• Praça do Feijão, Irecê - BA

sábado, 20 de junho de 2026

Foragido, Léo Índio surge em vídeo próximo à fronteira com o Brasil; Vídeo

                                              foto:reprodução


Considerado foragido desde abril do ano passado, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), surgiu em um vídeo nos últimos dias próximo à fronteira entre a Argentina e o Brasil.

Léo é considerado foragido após ter um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e deverá ser preso caso retorne ao Brasil.

Em vídeo publicado nas redes sociais, ele apareceu ao lado do pai e da mãe no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, em Puerto Iguazú.

“Estamos aqui na Garganta do Diabo, Foz do Iguaçu. Do outro lado é Brasil e aqui é Argentina. Estamos aqui e isso aqui é uma maravilha de Deus. Olha que coisa maravilhosa. Deus é bom o tempo todo. E nós estamos curtindo aqui para honra e glória de Deus”, disse o pai de Léo, o ex-militar Cláudio Márcio.

A Garganta do Diabo é a principal queda das Cataratas do Iguaçu. Com cerca de 80 metros de altura, a atração fica na fronteira entre Brasil e Argentina e concentra o maior volume de água do complexo.

O primo dos filhos de Bolsonaro está na Argentina desde março do ano passado e possui autorização do governo de Javier Milei para permanecer no país. Ele deixou o Brasil após o avanço das investigações que apuram a participação dele nos atos de 8 de Janeiro.

Recentemente, apresentou uma petição à Organização dos Estados Americanos (OEA) contra Moraes, alegando ser alvo de perseguição e de violações de prerrogativas.

O passaporte de Léo Índio foi apreendido por agentes da Polícia Federal (PF) em outubro de 2023, durante uma operação. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por participação nos atos de 8 de janeiro, mas fugiu para a Argentina logo após o STF receber a denúncia.

Réu

foto:reprodução/Redes Sociais


Em 28 de fevereiro de 2025, por unanimidade, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia contra Léo Índio, tornando-o réu por participação nos atos golpistas que vandalizaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, dia 8 de janeiro de 2023.

Além disso, a Primeira Turma do STF formou maioria para confirmar a decisão que tornou Léo réu por participação nos atos de 8/1. O recurso da defesa de Léo foi negado, e a Corte Suprema decide, em plenário virtual, a determinação de abrir processo penal contra ele.


Fonte:Manoela Alcântara/Metrópoles 20/06/2026

Mundo: "Trump é covarde, mentiroso e uma figura lamentável" , diz primeira-ministra da Itália

 

                                               foto:reprodução/Getty imagens


O presidente dos EUA, Donald Trump, acaba de provocar uma crise diplomática com a Itália após afirmar que a primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, implorou para tirar uma foto com ele e protagonizou uma cena humilhante.

Mas por que tal declaração de Trump causou uma crise diplomática? Por se tratar de uma mentira, segundo a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, que afirmou que o presidente dos EUA inventou a história. “Certas coisas merecem uma resposta rápida. 

As declarações de Donald Trump são totalmente mentirosas. Estou completamente chocada. Não sei por que o presidente dos EUA se comporta assim com seus próprios aliados. Não é, aliás, a primeira vez que isso acontece. Posso apenas dizer que é lamentável que ele não tenha a mesma atitude com nossos inimigos, com os inimigos dos EUA, com lideranças com as quais, ao contrário, se mostra muito mais tolerante. Mas uma coisa ele deve se lembrar: eu e a Itália nunca iremos implorar.”


fonte:Revista Fórum - 20/06/2026

Economia: Veja lista de carros que motoristas de app e taxistas podem financiar no Move Brasil


                                       imagem:Ilustrativa



(Folhapress) – Motoristas de aplicativos e taxistas podem financiar carros novos com juros menores a partir desta sexta-feira (19) pelo programa Move Brasil, do governo federal. Motoristas de aplicativo e taxistas com cadastro aprovado já podem procurar a concessionária do veículo escolhido para dar início à análise de crédito.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou a lista de carros que podem participar do programa. Podem ser financiados veículos de até R$ 150 mil flex, elétricos e movidos exclusivamente a etanol. Ficam de fora os movidos a gasolina ou diesel.

Taxistas registrados e motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses podem pedir o crédito. Os últimos devem comprovar a realização de, no mínimo, cem corridas no período. O cadastro para verificação da elegibilidade já está disponível na plataforma oficial do programa.

São Paulo (SP), 19/05/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia alusiva ao lançamento do Move Aplicativos – linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
São Paulo (SP), 19/05/2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia alusiva ao lançamento do Move Aplicativos – linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Veja lista de carros que entram no financiamento

Carros flex, híbridos flex, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol. Modelos movidos apenas a gasolina ou diesel ficarão de fora. O valor máximo do automóvel será de R$ 150 mil.

