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domingo, 27 de setembro de 2026

Copa do Brasil 2026: Confira as datas dos jogos das semifinais

 

foto:reprodução


Confira abaixo a programação completa com as informações detalhadas de cada partida:

Fase / ConfrontoData e HorárioEstádio / Cidade
Palmeiras x VascoIda01/11 (Domingo) – 16hNubank Parque (São Paulo)
Grêmio x Atlético-MGIda01/11 (Domingo) – 18h30Arena do Grêmio (Porto Alegre)
Atlético-MG x GrêmioVolta07/11 (Sábado) – 18hArena MRV (Belo Horizonte)
Vasco x PalmeirasVolta08/11 (Domingo) – 17hSão Januário (Rio de Janeiro)



fonte:Portal IG c/adaptações 27/09+/2026

Eleições 2026: Dono da Havan não deu dinheiro a Flávio Bolsonaro, diferente de 2022 com o pai


                                             foto:reprodução


 O empresário Luciano Hang, dono da Havan, não fez doação para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL)  nas eleições 2026, apesar de ter destinado R$ 1 milhão à campanha de Jair Bolsonaro em 2022. A uma semana do primeiro turno, Hang registrou R$ 300 mil em doações eleitorais neste ano, mas os recursos foram direcionados a candidatos a deputado estadual e federal.

Em 2022, o empresário desembolsou cerca de R$ 1,6 milhão para campanhas eleitorais. Do total, R$ 1 milhão foi destinado diretamente à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Informações do Portal IG c/adaptações 27/09/2026.

Proibição das bets: Desespero de influenciadores é a grande notícia para o Brasil, diz jornalista

 

                                             foto:reprodução portal Léo Dias/contigo



Há uma sinfonia de choro e ranger de dentes ecoando pelos stories do Instagram. Influenciadores digitais, outrora sorridentes enquanto ostentavam carros importados e viagens milionárias, agora gravam vídeos com semblantes carregados, lamentando a proibição das plataformas de apostas pelo governo federal.

Confira a análise do jornalista Leonardo Sakamoto do site UOL deste domingo(27) no link abaixo:


VÍDEO: https://www.instagram.com/p/Ddy8iqmCEiZ/

STF: Ministro Dino suspende decisão de Mendonça que removeu post de Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida

                                                         foto:Marcello Csal Jr/ag. Brasil



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste domingo (27) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia determinado a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. A decisão anterior havia sido tomada pelo ministro André Mendonça, que também havia estabelecido multa de R$ 30 mil em caso de novas manifestações semelhantes.

A disputa começou depois que Tabet publicou, na quinta-feira (24), uma mensagem na rede social X que foi relacionada à família do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Na publicação, o humorista escreveu:

“A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

A postagem, segundo entendimento de Mendonça, fazia referência a rumores sobre a campanha de Flávio. A defesa do senador recorreu ao TSE e pediu a remoção do conteúdo. Na sexta-feira (25), Mendonça concedeu uma liminar e determinou a exclusão da publicação, além de restringir manifestações futuras consideradas semelhantes.

Ao analisar o caso, Dino suspendeu as determinações e ordenou o restabelecimento das publicações que haviam sido retiradas. O ministro fundamentou a decisão na proteção constitucional à liberdade de expressão, de manifestação do pensamento e de imprensa.

Dino questiona restrição ao debate político

Na decisão, Dino ressaltou que críticas políticas estão entre as manifestações que recebem proteção constitucional, inclusive quando feitas em redes sociais e durante períodos eleitorais.

O ministro também considerou que o debate envolvendo religião não poderia ser impedido de forma genérica por uma decisão judicial. Segundo a decisão, medidas dessa natureza precisam observar critérios de proporcionalidade e não podem produzir um efeito de intimidação sobre manifestações legítimas.

Dino destacou ainda que a suspensão da ordem de remoção não significa que eventuais abusos estejam imunes a responsabilização. Caso uma publicação contenha uma ilegalidade comprovada, o responsável poderá ser submetido às medidas previstas na legislação, desde que respeitado o devido processo legal.

A decisão também mencionou o contexto das celebrações de Nossa Senhora Aparecida em outubro e o risco de que restrições amplas ao debate público produzissem um efeito inibidor sobre manifestações relacionadas ao tema religioso.

