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terça-feira, 17 de março de 2026

Master: Previdência municipal adulterou ata sobre risco de investir no Banco

                                               foto:reprodução




A São Roque Prev possui duas atas antagônicas sobre a reunião em que seu Comitê de Investimentos decidiu comprar R$ 93 milhões em letras financeiras sem garantias do Banco Master, até o limite permitido. A decisão tornou o regime próprio de previdência social dos servidores públicos o mais afetado do país pela liquidação do Master pelo Banco Central.

Uma das atas, produzida no dia seguinte à reunião e enviada a órgãos de controle, diz que os conselheiros concluíram que o Master traria risco ao SRPrev – e compraram as letras mesmo assim.

A outra ata, publicada no site do regime próprio de previdência social dos servidores públicos de São Roque, relata que os conselheiros entenderam que investir no Master não aumentaria o risco.

A divergência foi notada pela vereadora Dani Castro (PSD), que tenta reunir assinaturas para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os aportes da São Roque Prev no MasterA base de apoio ao prefeito Guto Issa (PSD), formada por oito dos 15 vereadores, tem barrado as discussões.

Procurada pela coluna, a São Roque Prev confirmou a existência de duas atas e afirmou que não consta, nos arquivos da entidade, qualquer documento ou registro formal que esclareça a existência delas.

Previdência municipal adulterou ata sobre risco de investir no Master - destaque galeria
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Versão adulterada da ata dizia que Master não oferecia risco à previdência
Versão original da ata não tinha nome e CNPJ do Banco Master
Versão fraudada da ata tem CNPJ do Banco Master

O que aconteceu em São Roque

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permite que regimes próprios de previdência social (RPPS) aportem até 20% em ativos de renda fixa, e a São Roque Prev decidiu chegar a esse limite exclusivamente no Master.

A decisão de vender letras financeiras do BTG para comprar do Master foi tomada em reunião do Comitê de Investimentos em 27 de março de 2024. Um parecer técnico da consultoria Crédito & Mercado apontou que a substituição de letras com IPCA + 6,15% no BTG por uma de IPCA + 6,90% no Master geraria um ganho real de 7,75% mais a inflação acumulada de um período de 10 anos. O documento citou também que o banco tinha “modelo de gestão descentralizada, baseado em princípios de governança corporativa”.

A divergência nas atas vem a partir daí. Apesar de um relatório elogioso ao Master, a primeira versão da ata, produzida no dia seguinte da reunião e enviada à Câmara Municipal, ao Ministério da Previdência e a outros órgãos de controle, dizia que os membros do comitê entenderam que o Master “trará risco ao SRPrev”.

A ata publicada no site – e arquivada fisicamente na sede da SRPrev – diz o contrário: que o entendimento foi de que o Master era um banco que “não aumentará risco”. Este documento tem três vistos por página, enquanto a versão original tinha somente dois. Ambas contam com assinaturas de Vanderlei Massarioli, então presidente da São Roque Prev, e duas conselheiras: Lisete de Fátima Oliveira e Solange Siqueira Duarte Silva.

Massarioli não atendeu às ligações da coluna, nem respondeu à mensagem enviada. Solange desligou o telefone assim que este colunista se apresentou. Lisete não quis comentar.

De acordo com Bruno Caparelli, atual presidente da São Roque Prev, a ata encaminhada para a Câmara foi a mesma encaminhada ao TCE, MP e Ministério da Previdência, criada em março de 2024, conforme propriedade dos “metadados” do próprio documento.

Ata tem outras alterações


Há outra divergência entre as atas. Na adulterada, os dizeres “BANCO MASTER S/A CNPJ 33.923.798/0001-00” aparecem fora de contexto, em meio à explicação sobre o credenciamento de um fundo de investimentos. Na versão original, enviada à Câmara Municipal, ao Ministério Público de São Paulo e ao Tribunal de Contas do Estado, esse trecho não existe.

Após a decisão de março de 2024, a São Roque Prev comprou R$ 93 milhões em letras financeiras do Master, em meses consecutivos, até setembro daquele ano, com taxas crescentes, até chegar a IPCA + 7,2%.

