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domingo, 7 de maio de 2023

´RJ: Quem é o médico que recusou título de Bolsonaro e receberá prêmio de cientistas

 

Cesar Victora, epidemiologista
Abrasco/Reprodução

O médico Cesar Victora, 71, que recusou o título de Mérito Científico que seria dado por Bolsonaro em 2021, receberá, nesta quarta-feira (10/5), um dos maiores reconhecimentos dado a cientistas do Brasil. Será entregue a ele o Prêmio Almirante Álvaro Alberto em uma cerimônia no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Cesar Victora é um médico reconhecido internacionalmente por suas pesquisas sobre a importância do aleitamento materno na prevenção da mortalidade infantil. Os resultados de sua investigação ajudaram a criar as curvas de crescimento que hoje são usadas para acompanhar o desenvolvimento de bebês em mais de 140 países.

Trajetória

Hoje professor emérito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, Cesar Victora se formou em medicina em 1976. Ele coordenou publicações da revista Lancet em 2003, foi presidente da Associação Epidemiológica Internacional na Inglaterra, entre 2011 e 2014, e desde 2022 é membro do Conselho Científico da OMS.

A pesquisa mais famosa começou ainda em 1982, quando Victora começou a acompanhar o desenvolvimento de seis mil bebês que nasceram naquele ano até quando completaram 30 anos de vida. O objetivo dele era mostrar que a amamentação era importante para o crescimento e para a saúde do indivíduo, o que de fato se comprovou.

Conflito com Bolsonaro

Embora ao longo de sua carreira ele tenha publicado mais de 700 estudos, seu nome ficou conhecido do grande público em 2021, quando o epidemiologista havia sido um dos selecionados para ser condecorado pelo então presidente Jair Bolsonaro para receber o título de grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.

O cientista se negou a receber a homenagem das mãos do ex-presidente por acreditar que ela o associaria a “um governo que ativamente boicota as recomendações da epidemiologia e da saúde coletiva”, como informou em carta naquela ocasião.

O prêmio

O Prêmio Almirante Álvaro Alberto, que ele receberá na quarta-feira (10/5), é entregue uma vez por ano e escolhido por uma comissão de cientistas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). O vencedor recebe diploma, medalha e uma premiação em dinheiro no valor de R$ 200 mil. Ele também ganha o direito de viajar para a base científica brasileira na Antártica, caso seja de seu interesse.

“O nome de Cesar Victora é, sem dúvida, uma escolha muito acertada, não só pela excelência da sua pesquisa, mas pelo que representa a temática dos seus estudos. Saúde coletiva, em particular voltada para a saúde da criança, é um tema urgente para o país”, afirmou o presidente do CNPq à Academia Brasileira de Ciências, Ricardo Galvão.

Fonte:Metrópoles - 07/05/2023

VÍDEO: Ministra da Saúde Nísia Trindade critica governo Bolsonaro pela condução da pandemia de covid

 


Créditos: Ministério da Saúde - Ministra Nísia Trindade destaca importante de se vacinar contra a Covid

                                             Youtube/TV Brasil/reprodução


A ministra da Saúde, Nísia Trindade, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, criticou o governo Bolsonaro pela condução da pandemia da Covid ao comentar o anúncio feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na última sexta-feira (5), do fim da emergência sanitária do coronavírus.

"O pior impacto foi a perda de tantas vidas e saber que muitas poderiam ter sido salvas. Infelizmente, no Brasil, perdemos mais de 700 mil pessoas. 2,7% da população mundial vivem em nosso país, mas tivemos 11% do total de mortes!!! Outro teria sido o resultado se o governo anterior, durante toda a pandemia, respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país", afirmou.


 A ministra ressaltou que infecções pelo vírus Sars-COV 2, responsável pela covid-19, vão continuar ocorrendo e que o momento é de fortalecimento dos sistemas de vigilância, diagnóstico, assistência e vacinação.

Segundo ela, o vírus continuará sofrendo mutações e, por isso, os cuidados devem ser mantido.

“É hora de intensificar a vacinação. As hospitalizações e óbitos pela covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas”, destacou.

"Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para covid- 19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida", acrescentou.

“O momento é de transição do modo de emergência para enfrentamento continuado como parte da prevenção e controle de doenças infecciosas.”

Confira a íntegra do pronunciamento

Minhas amigas e meus amigos,

Boa noite

A Organização Mundial da Saúde declarou no dia 5 de maio que a pandemia de Covid-19 não é mais uma emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Depois de termos passado por um período tão doloroso, nosso país recebe essa notícia com esperança.  

