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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Judiciário: STF valida lei que criou cargos comissionados de assistente para juízes do TJ-BA



                                               foto:reprodução/TJ



O Supremo Tribunal Federal julgou como improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7904, ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade contra a Assembleia Legislativa (AL-BA) e o Governador do Estado da Bahia.

 

O objeto da controvérsia era a Lei Estadual nº 14.958/2025, que criou o cargo em comissão (de livre nomeação e exoneração) de Assistente Técnico de Juiz no âmbito do Poder Judiciário do Estado da Bahia (TJ-BA).

 

De acordo com o partido, o cargo desempenharia funções meramente burocráticas e técnicas, sem necessidade do vínculo de confiança exigido para cargos comissionados, e que permitir comissionados na elaboração de minutas feriria a independência e a imparcialidade do Judiciário.

 

Contudo, o STF adotou o entendimento de que a lei baiana cumpre os quatro requisitos exigidos pela Corte para criação de cargos comissionados:

  • As funções são de assessoramento direto ao magistrado (pesquisa jurídica, minuta de decisões, acompanhamento de metas);
  • Há necessidade de vínculo de confiança entre o juiz e o assistente;
  • As atribuições estão claras e objetivas na lei instituidora;
  • Existe proporcionalidade entre o número de cargos criados e o total de servidores efetivos do TJ-BA.

 

Por fim, a Suprema Corte concluiu que, como a minuta elaborada pelo assistente é mero rascunho, a decisão final é ato exclusivo do juiz, que a assina e assume a responsabilidade. Ademais, a independência judicial é garantida pelas prerrogativas do magistrado (vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de subsídio), e não pela estabilidade funcional dos seus auxiliares.

 

CONTROVÉRSIAS

O cargo comissionado de Assistente Técnico de Juiz foi instituído em 14 de julho de 2025 com o intuito de auxiliar os magistrados de 1º grau quanto aos aspectos técnico-jurídicos, desenvolvendo as seguintes atividades:

I - elaboração de pesquisas de legislação, doutrina e jurisprudência sobre os temas que envolvam processos sob responsabilidade do magistrado;

II - apoio aos magistrados na utilização das ferramentas e dos sistemas de informação e dados;

III - auxílio ao Magistrado no monitoramento e no acompanhamento dos parâmetros e das metas de gestão processual dos órgãos administrativos e de correição do Poder Judiciário;

IV - verificação da regularidade dos atos preparatórios para a realização da audiência e demais atos processuais;

V - execução de atividades não analíticas de apoio direto à atividade jurisdicional e demais atividades correlatas, inclusive sob o monitoramento do assessor do magistrado.

 

Atualmente, o TJ conta com 446 registros ativos de servidores designados para essa função, que deve ser ocupada por bacharéis em Direito, indicados pelo respectivo juiz e nomeados por ato do presidente do Tribunal de Justiça. A remuneração média prevista é de R$ 6.899,22, distribuída da seguinte forma: vencimento básico de R$ 1.547,61; gratificação por condição especial de trabalho (CET) de R$ 1.547,61; auxílio-alimentação de R$ 2.200,00; e auxílio-saúde, que pode alcançar até R$ 1.604,00.

 

No entanto, desde antes da aprovação, o projeto de lei já era motivo de críticas e questionamentos nos bastidores do Judiciário. Em maio de 2025, o Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares (Sintaj) denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a inconstitucionalidade da medida, alegando que os custos poderiam atingir R$ 60,7 milhões anuais, considerando salários e benefícios.

 

Além disso, a Associação dos Servidores e Servidoras do Judiciário (ASJB) também questionou a criação dos cargos, argumentando que a norma violava a Constituição ao permitir a criação de cargos comissionados para funções técnicas e burocráticas, o que contraria a regra que limita esses cargos a funções de direção e assessoramento. 



fonte: LIZZY MARIA/BAHIA NOTÍCIAS -09/09/2026

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Dark Horse: Delator confirma 7 pagamentos a fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro a pedido de Vorcaro


                                     foto:reprodução


O operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, afirmou em acordo de delação premiada com a  Procuradoria-Geral da República (PGR) que realizou, no ano passado, sete transferências, que somam US$ 12,3 milhões (de R$ 69 milhões) ao fundo Havengate, de Paulo Calixto, advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro(PL-SP). 

A informação foi revelada pelos jornalistas Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, do jornal O Globo, nesta terça-feira (8). Segundo “Mineiro”, as transferências foram feitas a pedido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por suspeita de fraudes milionárias. Como mostraram investigações anteriores, Vorcaro repassou pelo menos R$ 61 milhões para o filme “Dark Horse” a pedido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). 

