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sábado, 21 de março de 2026

Mãe de Andriano da Nóbrega, ex- assessora de Flávio Bolsonaro é indiciada pelo MPRJ





Ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães, foi denunciada nesta quinta-feira (19) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho em pontos controlados pelo filho.

Adriano, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi morto em 2020 e, conforme as investigações, sua mãe foi uma das responsáveis por "receber, movimentar e ocultar" valores a partir de empreendimentos de fachada. Procurada a assessoria de Flávio, que não é investigado, destacou que o fato de Raimunda ter sido sua assessora entre 2016 e 2018 "não vincula o senador a responder pelos atos dela". Informações de o Globo.

Paraná: Juízes negros sofrem ataque racista em live; STF aciona a polícia


                                                     Os juízes Franciele Pereira e Francisco Esteves - Imagem: Divulgação/TREPR e CNJ



Dois juízes negros que atuam no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sofreram ataques racistas enquanto palestravam num programa transmitido pela internet no Paraná.

Confira a reportagem completa no linka abaixo do site UOL deste sábado (21):


https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/03/21/juizes-negros-ataques-stf-anuncia-apuracao-criminal.htm

Televisão: Executivo Thiago Contreira deixa direção de Jornalismo da Record após 23 anos





O jornalista Thiago Contreira deixou o comando da direção de Jornalismo da Record, incluindo o programa  Domingo Espetacular, após 23 anos na emissora. A saída, oficializada na tarde desta sexta-feira (20), foi tratada como um acordo entre as partes, embora nos bastidores a versão de demissão seja a mais comentada entre profissionais da casa.

Clima interno e críticas à gestão


De acordo com informações apuradas pela reportagem do  iG, a passagem de Contreira pela chefia do jornalismo foi marcada por insatisfação entre equipes. Internamente, o executivo era descrito como uma figura rígida e de difícil convivência, com frequentes queixas sobre sua forma de conduzir o trabalho e lidar com subordinados. Alguns profissionais o classificavam como “carrasco”, citando episódios de broncas consideradas excessivas e desrespeitosas.

Ainda segundo esses relatos, o diretor acumulava histórico de denúncias de assédio moral registradas no setor de recursos humanos, tanto durante sua atuação no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. O apelido “Com Treta”, uma referência ao sobrenome, circulava entre funcionários como reflexo da percepção sobre seu estilo de gestão.

Disputas de poder nos bastidores

A saída de Contreira também ocorre em meio a um cenário de disputas internas na emissora. Ele mantinha um histórico de atritos com Antonio Guerreiro, atual vice-presidente de Jornalismo da Record. Nos bastidores, Contreira era visto como aliado de Marcelo Silva, outro nome influente da empresa e considerado desafeto de Guerreiro.

Thiago Contreira e Antonio Guerreiro
Divulgação/ND
Thiago Contreira e Antonio Guerreiro

Fontes apontam que o jornalista atuava como interlocutor de Silva dentro do departamento de jornalismo, em movimentos que, segundo relatos, buscavam enfraquecer a gestão de Guerreiro. A demissão seria interpretada internamente como um capítulo dessa disputa de poder, vista por alguns como uma resposta do vice-presidente.

Ambiente tenso: responsável por demissão de braço direito de rival

Entre os episódios mais graves atribuídos à gestão de Contreira, há relatos de discussões acaloradas com colegas de trabalho. Em um dos casos mencionados por profissionais da emissora, o jornalista teria chegado a agredir um diretor durante uma discussão, segurando-o pelo pescoço e o empurrando contra uma porta de vidro.

A fama de um chefe duro - muito além do aceitável - era conhecida também nas emissoras da Record em outros estados. Jornalistas que nunca trabalharam com ele comentavam nos corredores que ouviram histórias sobre Contreira de arrepiar os cabelos.

Thiago Contreira sempre foi visto como o maior articulador da demissão de Aline Sordili, em dezembro de 2024, considerada a braço direito de Antonio Guerreiro, vice-presidente de jornalismo da emissora.

Aline Sordili
Reprodução
Aline Sordili

Entre 2019 e 2024, Contreira rivalizava com Sordili para tentar dominar o jornalismo da emissora. Mas a corda arrebentou para ela quando Marcelo Silva, outro chefão da emissora e rival de Guerreiro, mirou fogo na jornalista e conseguiu sua demissão.

