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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Justiça concede interdição de FHC e nomeia filho como curador provisório


                                            foto:reprodução



O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu, nesta quarta-feira (15), uma liminar que determina a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A decisão foi proferida pela 2ª Vara da Família e Sucessões.

 

Com a medida, o filho do ex-presidente, Paulo Henrique Cardoso, foi nomeado curador provisório. Ele já vinha administrando a vida financeira e questões cotidianas do pai há alguns anos, tendo sido escolhido pelo próprio ex-presidente para essa função.

 

A ação contou com o apoio das filhas de FHC, Luciana e Beatriz.

 

Segundo o pedido apresentado pela família, a interdição foi solicitada após o agravamento do estado de saúde do ex-presidente, especialmente em razão de um quadro avançado de Alzheimer. Um laudo médico recente aponta que a doença comprometeu de forma significativa suas funções cognitivas.

 

Fernando Henrique Cardoso tem 94 anos e, conforme descrito no processo, já não administrava questões financeiras nem tomava decisões do dia a dia, passando a depender de acompanhamento constante de uma equipe de saúde.



Fonte:BN -16/04/2026



Banco Master: Veja troca de mensagens entre Vorcaro e ex-presidente do BRB


                                                             Arte/Metrópoles



A troca de mensagens entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa revelada com a apreensão dos aparelhos celulares de ambos mostra proximidade e indica, segundo a Polícia Federal, ajuste para pagamento de propina com objetivo de manter os negócios entre as instituições financeiras.

Veja, abaixo, os diálogos suspeitos citados na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Paulo Henrique, ocorrida na manhã desta quinta-feira (16/4), durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a PF, Vorcaro teria ofertado a Paulo Henrique seis imóveis no valor de R$ 146,5 milhões durante as negociações envolvendo o Master e o BRB.

Primeiro diálogo


PAULO HENRIQUE: “Amigo, obrigado pela conversa de hoje. A cada passo, o caminho está mais claro e estou mais empolgado com o que vamos construir. Além disso, dou muito valor ao alinhamento pessoal.

E acho que estamos bem alinhados em relação ao trabalho, visão de mundo e perfil. Estou trabalhando para lançar a operação amanhã ou, no mais tardar, na segunda-feira. O governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas.

Acredito que aquele desenho de CEO da holding financeira e/ou da empresa financeira consolidadora com participação no conselho do BRB e da empresa de private equity vai ser o mais funcional e que gera sinergia entre todas as empresas. Se o Daniel puder fazer e enviar o contrato, seria ótimo. Conversei com a minha esposa e estaremos em SP na próxima semana. Seria legal mostrar o apartamento para ela. Assim, ela também vai se ambientando. Dia 01/03 está logo aí.

Acabei de pousar em Salvador e estou trabalhando na Renogrid.

Um forte abraço”.

DANIEL VORCARO: “Fala, amigo! Ótimo, também estou empolgado. Vou alinhar tudo com Daniel. Vou te passar uma pessoa que te mostrará o apto”.

PAULO HENRIQUE: “Fechado! Obrigado”.

Segundo diálogo


PAULO HENRIQUE: “Estive no outro hoje de manhã. A esposa ainda está meio cismada. Seria ótimo olhar outro para construir uma referência”.

DANIEL VORCARO: “Por quê?”.

PAULO HENRIQUE: “Hoje estava com a região toda fechada. Seria bom dar o parâmetro”.

DANIEL VORCARO: “Ah, tá. Esse outro é uma cobertura. Já pensando trazer família”.

PAULO HENRIQUE: “Eu venho na frente mesmo e elas vêm depois. Boa”.

DANIEL VORCARO: “Vale a pena ver”.

PAULO HENRIQUE: “Claro. Qual o empreendimento?”.

DANIEL VORCARO: “Outra coisa, quando tiver um tempinho aí no final de semana, veja se conseguimos falar. Esta semana estou com um gargalo de 300mm na quarta, queria bolar contigo o que acha que poderíamos conseguir fazer”.

