A Advogada Cláudia Félix de Oliveira, 51 anos, que foi morta a tiros em Itororó, no sudoeste da Bahia, na manhã deste sábado (25) não era o alvo dos homens que tiraram sua vida.
De acordo com informações obtida por fontes ligadas ao site AmarelinhoItabuna, o alvo era seu sobrinho de nome, Victor Oliveira da Silva, que é acusado de aplicar inúmeros golpes na região do Sul e Sudoeste do Estado. Os bandidos acusavam a advogada de esconder e proteger o sobrinho. Diante da negativa de Claudia sobre o paradeiro do sobrinho, os elementos efetuaram disparos de arma de fogo contra o Rosto da vítima, que foi a óbito ainda no local.
A cidade de Itororó fica há 540 km da capital baiana, e possui uma população de quase 17 mil habitantes.
A OAB-BA e OAB Subseção de Itapetinga divulgam nota
Nota da OAB-BA e OAB Subseção Itapetinga
"A OAB Bahia e OAB Subseção Itapetinga manifestam profundo pesar e indignação pela morte da advogada Claudia Felix de Oliveira brutalmente assassinada no início da manhã deste sábado (25), no município de Itororó, localizado no sudoeste da Bahia, na microrregião de Itapetinga.
Segundo informações veiculadas pela imprensa, criminosos encapuzados invadiram a residência da advogada e efetuaram diversos disparos de armas de fogo contra a vítima.
O caso já está sendo acompanhado pela Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas da OAB-BA para as devidas providências.
A presidente da OAB Bahia, Daniela Borges, solicitará à Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apuração profunda e rápida do crime e designará um representante para acompanhar as investigações. A presidente da OAB Itapetinga, Suzanne Barros, também está acompanhando o caso desde cedo e dará todo apoio às autoridades na investigação deste bárbaro homicídio."
Fonte:AmarelinhoItabuna/Instagram c/adaptações do Blog - 25/07/2026
O presidente daArgentina,Javier Milei, aproveitou o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, neste sábado (25), em São Paulo, para repetir seu discurso ultraliberal e atacar governos de esquerda.
Milei chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de “lixo careca” por não ter autorizado que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de estado. A convenção foi marcada por ataques de Flávio a Moraes e ao Judiciário.
Convidado de honra da convenção do PL, o argentino afirmou que o Brasil vive uma disputa entre “a liberdade” e a continuidade de um modelo de “submissão”, além de pedir apoio à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sem anunciar um candidato a vice nem definir alianças para a eleição de 2026, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de Milei, que afirmou confiar no senador para “parar a máquina socialista”. O presidente argentino encerrou sua fala repetindo seu bordão: “Viva la libertad, carajo”.
“Eu creio que Flávio somente pode parar Lula, e trazer uma verdadeira mudança para todas os brasileiros. (…) Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer de frente às organizações criminais e narcotráficos, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, disse Milei.
Durante o discurso, Milei atribuiu a histórica crise econômica da Argentina exclusivamente às gestões anteriores, classificadas por ele como socialistas. Segundo o presidente, esse modelo provocou aumento da pobreza, inflação, déficit fiscal, excesso de regulações e aproximou o país de “ditaduras e terroristas de diversas partes do mundo”.
Milei evitou mencionar os efeitos de seu próprio ajuste fiscal sobre a população argentina. Desde que assumiu a Presidência, seu governo promoveu cortes profundos nos gastos públicos, reduziu investimentos em áreas sociais, ampliou tarifas de serviços essenciais e viu crescer os índices de pobreza e a perda do poder de compra de parte significativa da população, enquanto enfrenta sucessivos protestos contra suas políticas.
O presidente argentino afirmou que o Brasil ainda não experimentou “as consequências mais profundas” do modelo que critica, mas alertou que isso poderá ocorrer caso o país “não mude de rumo”. Em seguida, reforçou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
“O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo”, disse.
Javier Milei e Flávio Bolsonaro.