  • BYD Dolphin
  • BYD Dolphin Mini
  • Chevrolet Montana
  • Chevrolet Onix
  • Chevrolet Onix Plus
  • Chevrolet Sonic
  • Chevrolet Spark EUV
  • Chevrolet Spin
  • Chevrolet Tracker
  • GWM Ora 03
  • Honda City Hatchback
  • Honda City Sedan
  • Honda HR-V
  • Honda WR-V
  • Hyundai Creta
  • Hyundai HB20
  • Hyundai HB20S
  • Nissan Kait
  • Nissan Kicks
  • Nissan Versa
  • Geely EX2
  • Renault Duster
  • Renault Kardian
  • Renault Kwid
  • Citroën Aircross
  • Citroën Basalt
  • Citroën C3
  • Fiat Argo
  • Fiat Cronos
  • Fiat Fastback
  • Fiat Mobi
  • Fiat Pulse
  • Jeep Compass
  • Jeep Renegade
  • Peugeot 208
  • Peugeot 2008
  • Toyota Yaris Cross
  • Volkswagen Nivus
  • Volkswagen Polo
  • Volkswagen Saveiro
  • Volkswagen T-Cross
  • Volkswagen Tera
  • Volkswagen Virtus
Veja itens de segurança que também têm juros mais baixos
  • Alarme/alerta antifurto (alerta sonoro e/ou visual em caso de violação)
  • Barras de proteção (reforço físico contra arrombamento)
  • Blindagem parcial de centrais eletrônicas/Cofre Blindado – Safecar (protege módulos de rastreamento, telemetria e ignição)
  • Bloqueador veicular (permite bloqueio controlado da ignição, combustível ou funcionamento)
  • Botão de pânico (permite acionamento de alerta pelo motorista)
  • Cadeados e travas reforçadas (usados em portas, carrocerias, implementos, baús e compartimentos)
  • Câmeras embarcadas/Dashcam – frontal + interna (registro interno ou externo do veículo)
  • Chave codificada (partida condicionada à identificação eletrônica)
  • Cofres embarcados (usados para documentos, valores, dispositivos ou equipamentos)
  • Conectividade com central de monitoramento (acompanhamento remoto e resposta a eventos)
  • Controle remoto de bloqueio/Bloqueador remoto veicular (autoriza bloqueio por central de monitoramento)
  • Divisória de segurança veicular ou “taxi partition” (divisória instalada entre os bancos dianteiros e traseiros)
  • Fechaduras reforçadas (fechaduras de maior resistência em portas, baús e compartimentos)
  • Geofencing (alerta quando o veículo sai de área autorizada)
  • Imobilizador eletrônico (impede a partida sem chave, transponder ou autenticação válida)
  • Leitor RFID/NFC (controle de autorização de motorista ou carga)
  • Películas de segurança/Blindagem de vidros (películas reforçadas que aumentam a resistência dos vidros contra quebra por impacto)
  • Porcas antifurto para rodas (travas específicas para as rodas, dificultando o furto de pneus)
  • Rastreador veicular/Sistema de rastreamento GPS (permite localização do veículo por GPS, rede celular, radiofrequência ou tecnologias combinadas)
  • Reconhecimento facial ou biometria (controle de acesso do condutor)
  • Registro eletrônico de eventos (histórico de violações, bloqueios, paradas ou desvios de rota)
  • Sensor de abertura de portas (detecta abertura indevida de portas, baú ou compartimentos)
  • Telemetria embarcada (monitora uso, rota, velocidade, paradas e eventos operacionais)
  • Trava de bateria (dificulta furto ou desconexão da bateria)
  • Trava de câmbio (impede a mudança de marchas)
  • Trava de estepe (evita furto de pneu sobressalente)
  • Trava de pedal (bloqueia pedal de freio, embreagem ou acelerador)
  • Trava de roda (bloqueia o deslocamento do veículo)
  • Trava de tanque (protege contra furto de combustível)
  • Trava de volante (dispositivo que impede ou dificulta o giro do volante)

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o financiamento para seguro não entra na composição do preço do carro, e não conta para o valor máximo de R$ 150 mil. No caso das mulheres, acessórios de segurança também não contam.

Como pedir o financiamento?
  • Cadastro:
Motoristas devem acessar a plataforma https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/sdic/move-brasil e autorizar o uso de dados para o sistema verificar se têm direito.
  • Confirmação:
A resposta da análise será enviada por meio da caixa postal do portal gov.br
    Escolha do veículo:
Os motoristas que tiveram o cadastro aceito poderão escolher um dos veículos que se enquadram no programa Mover. Os profisssionais com o cadastro aprovado já podem procurar uma concessionária
  • Contratação:
O banco escolhido pelo motorista fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.
Quem pode participar?

