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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

No TRT 11: Pedreiro faz defesa sem advogado, emociona juízes e demascara fraude de construtora

 

                                               imagem:reprodução


Disseram a ele:


"Não vá, você não vai saber falar diante dos juízes". Mas o pedreiro Edilson Takahara calou o tribunal, exerceu o jus postulandi (direito de defesa sem advogado) e entregou uma das sustentações orais mais emocionantes da história da Justiça do Trabalho.

Acompanhe essa aula de cidadania no TRT-11:

• O Cenário: Edilson trabalhava pendurado em rapel e balancins na fachada de um prédio de 15 andares. A empresa tentou fraudar a lei, alegando que ele era um mero "trabalhador autônomo" para não pagar seus direitos.

• A Preparação: Desafiando o medo e o nervosismo, ele estudou a CLT sozinho em casa e viajou para fazer sua própria defesa oral.

• A "Aula" na Tribuna: Com uma lógica irretocável, Edilson fez os juízes pensarem: como alguém trabalha pendurado a 15 andares de altura, precisando inclusive ser resgatado, sem estar subordinado às ordens diárias de um engenheiro? Ele ainda provou documentalmente que a empresa mentiu no processo.

• O Desfecho Histórico: O relator interrompeu a sessão emocionado, afirmando que a lógica do pedreiro foi superior à de muitos advogados profissionais. Outro Desembargador o comparou a Luiz Gama. O TRT-11, por unanimidade, reconheceu o vínculo de emprego.

O Jus Postulandi é a alma viva da Justiça do Trabalho. A verdade nua e crua dos fatos, dita por quem vive a obra e sente o calo na mão, muitas vezes supera qualquer tese jurídica rebuscada.

Tentar maquiar subordinação extrema (como trabalho em altura coordenado por engenheiro) com o rótulo de "autônomo" é fraude escancarada. A Justiça não tolera mentiras.

VÍDEO NO LINK ABAIXO:

https://www.youtube.com/live/Cxbp0lU5cew?is=tLhillq1fbHlSOht



Fonte:temas.trabalhistas.em.foco/instagram - 27/08/2026

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

EUA: Trump suspende entrevistas de vistos de imigrantes

                                    foto:reprodução


O governo de Donald Trump suspendeu o agendamento de entrevistas para vistos de imigrantes em consulados dos Estados Unidos em todo o mundo. A medida afeta pessoas que aguardavam uma etapa obrigatória para concluir pedidos de imigração e ainda não tem data definida para ser encerrada.

A decisão foi tomada pelo Departamento de Estado, que informou que a pausa será usada para treinamento de funcionários consulares e revisão dos procedimentos de análise dos pedidos. A pasta orientou que novos agendamentos sejam interrompidos enquanto a avaliação é realizada.

Os vistos de imigrantes são destinados a pessoas que pretendem morar permanentemente nos Estados Unidos, como familiares de cidadãos americanos e trabalhadores autorizados a buscar residência no país.

O Departamento de Estado já havia anunciado mudanças nas regras de análise de pedidos, com exigência de que candidatos sejam avaliados no país de residência ou nacionalidade, salvo exceções.

A suspensão ocorre durante uma nova fase da política migratória do governo Trump, que tem ampliado a fiscalização sobre processos de entrada e permanência nos Estados Unidos. A administração afirma que as mudanças buscam reforçar a segurança e evitar que imigrantes dependam de benefícios públicos.

Ainda não há uma previsão oficial para que os consulados voltem a abrir novos horários de entrevista. Candidatos afetados pela medida terão de aguardar novas orientações do governo americano.

terça-feira, 30 de junho de 2026

EUA: Corte derruba ordem de Trump que nega cidadania a filhos de imigrantes

                                          Imagem: KENT NISHIMURA / AFP…


Confira a reportagem ocmpleta no link abaixo do site UOL desta terça-feira (30):

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou hoje a ordem executiva do presidente Donald Trump que negava cidadania por nascimento para filhos de imigrantes. 

 https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/06/30/suprema-corte-decisao-sobre-cidadania-por-nascimento-eua.ghtm?cmpid=copiaecola 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Salvador: Greve dos rodoviários é confirmada após falta de acordo por reajuste salarial


