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domingo, 24 de maio de 2026

Na domiciliar: Avesso à Leitura, Bolsonaro não lê livros nem para reduzir pena





foto:reprodução



O ex-presidente Jair Bolsonaro nunca escondeu que não costuma ler e diz sempre que pode, com uma ponta de orgulho, que não tem tempo para os livros. A aversão do ex-presidente à leitura não mudou nem por ocasião de sua prisão, com dois incentivos: tempo de sobra e a chance de reduzir a pena a cada livro lido.


Desde que Alexandre de Moraes autorizou Bolsonaro a abater dias da sentença por meio da leitura, em 15 de janeiro, a PM do Distrito Federal já enviou ao ministro do STF doze relatórios semanais de atividades do ex-presidente enquanto cumpre pena. Em todos eles, as informações no campo “leituras” são preenchidas com um singelo “não houve”.

Enquanto Bolsonaro desperdiça essa boa oportunidade de criar o hábito da leitura, outros condenados pela trama golpista têm feito o contrário.

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres leu “A metamorfose”, de Franz Kafka; o ex-ministro da Defesa Paulo Sério Nogueira de Oliveira optou por “Vidas secas” e “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, e “Reminiscências da campanha do Paraguai”, de Dionísio Cerqueira; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier já leu títulos como “A bordo do contratorpedeiro Barbacena”, de João Carlos Gonçalves Caminha, “Como Deus transforma a tristeza em alegria” e “O agir invisível de Deus”, ambos do pastor Luciano Subirá, e “O vinho novo é melhor”, de Robert Thom.


Fonte: Guileherme Amado/Instagram 24/05/2026

MG: 8 mortos e 6 feridos em desastre com três veículos neste domingo (24) na BR- 251

 



                                              foto:CBMG/divulgação


Um ônibus de viagem e um caminhão carregado de rodas de veículos bateram de frente e se incendiaram deixando oito pessoas mortas, pelo menos outras seis feridas e interditando a rodovia BR-251, na altura do KM236, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, por volta das 4h deste domingo (24/5).

Um dos corpos aparenta ser o de uma criança de 10 anos. Mais um acidente na rodovia que vem recebendo o nome de “Estrada do Medo” após seguidos desastres, como a recente morte de seis pessoas de uma mesma família, no dia 21 de abril, em Salinas, a 72 quilômetros do desastre deste domingo - fato que fez dobrar o número de mortes no primeiro bimestre.


Todos os mortos do acidente de Santa Cruz de Salinas estavam no ônibus, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). O desastre ocorreu perto do Posto Santa Cruz e gerou um engarrafamento de mais de 15 km, de acordo estimativas da corporação.

O veículo de carga seguia no sentido Salinas e o de transporte de passageiros no sentido Bahia. Devido à complexidade dos destroços, necessidade de trabalho da perícia e de desencarceramento de corpos, não há ainda uma previsão de liberação da via, segundo o CBMMG.

Uma ambulância de Taiobeiras levou duas vítimas do sexo masculino. Outro socorro de Pedra Azul transportou três vítimas do sexo masculino (30, 38 e 42 anos) enquanto uma ambulância de Medina salvou uma vítima de 24 anos e sexo não divulgado.

Após a colisão inicial entre os veículos pesados houve vazamento de combustível e fluidos inflamáveis que provocaram um incêndio. O fogo se alastrou para os veículos e ameaçava atingir a vegetação nas bordas da rodovia.

O fogo gerou uma intensa cortina de fumaça escura, comprometendo as condições de visibilidade na pista e gerando ameaça de explosões. Diante do cenário de perigo, o fluxo viário nos dois sentidos do corredor rodoviário federal precisou ser bloqueado pelo CBMMG e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O local é uma subida estreita e em curva escavada entre dois barrancos no corte de um morro. Os destroços dos veículos ficaram esparramados ao entorno da área do acidente.

Informaçoes preliminares indicam que, devido à pista escorregadia, por causa de uma chuva fina, no final de uma descida, o motorista do ônibus perdeu o controle do veiculo, que entrou pela contramão, bateu em um barranco e retornou a pista contrária novamente, batendo de frente com a carreta. Na sequência, os dois veículos pegaram fogo.