Conteúdo deverá ser restabelecido


Com a decisão de Dino, as determinações de retirada foram suspensas e as notificações foram encaminhadas ao TSE e às plataformas digitais para o restabelecimento das publicações.


fonte: Revista Fórum -27/09/2026

Interior: PM vítima de acidente é sepultado com honras militares em sua terra natal; Vídeo

                                               foto:reprodução/redes sociais

                                                                 


Foi sepultado, na manhã deste domingo (27), o corpo do soldado da Polícia Militar da Bahia Lucas José Jesus Santana, um dos sete mortos no acidente de ônibus ocorrido na sexta-feira (25), em Iraquara, na Chapada Diamantina.

A cerimônia de despedida aconteceu na cidade natal dele: Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano. Durante o evento, companheiros de farda prestaram honras militares ao soldado. Amigos e familiares também bateram palmas em homenagem a ele.

Segundo informações divulgadas pela PM, o agente era lotado na 28ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), de Ibotirama, estava fardado e pegava uma carona no coletivo.

Na ocasião, o policial carregava arma e outros materiais de trabalho. Após a morte, a equipe da PM que atendeu a ocorrência recolheu: 1 pistola calibre .40; 3 carregadores; 34 munições e Colete balístico.

O soldado Lucas José Santana tinha 31 anos e se formou na Polícia Militar no dia 5 de dezembro de 2025. Ou seja, tinha apenas 9 meses na Corporação. Ele era casado e deixou dois filhos, um menino e uma menina.



FONTE:pORTALG1/bAHIA/INSTAGRAM - 27/09/2026

Justiça determina redução de 50% na jornada de servidor que cuida de filho autista

                                                              Foto:reprodução/Redes Sociais


A Justiça determinou que a Prefeitura de Candiba, no sudoeste da Bahia, reduza em 50% a jornada de trabalho de um servidor que precisa acompanhar o filho, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida foi concedida sem redução do salário e sem necessidade de compensação das horas.


Segundo a decisão na qual o g1 teve acesso, o servidor, que trabalha como motorista, entrou com uma ação para conseguir mais tempo para acompanhar o filho nas atividades de tratamento. A Justiça considerou que a mãe da criança também tem limitações que dificultam a assistência ao menino e que parte dos atendimentos é realizada em Guanambi, cidade vizinha.

A decisão foi assinada pela juíza Adriana Silveira Bastos, da Justiça da Bahia, em 1º de setembro.

Pelo texto, o município terá dez dias para cumprir a determinação. A nova rotina de trabalho deverá ser definida em conjunto pelo servidor e pelo Coordenador de Transporte do município, levando em conta os dias das terapias e o tempo necessário para os deslocamentos.

Ao analisar o pedido, a Justiça entendeu que a necessidade de acompanhamento ultrapassa o período exato das consultas e terapias.

De acordo com a decisão, a família não tem veículo próprio nem motorista habilitado para realizar os deslocamentos. Com isso, o transporte da criança para os atendimentos exige tempo de espera e uma logística que ocupa parte significativa do dia.

A Justiça também considerou que o filho do servidor pode apresentar situações que exigem a presença de um adulto responsável e que a mãe, conforme documentos apresentados no processo, não teria condições de assumir sozinha todos os cuidados.

Caso o município não cumpra a determinação, foi estabelecida multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a 30 dias.

Fonte:Portalg1/Bahia/instagram - 27/09/2026

Eleições 2026: Falas de bispos católicos e rumores sobre Nossa Senhora viralizam e viram ativo da campanha de Lula na reta final

2026:  


Bispos da Igreja Católica têm usado recorrentemente o termo "soberania" do Brasil foto:reprodução



O que significa quando um religioso fala sobre a importância da "soberania" do Brasil, em meio a uma eleição disputada? As interpretações a essa pergunta aqueceram o debate sobre religião e eleições nas redes sociais nesta última semana, reta final antes do primeiro turno.

Entre vídeos de bispos da Amazônia divulgados no Instagram e um resgate de uma fala do arcebispo emérito de Aparecida, dom Orlando Brandes, na missa em 7 de Setembro deste ano, religiosos aparecem dizendo que é preciso "defender a soberania" do país.

Os vídeos se somaram à polêmica sobre retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, que perfis de esquerda associaram a Flávio Bolsonaro (PL). O candidato desmentiu a informação e foi à Justiça Eleitoral pedir a remoção de posts.

O único projeto de lei com esse objetivo foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli (PMDB-MT), que anos depois foi assessor do governo Jair Bolsonaro, e arquivado em 2008. Não há registro de participação de Flávio Bolsonaro na proposta.

