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sábado, 4 de julho de 2026

Judiciário: Após decisão, influencer volta a atacar nordestinos: "Vão comer pombo". Vídeo

                                               foto:reprodução

Após a Justiça de Pernambuco determinar, na quarta-feira (2/7), a suspensão de seu perfil no Instagram, o influenciador Gabriel Silva reagiu com ataques ao juiz responsável pela decisão, voltou a ofender nordestinos e afirmou que seus vídeos são produzidos com o objetivo de viralizar.

“Geração de merda. Você não pode dar opinião, não pode falar nada, que tudo é preconceito. Tudo é crime. Liberdade de expressão no Brasil não existe”, disse.

Em dois vídeos publicados após a liminar, Gabriel ironizou a ordem judicial. “Vamos com calma, juizão. Todo respeito. Você determinou aí que eu tenho que pagar 900 mil de dano moral. Vou pagar essa porra não. Se eu pagar essa porra, como é que eu vou encher minha geladeira?”

O influenciador voltou a atacar moradores do Nordeste. “Vocês aí são seres humanos, assim como a gente. Eu gostaria muito que dividisse o Brasil, mas já que não tem como. Vocês são um pouquinho mais burrinho, vocês faz merda. Mas a gente gosta de vocês também. Só tem que parar com essa porra, porque se continuar votando na porra do Lula, vocês vão comer pombo.”

Gabriel ainda fez referência direta ao juiz responsável pela decisão, afirmando. “Juiz de Pernambuco… você deve fazer parte daquela galera que coloca os ratos aqui no ombro e fica dentro dos esgotos, né? Aí não pode criticar essa galera não. Aí não pode. É discurso de ódio. Ah, pelo amor de Deus.”

No segundo vídeo, o influenciador disse acreditar que a Meta cumprirá a determinação judicial e restringirá seu perfil no Brasil.

“Pelo que eu vi aí, meu perfil vai cair mesmo, vai ser restringido pro Brasil. Só falta a Meta clicar no botãozinho para desligar”, falou.

Em seguida, afirmou que os vídeos que publica em seu perfil são “meticulosamente” feitos para viralizar.

“Uns 70%, 60% é personagem. A maioria dos meus vídeos aqui, o intuito dele é humor. Também, obviamente, jogar ali uma opinião ácida para ver o circo pegar fogo, porque isso aqui é rede social.”

O influenciador completou afirmando que as redes sociais são “um grande teatro”.

Entenda

Na quarta-feira, a Justiça de Pernambuco determinou, em decisão liminar, que a Meta suspenda o perfil do influenciador no Instagram em até dois dias após ser intimada.

O juiz José Alberto de Barros Freitas Filho afirmou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como escudo para a disseminação de discursos de ódio.

O juiz destacou que Gabriel Silva, que reúne cerca de 976 mil seguidores na plataforma, teria transformado “o preconceito e a ridicularização de grupos vulneráveis em uma engrenagem de monetização e espetacularização”.

Além disso, aponta que as manifestações atribuídas ao influenciador extrapolam o campo da opinião ou da ironia e configuram uma “afronta sistemática à dignidade de milhões de brasileiros”.

A Defensoria Pública de Pernambuco também pede a condenação de Gabriel Silva ao pagamento de R$ 976 mil por danos morais coletivos — correspondente a R$ 1 por seguidor da conta. Além disso, solicita que a suspensão da página seja mantida de forma definitiva ao fim do processo e que o influenciador seja proibido de publicar novos conteúdos considerados xenofóbicos.


 

Fonte:Mirelle Pinheiro/Metrópoles - 04/07/2026

MT: Padre flagrado com noiva de fiel dentro de casa paroquial está processando as três maiores redes de TV


                                             foto:reprodução


 Luciano Braga Simplício, padre que viralizou em outubro de 2025 após ter sido flagrado com a noiva de um fiel em uma casa paroquial de Nova Maringá (MT), cidade a 392 km de Cuiabá, está processando as três maiores redes de TV do Brasil.

O padre acusa Globo, Record e SBT de estimular o linchamento virtual de sua imagem por terem exibido um vídeo do momento em questão. A Igreja Católica passou a investigá-lo por conduta inadequada.

Luciano pede a retirada de conteúdos do ar, além de indenização por danos morais de R$ 300 mil. Procuradas, as TVs dizem que não comentam processos em andamento. A defesa de Luciano Braga Simplício não respondeu aos e-mails enviados desde quinta-feira (2) pela manhã.

