quinta-feira, 27 de agosto de 2026

No TRT 11: Pedreiro faz defesa sem advogado, emociona juízes e demascara fraude de construtora

 

                                               imagem:reprodução


Disseram a ele:


"Não vá, você não vai saber falar diante dos juízes". Mas o pedreiro Edilson Takahara calou o tribunal, exerceu o jus postulandi (direito de defesa sem advogado) e entregou uma das sustentações orais mais emocionantes da história da Justiça do Trabalho.

Acompanhe essa aula de cidadania no TRT-11:

• O Cenário: Edilson trabalhava pendurado em rapel e balancins na fachada de um prédio de 15 andares. A empresa tentou fraudar a lei, alegando que ele era um mero "trabalhador autônomo" para não pagar seus direitos.

• A Preparação: Desafiando o medo e o nervosismo, ele estudou a CLT sozinho em casa e viajou para fazer sua própria defesa oral.

• A "Aula" na Tribuna: Com uma lógica irretocável, Edilson fez os juízes pensarem: como alguém trabalha pendurado a 15 andares de altura, precisando inclusive ser resgatado, sem estar subordinado às ordens diárias de um engenheiro? Ele ainda provou documentalmente que a empresa mentiu no processo.

• O Desfecho Histórico: O relator interrompeu a sessão emocionado, afirmando que a lógica do pedreiro foi superior à de muitos advogados profissionais. Outro Desembargador o comparou a Luiz Gama. O TRT-11, por unanimidade, reconheceu o vínculo de emprego.

O Jus Postulandi é a alma viva da Justiça do Trabalho. A verdade nua e crua dos fatos, dita por quem vive a obra e sente o calo na mão, muitas vezes supera qualquer tese jurídica rebuscada.

Tentar maquiar subordinação extrema (como trabalho em altura coordenado por engenheiro) com o rótulo de "autônomo" é fraude escancarada. A Justiça não tolera mentiras.

VÍDEO NO LINK ABAIXO:

https://www.youtube.com/live/Cxbp0lU5cew?is=tLhillq1fbHlSOht



Fonte:temas.trabalhistas.em.foco/instagram - 27/08/2026

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