O termo "soberania", utilizado pelos religiosos nos vídeos, chama atenção por ser usado como bandeira pelo governo e pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impulsionado pelos embates diplomáticos do Brasil com o governo de Donald Trump, nos EUA.

Coordenador do Grupo de Análise de Conjuntura Padre Thierry Linard, órgão de assessoramento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Francisco Lima disse à BBC News Brasil que não acredita numa finalidade eleitoral.

Segundo ele, o tom das mensagens está de acordo com a doutrina da igreja, mas padres deveriam evitar se pronunciar dessa forma em período de campanha.

"Toda a fala nesse momento só precisaria ser da CNBB. Uma fala isolada de um bispo isolado pode fazer assimetria com relação aos outros. E a gente não faz isso", criticou Lima, bispo de Carolina, interior do Maranhão. "Isso é perigoso."

Dom Francisco Lima contou que, numa reunião recente do grupo de análise da CNBB que ele coordena, os integrantes chegaram a classificar "soberania" como uma palavra a ser evitada, porque, dita por alguém da Igreja, poderia ter repercussão política.

"Tentamos não fomentar termos que polarizam mais ainda, porque não ganhamos nada com isso", declarou Lima.

O vídeo que viralizou foi publicado na segunda-feira (21/9), com bispos do Amazonas e Roraima, da Regional Norte 1 da CNBB.

Em um trecho, dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, diz: "É importante a soberania do Brasil, a soberania da nossa Amazônia, a soberania das nossas riquezas e bens. A democracia, portanto, é um bem precioso a ser cuidado e garantido."

Também passou a circular o vídeo em que dom Orlando Brandes, de Aparecida, declara aos fiéis que "vamos defender a soberania". "Nenhum poder de fora, seja quem for, deve mandar aqui".

O sociólogo Alexandre Landim, autor do recém-lançado livro "O Deus das urnas: evangélicos e católicos em eleições presidenciais no Brasil"(Telha, 2026), avalia que o que chama mais atenção é a forma inédita como a campanha da esquerda está usando esses vídeos numa disputa religiosa com a direita.

"Este ano parece que as eleições ainda não emplacaram, por conta da temperatura eleitoral sem debate intenso. Ao que parece, nessa reta final, as candidaturas entenderam que a pauta da religião anima o eleitorado", avalia.


"Até então, era uma retórica só da direita, desde 1989, quando evangélicos diziam que o PT fecharia igrejas. Então, a retórica agora é muito parecida, só que está com o sinal trocado", explica Landim.

O que indicam os vídeos

As orientações oficiais recentes da CNBB apontam para o não envolvimento do clero com questões eleitorais, explica Landim. Os vídeos que se espalharam nas redes, porém, mesmo sem apoio direto a Lula, podem levar a interpretações nesse sentido.


"O conteúdo dos vídeos tem teor mais educativo, de orientar os fiéis, mas vemos uma preocupação maior com justiça social, com soberania. E a gente sabe que isso tem viés político hoje. Então, a gente pode entender que seria um pensamento mais progressista nesse momento", avalia Landim.

O padre jesuíta Luís Corrêa Lima, professor de teologia da PUC-Rio, avalia que as frases ditas no vídeo "estão relacionadas com a doutrina social da Igreja e com pronunciamentos de documentos recentes do papa Francisco e do papa Leão 14".

  • "Nesse contexto eleitoral, ela pode favorecer um candidato ou outro. Mas esse discernimento quem deve fazer são os fiéis", diz o padre professor.

Para Landim, a ideia de que há um temor dessas lideranças católicas com a chegada de Flávio Bolsonaro, que é evangélico, deve ser considerada, apesar de isso ser apenas uma "interpretação".


"Jair Bolsonaro, apesar de ser declaradamente católico, foi um dos maiores porta-vozes das pautas evangélicas. Então, a gente pode compreender, sim, que tenha esse temor da Igreja Católica diante desse espaço", avalia.

Mas Landim diz ser importante notar que a Igreja Católica é muito diversa, com várias correntes mais progressistas ou conservadoras. Essa disputa em torno da religião também apareceu na polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, com novos contornos nesta sexta-feira.


Durante a tarde, o ministro André Mendonça determinou a derrubada de publicações nas redes sociais que associam Flávio Bolsonaro a uma suposta articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Na decisão, Mendonça determinou que as plataformas Meta, X, TikTok e YouTube adotem medidas para impedir a disseminação das publicações.