O fundo Havengate foi usado no financiamento do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado. Segundo a apuração do O Globo, a estreia do longa está prevista para depois das eleições. 

Segundo Mineiro, além das transferências bancárias, também foram feitas entregas em dinheiro vivo a emissários indicados por Vorcaro, inclusive em malas, que foram filmadas, de acordo com informação divulgada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

As investigações em torno do filme Dark Horse feitas pela Polícia Federal e pela PGR apuram se as transferências ao fundo foram destinadas exclusivamente para a produção do longa, ou se também serviram de financiamento para Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Desde fevereiro de 2025, o ex-deputado está morando no Texas após fugir para o país norte-americano com medo das investigações que o acusam de articular as sanções aplicadas pelo governo de Donald Trump contra integrantes do governo federal e do Supremo.  


Fonte:Revista Fórum - 08/09/2026

ES: Show de Michel Teló custou fortuna aos cofres de prefeitura de Vitória e tem fracasso de público


                              foto:reprodução


A Prefeitura de Vitória contratou o cantor Michel Teló por R$ 440 mil, para um show em comemoração ao aniversário da cidade neste domingo (6). A apresentação viralizou nas redes sociais pela baixa adesão: sob clima frio e chuva forte, o sertanejo se apresentou em uma Praça do Papa praticamente vazia.

A informação consta no Portal Nacional de Contratações Públicas, ligado ao Governo Federal. Uma proposta enviada à prefeitura pela empresa Teló Shows Ltda, em julho, detalhou como o montante seria distribuído.

R$ 160.848 é o valor descrito como "cachê do artista". O documento explica que a quantia "não reflete o lucro líquido do artista". A proposta também prevê R$ 80.652 de impostos, calculados à alíquota de 18,33% no regime de lucro presumido.

R$ 50 mil seriam para o cachê da equipe; mais R$ 50 mil para transporte interestadual do artista e da equipe; outros R$ 50 mil para infraestrutura; R$ 20 mil para produção executiva; por fim, R$ 28,5 mil distribuídos entre alimentação, hospedagem, transporte local, abastecimento de camarins, carregadores de carga e descarga e fogos para efeitos visuais.

 

Nas redes sociais, Teló desabafou sobre as dificuldades de se apresentar em meio à tempestade. "A chuva veio forte, molhou palco, equipamentos, deixou tudo muito mais difícil do que a gente imaginava", iniciou o ex-técnico do The Voice Brasil.

O artista também destacou o "esforço enorme" de sua equipe para a realização do show. "A gente terminou molhado, com equipamento, instrumentos molhados, mas com o coração cheio de alegria. Foi especial demais estar com vocês", concluiu.

Teló recebeu elogios de artistas na publicação por manter o show mesmo com a chuva. Também há reclamações de pessoas que apontam que a apresentação não recebeu uma boa divulgação.

"Um artista que respeita e entrega o seu melhor para o público!", comentou Lexa. "Que orgulho de você!", elogiou Thais Fersoza, mulher do artista. "Uma sacanagem da Prefeitura de Vitória, não divulgaram o show", escreveu a seguidora Tuliana Satriani. "Uma pena nossa prefeitura não ter divulgado seu show da forma que tinha ser", disse a fã Julianna Garcia.

Apesar das imagens que mostram áreas vazias na praça, a Prefeitura de Vitória tratou a apresentação como um sucesso. "Nem mesmo o clima chuvoso foi suficiente para deixar os capixabas em casa neste domingo (6), segundo dia do Celebra Vitória. Muito pelo contrário: famílias, amigos e fãs lotaram a Praça do Papa para acompanhar as apresentações de Graciella D'Ferraz e Michel Teló", diz texto no site oficial.

Os shows em Vitória continuam nesta segunda-feira (7). O cantor de forró Raí Saia Rodada foi contratado por R$ 420 mil pela prefeitura. Para a apresentação realizada no último sábado (5), o valor de contratação da artista gospel Gabriela Rocha foi de R$ 320 mil.


Fonte: Notícias da TV/ 08/09/2026

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Economia: Brasil registra maior investimento estrangeiro desde 2012

foto:reprodução/google






O Brasil registrou US$ 88,4 bilhões em investimento direto no país nos 12 meses encerrados em julho, o maior volume acumulado desde 2012, segundo dados do Banco Central.