Com o ônibus em chamas, não houve mais vitimas porque o motorista e passageiros do coletivo, em pânico, conseguiram escapar por saídas de emergência.

Duas vítimas com ferimentos atendidas pelo Samu relataram que precisaram pular do ônibus para escapar das chamas: um homem, de 72 anos, que apresentou escoriações na face e dor na perna esquerda; e uma mulher, de 61, que teve escoriações no rosto, hematomas na região do quadril e dor na perna esquerda.

Motoristas de outros veículos nos dois sentidos rapidamente manobraram para afastar das proximidades do desastre temendo que o fogo atingisse seus carros. Muitos deixaram os veículos e observaram de longe as chamas, enquanto outros ajudaram os feridos que conseguiram escapar.

Para atender ao desastre o CBMMG enviou quatro viaturas operacionais de Salinas. Os trabalhos das equipes de salvamento se dividiram entre o controle do incêndio e os procedimentos de socorro pré-hospitalar e desencarceramento das vítimas.

Os feridos foram atendidos no local e transferidos para unidades hospitalares de pronto-atendimento em cidades vizinhas, mas os boletins oficiais sobre o estado clínico atual e a identificação dos envolvidos ainda aguardam validação técnica.

O ônibus saíu de Aracaju (SE) com destino a São Bernardo do Campo (SP), com 15 passageiros. A carreta viajava no sentido contrário, com uma carga de sucata, que era transportada de Fortaleza (CE) para Piracicaba (SP).

FONTE:Mateus Parreiras, Luiz Ribeiro/O Estado de MInas -24/05/2026

'Crise do Master não é do STF, está na Faria Lima', diz ministro Gilmar Mendes

 

                                            foto:Pedro Ladeira/folhapress


  • O ministro Gilmar Mendes do STF concedeu entrevista a três jornalistas da Folha de São Paulo, e dentre os asuntos abordados, Mendes disse  que a recusa do jurista Jorge Messias pelo Senado para assumir uma cadeira no supremo foi puramente política, com falha na articulação do governo. 

Confira a entrevista completa no link abaixo do site da Folha de São Paulo  domingo (24):

Salvador: Prefeitura deixa de pagar aluguel de carros oficiais e "toma" veículos de locadora após pedido de fim de contrato, diz site



                                             imagem:Arte/ChatGPT



 Um contrato milionário de locação de veículos para uso oficial de diversas secretarias da Prefeitura de Salvador se transformou em uma disputa explosiva e vexatória: acusações de inadimplência, notificações supostamente ignoradas e veículos "tomados" pelo Excutivo Municipal, mesmo com dívidas em aberto

A BNews Premium desta semana expõe a briga que envolve a Localiza, famosa locadora de veículos com atuação antiga na capital baiana, e a gestão Bruno Reis (União Brasil), e que foi parar no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Agora, caberá à justiça baiana definir qual será o desfecho desse imbróglio. 

O que denuncia a Localiza?

Na ação judicial, a locadora de veículos afirma que celebrou, em agosto de 2023, o Contrato Administrativo nº 013/2023 com o Município de Salvador, através da Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE), para a "prestação de serviços de locação de veículos, transporte de pessoas, com manutenção e seguro, em caráter contínuo ou por demanda”. A formalização aconteceu após a empresa ter vencido o Pregão Eletrônico nº 050/2023.

O contrato previa o pagamento do valor mensal de mais de R$ 915 mil, chegando a quase R$ 11 milhões ao ano, para a locação de 276 veículos de serviço comum (popular) e 16 veículos motor 1.5 diesel com 11 lugares, totalizando 292 automóveis.

Contrato assinado
Contrato assinado pela prefeitura e pela Localiza

 

Descrição dos veículos
Descrição dos veículos apresentados pela empresa

Inicialmente, o prazo de vigência do contrato era de 12  meses, com término previsto para agosto de 2024. Porém, as partes celebraram três aditivos, prorrogando a vigência da relação entre as partes até 21/08/2025.

