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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Economia: Banco de Edir Macedo tem prejuízo de R$ 581 mi e negocia venda ao BTG

 

                                       foto:reprodução


O banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, registrou prejuízo líquido de R$ 581,406 milhões no primeiro semestre. Os dados constam no sistema IFData, do Banco Central.

Com isso, o índice de Basileia da instituição ficou negativo em 4,62%. Dessa forma, o indicador mostra dificuldades na estrutura de capital do banco.

Banco Digimais soma R$ 9,8 bilhões em ativos

Os ativos do banco Digimais somavam R$ 9,853 bilhões no primeiro semestre. Além disso, o valor representa queda de 1,6% em relação a junho do ano passado.

Desse total, a instituição tinha R$ 1,456 bilhão em operações de crédito. Ao mesmo tempo, havia R$ 2,713 bilhões em outros ativos realizáveis.

O banco também registrava R$ 3,197 bilhões em títulos e valores mobiliários. Já as aplicações interfinanceiras de liquidez somavam R$ 1,951 bilhão.

Por outro lado, os passivos do Digimais chegaram a R$ 9,522 bilhões. Nesse caso, o valor representa alta de 2% em 12 meses.

Desse montante, R$ 8,692 bilhões correspondiam a depósitos. Esses recursos, por sua vez, contam com a garantia do FGC.

Índice de Basileia ficou negativo

Quando uma instituição apresenta índice de Basileia abaixo do mínimo regulatório de 10,5%, o Banco Central exige um plano para solucionar o problema.

Segundo fontes citadas no texto, o banco Digimais não enfrenta dificuldades de caixa. Além disso, Edir Macedo teria condições de realizar aportes para reforçar o capital.

Mesmo assim, a instituição busca outras alternativas. Entre elas, está a venda para o BTG Pactual.

BTG pode comprar banco Digimais

Em abril, o BTG anunciou a assinatura de documentos vinculantes para a aquisição do controle acionário do banco Digimais.

Segundo o BTG, os documentos estabelecem um valor de referência e determinadas condições para a venda da totalidade das ações do Digimais e de outros direitos relacionados à operação.

O negócio faz parte de um processo competitivo que será lançado pelo FGC. Na prática, haverá um leilão para definir o comprador.

Nesse modelo, conhecido como “stalking horse”, o BTG apresenta uma proposta inicial. No entanto, outros interessados podem oferecer um valor superior durante o processo.

De acordo com fontes com conhecimento do assunto, as conversas estão emperradas. Além disso, o processo competitivo ainda estaria distante de ser lançado.

O FGC, por sua vez, não teria pressa para concluir a operação. Isso ocorre porque, caso o banco continue honrando suas dívidas e sem captar novos recursos, a tendência é de redução gradual do passivo.

Nesse cenário, uma das questões envolve a permanência do interesse do BTG na aquisição.

Digimais foi alvo de operação da PF

Em junho, o banco Digimais foi alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal. Na ocasião, a investigação apurou possíveis fraudes na instituição.

Segundo relatórios do Banco Central, os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios. Dessa maneira, o objetivo seria ocultar a real situação financeira do banco e aparentar solvência perante os órgãos de controle.

Além disso, as investigações apontam a possível realização de operações irregulares. Procurado, o banco Digimais não se manifestou.

FGC contratou análise do balanço

Mesmo antes da operação da PF, o FGC já solicitava documentos adicionais ao BTG e ao Digimais.

Mais recentemente, o fundo contratou a Kroll para avaliar o balanço do banco ligado a Edir Macedo. Além disso, as negociações contam com a intermediação da Legend Capital.

A empresa já havia recebido um mandato do Digimais para buscar um comprador anos atrás. Na ocasião, a companhia ajudou a levar ao conselho de administração do banco a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques.


fonte: BPMONEY/reprodução -18/09/2026

Nordeste: ACM Neto é considerado pela PF principal elo em fraudes na Overclean

                                           foto:DivulgaCand/TSE

247 – A Polícia Federal aponta o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) como o principal investigado em uma frente da Operação Overclean que apura suspeitas de direcionamento de licitações e fraudes em contratos públicos da Educação de Belo Horizonte. Ao menos três contratos sob investigação ultrapassam, juntos, R$ 80 milhões. As informações foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil, em reportagem do jornalista Elijonas Maia.