Na convenção, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, gravou um recado em vídeo. Ele chamou Flávio de amigo e lhe deu parabéns pelo lançamento da candidatura. “Você é um grande campeão da amizade entre nossos povos e sei que você vai levar o Brasil a patamares cada vez mais elevados”, disse.
Honraria de Tarcísio
Antes de participar da convenção do PL, Milei foi recebido no Palácio dos Bandeirantes pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pela primeira-dama Cristiane Freitas.
Para recepcionar o presidente argentino, o governo paulista substituiu o tradicional tapete vermelho por um azul, em referência à chamada “onda azul”, expressão utilizada por lideranças da direita para simbolizar o avanço desse campo político na América do Sul. Segundo o governo estadual, a cor também homenageava a bandeira da Argentina.
Após uma reunião reservada, Tarcísio concedeu a Milei a Ordem do Ipiranga, a maior honraria do Estado de São Paulo. Em nota, o governador justificou a homenagem afirmando que a Argentina é um parceiro estratégico para o estado e defendeu o fortalecimento das relações comerciais e dos investimentos entre os dois países.
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) convocou, neste sábado (25), 144 professores da Educação Básica e 36 da Educação Profissional aprovados no Processo Seletivo Simplificado, regido pelo Edital SEC/SUDEPE nº 03/2025.
O resultado da seleção dos candidatos foi confirmado em publicação no Diário Oficial do Estado.
Os profissionais atuarão nas unidades escolares da rede estadual de ensino, sob o Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Os candidatos aprovados para o exercício da função terão um vínculo contratual por 36 meses, podendo este ser prorrogado por igual período, com carga horária de 20 horas semanais. A remuneração será estabelecida de acordo com a classe e o nível correspondentes, para os candidatos que atenderem aos requisitos exigidos.
O prazo para a entrega da documentação necessária ao ingresso, em ambas convocações, será de dez dias úteis, compreendido entre o período de 27 de julho a 7 de agosto.
Entre os documentos exigidos estão diploma de conclusão do curso exigido para a função, documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência e declaração de não acúmulo de cargos e certidões negativas.
Os candidatos convocados devem encaminhar os documentos digitalizados para o correio eletrônico ingressocpm.sec@enova.educacao.ba.gov.br, para análise preliminar a ser realizada pela Coordenação de Provimento e Movimentação (CPM).
Além do envio eletrônico, os convocados devem realizar a entrega presencial da documentação, em original e fotocópia, para conferência.
Confira a convocação no link abaixo do DOE deste sábado 25/07/2026 para ver os convocados:
Continuar sem Cadastro- Executivo-Secretaria da Educação - Outros
pRESIDENTE DO stf - eDSON fACHinCrédito: Victor Piemonte/STF
247 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, repudiou neste sábado (25) o ataque de Javier Milei ao ministro Alexandre de Moraes durante a Convenção Nacional do PL, em São Paulo. Em nota, Fachin defendeu a autonomia do Judiciário e classificou a manifestação do chefe de Estado argentino como incompatível com a civilidade exigida nas relações internacionais.
Milei chamou Moraes de “lixo careca” ao comentar a decisão que o impediu de visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O argentino afirmou que pretendia encontrar o ex-presidente durante sua passagem pelo Brasil, mas não recebeu autorização judicial.
Na resposta, Fachin ressaltou que a ofensa foi proferida em território brasileiro contra um integrante da mais alta Corte do país. Também destacou que a decisão criticada por Milei foi tomada com base no ordenamento jurídico nacional.
“Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, declarou Fachin.
O presidente do STF acrescentou que a independência do Poder Judiciário não está sujeita a pressões de autoridades estrangeiras e condenou o teor da declaração.
“Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, afirmou.
Apoio a Flávio Bolsonaro
O ataque ocorreu durante um discurso de aproximadamente 30 minutos na convenção que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do partido à Presidência da República.
