O gesto dos EUA de captura de Nicolas Maduro foi condenado pelo governo de Vladimir Putin, que chamou de “ato de agressão armada contra a Venezuela” pelos Estados Unidos. Para o Kremlin, são “insustentáveis” quaisquer “desculpas” dadas para justificar tais ações.
“Reafirmamos nossa solidariedade com o povo venezuelano e nosso apoio à linha de ação da liderança bolivariana, que visa proteger os interesses nacionais e a soberania do país”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores. Para Moscou, a América Latina deve “permanecer uma zona de paz”.
“Na situação atual, é fundamental, antes de tudo, evitar uma escalada do conflito e concentrar esforços na busca de uma solução por meio do diálogo”, afirmou o Kremlin. “A Venezuela deve ter garantido o direito de determinar seu próprio destino sem qualquer interferência externa destrutiva, muito menos militar.”
Instantes depois, Moscou publicou mais um comunicado, desta vez cobrando Trump a dar explicações.
“Estamos extremamente alarmados com as notícias de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram retirados à força do país em decorrência da agressão dos EUA de hoje. Exigimos um esclarecimento imediato da situação”, disse.
Se confirmada, essa é a primeira ação militar direta dos EUA para derrubar um líder sul-americano. Nos anos 60 e 70, o apoio foi real. Mas tropas ou armas americanas não foram usadas nos golpes pela região.
Já os governos europeus optaram por não abrir uma confrontação direta com os EUA. O governo da Espanha, por exemplo, apenas pediu que o direito internacional seja respeitado.
Já Kaja Kallas, chefe da diplomacia da Europa, afirmou que conversou com o secretário de Estado Marco Rubio. “A UE está acompanhando de perto a situação na Venezuela. A UE afirmou repetidamente que o Sr. Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos à moderação”, disse.
Fonte: ICL NOTÍCIAS - 03/01/2026
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