Internamente, Contreira foi visto como principal informante de Marcelo Silva sobre possíveis problemas no jornalismo da emissora. A intenção, de acordo com fontes no canal, era derrubar Guerreiro e aqueles vistos como próximos dele para sentar em seu lugar.

Sordili era monitorada por Contreira e suas eventuais deslizadas eram constantemente levadas pra Silva, que se encarregava de fazer tudo chegar aos acionistas da Record.

Nesse embate, um terceiro diretor de jornalismo da Record, Clovis Rabelo, foi envolvido no fogo cruzado ao ser monitorado como “faz tudo” pra Guerreiro, principalmente favores pessoais, como até conseguir ingressos para o eventos culturais.

Clovis Rabelo
Reprodução
Clovis Rabelo

Como é visto como o atual ''faz tudo'' do vice-presidente de jornalismo, Rabelo foi um dos que sentiu alívio ao saber da saída de Contreira, de quem sempre foi rival declarado.

Apesar das salas  grudadas, no dia a dia, ambos não se falavam e nem mesmo se cumprimentavam.

Eles articulavam para que a equipe do jornalismo nunca “remasse no mesmo sentido”, como sempre pedia Guerreiro, e estimulavam disputas internas entre as atrações jornalísticas dirigidas por um ou por outro. Ao lado de Guerreiro, Rabelo; de Marcelo Silva, Contreira.

Enquanto Contreira apostava suas fichas em Marcelo Silva, Rabelo levou pra Record o jornalista Bruno Chiarioni, atual chefe do Domingo Espetacular e outro nome cotado pra sentar na cadeira que era de Contreira. Chiarioni é ligado ao jornalista Roberto Cabrini.

Reorganização no jornalismo

Uma das principais funções de Contreira era cuidar, com lupa, do “Jornal da Record” .

Com a retirada dele do cenário, Guerreiro cuidará do jornalístico diretamente com Patrícia Rodrigues, atual chefe de redação do programa e uma das consideradas protegidas de Contreira dentro da emissora.

Com a saída de Contreira, a expectativa é de mudanças na estrutura do jornalismo da Record. Um dos nomes cotados para ganhar mais espaço é o de Davi Maduro, atual diretor administrativo da área e considerado próximo da cúpula da emissora.

Em contato com o iG, Thiago Contreira fez um breve pronuncimanto sobre o assunto sem comentar o casos de briga, assédio e confronto com outros profissionais. 

"Foi uma decisão discutida há bastante tempo. Comum acordo. Só gratidão pela Record. Foram 23 anos de muito trabalho e dedicação",
Thiago Contreira



Fonte:  Fábio Vilea/Portal IG- 21/03/2026

Economia: Ex-diretor do BC ligado ao Master é suspeito de manipulação de dados para driblar apurações internas



O ex- presidente do BC no governo Bolsonaro, Campos Neto





O ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza é suspeito de ter manipulado informações sobre a atuação do Banco Master quando chefiava a área de Fiscalização, na gestão de Roberto Campos Neto, para afastar suspeitas da cúpula do órgão e driblar investigações internas.

 

Segundo relato feito à Folha por duas pessoas com conhecimento no assunto, Paulo Sérgio fornecia dados incorretos à diretoria do BC sobre o balanço do Master, de Daniel Vorcaro, e minimizava as queixas de banqueiros rivais sobre o modelo de negócio agressivo da instituição.
 

Paulo Sérgio atuou como diretor de Fiscalização da autoridade monetária entre 2017 e 2023 e, depois disso, assumiu o posto de chefe-adjunto do departamento de Supervisão Bancária.
 

Por meio de sua defesa, o ex-diretor disse que nunca houve manipulação e que jamais foi indagado pela cúpula do BC sobre a atuação do Master. "Diversas equipes da área de Fiscalização e de outras áreas interagem com informações acerca das instituições financeiras e todo processo é documentado, não sendo passível de manipulação por uma única pessoa", afirmou.
 

Na segunda-feira (16), por volta das 15h30, a Folha esteve na antiga residência do servidor em Brasília, mas foi informada de sua mudança para Guaxupé, em Minas Gerais. Ele trabalhou no BC de forma remota nos últimos anos.
 

O ex-diretor não foi à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado Federal sobre o crime organizado nesta quarta-feira (18), depois de ter sido desobrigado a comparecer por decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Federal, ele é suspeito de ter atuado como consultor informal de Vorcaro em troca de vantagens indevidas. No início do mês, Mendonça determinou o afastamento do servidor pela via judicial. Desde janeiro seus acessos ao Banco Central já tinham sido desligados.
 