Termos Aditivos
Termos Aditivos mostram acréscimos no valor do contrato entre a empresa e a prefeitura

Embora tenham ocorrido três prorrogações, a Localiza alega que não queria estender a relação com a Prefeitura de Salvador e que somente concordou com as renovações pra que a gestão Bruno Reis tivesse tempo hábil para realizar uma nova licitação e contratasse uma nova empresa. 

Ressalta-se que a Localiza, em respeito ao interesse público e em clara demonstração de cooperação com a Administração Pública, mesmo não tendo interesse na renovação do contrato (vide notificações anexas – doc.5), concordou em prorrogá-lo por 03 (três) vezes, a pedido do Município, de modo a permitir que a Administração Municipal conseguisse tomar as providências necessárias para a realização de um novo certame, através do qual promoveria a locação de novos veículos junto a outra empresa", afirma.

A locadora ressalta que informou de forma antecipada e por diversas vezes o seu desinteresse quanto a uma quarta prorrogação do contrato, enviando comunicados e notificações, inclusive salientando as providências necessárias à desmobilização da frota, com o intuito de não afetar a prestação de serviços à população de Salvador, mas, mesmo assim, a prefeitura não teria adotado nenhuma medida.  

Notificação
Notificação da empresa 

 

Encaminhamentos da notificação
Encaminhamentos da notificação junto ao poder público

Encaminhamentos da notificação
Encaminhamentos da notificação junto ao poder público

Inadimplência 

Segundo a Localiza, o Município de Salvador, durante a vigência contratual, atrasou por diversas vezes a análise das medições de quilometragem dos veículos e, consequentemente, o pagamento da contraprestação devida, descumprindo cláusulas do contrato. 

Mesmo sendo devidamente comunicada quanto à necessidade de análise das medições, conforme mensagens de e-mail anexas, o Município dolosamente postergava a obrigação para o momento que lhe era mais oportuno, sendo que até o presente momento ainda há faturas em aberto", diz a locadora.

Chama a atenção a afirmação da Localiza na ação judicial de que, quanto ao Contrato Administrativo nº 013/2023, o Município de Salvador possui o montante expressivo de mais de R$ 1,6 milhão em aberto, estando inadimplente quanto ao pagamento de mais de R$142 mil

Divulgação
Prefeitura briga na Justiça com a Localiza e tenta "tomar" veículos de locadora (Foto: Valter Pontes/Secom/PMS)

A proprietária dos veículos aponta que, embora a situação não represente inadimplemento total, revela a postura negligente da administração municipal quanto ao cumprimento de suas obrigações, sobretudo diante da ausência de qualquer iniciativa para regularização dos débitos já vencidos e da proximidade do vencimento dos futuros, sem que tenha havido movimentação para pagamento.

Requisição Administrativa e "tomada" dos veículos 

Mesmo diante dos valores em aberto e das notificações de desinteresse em um quarto aditivo de contrato, a Localiza desabafa que, além de não receber seus veículos de volta, foi surpreendida com a publicação do Decreto Municipal nº 40.503/2025, por meio do qual o prefeito Bruno Reis determinou a requisição administrativa dos automóveis, sob a alegação de “existência de iminente perigo público e risco de o risco concreto de graves danos sociais e administrativos, uma vez que a conclusão de novo processo licitatório não ocorrerá em tempo hábil para substituir a frota.

Decreto de requisição
Decreto de requisição divulgado pela prefeitura e assinado por Bruno Reis 

Em outras palavras, segundo a prefeitura, os veículos da Localiza seriam indispensáveis para o atendimento de diversos serviços públicos e a interrupção da utilização da frota geraria graves danos à população de Salvador. 

A empresa diz que houve "inegável abuso de poder e inquestionável distorção do instituto jurídico", ainda que o documento publicado preveja o pagamento de indenização pela utilização dos veículos, com manutenção e seguro, durante o período da requisição prevista, correspondendo aos mesmos valores atualmente praticados nos contratos vigentes.