                                             foto:reprodução


 A greve dos rodoviários de Salvador foi confirmada e o transporte público da capital baiana deverá ser afetado a partir das 00h desta sexta-feira (22). A decisão dos trabalhadores foi anunciada durante a Assembleia Permanente da Campanha Salarial 2026, na sede do sindicato, nesta quinta-feira (21).

 assumir sozinha custos do sistema”

A medida da classe ocorre após impasse nas negociações por reajuste salarial com os empresários do setor, mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5). A categoria reivindica reajuste salarial acima da inflação, melhorias no ticket alimentação, redução da jornada de trabalho e revisão das chamadas cartas horárias. 

O presidente do sindicato dos rodoviários na Bahia, Fábio Primo, já havia indicado que as negociações caminhavam sem progresso. Segundo Primo, a classe ainda buscava adotar um tom cauteloso, ao afirmar que não realizaria paralisações enquanto houvesse negociação aberta. 

Antes da declaração do estado de greve, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), afirmou que esperava que as novas rodadas de conversa pudessem evitar que uma greve geral da categoria acontecesse: “Fazemos um apelo para que o acordo aconteça até a quinta-feira e, com isso, o dissídio não precise ser julgado e a gente evite uma greve”, disse o líder municipal.


Fonte: Bocão News - 21/05/2026

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Governo e Câmara fecham acordo para fim da 6×1 e 40 horas semanais

 


                                      Foto:reprodução



Lucas Pordeus León – Agência Brasil

Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram, nesta quarta-feira (13), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 deve contar com descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5×2, além de reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.

Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta.

No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.

“Estabelecemos que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, informou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além de Motta, participaram da reunião o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), junto com outros membros da Comissão Especial que debate o tema, além dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, do Planejamento, Bruno Moretti, e das Relações Institucionais, José Guimarães.

O ministro do Trabalho Luiz Marinho comentou que o Brasil caminha “a passos largos” para aprovar a PEC no Parlamento “e delegando, para o projeto de lei, as especificidades para complementar a PEC”, de forma a valorizar a negociação coletiva e para que “as coisas fiquem redondas para trabalhadores e trabalhadoras, e também para todos os empresários”.

A Comissão Especial que analisa o tema se comprometeu a votar o parecer da PEC relatado por Leo Prates no dia 27 de maio, com o tema seguindo para o plenário no dia 28 de maio. Se aprovado na Câmara, o tema segue para análise do Senado

A Comissão analisa duas PEC, uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que vinham pedindo a redução da jornada para 36 horas semanais, além do fim da escala 6×1.

O governo defende votar o tema nas duas Casas ainda neste semestre, sem regra de transição, para que tenha efeito imediato. O tema foi a reivindicação principal dos atos do dia do trabalhador deste ano, o 1º de maio.

Se aprovada a mudança, o Brasil se soma ao México, Colômbia e Chile como mais um país da América Latina a reduzir a jornada de trabalho na atual década.


Fonte: AGENCIA BRASIL/REPRODUÇÃO - 13/05/2025


terça-feira, 7 de abril de 2026

Judiciário: Nova 'Lista Suja' do trabalho escravo inclui BYD e Amado Batista


                                            foto:reprodução


Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou a atualização do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. A nova versão, divulgada na noite de segunda-feira (6) inclui 159 empregadores, sendo 101 pessoas físicas e 58 pessoas jurídicas. O que representa aumento de 20% em relação à atualização anterior. A relação inclui o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD, que implantou uma unidade para fabricação de carros elétricos e híbridos em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.


No caso da BYD, a montadora entrou no cadastro após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024. Ao todo, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na construção da fábrica da empresa em Camaçari. Os trabalhadores chineses foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados, que impediam a saída do local.

Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos incluíam cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal. Um dos trabalhadores ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT) associou um acidente com uma serra ao cansaço causado pela falta de folgas.

O MPT da Bahia também apontou que os trabalhadores entraram no país de forma irregular, com vistos para serviços especializados que não correspondiam às atividades desempenhadas na obra. Na ocasião, a BYD informou que a construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda cometeu irregularidades e que, por isso, decidiu encerrar o contrato com a empresa.

