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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Corte italiana nega pedido de Zambelli para trocar juízes que analisam extradição

 
                              foto:reprodução     



(Folhapress) — Em derrota para a defesa da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), a Corte de Apelação de Roma, na Itália, rejeitou nesta terça-feira (10) o pedido para que fosse substituído o colégio de juízes responsável por analisar o processo de extradição para o Brasil.

Com isso, o tribunal vai retomar o julgamento do caso nesta quarta (11), em nova audiência marcada para às 10h (6h de Brasília).

A solicitação para a troca de magistrados foi examinada pela 1ª seção penal da corte -os juízes que foram mantidos na análise da extradição fazem parte da 4ª seção penal. A defesa pode recorrer à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano.

A iniciativa de Zambelli de pedir a troca de magistrados, que acabou negada, surgiu a partir da decisão da corte de suspender a sessão do dia 20 de janeiro, por falta de tempo para examinar uma série de pedidos apresentados pela defesa.

Um deles era para que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fosse ouvido como testemunha. Tagliaferro foi acusado de vazar mensagens de integrantes do gabinete de Moraes para obstruir investigações sobre a trama golpista.

Ele está na Itália, impedido pela Justiça de deixar o país enquanto aguarda a tramitação de seu processo de extradição.

Os advogados da ex-deputada também haviam solicitado o acesso a mais informações sobre o Colmeia, o cárcere no Distrito Federal onde Zambelli deverá cumprir sua pena no Brasil, e a documentação sob sigilo do julgamento ocorrido no Brasil.

A ex-deputada e seu advogado Pieremilio Sammarco entenderam o adiamento da sessão como uma rejeição às demandas deles, classificaram os juízes de “hostis” e formalizaram dias depois a solicitação de substituição da corte.

Para o advogado Alessandro Gentiloni, que representa o Brasil no processo por meio da AGU (Advocacia Geral da União), não havia fundamentos para a troca de juízes.

“Do nosso ponto de vista, foi uma manobra destinada a ganhar tempo. Estamos satisfeitos que a corte tenha se organizado para decidir antes da audiência de amanhã [esta quarta]”, disse Gentiloni à Folha após a sessão desta terça.

A sessão desta quarta será uma continuação da audiência do dia 20 de janeiro, e o tribunal poderá retomar a avaliação dos pedidos apresentados pela defesa.

Será uma audiência extraordinária, fora da pauta do dia, para que haja tempo para que todas as partes se manifestem. É possível que uma decisão sobre a extradição seja tomada após a sessão e seja comunicada nos próximos dias.

Zambelli, que participou da audiência por vídeo do presídio de Rebibbia, está detida há seis meses na Itália, depois de ficar dois meses foragida. O julgamento de sua extradição já foi adiado três vezes desde o fim de novembro. Pouco antes do Natal, o tribunal concedeu mais tempo para que a defesa analisasse documentação enviada pelo Brasil sobre as condições carcerárias. Antes, a defesa havia aderido a uma greve e, em outra ocasião, o tribunal pediu tempo para analisar papéis apresentados pelos advogados da ex-deputada.

Se for extraditada, o tempo de prisão na Itália será descontado do restante da pena a ser cumprido no Brasil.

Zambelli, que se diz vítima de perseguição política pelo STF (Supremo Tribunal Federal), fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Quando já estava na Itália, foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

A Corte de Apelação de Roma atua como primeira instância nesse caso. Após a decisão do tribunal, as partes poderão recorrer. A palavra final sobre a extradição caberá ao governo italiano, por meio do Ministério da Justiça.


Fonte:ICL NOTICIAS -10/02/2026

Lula anuncia novo Instituto Federal em SP e investimento recorde no SUS


                                            Foto:Hugo Barreto/Metrópoles


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nessa segunda-feira (9/2), durante cerimônia no Paço Municipal de Mauá (SP), um conjunto de investimentos estruturantes em educação e saúde no município.

Por meio do Novo PAC, a agenda marcou a aquisição e reforma do prédio do Campus Mauá do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), com investimento estimado de R$ 44,8 milhões. A nova unidade atenderá cerca de 1,4 mil alunos.

O governo federal também anunciou o maior investimento em infraestrutura de saúde no município de Mauá, com R$ 37,4 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os ministros Camilo Santana, da Educação, e Alexandre Padilha, da Saúde, acompanharam o presidente no evento.