Os investigadores suspeitam que ACM Neto tenha indicado Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Salvador, para comandar a mesma pasta na capital mineira e, a partir do cargo, favorecer empresários investigados pela PF.

Durante a gestão de Barral em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Educação firmou três contratos com empresas ligadas ao empresário Alex Parente, por intermédio de José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Os acordos somam cerca de R$ 80 milhões, mas a PF apura outras contratações que podem ampliar o valor investigado.

A investigação busca esclarecer se houve influência política sobre indicações e contratações públicas e se essas relações resultaram em vantagens ilícitas.

 Segundo o UOL, a representação da PF destacou centenas de contatos entre ACM Neto e Marcos Moura, inclusive em um dia em que o empresário estaria operacionalizando uma remessa de R$ 5 milhões em dinheiro vivo.

A Folha de S.Paulo também informou sobre a frequência das comunicações entre o candidato e o empresário. O jornal noticiou ainda que a PF pediu autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto, mas a diligência foi rejeitada pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal.

A negativa contrariou a posição da Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral Paulo Gonet havia se manifestado favoravelmente à adoção das medidas solicitadas pelos investigadores. Segundo informações publicadas pelo Brasil 247, a PGR avaliou que as diligências poderiam contribuir para aprofundar a apuração e delimitar as condutas dos envolvidos.

O pedido da Polícia Federal havia sido apresentado em janeiro. De acordo com reportagem publicada pelo UOL a partir de informações do Estadão, Nunes Marques autorizou apenas nas últimas semanas a décima fase da Overclean, mas retirou ACM Neto do alcance dos mandados. Segundo informações divulgadas sobre a decisão, o ministro considerou não haver base legal suficiente para autorizar a busca contra o candidato.

A decisão relacionada a ACM Neto permanece sob sigilo, segundo a CNN Brasil. A emissora informou que procurou o gabinete de Nunes Marques, mas não havia recebido resposta até a atualização da reportagem.

ACM Neto nega envolvimento


ACM Neto rejeitou as suspeitas e afirmou que a divulgação das informações às vésperas da eleição teria objetivo político.

“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”, declarou o candidato.

Em outra manifestação, Neto afirmou que a proximidade do primeiro turno reforçaria, em sua avaliação, a hipótese de interferência na disputa eleitoral.

“Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na eleição da Bahia”, disse.

A negativa das buscas, segundo o candidato, demonstraria a “completa e total inconsistência” das suspeitas levantadas contra ele.

Décima fase da Overclean

A décima fase da Operação Overclean foi deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (17) para investigar suspeitas de atuação de uma organização criminosa em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte firmados entre 2024 e 2025.

Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Bruno Barral, Marcos Moura e Alex Parente estão entre os alvos da operação.

De acordo com a PF, são investigados indícios de direcionamento de procedimentos para a contratação de serviços e o fornecimento de materiais didáticos. Ao menos três processos resultaram em contratos superiores a R$ 80 milhões, enquanto outras contratações seguem sob análise.

A Overclean foi deflagrada originalmente em dezembro de 2024 e passou a investigar suspeitas de fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Em outras frentes da operação, a Polícia Federal já investigou contratos relacionados a emendas parlamentares e ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Barral havia ocupado a Secretaria de Educação de Salvador durante a gestão de ACM Neto antes de assumir o cargo em Belo Horizonte. Em 2020, ao encerrar seu segundo mandato como prefeito da capital baiana, ACM Neto chegou a classificar Barral como uma das “revelações do nosso time”.