No caso do cantor Amado Batista, foram feitas duas autuações em Goianápolis, interior de Goiás, onde o artista tem propriedades rurais. Uma das ocorrências diz respeito ao Sítio Esperança, com dez trabalhadores. A outra envolve o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores. Os casos ocorreram em 2024.


Fonte: METRO1.com.br - 07/04/2026

domingo, 15 de março de 2026

Congresso: Apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros, diz Datafolha

                                   foto:reprodução



A maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1. Pesquisa do Datafolha aponta que 71% defendem a redução do número máximo de dias trabalhados por semana, enquanto 27% são contra e 3% não opinaram. As informações são da Folhapress.

O levantamento foi realizado entre 3 e 5 de março, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

O apoio à mudança cresceu em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado em dezembro de 2024, quando 64% dos entrevistados se declararam favoráveis e 33% contrários à proposta.

O tema está em debate no Congresso Nacional, onde tramitam propostas para alterar a jornada de trabalho no país. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem indicado que a prioridade é reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário.

Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a lei poderia estabelecer a redução da jornada, enquanto a definição da escala —com dois dias de descanso na semana— seria negociada entre empresas e trabalhadores. A posição é considerada mais flexível que a proposta apresentada pela deputada Erika Hilton, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais.

A pesquisa também analisou o perfil dos trabalhadores. Entre os brasileiros economicamente ativos, 53% afirmam trabalhar até cinco dias por semana, enquanto 47% dizem trabalhar seis ou sete dias. Mesmo entre aqueles que trabalham mais dias, o apoio ao fim da escala 6×1 permanece majoritário: 68% são favoráveis, contra 76% entre os que trabalham até cinco dias semanais.

Entre os entrevistados, 66% disseram trabalhar até oito horas por dia, 28% entre mais de oito e até 12 horas, e 5% mais de 12 horas diárias.

Quando questionados sobre os impactos da mudança, 76% afirmam que a redução da jornada seria ótima ou boa para a qualidade de vida dos trabalhadores. Sobre os efeitos para as empresas, as opiniões se dividem: 39% acreditam em impactos positivos e outros 39% em efeitos negativos.

Em relação à economia brasileira como um todo, 50% avaliam que o fim da escala 6×1 teria impacto positivo, enquanto 24% acreditam que os efeitos seriam negativos.

O levantamento também mostra diferenças de percepção entre grupos da população. Entre jovens de 16 a 24 anos, 83% apoiam a redução da jornada, enquanto o índice cai para 75% entre pessoas de 35 a 44 anos e chega a 55% entre entrevistados com 60 anos ou mais.

No recorte por gênero, as mulheres demonstram maior apoio à medida, com 77% favoráveis, enquanto entre os homens o percentual é de 64%.



Fonte: ICL NOTÍCIAS - 15/03/2026

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Argentina: Reforma trabalhista de Milei aprovada no Senado acaba com 13º salário, férias e bônus em indenizações por demissão sem justa causa.

                                                      foto:Casa Rosada/reprodução


A reforma trabalhista na Argentina, impulsionada pelo presidente Javier Milei, foi aprovada nessa quinta-feira (12/2) pelo Senado, por 42 votos a 30, após uma sessão marcada por embates políticos e protestos nas ruas de Buenos Aires.

O projeto agora segue para a Câmara dos Deputados, onde poderá sofrer alterações antes de eventual sanção. Tal proposta integra o pacote de reformas estruturais do governo liberal e promove mudanças profundas nas regras de contratação, demissão, jornada de trabalho e organização sindical.

Enquanto o Executivo defende que o texto moderniza o mercado e estimula a formalização — em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores atuam na informalidade —, sindicatos e parte da oposição acusam o governo de retirar direitos e enfraquecer a proteção trabalhista em meio à recessão.

A votação foi precedida por protestos convocados pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e por organizações sociais e partidos de esquerda. Manifestantes ocuparam a região do Congresso e entraram em confronto com forças de segurança.

