Alexandre Padilha diz que Lula investiu em Minas Gerais mesmo com críticas de Romeu Zema, ex-governador do estado - crédito: Leandro Couri/EM/D.A.Press
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), durante agenda em Belo Horizonte. Segundo ele, o governo federal investiu na saúde mineira mesmo que o então governador “comesse banana com casca”. "Já tivemos neste país um presidente da República que se negava a ajudar, cooperar, investir em um estado que o governador não o apoiasse. A gente sabe como foi. Se o governador de Minas Gerais gosta de comer banana com casca ou sem, o presidente Lula olha para o povo", afirmou o ministro.
A comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou na capital mineira para um anúncio de investimento de R$ 89,3 milhões no Hospital Luxemburgo, da rede do Instituto Mário Penna, que será incorporado 100% ao SUS. O número de leitos da unidade oncológica passará de 216 para mais de 300, enquanto os leitos de UTI poderão chegar a 40, ante os 14 atuais.
A fala de Padilha faz referência a um vídeo publicado nas redes sociais do pré-candidato do Novo, de fevereiro de 2025. Na gravação, ele come uma banana com casca para criticar a alta no preço dos alimentos. O vídeo foi um de uma série de publicações com críticas à política econômica de Lula.
Na postagem, Zema afirma ter consultado uma nutricionista para saber se poderia ingerir a fruta com casca, como forma de “economizar”. “Não fica tão bom quanto uma banana pura, não, mas dá para encarar nesses tempos em que os preços dispararam. Fica aí uma sugestão que pode funcionar”, declarou, sem citar o presidente diretamente.

Na capital mineira, Padilha defendeu a “postura republicana” do presidente Lula “em um estado que o governador não o apoiasse”. “A gente sabe como foi a postura do governador de Minas Gerais, né? O presidente Lula não está preocupado se o governador de Minas Gerais gosta de comer banana com casca ou sem casca. O presidente Lula olha para o povo de Minas Gerais”, argumentou o ministro.
O ministro da Saúde disse que a postura de Zema não impediu a parceria entre o Ministério e as redes municipais e estadual, que permitiram que o número de cirurgias passasse a 62% a mais em 2025, quando comparado às realizadas em 202
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