Taxistas registrados e em atividade, cooperativas de táxi e motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses que tenham realizado ao menos cem corridas nesse período na mesma plataforma.

A validação dos motoristas de aplicativo será feita pelas próprias plataformas. No caso dos taxistas, a confirmação ocorrerá via Receita Federal e gov.br.

Como saber se me enquadro nas regras?

Para motoristas de aplicativo, segundo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a confirmação de que o motorista está apto a acessar o financiamento será dada pela própria plataforma para a qual ele trabalha.

No caso dos taxistas, a validação será feita pela Receita Federal a partir dos dados da pessoa no próprio Gov.br. Em até cinco dias úteis após o pedido, a pessoa receberá, via caixa postal do site, resposta sobre se ela atende às condições.

Qual será o valor dos juros?

O governo anunciou juros finais de até 11,5% ao ano para mulheres e 12,6% ao ano para homens. As mulheres também poderão financiar itens extras de segurança, limitados a 10% do valor total da operação.

O financiamento terá entrada?

As regras publicadas até agora não estabelecem entrada mínima obrigatória. No entanto, os bancos poderão exigir condições próprias durante a análise de crédito, incluindo valor de entrada, garantias e comprovação de renda. Em financiamentos, o valor da prestação e do crédito liberado dependem, por exemplo, da renda do motorista.


Fonte: FOLHAPRESS -20/06/2026

Governo do DF cobra R$ 1 milhão de ONG ligada ao filme de Bolsonaro por falhas em convênio

 

                                      Foto:Divulgação



Por Mateus Vargas

(Folhapress) – O Governo do Distrito Federal cobra R$ 1 milhão de ONG presidida por Karina Ferreira da Gama por falhas na execução de um convênio na área de educação.

O ICB (Instituto Conhecer Brasil) entregou kits de robótica sem funcionar corretamente, não deu suporte técnico e não apresentou a documentação final do projeto, segundo relatórios da Secretaria de Educação.

No último dia 12, a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF enviou para a ONG um parecer rejeitando as contas do projeto, além da cobrança. A pasta abriu prazo de até 15 dias para a defesa, ou seja, o pagamento pode ser revisto.

Karina também é sócia-administradora da Go Up Entertainment, produtora do “Dark Horse“, longa-metragem sobre Jair Bolsonaro (PL). A revelação de diálogos em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pedia dinheiro para o filme a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, abriu uma crise na pré-campanha dele à Presidência.

Karina Gama, dona da produtora de 'Dark Horse', filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - @theconnectfaith no Instagram
Karina Gama, dona da produtora de ‘Dark Horse’, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

O convênio do instituto com o Governo do DF foi assinado em 2023, por R$ 4 milhões. Após um aditivo firmado em janeiro de 2025, o acordo subiu a R$ 5 milhões.

É justamente o valor do aditivo que está sob cobrança. O governo local, porém, informou ao ICB que também vai reavaliar a execução de toda a parceria, “visando à apuração de eventual débito adicional decorrente das parcelas não executadas ou não comprovadas do objeto originalmente pactuado”.

O objetivo do projeto, chamado Steam Maker, era que os alunos pudessem criar, consertar e modificar objetos em um laboratório nas escolas. O ICB se comprometeu a entregar gabinetes móveis para abrigar os materiais e ferramentas, além de kits com notebook, impressora 3D, equipamentos de robótica, entre outros.

O plano inicial era atender ao menos 500 alunos. Os relatórios finais do Governo do DF não informam quantos estudantes foram beneficiados. Se a meta tiver sido alcançada, o investimento equivale a R$ 10 mil por aluno.

Relatos de visitas às escolas do DF que integravam o programa do ICB, anexados ao processo do convênio, mostram que professores reclamavam de equipamentos com falhas desde 2024. Em um dos casos, um deles disse que não houve treinamento adequado para uso da impressora 3D. Afirma ainda que o ICB enviou um link de vídeo do YouTube quando o suporte foi solicitado.

Em outubro de 2025, professores de outra escola do DF apontaram “fragilidade do material” entregue pela ONG, “com descolamento frequente das tampas traseiras dos tits, trilhos e módulos”. Disseram ainda que realizaram “reparos improvisados com fita crepe como medida paliativa”.

Mesmo após as reclamações, o Governo do DF aprovou a prestação de contas da primeira etapa do convênio, de R$ 4 milhões, e firmou o aditivo com a ONG.

