC, e chegou a patrocinar ações da própria Globo), num “escândalo do STF”. A estratégia cai como uma luva para os bolsonaristas e seus aliados na Faria Lima.

4-  Ao agir assim, na prática, a Globo ajuda a blindar um executivo que trabalha em empresa da família Marinho: o bolsonarista Campos Neto.

As Organizações Globo parecem tão preocupadas em esconder essa teia de relações que nesta quarta-feira (11) publicaram uma “vacina” em forma de “apuração”, no blog de uma jornalista da casa. A notícia é que o Planalto estaria tentando “concentrar o foco da crise na atuação do Banco Central durante a gestão de Campos Neto”.

Ora, não é o Planalto que pode levar o caso para o colo de Campos Neto, mas a realidade. O Banco Master e sua quebra só existiram porque um quadro do bolsonarismo, que hoje é funcionário da família Marinho como executivo do Nubank, permitiu que isso ocorresse.

Mais que isso: Vorcaro só ganhou notoriedade e espaço junto à elite brasileira porque teve a chancela da família Marinho, ao patrocinar/apresentar evento em Nova York e ao bancar parte do camarote da Globo na Sapucaí.

Se faltava desenhar, aí está o quadro completo.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 11/03/2026

Política: ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e Reag


                                          foto:Bocao News/reprodução


Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou que uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos.

De acordo com o documento, os repasses ocorreram logo após as eleições de 2022 e também entre março de 2023 e maio de 2024. Procurado, ACM Neto confirmou que recebeu os valores e afirmou que os pagamentos são referentes a serviços de consultoria prestados por sua empresa.


Empresa foi aberta após as eleições


A empresa A&M Consultoria Ltda., da qual ACM Neto é sócio ao lado da esposa, foi criada em 28 de dezembro de 2022, poucos meses após o pleito eleitoral daquele ano. O capital social registrado é de R$ 2 mil.

Segundo dados da Receita Federal, a atividade principal da empresa é a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atuação secundária de apoio à educação.

Valores e movimentações


O relatório do Coaf indica que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu:

R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag
R$ 1,3 milhão em nove repasses do Banco Master
No período, o total chegou a R$ 2,9 milhões.

Antes disso, a empresa também recebeu R$ 422,3 mil do Banco Master e R$ 281,5 mil da Reag entre março e junho de 2023.

Ainda segundo o documento, no mesmo intervalo de tempo, ACM Neto recebeu da própria empresa R$ 4,2 milhões, distribuídos em 14 repasses.

No relatório, o Coaf afirma que identificou movimentação financeira considerada elevada. “Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, registra o órgão, que atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro.

O que diz ACM Neto


Em nota enviada à imprensa, ACM Neto afirmou que abriu a empresa quando já não ocupava cargo público e que prestou consultoria a diferentes clientes, entre eles o Banco Master e a Reag.

Segundo ele, os serviços foram realizados com contratos formais, pagamento de impostos e reuniões técnicas com as empresas contratantes.

O ex-prefeito afirmou ainda que os trabalhos estavam relacionados à análise da agenda político-econômica nacional.

ACM Neto também declarou que, à época dos contratos, não havia qualquer informação que desabonasse as empresas e ressaltou que os serviços prestados não têm relação com investigações citadas em reportagens.

“Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade”, afirmou.

Ele também disse estar “totalmente seguro em relação a estes fatos” e que não há nada de errado nas operações realizadas.


Fonte:Bocão News/reprodução 11/03/2026 09h

Economia: “Indícios de ilícitos”: Nubank bloqueia contas e deixa clientes sem acesso ao dinheiro


                                             foto:reprodução



Imagina perder acesso a sua conta bancária. Do nada, sem qualquer aviso prévio. E mais: não ter um endereço onde buscar ajuda para resolver o problema e reaver o seu dinheiro. Parece pesadelo, mas aconteceu com correntistas do Nubank.

A coluna teve acesso a casos que chegaram ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT). Os bloqueios foram justificados pelo Nubank como reação a “indícios de conduta ilícita”. Em todos eles, os clientes precisaram de uma decisão judicial para reaver o dinheiro que estava na conta do Nubank.