Os recursos estão concentrados em projetos de longo prazo, como infraestrutura, fábricas e centros de distribuição. Entre janeiro e julho, o país recebeu US$ 54,4 bilhões, e o primeiro semestre teve alta de 33% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado também contrasta com o discurso de setores da oposição que vêm apontando perda de confiança dos investidores no Brasil. Os dados mais recentes do BC mostram o país mantendo um dos maiores fluxos de investimento estrangeiro da série histórica.

Em 2025, o Brasil já havia recebido US$ 77,7 bilhões em investimento direto. Com o ritmo atual, 2026 pode superar a projeção de US$ 75 bilhões feita pelo Banco Central.

Fonte:Midianinja/instagram/Com informações da GloboNews. 

BYD já ameaça Chevrolet e SUVs médios têm novo líder nas vendas de agosto


                                                imagem:reprodução

Dos dez SUVs médios mais vendidos no mercado brasileiro em agosto, sete foram de marcas chinesas. Além disso, pela primeira vez um carro de uma montadora da China liderou a categoria. E não foi o Caoa Chery Tiggo 7, que chegou a ameaçar Compass e Corolla Cross no início de 2025, mas nunca chegou a vender mais que o Jeep e o Toyota.

Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL nesta segunda (7):

https://www.uol.com.br/carros/colunas/primeira-classe/2026/09/07/segmento-de-suvs-medios-tem-novo-lider-byd-ameaca-chevrolet.htm

domingo, 6 de setembro de 2026

SP: Áudio em que nº 3 da Fazenda fala em comprar sauna para lavar dinheiro foi gravado por 'Rei Artur'


                                           foto:reprodução



 O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, o “Rei Artur”, apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como um dos principais operadores do esquema bilionário de corrupção na Secretaria da Fazenda, foi o responsável por gravar o almoço em que André Weiss, então diretor de Fiscalização da pasta, falou em comprar uma sauna para lavar dinheiro.

A gravação foi feita em 27 de julho de 2023, pelo próprio Artur, que participava da conversa, e permaneceu armazenada em seu celular. Dois anos depois, o aparelho foi apreendido na Operação Ícaro, e o arquivo acabou se tornando uma das provas usadas pelo Ministério Público nos desdobramentos da investigação, que culminou na prisão de Weiss.

O documento do MP-SP afirma expressamente que o áudio foi localizado no telefone de Artur e que a gravação havia sido feita pelo próprio fiscal, sem conhecimento dos demais participantes. O arquivo foi posteriormente submetido a perícia do Núcleo de Computação Forense do Centro de Apoio Operacional à Execução (Caex), que verificou sua autenticidade e integridade.

Na época, Weiss dirigia a Diretoria de Fiscalização, enquanto Artur havia exercido a função de supervisor fiscal da mesma diretoria.

Durante o encontro, os fiscais discutiram processos de ressarcimento de ICMS envolvendo grandes empresas, segundo o Ministério Público.

Em determinado momento, Artur relata aos colegas que um ex-delegado tributário teria dito que começaria a “gravar tudo” para não “cair sozinho”. Enquanto contava a história, porém, era o próprio Artur quem registrava escondido a conversa à mesa.

Para o MP, a fala fazia referência à divisão de valores relacionados aos processos discutidos pelo grupo.

Em outro trecho, Artur também fala sobre sua participação em valores relacionados a um procedimento de ressarcimento. Segundo a transcrição, ele afirma que um operador externo responsável pelo trabalho separaria “uma parte que ele tinha combinado” com o fiscal.

‘Para lavar também é bom’

É nessa mesma gravação que Weiss passa a falar sobre a possibilidade de adquirir uma sauna em São Paulo.

Segundo a transcrição apresentada pelo MP-SP, ele afirma:

“Você sabe que eu pensei em pegar dinheiro e comprar uma sauna em São Paulo... pra fazer reunião... vamos juntar uma grana e vamos pegar uma porra de uma sauna, né? E para lavar também é bom.”

Na sequência, Weiss argumenta que um estabelecimento do tipo facilitaria a circulação de dinheiro em espécie:

“Quantas pessoas entram em sauna e pagam em dinheiro? Quase todas, cara. Pô, quem que vai passar um cartão em sauna? Ninguém.”

Para os promotores, Weiss descrevia em primeira pessoa uma possível estratégia de lavagem por meio de um estabelecimento com intensa movimentação de dinheiro vivo. Os autos não indicam que a compra tenha sido concretizada.