No último dia 12, a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF, que intermediou o convênio, enviou o “termo de julgamento das contas” ao ICB afirmando que há “elementos suficientes para reconhecer, em caráter preliminar, a inexecução do objeto” do termo aditivo de R$ 1 milhão.

Em nota, a Secretaria de Educação disse que “nem todas as metas e entregas previstas no plano de trabalho foram integralmente comprovadas” e que a prestação de contas final está “pendente”.

Dias antes de receber a cobrança, Karina disse ao Governo do DF que ainda aguardava a finalização de um artigo científico da USP sobre o projeto, entre outros dados necessários para o relatório final. Ela também pediu mais prazo para apresentar a prestação final de contas, o que não foi aceito.

Em nota, o ICB disse que “refuta a interpretação” de que o acordo não foi cumprido. “Entendemos que as atividades previstas foram executadas e que as evidências, relatórios, registros de plataforma, materiais pedagógicos, capacitações, licenças educacionais e demais comprovações foram apresentadas ou encontram-se em processo de complementação junto aos órgãos responsáveis.”

A ONG afirmou que o processo está com prazo aberto para a apresentação da defesa.

O instituto disse ainda que “ajustes, aperfeiçoamentos, substituições ou correções identificadas durante a execução fazem parte do processo normal de implementação e acompanhamento de projetos dessa complexidade, não caracterizando, por si só, inexecução do objeto”.

O Instituto Conhecer Brasil também firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo para receber R$ 108 milhões para fornecer internet wi-fi em comunidades de baixa renda. Empresas e entidades ligadas a Karina também receberam recursos públicos de emendas parlamentares bolsonaristas e da prestação de serviços a candidatos que apoiam o ex-presidente.


Fonte:ICL NOTÍCIAS - 20/06/2026

SÃO JOÃO 2026: CONFIRA AS ATRAÇÕES DESTE SÁBADO (20) EM IRECÊ

 

                                           Ana Castela é uma das atrações deste sábado em Irecê -foto:Divulgação


CONFIRA AS ATRAÇÕES PARA ESTE SÁBADO (20) NO SÃO JOÃO  EM IRECÊ:

20 de junho (sábado)

 Na cidade do São João

  • Ana Castela
  • Michel Teló
  • Klessinha
  • Victor Fernandes
  • Atrações locais

BARRACÃO ZÉ BIGODE

NELINHO LIMA
JHONNY SANTANA
FAGNER E DANI
XINELA DE COURO
LAIRTON DOS TECLADOS



sexta-feira, 19 de junho de 2026

DF: Moraes marca depoimento de Bolsonaro em investigação sobre arma apreendida com agente do GSI


                                                     foto:Antonio Augusto / STF



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preste depoimento no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome e localizada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem policial no Distrito Federal.

 

A oitiva foi marcada para o dia 23 de junho, às 15h, e será realizada de forma presencial na residência de Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária. Segundo Moraes, o procedimento ocorrerá no local devido às restrições impostas ao ex-presidente quanto ao uso de comunicações eletrônicas.

 

O depoimento foi solicitado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável pela investigação conduzida pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte. 


Na mesma decisão, o ministro também determinou que a defesa informe se há um profissional de saúde contratado para acompanhar Bolsonaro durante o período noturno e esclareça se os agentes responsáveis por sua segurança deixam a residência diariamente à noite.

 

A investigação teve início após a apreensão da arma na última segunda-feira (15), durante uma blitz em Taguatinga. O armamento estava com um sargento do Exército vinculado ao GSI, que afirmou aos policiais trabalhar para Bolsonaro e informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.



Fonte: BAHIA NOTÍCIAS - 19/06/2026

Interior: TRE-BA condena ex-prefeito e vereador por propaganda antecipada para 2028

                                                foto:reprodução


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) condenou o ex-prefeito de Livramento de Nossa Senhora, José Ricardo Assunção Ribeiro, o Ricardinho, e o vereador Ronilton Carneiro Alves (Rede), conhecido como "Batata", a pagar R$ 5 mil cada pela prática de propaganda eleitoral antecipada com foco no pleito municipal de 2028. 

O processo se pautou em uma publicação feita pelo vereador no final de abril, promovendo uma futura campanha de reeleição para o ex-prefeito avantista nas eleições municipais de 2028.

Segundo o site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, A representação foi movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Livramento, após o vereador Ronilton Alves publicar em seu Instagram uma imagem do prefeito acompanhada de uma legenda de cunho eleitoral. Entre as mensagens publicadas, estavam expressões como: “Ricardinho Ribeiro 2028”, “#Ricardinho_Ribeiro_2028”, "Será que pode antecipar?" e “Tamos juntos”.

