quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Amigo de Flávio Bolsonaro, marqueteiro repassou R$ 1 milhão à produtora do Dark Horse



 
                                             foto:reprodução


 Amigo pessoal de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o publicitário Marcello Lopes fez um repasse de R$ 1 milhão à Go Up Entertainment Ltda., empresa produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

O repasse foi citado pelo ministro do STF Flávio Dino na decisão em que autorizou a operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (10/9) contra a dona da produtora, Karina Gama, e o deputado Mário Frias (PL-SP).

Em seu despacho, Dino menciona relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificaram uma transferência de R$ 1 milhão feita por Marcellão para a Go Up.

Segundo os documentos citados pelo ministro, o aporte foi feito entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, período em que o Coaf identificou “movimentações consideradas atípicas” em cotnas da produtora.

“A comunicação de n.º 24 já foi brevemente tratada no item 1.4.2.3., mas versa sobre movimentações consideradas atípicas em contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda, CNPJ 44.447.509/0001-52, abrangendo o período de 10/11/2025 a 30/12/2025, em que a empresa movimentou R$ 19.033.071,00, sendo R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito. Figuram, dentre os principais remetentes de recursos para a empresa, a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., que enviou R$ 3.920.976,40; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli, responsável por transferências que totalizaram R$ 2.614.000,00; Marcello de Oliveira Lopes, que remeteu
R$ 1.000.000,00; a NTT Brasil Ltda., que enviou R$ 750.000,00; e o Deputado Federal Mário Frias, que realizou transferências no montante de R$ 645.400,00″, escreveu Dino.

Marqueteiro diz ser “investidor” do Dark Horse

À coluna, Marcellão, como o publicitário é conhecido, confirmou o repasse e disse que o valor se refere a um aporte que fez como “investidor” do filme em dezembro de 2025, a pedido do deputado Mário Frias.

“Quando parou de ter o dinheiro lá em outubro (de 2025) que Vorcaro investia, a turma toda estava gravando em São Paulo, tinham que fazer monte de pagamento e abriram cotas para investimento. Eu achei um bom negócio e decidi investir”, disse Marcellão.

O publicitário passou à coluna o contrato como investidor. O documento fala que ele fez um aporte financeiro de US$ 185.185,19 em dezembro de 2025 em favor da produtora, o que dá algo em torno de R$ 1 milhão.

Embora o aporte tenha sido feito em dezembro do ano passado, o contrato só foi assinado por Marcellão com a Go Up no dia 4 de junho de 2026, quando o Caso Master já havia explodido.

“Foi firmado ano passado e assinado esse ano devido a ajustes de cláusulas entre as partes”, argumentou o publicitário à coluna.


Fonte: IGOR GADELHA/METRÓPOLES - 10/09/2026

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