Responsável por endossar os aportes da São Roque Prev nas letras financeiras do Banco Master, a consultoria Crédito & Mercado fez o mesmo em outros seis dos 18 fundos de previdência que investiram nesses títulos sem garantias.

Este ano, quando a compra do Master pelo BRB já havia sido barrada pelo Banco Central, o forte investimento em letras do Master passou a ser contestado por servidores e pela Câmara Municipal. A assessoria que sugeriu o negócio, a Crédito & Mercado, justificou-se dizendo que muitas notícias poderiam ser “só ruído, envolvendo questões políticas que nem sempre têm fundamento”.

Até aqui, apenas quatro vereadores assinaram o requerimento de CPI: Dani Castro (PSD), Marquinho Arruda (PL), Rafael Tanzi (Republicanos) e Paulinho Juventude (Rede). A cidade tem 15 vereadores, e são necessários cinco endossos para protocolar um pedido de CPI.

Castro entende que a existência de duas versões distintas da mesma ata é um fato extremamente grave. “Isso levanta sérias dúvidas sobre a integridade dos registros e reforça a necessidade de uma apuração rigorosa. A abertura de uma CPI na Câmara Municipal é não apenas legítima, mas necessária para esclarecer os fatos e proteger o patrimônio previdenciário dos servidores.”

No começo do mês, a Assembleia Legislativa de São Paulo instaurou CPI para investigar a compra de papéis do Master por institutos de Previdência de ao menos cinco municípios: Cajamar (R$ 87 milhões), São Roque (R$ 93 milhões), Araras (R$ 29 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e Santa Rita d’Oeste (R$ 2 milhões).


Fonte: /Metrópoles - 17/03/2026

Interior: Acusado de tentar matar comerciante causa pânico ao desferir tiros em praça

                                               FOTO:REPRODUÇÃO


Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem atirando com uma espingarda no Centro de Itiúba, no Nordeste baiano. O fato ocorreu na noite do último domingo (15) quando um comerciante sofreu uma tentativa de homicídio. Nas imagens, um grupo de pessoas que estava no local se assusta ao perceber o som de disparos.

 

 

Depois, o acusado aparece atirando, provocando mais apreensão. Segundo informações, logo após atentar contra a vida do comerciante, o acusado fugiu a bordo de uma Hilux, mas acabou colidindo o veículo em um canteiro em frente à prefeitura da cidade.

 

Foto: Reprodução / Calila Notícias

 

Logo em seguida, o atirador fugiu. Ele segue procurado pela polícia. O comerciante, identificado como Danilo Batista da Silva, foi inicialmente levado para o hospital de Itiúba, depois transferido para uma unidade de saúde em Petrolina, Pernambuco. Não há mais informações sobre o estado de saúde dele.



Fonte:BN/REPRODUÇÃO - 17/03/2026

MG: Emendas milionárias ampliam pressão sobre Senador Carlos Viana e igreja Lagoinha

                                       Foto:reprodução



O envio de recursos públicos à Fundação Oasis, entidade vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, colocou o senador Carlos Viana (Podemos-MG) no centro de questionamentos políticos. Ao todo, foram identificados R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares destinadas à instituição ao longo de diferentes anos.

Um dos principais repasses ocorreu no início do mandato do senador, em 2019. Na ocasião, Viana destinou R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Belo Horizonte, com indicação específica para a Fundação Oasis — prática conhecida como “emenda carimbada”, em que o recurso já tem destino previamente definido.

Outros repasses foram registrados posteriormente, incluindo R$ 1,47 milhão em 2023 e mais R$ 650,9 mil em 2025, destinados à unidade da fundação localizada em Capim Branco, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Criada em 1995, a Fundação Oasis é o braço social da igreja liderada pelo pastor André Valadão. A entidade afirma atuar na promoção do bem-estar social, com foco na família e na inclusão, conforme diretrizes alinhadas à Constituição Federal de 1988.