 

Para a Justiça Eleitoral, as mensagens foram vistas como inconstitucionais pelo tom provocativo e irônico, evidenciando que os autores desafiaram os limites regulamentares da legislação. Segundo a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.610/2019, a propaganda eleitoral é permitida a partir do dia 5 de julho do ano eleitoral em questão, sendo passível de uma multa que pode variar entre cinco e vinte e cinco mil reais ou equivaler ao custo da propaganda.

 

A DEFESA

A defesa dos políticos argumentou que o ex-prefeito não tinha conhecimento da publicação e caracterizou a postagem como uma "manifestação política genérica e informal assegurada pela liberdade de expressão". A argumentação não convenceu o juiz eleitora, que destacou que Ricardinho Ribeiro é uma figura pública de grande destaque local e que a postagem foi feita por um vereador conhecido por ser seu aliado político.

A defesa também tentou derrubar a ação questionando a validade das provas digitais juntadas pelo PSB, que recolheu evidências presentes em relatórios técnicos considerados ilegítimos pelos políticos do Avante. O argumento também foi rejeitado pelo juízo, que consolidou a tecnologia utilizada como um meio perfeitamente confiável, imutável e seguro para a preservação de evidências digitais na internet.

 

Apesar da exclusão espontânea e imediata dapostagem, o juiz manteve a multa de R$ 5 mil e acrescentou uma ordem inibitória expressa para que os envolvidos não restaurem ou realizem novas postagens com teor semanticamente análogo para o pleito de 2028 antes do prazo legal, sob sujeição de novas sanções da Justiça. 



fonte: BAHIA NOTÍCIAS - 19/06/2026

Rio: Ex-assessores e chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro viram réus por "rachadinha", diz Globo News


                                                 foto:reprodução



A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público contra seis ex-assessores e o ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por organização criminosa e peculato, que é o desvio de dinheiro público.

A GloboNews teve acesso com exclusividade à decisão, que destaca existir “fundados indícios” de “rachadinha”, esquema em que os funcionários devolvem a maior parte dos salários. Assista à reportagem de Marcelo Bruzzi e Marcelo Gomes.

Nossa reportagem entrou em contato com a defesa dos citados na reportagem, mas não teve retorno.

Confira o vídeo no link abaixo do Instagram do Globo News desta sexta-feira (19)

SC: Estado enquadra tratamento com cannabis para epilepsia infantil como narcotráfico


                                      foto:reprodução


Uma operação policial cheia de excessos marcou para sempre a vida de uma família em Itapiranga, no interior de Santa Catarina, e se transformou em um processo criminal em que o pai, a mãe e a avó de uma criança de quatro anos tentam se defender da acusação de narcotráfico por desenvolverem o cultivo de cannabis medicinal.

Em dezembro do ano passado, Rosimara Renz e Henrique Carvalho começaram a viver um pesadelo marcado por injustiças e erros processuais que colocam o sistema judicial em um debate sobre moral, saúde e ciência. Nesta quinta-feira (18), sentença assinada pelo juiz substituto Victor Mattos condenou os dois a cumprirem pena em regime fechado.

A Operação Menor Protetor apreendeu, na fazenda da família, pés de maconha, além de óleos e equipamentos de trabalho. Eram parte do tratamento da pequena Zaia e de Henrique, além de simbolizarem o embrião de uma associação que já tinha ata de formação constituída. A Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público do Estado, no entanto, consideraram o sítio uma organização de narcotráfico.

Aos quatro anos, a menina finalmente estava com os episódios de convulsão controlados. Antes, ocorriam em intervalos de 20 a 40 minutos. Depois da utilização do óleo produzido com a cannabis, praticamente não ocorriam mais, com o benefício de não provocarem efeitos colaterais comuns em tratamentos com medicamentos alopáticos.

Zaia tem uma indicação médica formal e documentada para o uso de cannabis terapêutica. Em alguns momentos, chegou a usar 120 gotas do óleo, o que tornou o tratamento caro. O conhecimento de Rosimara sobre o cultivo da planta e seu aproveitamento completo, com uma técnica denominada espagiria, foi um diferencial para a criança viver com mais saúde e qualidade.

A mãe é médica veterinária e já prescrevia medicamentos a base de cannabis para o tratamento de animais. Os seus pets também foram tratados com a planta. Por meio de cursos, palestras e do interesse em observar alternativas aos tratamentos tradicionais, ela viu na fitoterapia um diferencial e teve uma série de êxitos que a fizeram planejar e constituir a Flor de Zaia, uma associação que estava sendo concebida antes da batida policial.