O Campus Mauá é parte da meta do governo federal de construir mais de 100 novas unidades de institutos federais em todo o país. O Ministério da Educação (MEC) está investindo R$ 515,5 milhões em ações de melhorias e expansão no instituto.

Ofertas de cursos

A previsão é que os cursos de qualificação profissional, com carga horária de 40 horas, já sejam ofertados no primeiro semestre de 2026. Veja alguns:

  • Cidadania Inclusiva – perspectivas éticas, sociais, de gênero e raciais;
  • Mulheres em Ação – qualificação técnica e autonomia econômica;
  • Educação Ambiental e Sustentabilidade – orientações práticas para o dia a dia;
  • Oratória para professores; e
  • Ajudante em serviços básicos de alvenaria e elétrica predial.

Investimento na saúde

Lula e Padilha também assinaram a ordem de serviço para a construção de uma nova policlínica e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na cidade. Durante a agenda, foram entregues 10 combos de equipamentos para a Atenção Primária do município e mais quatro ambulâncias do Samu 192.

A policlínica de Mauá terá o investimento de R$ 30 milhões, com R$ 17 milhões para construção e R$ 13 milhões para compra de equipamentos. Com 3,2 mil metros quadrados, o local contará com sala de ultrassom, sala lilás — para acolhimento a vítimas de violência —, sala de tomografia, atenção integral à saúde mental, espaços para reabilitação e outros serviços. A unidade atenderá moradores de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.


Fonte:METRÓPOLES/REPRODUÇÃO - 10/02/2026

Interior: Codevasf garante nova licitação para obra abandonada em Baianópolis alvo da MPF

 


Foto: Reprodução / Google Street View

Em resposta a investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a paralisação de uma obra pública em Baianópolis, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) enviou um esclarecimento ao Bahia Notícias, detalhando as medidas tomadas contra a empresa responsável e anunciando passos para concluir o equipamento.

 

O MPF instaurou inquérito civil para apurar possíveis responsabilidades pela não conclusão do pátio multiuso na comunidade Cocal, zona rural do município, obra financiada com recursos de uma emenda parlamentar do deputado federal Arthur Oliveira Maia.

 

A Codevasf informou que a licitação para a obra foi realizada em 2021, mas a empresa vencedora, identificada nos autos do MPF como Tencol Engenharia Ltda., abandonou os serviços ainda nos estágios iniciais. Diante disso, a Companhia afirma ter aplicado sanções contratuais, incluindo multa por inexecução e suspensão dos direitos da empresa de licitar com a autarquia por um ano, além de promover a rescisão unilateral do contrato. Como a empreiteira não quitou a multa, a Codevasf moveu uma ação judicial para cobrá-la, processo que tramita na Vara Federal de Bom Jesus da Lapa.

 

A Codevasf ressaltou que, apesar do ocorrido, mantém o interesse na conclusão do pátio multiuso e está adotando medidas para contratar os serviços restantes. Conforme o comunicado, a publicação do edital para uma nova licitação já está prevista para o mês de março. A Companhia declarou atuar com rigor em relação ao abandono da obra e com compromisso para assegurar a entrega do equipamento à comunidade de Cocal.

 

Veja nota na íntegra:

 

Em atenção à notícia de que o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar possíveis responsabilidades relacionadas à paralisação da obra de um pátio de múltiplos usos na comunidade Cocal, em Baianópolis (BA), informamos:

 

1. A Codevasf realizou a licitação para implantação do pátio multiuso no ano de 2021. A empresa selecionada para os serviços abandonou a obra ainda em seus estágios iniciais. Em razão disso, a Codevasf aplicou sanções a essa empresa: multa por inexecução contratual e suspensão dos direitos de participar de licitações e de firmar contratos com a Companhia por um ano. A Codevasf também promoveu a rescisão unilateral do contrato.

 

2. A empresa sancionada não efetuou o pagamento da multa, o que motivou a Codevasf a cobrá-la por meio de processo judicial. Esse processo corre na Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Bom Jesus da Lapa (BA), sob o número 1006605-49.2025.4.01.3315.

 

3. Não obstante essas ações, a Codevasf mantém interesse na conclusão do pátio multiuso e tem adotado medidas para contratar os serviços remanescentes. A publicação do edital de uma nova licitação está prevista para o mês de março. A Companhia tem atuado com rigor em relação ao abandono da obra e com compromisso para assegurar a entrega do equipamento público à comunidade Cocal.


