sexta-feira, 3 de julho de 2015

Salvador: SSP apresenta inquérito sobre caso Vila Moisés

Foto: Ascom/SSP
Laudos periciais, reconstituição, depoimentos, além das provas colhidas durante investigação, foram indispensáveis para a finalização do inquérito que comprova o confronto entre policiais das Rondas Especiais da Polícia Militar (Rondesp) e uma quadrilha, na Vila Moisés, bairro do Cabula, no dia 6 de fevereiro deste ano. O resultado das investigações foi apresentado na tarde desta sexta-feira (3), em coletiva realizada no auditório da Secretaria da Segurança Pública.

Após a análise de todos os procedimentos investigatórios, inclusive do laudo extraído da reprodução simulada (reconstituição), realizada pelo Departamento de Polícia Técnica, o inquérito concluiu que a polícia usou força proporcional com objetivo de coibir a ação do bando armado. O documento que possui 2.512 páginas distribuídas em 11 volumes já foi encaminhado ao Poder Judiciário.

Para o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, a reconstituição dos fatos ocorridos no dia 6 de fevereiro, na Vila Moisés, foi de fundamental importância para a conclusão do inquérito policial. “Os laudos comprovam a versão apresentada pelos policiais. Além disso, deixam claro que não há qualquer indício de execução, como tiros à curta distância, ou relatos de disparos isolados”, destacou.

Investigação

Segundo as investigações, o grupo de traficantes que trocou tiros com os policiais pertence a uma quadrilha da região da Engomadeira, liderada pelo bandido, conhecido como Márcio Barraco e seu comparsa Maurício Cavalcanti, ambos com mandado de prisão em aberto. Eles comandavam um ponto de venda de drogas na região da Estrada das Barreiras e já eram investigados pelo Departamento de Narcóticos da Polícia Civil.
Na noite do confronto, as guarnições da Rondesp intensificavam o policiamento na região, durante a Operação Impacto IV, que visava à prevenção de ataques a bancos e ao tráfico de drogas. Ao avistarem alguns suspeitos, duas guarnições solicitaram reforços antes de iniciar a abordagem, que terminou na primeira troca de tiros.

Apresentação

No total, 59 laudos integraram o inquérito. Um dos mais importantes, o do resultado da reconstituição, foi apresentado pelo perito criminal da Coordenação de Crimes Contra a Pessoa, Isaac Queiroz, durante a entrevista coletiva.  Ele foi categórico ao afirmar que houve três confrontos naquela noite, além de enfatizar a inexistência de indícios que levem à prática de execução na operação policial.

“As marcas dos tiros que ficaram na região deixam claro que houve troca de tiros em três pontos diferentes”, disse. Durante o embate, um policial recebeu um disparo de raspão na cabeça e 12 bandidos morreram. Outros quatro envolvidos foram atingidos e socorridos pelos policiais. Eles integram o quadro de testemunhas do inquérito, que ouviu mais de 80 pessoas.
Com o grupo foram apreendidas 15 armas (uma espingarda calibre 12, duas pistolas calibres ponto 40 e 45 e 12 revólveres calibre 38), além de explosivos, fardas falsificadas do Exército, drogas e celulares.
Ainda na apresentação, o diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, delegado José Bezerra, responsável pela investigação, apresentou áudios – obtidos através de escuta telefônica – de envolvidos com o tráfico  na Estrada das Barreiras.

No material, extraído mediante autorização judicial, traficantes garantem o custeamento dos enterros dos envolvidos no confronto com a polícia. Ainda na escuta telefônica, os bandidos também lamentavam a perda dos comparsas na ação policial. Em outra ligação, eles relatam a intenção em realizar ataques a bancos.

Fonte:AScom/SSP

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