“A ideia da associação nasceu principalmente da necessidade da Zaia, somado com a necessidade da população. Um dos nossos projetos era dar o suporte que os alunos da APAE precisam, tanto médico quanto com o fornecimento da medicina de forma gratuita”, explica Rosimara. “Eu quase perdi as minhas filhas. Quase perdi a guarda delas. Foi por bem pouco que elas não foram para um abrigo. Nos expuseram como traficantes, foi uma barbárie”, desabafa. A mãe dela também ficou presa por 24 horas e considerada parte da “rede” de narcotráfico. O motivo foram os óleos para o tratamento do joelho encontrados pela polícia.

Hoje, pouco mais de seis meses após a operação, além do sentimento de injustiça e de perseguição por parte do Estado, Rosimara também convive com o preconceito e a exclusão. Ela usa tornozeleira eletrônica e não é mais procurada nem para “bicos”. Já houve dias em que não tinha nem leite a oferecer para a filha mais nova, já que a fonte de sustento da família era o trabalho de barbeiro de Henrique. Hoje, a pequena convive com o estresse pós-traumático e regrediu por conta da ausência do pai, preso desde então. A Justiça não autoriza o contato dele com a família.

O sentimento também se reflete na forma como a família tem encarado a política. Rosimara diz que procurou todos aqueles que fazem uso da bandeira da cannabis medicinal, mas não conseguiu respaldo. “Chamei todo mundo que levanta essa bandeira. A gente não tem retorno de ninguém. É uma questão de saúde pública, não deveria ser uma questão de partido político. A gente que tá aqui, família lutando, não consegue nem acesso para tentar mudar essa realidade, não tem nem voz” lamenta.

Segundo os advogados Matteus Jacarandá e Jamil Issy Neto, que defendem o casal no processo, o caso mostra o quanto o Estado pode ter se apressado em ser punitivista, com questões técnicas relevantes passando à margem das investigações. Uma recente regulamentação que atualizou as normas da Anvisa exclui da lista de substâncias proibidas as plantas com THC menor ou igual a 0,3% – estas, passariam para o controle especial.

Segundo eles, o Estado fez apenas testes qualitativos para confirmar se a planta apreendida no sítio da família era cannabis, mas não realizou a análise quantitativa para medir o percentual exato de THC. Sem essa medição, a defesa afirma que o Ministério Público não pode provar que o material era o que se considera legalmente como droga. Na sentença condenatória o juiz alega que baseou-se em uma “rápida pesquisa ao Google”  para concluir que as plantas eram de “potência moderada a alta”.

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) nega qualquer excesso na operação e afirma que a diligência se limitou ao estrito cumprimento de ordem judicial. Em nota, a corporação diz que o juiz responsável pelo caso não constatou irregularidades na execução da medida e que a versão de que policiais teriam apontado armas para uma criança de 12 anos não encontra respaldo nos autos.

A PCSC afirma ainda que a ação ocorreu dentro dos parâmetros legais e de forma controlada, sem uso de força além do necessário, e que a presença de crianças no local foi acompanhada por medidas de proteção e acionamento da rede de proteção competente.

Abuso, excesso e erros

Os abusos do Estado contra a família começaram antes mesmo da abordagem policial. os advogados apontam que a denunciante e testemunha informal do caso é uma ex-companheira de Henrique, com quem ele tem embates na Justiça. O delegado teria colhido os depoimentos sem formalidades e sem gravação, o que é avaliado como um erro processual por parte dos advogados de Rosimara.

A abordagem policial também foi cercada de problemas. De acordo com a defesa, a operação contou com mais de 10 policiais e armas em punho. Um deles teria apontado uma arma para o rosto da outra filha de Rosimara, de 12 anos. Tanto ela quanto Zaia tiveram estresse pós-traumático causado pela violência e desproporção do episódio.

A apreensão dos celulares ocorreu de forma controversa. Henrique tinha uma documentação de renovação do habeas corpus preventivo para o cultivo da planta no celular, mas o aparelho foi apreendido antes, o que impediu o exercício do direito de defesa no momento da abordagem.

O interrogatório trouxe momentos de tensão e horror para Rosimara, que alega ter sido coagida, interrogada sem advogado e com a pressão dos agentes que a ameaçaram de tomar a guarda das filhas e encaminhá-las ao Conselho Tutelar caso ela não colaborasse. Era só o início de um pesadelo.

Uma série de falhas técnicas e de desconhecimento do sistema de produção de cannabis medicinal também aparecem no processo, rebatido ponto a ponto na defesa. Um deles é sobre o entendimento do Superior Tribunal de Justiça e da Anvisa sobre a quantidade permitida de THC no cultivo medicinal. O Estado realizou apenas testes qualitativos, que detectam a presença da planta, mas não mediu o percentual de THC.