Milei manifestou apoio à candidatura do senador, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse confiar em uma vitória do representante do PL nas eleições de outubro. O argentino ainda relacionou a disputa brasileira ao avanço de forças de direita em outros países latino-americanos.
“Hoje o Brasil pode se somar à transformação regional da qual temos sido testemunhas nestes últimos anos”, disse Milei.
Ao falar sobre Jair Bolsonaro, tratado por ele como “grande amigo”, o presidente argentino declarou esperar voltar ao Brasil para “dar um abraço em Jair Bolsonaro”. Fachin, em sua manifestação, limitou-se a responder ao ataque contra Moraes e a reafirmar a soberania institucional do Judiciário brasileiro.
Íntegra da nota
Tomei conhecimento da declaração do Presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do País, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil. Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados.
A advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, foi morta a tiros após homens armados invadirem a casa onde ela morava, no município de Itororó, no sul da Bahia. O crime aconteceu na madrugada deste sábado (25).
Informações iniciais indicam que criminosos encapuzados invadiram o imóvel e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. Após a ação, os suspeitos fugiram.
Segundo a Polícia Civil, guias para perícia e remoção do corpo foram expedidas. O corpo será encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde vai passar por necropsia. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
As circunstâncias do crime ainda são investigadas. A autoria, a dinâmica e a motivação do homicídio não foram esclarecidas até a última atualização desta reportagem.
Nota da OAB-BA e OAB Subseção Itapetinga
"A OAB Bahia e OAB Subseção Itapetinga manifestam profundo pesar e indignação pela morte da advogada Claudia Felix de Oliveira brutalmente assassinada no início da manhã deste sábado (25), no município de Itororó, localizado no sudoeste da Bahia, na microrregião de Itapetinga.
Segundo informações veiculadas pela imprensa, criminosos encapuzados invadiram a residência da advogada e efetuaram diversos disparos de armas de fogo contra a vítima.
O caso já está sendo acompanhado pela Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas da OAB-BA para as devidas providências.
A presidente da OAB Bahia, Daniela Borges, solicitará à Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apuração profunda e rápida do crime e designará um representante para acompanhar as investigações. A presidente da OAB Itapetinga, Suzanne Barros, também está acompanhando o caso desde cedo e dará todo apoio às autoridades na investigação deste bárbaro homicídio."
A estreia da SpaceX na Nasdaq em junho deste ano confirmou Elon Musk como o primeiro trilionário do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 1,1 trilhão. Entretanto, para o financista José Kobori, o título é mais abstrato do que parece.
Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL deste sábado (25):
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu de forma enérgica a soberania nacional e mandou um recado direto contra qualquer tentativa de ingerência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, em discurso proferido neste sábado (25), durante o ato oficial de lançamento da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado de São Paulo.
O presidente reforçou que o poder de decisão reside estritamente no eleitorado brasileiro, destacando a dimensão do pleito e o compromisso do país com a autodeterminação e a paz internacional:
“Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores. Quem vai definir o destino de São Paulo são os eleitores de São Paulo. O aviso está dado. O Brasil é soberano. O Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra, quer paz. O Brasil não quer ódio, quer amor. O Brasil não quer fazer futrica, quer trabalhar, viver decentemente. E é isso que a gente vai garantir”.
Aproveitando o momento de mobilização política ao lado de aliados estratégicos na capital paulista, Lula também projetou o cenário eleitoral futuro e confirmou sua disposição em disputar a reeleição.
“E pode ter certeza: esse jovem de 80 anos que está falando com vocês vai ganhar as eleições outra vez em 2026. É preciso que a juventude brasileira levante a cabeça, que as mulheres levantem a cabeça, que os homens levantem a cabeça. Esse país é nosso e aqui ninguém mete o bedelho!”, finalizou o presidente sob aplausos dos apoiadores presentes.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou ao ICL Notícias que o governo brasileiro negou os vistos diplomáticos solicitados por dois funcionários do governo Donald Trump que pretendiam vir ao Brasil paradiscutir o processo eleitoral. Segundo uma fonte do Itamaraty, a decisão foi tomada após o governo avaliar que a missão poderia ser usada politicamente em meio à campanha presidencial e identificar uma relação entre a viagem e o encontro promovido dias antes pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com diplomatas estrangeiros para questionar a segurança das urnas eletrônicas.