Fonte: Bahia Notícias - 10/02/2026

Eleições 2026: Conflitos entre Michele e filhos de Bolsonaro ameaçam planos da campanha de Flávio, diz colunista


                                         Foto:reprodução



A coluna apurou que a crise entre a ex-primeira-dama Michelle e os filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) escalou e é tida como sem precedentes dentro do PL (Partido Liberal), o que pode ameaçar os planos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. Até o momento há total incerteza sobre a agenda de eventos que o partido preparava para Michelle. O partido não sabe, ao certo, quando poderá contar com a presença de Michelle novamente e, se ela, realmente, irá trabalhar por Flávio.

O primeiro evento de 2026 seria em Tocantins no início de fevereiro e já foi cancelado. Em dezembro, ela cancelou um outro encontro do PL Mulher no Rio de Janeiro. O episódio mais recente é a definição de que a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) não poderá disputar o Senado pelo partido porque a vaga será de Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Já a outra vaga ficará com Esperidião Amin, aliado do governador Jorginho, que irá disputar a reeleição no estado. Com isso, Caroline deve ir para o partido Novo. Entre os posts recentes de Michelle, ela segue em campanha por sua aliada. “Nossa senadora Caroline de Toni”, escreveu a ex-primeira-dama, ao compartilhar uma imagem feita com inteligência artificial e postada pela deputada.

opção por Carlos em detrimento de Caroline só inflou ainda mais a briga dos Bolsonaro que já vinha em profundo desgaste desde o fim de 2025 quando o ex-presidente escolheu o filho mais velho, o senador Flávio, para concorrer à Presidência e sequer comunicou à Michelle, que ficou muito irritada por ter ficado sabendo da decisão por meio do comunicado público do enteado. Especula-se sobre como ficará a situação quando o período da campanha estiver autorizado e Michelle aparecer com Caroline.

Segundo interlocutores da família Bolsonaro, Michelle cultivava o desejo de disputar a Presidência da República mesmo com um veto do marido. Ela vinha mantendo as viagens e eventos ao longo de 2025 até que começou a entrar em atrito com os enteados após a prisão de Bolsonaro e o momento em que Flávio tomou a frente das negociações.

Em novembro, integrantes do partido se reuniram para discutir a situação depois da prisão de Bolsonaro e Michelle discursou defendendo a união do grupo. Flávio Bolsonaro chegou pouco depois que ela terminou e logo avisou: “Michelle, eu tô nisso desde 2002, coordenando as campanhas do meu pai. Então quem fala em nome do meu pai sou eu”.

Na sequência, Michelle esteve no Ceará e criticou a aproximação do PL com Ciro Gomes, antigo desafeto do grupo. Primeiro, ela foi repreendida publicamente pelos filhos de Bolsonaro e por integrantes do PL. No entanto, após uma reunião do partido, todos recuaram do acordo com Ciro. Dias depois, porém, veio o anúncio do nome de Flávio e a tensão na família se aprofundou.


Fonte: JULIANA DAL PIVA/ICL NOTÍCIAS  - 10/02/2026

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

STF mantém preso ex-assessor de Bolsonaro acusado de tentar obstruir investigação do golpe


                                    foto:reprodução



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Marcelo Costa Câmara, ex-assessor especial da Presidência da República e coronel da reserva do Exército, réu na na ação penal que investiga a atuação de integrantes do núcleo político e militar envolvidos na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A decisão, assinada em 6 de fevereiro de 2026, foi tomada no âmbito da revisão periódica obrigatória da prisão preventiva, prevista no Código de Processo Penal. Segundo o relator, não houve qualquer fato novo capaz de afastar a necessidade da custódia cautelar.

De acordo com o STF, Marcelo Câmara descumpriu medidas cautelares impostas quando obteve liberdade provisória, entre elas a proibição de utilizar redes sociais, ainda que por intermédio de terceiros, e a vedação de manter contato com outros investigados no mesmo inquérito.

A decisão aponta que, mesmo após essas restrições, o réu teria tentado, por meio de seu advogado, obter informações sigilosas relacionadas ao acordo de colaboração premiada de Mauro César Barbosa Cid. As tentativas teriam ocorrido por mensagens trocadas em redes sociais e por contatos pessoais realizados em Brasília, inclusive em período em que o investigado se encontrava preso.