A polícia recolheu 62 frascos na casa da família, mas a perícia só foi executada em seis deles – destes, três não apresentavam qualquer substância proibida. Eram frascos de fitoterápicos a base de camomila e alecrim, fato oculto na inicial do Ministério Público que pede a condenação do casal e expropriação da Fazenda.

A denúncia da promotoria ainda vê a epilepsia grave de Zaia como uma espécie de desculpa da família para o tráfico. A realidade, entretanto, confronta esse entendimento do MP: além dos laudos, o depoimento judicial do médico confirma a necessidade do óleo para o tratamento da criança. O profissional defendeu, em juízo, a superioridade do óleo artesanal sobre o industrializado para a menina. “Eu levei mais de 60 dias para conseguir estabilizar ela de novo após a operação”, lamenta a mãe.

A coluna enviou questionamentos sobre a operação à Polícia Civil de Santa Catarina e a resposta será publicada neste espaço.

Professor defende acesso à saúde

O professor Paulo César Pontes Fraga, da Universidade Federal de Juiz de Fora, é um estudioso das questões legais relacionadas à política de drogas. Ele é coordenador do Núcleo de Estudos sobre Política de Drogas, Violência e Direitos Humanos (NEVIDH). Embora não conheça os autos do processo da família de Rosimara, ele entende que os mecanismos para garantir a segurança do cultivo medicinal ainda carecem de aprimoramento.

Hoje, segundo o professor, o habeas corpus preventivo, que o marido de Rosimara possuía, mas estava vencido e tinha um alto custo de renovação, é um mecanismo precário para garantir o direito à saúde. “Isso poderia ser tratado como uma questão burocrática e administrativa. A quem interessa colocar um pai de família em uma prisão nessas circunstâncias?”, questiona.

O instrumento jurídico do habeas corpus é o único recurso legal eficiente para quem cultiva a cannabis, mas também vira um elemento de incriminação: quando vence, o estado tem o endereço e os dados de quem realiza o cultivo, o que facilita operações e abordagens policiais. “Mesmo a pessoa que queira fazer tudo dentro da lei acaba com dificuldades por se tratar de um recurso jurídico precário”.

Para Fraga, o debate moral dificulta a visualização do que poderia ser relevante para evitar situações como estas, em que o Estado usa seu poder para tirar direitos de quem precisa: a descriminalização. “Situações de perseguição parecem ser muito mais ideológicas. Estamos ocupando o judiciário e a polícia com algo que é o direito ao tratamento e à diminuição do sofrimento” pontua.

De acordo com o professor, é preciso avançar no sentido de regular o funcionamento de atividades como a da família de Rosimara para que as pessoas possam ter acesso aos benefícios da cannabis sem sua criminalização.

Ele lembra que houve um avanço com a possibilidade de regulação das associações que cultivam cannabis e produzem o óleo e que é a sociedade quem ganha quando o Estado passa a regular, não a proibir. “O tráfico ilegal existe porque existe proibição, não porque existe consumidor”, pontua.

Falta conhecimento na condução de casos

Por mais que os caminhos para a cannabis medicinal estejam sendo destravados no país, o percurso ainda é longo e deixa o país com um sistema quase obsoleto. A advogada criminalista e Presidente da Comissão de Políticas de Drogas da Organização dos Advogados do Brasil em Santa Catarina, Raquel Schramm, vê uma falha na forma como o sistema lida com os pacientes da planta medicinal.

“Falta um pouco de conhecimento específico da própria polícia de como reagir a essas questões. Não tem como a Anvisa autorizar o paciente a importar uma substância e depois a Polícia Militar recolher essa substância e multar esse paciente”, diz, referindo-se a outras burocracias que rondam o universo do consumo terapêutico da cannabis.

A advogada criminalista que também integra a Rede Reforma, coletivo de juristas que atua em temas relacionados à política de drogas, tem sido responsável por uma série de habeas corpus que permitem o cultivo em Santa Catarina, mas ainda vê absurdos no sistema de punição. “Juízes e eventualmente promotores muitas vezes fazem uma espécie de  ativismo contra os pacientes”, observa.

Para ela, a regulamentação do cultivo medicinal exige um Congresso menos reativo e proibicionista. “Há vários exemplos ao redor do mundo: Portugal, Holanda,  Canadá, o próprio Uruguai. Em nenhum deles houve dados negativos após a legalização. Então, a gente precisa realmente rever a nossa política de drogas”, sintetiza ela, que vê o legislativo brasileiro na contramão do que ocorre no mundo. ” A gente precisa de um legislativo que não seja reativo às decisões jurídicas. Em vez de regulamentar o cultivo medicinal eles criaram uma PEC [PEC das Drogas] para criminalizar todo o consumo”.