A confirmação oficial da negativa dos vistos foi dada à reportagem na manhã deste sábado. Uma fonte das diplomacia brasileira detalhou a avaliação feita internamente pelo governo que levou ao veto da missão americana.
Segundo o relato, o Itamaraty tomou conhecimento, em 20 de julho, de que o Departamento de Estado dos Estados Unidos pretendia enviar dois representantes ao Brasil para discutir com autoridades brasileiras o processo eleitoral e temas relacionados à liberdade de expressão durante as eleições.
Os integrantes da delegação eram Riley M. Barnes, secretário-assistente do Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do mesmo órgão. A existência da missão foi revelada inicialmente pelo Washington Post e depois confirmada pela Reuters.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Foto: AFP)
O ponto que despertou preocupação no governo brasileiro, porém, foi o contexto político da visita.
Segundo a fonte ouvida pelo ICL Notícias, chamou atenção o fato de a missão ter sido organizada imediatamente após um encontro realizado em Brasília por políticos brasileiros com integrantes do corpo diplomático para levantar suspeitas sobre o sistema eleitoral.
“Chama a atenção que essa visita tenha sido planejada e vá acontecer na sequência de um evento que alguns políticos brasileiros fizeram com o corpo diplomático em Brasília para questionar as urnas eleitorais e levantar suspeitas”, afirmou a fonte.
A referência é ao evento do qual Flávio Bolsonaro participou ao lado de embaixadores e representantes estrangeiros, repetindo acusações sem provas contra o sistema eletrônico de votação. O episódio reproduziu a estratégia utilizada por Jair Bolsonaro em 2022, quando reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada para atacar a credibilidade das urnas — conduta que posteriormente fundamentou sua condenação à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Durante a conversa com a reportagem, a própria fonte confirmou que o governo estabeleceu uma relação entre os dois acontecimentos.
Na avaliação do Itamaraty, permitir a entrada da delegação poderia conferir respaldo internacional ao discurso que vinha sendo difundido por aliados de Flávio Bolsonaro contra o processo eleitoral brasileiro.
“O governo brasileiro considerou essa instrumentalização política da visita nesse contexto pré-eleitoral e, por isso, decidiu negar o pedido de vistos que chegou ao Consulado-Geral do Brasil em Washington”, afirmou a fonte.
A declaração revela que a decisão brasileira foi além de uma simples negativa administrativa de vistos. O governo concluiu que a missão tinha potencial para produzir efeitos políticos durante a campanha presidencial e, por isso, decidiu impedir sua realização.
A Reuters informou neste sábado que duas autoridades brasileiras classificaram a iniciativa como uma tentativa de interferência nas eleições de outubro. Segundo a agência, o governo avaliou que a visita poderia ser utilizada para colocar em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro, repetindo a narrativa já adotada por setores da direita brasileira.
O Washington Post revelou que os dois funcionários do Departamento de Estado pretendiam realizar reuniões em Brasília sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. De acordo com a publicação, diplomatas brasileiros passaram a suspeitar que a missão pudesse resultar em um relatório utilizado posteriormente para questionar a legitimidade das eleições.
O Departamento de Estado confirmou ao jornal americano que Barnes e Samson planejavam visitar o Brasil, mas não detalhou o objetivo da viagem nem apresentou qualquer evidência que justificasse preocupação com o funcionamento das urnas eletrônicas brasileiras. Também não comentou a negativa dos vistos após ser procurado pela Reuters.
A decisão do Itamaraty ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington e poucos dias depois de Flávio Bolsonaro voltar a internacionalizar os ataques ao sistema eleitoral brasileiro diante de representantes estrangeiros. Para o governo brasileiro, a coincidência entre os dois movimentos deixou de ser apenas uma sequência de fatos e passou a compor o contexto político que levou ao veto da missão americana.