Ainda vamos conviver com a Covid-19, que continua evoluindo e sofrendo muitas mutações, mas temos há mais de um ano a predominância em todo o mundo da variante ômicron e suas sub-linhagens, sem o agravamento do quadro sanitário.

Temos uma redução progressiva do número de hospitalizações e óbitos, resultado de proteção da população pelas vacinas. 

Neste cenário, entende-se que o momento indica uma transição do modo de emergência para um enfrentamento continuado, como parte da prevenção e controle de doenças infecciosas. 

Infecções pelo vírus SARS-COV2 vão continuar e devemos manter cuidados. Portanto, sistemas de vigilância, diagnóstico, redes de assistência e vacinação precisam ser fortalecidos. 

Um alerta: É hora de intensificar a vacinação: as hospitalizações e óbitos pela Covid-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas. 

Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para Covid- 19.

Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida.

Muitos foram os obstáculos ao longo desta pandemia. 

O pior impacto foi a perda de tantas vidas e saber que muitas poderiam ter sido salvas. 

Infelizmente, no Brasil, perdemos mais de 700 mil pessoas. 2,7% da população mundial vivem em nosso país, mas tivemos 11% do total de mortes!!! 

Outro teria sido o resultado se o governo anterior, durante toda a pandemia, respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país.

Não podemos esquecer! Precisamos preservar essa memória do que aconteceu para poder construir um futuro digno. 

Neste momento, quero agradecer a todas e todos que lutaram em defesa da nossa sociedade. Arriscando a própria vida, principalmente antes do desenvolvimento de vacinas.

E se as vacinas foram responsáveis por salvar vidas, devemos agradecer aos cientistas e aos laboratórios que as desenvolveram e as produziram. Um agradecimento especial ao papel desempenhado no Brasil pelo Instituto Butantan, pela Fiocruz e pela Anvisa. Mesmo com todos os desmontes da ciência e tecnologia, nossas universidades e institutos de pesquisa não mediram esforços na busca de soluções. Devemos agradecer também aos governadores e prefeitos que não se deixaram levar pelo negacionismo e contribuíram decisivamente para o enfrentamento da pandemia. E também, a sociedade civil que se engajou nesse processo.

Apesar do negacionismo, dos ataques à ciência e da política de descaso, muitas vidas foram salvas devido ao SUS e ao esforço sem limite das trabalhadoras e trabalhadores da saúde. A eles, agradeço em meu nome e em nome do Presidente Lula, que tem se dedicado desde o primeiro dia de nosso governo à política do cuidado e ao fortalecimento do SUS.

É hora também de aprendermos as lições dessa pandemia. De fortalecermos o Sistema Único de Saúde, o maior sistema universal de saúde do mundo.  De nos prepararmos com programas consistentes para futuras epidemias e emergências sanitárias. De fortalecermos nossa capacidade científica e tecnológica e de superarmos as desigualdades sociais, que fazem com que a pandemia atinja de forma desigual aqueles em situação social de maior vulnerabilidade.

É hora, sobretudo, de valorizarmos a vida, a saúde e a cultura democrática.  

Vamos atuar juntos, governo, trabalhadoras e trabalhadores da saúde, comunidade científica e toda a sociedade para preservar a vida e melhorar as condições de prevenção de doenças e promoção da saúde. Para nunca mais vivermos os dias terríveis do passado recente e construirmos um futuro melhor.

 

Boa noite e boa semana.


Fonte: Revista Fórum - 07/05/2023 22h:19min.

General e pai de Mauro Cid está "muito irritado" com abandono do filho pelo ex-presidente, diz colunista

Mauro Cid e Jair Bolsonaro

Mauro Cid e Jair Bolsonaro (Foto: Adriano Machado/Reuters)

247 - O general Mauro Cesar Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid Barbosa - o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) - está "muito irritado" com o abandono de seu filho pelo ex-presidente e seu entorno, informa o colunista Lauro Jardim no jornal O Globo. 

Mauro Cesar Cid foi colega de turma de Bolsonaro na Escola de formação de oficiais do Exército. A interlocutores, ele teria dito que não admitirá que seu filho seja deixado para trás e, inclusive, chegou a ir ao QG do Exército em Brasília, na semana passada, para conversar sobre a situação do filho.

Os colegas de Exército do general afirmam que seu estado de espírito é de "irritação, muita irritação." 