Na mesma conversa, Weiss demonstra preocupação com a possibilidade de chamar atenção caso exibisse sinais externos de riqueza. Ele menciona uma Mercedes de R$ 250 mil e diz que a aquisição poderia levá-lo aos jornais e terminar com sua prisão.

O áudio foi gravado menos de um mês antes da primeira entrega de propina relatada por Paulo Prado em seu acordo de colaboração premiada. Segundo Prado, a partir de meados de 2023 passou a pagar R$ 250 mil por mês a Weiss para permanecer à frente da Delegacia Regional Tributária do Butantã.

Artur foi preso na Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025. As buscas realizadas contra ele e a análise de seus aparelhos eletrônicos revelaram, segundo o Ministério Público, que o esquema investigado era maior do que a frente inicialmente relacionada à Fast Shop e à Ultrafarma.

Os investigadores encontraram, por exemplo, 15 mensagens entre o e-mail pessoal de Artur e advogados do escritório Buttini, além de reuniões pelo Microsoft Teams e conversas por WhatsApp.

O MP-SP afirma que o material extraído dos aparelhos de Artur e Paulo Prado, juntamente com a delação, documentos manuscritos, movimentações financeiras e a gravação do almoço, passou a sustentar as novas fases da investigação.

O g1 procurou as defesas de André Weiss e dos demais investigados citados, além da Secretaria da Fazenda, e aguarda retorno.

O que diz a Secretaria da Fazenda

"Desde a deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, a Secretaria da Fazenda e Planejamento atua em conjunto com o Ministério Público de São Paulo na apuração rigorosa dos fatos. As ações da pasta resultaram na demissão de cinco envolvidos, além de um exonerado e 17 servidores afastados sem remuneração.

As empresas envolvidas também estão sendo responsabilizadas, com autuações específicas que já resultaram na constituição de mais de R$ 3 bilhões em créditos tributários, multas e juros.

Qualquer novo fato decorrente dos desdobramentos da operação, inclusive de eventuais acordos de delação ou denúncias, será rigorosamente apurado e, comprovadas irregularidades, serão adotadas as medidas cabíveis.

A Secretaria colabora integralmente com as investigações e reafirma seu compromisso com a rigorosa apuração e responsabilização de eventuais desvios, sem qualquer tolerância com condutas irregulares."


Fonte:G1.com

Banco Master: Apresentador Ratinho recebeu R$ 1,68 milhão por propaganda do Credcesta


                                   Ratinho em estúdio durante gravação de podcast (Foto: Instagram)© Foto: Instagram
                                                     


 O apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, foi pago em R$ 1,68 milhão pelo Banco Master para promover o Credcesta, um dos produtos principais do banco, utilizando sua imagem. Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que os pagamentos estavam atrasados em julho de 2025.

Em 14 de julho de 2025, o Banco Master acumulava R$ 42 milhões em dívidas não pagas, quatro meses antes da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, durante a operação Compliance Zero. Entre os credores estavam o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, com uma dívida de R$ 3,4 milhões, e a empresa de Ratinho, Massa & Massa, que tinha um saldo devedor de R$ 420 mil.


A assessoria de Ratinho informou ao Metrópoles que, no momento do contrato, o Banco Master operava normalmente, sem questionamentos sobre sua integridade que pudessem desaconselhar a parceria comercial.

O cartão de crédito consignado "Credcesta" era voltado para servidores públicos do governo da Bahia e foi introduzido ao banco por Augusto Lima, que mais tarde se tornou sócio do Master. O produto foi facilitado por gestões petistas no governo baiano.

Informações sobre os atrasos nos pagamentos a Ratinho constam em uma planilha enviada por um funcionário de Vorcaro, documento que integra um relatório da Polícia Federal divulgado em 1º de setembro. Outros credores incluíam o escritório de advocacia do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e a consultoria de Ronaldo Vieira Bento, ex-ministro de Jair Bolsonaro.

Em 14 de julho de 2025, um funcionário informou Vorcaro sobre mais de R$ 40 milhões em débitos pendentes e questionou a possibilidade de pagar R$ 15 milhões para evitar aumento da dívida. A planilha listava fornecedores como Massa & Massa e o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Vorcaro autorizou o pagamento de R$ 15 milhões, incluindo o escritório da esposa do ministro. Não há confirmação se a empresa de Ratinho recebeu o pagamento naquele dia.