Um episódio que chamou a atenção de um desses interlocutores trata das carteiras de crédito para pessoas jurídicas. Entre 2022 e 2023, quando era diretor do BC, Paulo Sérgio recebeu do então presidente do regulador a incumbência de verificar carteiras de crédito de empresas e fundos ligados ao banco de Vorcaro e visitar algumas dessas companhias para checar as operações.
 

O modelo de investimento do Master englobava elementos considerados inusuais, entre eles, a possibilidade de conversão de empréstimos não quitados em participação societária na empresa. Somado a isso, havia um ponto cego na regulação vigente à época que limitava a capacidade de fiscalização do BC.
 

A provisão (reserva de capital) que as instituições devem fazer para lidar com casos de inadimplência se apoiava em dados históricos. No entanto, as operações do Master foram estruturadas de forma que esse histórico levava mais tempo para ser repassado e às vezes acabavam nem chegando ao banco.
 

A combinação desses fatores levou a presidência do BC a direcionar um olhar mais atento para a atuação do banco de Vorcaro. Depois de conduzir o estudo solicitado pelo então presidente do BC, Paulo Sérgio levou à diretoria colegiada a convicção de que as empresas tinham negócios genuínos e que não havia motivo para preocupação.
 

Posteriormente, investigação feita pela Polícia Federal listou 36 empresas que tomaram empréstimos suspeitos com o Master. Como mostrou a Folha, pelo menos 23 delas atuam diretamente com negócios do ramos imobiliário, hotelaria e de construção.
 

Questionado sobre esse estudo, Paulo Sérgio disse por meio de seu advogado que Roberto Campos Neto encomendou um trabalho sobre carteira de precatórios, e não sobre carteira PJ. Mas, segundo apuração da Folha, tratavam-se de duas análises distintas.
 

De acordo com o servidor do BC, um trabalho mais amplo sobre a carteira de crédito PJ e gestão do risco de liquidez foi conduzido pelo departamento de Supervisão Bancária quando ele já atuava como chefe-adjunto. "Tendo sido identificadas irregularidades relevantes sobre a carteira de crédito e devidamente formalizadas ao Banco Master na metade de setembro de 2024."
 

Entre banqueiros, havia desconfiança de que conversas no BC com temas relacionados a Vorcaro eram repassadas para o próprio dono do Master, de acordo com relatos ouvidos pela reportagem por duas pessoas a par do assunto. Um participante dessas reuniões chegou a especular que os encontros poderiam estar até mesmo estar sendo gravados.
 

Quanto às queixas dos banqueiros em relação ao Master, Paulo Sérgio afirmou que apenas um conselheiro do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) criticou durante uma reunião presencial o fato de o banco fazer operações típicas de private equity. "Foram realizados trabalhos em 2022 e 2023 na carteira de crédito. Jamais qualquer banco do S1 [segmento que reúne as maiores instituições do país] levou preocupação sobre o Master durante seu mandato como diretor", acrescentou.
 

Disse ainda que apenas a ABBC (Associação Brasileira de Bancos) reclamou com maior veemência sobre o Master estar adquirindo precatórios e ser muito agressivo no modelo de captações via plataformas.
 

Os primeiros indícios de irregularidades foram identificados pelo BC em setembro de 2024 e apenas no ano passado houve o mapeamento do esquema de empréstimos a empresas usado para desviar dinheiro para fundos de investimentos.
 

Como mostrou a Folha em janeiro deste ano, o BC pediu ao MPF (Ministério Público Federal) o congelamento de R$ 11,5 bilhões em fundos de investimentos administrados pela Reag com suspeitas de uso em operações fraudulentas atribuídas ao Master.
 

Em julho de 2023, Paulo Sérgio foi substituído por Ailton de Aquino na diretoria de Fiscalização. Mesmo tendo recebido ofertas da iniciativa privada para deixar a autarquia, ele resolveu seguir no BC. Em outubro daquele ano, voltou a um cargo de chefia, como adjunto do Departamento de Supervisão Bancária.
 

A Polícia Federal identificou uma mensagem enviada por Paulo Sérgio a Vorcaro com a publicação de seu novo cargo no Diário Oficial. O dono do Master respondeu "parabéns".
 

Paulo Sérgio substituiu o servidor Carlos José Braz Gomes de Lemos, que se aposentou. Funcionário de carreira da instituição, com quase três décadas de casa, Paulo Sérgio contava com a confiança dos colegas e era considerado um dos melhores do time, justamente por ter integrado a cúpula do BC durante anos.
 