PAULO HENRIQUE: “Meu foco é nisso nessa semana. Já monto uma estrutura na segunda com a equipe. O que ainda temos de carteira varejo? E aí equilibro com PJ”.

DANIEL VORCARO: “Vou levantar aqui com minha turma. E te volto”.

Terceiro diálogo


Segundo a decisão, Paulo Henrique ficou “decepcionado” por não ter conseguido visitar um dos apartamentos luxuosos com a corretora designada por Daniel Vorcaro. O dono do Master, então, diz a corretora: “Preciso dele feliz [nome da corretora preservado]. Reverte isso aí”.

Quarto diálogo


Há indícios, segundo a investigação, de que Paulo Henrique e Vorcaro ajustaram valor milionário a título de corrupção e que referido montante precisaria corresponder a um dado número de imóveis luxuosos.

PAULO HENRIQUE: “Fiz as contas para chegar ao valor que combinamos. Dependendo dos valores finais, sairia o Casa Lafer, que está no contrapiso. Apagando algumas mensagens”.

DANIEL VORCARO: “Você diz casa Leopoldo, né? Cobertura que você foi. Pq o heritage melhor que o Lafer, não?”.

PAULO HENRIQUE: “Esse era enorme. A Cris nos levou no Casa Lafer, um apartamento tipo. Sim. Bem melhor”.

DANIEL VORCARO: “E vamos ter os delas novos de agora”.

Quinto diálogo


O então presidente do BRB teria cobrado Vorcaro avanço em relação aos imóveis.

PAULO HENRIQUE: “Amigo, pessoal esperando seu de acordo sobre os imóveis de São Paulo. Pode ajudar?”.

DANIEL VORCARO: “Do meu lado dei carta branca. Onde está travado. Pode me falar?”.

PAULO HENRIQUE: “Na equipe do Daniel. Mas disseram que é simples”.

Sexto diálogo

PAULO HENRIQUE: “Desculpe dar trabalho. É que estou focado na agenda que combinamos e fico em cima de todos os assuntos até resolver”.

DANIEL VORCARO: “Nada. Isso não é trabalho. Eu sou resolvedor de problemas rsrs”.

PAULO HENRIQUE: “Estou tratando de carteira de outro lado”.

Sétimo diálogo


Vorcaro pergunta se Paulo Henrique ainda teria “interesse no deal [negócio]” e ressalta a trajetória de parceria entre ambos. Afirma, inclusive, que teriam “um negócio de continuidade” e “centenas de ajustes ao longo da trajetória”.

PAULO HENRIQUE: “Estou com você. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver”.

Segundo as investigações da PF, Paulo Henrique atuava como “mandatário” de Vorcaro no BRB e, como contrapartida, receberia imóveis avaliados em aproximadamente R$ 150 milhões. Naquela época, o BRB adquiria carteiras de crédito falsas do Master, estimadas em R$ 12,2 bilhões.

O pagamento da propina, contudo, não teria sido feito por completo, porque Vorcaro sabia que havia investigação em curso. O dono do Master ordenou ao advogado Daniel Monteiro, que teria operacionalizado o negócio escuso, que não levasse as escrituras ao registro imobiliário.

Em mensagens, Monteiro diz a Vorcaro que o então presidente do BRB o procurou para “dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele”.

Veja:

DANIEL MONTEIRO: “O Paulo me procurou para dar andamento em estrutura de compra de imóveis para ele. Disse que você pediu para ele falar comigo a respeito. Devo dar andamento?”.

DANIEL VORCARO: “Eu pedi isso anteontem. Pra dar foco nisso. Achei que já estava resolvido”.

DANIEL MONTEIRO: “Ele só me contou agora cedo. Vou pedir os dados dos imóveis a ele e faço hj mesmo”.

Com o avanço das negociações, Vorcaro disse a Monteiro:

DANIEL VORCARO: “Eu preciso assinar e pagar hoje. Os imóveis Paulo”.