O que muda na prática

Entre os principais pontos aprovados está a alteração no cálculo das indenizações por demissão sem justa causa. A nova regra exclui itens como 13º salário, férias e bônus da base de cálculo, o que pode reduzir o valor final pago ao trabalhador.

O texto também cria o Fundo de Assistência ao Trabalho (FAL), um sistema obrigatório financiado com recursos provenientes de retenções vinculadas à seguridade social.

O fundo será administrado por instituições financeiras autorizadas e terá taxa de gestão. A medida é apresentada pelo governo Milei para dar previsibilidade aos custos de demissão e reduzir litígios judiciais.

Empresas poderão parcelar condenações trabalhistas em até seis vezes no caso de grandes companhias e até 12 parcelas para pequenas e médias empresas.

A reforma também flexibiliza a jornada de trabalho. Será possível ampliar o expediente diário de 8 para até 12 horas, desde que respeitado o descanso mínimo de 12 horas entre jornadas.

O projeto institui ainda um “banco de horas”, permitindo compensação de horas extras com folgas, em vez de pagamento adicional obrigatório.

No campo salarial, o texto admite pagamento em pesos ou moeda estrangeira e incorpora o conceito de “salários dinâmicos”, que podem variar conforme produtividade ou mérito individual — inclusive por decisão unilateral do empregador, dependendo do acordo coletivo.

Sindicatos argumentam que o mecanismo pode pressionar para baixo os pisos salariais setoriais. im

Entenda a reforma ponto a ponto

  • Exclusão de 13º salário, férias e bônus da base de cálculo das das indenizações por demissão sem justa causa.
  • Possibilidade de jornada diária de até 12 horas (mantendo o descanso mínimo de 12 horas entre turnos).
  • Substituição do pagamento obrigatório de horas extras por compensação em folgas.
  • Autorização para pagamento de salários em pesos ou moeda estrangeira.
  • Salários Dinâmicos: criação de remuneração variável baseada em produtividade ou mérito
  • Férias poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias.

Licenças e férias

A reforma modifica regras de licenças médicas. Em casos de doença ou acidente não relacionado ao trabalho e decorrente de ato considerado voluntário e de risco, o trabalhador poderá receber 50% do salário-base por três meses (ou seis, se tiver dependentes).

Se não houver voluntariedade ou risco assumido, o pagamento será de 75% pelo mesmo período.

As férias poderão ser divididas em períodos mínimos de sete dias, mediante acordo entre empregado e empregador, com garantia de ao menos um período coincidente com o verão a cada três anos.

Greves e assembleias

O projeto amplia a lista de setores considerados essenciais, exigindo funcionamento mínimo de 75% dos serviços durante greves. Além de saúde, energia e água, passam a ser incluídos telecomunicações, comércio, portos, imigração e educação (exceto universidades).

Forças de segurança deverão manter 100% das atividades.

Assembleias no local de trabalho passam a depender de autorização do empregador, e bloqueios ou ocupações de empresas são classificados como infrações graves.

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Incentivos e cortes

A reforma cria um programa temporário de incentivo à formalização, com redução de contribuições patronais a 8% por empregado contratado dentro dos critérios estabelecidos. Também prevê perdão parcial de dívidas previdenciárias e elimina impostos internos sobre determinados setores, como seguros e telefonia.

Um “mini-RIGI” — regime de incentivo a investimentos de médio porte — estabelece benefícios para empresas nacionais e estrangeiras que realizarem aportes mínimos em dólares, com valores que variam conforme o porte da companhia.

Durante as negociações no Senado, cerca de 30 alterações foram incorporadas ao texto original. Entre elas, foi retirada a proposta de redução do Imposto de Renda para grandes empresas e mantida, com limite de 2%, a contribuição sindical de solidariedade.

Reforma ocorre na contramão de outros países latino-americanos

No México, por exemplo, o Senado aprovou proposta para reduzir gradualmente a jornada semanal de 48 para 40 horas até 2030, sob argumento de melhoria da qualidade de vida e aumento de produtividade.

Já no Brasil, o debate também caminha na direção da redução da jornada. A discussão sobre o fim da escala 6×1 — regime no qual o trabalhador atua seis dias seguidos com apenas um de descanso — segue ganhando força no Congresso Nacional.