CPI amplia foco e inclui conexões indiretas


A CPMI do INSS passou a analisar conexões envolvendo a Igreja da Lagoinha após a revelação de que o empresário Felipe Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, teria patrocinado um evento de Réveillon promovido pela instituição no Allianz Parque, em 2024.

No âmbito da comissão, o deputado federal Rogério Correia (PT) também levantou suspeitas sobre a atuação de empresas e pessoas ligadas à igreja, incluindo a fintech Clava Forte Bank e o empresário Fabiano Zettel.

Correia questiona ainda a condução dos trabalhos por parte de Carlos Viana, apontando possível resistência à aprovação de requerimentos como quebras de sigilo e convocações de investigados com vínculos com a instituição religiosa.

Investigações alcançam o meio religioso


O escândalo investigado em torno do Banco Master passou a atingir também o meio religioso. Denúncias e documentos analisados por investigadores apontam uma possível ligação do caso com a Igreja Batista da Lagoinha, uma das maiores denominações evangélicas do país.

A igreja, liderada por André Valadão, aparece no contexto de apurações que investigam suspeitas de crimes financeiros, incluindo possíveis operações de lavagem de dinheiro e movimentações associadas ao banco investigado. Entre os elementos analisados está a atuação de estruturas financeiras ligadas ao grupo, como a fintech Clava Forte Bank.

Um dos nomes citados nas investigações é o de Fabiano Zettel, ex-pastor ligado à instituição. Ele foi preso em operação da Polícia Federal do Brasil no âmbito das apurações.


Expansão e influência


A Igreja Batista da Lagoinha passou por forte expansão nos últimos anos e hoje conta com cerca de 600 templos no Brasil e no exterior, consolidando-se como uma das principais organizações religiosas do país.

Fabiano Zettel liderava uma das unidades da denominação no bairro Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Fonte: Portal IG -17/03/2026 - 10h:45


CPMI INSS: Viana diz não ter provas de que Lulinha recebia mesada do 'Careca '




 O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta segunda-feira (16/3) que não tem como afirmar que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebia mesada de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

De acordo com ele, faltam provas da relação do filho do presidente Lula com o lobista, preso na investigação sobre as fraudes no INSSEle acusou o governo federal de fazer uma “blindagem” em Lulinha e, com isso, dificultar o trabalho da CPMI.

“Eu não posso dizer que o filho do presidente, Fábio Luiz da Silva, tenha culpa. Por quê? Porque nós não temos a prova. A base do governo não nos deixou quebrar o sigilo, nem nos deixou, por exemplo, ter a lista de viagens pela Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]”, disse, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

 De acordo com Viana, o que a comissão tem contra Lulinha é uma testemunha que afirma que ele recebia uma mesada de R$ 300 mil do Caraca do INSS. “O que nós temos de evidência é uma testemunha que foi clara em dizer que o filho do presidente recebia mesadas do careca do INSS”, destacou.

Quebra de sigilo


A CPMI chegou a aprovar a quebra de sigilo de Lulinha junto a outras dezenas de requerimentos. No entanto, a decisão foi derrubada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por não ter tido análise individual de cada requerimento pelos parlamentares.

“Não foi possível porque imediatamente, quando chegou a decisão do ministro Flávio Dino, nos tirou essa possibilidade. Nos parece que foi uma decisão exatamente para isso. Para não deixar a CPI avançar nesse sentido e desgastar ainda mais essa história”, criticou Viana.

Mais cedo, a defesa de Lulinha confirmou que o empresário viajou para Portugal com o Caraca do INSS. No entanto, os advogados negam participação do filho do presidente Lula nas fraudes envolvendo aposentados e pensionistas.

Segundo a defesa, a viagem ocorreu em novembro de 2024. Lulinha teria sido convidado para visitar, ao lado do empresário, uma fábrica de produtos de cannabis medicinal em Portugal.

A defesa afirma que a visita não resultou em parceria comercial e que não sabe se a viagem foi custeada por Antunes ou pela empresa portuguesa visitada.