Em decisão liminar, a 2ª Vara de Justiça de São José de Rio Claro (MT) determinou que as TVs retirassem de suas redes sociais vídeos sobre o padre e não divulgassem qualquer informação sobre seus planos.

A Globo recorreu da decisão judicial e alegou que a liminar feria a liberdade de imprensa e configurava censura prévia.

O desembargador Ricardo Gomes de Almeida, da 1ª Câmara do Direito Privado do TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso), concordou. Ele revogou as obrigações da liminar para a emissora carioca. Ainda não há previsão de julgamento definitivo.. Via: Gabriel Vaquer/Coluna Outro Canal/Folha de S.Paulo/reprodução 


fonte:Tardedascelebridades/instagram - 04/07/2026

Judiciário: Jogador Richarlison volta a citar disputa de mansão com Flávio Bolsonaro: "Me tomaram"


                                                      Reprodução/Instagram - Luis Nova/Metrópoles


O atacante Richarlison voltou a comentar, neste sábado (4/7), a disputa judicial envolvendo uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em uma publicação nos stories do Instagram, o jogador do Tottenham compartilhou um vídeo, publicado pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que mostrava imagens aéreas do imóvel.

A manifestação do ex-atacante da Seleção Brasileira ocorre poucos dias depois dele voltar a falar publicamente sobre o caso.

Entenda o ponto inicial da discussão


Disputa pelo imóvel

A controvérsia envolve a compra da mansão por uma empresa ligada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Embora a negociação tenha sido realizada regularmente, outra empresa reivindicou direitos possessórios sobre a área, alegando ocupar o imóvel antes da venda.

Desde então, o processo passou a girar em torno da diferença entre propriedade, o direito formal registrado em cartório, e posse, que corresponde ao exercício efetivo da ocupação do bem.

Enquanto a empresa ligada ao jogador sustentou que adquiriu legalmente a propriedade, o grupo adversário afirmou possuir direitos possessórios anteriores, o que deu origem à disputa judicial.

Qual foi o papel de Flávio Bolsonaro?

Apesar de ter sido citado no caso, Flávio Bolsonaro nunca integrou o processo como parte. Contudo, segundo reportagem publicada em 2022 pelo Metrópoles, o senador foi arrolado como testemunha no processo pelos advogados do jogador.

O senador apareceu nos autos porque visitou a mansão antes da conclusão da negociação e, posteriormente, retornou ao local acompanhado do advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador.

Decisão do STJ

Apesar do jogador afirmar que teve a propriedade tomada, em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão favorável à empresa ligada a Willer Tomaz.

Na decisão, o relator do processo, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmou que o recurso apresentado pela empresa de Richarlison exigiria uma nova análise das provas e dos contratos já avaliados pelas instâncias anteriores, o que não é permitido nesse tipo de recurso.

“Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita”, registrou o ministro à época.

Com isso, foi mantido o entendimento que reconheceu os direitos possessórios da empresa adversária, encerrando a discussão no STJ.


FONTE:/Metrópoles - 04/07/2026


Rio: Ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar é transferido para PFB



                                                foto:Divulgação


 Após ser alvo de um novo mandado de prisão da Polícia Federal (PF), nessa quinta-feira (2/7), o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (foto em destaque) foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília neste sábado (4/7), conforme apurou a coluna com exclusividade.

Bacellar está preso desde 27 de março, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito da ação penal que investiga o vazamento de informações sigilosas e a obstrução de investigações relacionadas ao Comando Vermelho (CV).

Além de Bacellar, o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, estão custodiados na Penitenciária Federal de Brasília. A coluna apurou que os três permanecerão em alas separadas, sem qualquer contato entre si.

Operação Unha e Carne

A ação policial de quinta-feira fez parte de uma nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada para apurar indícios de lavagem de dinheiro em benefício da Máfia do Cigarro, no âmbito do inquérito que investiga o vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho.

Adilsinho e o pastor Márcio Poncio também foram alvo de mandados judiciais nesta fase da operação. O pastor foi preso.