FONTE: BRASIL 247 -18/09/2026


Salvador: Ex-dançarino da banda New Hit é preso 14 anos após estupro de adolescentes em Rui Barbosa


                                    Cidade de Rui Barbosa onde  ocorreu o caso  -foto: Portal  do Casé /reprodução   


Um ex-dançarino da banda de pagode baiano New Hit, condenado a dez anos de prisão por estupro qualificado contra duas adolescentes de 16 anos, foi preso pela Polícia Civil no final da tarde desta quinta-feira (17), no bairro do Stiep, em Salvador. O crime aconteceu em 2012.

Segundo informações obtidas pelo BNews, trata-se de Guilherme Augusto Campos Silva, 34 anos, que atuava como dançarino do grupo. A prisão ocorreu após o cumprimento de um mandado decorrente de condenação com trânsito em julgado.

A captura foi resultado de um trabalho de inteligência e troca de informações entre o Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/BA).

Após ser localizado, Guilherme foi conduzido a uma unidade policial, onde foram adotadas as medidas cabíveis. Ele permanece à disposição da Justiça.

relembre o caso

O caso ocorreu na madrugada de 26 de agosto de 2012, após um show da banda de pagode New Hit, em Ruy Barbosa (BA). Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia, duas adolescentes de 16 anos acusaram integrantes do grupo de violência sexual dentro do ônibus da banda.

Oito dos músicos foram condenados a 10 anos e 8 meses de prisão, em decisões de primeira e segunda instâncias, pelo estupro coletivo das duas adolescentes. Em março de 2018, o Tribunal de Justiça da Bahia concedeu habeas corpus aos oito, permitindo que deixassem a prisão.

Dançarino

Guilherme foi condenado. Em 2017 entregou-se à polícia depois de permanecer foragido. Mais recentemente, seu nome apareceu entre os condenados procurados pela Justiça e segundo o Bocão News foi preso ontem (17).

Vocalista

Eduardo Martins Daltro de Castro Sobrinho, o  Dudu, então vocalista da banda, até  agosto de 2026 estava no Conjunto Penal de Irecê, no Centro Norte do Estado. O cantor Igor Kannário em uma viagem para show na cidade de Central, afirmou que quando o vocalista sair que irá contratá-lo para sua banda.


fonte: Bocão News c/adaptações 18/09/2026 e acréscimo do Blog.

Viagens e imóveis aproximam Flávio Bolsonaro de advogado investigado no caso do INSS, diz O Globo


                                             foto:reprodução



O senador Flávio Bolsonaro estreitou nos últimos anos a relação com o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no escândalo do INSS. A aproximação inclui viagens internacionais, compartilhamento de imóveis e jatinhos, além de parcerias em processos judiciais. Em março de 2025, nove meses antes de lançar sua candidatura à Presidência, Flávio viajou com familiares e amigos para a África do Sul, onde participou de um safári ao lado de Willer e do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado no caso. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (18).

No mês passado, Willer cedeu a Flávio um apartamento na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo, para uso durante a campanha. A informação foi revelada pela revista Piauí e confirmada pelo GLOBO. Adversários do senador questionaram o uso do imóvel no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o argumento de que a cessão deveria ter sido declarada como doação eleitoral. O apartamento também é ligado a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso sob suspeita de comandar uma fraude contra o sistema financeiro. Antes de ser adquirido por Willer, o imóvel pertencia a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado pela PF como principal operador do banqueiro.

Willer afirmou, em nota, que “jamais manteve” relação pessoal, comercial ou societária com Zettel ou Vorcaro. Ele não respondeu sobre o uso do apartamento por Flávio. O senador também não se manifestou. A PF identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas por Flávio e Willer no primeiro semestre de 2025, após analisar fotografias, reservas, registros de voos e aluguel de veículos apreendidos no escritório do advogado. Além da África do Sul, os dois viajaram juntos para Portugal e França. Em janeiro daquele ano, também embarcaram em um jatinho da Prime You, empresa que teve Vorcaro entre os sócios, dos Estados Unidos para Brasília.

