A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de João Carlos Mansur, ex-controlador da liquidada Reag, negociam um acordo de delação premiada. Caso a colaboração se concretize, o principal alvo das informações seria o empresário Daniel Vorcaro, com quem Mansur mantinha uma relação próxima de negócios.
Mansur é investigado na Operação Carbono Oculto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos administrados por fundos da Reag.
Segundo as investigações, cerca de R$ 250 milhões teriam sido movimentados para ocultar valores provenientes de fraudes no setor de combustíveis, atribuídas a integrantes da facção criminosa PCC.
Além desse inquérito, o ex-executivo também é investigado na Operação Compliance Zero. Essa apuração tem como foco a suposta emissão de títulos de crédito sem lastro, que teriam sido usados para inflar artificialmente a situação financeira de negócios ligados a Vorcaro.
Aliados deFlávio Bolsonaro(PL) minimizaram o público reduzido no primeiro ato da campanha do senador ao Palácio do Planalto na manhã do domingo (16/8), na Praia de Copacabana, no Rio.
À coluna, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o evento não é uma manifestação, que costuma reunir público maior, mas, sim, um comício político.
“Não é manifestação. É comício. E a gente não dá ônibus”, afirmou Sóstenes, em uma indireta ao PT, que organizou caravanas para o ato do presidente Lula no estádio da Vila Euclides, em São Paulo.
No caso de Tarcísio, aliados de Flávio avaliam que seria “ruim” para o governador paulista começar a campanha no Rio, e não em São Paulo, estado por onde ele tentará reeleição em 2026.
“Só centraliza evento quem não tem gente. Estratégia para ganhar a eleição é se espalhar por todo Brasil”, afirmou o líder do PL.
O aumento da demanda por inteligência artificial tornou o Brasil especialmente interessante para fornecer infraestrutura para big techs. Vale a pena? Nossa série investiga o impacto da indústria de data centers no Brasil.
Confira a reportagem do Intercept Brasil publicada por Laís Martins com o título: "VIZINHOS DO VENTO E DA NUVEM",sobre o impacto da instalação da energia eólica na cidade e região da pequena Gentio do Ouro, situada no Centro Norte do Estado, pertencente ao território de Irecê.
Neste domingo, dia 16 de agosto, a campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente no Brasil. Mas, na prática, a disputa já está em curso há meses na lógica de campanha que atravessa o fazer político. É uma disputa que acontece, sobretudo, na tela dos celulares.
A pesquisa “Desigualdades Informativas 2025” mostra, por exemplo, que as redes sociais são hoje o meio mais mencionado pela população brasileira para o consumo de informação. Elas são citadas por 53,5% das pessoas entrevistadas. O dado expõe o terreno sobre o qual serão disputadas a atenção e a confiança das pessoas eleitoras.
Isso significa que o debate público e as campanhas eleitorais passam, necessariamente, pelas plataformas digitais. E, como sabemos, essa mediação não é neutra; ela molda como as pessoas se informam, como formam suas visões de mundo e como constroem suas posições políticas.
Há um lado positivo nisso: o ambiente digital favorece uma pluralidade de narrativas que dificilmente encontra espaço nos meios tradicionais e, assim, pode ampliar vozes historicamente marginalizadas e dar visibilidade a candidaturas sem espaço garantido no tempo de TV ou nas grandes redações. Mas esse mesmo ambiente também abre brechas para a desinformação e a manipulação do debate público — por impulsionamento pago, recomendação algorítmica, redes de comportamento inautêntico e outras formas de distorção artificial daquilo que parece ser espontâneo.
Não é à toa que, a cada ciclo eleitoral, novos aspectos desse ecossistema passam a ser regulados — via resoluções do Tribunal Superior Eleitoral — na tentativa de preservar a integridade informacional do processo democrático. Em 2026, porém, o desafio ganha uma camada adicional: o uso intensivo de inteligência artificial generativa para produzir e consumir informação política. É verdade que a tecnologia já foi utilizada em 2024, durante o pleito municipal, como mapeado no Observatório IA nas eleições — um projeto do Aláfia Lab e da Data Privacy Brasil —, mas seu uso ainda pontual à época não revelava todas as camadas que poderiam impactar o ecossistema.