Em fevereiro deste ano, Adilsinho, que permaneceu foragido por duas décadas, foi transferido para a mesma penitenciária. Ele havia sido preso em 26 de fevereiro, em uma residência localizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Fonte: Mirelle Pinheiro/Metrópoles - 04/07/2026

"Bancada das Bets": Quem são os parlamentares baianos aliados das casas de apostas no Congresso Nacional, segundo a agência pública

                                             foto: reprodução/Ag.Senado



Em ampla reportagem realizada  pelos jornalistas Caio de Freitas, Dyepeson Martins, Duda Sousa, Ed Wanderley, Maira Escardovelli, Thiago Domenic, da agência Pública relata quais os deputados e senadores atuam no Congresso Nacional em favor das casas de apostas no Brasil.

Alguns deputados do Estado da Bahia bastante conhecidos, estão listados na reportagem, bem como o Senador Angelo Coronel (PSD) como integrante da "bancada das Bets". 

 Confira a reportagem completa no link abaixo puclicada no site da agência em 30/06/2026.

https://apublica.org/2026/06/bancada-das-bets-os-parlamentares-que-atuam-na-defesa-das-casas-de-apostas-no-brasil/ 

Salvador: Seis veículos ficam destruídos após queda de fiação na Estrada das Barreiras

                                           foto:reprodução


Seis veículos foram incendiados após um curto-circuito causar incêndio em vegetação na Rua Leão Diniz, na Estrada das Barreiras, em Salvador. As chamas foram verificadas por volta das 5h10 deste sábado (4), atingindo cinco carros e uma moto que estavam no local.

Uma guarnição do Corpo de Bombeiros percebeu um conjunto de fiações caídas sobre um portão de acesso à rua, que segundo relatos de moradores, estavam energizando o referido portão. Os militares solicitaram apoio à Coelba, mas, conforme relatório da Polícia Militar, "o apoio não apareceu em momento algum durante a ocorrência". Em nota, a Coelba afirmou que o incêndio foi causado por cabos de telefonia (ler nota abaixo).

"Com as chamas alcançando o 6º veículo, a guarnição se arriscou ao atravessar o emaranhado de fios a fim de evitar a perca total deste último carro", diz a nota. Os proprietários dos veículos foram identificados e orientados quanto à emissão do certidão de ocorrência e demais informações.

Nota da Coelba:

A Neoenergia Coelba informa que chamas iniciadas em estruturas fora da rede de distribuição ocasionaram ocorrência na rede elétrica na madrugada deste sábado (2), no Loteamento Sol Nascente. A distribuidora atua com equipes no local para recomposição do fornecimento de energia aos moradores afetados.

Informações iniciais indicam que as chamas iniciaram nos fios de telefonia, sendo essas estruturas de responsabilidade das empresas de telecomunicações. A rede da distribuidora foi, portanto, afetada em decorrência da propagação das chamas. A empresa informa ainda que ações como podas de árvores são realizadas pela distribuidora apenas em caso de proximidade e/ou contato com a rede elétrica, não sendo o caso no ponto do incêndio.

A Neoenergia Coelba segue à disposição e colabora com as autoridades para entendimento das circunstâncias do caso.


Fonte:Bocão News - 04/07/2026

BH: Vídeo mostra reação da jovem ao descobrir que continuaria presa pela morte do casal

 

                                              Foto:reprodução/Redes Sociais




A Justiça de Minas Gerais manteve presa a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como principal suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Paola foi presa na quinta-feira (2), em um hotel na cidade de Itabira. Após a detenção, ela foi encaminhada ao Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, onde permanece à disposição da Justiça.
Segundo a investigação da Polícia Civil, a suspeita confessou que dopou o casal utilizando comprimidos antes de cometer o crime com uma faca da própria residência das vítimas. Além dos homicídios, ela também é investigada pelo roubo de objetos de valor da casa.
Durante a audiência, a defesa sustentou que a investigada apresentaria problemas psiquiátricos e pediu que a prisão fosse substituída por outra medida cautelar. No entanto, a Justiça rejeitou o pedido após considerar que não há laudos ou documentos médicos que comprovem incapacidade mental. Exames periciais também não indicaram o uso de medicamentos psiquiátricos ou entorpecentes.
Com a decisão, Paola continuará presa preventivamente enquanto as investigações prosseguem. O inquérito deverá ser concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia.
O caso provocou grande repercussão em Minas Gerais pela brutalidade do crime e segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades.



Fonte: tvpovodeminas/instagram - 04/07/2026

Rio: Nome de Alexandre Ramagem aparece em lista do contraventor Adilsinho com data e valores

 


                                    Foto:reprodução

Tempo Real RJ

A Polícia Federal (PF) encontrou uma lista com nomes de pelo menos 25 políticos em um dos endereços do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio. 