A divergência, no entanto, está na definição da nova jornada: há propostas para fixar 40 horas semanais, enquanto outros defendem 44 horas distribuídas em cinco dias.

Uma das iniciativas em tramitação é a PEC 148/2015, que prevê transição gradual até 36 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e aguarda votação nos plenários.

Fonte:Manuela de Moura/Metrópoles 13/02/2026

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Calendário completo do PIS/Pasep 2026: Veja datas de pagamento


  
                                             foto:reprodução


pagamento do abono salarial do PIS/Pasep em 2026 tem início neste mês e deve beneficiar cerca de 26,9 milhões de trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público em todo o país. As datas foram definidas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O calendário prevê pagamentos escalonados conforme o mês de nascimento do trabalhador. O primeiro grupo a receber será o dos nascidos em janeiro, a partir de 15 de fevereiro. Como a data cai em um domingo, o crédito será feito no primeiro dia útil seguinte, em 16 de fevereiro. A liberação segue até agosto, quando ocorre o último pagamento do ano.



Quem tem direito a receber o PIS/Pasep?


Têm direito ao abono trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que, em 2024:

  • estavam cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
  • trabalharam com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias, consecutivos ou não;
  • receberam remuneração média mensal dentro do limite estabelecido;
  • tiveram os dados corretamente informados pelo empregador ao governo federal, por meio da RAIS ou do eSocial.

Quanto é pago e onde sacar


O valor do abono é proporcional ao tempo de trabalho em 2024. Quem trabalhou os 12 meses recebe o equivalente a um salário mínimo. Já quem atuou por menos tempo, recebe de forma proporcional.

Os trabalhadores da iniciativa privada recebem o PIS pela Caixa Econômica Federal, enquanto os servidores públicos recebem o Pasep pelo Banco do Brasil.

O abono salarial é uma das principais políticas de complementação de renda para trabalhadores de baixa remuneração e segue regras definidas em lei, com pagamento anual conforme o calendário aprovado pelo Codefat.

Fonte:Metrópoles c/adaptações 02/02/2026

PESQUISA: Maioria dos brasileiros é contra isenção de impostos para igrejas e critica ostentação de pastores


                                     foto:reprodução


Os brasileiros são majoritariamente contrários à isenção de impostos conferida a igrejas, templos e pastores. Mais do que isso: também entendem que a ostentação derivada do acúmulo de recursos por líderes religiosos é “absurda”. Mesmo com variações entre os recortes da pesquisa, a opinião contra a isenção se sustenta de forma ampla. Entre todos os grupos analisados, 60% defendem que todas as instituições religiosas devem pagar impostos (e, dentro deste grupo, 35% dizem que “não só devem pagar impostos, como deveriam ser mais fiscalizadas”).

Esse é um dos resultados da pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo ICL e realizada pela Ágora Consultores, que ouviu quase 10 mil pessoas das diferentes classes sociais. O levantamento foi realizado entre 17 e 23 de novembro de 2025 para conhecer o pensamento do brasileiro. As conclusões do trabalho estão sendo publicadas em primeira mão pela Revista Liberta.

O número daqueles que têm abertura a taxar instituições religiosas sobe para 71% dos pesquisados quando se incluem aqueles que são favoráveis a algum tipo de cobrança, desde que seja observada uma isenção em casos específicos – para pequenas igrejas e templos.

Quando o brasileiro se depara com a questão sobre a sensação despertada por um líder religioso “viajando de helicóptero, avião ou iate”, a proporção dos que consideram a situação “absurda” é quase idêntica à de quem deseja cobrança de impostos em qualquer cenário: 62%. Outros 28% têm opinião neutra, argumentando que, se o dinheiro vem de outras atividades, os líderes religiosos até “têm direito” a luxos desse tipo. Apenas 8% dos consultados acham a situação “normal”.Sem surpresas, os brasileiros que dizem não acreditar em Deus são aqueles com menor abertura à isenção de impostos para igrejas: 83% desejam cobrança para todos os tipos de templos, independentemente do tamanho, sendo que 72% deles apoiam uma maior fiscalização das finanças das instituições religiosas.