Mauro Cid Barbosa foi preso preventivamente no âmbito da Operação Venire, deflagrada na quarta-feira (3) pela Polícia Federal (PF), que teve Jair Bolsonaro como um dos alvos centrais. 

No entanto, a defesa de Bolsonaro quer que o tenente-coronel assuma sozinho a culpa pelo crime de ter adulterado certificados de imunização e desvincule o ex-presidente do episódio.

Fonte: Brasil 247 - 07/05/2023

Professora perde emprego de R$ 20 mil após participar de depredação em 8 de janeiro


                               Sandra estava no ônibus que foi parado pela PRF -foto:Arquivo pessoal/reprodução
Sandra de Moraes Gimenes Bosco / Abordagem da PRF a seu ônibus.Créditos: Arquivo pessoal / Divulgação

Sandra de Moraes Gimenes Bosco (44) era, até a última semana, uma professora universitária da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Botucatu, no interior de São Paulo, e ganhava salário de R$ 21.185,26. Ela foi desligada do emprego no último dia 29 de abril após ser detida, ainda em janeiro, por conta dos antidemocráticos que em apoio a um suposto golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depredaram as sedes dos três poderes em Brasília no último dia 8 de janeiro.

A demissão de Sandra foi assinada pelo reitor da Unesp, Pasqual Barretti, e publicada no Diário Oficial no final do último mês. Ela estava afastada desde 10 de janeiro. A instituição considerou sua conduta como uma “infração disciplinar de natureza gravíssima”, conforme afirmou em nota oficial divulgada para a imprensa. Ela teria violado “deveres funcionais previstos no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado”.

De acordo com a Unesp, Sandra violou os incisos 13 e 14 do artigo 241 da Lei 10.261/1968. O inciso 13 aponta que é necessário o servidor “estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço que digam respeito às suas funções”. Já o inciso 14 aponta os funcionários devem “proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a função pública”. Sandra ainda pode recorrer da decisão.

A detenção

A professora foi detida em 9 de janeiro dentro de um ônibus que transportava ao todo 44 pessoas após os ataques de 8 de janeiro. O veículo foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal já longe da capital do país, em Onda Verde, município próximo de Ribeirão Preto no interior de São Paulo.

Segundo relatos que constam na imprensa, entre os passageiros havia pessoas feridas por balas de borracha nas pernas que confessaram participação nos ataques. Todos foram ouvidos para, em seguida, serem liberados.

Ela não consta nas listas de denunciados pela Procuradoria-Geral da República e nem está entre os réus determinados pelo Supremo Tribunal Federal. Ao que consta, foi liberada na mesma data e não está presa.

Vida profissional e universitária

Graduada em medicina veterinária na própria Unesp de Botucatu, em 1995, Sandra construiu toda a sua carreira na instituição. Após concluir a graduação, fez residência de 1996 a 1998 no centro de zoonoses e saúde pública. Seu mestrado foi concluído em 2001, o doutorado em 2005 e o pós-doutorado em 2007, todos na Unesp Botucatu.

Sandra dava aulas no departamento de microbiologia e imunologia do Instituto de Biociências. Chegou a lecionar para os cursos de medicina veterinária, zootecnia, biomedicina, enfermagem, nutrição e ciências biológicas. Em 2019, concluiu sua livre docência. Ela foi procurada pela imprensa, mas não respondeu aos contatos.

Fonte: Revista Fórum - 07/05/2022

Ex- ministro Anderson Torres será expulso da PF e perderá salário de R$ 30 mil

Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres
Alan Santos/PR - 23/02/2022 - Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Anderson Torres, que está preso desde o dia 14 de janeiro em função das investigações sobre atos golpistas, terá que enfrentar outras questões em virtude da detenção.

De acordo com o colunista do jornal "O Globo", Lauro Jardim, a Polícia Federal abriu um processo administrativo que deverá resultar no corte do salário que o ex-ministro da Justiça ainda recebe. Atualmente, sua remuneração mensal como delegado da PF chega a R$ 30 mil.

Para piorar, Anderson também será expulso da corporação.

Vale lembrar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve na sexta-feira a prisão de Torres no batalhão da Polícia Militar, onde ele está há cerca de cinco meses.

Em contrapartida, ele autorizou que cinco senadores visitassem o ex-ministro no 4º Batalhão da Polícia Militar. Neste domingo, outros 10 parlamentares devem encontrar o ex-titular da pasta da Justiça.

Fonte: PORTAL IG - 07/05/2023