O prefeito 'TikToker' Rodrigo Manga está afastado da prefeitura -foto:reprodução
Um milhão e meio de reais, pulverizados em 24 operações bancárias. Para o Ministério Público Federal (MPF), cada uma dessas transferências não é apenas parte de um desvio maior, mas um crime autônomo de peculato-desvio cometido na saúde pública de Sorocaba, durante a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden.
Essa é a espinha dorsal da denúncia apresentada à Justiça Federal em 5 de fevereiro, no âmbito da Operação Copia e Cola. O Portal Porque teve acesso à íntegra da denúncia do MPF. O caso envolve contratos firmados pela Prefeitura de Sorocaba com a organização social Aceni — hoje rebatizada de Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Iase) — e tem, segundo os procuradores, um núcleo de comando claramente definido. No centro da engrenagem estaria o prefeito afastado Rodrigo Manga (Republicanos), acompanhado por familiares, secretários municipais e empresários ligados à administração da unidade de saúde.
Além do crime de peculato, a acusação atribui aos investigados uma lista extensa de ilícitos: organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação. O desvio de recursos públicos, de acordo com os procuradores, ocorreu por meio da contratação de serviços fictícios prestados pela empresa AP Engenharia Clínica, descrita na denúncia como peça-chave para o escoamento do dinheiro.
A denúncia ressalta ainda que os fatos relacionados à UPA do Éden representam apenas um recorte do esquema sob investigação. Outros contratos, empresas e unidades de saúde — alguns envolvendo valores ainda mais elevados — foram desmembrados em inquéritos autônomos e podem resultar em novas denúncias.
fonte:portal porque/instagram - 18/02/2026 17h:25
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