Flávio afirmou manter uma “relação de amizade” com Willer, que classificou como “legítima”, e disse que qualquer tentativa de apontar irregularidade seria “mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. O senador não informou se teve despesas pagas pelo advogado. Willer declarou que as viagens foram “de caráter estritamente privado”, custeadas com recursos próprios e sem relação com função pública, contratos ou interesses de terceiros. Weverton, que chamou Willer de “compadre e amigo há muitos anos”, também não respondeu quem pagou sua viagem à África do Sul.

Investigação sobre o INSS

Willer foi alvo de uma operação da PF no mês passado, sob suspeita de manter uma estrutura de empresas e operadores financeiros para lavar ou ocultar recursos desviados de aposentadorias. Segundo relatório policial, ele atuava como “hub financeiro, patrimonial e logístico” do grupo investigado, com suporte por meio de empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos. A investigação cita ainda o repasse de R$ 11 milhões de empresas relacionadas ao advogado para a mulher de Weverton. Willer afirma que não é investigado por fraudes contra o sistema previdenciário.

Weverton também foi alvo de uma operação da PF em dezembro. Conforme os investigadores, o senador teria atuado como “liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras” do grupo suspeito de fraudar o INSS. A PF afirma que ele indicava beneficiários, cobrava pagamentos, acompanhava repasses e interferia em decisões patrimoniais. Familiares do parlamentar foram alvo da mesma operação que atingiu Willer. Weverton nega irregularidades.

A relação entre Flávio e Willer antecede as viagens investigadas. Em 2021, durante a CPI da Covid, o senador defendeu o advogado após integrantes do colegiado tentarem quebrar seu sigilo e o chamou de “meu amigo Willer Tomaz”. O advogado também mantém sociedade com Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff (PT), e é conhecido pelo trânsito entre políticos de diferentes grupos. Em 2023, uma imagem localizada pela PF no celular de Weverton mostrou seis congressistas reunidos na propriedade de Willer em Planaltina (DF), conhecida como “Racho Tomaz”.

Imóveis e atuação profissional

Além do apartamento em São Paulo, Flávio frequentou imóveis de Willer em Angra dos Reis, na Costa Verde. O advogado emprestou uma casa na região para o senador comemorar o aniversário de uma das filhas, em fevereiro deste ano. Em nota, Willer afirmou que a cessão ocorreu por amizade, “sem qualquer pagamento, contraprestação ou relação comercial”. Flávio também visitou, a partir de 2020, uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra, ligada a uma disputa judicial envolvendo uma empresa relacionada ao jogador Richarlison. O senador foi arrolado como testemunha de Willer no processo.

Os dois ainda atuam juntos em processos judiciais. Levantamento publicado pelo GLOBO em julho mostrou que Flávio e Willer representam, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um dos sócios de uma indústria do Rio Grande do Norte em uma disputa empresarial que envolve a execução de R$ 159 milhões. A PF também identificou viagens de Flávio e Willer a Portugal e França em abril e maio de 2025. Em uma delas, e-mails indicaram a contratação de veículos para deslocamentos em Lisboa e Nice. Em maio, os dois viajaram novamente à Flórida, em um jatinho emprestado por um empresário para quem Willer advogava, ao lado de Fernanda Bolsonaro.


Fonte: Metro1.com.br 18/09/2026

“Eu quero ver o cara morto”, diz ex-integrante do MBL sobre candidato a presidência Renan Santos; VÍDEO


                                                         foto:Poder360


Uma ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), que chegou a ser anunciada como pré-candidata a deputada federal pelo grupo, conversou durante meses sobre a possibilidade de assassinar o coordenador do MBL e candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão).

A coluna teve acesso a um conjunto de 378 arquivos sobre Glenda, incluindo fotos, vídeos e, principalmente, gravações de áudio coletadas ao longo de meses.

Os arquivos contam uma história de paixão, desilusão e vingança. Glenda diz a um confidente, que a gravou, querer um romance com Renan Santos. O presidenciável não a corresponde.

