terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Brasil: Dólar cai a R$ 5,20 e Bolsa volta a bater recorde histórico


                                          imagem:reprodução


dólar registrou queda de 1,41% frente ao real, cotado a R$ 5,20, nesta terça-feira (27/1). Com isso, a moeda americana retornou ao menor valor desde 29 de maio de 2024. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 1,79%, batendo um novo recorde histórico, ao atingir os 181.925,94 pontos. Durante a sessão, ele chegou aos 183.316,72 pontos, uma marca inédita, às 14h01.

O resultado dos mercados de câmbio e ações continuam a ser puxados pela queda global do dólar, aliada ao forte fluxo de recursos estrangeiros rumo às bolsas de países emergentes. No Brasil, ele tem favorecido em especial papéis das principais empresas do país, as “blue chips”, com destaque, nesta terça-feira, para Petrobras, Vale e grandes bancos.

Para Bruno Perri, economista-chefe da Fórum Investimentos, o clima global é de maior apetite por ativos de risco (ações, por exemplo), o que “traz bons ventos ao mercado brasileiro”. Ele observa que, nesta terça-feira, essa tendência positiva foi reforçada pelos dados parciais da inflação de janeiro.

Inflação


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de janeiro, a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,20%. Com isso, ficou abaixo do resultado de dezembro (0,25%). Em 12 meses, o índice acumula elevação de 4,50%.

Os números ficaram pouco abaixo das previsões do mercado. Analistas da Reuters, por exemplo, estimavam uma alta de 0,21% neste mês e de 4,51% no período de um ano. Com o resultado, os juros futuros também recuaram no Brasil.

Dólar no mundo


No cenário global, o dólar também caiu. O índice DXY, que compara o desempenho da divisa americana com outras seis (iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), acusava queda de 0,83%, aos 96,22 pontos, às 16h53.

Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a forte queda do dólar frente ao real foi impulsionada pela diferença de juros entre os EUA e o Brasil, que sustenta o “carry trade”. Esse é o nome dado à estratégia em que investidores tomam empréstimos em uma moeda com juros baixos (em países desenvolvidos, por exemplo) e investem esses recursos em uma moeda com juros altos (no caso, o Brasil e outros emergentes).

Ibovespa

Sobre o Ibovespa, a analista observa que ele foi impulsionado nesta terça-feira pela valorização das commodities (especialmente minério de ferro e petróleo), o “que favorece o fluxo estrangeiro e sustenta o real”. “As entradas de recursos no Brasil já totalizam um saldo positivo de US$ 17,7 bilhões neste ano na B3, sendo US$ 2 bilhões somente na última sexta-feira”, diz.

No exterior, acresceta Zogbi, as bolsas americanas apresentam sinais mistos. O S&P500 bateu máxima histórica durante o pregão (intraday, no jargão) e o Nasdaq subiu forte. “O Dow Jones foi puxado para baixo por teses específicas, como UnitedHealth, em meio a um noticiário negativo sobre os aumentos de preços de planos de saúde abaixo do esperado”, afirma.

À espera da “superquarta”

Para ela, tanto domesticamente quanto nos EUA, os investidores aguardam a “superquarta”, que deve ditar o tom dos mercados no resto da semana. Nesta quarta-feira (28/1) os bancos centrais americano e brasileiro anunciam as taxas de juros das duas economias.

“As apostas amplamente majoritárias são de manutenção, tanto no Brasil quanto nos EUA”, diz Zogbi. “Mas há bem mais divergência sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (C0pom), do Banco Central (BC), principalmente depois dos dados positivos de inflação, com o IPCA-15 de janeiro vindo abaixo do esperado, com o acumulado em 12 meses ficando em 4,5%, dentro do teto da meta do BC.”


/Fonte: /mETRÓPOLES - 

0 comentários:

Postar um comentário