Fonte:Amanda Miranda/ICL NOTÍCIAS - 19/06/2026

SP: Governo de Tarcísio processa policial penal por foto de Lula na mesa de trabalho

 

                                   foto:reprodução


Por Ricardo Mello

O governo de Tarcísio de Freitas abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o policial penal Abdael Ambruster por causa de uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocada em um porta-retrato sobre a mesa de trabalho do agente. Ambruster, que também atua como diretor do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal), explica que apesar de ter autorização da unidade para colocar o porta-retrato na sua estação de trabalho, um membro da corregedoria esteve na unidade em pleno expediente, o interrogou, fotografou sua mesa e as gavetas.

“Isso aconteceu em 2024. Eles pediram que eu retirasse o porta-retratos, eu retirei. Eu fui chamado na corregedoria e, esse ano, recebi uma intimação para depor em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD)”, conta.

O caso contra Abdael é apenas uma peça de uma estratégia mais ampla do governo paulista, que tem usado os processos disciplinares como ferramenta de pressão para intimidar lideranças do sindicato e dificultar a representação da categoria nas unidades prisionais.

Primeiro, os sindicalistas foram proibidos de vistoriar as unidades, uma atribuição constitucional dos sindicatos. Depois, os dirigentes passaram a ser alvo de retaliações por meio dos PADs, que passaram a ser usados como ferramenta de pressão para sufocar a atuação sindical e impedir a fiscalização de ambientes que oferecem riscos aos servidores.

O Sinppenal recorreu ao Judiciário e ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que analisa a ação por práticas antissindicais, como a perseguição sistemática a sindicalistas, precariedade das condições de trabalho e impedimento da atuação do sindicato nas unidades prisionais paulistas.

Fábio Jabá, presidente do Sinppenal, é o principal alvo do governo. Ele acumula 10 PADs, incluindo um caso por gravar vídeo durante um congestionamento na rodovia, fora do horário de trabalho.

“A maioria dos PADs é por expor as mazelas do sistema prisional ou por comentários em redes sociais sobre o governo. O que se vê, ao analisar esses processos, meus e dos meus colegas, é uma perseguição política contra qualquer um que critique o governo. O governo de São Paulo instaurou uma verdadeira lei da mordaça, uma prática que lembra a ditadura militar no Brasil, quando os opositores eram perseguidos por discordar da administração”, comenta Fabio Jabá.

Wilton Borges Viana, conhecido como Wiltinho Poeta, foi alvo de nove processos administrativos e acabou exonerado no final de maio por publicar cordéis com críticas ao governo. “Me puniram por exercer meu direito à liberdade de expressão.”

A Procuradoria Geral do Estado recomendou a suspensão por 90 dias, mas a SAP ignorou a recomendação e me exonerou para me envergonhar diante da minha família e dos meus colegas de profissão. Só que eu não cometi crime algum, apenas publiquei críticas à administração”, diz Viana. O sindicato recorreu à justiça e busca reverter a demissão.

O policial penal Abdael Ambruster segura retrato com Lula. Foto: Arquivo pessoal
O policial penal Abdael Ambruster segura retrato com Lula. Foto: Arquivo pessoal

Processo judicial

A ação sindical contra o governo do estado está em análise no Tribunal de Justiça de São Paulo. A estratégia de pressão ocorre em meio a um déficit de efetivo de 39% na Polícia Penal, o que coloca agentes e presos em situação de risco. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e o Conselho Nacional de Justiça recomendam a proporção de um policial para cada cinco presos, mas a realidade das unidades paulistas está longe de atender a esse parâmetro.

Atualmente, são 20.141 servidores atuando nas unidades para custodiar uma população carcerária de 229.306 pessoas, uma proporção de um policial penal para cada 11 custodiados, o dobro do aceitável. O resultado é sobrecarga dos agentes e condições insalubres tanto para os presos, quanto para os servidores.

Doenças contagiosas

Sem o número mínimo de servidores, os policiais penais ainda ficam expostos a agentes biológicos nocivos, lidando com custodiados com tuberculose, meningite e outras doenças que requerem a proteção adequada do Estado. A Lei Estadual 10.083/1998 garante o direito de fiscalização sindical nas unidades prisionais, instrumento que o Sinppenal usa para cobrar transparência e melhorias.

“Somente esse ano, tivemos quatro casos de meningite em unidades prisionais. Dois presos morreram. Enviamos ofícios solicitando equipamentos de proteção individual (EPIs) aos servidores, mas sequer recebemos resposta. Tarcísio impede que o sindicato cumpra sua atribuição legal”, resume Fábio Jabá.


Fonte:ICL NOTÍCIAS - 19/06/2026