foto:reprodução
O empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, realizou um aporte de R$ 48,5 milhões, em 2022, na empresa Super Empreendimentos, segundo sua declaração de Imposto de Renda. As informações são dos repórteres Vinícius Cassela e Vladimir Netto, do g1.
A empresa é suspeita de ter sido utilizada em um esquema de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros ligados ao grupo investigado, de acordo com as investigações da Polícia Federal. A companhia também teria servido para viabilizar pagamentos a integrantes envolvidos em atividades ilícitas, entre eles Luiz Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”.
Ainda segundo a declaração dos IR de Zettel, o empresário declarou ganhos de R$ 139 milhões em 2022, oriundos principalmente de lucros em seu escritório de advocacia. Ele também informou ter doado R$ 5 milhões para campanhas políticas, incluindo as do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Registros da Junta Comercial de São Paulo indicam que Zettel atuou como diretor da empresa entre 2021 e 2024. O aporte foi realizado por meio de um adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC), mecanismo que permite a transferência de recursos à empresa sem a incidência imediata de imposto sobre operações financeiras.
A informação consta na declaração de Imposto de Renda entregue por Zettel em 2022, documento que foi solicitado pela CPI do Crime Organizado à Receita Federal.
Procuradas pelo g1, as defesas de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel não se manifestaram.
A declaração também revela que Zettel possuía um patrimônio de aproximadamente R$ 189 milhões em 2022, composto principalmente por imóveis e participações societárias. No mesmo período, ele adquiriu cerca de R$ 15 milhões em relógios e joias.
O crescimento patrimonial chama atenção: em um ano, seus bens saltaram de R$ 67,4 milhões para R$ 189,7 milhões.
Ainda segundo o documento, o empresário declarou ganhos de R$ 139 milhões em 2022, oriundos principalmente de lucros em seu escritório de advocacia. Ele também informou ter doado R$ 5 milhões para campanhas políticas, incluindo as do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Papel do “Sicário” no esquema
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”, foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
As investigações apontam que Mourão exercia função central na organização, sendo responsável por monitorar alvos, obter dados de forma ilegal em sistemas sigilosos e executar ações de intimidação.
Relatórios da investigação indicam ainda uma atuação violenta dentro do grupo, com Mourão sendo descrito como um executor direto das ordens atribuídas a Vorcaro, uma espécie de representante operacional nas práticas ilícitas.
Há também indícios de que ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços prestados à organização.
Fonte:ICL NOTÍCIAS - 23/03/2026
0 comentários:
Postar um comentário