Integrantes do BC relatam que os lançamentos do balanço do Master foram motivo de divergência entre o ex-diretor e o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo. Uma reunião da diretoria com a equipe técnica no ano passado chegou a ter discussões acaloradas entre eles.
 

De acordo com um participante de uma das reuniões sobre o Master, Paulo Sérgio passou a demonstrar muito nervosismo e ficava desarticulado quando ia debater o tema com seus superiores, tinha opiniões extremas e apaixonadas sobre os desdobramentos do caso.
 

Algumas de suas explicações sobre o fluxo financeiro do Master, segundo esse interlocutor, não se sustentavam e ele tentava incutir receio nos colegas, sugerindo que deveriam ser mais cautelosos antes de afirmar que se tratava de um caso de fraude e que poderiam ter muitos problemas se seguissem com a denúncia se a fraude não fosse comprovada.
 

No ano passado, as suspeitas se acentuaram internamente. Enquanto adjunto do departamento de Supervisão Bancária, Paulo Sérgio elaborou um parecer bastante favorável à operação de aquisição do Master pelo BRB (Banco de Brasília), sem responder às questões demandadas por outro departamento. A operação acabou rejeitada pelo BC.
 

Segundo uma pessoa que teve acesso ao documento, essa peça contrastava com o que foi escrito por outro colega, que era o supervisor direto da instituição do Distrito Federal. Na avaliação desse interlocutor, o termo parecia ter sido adaptado para um possível futuro litígio por parte do conglomerado de Daniel Vorcaro.
 

A defesa disse que o servidor do BC foi orientado pela alta administração da autoridade monetária a preservar o que era possível das instituições financeiras e que o trabalho de análise foi realizado em conjunto pela equipe de supervisão, não apenas por Paulo Sérgio.
 

"O parecer respondeu aos pontos indagados e sempre com a ótica de solução de menor custo, jamais recomendando decidir sobre a aprovação ou não. Claramente não traria qualquer benefício ao Banco Master e seu controlador. Ao contrário, mitigaria impacto no BRB, preservaria a Will [Financeira] e toda sua base de clientes, solucionaria o tema dos depósitos não cobertos pelo FGC e preservaria o arranjo de pagamento Mastercard", disse.
 

A interlocutores de fora do BC, Paulo Sérgio reforçava o discurso de Vorcaro que o Master sofria pressão no mercado financeiro dos grandes bancos por aumentar a concorrência. Esse discurso era usado pelo dono do Master para se defender das críticas de que a sua estratégia de venda de CDBs era insustentável e não tinha lastro nos ativos comprados pelo banco com o dinheiro captado na venda desses ativos de renda fixa.
 

Em 30 de outubro de 2024, a Folha ouviu relatos repassados pelo ex-diretor na porta da sede do BC a dois interlocutores com críticas à atuação das plataformas de venda dos CDBs de grandes bancos que estariam atuando contra o Master e espalhando notícias de que o Master estava à beira de uma crise.
 

Naquele dia, Vorcaro e o seu ex-sócio Augusto Lima participaram de uma reunião com o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Na saída da reunião, Vorcaro e Lima disseram a jornalistas que aguardavam na porta do BC, que o Master entraria com uma queixa-crime para investigação de fake news sobre suposta interrupção, por outros bancos, da distribuição de títulos de dívida emitidos pela instituição.
 

A evolução patrimonial de Paulo Sérgio e também de Belline Santana, ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária, foi o gatilho para a autoridade monetária abrir uma investigação interna sobre o caso Master após a liquidação da instituição, em novembro de 2025.
 

Na semana passada, a CGU (Controladoria-Geral da União) recebeu o resultado da sindicância do BC. Agora, está em andamento um inquérito preliminar para verificar se o material contém indícios que justifiquem a abertura de uma investigação no órgão e a possibilidade de outros funcionários da equipe de Belline e Paulo Sérgio também estarem envolvidos no caso.
 

Um dos possíveis encaminhamentos é a abertura de um PAD (processo administrativo disciplinar), que pode resultar até na exoneração do ex-diretor de Fiscalização do BC.



Fonte: Por Nathalia Garcia e Adriana Fernandes | Folhapress - 21/03/2026

EUA: Para quem o ator Chuck Norris deixou fortuna de aproximadamente R$ 370 milhões

 

                                                foto:reprodução


Chuck Norris, que morreu aos 86 anos, deixou uma fortuna de aproximadamente U$ 70 milhões.

Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL deste sábado (21):


https://www.uol.com.br/splash/noticias/2026/03/21/chuck-norris-deixa-fortuna-de-aproximadamente-r-370-milhoes.ghtm

Chapada: Seleção de Professores em Rui Barbosa é alvo de denuncia junto ao TCM por 'vício' de finalidade

                                                         foto:Rui Barbosa fica na chapada diamantina - foto:Wikipédia/reprodução



O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) publicou, em seu Diário Oficial Eletrônico, decisão acerca de uma denúncia com pedido de liminar contra a prefeita de Ruy Barbosa, Eridan Martins de Araujo Dourado (MDB). O questionamento central envolve o Edital nº 01/2026, que prevê a contratação temporária de 150 professores regentes para a rede pública municipal.

Irregularidades apontadas

A denúncia, apresentada por um cidadão local, sustenta que a prefeitura estaria utilizando a contratação temporária de forma irregular para suprir demandas que deveriam ser preenchidas por concurso público. Entre os pontos destacados na denúncia estão:

– Natureza permanente: As vagas seriam para funções contínuas na rede de ensino, e não para situações excepcionais ou emergenciais.

– Vínculos prolongados: O edital prevê contrato de 12 meses, prorrogáveis por até 24 meses.

– Falta de transparência: O denunciante aponta critérios subjetivos de seleção e prazos recursais considerados muito curtos (exíguos).


Fonte: Bahia.Ba - 21/03/2026

Roraima: Soldado da PM da Bahia que estava na Força Nacional tem morte confirmada neste sábado (21)

                                                      foto:divulgação


O soldado da Polícia Militar da Bahia e integrante da Força Nacional, Israel Serafim Santos, foi encontrado morto neste sábado (21), após desaparecer durante uma operação na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Natural de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, o policial sumiu na última quinta-feira (19), durante a travessia do rio Uraricaá, na Estação Ecológica de Maracacá, enquanto participava de uma ação de combate ao garimpo ilegal.

A confirmação da morte foi divulgada pela Casa Civil da Presidência da República, que, em nota, manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de missão.

Israel era soldado da Polícia Militar da Bahia e já havia atuado na CIPE/Semiárido, sendo reconhecido por sua atuação na segurança pública. O caso gerou forte comoção, especialmente na região da Chapada Diamantina, onde o policial era bastante conhecido.

De acordo com informações registradas em boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial, a equipe, formada por cinco integrantes, precisou atravessar o rio a nado para acessar o local da operação, já que não havia ponto de pouso para aeronaves na área onde funcionava o garimpo.

Após a destruição da estrutura ilegal, o grupo iniciou o retorno pelo mesmo trajeto, novamente pela água. Israel atravessava à frente da equipe, seguido por um agente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), enquanto os demais vinham logo atrás, mantendo distância entre si.

Durante a travessia, o policial começou a se afogar. Um dos agentes tentou acionar um colega que estava mais próximo para prestar socorro, mas não houve tempo hábil para o resgate. Em seguida, Israel desapareceu nas águas do rio.

As buscas foram iniciadas imediatamente após o desaparecimento e mobilizaram mais de 20 agentes, incluindo equipes da Força Nacional, Corpo de Bombeiros de Roraima, Funai e militares do Comando Conjunto Operacional Catrimani II.

As operações contaram com o uso de embarcações, aeronaves e apoio terrestre até a localização do corpo neste sábado.

O corpo deverá ser transportado para o Estado da Bahia, e o dia e local de sepultamento deverá ser confirmado pela família juntamente com autoridades da segurança pública do Estado.

A CIPE semiárido divulgou nota de Pesar neste sábado(21).




Fonte: ireceagora c/adaptações - 21/03/2026


Eleições 2026: De olho em vaga de ministro, Frederick Wassef encontra Flávio Bolsonaro

 

                                            Questionado pela coluna, Flávio Bolsonaro disse: 'Nenhum ministério está definido'. foto:reprodução




A coluna apurou que o senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-SP) esteve com o advogado Frederick Wassef ao menos duas vezes em São Paulo no último mês. Em uma delas, os dois estava sozinhos em um café nos Jardins. O advogado informou a interlocutores que tem desejo de ser parte de um futuro governo e pressiona pelo Ministério da Justiça.