A partir daí, Glenda procura outros ex-integrantes rompidos com o MBL para planejar formas de causar, nas palavras dela, “irritação, aborrecimento, ódio, vergonha, humilhação” ao presidenciável. 

Confira a reportagem completa no link abaixo da colunista Andreza Matias do site Metrópoles nesta sexta-feira (18):

https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/ex-integrante-do-mbl-sobre-renan-santos-eu-quero-ver-o-cara-morto


Eleições 2026: Flávio Bolsonaro nega ter autorizado ação de aliado contra reajuste do Bolsa Família

 

                                                          foto:reprodução


O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (17/9), que não autorizou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) a recorrer à Justiça Eleitoral para tentar barrar o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Flávio, o parlamentar tomou a decisão por conta própria.

“Quero dizer que houve um deputado que acionou a Justiça para tentar barrar esse reajuste. Não foi com a minha autorização. Não concordo com isso. Ele não deveria ter entrado com a ação, mas entrou. Fez isso por conta própria. Não fui eu que pedi que ele fizesse isso”, afirmou.

A ação foi rejeitada pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O magistrado entendeu que Zé Trovão não tinha legitimidade para apresentar o pedido contra um candidato à Presidência, já que ele disputa uma vaga de deputado federal e os cargos são submetidos a circunscrições eleitorais diferentes.

A decisão, no entanto, não analisou se o reajuste do Bolsa Família é legal ou se viola a legislação eleitoral. Mendonça destacou que o reconhecimento da falta de legitimidade de Zé Trovão não representa uma manifestação sobre a legalidade ou constitucionalidade da medida.


fonte: Metrópoles c/adaptações 18/09/2026

Rio: Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 mi para aliados da família Bolsonaro

 


Divulgação/ Eliane Carvalho/ Governo do Rio de Janeiro







Por Igor Mello e Flávio VM Costa

Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro.

Os documentos foram encontrados durante a operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em novembro de 2022, durante uma das fases da Operação Smoke Free, que investiga a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro.

Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense.

O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos.

A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui:

  • O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões;
  • O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”;
  • O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil;
  • O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil;
  • O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;

Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos.

Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos.

“Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação.

O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador.

O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado.

Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro.

Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro.

Proximidade com a família Bolsonaro

De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão.

“O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano.

A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida.

De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”.

“É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro.

O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto.

Hélio Lopes com Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em lançamento de livro
Hélio Lopes com Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em lançamento de livro (Crédito: Reprodução/ Facebook)

Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou amigo pessoal dos filhos de Bolsonaro, tendo inclusive passado o Réveillon de 2018 ao lado de Carlos Bolsonaro.

Quando Jair Bolsonaro subiu a rampa do Palácio do Planalto, Ramagem foi nomeado para o comando da Abin. Entre as atribuições da agência está reunir informações e assessorar o presidente sobre temas de interesse nacional — inclusive o impacto do crime organizado, como o jogo do bicho, sobre as instituições.

Ramagem era um dos homens de confiança de Bolsonaro. O ex-presidente tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal após afirmar, em reunião ministerial, que iria intervir na corporação para conter investigações contra familiares e amigos. A posse de Ramagem, contudo, foi barrada por decisão do STF.

Ramagem permaneceu no comando da Abin e participou ativamente da tentativa de golpe de Estado arquitetada por Bolsonaro em 2022. Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão, mas fugiu do país antes de ser preso. Hoje, ele está foragido nos Estados Unidos.