As urnas eletrônicas seguem entre as principais vítimas de campanhas de desinformação e descredibilização do processo eleitoral espalhadas pelas redes sociais (Foto: TSE Divulgação)
IA cada vez mais intensa amplia riscos de manipulação
A mesma pesquisa Desigualdades Informativas do Aláfia Lab indica que, em 2025, o uso de IA como fonte de informação chegou a quase 10% da população, número que é maior entre os mais jovens. O uso mais intenso e a popularização de sistemas de IA generativa fizeram emergir novos riscos eleitorais que vão além da criação de peças sintéticas e falsas, mas também alcançam a escolha de candidaturas, com possibilidade de ranqueamento e recomendação de voto, questões que já foram previstas e proibidas pelo TSE neste ano.
Diante desse cenário, torna-se relevante entender não apenas o que a legislação eleitoral exige das plataformas, mas o que as próprias empresas estão dispostas a fazer para proteger a integridade do processo eleitoral por meio de seus termos de uso e padrões/diretrizes de comunidade. É essa a pergunta que a Sala de Articulação contra Desinformação (SAD) vem tentando responder desde 2022, quando lançou a primeira edição do relatório O papel das plataformas digitais na proteção da integridade eleitoral.
Em parceria com a FALA, o Instituto Marielle Franco, a Data Privacy Brasil e o InternetLab, a SAD lança agora a edição 2026, que traz uma novidade em relação aos anos anteriores: pela primeira vez, o levantamento inclui plataformas de inteligência artificial generativa — ChatGPT, Claude, Gemini, Grok e Llama — ao lado das redes sociais (Instagram, Facebook, Kwai, X, LinkedIn, TikTok, YouTube) e dos aplicativos de mensageria (WhatsApp e Telegram). A avaliação das políticas é feita sob o prisma da integridade eleitoral, incluindo também uma leitura de diretrizes sobre violência política de gênero e raça e sobre desinformação climática e socioambiental.
Os achados dessa análise revelam um contexto com diferentes níveis de desenvolvimento. Entre as redes sociais, o cenário é relativamente mais maduro, sobretudo no eixo de integridade eleitoral: YouTube, TikTok, Instagram e Facebook mantêm páginas dedicadas ao tema, com processos de moderação razoavelmente explicados ao público, enquanto LinkedIn e X trazem essas previsões de forma esparsa.
Desinformação segue sendo tratada de forma desigual nas redes
Do mesmo modo, o tratamento de desinformação eleitoral também se dá em diferentes níveis. A Meta, por exemplo, só trata alegações de fraude eleitoral quando vêm acompanhadas de ameaça explícita de violência e o X se limita, na maior parte dos casos, a “notas da comunidade” e selos informativos.
Quando o assunto é violência política de gênero e raça, o quadro piora: com exceção do Kwai — que tem política específica, ainda que restrita à violência de gênero contra mulheres, sem contemplar a interseção com raça —, todas as demais plataformas tratam o fenômeno apenas por empréstimo de categorias mais amplas, como discurso de ódio ou assédio. A desinformação climática e socioambiental, por sua vez, segue sendo o tema mais negligenciado: só o TikTok o trata de forma explícita, inclusive em suas regras de publicidade.
Nos aplicativos de mensageria, o contraste entre WhatsApp e Telegram é grande. Enquanto o primeiro mantém uma política eleitoral com regras mais robustas (limite de encaminhamento, rotulagem de mensagens virais e banimento de contas com comportamento anômalo), o Telegram segue sem qualquer política eleitoral específica, tratando o problema apenas com regras genéricas de spam.
É nas plataformas de inteligência artificial, contudo, que a fragilidade regulatória se mostra mais acentuada. Nenhuma das cinco plataformas de IA analisadas no relatório da SAD reconhece violência política de gênero e raça ou desinformação climática como categorias específicas de risco.
O relatório da Sala de Articulação contra Desinformação divide essas empresas em três blocos: Llama e Grok não apresentam nenhuma política eleitoral específica identificável, remetendo apenas às políticas gerais de suas controladoras, Meta e xAI; o Gemini possui uma abordagem parcial, com informações dispersas entre páginas institucionais do Google, sem documento dedicado à governança eleitoral da ferramenta; e OpenAI e Anthropic são as únicas a apresentar políticas específicas sobre o tema.