Para Alexandre de Moraes, as condutas indicam risco concreto de embaraço à instrução criminal e demonstram que as medidas cautelares alternativas à prisão se mostraram insuficientes para conter o perigo decorrente do estado de liberdade do réu.

O ministro retoma fundamentos já apresentados em decisões anteriores, nas quais o Supremo apontou Marcelo Câmara como um dos responsáveis pelo chamado núcleo de “inteligência paralela” que atuava no entorno direto do então presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Polícia Federal, ele teria exercido papel central na coleta de informações sensíveis e estratégicas, utilizadas para subsidiar decisões do grupo envolvido na articulação golpista.

Monitoramento de autoridades

As investigações indicam que Marcelo Câmara participou do monitoramento de autoridades, incluindo ministros do STF, com acompanhamento de deslocamentos e rotinas. Os autos mencionam que esse monitoramento se relaciona à minuta de decreto que previa medidas de exceção e a prisão de integrantes do Judiciário, no contexto da tentativa de ruptura institucional.

Na decisão, Moraes ressalta que os elementos reunidos no processo apontam para a gravidade concreta das condutas atribuídas ao réu e para a possibilidade de reiteração delitiva, fatores que justificam a manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.

O relator também registra que a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela manutenção da prisão, sustentando que permanecem inalteradas as circunstâncias que motivaram a decretação da custódia cautelar, especialmente diante do descumprimento das obrigações impostas anteriormente.

Com isso, o Supremo conclui que não houve modificação no cenário fático ou jurídico que autorize a revogação da prisão preventiva, mantendo Marcelo Costa Câmara sob custódia enquanto prossegue a tramitação da ação penal.

Alagoas: Professor da Ufal encontrado morto dava aula no curso de Medicina

                                                 foto:reprodução

O professor Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, encontrado morto dentro de casa no bairro Massaranduba, em Arapiraca, nesta segunda-feira, 9, construiu uma trajetória marcada pela atuação acadêmica e pela produção científica na área da saúde.

Docente adjunto da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Carlos integrava o Centro de Ciências Médicas do campus Arapiraca, onde atuava no curso de Medicina. Ele também fazia parte do Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas e do Programa Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular, além de já ter exercido a função de vice-coordenador do curso.

Natural de Minas Gerais, Carlos era bacharel em Biologia pela Universidade de Montes Claros (MG). Concluiu mestrado e doutorado em Ciências da Saúde e realizou intercâmbio no Max-Delbrück Center for Molecular Medicine, na Alemanha, um dos centros de referência mundial em pesquisa biomédica. Ele ingressou como docente da Ufal em 2017.

Reconhecido também pela atuação como pesquisador, Carlos foi um dos autores de um artigo publicado na revista científica Immunity, em agosto de 2025, considerada uma das mais importantes do mundo na área de imunologia. O estudo apresentou achados com impacto no avanço de pesquisas em imunoterapia oncológica e no tratamento de infecções virais persistentes.

O professor mantinha colaboração científica com o pesquisador Alexander Birbrair, da Universidade de Wisconsin–Madison, nos Estados Unidos. A parceria tinha como foco o estudo do microambiente tumoral, especialmente as interações entre células cancerígenas, células do sistema imunológico e a matriz extracelular, buscando compreender a progressão do câncer e a resposta a terapias.

Fonte: ExtrAlagoas - 09/02/2026

SP: Piloto da Latam é preso em Congonhas acusado de integrar liderar "rede criminosa de pedofilia': Vídeo


                                        Vídeo:reprodução


O piloto da companhia aérea Latam Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (9/2), no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Ele é suspeito de integrar uma “rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes”, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Acusado de pedofilia, piloto da Latam é preso no aeroporto de Congonhas

A prisão se deu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. O piloto foi preso dentro de uma aeronave, durante os procedimentos de embarque de um voo para o Rio de Janeiro.

A investigação apura os crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando um contexto de extrema gravidade, marcado por abuso de vulnerabilidade, reiteração delitiva e grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Pelo menos três vítimas menores de idade já foram identificadas – duas com 11 e 12 anos de idade à época dos fatos e uma com 15 anos. Todas teriam sido submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

Além da prisão do piloto, a operação desta segunda cumpre mandado de prisão temporária e oito de busca e apreensão contra quatro investigados em São Paulo e em Guararema, na Grande São Paulo.