O nome do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) constava na lista apreendida durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (02).

Os documentos foram encontrados em uma mala na cabeceira da cama do contraventor, durante buscas em operações passadas nos imóvel ligados a ele. A lista reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio. As investigações iniciais indicam que os políticos listados recebiam uma espécie de “mesada” de Adilsinho — alvo de um mandado de prisão na operação, ainda que já esteja preso.

Apesar da citação nos materiais apreendidos, o ex-deputado não foi alvo da ação realizada pela PF, mas é investigado, junto com outros nomes que aparecem na lista.

Políticos com nome na lista de Adilsinho recebiam uma espécie de ‘mesada’

De acordo com as primeiras informações da PF, no arquivo nomeador como “planilha 2” aparecem quatro depósitos para o “cliente” identificado na lista pelo nome “DEP RAMAGEM” e “DEP ALEXANDRE RAMAGEM”.

Nas planilhas não há menção ao ano dos depósitos, mas há o registro de mês e dia dos pagamentos, além dos valores:

  • 02/09: DEP RAMAGEM – R$ 39.708,00
  • 06/09: DEP RAMAGEM – R$ 30.000,00
  • 21/09: DEP ALEXANDRE RAGEM – R$ 18.100,00
  • 29/09: DEP ALEXANDRE RAMAGEM – R$ 22.080,00

O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro (PL) e depois foi eleito deputado federal pelo Rio, mas perdeu o mandato e foi demitido do posto de delegado da PF após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele fugiu para os EUA no mês em que foi condenado e é alvo de um pedido de extradição encaminhado pelo governo brasileiro. Ele entrou com pedido de asilo político, que está sendo analisado pelo governo norte-americano.

Nome do ex-governador Cláudio Castro constava na lista

Na lista de Adilsinho, com nomes de pelo menos 25 políticos, também constava o do ex-governador Cláudio Castro (PL).

A PF ainda apura a relação entre os políticos e a máfia dos cigarros. A instituição não identificou oficialmente os nomes encontrados; o nome de Castro foi confirmado pelo portal “G1”, mas ele não foi alvo de mandados na operação da última quinta.

Além de um novo mandado de prisão contra Adilsinho — que já está preso desde fevereiro —, a ação mirou o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, também preso, e o empresário do ramo do tabaco, pastor Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio (SDD). Ele foi detido num apart-hotel da Barra da Tijuca sob suspeita de ligação com o grupo criminoso.

Com informações de Octavio Guedes, colunista do portal “G1”.


Fonte:ICL NOTICIAS - 04/07/2026

Economia: Governo lança pacote de renegociação de dívidas de MEIs


                                               Foto:reprodução/ag. Brasil


O governo federal anunciou nesta sexta-feira (3) um programa de renegociação de dívidas de MEIs (Microempreendedores Individuais) com a União, batizado de "Desenrola MEI".

 

O programa dará descontos de até 70% nos débitos inscritos na Dívida Ativa da União e pode beneficiar cerca de 3,5 milhões de CNPJs, segundo as contas do governo Lula (PT).
 

Quem tem dívidas de até R$ 20 mil poderá buscar a renegociação. A parcela mínima de quitação do valor renegociado será de R$ 25, com prazos de até 12 anos.
 

O programa vai perdoar dívidas do imposto recolhido mensalmente por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), entre outras.
 

Presente no anúncio, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira (PSB), diz que o novo Desenrola partiu do diagnóstico de que a inadimplência entre MEIs estava tirando empreendedores do sistema e fazendo com que voltassem para a informalidade.
 

"Ao sair do sistema, [o MEI] fica desprotegido da malha de seguridade social, e o MEI negativado não consegue acessar outras linhas do governo federal", disse o ministro.
 

A procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, disse que o programa vai levar em consideração os diferentes tipos de dívidas e as capacidades de pagamento de cada empreendedor ao ofertar os descontos, e não terá impacto fiscal.
 

"Esse programa tem impacto fiscal positivo, porque estou falando de créditos com baixíssimo potencial de recuperabilidade", disse a procuradora. O programa pode recuperar R$ 1,2 bilhão em dívidas, ou cerca de 10% do estoque de débitos de MEIs hoje inscritos na Dívida Ativa da União, segundo ela.
 

As negociações ficarão abertas entre os dias 6 de julho e 30 de setembro.
 