A Anthropic, criadora do Claude, possui políticas específicas sobre integridade eleitoral, com página dedicada a eleições – disponível, contudo, apenas em inglês. A empresa também indica restrições ao uso do Claude para campanhas enganosas, fraude eleitoral e conteúdo sintético voltado à interferência democrática, além de ter anunciado planos para banners durante as eleições brasileiras.
Já a OpenAI, dona do ChatGPT — sistema de IA mais utilizado no Brasil —, apresenta em suas políticas salvaguardas para restringir o uso “dos modelos para interferência eleitoral, supressão de pessoas eleitoras, desinformação deliberada sobre processos de votação, campanhas políticas automatizadas em larga escala e conteúdo sintético destinado a fraude ou manipulação política”.
Em todas as plataformas e sistemas analisados, a dificuldade de acesso às próprias políticas é um problema unânime. Muitas vezes dispersas em documentos distintos, sem data de publicação ou histórico de atualização, essas regras são de difícil compreensão até para especialistas na área, o que faz refletir que essa dificuldade pode ser maior para uma pessoa comum que tenta entender o que pode ou não fazer, ou como denunciar um conteúdo. Esse mesmo obstáculo impôs limites ao próprio trabalho de mapeamento realizado pela SAD: é possível que políticas existentes não tenham sido localizadas simplesmente por estarem escondidas demais.
Resolução exige instrumentos contra circulação de fatos inverídicos ou descontextualizados
Vale destacar que essa fotografia foi construída a partir de políticas coletadas entre março e julho de 2026 — um recorte, portanto, anterior a um marco importante que se aproxima. A Resolução TSE nº 23.755/2026 estabeleceu que as plataformas devem entregar ao Tribunal Superior Eleitoral seus planos de conformidade, com maior transparência sobre as medidas adotadas para o pleito. Elas devem demonstrar como pretendem se adequar aos deveres imputados pela resolução de propaganda eleitoral. Incluindo aí a implementação de instrumentos para diminuir “a circulação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que possam atingir a integridade do processo eleitoral”.
A entrega dos planos de conformidade deve ser feita, de acordo com a portaria do TSE, até este domingo, dia 16 de agosto, quando se inicia a campanha eleitoral. Será um momento decisivo para observar se as lacunas identificadas serão enfrentadas, se as plataformas passarão a ter novas políticas eleitorais e se elas serão mais acessíveis.
A julgar pelo que mostra o relatório da SAD, a resposta ainda está em aberto. Por isso, a sociedade civil, o jornalismo e a academia, além da própria Justiça Eleitoral, precisam manter os olhos atentos ao que essas empresas vão apresentar.
A experiência de trabalhar na Abril Cultural durante a ditadura militar virou um espaço de união e apoio mútuo para profissionais perseguidos, disse a escritora e dramaturga Maria Adelaide Amaral no Na Pilha com Tati Bernardi, do Canal UOL. Confira o vídeo e a entrevista no link abaixo:
O GrupoCasas Bahiaregistrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado que evidencia a deterioração de sua situação financeira e levanta dúvidas sobre a continuidade das operações da varejista. A empresa avalia alternativas para reorganizar sua estrutura de capital, entre elas uma nova recuperação extrajudicial ou uma recuperação judicial. As demonstrações financeiras foram divulgadas na madrugada deste domingo (16) e vieram acompanhadas de um relatório em que a auditoria Ernst & Young (EY) se absteve de emitir conclusão sobre o balanço, diante de incertezas relevantes sobre a continuidade operacional da companhia.
A perda de R$ 10,1 bilhões no trimestre representa forte piora frente ao prejuízo de R$ 555 milhões registrado no mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, as perdas somam R$ 11,2 bilhões. Segundo a EY, fatores como capital circulante líquido negativo e patrimônio líquido negativo em R$ 8,27 bilhões apontam para dúvida significativa sobre a capacidade da empresa de manter suas operações.