O tribunal já havia decidido, em análise preliminar, que não havia "suporte fático mínimo" para a alegação de que Flávio Bolsonaro ou sua família teriam promovido ou articulado uma iniciativa para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.

Mais cedo, a primeira-dama, Janja da Silva, havia postado nas redes sociais uma foto do presidente Lula segurando a santa. Na legenda, ela escreveu: "Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!".

Lula segura Nossa Senhora Aparecida
Reprodução
Janja postou uma foto de Lula segurando Nossa Senhora Aparecida nesta sexta-feira

O vice-presidente e candidato à reeleição na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), também gravou um vídeo dizendo ter recebido mensagens de católicos "preocupados com os rumos do país". Sem mencionar diretamente a questão de Nossa Senhora Aparecida, ele prometeu que as tradições religiosas estarão "protegidas e preservadas" em um eventual novo governo.

Procurada, a CNBB não se manifestou sobre o conteúdo dos vídeos que estão circulando. Apenas informou que a mensagem da CNBB para o período eleitoral é a que foi publicada aos fiéis em 18 de junho.


O texto diz, entre outras coisas que "não podemos silenciar diante da escandalosa desigualdade social, da corrupção, da compra de votos, da utilização indevida dos recursos públicos e da disseminação deliberada de mentiras (fake news)".

A CNBB diz também sobre a necessidade de "confiança nas instituições democráticas", ao "Estado Democrático de Direito, à independência dos Poderes e à liberdade de expressão".

Católicos nas eleições

Flávio Bolsonaro ajoelhado no palco com lideranças religiosas em oração
Getty Images
Lideranças evangélicas demonstram apoio aos Bolsonaros

O bispo Dom Francisco Lima avalia que o acirramento das eleições presidenciais tem contribuído para o uso desses elementos religiosos agora. "Cada detalhe importa, porque agora a diferença que um ganha do outro é muito pequena. E aí pode se querer buscar o detalhe dentro do religioso", critica.

A pesquisa de Landim feita no seu doutorado e livro mostra que a diferença do voto entre o eleitor evangélico e católico tem ficado mais evidente no Brasil. O eleitor católico tende a votar mais no PT, enquanto o evangélico vai para o lado do bolsonarismo. Isso faz com que campanhas possam se direcionar a grupos que tenham mais afinidade, segundo Landim.


A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24/9) também deixa evidente essa divisão quando o assunto é religião. Entre os católicos, 45% afirmaram que pretendem votar em Lula no primeiro turno, contra 33% que dizem preferir Flávio. Entre os evangélicos, Flávio tem 47%, contra 27% de Lula.

"Hoje, no Brasil, a gente sabe que religião é um determinante de voto do eleitor. Há uma cisão muito clara. Por exemplo, na faixa das pessoas que recebem até dois salários mínimos nas últimas três eleições, se a gente faz uma divisão entre católicos e evangélicos, a votação no PT entre católicos aumentou e a entre evangélicos diminuiu", comenta Landim.


Ou seja, na mesma faixa de renda, o comportamento de voto muda muito a depender da religião da pessoa. Essa diferença vem se consolidando desde 2010, segundo a pesquisa.

Foi ali que o campo da direita de fato começou a utilizar a retórica religiosa com mais força, na disputa entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). "Num papel difícil para oposição com a popularidade em alta de Lula, Serra tentou a retórica religiosa, com a pauta do aborto", explica o autor.


Isso porque, em 2009, o governo Lula havia publicado um programa sobre direitos humanos que trazia o tema da descriminalização do aborto. Naquela eleição, diz Landim, também houve envolvimento direto da CNBB, inclusive com impressão de panfletos orientando os eleitores a não votarem em quem era "favorável" ao aborto.

Em 2014, a atuação da CNBB foi mais discreta, promovendo apenas debates sobre a pauta de costumes com Aécio Neves (PSDB) e Dilma. Já em 2018, avalia o pesquisador, a religião teve papel importante na eleição entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, mas pelos evangélicos, e não pela Igreja Católica, que teve participação reduzida.


Em 2022, a CNBB chegou a emitir um comunicado desincentivando que os religiosos participassem da campanha. Isso não quer dizer que membros não se manifestaram. "A gente não pode dizer que a Igreja Católica tem um posicionamento único. Isso daí vai depender de qual é a corrente interna", diz Landim.

"Tem religiosos ali com um pensamento mais progressista, como o padre Júlio Lancelotti, e outros com pensamento mais conservador, como os movimentos carismáticos, com uma tendência a escolherem candidaturas da direita."