Por outro lado, o maior bastião de resistência aos impostos vem dos brasileiros que se identificam como evangélicos: apenas 33% defendem a cobrança de impostos para todos os templos, enquanto 46% dizem que a isenção “é essencial para a liberdade religiosa”. Os evangélicos são, de longe, o grupo com maior número de defensores da isenção como um instrumento para garantir a liberdade, quase o dobro do visto entre os praticantes da outra grande religião organizada no país, como os católicos, para quem esse número fica em 24%.

Entre os seguidores do catolicismo, a abertura à cobrança de impostos para qualquer tipo de igreja é ligeiramente menor do que a média geral da população (57%, três pontos percentuais abaixo), mas ainda assim muito acima da vista no caso dos evangélicos.

A disposição a taxar igrejas também é marcada por um contraste ideológico. Enquanto 87% dos consultados que se dizem de esquerda defendem a cobrança de impostos em qualquer cenário (e só 8% veem a isenção como válida), essa proporção despenca para 34% entre brasileiros que se definem como de direita, grupo que tem 42% de apoio à isenção.

Apesar das divergências sobre os impostos, há uma constante que perpassa as mais diversas correntes religiosas e identificações ideológicas: são minoritários os brasileiros que encaram como “normais” as cenas de ostentação por parte de líderes religiosos. Só 8% dos evangélicos, 9% dos ateus, 11% dos espíritas e dos católicos, e apenas 2% dos seguidores de outras religiões ouvidos pela pesquisa concordam com a normalização de situações do tipo.

Essa proporção segue muito baixa independentemente do recorte, ainda que com variações: para os brasileiros que se identificam com a esquerda, apenas 5% consideram a ostentação “normal”; entre os de direita, o número até sobe de forma perceptível, mas ainda é uma clara minoria, não superando a marca de 13%.

A principal discordância ocorre entre aqueles que opinam pelo caminho do meio, entre o “absurdo” e o “normal”: são aqueles que responderam à questão dizendo que “depende” da origem dos recursos, mostrando disposição a aceitar a vida opulenta de líderes religiosos, desde que ela seja bancada por atividades não relacionadas à igreja.

Outra vez, quem está mais disposto a fazer esse tipo de concessão é a parcela da população que pratica alguma religião identificada no grupo dos evangélicos: no recorte por religião, são os únicos em que o entendimento de que um líder religioso viajando de helicóptero, avião ou iate é “absurdo” fica abaixo dos 50%. São 46% com esse ponto de vida (45% dizem que depende). Entre os católicos, o número sobe para 58%, chegando a 72% entre espíritas, 75% para os praticantes de outras religiões e 78% dos que não acreditam em Deus.

O estudo consiste em uma pesquisa de opinião pública cujo universo abrange pessoas com 16 anos ou mais na República Federativa do Brasil, realizada por meio do Painel on-line da Ágora Consultores. Foi adotado um desenho amostral estratificado por Unidade da Federação (UF/Estado), com cotas populacionais conforme dados censitários e aplicação de cotas cruzadas por sexo, faixa etária e zona/área, assegurando consistência e equilíbrio na composição amostral. A amostra totalizou 9.497 entrevistas efetivas, com nível de confiança de 95% e margem de erro amostral de ±1,0 p.p. para distribuições simétricas.

Como etapa adicional de robustez, a base foi ponderada e calibrada por sexo, idade, escolaridade e áreas, e submetida a procedimentos de controle de qualidade e consistência, incluindo validações de respostas, identificação de duplicidades, checagens de coerência interna e análise de tempo de resposta.


Fonte:ICL NOTÍCIAS - 02/02/2026

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

STF: Governo de SC tem 48 horas para explicar lei que barra cotas raciais no Ensino Superior


foto:reprodução



 Por Felipe Pontes – Agência Brasil 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina envie mais informações e esclarecimentos sobre a nova legislação que proíbe cotas raciais para ingresso em universidades do estado.

Relator do tema, o ministro deu o mesmo prazo para que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) explique a nova lei, que proíbe a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em qualquer instituição de ensino que recebem verbas públicas do estado.