Em outro diálogo, Monteiro fala com Vorcaro sobre a documentação.

DANIEL MONTEIRO: “A documentação está pronta. Só falta: 1. Confirmar imóveis e valores. Vou te enviar a seguir para você validar. 2. Definirmos quem será o diretor das sociedades que comprarão os imóveis. Por favor, você tem alguém que possamos usar (para não misturar com o restante das estruturas que temos)? 3. Descer o dinheiro do Astrato para o fundo dono das sociedades que comprarão os imóveis”.

Fonte: Grande Angular/Metrópoles - 16/04/2026

Paulo Henrique era presidente quando BRB deu polêmico financiamento de R$ 5,9 milhões a Flávio Bolsonaro


                                                                  foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo


Paulo Henrique Costa, preso na manhã desta quinta-feira (16/4) por suspeita de receber propina do Banco Master, era o presidente do Banco de Brasília (BRB) quando a instituição financeira concedeu polêmico financiamento ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Flávio comprou uma mansão no Lago Sul, área nobilíssima de Brasília, no valor de R$ 5,9 milhões, dos quais R$ 3,1 milhões foram obtidos por meio de empréstimo junto ao BRB, em 2021, com 360 parcelas.

O caso foi parar na Justiça do Distrito Federal após a deputada Erika Kokay (PT) apontar que a renda de Flávio e da esposa era inferior ao valor exigido para obtenção do financiamento milionário. O casal recebia R$ 36,9 mil, mas a renda deveria ser de pelo menos R$ 46,8 mil, segundo simulador do próprio BRB.


Enquanto o processo tramitava, o senador acabou quitando o empréstimo, em apenas três anos. Em julho de 2025, a 1ª Vara Cível de Brasília entendeu que o empréstimo ocorreu “conforme prática comercial regular”.

Fonte: /Metrópoles - 16/04/2026

Região de Irecê: Família Braga ‘dá as cartas’ da política de Xique-Xique há quase 50 anos


Reinaldo Braga, Renan Braga, e Reinaldinho Braga (Fotos: reprodução)

 

O Brasil é marcado em todo o território nacional por dinastias familiares que

 criam raízes na política; a cidade de Xique-Xique, na região de Irecê, é um 

dos exemplos dessa característica. 

A família Braga está há quase 50 anos no poder da cidade que fica às

 margens do Rio São Francisco e segue relevante no ambiente político

 local.

O primeiro Braga a chegar ao cargo municipal máximo foi Reinaldo Texeira

 Braga, em 1977 pelo partido Arena. Reinaldo comandou Xique-Xique 

até 1982 e assumiu  como deputado estadual em 1983 – cargo no qual 

se manteve por quase 40 anos.

A família chegou à prefeitura novamente em 1989, com a eleição de 

Raul Braga  (MDB), o pai de Reinaldo Braga. A eleição de Raul mostrou que, 

apesar de Reinaldo estar trabalhando na Alba (Assembleia Legislativa da Bahia),

 a sua  influência na  cidade.

Raul ficou na prefeitura de Xique-Xique até 1992 e 13 anos depois Reinaldo

 Braga Filho (MDB) foi eleito para comandar o município. Os primeiros dois

 mandatos de Reinaldinho acabaram em 2012 e o político retornou em 2017. Recentemente,  Reinaldo Braga Filho procurou estreitar os laços de aliança

com ACM Neto.

Atualmente, a continuidade do legado dos Braga está nas mãos de Renan

 Braga (MDB), primo de Reinaldinho e eleito em 2024.


Fonte: Lívia Patrícia Batista/Bahia.Ba - 16/04/2026

Eunápolis: Ex-deputado é preso por ter recebido R$ 2 milhões para facilitar fuga em presídio


                                          foto:reprodução/Câmera/MPBA


O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto Jr. (MDB) foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) por um possível envolvimento com fuga em massa de detentos em Eunápolis. O político já estava sendo investigado por organização criminosa e corrupção após denúncias do MPBA.

