Por AFP e Redação
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que seu país aceita reabrir o Estreito de Ormuz como parte de uma trégua de duas semanas condicionada ao fim dos ataques israelenses e americanos.
“Se cessarem os ataques contra o Irã, nossas poderosas forças armadas cessarão suas operações defensivas”, assegurou o chanceler da república islâmica na rede social X.
“Durante um período de duas semanas, será possível uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz em coordenação com as forças armadas iranianas e levando em conta as limitações técnicas”, acrescentou, momentos depois de os Estados Unidos e o Irã aceitarem negociar em Islamabad durante duas semanas uma solução pacífica para a guerra no Oriente Médio.
O ministro também afirmou que os Estados Unidos solicitaram negociações apoiadas em uma proposta de 15 pontos, enquanto concordaram em utilizar o plano de 10 pontos apresentado pelo país como referência para o diálogo. As reuniões estão previstas para começar na sexta-feira (10), no Paquistão.
O plano de 10 pontos para pôr fim à guerra com os Estados Unidos exige que Washington aceite seu programa de enriquecimento de urânio e o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias.
Repercussão das ameaças
A proposta de negociação surgiu após uma sequência de ultimatos e ameaças de Trump, que exigiu a reabertura do Estreito de Ormuz sob pena de ataques à infraestrutura iraniana — uma retórica que gerou preocupação de especialistas em direito internacional e humanitário.
Nos Estados Unidos, a postura do presidente provocou reação mista até entre seus aliados, com alguns republicanos criticando o tom agressivo e a ameaça de destruir “toda uma civilização”, enquanto líderes democratas também condenaram a retórica e alertaram para os riscos de escalada militar e instabilidade global.
Fonte: ICL NOTÍCIAS - 08/04/2026
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