quarta-feira, 6 de maio de 2026

Professor da USP sugere que Israel deveria matar ativistas da Flotilha


                                   foto:reprodução



O professor da Universidade de São Paulo (USP) Samuel Feldberg, também diretor acadêmico da organização StandWithUs Brasil, foi alvo de críticas após declarações sobre ações de Israel em relação a ativistas internacionais.

A declaração foi feita no podcast “Levante”, no qual Feldberg é coapresentador junto com Caio Blinder e Felipe Moura Brasil.

Durante participação no podcast, o docente afirmou considerar “extremamente benevolente” a postura israelense diante de iniciativas como a chamada “Flotilha” — missões civis que buscam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Em tom mais duro, ele declarou que, sob sua responsabilidade, garantiria que uma nova tentativa desse tipo “seria a última”.

“Eu tenho a sensação de que a ação israelense é extremamente benevolente. Se eu fosse o responsável por essa ação, eu garantiria que a próxima vez que uma flotilha como essa partisse de qualquer lugar em direção a Israel ela seria a última”, disse.

Samuel Feldberg

A fala ocorreu no contexto de comentários sobre a interceptação de embarcações em águas internacionais e a detenção de ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila.

Segundo o professor, a ação de Israel teria sido branda — gerando reações entre críticos que classificaram a declaração como uma defesa de medidas extremas.

O episódio também teve momentos de descontração entre os participantes do podcast, o que intensificou a repercussão negativa nas redes sociais, com questionamentos sobre o teor das declarações e o papel de acadêmicos em debates públicos sobre conflitos internacionais.

“General linha dura Samuel”, disseram os entrevistadores, rindo.

Samuel Feldberg possui doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, é pesquisador e professor convidado do curso de Pós-Graduação do Núcleo de Estudos das Diversidades Intolerâncias e Conflitos da Universidade de São Paulo, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e pesquisador do Centro Dayan da Universidade de Tel Aviv.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da USP sobre o caso.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 06/05/2026

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