A gestão petista busca acenar aos pequenos empresários em ano eleitoral por meio do anúncio desta sexta-feira (3), realizado um dia antes do início do defeso eleitoral, quando eventos do tipo ficam proibidos por lei.
 

Além do programa de renegociação de dívidas, o governo enviou à Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (29) um projeto de lei para reajustar o teto de faturamento anual do MEI, congelado em cerca de R$ 81 mil desde 2018.
 

Pela proposta, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também amplia de um para dois o número de funcionários que o MEI pode contratar. O custo fiscal dessas medidas deve ficar acima de R$ 2 bilhões, que era o valor estimado inicialmente para uma ampliação do teto a R$ 130 mil.
 

O governo nega que o projeto seja uma compensação à aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, mas o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) disse que a matéria faz parte de "uma negociação direta" que ele comandou junto com a aprovação da PEC da 6x1.
 

Relator do projeto na casa, o deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) disse que um grupo de técnicos trabalha na ideia de reduzir o prazo de inadimplência que leva o MEI a ter seu CNPJ suspenso. A ideia é cortar esse período de 12 meses para algo em torno de 2 meses, como incentivo ao pagamento regular dos tributos.
 

"Assim que ele quitar o imposto, volta com o CNPJ normalmente. É uma medida de responsabilidade fiscal, pensando na previdência, para continuar a levar o benefício para os bons MEIs, que são a maioria e honram seu compromisso religiosamente", disse Goetten à reportagem.
 

CONTRATA+BRASIL
 

O governo federal aproveitou o evento desta sexta-feira para anunciar a inclusão de 34 novas atividades no rol de serviços da plataforma Contrata+Brasil, que conecta microempreendedores a órgãos públicos para contratação de serviços.
 

A ampliação do programa, que também habilitará novos órgãos federais, deve atingir 6 milhões de trabalhadores, segundo estima o governo. Ainda nesta sexta, o MGI (Ministério da Gestão e Inovação) disparou 4 milhões de mensagens de celular para trabalhadores convidando-os a se inscrever na plataforma.



Fonte:FOLHAPRESS - 04/07/2026

Salvador: Cabo da PM é morta a tiros e marido, também policial, é principal suspeito


                                               foto:reprodução/redes sociais



A cabo da Polícia Militar Celeste Martins Oliveira do Nascimento foi morta a tiros na tarde da última sexta-feira (3), no bairro do Barbalho, em Salvador. O principal suspeito do crime é o marido dela, o também cabo da PM identificado como Hermano. Ambos os agentes atuavam na área de inteligência da corporação.

 

De acordo com informações da TV Bahia, o corpo da policial foi encontrado dentro do apartamento onde o casal residia, no Edifício Mirabeau Sampaio. Equipes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para isolar a área e preservar o local do crime até a chegada dos peritos.

 

Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram os procedimentos de perícia e a remoção do corpo. 


A cabo Celeste era lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).  Informações do Bahia Notícias em 04/07/2026



Cotado a vice de Zema é acusado de orquestrar fraude de R$ 6,8 milhões

                                             FOTO:  Marcos Mateus/Esp. Metrópoles



Cotado para ser vice de Romeu Zema (Novo) na disputa pelo Palácio do Planalto, o empresário Geraldo Rufino (Podemos) responde na Justiça por suposto esquema criminoso que resultou na fraude de pelo menos R$ 6,8 milhões a credores.

Com 3,6 milhões de seguidores no Instagram, Geraldo Rufino se apresenta como o “catador de sonhos” e construiu uma imagem pública marcada por histórias de “sucesso” e “superação”. Ele saiu de uma condição extremamente modesta como catador de latinhas para se tornar o dono milionário da “maior rede de desmanche legal da América Latina”, a JR Diesel.

Nas últimas semanas, o nome do empresário passou a circular nos bastidores como possível vice do ex-governador Romeu Zema, que vai concorrer ao cargo de presidente da República nas eleições deste ano. O acordo, contudo, ainda está sendo costurado.

Em decisão proferida no dia 13 de abril, a juíza Gilvana Mastrandéa de Souza, da 7ª Vara Cível de Osasco, relatou que Geraldo Rufino protagoniza um “verdadeiro padrão de conduta marcado por confusão patrimonial, desvio de recursos e favorecimento indevido de determinados credores, em flagrante violação aos princípios estruturantes do regime recuperacional”.