Segundo a assessoria de Ratinho, foram pagas quatro parcelas de R$ 420 mil durante o contrato, totalizando R$ 1,68 milhão. Devido a atrasos e desencontros nos pagamentos, a relação comercial foi encerrada por distrato. Não se sabe se houve pagamentos após 14 de julho de 2025.

A empresa de Ratinho possui 90 emissoras de rádio no Brasil e cinco emissoras de TV no Paraná afiliadas ao SBT.

O Metrópoles procurou o Banco Master para esclarecimentos, que serão publicados se recebidos.


fonte: PAIPEE BR- 06/09/2026

sábado, 5 de setembro de 2026

SP: Empresa de delator de Vorcaro repassou R$ 620 mil para firma apontada como de fachada pelo MP


                                   foto:reprodução


247 – A empresa Entre Investimentos, de propriedade do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, efetuou o repasse de R$ 620 mil para a Quimicolor, apontada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) como uma firma fictícia utilizada no esquema de adulteração de combustíveis. De acordo com os promotores, a empresa de fachada servia para ocultar os reais pagadores do metanol que era posteriormente desviado para ser misturado irregularmente em postos de combustíveis, informa o G1.

A movimentação financeira de R$ 620 mil foi detalhada em uma denúncia formalizada pelo Gaeco em 18 de agosto. O mapeamento dos dados foi alcançado após a quebra do sigilo bancário de contas mantidas pela Quimicolor na BK Instituição de Pagamento, entidade investigada no âmbito da Operação Carbono Oculto.

Antônio Carlos Freixo Júnior é o delator que fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seus depoimentos à PGR, Freixo confessou ter movimentado aproximadamente R$ 1,3 bilhão, entre os anos de 2020 e 2025, com o objetivo de gerar recursos em espécie para Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master.

Segundo as declarações do colaborador, o dinheiro vivo era entregue pessoalmente a Vorcaro, ao seu cunhado, Fabiano Zettel, ou a motoristas vinculados a ambos. Os repasses ocorriam por meio de malas carregadas com valores que variavam entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em cada entrega.

Apesar de detalhar a transferência, a denúncia do MPSP não esclarece a data em que os repasses da Entre Investimentos à Quimicolor foram efetuados, quem formalizou o pedido ou qual transação comercial justificaria a movimentação dos R$ 620 mil. A peça acusatória também não estabelece nexo direto entre essa transferência específica e os esquemas confessados por Freixo no acordo com a PGR. Tanto o empresário quanto a Entre Investimentos não figuram como denunciados na ação penal sobre a fraude do metanol.

A estrutura de fachada e o desvio do metanol

Segundo os dados apresentados pelo MPSP, a Quimicolor movimentou um total de R$ 25,84 milhões por meio de sua conta na BK Instituição de Pagamento. A Entre Investimentos aparece listada na apuração como uma das fontes dos recursos remetidos à empresa. O Ministério Público aponta que o montante acumulado na conta da Quimicolor tinha origens diversas, incluindo transferências feitas por postos de combustíveis, lojas de conveniência, empresas de transporte, companhias sob investigação e outras pessoas jurídicas de fachada criadas especificamente para encobrir a identidade dos compradores do metanol.

A Quimicolor, cadastrada oficialmente no município de Atílio Vivácqua, no Espírito Santo, teve suas atividades encerradas em 2025. O Gaeco apurou que o quadro societário da empresa esteve registrado sucessivamente em nome de dois moradores de Osasco, na Grande São Paulo, sem qualquer vínculo comercial com o estado capixaba ou capacidade financeira para gerir o empreendimento. Um dos sócios formais atuava como operador de máquinas, recebendo salário de R$ 2,7 mil, enquanto o outro possuía histórico profissional como servente de obras e trabalhador de manutenção.

Para os promotores do Gaeco, a dupla atuava como grupo de “laranjas” para beneficiar Admar de Carvalho Martins, conhecido como Dema, além de outros integrantes da organização criminosa investigada.

Os documentos apontam que, apenas no mês de agosto de 2023, a Quimicolor adquiriu formalmente 1,87 milhão de litros de metanol. Do total recebido, 560.943 litros foram fornecidos pela GPC Química e 1.309.635 litros pela Quantiq Distribuidora. O produto, contudo, jamais era entregue no endereço fiscal da empresa no Espírito Santo; a carga era desviada para postos de combustíveis localizados majoritariamente na Grande São Paulo, onde era incorporada ilicitamente à gasolina e ao etanol.