Ramagem e a esposa passaram ano novo com Carlos Bolsonaro
Ramagem e a esposa passaram ano novo com Carlos Bolsonaro (Crédito: Reprodução/ Instagram)

Enquanto era investigado pela tentativa de golpe, Ramagem foi escolhido por Jair e Flávio Bolsonaro para ser candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2024, reduto político do clã. Mesmo com o apoio de Flávio Bolsonaro, Ramagem foi derrotado por Eduardo Paes (PSD) ainda no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro virou sócio de filho de aliado

Já Gutemberg de Paula Fonseca é um dos principais aliados políticos de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Marqueteiro e ex-árbitro de futebol, ele foi indicado por Flávio para ocupar cargos de secretário na prefeitura do Rio de Janeiro, durante a gestão de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

Gutemberg Fonseca (primeiro plano) com Flávio Bolsonaro e o ex-deputado TH Jóias, preso por envolvimento com o Comando Vermelho
Gutemberg Fonseca (primeiro plano) com Flávio Bolsonaro e o ex-deputado TH Jóias, preso por envolvimento com o Comando Vermelho (Crédito: Reprodução)

No governo Cláudio Castro, foi nomeado, também por indicação de Flávio Bolsonaro, como secretário de Defesa do Consumidor. Antes dos supostos pagamentos de Adilsinho, ele já estava na mira de investigações por relação com o crime organizado. Mensagens interceptadas pela PF mostram o traficante Índio do Lixão, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Grande Rio, falando de encontros e trocas de favores com Fonseca, em troca de apoio político a ele mesmo. O aliado de Flávio Bolsonaro nega as acusações.

Mas o vínculo entre Flávio Bolsonaro e a família Fonseca vai além das alianças políticas. Pouco depois de tomar posse no Senado, Flávio tornou-se sócio do filho de Gutemberg, Yan Thierry Santos Fonseca, que na época tinha apenas 20 anos. Os dois se uniram a outros quatro sócios na empresa Kryafs Participações. O objetivo, conforme revelado à época pelo jornal Folha de S. Paulo, era instalar uma planta industrial da fabricante de sabão em pó Espumil no Rio de Janeiro. Além de sócio, Flávio era “representante comercial” da empreitada, com a previsão de receber R$ 500 mil pelo serviço.

Relação com Castro e Bacellar

Castro e Bacellar contavam com o apoio de Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrarem a chapa bolsonarista na eleição deste ano.

Bacellar seria o candidato ao governo do estado, enquanto Castro deixaria o governo para disputar uma cadeira no Senado. Contudo, ambos tiveram os planos políticos frustrados por serem alvo de uma série de denúncias de corrupção.

Castro foi alvo de uma série de operações da PF por conta de investigações de casos de corrupção durante seu governo, como os repasses da Rioprevidência e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) para o Banco Master, assim como a acusação de favorecimento sistemático às empresas de Ricardo Magro, maior sonegador do país, em troca de supostas contrapartidas — como pagamento de despesas pessoais e uso de imóveis de luxo mantidos por empresas ligadas ao esquema.

Veículo de luxo encontrado pela PF em casa de Bacellar
Veículo de luxo encontrado pela PF em casa de Bacellar – Crédito: Reprodução

Já Bacellar foi preso na Operação Unha e Carne, também da PF, por participar da obstrução de uma operação contra o então deputado estadual TH Joias (MDB-RJ), apontado como braço político do Comando Vermelho.

Durante uma das operações em que foi alvo, em dezembro de 2025, os agentes da PF encontraram uma Mercedes na garagem da casa de campo do ex-presidente da Alerj, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ao buscarem os dados do veículo, os investigadores constataram que ele estava registrado em nome de uma empresa ligada a um dos operadores do esquema de Adilsinho.

O ex-governador Cláudio Castro e o ex-deputado TH Jóias, preso por ligação com o CV, no camarote de sobrinho de Adilsinho
O ex-governador Cláudio Castro e o ex-deputado TH Jóias, preso por ligação com o CV, no camarote de sobrinho de Adilsinho (Crédito: Reprodução/ Instagram)

Outro ponto mencionado pela Polícia Federal foi a presença tanto de Castro quanto de Bacellar no Camarote Arpoador durante os desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, no carnaval de 2024. O espaço pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho e, segundo as investigações, “diálogos interceptados entre ADILSON COUTINHO e BERNARDO teriam revelado a importância deste na organização criminosa, inclusive no contexto de discussões sobre a formação de uma ‘nova cúpula’” do jogo do bicho.