Questionado pela coluna sobre os motivos dos encontros com Wassef, o senador não respondeu. Já sobre o desejo do advogado pelo Ministério da Justiça, o filho de Jair Bolsonaro não negou que o defensor esteja cotado. Por nota, o senador disse “Nenhum ministério está definido. Eu entendo a ansiedade das pessoas em ver uma renovação na Esplanada dos Ministérios, mas as eleições ainda estão distantes e ainda temos muito trabalho pela frente. Podem ter certeza que, caso os eleitores depositem sua confiança em mim, o ministro da Justiça será um nome técnico e com perfil de combate ao crime organizado e às facções narcoterroristas”.

Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, tem anunciado a pessoas próximas que deve ser ministro da Justiça se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele atualmente é presidente do PL na região de Atibaia e Bragança Paulista e vai disputar uma vaga para deputado federal nas eleições de 2026.

Desde que o senador anunciou que foi escolhido por Jair Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa, Wassef voltou a se reaproximar de Flávio, o que preocupa interlocutores do ex-presidente e integrantes da legenda. Na semana passada, Wassef foi denunciado ao Ministério Público de são Paulo por uma tentativa de estupro de um antiga colaboradora do PL em Atibaia. O caso foi revelado pela coluna.

O advogado coleciona uma série de polêmicas, problemas e envolvimento em investigações. Em 2020, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, foi encontrado e preso no sítio de Wassef em Atibaia em meio às investigações sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

Além disso, em março de 2023, ele foi até os EUA recomprar um rolex de ouro branco, presenteado à presidência da República, vendido ilegalmente pelo tenente-coronel Mauro Cid a pedido de Bolsonaro. O valor pago pelo advogado foi de U$ 49 mil.

Ao ser investigado no caso, Wassef disse para a PF que fez a recompra a pedido do advogado Fabio Wajngarten. Wassef ainda afirmou para a PF que entregou o relógio em Miami para alguém apontado por Wajngarten. No entanto, no fim do ano passado, em meio a um processo com Edvaldo Oliveira, ex-aliado de Wassef, surgiram mensagens entre os dois no qual Oliveira afirma ter provas de que Wassef mentiu. Oliveira chegou a dizer a Wassef: “Lembra quando voltou dos EUA e estava com o rolex? Lembra que sei de detalhes de sua invenção para foder o Fábio Wajngarten (sic)?”

A Polícia Federal indiciou, em 4 de julho de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 11 pessoas na investigação sobre a venda ilegal de joias sauditas do acervo presidencial. A PF apontou evidências de peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. Entre os indiciados, estão Cid, Wassef e Wajngarten. Até o momento, a PGR não fechou o caso.



fonte: ICL NOTÍCIAS - 21/03/2026

Em Jequié: Ministro Rui Costa critica postura do prefeito Zé Cocá: “gente ruim”


                                       foto:reprodução



O ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), cumpriu agenda em Jequié nesta sexta-feira (20), onde autorizou o início das obras de restauração da BR-330. Durante o evento, que integra investimentos de R$ 57,4 milhões do Novo PAC, o ministro criticou o prefeito Zé Cocá (PP), utilizando metáforas para reclamar de uma suposta “ingratidão” política.

“Eu nasci em uma favela. Era muita gente pobre, [às vezes] não tínhamos o que fazer. Na favela, todo domingo tinha coisa para fazer: uma laje para bater. Aí, depois, quando menos se espera, está o cara falando mal de você. Não é possível, correndo o risco de mudar sua cabeça ou seu coração. Não permito isso, porque gente ruim não pode mudar nossa cabeça”, dispara Rui Costa.

Sem citar nominalmente o gestor, cotado para compor a chapa de ACM Neto (União) como candidato a vice-governador, Rui Costa relembrou o apoio que deu à trajetória política de Cocá no passado.

Rui reforçou que sua dedicação ao aliado de outrora foi ativa e pessoal. “Eu ajudei a construir a casa do cara. Dez domingos eu me dediquei a isso, bati laje, carreguei pelas costas, e o cara está agora falando mal”, completa.

As declarações obtidas pelo Blog do Marcos Frahm, ocorrem em um momento de acirramento das articulações para 2026, quando Rui e o atual prefeito de Jequié ocupam campos opostos na política estadual.

Apesar das críticas, o ministro afirmou que as divergências não mudarão sua postura pessoal ou política. O trecho da rodovia que receberá as melhorias compreende a ligação entre Jequié e Ubaitaba, obra considerada estratégica para a infraestrutura da região sudoeste e sul da Bahia.