(...) tal argumento não se sustenta, tendo vem vista que a situação indicada pelo Impetrado decorreu única e exclusivamente de sua própria desídia e desorganização, não
estando caracterizada a necessária imprevisibilidade, elemento indispensável para que se possa autorizar a utilização da requisição administrativa. O que se tem é o Impetrado se utilizando, indevidamente, do nobre instituto constitucional da requisição administrativa para manter-se em posse dos veículos da Impetrante, compelindo-a, na prática, a uma renovação forçada de um contrato administrativo extinto em razão do término do prazo determinado previsto para a sua vigência. (...) O Poder Executivo, seja municipal, estadual ou federal, não pode tudo. Todos seus atos devem, obrigatoriamente, estar de acordo com o ordenamento jurídico, nos termos do que impõe
o Princípio da Legalidade", alfineta. 

Mas o que é a requisição administrativa?

De acordo com a legislação brasileira, a requisição administrativa, prevista na Constituição Federal, é uma medida que possibilita que o Poder Público, diante de algumas situações excepcionais, como epidemias, catástrofes, calamidades, entre outros, que demandem atuação rápida da Administração Pública para preservar vidas ou o patrimônio público, utilize bens móveis, imóveis ou serviços particulares, de forma compulsória e imediata, tendo como objetivo o atendimento de alguma necessidade.

E diante do que prevê a lei, a Localiza enfatiza que, no caso, não houve a ocorrência de qualquer evento extraordinário que colocasse em risco a segurança da população e que não pudesse ser resolvido pelos meios ordinários de contratação administrativa, já que a administração municipal teve tempo hábil para planejar e conduzir um novo processo licitatório adequado para substituir a frota locada, mas falhou em adotar as providências cabíveis, "recorrendo de maneira abusiva, à requisição administrativa como uma tentativa de contornar sua própria omissão".

Outro ponto questionado pela empresa é que a Constituição Federal condiciona a validade da requisição administrativa à obrigação de indenização posterior ao proprietário dos bens tomados, para evitar que o ente público enriqueça ilicitamente e garantir que os real dono dos objetos requisitados não suporte sozinho o ônus de ter suas propriedades tiradas de si à força. No entanto, a gestão Bruno Reis teria se omitido quanto à critérios e prazos objetivos de indenização devida, limitando-se a afirmar, genericamente, que a indenização “corresponderá aos mesmos valores atualmente praticados nos contratos vigentes”.

Tal omissão gera grave insegurança jurídica e impede qualquer avaliação concreta sobre os prejuízos financeiros sofridos pelo particular, além de abrir margem para uma permanência prolongada e indeterminada dos bens sem qualquer a contraprestação adequada", assinalou a Localiza.

A preocupação da proprietária dos veículos é agravada pelo fato de que, segundo ela, sua frota é composta por veículos que, ao permanecerem em uso contínuo pela prefeitura, sofrem depreciação acelerada, desgaste mecânico, aumento da quilometragem e desvalorização mercadológica.

A Localiza pede à justiça que que seja determinada a imediata devolução dos veículos, assegurando a reintegração da posse dos bens, sob pena de multa diária, e que seja declarado nulo e sem efeitos o Decreto Municipal nº 40.503/2025, conferindo à locadora o direito de reaver e usar livremente seus veículos

O que diz a defesa da Prefeitura de Salvador 

Na defesa presentada no processo, a gestão soteropolitana rebate a locadora afirmando que houve, pela empresa, distorção da realidade e omissão de eventos
cruciais que forçaram a Administração Municipal a agir no limite da legalidade para evitar o que define de "colapso em seus serviços essenciais" e que alcançaria milhares de cidadãos soteropolitanos.

A edição do Decreto Municipal n.º 40.503/2025 não foi um ato de desídia ou desorganização, como levianamente alegado, mas sim uma medida extrema de salvaguarda do interesse público frente à iminente e previsível crise de descontinuidade", defendeu.

O município alega também que todas as prorrogações do contrato foram solicitadas em demonstração de cautela e planejamento, como forma de garantir a não paralisação dos serviços enquanto se preparava o novo procedimento licitatório e que a Localiza demonstrou desinteresse na renovação contratual e a intenção de encerrar o vínculo por meio de e-mails, às vésperas da expiração da vigência do prazo. Segundo a prefeitura, que sabia do fim do prazo do contrato, vez que a data final já estava estipulada desde assinatura da última prorrogação em 2024, a locadora adotou "postura agressiva e irresponsável" nos meses que antecederam o término do contrato, "forçando uma situação de iminente perigo público"

Bruno Reis/Devid Santana / BNews
Prefeito Bruno Reis é questionado pela Localiza na Justiça após deisão (Foto: Devid Santana / BNews)

A procuradora do município Luciana Barreto Neves, que assina a petição da administração da capital baiana, reconhece que a gestão soteropolitana estava com débitos em aberto com a Localiza, deixando de pagar parcelas mensais do contrato, mas que atuava em diversas frentes para sanar pendências administrativas e quitar as faturas, inclusive realizando reuniões entre as partes.

