quarta-feira, 18 de julho de 2018

Na África do Sul: Obama alerta para autoritarismo e 'democracias dissimuladas'


Barack Obama discursa na África do Sul (Foto: Reuters/Siphiwe Sibeko)
foto:reprodução

Ex-presidente dos Estados Unidos discursou antes de homenagens dos 100 

anos de nascimento de Nelson Mandela. Imprensa norte-americana interpretou mensagem como uma indireta a Donald Trump.


O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama alertou, em discurso 
nesta terça-feira (17), para o crescimento de uma "política de valentões" 
pelo mundo. "A política de valentões ascendeu, de repente. As eleições e democracias dissimuladas são mantidas nas suas formas, mas aqueles que estão no poder desmantelam as instituições ou normas que dão significado
 à democracia", disse.
"A política do medo, do ressentimento e dos cortes dos gastos começou a aparecer. E esse tipo de política vem crescendo. Cresce em um ritmo que teria sido inimaginável há apenas poucos anos", afirmou Obama.
Parte da imprensa norte-americana interpretou a mensagem como uma indi-
reta ao governo de Donald Trump. O atual presidente dos Estados Unidos se encontrou na segunda-feira (16) com o presidente da Rússia, Vladimir 
Putin. No entanto, em nenhum momento Obama se referiu ao seu sucessor explicitamente.
Obama faz discurso em homenagem a Nelson Mandela e não cita Trump
Porém, em uma crítica mais contundente, Obama falou sobre o controle de fronteiras, sobre o qual Trump adota uma política mais dura do que o 
antecessor:
"Não é errado insistir que as fronteiras nacionais importam (...), mas isso não pode ser uma desculpa para as políticas de imigração baseadas na raça", disse ele.
Obama está em Johanesburgo, maior cidade da África do Sul, para as homenagens dos 100 anos de Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano
morto em 2013.
Depois de passar 27 anos nas prisões do regime racista branco, Mandela
 tornou-se em 1994 o primeiro presidente eleito democraticamente na África
do Sul,  um cargo que ocupou até 1999.
Mandela e Obama se viram uma única vez, em 2005, em Washington, mas
se admiravam mutuamente, afirmou a agência France Presse.



fonte: o Globo
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