Fonte:METRÓPOLES - 16/03/2026


Porto Seguro: Operação conjunta prendem três foragidos acusados de diversos crimes

                                    foto:reprodução


Três foragidos da Justiça já foram presos durante as operações Sombras da Mata II e Tekó Porã II deflagradas na manhã desta terça-feira (17) na região de Barra Velha, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. Um fuzil também foi apreendido. 

 

Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), os três presos eram procurados por diversos crimes, o que inclui invasão de terras, porte ilegal de arma de fogo, homicídios, ameaça, esbulho possessório, cárcere privado, tentativa de homicídio e roubo de veículos, maquinários agrícolas e equipamentos eletrônicos.

 

As ações contam com participação da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional de Segurança Pública, além da SSP-BA através das polícias Militar, Civil e Técnica, além do Corpo de Bombeiros Militar.

 

Durante as diligências, as equipes também localizaram um carregador e munições. As forças de segurança informaram que as operações continuam na região, com o cumprimento de novas ordens judiciais e a intensificação de ações preventivas.



Fonte:BN -17/03/2026

segunda-feira, 16 de março de 2026

5G deve alcançar 80% dos brasileiros até o fim de 2026, prevê Ministério


                                                          Foto: © Marcello Casal jr/Agência Brasil



Cerca de 4 a cada 5 brasileiros, o equivalente a aproximadamente 80% da população, deverão ter acesso à tecnologia 5G até o fim de 2026, segundo estimativa do Ministério das Comunicações. A expansão da rede deve alcançar cerca de 2.220 municípios ainda este ano.

 

Em março de 2026, o 5G já está disponível em aproximadamente 1.420 cidades do país. A expectativa é que mais de 800 municípios com menos de 30 mil habitantes passem a contar com a tecnologia ao longo deste ano.

 

A implantação da rede no Brasil segue o cronograma estabelecido no leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações, que definiu metas progressivas de cobertura, com prioridade para cidades de menor porte.

 

De acordo com o planejamento, a tecnologia deve chegar a 30% dos municípios com menos de 30 mil habitantes até dezembro de 2026. A meta é ampliar essa cobertura para 60% em 2027 e 90% em 2028. A universalização do serviço está prevista para 2029.



Fonte:Bahia Notícias - 16/03/2026

Congresso: Presidente da CPMI do INSS, enviou R$ 3,6 milhões à fundação da Lagoinha



                                                foto:reprodução


 Enquanto comanda com mão de ferro e visível parcialidade a CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) vê o foco das suspeitas se voltar contra sua própria atuação parlamentar.

Levantamentos recentes revelaram que o congressista, que tem transformado a comissão em um palco de obsessão pessoal para tentar incriminar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, destinou uma verdadeira fortuna em emendas parlamentares para a Fundação Oasis, “braço social” da Igreja Batista da Lagoinha, instituição da qual ele próprio é integrante.

Ao todo, Viana irrigou a fundação vinculada à igreja liderada pelo pastor André Valadão com pelo menos R$ 3,6 milhões. Os repasses, identificados pelo jornalista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, mostram uma distribuição generosa ao longo dos anos: R$ 1,5 milhão via Prefeitura de Belo Horizonte em 2019, R$ 1,47 milhão em 2023 e mais R$ 650,9 mil em 2025, estes últimos destinados à unidade de Capim Branco (MG).

A blindagem na CPMI e o “esquema Zettel”

A “lambança” promovida por Viana na presidência da CPMI ganha contornos de conflito de interesses quando confrontada com as denúncias que surgem no colegiado. A Igreja da Lagoinha entrou no radar dos investigadores após revelações de que um evento de Réveillon da entidade, no estádio Allianz Parque, teria sido patrocinado por Felipe Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, empresa sob investigação.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) tem apontado a existência de uma triangulação financeira nebulosa envolvendo o Banco Master, o empresário e ex-pastor da Lagoinha Fabiano Zettel (sócio do banqueiro Daniel Vorcaro) e a fintech Clava Forte Bank, associada à igreja. Segundo Correia, o dinheiro sairia do Master via Zettel para a Clava Forte, sendo posteriormente repassado para empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.