O ministro justificou a urgência “ante a notícia de processos seletivos em andamento potencialmente afetados pela legislação estadual impugnada”, porém sem fazer menção a algum certame em específico.

A Lei 19.722/2026 foi aprovada pela Alesc em dezembro e sancionada pelo governador Jorginho Melo na última sexta-feira (23). Desde então, a oposição em SC acionou a Justiça Federal contra a nova legislação.

No Supremo, a constitucionalidade da nova lei foi questionada por partidos como PSOL e PT, bem como pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), União Nacional dos Estudantes (Une), Coalizão Negra por Direitos e Educafro – associação que luta pela inclusão de negros, em especial, e pobres em geral, em universidades públicas ou particulares, com bolsa de estudo.

Governo de SC tem 48 horas para explicar lei que barra cotas raciais
Jorginho Mello, governador de Santa Catarina. (Foto: Rafa Neddemeyer/Agência Brasil)

Entenda

De acordo com a lei, universidades públicas estaduais e outras instituições de ensino superior que recebem recursos do governo do estado ficam proibidas de adotarem políticas de reserva de vagas ou qualquer forma de cota ou ação afirmativa, como vagas suplementares e medidas congêneres.

A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros, incluindo professores.

A lei admite exceções, como a reserva de vaga por critérios exclusivamente econômicos, para pessoas com deficiência e estudantes vindos da rede pública estadual.

As punições previstas para quem descumprir a nova legislação são multa de R$ 100 mil por edital e corte de repasses públicos.

Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 programas de mestrados e doutorados.

A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Lei federal

A Lei de Cotas vigora no âmbito federal desde 2012 (Lei nº 12.711/2012) e prevê 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, incluindo critérios de renda, raça (pretos, pardos, indígenas e quilombolas) e pessoas com deficiência.

Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais.

Em 2012, o STF decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades. Os ministros julgaram o caso da Universidade de Brasília (UnB), que foi a primeira instituição federal a implementar políticas de ação afirmativa para estudantes negros e indígenas.

“A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, define o resultado do julgamento.


Fonte: ICL NOTICIAS - 27/01/2026

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Lula anuncia isenção de visto a cidadãos chineses

 


             O presidente Chinês quando recebeu Lula em Pequim -foto:Ricardo Stuckert/reprodução



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025.

Lula informou a decisão ao presidente da China, Xi Jinping, em conversa por telefone na noite desta quinta-feira (22).

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”.

A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano que posteriormente foi ampliada até 31 de dezembro de 2026.

A medida também inclui outros países sul-americanos (Argentina, Chile, Peru e Uruguai) no total de 45 nações que fazem parte da política unilateral chinesa.

O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos.

Brasil, Argentina e Chile estão entre as cinco maiores economias da região. Desde 2024, a maioria dos países europeus, bem como Japão e Coreia do Sul, não precisam de visto para viajar para a China.

Os portadores de passaportes comuns válidos desses países, são isentos da exigência de visto ao entrarem na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por no máximo 30 dias sem visto.

Telefonema

O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos. Os dois líderes conversaram sobre o adensamento das relações bilaterais desde a visita do presidente Xi ao Brasil e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, em novembro de 2024. A iniciativa eleva a pareceria estratégica entre os dois países.

“A esse respeito, destacaram as sinergias entre os respectivos projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia”, diz a nota da presidência do Brasil sobre a conversa.

Com relação ao cenário global, segunda a nota, Lula destacou que Brasil e China são países que detêm “papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio”.

“Nesse contexto, os presidentes Lula e Xi reiteraram seu compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo.”

A agência de notícias estatal da China, a Xinhua, também divulgou informações sobre o telefonema e acrescentou que Xi Jinping disse a Lula que China e Brasil devem salvaguardar os interesses comuns do Sul Global e manter conjuntamente o papel central das Nações Unidas em meio à “situação internacional turbulenta”.

“A China está comprometida em ser sempre uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe (ALC), e em avançar juntos na construção da comunidade China-ALC com um futuro compartilhado, destacou [Xi]”, diz a Xinhua.


Fonte:Ag. Brasil - 23/01/2026