No camarote, Castro posou para fotos com o ex-deputado estadual TH Joias, preso sob a acusação de atuar como braço político e financeiro do Comando Vermelho. Alexandre Ramagem também frequentou o espaço com a esposa

Ramagem e a esposa no camarote do sobrinho de Adilsinho na Sapucaí
Ramagem e a esposa no camarote do sobrinho de Adilsinho na Sapucaí (Crédito: Reprodução)

Outro lado

Procurado, o ex-governador Cláudio Castro negou envolvimento com o esquema do chefe do jogo do bicho.

“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega categoricamente que ele tenha recebido qualquer pagamento, direto ou indireto. Cláudio Castro não reconhece os valores atribuídos a seu nome em anotações produzidas por terceiros.

A Gráfica Editora Completa foi contratada pela campanha de 2022 para a prestação de serviços gráficos. A despesa foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral e as contas da campanha foram aprovadas. À época, não havia conhecimento de qualquer eventual relação da empresa ou de seus responsáveis com os fatos atualmente investigados.

Sobre o Camarote Arpoador, nos anos em que foi governador, Cláudio Castro visitou diversos espaços a convite dos organizadores, prestigiando os espaços como compete ao cargo de governador”, afirma em nota.

A defesa de Rodrigo Bacellar negou que o ex-deputado seja o destinatário dos pagamentos na planilha de Adilsinho, sob o codinome “Barba”.

“A defesa esclarece que Rodrigo Bacellar não recebeu pagamentos, direta ou indiretamente, de Adilsinho, não havendo qualquer elemento concreto apresentado pela Polícia Federal que comprove tal afirmação. A investigação aponta, como suposta comprovação dos recebimentos ilícitos, uma planilha na qual a alcunha “Barba” teria sido vinculada a Rodrigo Bacellar. Importa esclarecer, contudo, que Rodrigo Bacellar jamais foi chamado dessa forma ou utilizou o apelido “Barba” em qualquer âmbito, seja profissional, político ou pessoal.

Quanto ao veículo Mercedes-Benz, o automóvel foi disponibilizado pela concessionária a Rodrigo Bacellar, temporariamente, para experimentação e avaliação, no contexto de tratativas comerciais para eventual aquisição. A negociação não foi concretizada, o veículo foi devolvido à concessionária e posteriormente comercializado a outro cliente. Portanto, o automóvel jamais integrou o patrimônio de Rodrigo Bacellar, inexistindo vínculo patrimonial ou qualquer relação com eventual esquema atribuído a terceiros.

A defesa ressalta, por fim, que eventuais referências a pessoas que tenham integrado anteriormente o quadro societário da concessionária não estabelecem qualquer vínculo de Rodrigo Bacellar com essas pessoas ou com os fatos a elas atribuídos.

Importa ressaltar, ainda, que Rodrigo Bacellar desconhecia completamente que o automóvel estivesse registrado em nome de empresa relacionada às pessoas mencionadas na investigação.
Sobre o camarote, vale dizer se tratar do maior camarote da Sapucaí, com mais de 1.200 pessoas por dia. E seria muito leviano afirmar que estar ali sugere algo ilícito”.

O ICL Notícias também tentou contato com a defesa do ex-deputado Alexandre Ramagem, mas não teve retorno.

Procurado pela reportagem, Gutemberg Fonseca disse não ter relações com Adilsinho: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho. Nunca houve qualquer tipo de pagamento deste senhor para minha campanha”, afirmou.

O deputado federal Hélio Lopes enviou nota negando qualquer envolvimento com Adilsinho:

“A assessoria de comunicação do deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) esclarece que o parlamentar não reconhece os valores, nem a anotação atribuída ao seu nome, constantes na suposta planilha mencionada no âmbito da investigação.

Todas as receitas e despesas de sua campanha eleitoral de 2022 foram devidamente registradas e declaradas à Justiça Eleitoral, em estrita observância à legislação vigente. A prestação de contas foi regularmente aprovada pela Justiça Eleitoral e permanece pública, podendo ser consultada nos canais oficiais.