Durante a ditadura militar, especialmente a partir dos anos 1970, setores importantes da Igreja Católica brasileira, como a CNBB, passaram a atuar fortemente em direitos humanos, defesa dos pobres e redemocratização, o que pode levar a uma interpretação de alinhamento a um campo mais progressista.

Mas a própria entidade tem afirmado que não se identifica com nenhuma ideologia ou partido político e justifica sua atuação política a partir da doutrina social da Igreja.


Alexandre Landim avalia ainda que as falas de líderes católicos como as dos vídeos serve mais para animar o debate do que influenciar voto. Entre os católicos, diz, essa transferência do que fala um líder religioso para a decisão é ainda menor do que entre os evangélicos. "Eu não acredito que essas declarações vão mudar a orientação dos votos."

FONTE: 

Bahia: Governador presta solidariedade a deputada Roberta Roma após infarto


                 
                                                      foto: Deivid Santana/BNews
                                                              


 O governador Jerônimo Rodrigues (PT) prestou solidariedade a deputada federal Roberta Roma (PL) após a parlamentar sofrer um infarto durante uma agenda na cidade de Cruz das Almas.

Neste domingo (27), através das redes sociais, o candidato à reeleição pelo Governo da Bahia desejou “força” a deputada em meio a campanha eleitoral.

No sábado (26), a equipe de Roberta Roma informou que a deputada está internada na UTI Cardíaca do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, após sofrer um infarto. O quadro de saúde dela é estável.


fonte:Bocão News c/adaptações 27/09/2026

Eleições 2026: Discussões sobre Aparecida têm 75% de posts negativos para Flávio Bolsonaro


                                          foto:reprodução



A repercussão nas redes sociais da associação de Flávio Bolsonaro (PL) à articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil foi majoritariamente negativa para o candidato. Segundo relatório da empresa de monitoramento Palver, 73% das publicações com posicionamento nas redes sociais criticaram Flávio, enquanto 27% foram favoráveis a ele. No fluxo de mensagens online, que in WhatsApp e Telegram, a proporção de críticas foi de 60%.

O levantamento analisou o período de 18 a 25 de setembro e apontou que a discussão ganhou força na noite de 24 de setembro, depois que a GloboNews associou o candidato à mobilização envolvendo o título de Nossa Senhora Aparecida. A emissora posteriormente se retratou e esclareceu que a informação tinha como referência um projeto apresentado em 2007 e arquivado em 2008.

De acordo com a Palver, 28% dos conteúdos analisados nas redes foram classificados como neutros. Entre os demais, 73% apresentaram críticas a Flávio, percentual que corresponde a aproximadamente três quartos das manifestações com posicionamento. O relatório aponta que, no que se refere à troca de mensagens, o cenário foi menos desfavorável ao candidato: 40% das mensagens com posicionamento eram de apoio.

A repercussão também provocou um salto expressivo no volume de menções. Nas redes sociais, o pico chegou a 735 menções a cada 100 mil mensagens em 25 de setembro, contra uma média de aproximadamente 40 a 80 menções por 100 mil nos dias anteriores. No X, o índice passou de cerca de 50 menções por 100 mil em 23 de setembro para 379 em 25 de setembro.

Boato viralizou antes da correção

A principal narrativa identificada pela Palver representou cerca de 37% das mensagens classificadas. Nesse grupo, o boato foi tratado como verdadeiro e acompanhado por manifestações de indignação, alertas e pedidos de voto contra Flávio Bolsonaro.

O relatório registra que muitas das mensagens reproduziram cards atribuídos à GloboNews e apresentaram a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil como uma ameaça aos católicos. A narrativa também relacionou Flávio à bancada evangélica e ao projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado Victorio Galli, que propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos”. A proposta foi arquivada no ano seguinte.

Após a repercussão, Flávio publicou um vídeo negando a existência de qualquer projeto nesse sentido. A narrativa de defesa do candidato e reprodução do desmentido representou aproximadamente 16% das mensagens relevantes analisadas pela Palver. Segundo o relatório, esse conteúdo teve maior presença nos grupos de mensageria ligados ao campo bolsonarista.

Outra frente, responsável por cerca de 15% das mensagens, reuniu conteúdos de checagem sobre a origem do projeto e questionamentos ao desmentido de Flávio. Parte das publicações ressaltava que a proposta era de 2007, havia sido arquivada em 2008 e não era de autoria do candidato.