Nessas reuniões teria ficado acordado um prazo para pagamento dos valores já em processo de liquidação, que demandram a expedição de notificações à dona dos veículos sobre a necessidade de correção de incoerências em faturas.

Defesa/Prefeitura de Salvador
Defesa da Prefeitura de Salvador juntada ao processo

Embora reconheça que estivesse devendo valores pela locação dos carros, a Prefeitura de Salvador questiona e critica o comportamento da empresa de utilizar  sistemas de rastreamento e bloqueio remoto para promover o bloqueio unilateral de 274 veículos que atendiam diversas secretarias por quase 30 dias, o que teria causado prejuízos à população, já que teria comprometido,por exemplo, o transporte de equipes de saúde da família, logística de medicamentos e vacinas, o atendimento emergencial de crianças e adolescentes em situação de risco, a resposta a incidentes e eventos climáticos, além da paralisação de serviços de manutenção de infraestrutura urbana, entre outros. 

Em relação ao valor da dívida indicado pela locadora, a administração municipal defende que o montante total em aberto inclui faturas que ainda não venceram e valores pendentes de correção pela própria Localiza e que estava ativamente trabalhando na quitação, mas se deparou com a necessidade de correção de inconsistências nas medições da empresa. 

A mora do Poder Público, em período de crise financeira, não pode ser utilizada como justificativa para o particular desatender seu dever de cooperação e, principalmente, não pode servir como pretexto para a interrupção abrupta de um serviço de caráter essencial. O dever de continuidade do serviço público, mesmo em face de atraso de pagamento (o que é contestado em sua totalidade pela Administração), impõe ao particular a busca da resolução pelas vias administrativas ou judiciais próprias, e não a interrupção unilateral da prestação, especialmente
quando envolve a saúde, a segurança e a assistência à população".

O Mandado de Segurança aguarda julgamento do desembargador Raimundo Nonato Borges Braga, sorteado como relator do caso pelo sistema de distribuição de processos do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Procurada pelo BNews, a Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE), informou que o contrato com a empresa Localiza foi realizado em agosto de 2023 após regular processo licitatório, com possibilidade legal de renovação por até cinco anos.

"A Prefeitura de Salvador foi comunicada pela empresa sobre o desinteresse na continuidade contratual, sob a alegação de que o modelo firmado não seria mais vantajoso para a locadora, apesar de ter sido resultado de proposta apresentada pela própria empresa durante o processo licitatório", reconhece a gestão.

Diante da decisão da empresa e visando garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais atendidos pela frota locada, o Município adotou uma decisão que, segundo ela, ocorreu de forma legal, visto que "o instituto da requisição administrativa de forma temporária, até a conclusão do novo processo licitatório, que já havia sido iniciado e atualmente se encontra em fase recursal".

A medida teve como único objetivo evitar prejuízos à prestação dos serviços públicos e assegurar o funcionamento regular das atividades da administração municipal", escreveu a prefeitura", diz a prefeitura. 

A SEMGE esclareceu ainda que o Município de Salvador não possui débitos pendentes com a empresa Localiza, "mantendo rigorosamente em dia os pagamentos referentes ao contrato".


Fonte:Lucas Pacheco/Bocão News - 24/05/2026 10h:50

Cultura: Caetano Veloso diz não conhecer Virginia Fonseca, "mas Vini Jr., sim'

                                                  Imagem:reprodução



Caetano Veloso virou assunto nas redes sociais neste sábado (23) após afirmar que não sabe quem é Virginia Fonseca durante uma conversa descontraída ao lado da esposa Paula Lavigne. O cantor, no entanto, fez questão de elogiar Vinícius Júnior e destacou a postura do jogador do Real Madrid no combate ao racismo.