Dos R$ 25,8 milhões movimentados pela Quimicolor por meio da BK, os principais destinatários foram a GPC Química, que recebeu R$ 15,4 milhões, e a Quantiq Distribuidora, que obteve R$ 7,7 milhões. A denúncia anexa ainda capturas de mensagens de aplicativo demonstrando que o CNPJ da Quimicolor era repassado diretamente a compradores para servir de chave Pix na quitação do combustível adulterado.

Rede de financiamento e desdobramentos da delação


A apuração do MPSP explicita que a Quimicolor integrava um núcleo do esquema do metanol sob o comando de Admar de Carvalho Martins (Dema) e Everton Felipe de Barros, conhecido como Soró. A empresa não era vinculada diretamente a Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, ou a Mohamad Hussein Mourad, o Primo.

Beto Louco foi denunciado por atuar no financiamento da estrutura criminosa por meio de suas empresas, com destaque para a Aster Petróleo. Segundo o Gaeco, a Aster repassou R$ 88 milhões para a Ipê Combustível, outra firma de fachada utilizada na aquisição de metanol. A promotoria destaca que o grupo responsável pela gestão do metanol operava como uma célula autônoma, cabendo a Beto Louco o papel de financiador do esquema.

Mohamad Hussein Mourad não foi incluído nesta denúncia. No entanto, o Ministério Público destaca que investigações anteriores apontam para a atuação conjunta entre ele e Beto Louco no controle das distribuidoras Copape e Aster, comandando uma organização criminosa no setor de combustíveis associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Paralelamente, a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior encaminhada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) revela o modus operandi da geração de dinheiro vivo para a cúpula do extinto Banco Master. Freixo relatou que os pedidos de dinheiro em espécie eram feitos por Vorcaro e Zettel. Após ser acionado, o empresário transferia recursos para empresas indicadas por operadores, que obtinham o montante em espécie através de intermediários situados no setor de combustíveis e na região do Brás, no centro da capital paulista.

As operações eram simuladas por meio de contratos de empréstimo (mútuo) celebrados com a Entre Investimentos. Pelo serviço, Freixo declarou que retinha 1% dos valores movimentados, cabendo 4% aos operadores. Para comprovar suas declarações no acordo assinado em 8 de agosto — que aguarda homologação do ministro André Mendonça —, o colaborador entregou à PGR contratos, extratos bancários, planilhas, diálogos via aplicativo, vídeos do manuseio de dinheiro e comprovantes de compra das malas utilizadas nos transportes.

Procurados pelo G1 para manifestação sobre as revelações e a denúncia do Ministério Público, Freixo, a Entre Investimentos e a defesa dos responsáveis pela Quimicolor não haviam emitido posicionamento até o fechamento da reportagem. O advogado de Freixo, Marco Petrelluzzi, declarou que não pode fornecer comentários sobre a delação em razão do sigilo imposto ao acordo.

FONTE: BRASIL 247 - 05/09/2026

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Dark Horse: Delação de empresário liga dinheiro de Vorcaro a fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro

                                               foto:O Globo/reprodução

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior afirmou, em acordo de delação premiada, que os recursos enviados a um fundo sediado no Texas e administrado por um advogado de Eduardo Bolsonaro tiveram origem em valores pertencentes ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão por Fausto Macedo, Freixo Júnior relatou que mantinha com Vorcaro uma espécie de conta conjunta utilizada para realizar pagamentos solicitados pelo dono do Banco Master. Entre essas operações estariam os repasses destinados ao fundo Havengate.

Os pagamentos teriam sido solicitados inicialmente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Vorcaro para financiar a produção do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Freixo Júnior entregou aos investigadores documentos e comprovantes das operações de câmbio usadas para transferir os recursos ao exterior. O material poderá ajudar na apuração de suspeitas de evasão de divisas relacionadas aos pagamentos.

Rota do dinheiro

O depoimento também reforça suspeitas levantadas anteriormente por técnicos do Banco Central sobre um fluxo considerado atípico de recursos ligados à Entrepay, empresa que integra o conglomerado Entre Investimentos.

De acordo com a apuração, os valores deixavam o Brasil, passavam pelas Bahamas e chegavam ao Texas, nos Estados Unidos. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em março deste ano.

Freixo Júnior, apontado como operador financeiro de Vorcaro, fechou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.

O acordo foi encaminhado na semana passada ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado marcou para a próxima terça-feira (8) uma audiência para verificar a voluntariedade da colaboração.

Caso esse requisito seja confirmado, a delação poderá ser homologada e passar a ter validade jurídica como meio de prova.

Reprodução: grupo.metro - 03/09/2026 19h:40