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O nome de Antonio Tabet viralizou nos últimos dias após o ator e humorista se envolver em uma polêmica com a família Bolsonaro por conta de uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida.
Nascido no Rio de Janeiro, Antonio Pedro Osório Tabet é ator, publicitário, roteirista e humorista. Ele ganhou notoriedade na internet nos anos 2000 com a criação do Kibe Loco, site de humor conhecido por sátiras, piadas e comentários sobre celebridades, personalidades da mídia e acontecimentos do cotidiano.
Tabet também é um dos sócios-fundadores do Porta dos Fundos, canal de vídeos de comédia criado em 2012 e que se tornou um dos principais fenômenos de humor da internet brasileira. Além dele, o elenco original reunia nomes como Fábio Porchat, Gregório Duvivier, João Vicente de Castro, Clarice Falcão, Gabriel Totoro, Júlia Rabello, Letícia Lima, Luis Lobianco, Marcos Veras, Marcus Majella e Rafael Infante.
Em 2013, Tabet também esteve entre os sócios-fundadores do Desimpedidos, canal do YouTube dedicado a futebol, entretenimento e humor. O projeto foi criado ao lado de Felipe Andreoli, André Barros, Rafael Grostein e do ex-jogador Kaká.
Entenda a polêmica
A controvérsia envolvendo Antonio Tabet e Flávio Bolsonaro começou após circular nas redes sociais um boato de que o candidato à presidência pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Na sequência, o humorista publicou nas redes sociais uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada da frase: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Flávio Bolsonaro interpretou a expressão “família miliciana” como uma referência à família Bolsonaro e acionou a Justiça Eleitoral.
Na sexta-feira (25/9), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a remoção da publicação, além de proibir a divulgação de conteúdos semelhantes.
Neste domingo (27/9), porém, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão de Mendonça e determinou o restabelecimento da publicação.
Segundo Dino, não seria possível afirmar, naquele momento, que a expressão utilizada por Tabet se referia diretamente a Flávio Bolsonaro. O ministro também destacou a necessidade de preservar a liberdade de expressão durante o período eleitoral.
Fonte:Yasmin Rajab/Metrópoles - 27/09/2026
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