“Tem muitas alegrias e muitas ingratidões. Não vamos nos abater com as ingratidões. Gosto de frase que nada supera a fé em Deus e vontade de trabalhar. O político pode ser ingrato, mas o povo não é ingrato.

SP: Marido de deputada do blackface ganhou contratos em cidade que ela foi vice


                                        foto:reprodução




O marido da deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL), que pintou o rosto de marrom — prática conhecida como blackface — para provocar a deputada federal Erika Hilton (PSol), durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo, na última quarta-feira (18/3), ganhou contratos milionários com a cidade de Barrinha, onde a parlamentar era vice-prefeita até ser eleita para a Alesp.

Nos documentos da Junta Comercial, Marcos Aurélio aparece como sócio da empresa a partir de outubro de 2022, mesmo ano em que a esposa deixou a vice-prefeitura para disputar o cargo na Alesp. Um ano depois, o prefeito de Barrinha abriu o edital que terminaria com a Green Ecology escolhida para coletar o lixo da cidade.

Segundo o contrato, a empresa deveria recolher os resíduos sólidos das casas e comércios da cidade e destiná-los para um aterro. Para executar o serviço, a Green Ecology receberia R$ 322 por tonelada coletada, em um total de R$ 2,7 milhões por 12 meses.

O serviço de coleta de lixo, no entanto, não aparece entre as atividades principais exercidas pela empresa na Junta Comercial. Lá, a Green Ecology é descrita como um negócio relacionado a “Construção de edifícios”, “Atividades paisagísticas”, “Fabricação de esquadrias de metal”, “Geração de energia elétrica”, e “Preparação de canteiro e limpeza de terreno”, entre outras atividades.

Metrópoles procurou a deputada Fabiana Bolsonaro (PL) para comentar o caso, considerando a proximidade do contrato com sua gestão em Barrinha. O advogado Alberto Rollo, que faz a defesa da parlamentar, afirmou, no entanto, que Fabiana não tinha mais relacionamento político com o prefeito de Barrinha quando seu marido virou sócio da Green Ecology, em 2022.

Segundo Rollo, houve um rompimento entre os dois companheiros de chapa. “Ela não poderia ter nenhum tipo de influência em qualquer decisão do prefeito porque o prefeito não gostava mais dela e não iria querer que ela desse qualquer tipo de palpite”, afirmou ele ao Metrópoles.

Em 2023, Marco Aurélio abriu ainda outra empresa que fecharia contratos com a cidade de Barrinha: a Oficina Premium 777, que realiza serviços de manutenção e reparação de veículos, máquinas e tratores. No ano seguinte, ainda na gestão Zé Marcos, a Oficina Premium 777 foi escolhida junto com outras duas empresas para prestar serviços para a cidade.

A reportagem não conseguiu contato com Marcos Aurélio e Zé Marcos. O espaço segue aberto para manifestação de ambos.

A relação de Marcos Aurélio com a prefeitura de Barrinha continua até hoje. O Diário Oficial do Estado mostra que a gestão que assumiu em 2025 homologou um contrato com a Oficina Premium 777 para a fornecimento de peças e prestação dos serviços de mecânica e autoelétrica nos veículos da frota do município.

Casal


Fabiana Bolsonaro e Marcos Aurélio se casaram em maio de 2022. Depois da união, ela mudou-se para a cidade de Matão, onde o empresário mora, e ganhou da Câmara Municipal da cidade o título de Cidadã Matonense.

Em 2024, o Marcos Aurélio usou a influência da esposa na região para se lançar ao cargo de vice-prefeito de Matão, pelo Republicanos, em uma chapa com a candidata Sônia Moura (PL). Seu nome de urna saiu como “Marcos da Fabiana Bolsonaro”. A chapa saiu derrotada na eleição.

Blackface

Nesta quarta, a deputada estadual de São Paulo Fabiana Bolsonaro (PL) pintou o rosto e parte do corpo de marrom durante uma sessão da Alesp, para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSol) para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Veja:

Blackface é o nome dado à prática de pintar o rosto com tinta de cor escura para ridicularizar negros. Fabiana Bolsonaro negou que estivesse cometendo blackface.

A parlamentar bolsonarista iniciou seu discurso dizendo que faria um “experimento social” e começou a passar a tinta enquanto afirmava que, como mulher branca, “mesmo me pintando de negra eu não posso cuidar das pessoas que sofrem o racismo”.