Tema alcança eleitorado católico

Para a Palver, o episódio ganhou relevância por envolver diretamente o eleitorado católico em meio à campanha presidencial. O relatório aponta que a associação entre Flávio, a bancada evangélica e uma suposta ameaça à padroeira passou a circular para além das bolhas partidárias e alcançou grupos religiosos.

O monitoramento também indica que a correção da informação não eliminou imediatamente a repercussão do conteúdo original. Segundo a empresa, a velocidade de disseminação do boato foi superior à do desmentido, fazendo com que a narrativa continuasse presente nas redes mesmo após a retratação da GloboNews e a manifestação de Flávio.

Fonte: ICL NOTÍCIAS - 27/09/2026 13h:06

Prefeitura de SP aprovou planilha de ONG ligada a 'Dark Horse' que indica ponto de Wi-Fi em praia carioca

                    Imagem:reprodução/interceeept brasil




A Prefeitura de São Paulo validou documentos e planilhas de prestação de contas do programa WiFi Livre, da ONG Instituto Conhecer Brasil, o ICB, com informações contraditórias e erros nos endereços dos pontos de internet, inclusive apontando locais fora do município – como uma praia no Rio de Janeiro. 

A entidade, que recebeu mais de R$ 100 milhões para fazer o serviço, é comandada por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os problemas identificados pelo Intercept Brasil apontam fragilidade na fiscalização dos aspectos técnicos do acordo,  assinado em junho de 2024, pela gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB.

As inconsistências  incluem coordenadas geográficas que levam a outros municípios paulistas e até a outros estados, CEPs que não correspondem aos endereços descritos e milhares de equipamentos que, embora já registrados como ativos, aparecem com datas de instalação no futuro.

Coordenadas erradas: dados de latitude e longitude disponíveis na planilha apontam ponto de wi-fi na Ilha de Paquetá, no Rio, e não na no Conjunto Residencial José Bonifácio, em São Paulo
Coordenadas erradas: dados de latitude e longitude disponíveis na planilha apontam ponto de Wi-Fi na Ilha de Paquetá, no Rio, e não na no Conjunto Residencial José Bonifácio, em São Paulo

Esses problemas afetam justamente as informações necessárias para acompanhar a execução do programa, voltado para promover o acesso à internet em regiões da periferia da capital, sob supervisão da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, a SMIT.

Não há como saber com precisão onde cada equipamento foi colocado, quando a instalação ocorreu e como está o funcionamento e a cobertura de cada ponto. Os problemas comprometem a capacidade da prefeitura ou de qualquer outro órgão de fiscalizar o serviço – e o uso de dinheiro público – com base nos documentos apresentados pelo instituto.

O contrato do WiFi Livre já é alvo de mais de uma investigação. No relatório que embasou uma operação determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino em 10 de setembro, a Polícia Federal afirmou ter encontrado indícios de uma triangulação financeira de ao menos R$ 6,1 milhões entre empresas e entidades ligadas à empresária Karina da Gama. 

Em um relatório que veio a público poucos dias depois, quando Dino retirou o sigilo, a Polícia Civil de São Paulo disse ter identificado “consistentes suspeitas” de que recursos do programa WiFi Livre tenham sido desviados para custear a produção de “Dark Horse”. Ambas as linhas de investigação colocam Karina como principal personagem dos esquemas.

Em resposta a questionamentos enviados pelo Intercept, a Prefeitura de São Paulo inicialmente pediu acesso às planilhas, ainda que elas tenham sido obtidas por nós em um processo administrativo da secretaria e em uma busca e apreensão dentro da pasta. Em seguida, a SMIT disse que os pontos “são fiscalizados periodicamente desde a instalação, por meio de monitoramento técnico e georreferenciado” e que a execução foi comprovada por meio de documentos e fotografias. 

A gestão afirmou ainda que “eventuais inconsistências cadastrais nas planilhas são identificadas e comunicadas à instituição responsável”, bem como inconsistências em contratos. Pedimos acesso às documentações que mostram que a Prefeitura comunicou as inconsistências à ONG, mas não tivemos resposta até a publicação. Leia a resposta da SMIT na íntegra. 

Após a publicação, a Prefeitura enviou uma nova resposta, reafirmando que “tais inconsistências pontuais não comprometem em nada a lisura e a correição da fiscalização do Termo de Colaboração.” Leia o texto na íntegra. 

