quarta-feira, 1 de julho de 2026

Influenciador que disse que pobres não deveriam votar doou para Marçal


                                              foto:reprodução


O influenciador Leonardo Marcondes, que foi processado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) após dizer que “pobres não deveriam votar”, doou R$ 1 mil para o ex-coach Pablo Marçal durante a campanha municipal de 2024.

A doação foi realizada via Pix em 14 de agosto de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, Pablo Marçal disputou a Prefeitura de São Paulo, mas ficou em terceiro lugar, com 1,7 milhão de votos.

Conforme mostrou o Metrópoles, o MPSP ajuizou uma ação civil pública contra Leonardo Marcondes por publicações consideradas discriminatórias contra pessoas em situação de pobreza. A Promotoria pede que o influenciador seja condenado ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos, além da remoção das postagens e do perfil utilizado para divulgar o conteúdo.

Segundo o MPSP, Marcondes publicou vídeos e mensagens nas redes sociais defendendo, entre outras afirmações, que pessoas pobres não deveriam ter direito ao voto. Para o órgão, as declarações configuram aporofobia – discriminação contra pessoas em razão de sua condição socioeconômica – e extrapolam os limites da liberdade de expressão ao incentivar a discriminação contra um grupo social vulnerável.

Na ação, o Ministério Público sustenta que as publicações associam pobreza à falta de inteligência, higiene, capacidade moral e responsabilidade, reforçando estereótipos negativos.

O influenciador afirmou, durante depoimento, que utilizava o termo “pobre” em sentido figurado, para se referir a uma “mentalidade”, mas a Promotoria argumenta que as próprias postagens contradizem essa versão.


Fonte: Tácio Lorran/Metrópoles - 01/07/2026

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