“A gente viu agora essa semana, na comissão federal, lá em Brasília, que uma mulher trans, Erika Hilton, foi colocada como presidente da Comissão da Mulher. E isso me entristece muito. Não porque ela, uma trans, está como presidente, mas porque está tirando o espaço de fala de uma mulher”, disse.

A bolsonarista foi interrompida pela deputada Mônica Seixas (PSol) que solicitou a suspensão da sessão. “A gente está assistindo um caso de blackface no plenário da Assembleia Legislativa. É um caso de polícia. É racismo e transfobia”, disse a parlamentar.

Depois do episódio, vários deputados assinaram uma representação contra a Fabiana Bolsonaro no Conselho de Ética da Alesp.

“Esperamos que o Conselho de Ética seja ágil o suficiente para estabelecer as punições necessárias contra essa deputada”, afirmou deputada estadual Beth Sahão (PT), líder da minoria na Casa. “Naturalizar o racismo e a transfobia é um absurdo, é inaceitável”, acrescentou.

O que diz Fabiana Bolsonaro

Em nota ao Metrópoles, a defesa da deputada Fabiana Bolsonaro negou que ela tenha feito blackface na Alesp. “É uma mentira deliberada para tentar calar um debate legítimo”, diz a nota.

“Não sou negra, e por isso não tenho lugar de fala em favor dos negros, mas aproveitei para deixar claro o meu respeito e afirmar que não sofro com esse odiável preconceito, porque não sou negra. Em nenhum momento debochei, fiz piada ou desrespeitei a luta histórica do povo negro. Pelo contrário: reconheci e respeitei essas dores reais”, continua o texto.

“Respeito quem é negro, quem é trans, quem é o que quiser ser. Que cada um assuma, com dignidade, seu lugar na sociedade, com liberdade e respeito, cada qual defendendo os seus próprios direitos”, finaliza a nota.


Fonte:Jéssica Bernardo/Metrópoles - 21/03/2026

Economia: Gigante chinesa vai investir R$ 6 bilhões e abrir fábrica no Brasil


                                      foto:Divulgação/GAC


Uma gigante chinesa, que figura entre as maiores montadoras do mundo, anunciou que pretende investir cerca de R$ 6 bilhões para estabelecer uma operação industrial no Brasil.

O movimento marca mais um passo da expansão das fabricantes asiáticas no país e reforça o interesse crescente no mercado automotivo brasileiro.

Gigante chinesa vai investir R$ 6 bilhões e abrir fábrica no Brasil

A empresa por trás do anúncio é a Guangzhou Automobile Group (GAC), que confirmou planos de iniciar a produção local de veículos a partir de 2027.

A estratégia envolve uma parceria com a HPE Automotores, responsável atualmente pela fabricação de modelos da Mitsubishi no Brasil.

A produção acontecerá na unidade industrial localizada em Catalão, no estado de Goiás, que já conta com estrutura consolidada no setor automotivo.

A expectativa inicial é que a fábrica alcance uma capacidade de até 50 mil veículos por ano.

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo da montadora chinesa para consolidar sua presença no país, não apenas com produção, mas também com desenvolvimento local.

A empresa já mantém uma equipe dedicada à pesquisa e desenvolvimento em território brasileiro, com foco na adaptação de seus veículos às preferências do consumidor nacional e às condições de uso no país.

Além disso, a GAC já estruturou parte de sua operação logística, com um centro de distribuição de peças instalado em Cajamar, no interior de São Paulo.

Esse tipo de investimento indica uma tentativa de garantir suporte pós-venda e competitividade no mercado, fatores considerados essenciais para ganhar espaço entre os consumidores brasileiros.

Embora ainda não tenha confirmado oficialmente quais modelos serão fabricados na planta goiana, a empresa já comercializa no Brasil o SUV GS3, um dos seus principais produtos com motor a combustão.

O modelo pode servir como referência do tipo de veículo que a marca pretende produzir localmente, embora a decisão final ainda não tenha sido divulgada.

O plano da GAC no Brasil está inserido em uma estratégia global de expansão industrial. Segundo executivos da companhia, a produção local é vista como um passo importante para fortalecer a atuação fora da China e aproveitar o potencial do mercado brasileiro.

A parceria com a HPE deve combinar a experiência de manufatura já estabelecida no país com a tecnologia desenvolvida pela montadora chinesa.

Com esse movimento, a GAC se junta a outras fabricantes chinesas que vêm ampliando investimentos no Brasil, aumentando a concorrência e acelerando transformações no setor automotivo nacional.


Fonte:Diarinho-21/03/2026