Também após a publicação, o ICB enviou uma nota dizendo que as planilhas analisadas representam “momentos distintos de atualização da base operacional do projeto”, e que para acompanhamento da execução, a base mais recente encaminhada à SMIT deve ser conferida. A ONG esclareceu ainda que usa o georreferenciamento para acompanhamento dos pontos – ainda que a Prefeitura tenha colocado estes como “dados secundários”. Leia a resposta na íntegra. 

Fora de área

Os dados analisados estão em duas planilhas a que tivemos acesso. A primeira foi enviada pelo ICB à prefeitura em 19 de janeiro de 2025, como parte da prestação de contas do programa WiFi Livre. O arquivo relaciona 2.673 pontos que teriam sido instalados entre agosto de 2024 e janeiro de 2025.

A segunda planilha, com 2.929 pontos, estava entre os documentos eletrônicos vinculados aos processos administrativos apreendidos durante o cumprimento de um mandado de busca na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, em 10 de junho de 2026. 

A medida integra uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, que quer descobrir se uma parte dos recursos do contrato de Wi-Fi foi desviada para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. Os metadados, ou seja, as informações que registram as características do arquivo, indicam que a planilha obtida naquela ocasião pode ter sido criada em março de 2026.

As duas bases analisadas pelo Intercept têm 2.673 pontos em comum. Isso significa que todos os registros da primeira planilha também aparecem na segunda, com a inclusão de outros 256 pontos. Embora endereços, CEPs e coordenadas – inclusive as inconsistências – se refiram aos mesmos equipamentos apresentados pelo ICB à prefeitura em 2025, as datas de instalação mudaram para 2026.

CEP errado: código postal da Rua Sergipe, no município de Cotia, aparece associado a um endereço no Parque Fernanda, na capital paulista.
CEP errado: código postal da Rua Sergipe, no município de Cotia, aparece associado a um endereço no Parque Fernanda, na capital paulista.

Um exemplo é o ponto localizado na rua Emílio Castro, no Jardim Damasceno. Na prestação de contas enviada pelo ICB à prefeitura, ele aparece como instalado em dezembro de 2024 e estando com link em on, ou seja, ligado. Na segunda planilha, o mesmo ponto tem como data de instalação um mês futuro, dezembro de 2026, apesar de o link do ponto também já aparecer em on.

‘Execução rigorosamente verificada’

Depois do envio da primeira planilha, em janeiro de 2025, a prefeitura ainda estendeu o contrato com o ICB mais duas vezes, levando o valor total para mais de R$ 157 milhões. 

O primeiro aditamento ocorreu em junho de 2025 e o segundo, em janeiro de 2026. O ofício em que o ICB manifestou interesse na prorrogação é datado de 10 de dezembro de 2025, mesmo dia em que o Intercept publicou a primeira reportagem sobre o contrato do WiFi Livre – indicando que milhões de reais foram pagos ao ICB sem que o serviço previsto em contrato fosse prestado. 

Em junho do ano passado, a prefeitura afirmou que o interesse no aditamento residia “na manutenção de um serviço de qualidade comprovada, essencial para a estabilidade e eficiência” de suas “operações, além de evitar os transtornos e custos adicionais que seriam gerados por um novo processo licitatório para os mesmos serviços em um curto espaço de tempo”.

Mas as inconsistências nas planilhas de prestação de contas apresentadas em janeiro de 2025 não foram identificadas pela gestão Nunes e também não motivaram questionamentos à ONG. Em 16 de dezembro do ano passado, a SMIT emitiu um parecer recomendando o aditamento do contrato por mais 12 meses, atestando a qualidade satisfatória da parceria. “A qualidade da execução foi rigorosamente verificada, apresentando números positivos e em total conformidade com os indicadores de desempenho estabelecidos em plano de trabalho”, cita o ofício assinado por André Machado e Paloma de Araújo Lira Carreras Alves, servidores da Coordenadoria de Conectividade.

Não há, no entanto, nenhum registro nos processos administrativos relacionados ao contrato analisados pelo Intercept de que a qualidade da instalação tenha sido verificada ou de que alguma análise técnica tenha sido feita pela prefeitura. 

Os problemas não se limitam aos endereços dos pontos. Em 21 de março de 2025, Karina da Gama enviou por e-mail documentos que haviam sido solicitados pela SMIT, dentre eles os contratos com as empresas terceirizadas que prestaram serviços para o ICB. O contrato com a Favela Conectada foi anexado, mas a assinatura só tem o primeiro nome do representante, “Alex”, e o campo do CPF, logo abaixo, aparece como “xxx”. 