O deputado também esclarece que não recebeu recursos ou apoio financeiro provenientes de Adilsinho ou de gráficas investigadas na operação.

É importante ressaltar, ainda, que até o momento, o deputado Helio  Lopes não foi procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre os fatos mencionados que ele desconhece.  No entanto, o parlamentar informa que está à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e colaborar com as investigações”, diz o posicionamento.


Fonte: ICL NOTÍCIAS/REPRODUÇÃO - 18/09/2026


Rio: Filho de Latino acusa cantor de pedofolia e cita amantes do pai

 

                                             fotoreprodução

Guilherme de Oliveira, filho do cantor Latino, publicou um longo desabafo nas redes sociais nesta quinta-feira (18) e fez uma série de acusações contra o artista. No relato, o jovem afirmou que o pai mantém relações extraconjugais e fez acusações de abuso envolvendo menores de idade. “Não sou santo, mas meu pai é um sem-vergonha”, declarou.

 

Latino conheceu Guilherme em 2018, quando o jovem tinha 20 anos. Segundo o filho, no entanto, a relação entre os dois nunca foi tranquila. Ele também contou que é filho adotivo e que foi criado pelos pais adotivos após ser abandonado pela mãe biológica.

 

“Eu sou filho adotivo, minha mãe verdadeira não quis me criar. (…) Vai fazer 12 anos que eu trabalho, trabalho com obra, barman, garçom… E vou falar o que meu pai Latino está fazendo comigo”, afirmou.

 

Durante o desabafo, Guilherme contou que faz tratamento contra o alcoolismo e disse ter sofrido uma recaída. Segundo ele, após o episódio, Latino teria feito um vídeo falando sobre sua dependência e o impedido de entrar em casa.

 

“Ele fez um vídeo falando que eu era alcoólatra. (…) Não sou santo, voltei a beber para esquecer, nisso eu errei. Me acusaram de agressor, nunca agredi nenhuma mulher. Hoje em dia não tenho mais esse problema, faço tratamento no Caps, não é vergonha”, disse.

 

Ainda de acordo com Guilherme, Latino teria acionado a polícia após a recaída. Na sequência, o jovem fez acusações sobre a vida pessoal do cantor e afirmou ter contatos de supostas amantes do pai.

 

“Chamou a polícia para mim porque eu tive uma recaída. Bebi, me machuquei, mas família é isso? Eu tenho o contato de dez amantes do meu pai. Isso é ser homem? Você é um safado. Hoje eu dou valor para os meus pais adotivos”, afirmou.

 

Guilherme também fez acusações de abuso envolvendo adolescentes. Em seu relato, afirmou que uma irmã teria acusado Latino de abuso quando ela tinha 15 anos e mencionou ainda uma suposta relação do cantor com uma adolescente.

 

“Não é só colocar filho no mundo. A minha irmã, que defendeu ele, acusou ele de abuso com 15 anos. Tem uma mulher lá do Vasco, 15 anos! Um cara de 57 anos pegando uma menina de 15 anos, isso é pedofilia. A Kelly Key ele pegou com 14 anos”, declarou.

 

Ao final do desabafo, Guilherme afirmou que pretende deixar o Rio de Janeiro.

 

“Não sou santo, mas meu pai é um sem-vergonha. Cansei, vou embora do Rio de Janeiro”, encerrou.

 

O cantor Latino, por meio de nota ao Metrópoles, se pronunciou sobre as acusações do filho.

 

“Esse é um assunto familiar, delicado e que envolve questões pessoais que precisam ser tratadas com responsabilidade. Meu filho enfrenta há algum tempo questões relacionadas à dependência e à recuperação, uma situação que exige cuidado, acompanhamento e respeito. Da minha parte, não haverá ataques nem troca de acusações. O que tiver que ser resolvido será tratado de forma privada e responsável.”


Fonte:Redação do BN -18/09/2026