Entretanto, Carlos Viana tem agido para travar o avanço dessas apurações. O senador simplesmente se nega a pautar os requerimentos de quebra de sigilo da Clava Forte Bank e do próprio pastor André Valadão. 

Enquanto o presidente da CPMI “engaveta” as investigações que batem à porta de sua igreja, ele gasta as energias da comissão em uma perseguição incessante contra o filho do presidente Lula (PT), o que parlamentares da base governista classificam como um trabalho inviesado e despudorado.

O discurso da “dívida histórica”

Pressionado, Carlos Viana tenta se esconder atrás do tecnicismo orçamentário e da retórica religiosa. Em nota, sua assessoria afirmou que as emendas seguem critérios legais e que a responsabilidade pela execução e fiscalização cabe às prefeituras. O senador justificou os repasses alegando que o Brasil tem uma “dívida histórica” com projetos sociais de igrejas e que continuará destinando recursos para instituições religiosas, independentemente de quem as lidere.

O argumento, contudo, não convence quem acompanha o dia a dia da CPMI. Para os críticos, a coincidência entre o envio de milhões de reais à fundação da Lagoinha e a postura de Viana em blindar a cúpula da igreja e seus parceiros financeiros, como Zettel e Valadão, é gritante demais para ser ignorada. Enquanto a comissão deveria investigar fraudes, parece servir, sob a batuta de Viana, para proteger aliados e atacar adversários ideológicos de forma sistemática.


Fonte:REVISTA FÓRUM- 16/03/2026 22h

Bahia: Estado projeta início das obras da Ponte Salvador-Itaparica em junho de 2026 ao TCE





O Governo da Bahia apresentou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA), na tarde desta o cronograma atualizado da Ponte Salvador-Itaparica. O planejamento prevê o início das obras em 4 de junho de 2026, com conclusão estimada para 2031. Durante a reunião, realizada na sede do TCE nesta segunda-feira (16), foram apresentados o estágio atual do projeto, o andamento do licenciamento ambiental e a análise dos projetos de engenharia. 

 

De acordo com o governo do estado, também foram detalhadas as etapas preparatórias para o início da construção da ponte, considerada um dos maiores empreendimentos de infraestrutura em andamento no país.

 

O encontro foi solicitado pelo secretário da Casa Civil, Afonso Florence, e contou com a participação do secretário da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste – Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), Mateus Simões Dias, da procuradora-geral do Estado, Bárbara Camardelli, do presidente do TCE/BA, Gildásio Penedo Filho, além de conselheiros e técnicos da Corte de Contas.

 

Segundo Afonso Florence, o projeto vem sendo conduzido com diálogo institucional com órgãos de controle e comunidades tradicionais, especialmente no processo de licenciamento ambiental. 

 

“Todas as comunidades tradicionais estão sendo ouvidas no processo, incluindo pescadores, povos tradicionais e terreiros de matriz africana na ilha. As reivindicações estão sendo consideradas no licenciamento ambiental”, afirmou.

 

De acordo com Mateus Simões Dias, a apresentação teve como objetivo atualizar o Tribunal sobre a evolução do empreendimento e reforçar o acompanhamento institucional do contrato de Parceria Público-Privada (PPP).

 

“Estamos avançando nas etapas preparatórias da obra. A autorização para a plataforma provisória deve sair nos próximos dias e a licença de instalação é esperada até o final de maio. Mantemos o prazo contratual para início das fundações em 4 de junho de 2026”, disse.

 

Com investimento estimado em cerca de R$ 11 bilhões, a Ponte Salvador–Itaparica deverá se tornar a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina, com 12,4 quilômetros de extensão sobre o espelho d’água.

 

O projeto prevê um vão central de aproximadamente 400 metros de largura para navegação e cerca de 85 metros de altura livre, permitindo a passagem de grandes embarcações pela Baía de Todos-os-Santos.

 

O sistema viário também inclui acessos em Salvador e em Vera Cruz, além de uma variante rodoviária que contornará a área urbana da ilha e a duplicação de trechos rodoviários na região.




Fonte: BAHIA NOTÍCIAS - 16/03/2026