Assinatura incompleta em um dos contratos de Wi-Fi.
Dados incompletos em um dos contratos de Wi-Fi.

Wi-Fi na Ilha de Paquetá

Mesmo quando analisadas separadamente, as planilhas enviadas pelo ICB à prefeitura de São Paulo contêm informações inconsistentes sobre a localização dos equipamentos. Endereço, CEP, bairro, subprefeitura e coordenadas geográficas, que deveriam indicar um mesmo lugar, em diferentes registros, apontam para localidades distintas. 

Ao usar as coordenadas geográficas presentes nos dois arquivos, o Intercept identificou 37 pontos que aparecem fora de São Paulo, embora os endereços correspondentes apontem para locais na capital paulista. Também há erros em CEPs de 17 pontos de internet.

Um dos casos é o de um ponto registrado como instalado em outubro de 2024 na rua Angelo Bini, no Conjunto Residencial José Bonifácio, em Itaquera. O endereço, o CEP, o bairro e a subprefeitura indicam corretamente a zona leste de São Paulo. As coordenadas atribuídas ao equipamento (latitude -22,762988 e longitude -43,110262), porém, localizam o ponto na Ilha de Paquetá, no município do Rio de Janeiro, a mais de 400 quilômetros do endereço declarado.

Em outros casos, o erro nas coordenadas aparece associado a problemas no próprio endereço escrito por extenso. Um ponto informado como instalado em novembro de 2024 no Jardim das Oliveiras, no Itaim Paulista, foi registrado na “Rua Doutor José Pereira Gome”. Além de suprimir o “s” em Gomes, as coordenadas registradas para o equipamento levam a Jundiaí, no interior de São Paulo.

Há ainda um ponto de Wi-Fi que aparece no endereço “rua Travessa Barão Ferraz Uruquaiana”, com “Uruquaiana” no lugar de “Uruguaiana”. Enquanto o CEP desse ponto remete à capital paulista, novamente as coordenadas apontam para longe, desta vez, para o município de Sorocaba. 

As planilhas ainda contêm variações na grafia de uma mesma via, como é o caso da avenida Mateo Bei, na zona leste, endereço escrito de duas formas diferentes, e locais descritos apenas como o cruzamento entre duas ruas, sem número ou outro ponto preciso de referência. É o caso de um ponto no Jardim da Laranjeira, na zona leste, identificado apenas como “Rua Pirâmide do Piques, SN”, sem uma numeração ou outro ponto de referência.

Como em outros casos, a maneira com que muitos logradouros foram preenchidos indica a inserção manual dos dados, sujeita a erros que dificultam a identificação de cada local.

Essas falhas atrapalham, principalmente, a localização dos equipamentos em mapas e sistemas de georreferenciamento, tornando mais complexa a análise de sua distribuição pela cidade e a sua fiscalização. Um endereço escrito incorretamente pode não ser reconhecido automaticamente ou ser associado a outro lugar.

Quando o erro no nome da via se soma a coordenadas que apontam para outro município ou estado, nenhum dos dois principais campos de localização oferece uma referência segura sobre o local em que o ponto de Wi‑Fi teria sido instalado.

CEPs de outras cidades e até um inválido

A aparente ausência de um processo de checagem das informações inseridas permitiu ainda que CEPs de outras cidades fossem mantidos nas tabelas. A reportagem identificou 16 pontos de Wi-Fi com CEPs pertencentes a outros municípios: 15 com código de Ferraz de Vasconcelos e um de Cotia, ambos na região metropolitana de São Paulo. Além disso, um ponto instalado em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, consta nas planilhas com o CEP 00941-465, que não corresponde a nenhum código postal válido no país.

O preenchimento incorreto do CEP pode parecer pouco importante, mas cria uma nova dificuldade para a verificação dos pontos: uma busca automatizada que utilize o código postal pode associar o equipamento a outra cidade. O código postal também é considerado um das referências complementares mais importantes para diferenciar ruas com o mesmo nome, evitando associações equivocadas.

A constatação desses erros indica que, em muitos casos, nenhum dos campos de localização geralmente usados pode ser adotado isoladamente como referência segura dos pontos de internet instalados pelo ICB na capital paulista. E a combinação deles nem sempre consegue ajudar.

Atualização: 25 de setembro, 13h
Foram incluídas no texto uma nova resposta da Prefeitura de São Paulo e uma nota do ICB, ambas enviadas depois da publicação.


Fonte: Intercept Brasil/reprodução - 27/09/2026 12h:28