A legislação, no entanto, determina que, em casos assim, o bloqueio deve durar 72 horas. Período no qual cabe ao banco fazer uma análise detalhada de segurança sobre a suspeita de fraude e fundamentar o bloqueio definitivo da conta. Não foi o que aconteceu com os clientes do Nubank que acionaram a Justiça.

Em um dos casos, de um centro de estética em Águas Claras, o Nubank bloqueou mais de R$ 2 milhões. A empresa ficou, então, impedida de acessar a quantia e de movimentá-la. Nos autos, relatou que o valor havia sido depositado no mesmo dia e tratava-se de restituição tributária de valores pagos a mais em diversos anos.

O dinheiro saiu da Receita Federal e caiu na conta da empresa por intermédio do Banco do Brasil. Para a defesa, a origem pública do dinheiro poderia ser facilmente constatada pelo Nubank para avaliar os “indícios de conduta ilícita”. De novo, não foi o que ocorreu.

Quatro dias após o primeiro bloqueio, o Nubank encerrou a conta de forma unilateral, sem realizar a transferência dos valores para outra conta de mesma titularidade. O primeiro bloqueio ocorreu no dia 20 de janeiro deste ano. A decisão judicial determinando que o Nubank o desbloqueasse o valor só saiu no dia 4 deste mês.

Na contestação apresentada à Justiça, o Nubank relatou que “após monitoramento constante das operações realizadas na conta da parte Autora, foi detectado um comportamento transacional que ativou os mecanismos de segurança e compliance”. “Em razão disso, a conta foi temporariamente bloqueada para que investigações mais aprofundadas pudessem ser conduzidas. Concluídas as verificações de segurança, o Nubank optou por encerrar definitivamente o vínculo contratual.”

Na decisão, a juíza Márcia Alves Martins Lôbo afirmou que o Nubank “não comprovou que houve irregularidade na movimentação da conta ou mesmo que tenha informado à Receita Federal ou outro órgão sobre a possível utilização da conta para fins ilícitos, restando evidente que as medidas adotadas: manutenção do bloqueio e cancelamento da conta não encontram amparo legal”.

Constrangimento


Em outro caso, julgado na 1ª Vara Cível de Ceilândia, a cliente relatou os constrangimentos decorrentes do bloqueio realizado pelo Nubank da conta sem aviso prévio e pediu indenização por danos morais.

Nos autos, ela relata que o Nubank não demonstrou as razões para o bloqueio do cartão e da conta corrente. Em resposta, o Nubank afirmou que“o bloqueio preventivo ocorreu pelo fato de ter recebido alerta de segurança, em razão de regulações obrigatórias e com isso apresenta sistemas de monitoramento automático para garantir segurança e a correta utilização dos seus produtos”.

Além disso, o Nubank reiterou que “possui o dever de comunicar às autoridades competentes sobre o indício de conduta ilícita”. Mais uma vez, no entanto, a instituição não especificou quais seriam os “indícios” e não informou ter adotado nenhuma outra medida além do bloqueio da conta. “Portanto, é indevido e arbitrário o bloqueio de cartão e conta digital se a instituição financeira não aponta especificamente o fato considerado como suposta conduta ilícita de sua cliente hábil a autorizar o bloqueio de seu numerário”, afirma a desembargadora Leila Arlanch na decisão. O valor fixado a título de danos morais foi de R$ 8 mil.

Outro caso semelhante que chegou aos tribunais revela que o problema não é recente. A ação foi protocolada na 1º Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal em 2016. Assim como nos outros casos, o correntista relata, nos autos, que a conta que tinha no Nubank foi encerrada sem qualquer aviso. Como o Nubank não tem agências físicas, ele precisou entrar em contato por meio do SAC e foi informado de que a conta “havia sido encerrada a pedido do cliente”.