O caso tem origem num incidente registrado no último domingo (19), quando uma mulher denunciou ter flagrado o homem se masturbando na academia enquanto a observava treinar em uma esteira. A prisão foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela Vara Criminal e de Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana. Para localizar o suspeito, os policiais realizaram levantamentos de inteligência, monitoramento de informações e cruzamento de dados até identificar o endereço onde ele estava escondido.
As investigações apontam que familiares do suspeito teriam facilitado sua saída de Feira de Santana em direção a Simões Filho e ocultado o paradeiro dele com o objetivo de dificultar a ação policial.
Ao perceber a chegada das equipes, o investigado tentou escapar por uma área de escombros com acesso a um matagal. Após acompanhamento tático, os policiais o alcançaram; mesmo assim, ele resistiu à detenção antes de ser contido.
Concluída a prisão, o suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais de praxe e permanece à disposição da Justiça.
O presidente Lula (PT) lidera a corrida eleitoral com 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que registra 43%, segundopesquisa Datafolha divulgada neste sábado (24) pelo jornal Folha de S. Paulo. No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do senador pelo Rio de Janeiro.
O levantamento, registrado sob o código BR-01166/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23). O resultado indica estabilidade em relação a junho e aponta baixo impacto nas intenções de voto das crises acumuladas na campanha do pré-candidato do PL.
Em votos válidos, critério utilizado no dia da eleição que exclui brancos e nulos, Lula totaliza 45% e Flávio, 36%. O instituto pondera que os 8% de brancos, nulos e nenhum registrados agora tendem a cair conforme o pleito se aproxima, o que exige cautela na leitura do dado.
EM NÚMEROS
O grupo de candidatos abaixo dos dois líderes está concentrado dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. As intenções de voto do primeiro turno para esse conjunto são:
Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
Romeu Zema (Novo): 3%;
Renan Santos (Missão): 3%;
Augusto Cury (Avante): 2%;
Samara Martins (UP): 1%;
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
Rui Costa Pimenta (PCO): 1%.
Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Outros 3% se declararam indecisos.
Em confrontos diretos de segundo turno testados pelo Datafolha, Lula venceria Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 40%. O quadro permanece estável em relação a junho.
A estabilidade persiste, apesar de um mês marcado por turbulências na campanha de Flávio. A mais recente envolveu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que divulgou, cerca de um mês atrás, um vídeo em que acusava o enteado de tê-la tratado mal e considerado dispensável. Ela deixou a chefia do PL Mulher e colocou em xeque sua candidatura a senadora pelo Distrito Federal.
Entre as mulheres, que compõem 52% da amostra do Datafolha, 50% declaram preferência por Lula num eventual segundo turno, ante 40% que escolhem Flávio. A rejeição geral ao senador chega a 48% dos eleitores, um ponto acima dos 46% que rejeitam o petista. Os demais candidatos registram rejeição inferior a 13%.
A volta das tarifas de Donald Trump contra o Brasil, prática associada ao clã Bolsonaro, também figurou no intervalo entre as duas pesquisas. Na aplicação anterior das medidas punitivas, a família trabalhou ativamente por elas; Lula respondeu com uma campanha pela soberania nacional que está sendo retomada como eixo da eleição.
Os pesquisadores foram a campo no dia seguinte ao discurso de Flávio a diplomatas estrangeiros, em que o senador divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas, replicando conduta que rendeu ao pai a inelegibilidade antes da prisão.
Do ponto de vista socioeconômico, o petista mantém vantagem entre nordestinos (55% do grupo, que representa 28% da população), eleitores com menor escolaridade (51% entre os 30% da amostra nessa faixa), os mais pobres (47% entre os 50% entrevistados nessa faixa de renda) e católicos (46% entre os 49% que se declaram assim).