Parte expressiva do prejuízo decorre de efeitos contábeis não recorrentes, como uma baixa de R$ 5,7 bilhões em ativos fiscais diferidos, cerca de R$ 970 milhões em impairment de ágio e R$ 1,8 bilhão em provisões ligadas a revisões contratuais, reorganização de quadro de funcionários e fechamento de lojas. Mesmo descontados esses efeitos, porém, o prejuízo ajustado ainda cresceu, para R$ 978 milhões no trimestre, ante R$ 555 milhões um ano antes.
Demonstrações financeiras das Casas Bahia foram divulgadas na madrugada deste domingo (16) (Foto: Divulgação)
Captação internacional frustrada agravou crise de caixa
Um dos principais fatores de pressão foi o fracasso de uma captação internacional que a própria companhia considerava de “extrema relevância” para seu planejamento financeiro. Segundo a empresa, a negociação estava em estágio avançado, com due diligence e documentação jurídica concluídas, mas o investidor-âncora desistiu da operação antes do fechamento. Outras tentativas de captar recursos, como empréstimos-ponte, também não avançaram dentro do prazo esperado. A Casas Bahia afirma ter R$ 6,3 bilhões em créditos fiscais federais e estaduais, mas enfrenta dificuldades para monetizar esses ativos.
A restrição de crédito também afetou o estoque da rede, que caiu de R$ 5,4 bilhões em março para R$ 4,24 bilhões em junho, redução de R$ 1,16 bilhão em três meses. A receita líquida do trimestre cresceu 1,6%, para cerca de R$ 7 bilhões, mas o Ebitda ajustado recuou 9,4%, para R$ 518 milhões, com a margem Ebitda ajustada caindo de 8,3% para 7,4% na comparação anual.
Fechamento de lojas atinge Rio de Janeiro e gera alerta em Osasco
Como parte do plano de reestruturação, a empresa fechou 298 lojas em todo o país e cortou cerca de 1,9 mil postos de trabalho, o equivalente a 6,7% da força de trabalho da companhia. No Rio de Janeiro, estado que tinha 90 lojas da bandeira em maio deste ano, a Casas Bahia ainda não informou quantas unidades fluminenses estão entre as fechadas, nem divulgou uma lista oficial por estado.
Em Osasco e região, o fechamento repentino de lojas levou o Sindicato dos Empregados no Comércio local (Secor) a se manifestar. Segundo a entidade, funcionários foram pegos de surpresa, sem aviso prévio, e ainda aguardam informações sobre verbas rescisórias, liberação do FGTS e seguro-desemprego. O presidente do sindicato, Luciano Pereira Leite, afirmou que a entidade vai acompanhar o caso de perto para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, e orienta que os funcionários não assinem documentos de desligamento sem análise jurídica prévia.
A Casas Bahia já havia passado por uma recuperação extrajudicial em 2024, resolvida em acordo com bancos credores, mas segue pressionada por despesas financeiras elevadas em um cenário de juros altos e consumo enfraquecido pelo endividamento das famílias.
Candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT) divide o dia entre Salvador e Irecê. Pela manhã, às 7h, participa de uma missa na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador, e, em seguida, de uma caminhada com apoiadores e lideranças, com concentração no Largo do Bonfim. A agenda reúne o vice-governador e também candidato à reeleição, Geraldo Júnior, além dos candidatos ao Senado Jaques Wagner e Rui Costa, que integram a chapa majoritária.
À tarde, o petista segue para Irecê, onde faz o primeiro grande comício da campanha, às 17h, na Praça do Feijão, onde uma forte mobilização foi feita durante essa semana para o evento por lideranças de diversos partidos aliados ao governo do Estado.
O candidato do União, ACM Neto concentra o primeiro dia no oeste baiano, nas cidades de Carinhanha,posteriormente ele participa de uma carreata seguida de comício em Correntina, e encerra o dia em Coribe, às 22h.
Já Ronaldo Mansur (PSOL) mantém a programação em Salvador com panfletagem no Nordeste de Amaralina, seguida de caminhada no Vale das Pedrinhas e da inauguração de um comitê de campanha. À tarde, faz novas caminhadas e ações de panfletagem, encerrando a agenda no Barradão.