Ele afirma que não tinha qualquer intenção de encerrar a conta e anexou ao processo conversas que tinha tido com o gerente do Nubank que o atendia poucos dias antes do bloqueio. Os diálogos revelaram que ele havia acabado de contratar um seguro de vida do Nubank. “Dessa forma, age de forma abusiva a instituição financeira que submete o cliente ao transtorno de encerrar conta sem sua manifestação de vontade e sem notificar o consumidor no prazo de 30 dias antes do encerramento”, diz a decisão que determinou que o Nubank reabrisse a conta, além de fixar o pagamento de R$ 3 mil a título de danos morais.

Fonte: Dinheiro e Negócios/Metrópoles - 12/03/2026

Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívida de R$ 65 bi

 

  •                                  
    foto:reprodução


  • Como parte da reestruturação, empresa de Cosan e Shell planeja venda de operação na Argentina para levantar US$ 1 bi até abril. Plano tem objetivo de preservar caixa para pagamento de fornecedores e funcionários durante negociações.  Confira a reportagem completa no link abaixo do site da Folha de São Paulo desta quarta-feira (11):

DF: PL de Bolsonaro rompe com Governador e propõe CPI do Master na Câmara


                                      foto:reprodução



(Folhapress) – O PL rompeu com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e propôs, nesta terça-feira (10), uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar a fraude do Banco Master, que envolve o BRB (Banco de Brasília).

A decisão foi tomada após a notícia de um contrato entre o escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo da Reag Investimentos, investigada no contexto das fraudes do Master. O governador é considerado o principal alvo do pedido de CPI.

O rompimento do partido com Ibaneis foi selado pela presidente do PL no Distrito Federal, a deputada federal Bia Kicis, junto com o deputado federal Alberto Fraga e os deputados distritais Joaquim Roriz, Thiago Manzoni, e Roosevelt Vilela.

“Não dá mais para esperar. Quando aparecem indícios graves de desvio de recursos, temos obrigação de agir. CPI é instrumento de fiscalização, e esta se tornou inevitável”, afirmou Bia Kicis.

Em 2022, o Ibaneis apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas deve ficar sem espaço na chapa bolsonarista neste ano.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 12/03/2026

Vit. da Conquista: Mulher segue desaparecida após ser arrastada por uma enxurrada

                                             foto:reprodução

O canal localizado na Avenida Caracas, no bairro Jurema, em Vitória da Conquista, no Sudoeste, é o mesmo onde uma mulher foi arrastada por uma enxurrada na última segunda-feira (9). Rosânia Silva Borges, de 46 anos , no entanto segue desaparecida.

 

 

Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e das polícias Civil e Militar iniciaram as buscas ainda na noite da segunda e seguem nos trabalhos nesta quarta-feira (11). O local onde ocorreu o incidente também foi cenário de um acidente semelhante ocorrido há quatro meses, quando um servidor público caiu com o carro no mesmo ponto durante um temporal, informou o g1.

 

Conforme o Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, a mulher desaparecida estava em um carro por aplicativo na tarde da segunda quando o veículo foi arrastado pela força da água. O motorista do carro conseguiu escapar, nadando até a margem da via, mas a passageira foi levada pela correnteza e segue desaparecida.

 

NOVEMBRO DE 2025
No dia 9 de novembro do ano passado, no mesmo local, o servidor público Gerald Saraiva dirigia pela Avenida Caracas quando o carro que conduzia foi arrastado pela enxurrada e caiu no canal.

 

Imagens registradas por moradores de um condomínio próximo mostram que o motorista tentou sair do veículo pelo teto solar. Ele acabou sendo submerso e arrastado pela correnteza por cerca de 550 metros.


Foto: Reprodução / Blog do Anderson 

 

Apesar da gravidade da situação, Saraiva foi resgatado com vida. No momento do acidente, a avenida estava completamente coberta pela água, o que dificultava a visualização do canal que corta a via. O servidor público foi levado para o Hospital São Vicente, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele recebeu alta alguns dias depois.
 
Moradores da região relatam que o trecho da Avenida Caracas é frequentemente afetado por alagamentos durante períodos de chuva intensa.