O momento aconteceu em um vídeo publicado por Paula nas redes sociais. Na gravação, Caetano aparece confuso ao ouvir os nomes “Virginia” e “Vini” durante a conversa. “Você estava falando Virginia, Vini. Eu falei: ‘quem é Virginia Vini?’”, brincou o artista.

Em seguida, Paula explicou que se tratava da influenciadora Virginia Fonseca e do atacante da Seleção Brasileira. Foi então que Caetano respondeu que conhecia apenas o jogador. “Vini Jr. eu sei quem é. Ela eu não sei quem é”, disparou o cantor.

Durante o bate-papo, Paula ainda comentou sobre hábitos culturais e afirmou que “ainda existe gente que lê livro”. Em tom bem-humorado, Caetano rebateu: “Eu sou um alienado”.

Apesar de dizer que não conhece Virginia Fonseca, o músico aproveitou para elogiar Vinícius Júnior, destacando tanto o talento dentro de campo quanto o posicionamento do atleta diante dos episódios de racismo sofridos na Europa. “Vini Jr. é importantíssimo, um grande jogador de futebol. E enfrenta o racismo com muita firmeza”, afirmou.


VÍDEO:

DF: Cadê as imagens do hospital? pergunta Noblat sobre o episódio de Magno Malta contra uma profissional de saúde


                                        foto:reprodução


No programa do Noblat desta semana, Ricardo Noblat solta o verbo contra a falta de imagens que comprovariam uma agressão do senador Magno Malta a uma profissional de saúde no hospital de luxo DF Star, em Brasília.

A técnica de enfermagem, que detalhou o caso em entrevista ao Metrópoles, relata ter sido xingada de “imunda” e esbofeteada pelo parlamentar após o extravasamento de um medicamento na veia.

O comentário ironiza o “passamento de pano” institucional em torno do episódio: a polícia alega falta de provas, o colega que testemunhou o tapa recuou no depoimento e a direção da unidade hospitalar – que monitora tudo com câmeras de alta segurança – ignora os pedidos das gravações feitos pela defesa.


fonte:Blog do Noblat/Metrópoles - 24/05/2026



sábado, 23 de maio de 2026

Eleições 2026: Haddad diz que “ecossistema Vorcaro-Bolsonaro” deve impactar eleições


                                             foto:   Diogo Zacarias/PT/Divulgação



 Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) disse, neste sábado (23/5), que as eleições deste ano devem ser impactadas pelo “ecossistema Vorcaro-Bolsonaro, que está sendo revelado para o país”. “[Banco] Master e o Bolsonaro são uma coisa só”, afirmou o ex-ministro da Fazenda da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tem quatro ministros do Bolsonaro envolvidos com o caso Master. As campanhas eleitorais do [Jair] Bolsonaro envolvidas com o caso Vorcaro; muita gente. O ex-presidente do Banco Central [Roberto Campos Neto] alertado inúmeras vezes sobre o Banco Master, não fez nada, não tomou nenhuma providência”, destacou o petista.

A fala ocorreu em entrevista coletiva durante agendas em Sorocaba, no interior de São Paulo. Pela manhã, Haddad foi à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Depois, seguiu para um almoço no Sindicato dos Metalúrgicos da região.

Após a divulgação do áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, pesquisas eleitorais apontaram uma queda do pré-candidato do PLà Presidência da República nas simulações de voto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — até então os levantamentos mostravam um empate técnico entre os dois.

Vice de Haddad


Neste sábado, em conversa com jornalistas, Haddad também reforçou que anunciará o nome escolhido para vice da pré-candidatura ao governo estadual na próxima semana. “Nós vamos sentar na mesa nos próximos dias para fechar a chapa”, compartilhou.

“Obviamente, são pessoas muito respeitáveis que estão somando comigo. A ministra Marina Silva [do Rede Sustentabilidade], a ministra Simone Tebet [do PSB], o ex-governador Márcio França [do PSB]. Gente de altíssima respeitabilidade, com uma longa trajetória política de excelência; pessoas de reputação ilibada. É uma questão tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista ético e político”, disse Haddad.


fonte:Metrópoles - 23/05/2026