‘Operação Duas Rosas’, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), unidades da capital e regional Sul, e do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep).

As investigações apontam que o ex-deputado negociou com organização criminosa recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis 16 internos, entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e vínculo com o Comando Vermelho. Dada se encontra atualmente no Rio de Janeiro, de onde continua comandando ações criminosas na região de Eunápolis.

Também foram cumpridos mandados de busca em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro, contra um ex-vereador de Eunápolis e advogado. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis.

bahia-ba






As investigações apontam que a fuga dos internos não teria ocorrido de forma isolada ou fortuita, mas estaria inserida em um contexto de articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da organização criminosa PCE, e o ex deputado federal, com a utilização de influência política e institucional.

O nome “Duas Rosas” atribuído à operação faz referência ao valor estimado da vantagem indevida. Ao longo das apurações, verificou‑se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao efetivo pagamento dos valores negociados.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

Ministro Gilmar Mendes aciona PGR contra Senador Alessandro Vieira após relatório da CPI

                                      foto:Luiz Silveira/STF


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) após a apresentação do relatório final da CPI do Crime Organizado. O documento, elaborado por Vieira, pediu o indiciamento de ministros da própria Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A reação do ministro ocorre após a divulgação de um relatório que propôs o indiciamento de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, sob a justificativa de que os magistrados não teriam se declarado impedidos em processos relacionados ao caso Banco Master. O texto também incluiu o procurador-geral Paulo Gonet entre os alvos.

Para Gilmar Mendes, a iniciativa pode configurar abuso de autoridade e desvio de finalidade. Em manifestações públicas, o ministro classificou o relatório como um “erro histórico” e uma “proposta tacanha”, indicando que vê na medida uma tentativa de uso político de um instrumento que, pela Constituição, tem finalidade investigativa.

Em ofício, Gilmar Mendes sustenta que houve “grave arbitrariedade” na condução do relatório e afirma que a própria Presidência do STF já havia se manifestado sobre o caso, “repudiando a ilegal iniciativa de indiciamento”. No documento, o ministro destaca que desvios de finalidade em CPIs “enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão”.

O texto também reforça o entendimento de que a atuação da Corte está vinculada à “missão de guardar a Constituição e proteger as liberdades democráticas”, em resposta direta às acusações apresentadas no relatório da CPI.

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE)

Crime de responsabiliade

A Constituição Federal garante às CPIs poderes amplos de investigação, equiparados aos de autoridades judiciais. No entanto, esses poderes não incluem a prerrogativa de responsabilizar diretamente ministros do STF por crime de responsabilidade. Esse tipo de apuração, quando cabível, é de natureza político-jurídica e tramita no Senado por meio de processos específicos, não por comissões parlamentares de inquérito.

O relatório de Alessandro Vieira se apoia na tese de que haveria conflito de interesse na atuação dos ministros em casos ligados ao sistema financeiro. Ainda assim, especialistas em direito constitucional apontam que o indiciamento de autoridades com prerrogativa de foro, especialmente membros do Supremo, por meio de CPI, encontra limites jurídicos claros.

A proposta acabou rejeitada pela própria CPI do Crime Organizado, por maioria de votos, o que impediu o envio formal das conclusões às autoridades competentes. A rejeição não anulou, no entanto, o impacto político do conteúdo apresentado, que gerou reação imediata no STF.

Após as críticas, Alessandro Vieira afirmou que o relatório foi construído com base em elementos reunidos ao longo da investigação e negou qualquer extrapolação de competência. O senador também reagiu diretamente às declarações de Gilmar Mendes, afirmando que o ministro tem atuação política.

O episódio expõe um conflito recorrente entre Legislativo e Judiciário sobre os limites de atuação das CPIs. Embora possam requisitar documentos, convocar autoridades e quebrar sigilos, as comissões não têm competência para impor sanções ou promover responsabilização penal ou político-administrativa de autoridades fora do escopo previsto na Constituição.


fonte:ICL NOTÍCIAS - 15/04/2026