Piloto da Latam é preso no Aeroporto de Congonhas acusado de pedofilia - destaque galeria
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Piloto da Latam é preso no Aeroporto de Congonhas acusado de pedofilia - imagem 2
O piloto da Latam Sérgio Antônio Lopes, preso em SP
O piloto Sérgio Antônio Lopes, da Latam, preso em SP
Piloto foi preso no aeroporto de Congonhas
O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso no Aeroporto de Congonhas por abuso de menores

Em nota, a Latam informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.

O voo que seria pilotado por Lopes operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.


Entenda o caso


  • O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (9/2) dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
  • A prisão, feita pela Polícia Civil, ocorreu durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont).
  • Lopes é acusado de integrar uma “rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes”.
  • A prisão ocorreu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados em São Paulo e em Guararema, na região metropolitana.
  • Uma mulher de 55 anos também foi presa, suspeita de ter “vendido” as três netas, de 10, 12 e 14 anos, para serem submetidas aos abusos.
  • Fonte: METRÓPOLES/REPRODUÇÃO -09/02/2026

Economia: BRB vira dono de concessionária de cemitérios em SP ao assumir ativos do Master


                                                 foto:reprodução


O BRB assumiu uma batelada de papéis do Master após constatar que as carteiras de crédito vendidas por R$ 12 bilhões pelo banco de Daniel Vorcaro eram podres. A substituição, que ocorreu às pressas, foi interrompida pela liquidação extrajudicial do Master, decretada um dia após Vorcaro e outros executivos do banco terem sido presos no âmbito da Operação Compliance Zero.

Na lista de ativos aceitos pelo BRB na tentativa de compensar as perdas com os títulos fraudulentos, há de tudo um pouco. Propriedades, fundos, ações, contas no exterior e a empresa Cemitérios São Paulo S.A., cujo nome fantasia é Grupo Maya.

Além de vender diversos tipos de serviços funerários, de coroas de flores a traslado de caixões, o Grupo Maya administra cinco cemitérios paulistanos: Campo Grande (foto em destaque), Lageado, Lapa, Parelheiros e Saudade.

Líder de reclamações nos canais da prefeitura de São Paulo, o Grupo Maya é investigado pelo Executivo local devido a uma possível fusão informal com outro grupo responsável pela administração de cemitérios na capital paulista, a Cortel.

Ao apurar as denúncias, a prefeitura descobriu que o Grupo Maya fez uma série de empréstimos com o Banco Master. A informação é importante porque o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, aparece no quadro societário da Cortel. Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero.

Vende-se

O Grupo Maya faz parte dos ativos que o BRB espera vender o quanto antes para recuperar o caixa. Na última quarta-feira (4/2), o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, foi até a Faria Lima em busca de compradores.

Na lista de itens à venda, também consta um terreno próximo à região da Cidade Jardim, em São Paulo, localização nobre e de alto valor de mercado, além de restaurantes e outros bens. O pacote é avaliado pelo BRB em R$ 21,9 bilhões.

A venda de ativos comprados do Master é, inclusive, uma das opções para recomposição do capital apresentadas pelo BRB ao Banco Central (BC) na última sexta-feira (6/2).

O BC determinou ao banco o provisionamento de R$ 2,6 bilhões, em janeiro deste ano. O BRB, então, estruturou o plano com as seguintes opções:

  • empréstimo de consórcio de bancos;
  • empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
  • estruturação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com ativos imobiliários do Governo do Distrito Federal;
  • solução de mercado com venda de ativos comprados do Master.

Por meio de nota, o Grupo Maya informou que “não procede a informação de que o BRB é acionista da concessionária.
Os acionistas permanecem os mesmos desde o início da concessão”. “Reitera que possui empréstimos com diversas instituições financeiras para pagamento da outorga e cumpre com os pagamentos em dia.”

“A concessionaria ressalta ainda que não há integração entre o Grupo Maya e qualquer empresa concorrente. A operação de sua base logística está em fase de testes para terceirização especializada, seguindo o modelo de prestação de serviços já adotado em áreas como segurança, limpeza e jardinagem. A medida visa garantir a eficiência operacional e está devidamente amparada por previsões contratuais”, conclui o texto.


Fonte:Economia&Negócios/ Metrópoles - 09/02/2026