Admar Gonzaga, atual advogado de Anthony Garotinho (Republicanos) que tenta viabilizar a candidatura ao cargo de governador do Rio de Janeiro, votou pela inelegibilidade dele quando era do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Gonzaga foi ministro substituto de 2013 a 2017 e atuou como titular até 2019.
Em 2018, Garotinho acabou impedido de concorrer em razão de uma condenação criminal e de outra por improbidade administrativa – a mesma que ameaça a permanência dele na disputa atual.
O ex-governador foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Segundo o acórdão, Garotinho atuou para permitir desvio de R$ 234,3 milhões por meio da contratação sem licitação da Pró-Cefet, no projeto Saúde em Movimento. A inelegibilidade foi reconhecida por unanimidade pelo TSE já nas eleições daquele ano.
Em julgamento realizado no TSE, em setembro de 2018, o então ministro Admar Gonzaga enfatizou que, “muito além do favorecimento e do enriquecimento ilícito de terceiros, houve proveito próprio, porque ONGs que foram favorecidas fizeram aportes à campanha para candidatura à Presidência da República”, em 2006.
Garotinho perdeu recursos contra a condenação, e o caso transitou em julgado em agosto de 2026. Em decisão expedida no último dia 10, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ, determinou o cumprimento da sentença que condenou o ex-governador à suspensão dos direitos políticos por 8 anos, à proibição de contratar com o poder público, ao ressarcimento do dano no valor histórico de R$ 234,4 milhões e ao pagamento de multa civil de R$ 500 mil.
Após a decisão, Admar Gonzaga – agora advogado de Garotinho – afirmou que “o título condenatório transitou em julgado, juridicamente, em 1º de agosto de 2018”. Ou seja, antes mesmo do julgamento do qual ele participou enquanto ministro e que reconheceu a inelegibilidade do então candidato.
“Os recursos seguintes foram inadmitidos por intempestividade, de modo que as decisões posteriores dos Tribunais Superiores possuem natureza meramente declaratória e efeitos anteriores. A suspensão dos direitos políticos, portanto, se exauriu em 1º de agosto de 2026”, acrescentou.
A defesa ainda afirmou que tem “convicção” de que Garotinho “está em pleno gozo dos direitos políticos, circunstância essa que, certamente, será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro, pela Justiça Eleitoral do Brasil”.
O candidato à PresidênciaRonaldo Caiado(PSD) briga na Justiça com uma empresa que vendeu a ele uma fazenda ocupada por posseiros no interior de Goiás. A negociação cujo valor total ultrapassa R$ 15 milhões é discutida em um processo que está na segunda instância do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).
Caiado pede à Justiça a anulação da aquisição apenas da propriedade ocupada pelos posseiros e requer a devolução de mais de R$ 3 milhões, que teriam sido pagos pelo compra da propriedade. A empresa, por sua vez, contesta o cálculo e alega que seria lesada se a demanda do ex-governador for acatada.
Em primeiro grau, a Justiça decidiu pela resolução parcial da transação que envolvia a aquisição de cinco propriedades. Dessa forma, foi determinada a anulação da transação apenas da propriedade que está ocupada e a Justiça também determinou a devolução ao ex-governador deGoiásda quantia paga pela fazenda.
A controvérsia do caso teve início após ser constatado que a Fazenda Pedras, adquirida por Caiado em compromisso firmado em agosto de 2020, estava ocupada por terceiros. Conforme registrado nos autos, uma família formada por um casal e seus filhos alega que ocupa o local desde 2002, tendo inclusive feito benfeitorias à propriedade.
Diante da constatação, Caiado cessou o pagamento ao vendedor por considerar haver um descumprimento do contrato. Àquela altura, conforme a defesa do ex-governador, ele havia arcado com cerca de R$ 12,9 milhões relativos ao negócio. O valor inclui o pagamento de valor de entrada, assunção de dívidas e pagamento da primeira parcela das sacas de soja devidas.
Diante da controvérsia e sem horizonte de resolução consensual, tanto a empresa quanto Caiado levaram o caso à Justiça, mas as demandas foram apreciadas de forma conjunta. Em primeiro grau, o TJGO determinou que a empresa restitua a Caiado os valores e prestações que ele efetivamente pagou a título de contraprestação pela Fazenda Pedras, devidamente atualizados.