 

O canal de drenagem que passa pela via costuma ficar encoberto quando o nível da água sobe, o que aumenta o risco de acidentes.
 
De acordo com informações da prefeitura, o sistema de drenagem da área enfrenta dificuldades para comportar grandes volumes de chuva, o que provoca transbordamentos e enxurradas no entorno da avenida.
 
As buscas por Rosânia Silva Borges continuam sendo realizadas em diferentes pontos ao longo do trajeto por onde a água pode tê-la levado.


Fonte: Bahia Notícias - 11/03/2026

Automóvel: Atto 8, SUV híbrido plug-in da BYD chega com tudo ao Brasil


                                                   foto:Divulgação



 A BYD lança oficialmente no Brasil a quinta geração do sistema híbrido da marca e uma arquitetura elétrica capaz de recargas ultrarrápidas – esse é o SUV Atto 8.

Equipado com a plataforma DM-P (Dual Mode Performance), o modelo entrega 488 cv de potência combinada, 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e velocidade máxima de 200 km/h, posicionando-o como o maior e mais potente híbrido já oferecido pela BYD no país.

Com bateria Blade de 35,6 kWh, o Atto 8 promete até 900 km de autonomia total (considerando o tanque de combustível) e 111 km no modo elétrico, unindo desempenho, espaço e eficiência.

Debaixo do capô, o sistema DM-P combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 156 cv com dois motores elétricos de 271 cv cada (um em cada eixo).

Quanto ao tamanho, o modelo entra de vez no território dos SUVs grandes. São 5,04 m de comprimento, 1,99 m de largura e 2,95 m de entre-eixos.

E não para por aqui. O 4×4 do Atto 8 utiliza eletrônica embarcada para monitorar as condições da pista e a condução do motorista em tempo real, ajustando automaticamente a força enviada para cada roda. A condição entrega respostas em milissegundos, até 100 vezes mais rápidas que sistemas mecânicos tradicionais, aumentando, assim, a segurança do veículo.

O Atto 8, primeiro SUV híbrido plug-in de sete lugares da BYD, chega ao mercado brasileiro com preço sugerido competitivo de R$ 399.990.

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Além disso, como em todos os carros da BYD, o usuário conta com o aplicativo BYD. Com a ferramenta, é possível ligar e desligar o ar-condicionado, travar e destravar as portas, verificar a pressão dos pneus, localizar o veículo, entre outras funções, tudo na palma da mão.

Atto 8: SUV híbrido plug-in da BYD chega com tudo ao Brasil - destaque galeria
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Espaçoso, o SUV contempla sete lugares
Além disso, une tecnologia e eficiência

O Atto 8 também conta com pacote ADAS 2, com mais de 10 recursos, incluindo: aviso de colisão frontal (FCW); freio automático de emergência (AEB); controle de cruzeiro adaptativo com Stop&Go; assistências de faixa; monitoramento de ponto cego; e reconhecimento de sinais de trânsito.

O modelo ainda tem seis modos de condução: Normal, ECO, Sport, Neve, Areia e Lama.

Isso sem contar os 21 alto-falantes Dynaudio, central multimídia com tela de 15,6” e teto solar panorâmico.

Fonte:Metrrópoles - 11/03/2026

terça-feira, 10 de março de 2026

Chapada: Acesso ao Morro do Pai Inácio vai ficar mais caro


                                              foto:reprodução


A visita a um dos pontos turísticos mais famosos da Chapada Diamantina vai ficar mais cara a partir do próximo mês. A Prefeitura de Palmeiras anunciou o reajuste na taxa de acesso ao Morro do Pai Inácio, um dos cartões-postais mais visitados da região.

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAP), a partir de 6 de abril de 2026 o valor da visitação será de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

A mudança também vale para outro atrativo turístico do município: o Parque Natural Municipal do Riachinho.

O reajuste segue o que determina o Decreto Municipal nº 56/26, além da Lei Municipal nº 939/25, que regulamentam as taxas cobradas nos parques naturais da cidade localizada na Chapada Diamantina.


Fonte: atarde/instagram - 10/03/2026