Na ocasião, a magistrada rejeitou o pedido de Geraldo Rufino e da esposa, Marlene Rufino, para retornarem à gestão da JR Diesel, que entrou em recuperação judicial em 2016. Eles foram afastados da direção da empresa justamente em razão das fraudes identificadas.

As investigações que embasaram a decisão revelam um emaranhado de movimentações financeiras suspeitas que vão muito além de simples falhas administrativas. As suspeitas envolvendo o possível vice de Romeu Zema foram reveladas pelo Metrópoles.

Juíza vê indícios de caixa 2 e uso de laranjas por Geraldo Rufino, o possível vice de Romeu Zema

Um dos pontos mais críticos das acusações refere-se à criação de uma rede de empresas satélites para ocultar patrimônio. Documentos mostram que Geraldo Rufino usou funcionários e parentes como “laranjas” para abrir novos negócios que operavam na mesma sede e com a mesma estrutura da JR Diesel, mas permaneciam blindados contra as dívidas da empresa principal.

Além disso, foi identificada a saída de mais de R$ 6,8 milhões da empresa para sócios, parentes e outras companhias, sem qualquer lastro contratual ou justificativa contábil. Para a Justiça, as movimentações reforçam os indícios de desvio patrimonial durante a recuperação judicial.

A decisão ainda cita pagamentos de despesas pessoais dos sócios, operações frequentes em dinheiro vivo, indícios da existência de um “caixa 2” e a concessão de aproximadamente R$ 380 mil em créditos aos filhos de Geraldo Rufino, embora eles não integrassem o quadro de funcionários nem prestassem serviços à empresa.

Ao manter o afastamento dos sócios, a magistrada afirmou que permitir o retorno deles à administração significaria recolocar no comando da empresa justamente aqueles que, segundo as investigações, protagonizaram as irregularidades, criando risco de repetição das condutas e de novos prejuízos aos credores.

Juíza aponta "protagonismo" de Geraldo Rufino em fraudes na recuperação judicial da JR Diesel
Juíza aponta “protagonismo” de Geraldo Rufino em fraudes na recuperação judicial da JR Diesel

A decisão também registra que tramita um inquérito policial para apurar a eventual prática de crimes previstos na Lei de Falências pelos sócios afastados.

Parte da trajetória de superação divulgada por Geraldo Rufino inclui cinco falências empresariais, tema recorrente em palestras e cursos ministrados por ele. Em uma das videoaulas disponíveis na internet, ao comentar momentos de dificuldade financeira, o empresário afirma: “Guarda [o dinheiro] onde der para guardar. Pai, mãe, sobrinho, guardem no colchão e não tem problema. O credor vai te pressionar o tempo todo. Não espere diferente”.

Geraldo Rufino nasceu em Campos Altos, Minas Gerais, e foi criado na favela do Sapé, na zona oeste de São Paulo.



FONTE:Tácio Lorran/Metrópoles - 04/07/2026



Operação fraudulenta de Paulo Figueiredo quebra hotel e lesa aposentados


                                                foto: Arte/Metrópoles


Um ano e meio após o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo ser condenado por operações fraudulentas no período em que foi CEO da empresa que anunciava a construção de um hotel da rede de Donald Trump no Rio de Janeiro, esta companhia, a LSH Barra, teve sua falência decretada pela Justiça na semana passada. Com isso, institutos de previdência e o fundo de pensão de servidores da Serpro, que investiram quase R$ 200 milhões no empreendimento, ficaram definitivamente no prejuízo.

Entre 2014 e 2016, o FIP (Fundo de Investimentos e Participações) LSH, que prometia financiar a construção de um hotel de Trump no Rio, recebeu aportes de dez institutos de previdência estaduais e municipais, os chamados RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), liderados pelos de Tocantins (R$ 35 milhões em 2014), Campinas (R$ 15 milhões em 2016) e Campos dos Goytacazes (R$ 40 milhões em 2016). Já o Serpros colocou R$ 56 milhões. Em valores atuais, o rombo chega a R$ 400 milhões.

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado de capitais brasileiro, o projeto era sustentado por uma operação fraudulenta que combinava a valorização artificial das cotas do fundo com o desvio sistemático de recursos para o patrimônio pessoal de seus idealizadores.

