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A Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo Edir Macedo, foi alvo de representação à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pela Associação Movimento Brasil Laico, baseada em reportagem do ICL Notícias. A matéria mostrou como a Universal faz campanha religiosa para mobilizar fiéis e eleger bispos e pastores.
A representação pede apuração de apuração de abuso de poder econômico, político e religioso; arrecadação por fonte vedada; propaganda eleitoral em templos e bens de uso comum; coação e ofensa à liberdade do voto e ao Estado laico e tratamento irregular de dados pessoais sensíveis com finalidade eleitoral.
A reportagem de Gilberto Nascimento mostra que a igreja de Edir Macedo lançou o “Desafio de Neemias”, a fim de reunir fiéis e voluntários e mobilizá-los para a atuação política na atual campanha eleitoral. A prioridade da Universal é eleger na eleição de outubro seus bispos e pastores candidatos a deputado estadual e federal por todo o país. A mobilização vai até o dia do primeiro turno da eleição, 4 de outubro.
Citando a matéria na representação, a Associação Movimento Brasil Laico argumenta que a campanha foi estrategicamente calibrada para durar 52 dias, encerrando-se exatamente no dia das eleições em primeiro turno. Com base em evidências que incluem relatos de ex-pastores, o texto aponta que a iniciativa ultrapassa os limites da liberdade de culto, configurando, em tese, abuso de poder econômico e político, uso de fontes vedadas de financiamento e irregularidades no tratamento de dados sensíveis dos fiéis.
“O que verificamos é a conversão de uma estrutura monumental de comunicação e organização religiosa em uma máquina de engajamento eleitoral”, afirma Leandro Patrício da Silva, diretor-presidente da associação. “O mapeamento de eleitores através de coleta de dados biométricos e de preferência política sob pretexto de ‘jornada de fé’ coloca em risco a liberdade do voto e a própria laicidade do Estado.”
As principais violações apontadas na representação são as seguintes:
– Abuso de Poder Econômico e Político: A utilização da infraestrutura midiática e organizacional da instituição para promover candidaturas de bispos e pastores, desequilibrando a igualdade de oportunidades no pleito.
– Arrecadação por Fonte Vedada: A prestação de serviços de comunicação e a mobilização de rede de voluntários pela igreja, como forma de doação estimável em dinheiro, vedada pela legislação eleitoral.
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