Enquanto CEO e “sócio desenvolvedor”, Paulo Figueiredo teria arquitetado, segundo a CVM, um modus operandi para esvaziar o caixa da companhia investida pelo fundo, a LSH Barra Empreendimentos Imobiliários S.A. Segundo o voto do relator João Accioly, aprovado por unanimidade pelo Colegiado da CVM em dezembro de 2024, Figueiredo utilizou a contratação de prestadores de serviços fictícios para amealhar vantagens financeiras para si e para sua família. Entre as empresas utilizadas para esses desvios estavam a Polaris e a Great Wall, das quais era sócio.

Além dos desvios diretos, a CVM identificou uma “transferência indevida de riqueza” de cerca de R$ 400 milhões dos investidores institucionais para os sócios fundadores: Paulo Figueiredo, Arthur Soares (o Rei Arthur) e Ricardo Rodrigues. O valor do projeto teria sido deliberadamente inflado, segundo a CVM, a partir de laudos de avaliação com premissas falsas, permitindo a Figueiredo e Rodrigues vender suas cotas por preços astronômicos a fundos de previdência que desconheciam a real situação financeira do hotel.

Ricardo Rodrigues, mais conhecido como Ricardo Gordo, recentemente foi alvo de operação da Polícia Federal, acusado de voltar a lesar um instituto de previdência: o lobista intermediava os aportes da Rioprevidência, RPPS do estado do Rio de Janeiro, no Banco Master. Figueiredo vive nos Estados Unidos, onde atua em parceria com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Procurado pela coluna, Figueiredo não respondeu.

Multas e condenação


No âmbito da CVM, Figueiredo e Gordo foram multados em valores que, somados, ultrapassam os R$ 135 milhões. No caso do neto do ex-ditador brasileiro Paulo Figueirdo, foram duas multas: uma de R$ 54 milhões, pelos desvios de recursos através de contratos fictícios, e outra de R$ 27 milhões, pela sobrevalorização dos ativos. Já Ricardo Gordo foi multado em R$ 53 milhões por também se beneficiar da transferência indevida de riqueza ao vender suas cotas com base em laudos fraudulentos.

Eles também chegaram a ser denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção ativa, gestão fraudulenta, desvio de recursos de instituição financeira e lavagem de dinheiro no bojo da Operação Circus Maximus. No entanto, o processo criminal contra Paulo Figueiredo foi trancado pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em março de 2022.

A decisão judicial baseou-se na atipicidade da conduta e na ausência de justa causa para a ação penal. O tribunal entendeu que a denúncia do MPF foi “inepta” por não descrever ações criminosas específicas praticadas por ele, tentando responsabilizá-lo apenas pelo cargo de CEO que ocupava. Além disso, a defesa bateu na tecla que Gordo, colaborador da Justiça no processo, afirmou em depoimento que Figueiredo não participava das negociações ou do pagamento de propinas.

Hotel nunca deu retorno e empresa faliu

O hotel foi inaugurado em 2016, com 75 dos 170 quartos planejados, e sem a marca de Trump, que foi retirada pelo grupo do empresário (que só depois viria a ser eleito presidente), após o operador considerar que o empreendimento estava inacabado e fora dos padrões de luxo prometidos. Em 2019, a LSH Barra entrou em processo que deveria ser de recuperação judicial.

No ano passado, a assembleia de credores chegou a aprovar o plano de recuperação, graças ao voto favorável de Figueiredo, que se qualificou a partir de uma dívida trabalhista. Outros credores relevantes, contudo, conseguiram na Justiça impugnar o voto do ex-CEO, citando que ele havia sido condenado na CVM por lesar a empresa que agora tentava salvar. Sem o voto de Figueiredo, a classe trabalhista rejeitou o plano, que por isso foi rejeitado.

A LSH Barra ainda conseguiu uma liminar para suspender os efeitos da quebra, mas sem o plano de recuperação, o Fundo Polo, que financiou o hotel, conseguiu tomar a propriedade do imóvel, que havia sido dado como garantia pelas dívidas. Sem o prédio, o Ministério Público reconheceu que a empresa não tinha mais como se reerguer e, na semana passada, a Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência definitiva da LSH.

Falida e sem patrimônio, a empresa naturalmente não tem como distribuir qualquer tipo de ativo para os sócios do empreendimento, que são os acionistas do fundo FIP LSH, basicamente institutos de previdência. Isso significa que esses RPPS, que já haviam sido lesados no momento da compra das cotas, adquiridas por valores artificialmente inflados, acabaram com papéis de uma empresa falida e sem o imóvel que deveria lastrear o investimento.


Fonte: /METRÓPOLES - 04/07/2026