sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Irecê: Câmera rejeita título de cidadão a João Gonçalves


João Gonçalves 









Foto:reprodução/facebook

A Câmera Municipal de Irecê em sua sessão de ontem(20) rejeitou a proposta de concessão do título de cidadão ireceense ao pedagogo e editor-chefe do jornal Cultura e Realidade de Irecê João Gonçalves.
Composta por 15 vereadores e para que o proposta do vereador e presidente da casa Luciano Silva  fosse aprovada, era necessário 10 votos(dois terços)o que não aconteceu.

João tem 49 anos e é natural da cidade de Gentio do Ouro e tem um histórico de lutas não só em Irecê, como na microrregião muito grande, e causou  surpresa a sociedade a não aprovação do título, tendo em vista que essa mesma Câmera já aprovou diversos títulos de cidadãos ireceense  a pessoas que estão muito longe de uma efetiva luta e realizações em prol da cidade.  

Através de uma rede social, Gonçalves que esteve presente na sessão de ontem, atribuiu  a negação da concessão do título a articulação política do prefeito Luizinho Sobral(PTN) usando sua bancada na casa legislativa.

Confira a nota de João em uma rede social ontem(20).

"ARTICULAÇÃO POLÍTICA NO STAFF DO PREFEITO LUIZINHO SOBRAL PARA NEGAR TÍTULO DE CIDADÃO IRECEENSE... COMO SE ISSO FOSSE APAGAR NOSSA HISTÓRIA DE LUTAS.

Na manhã desta quinta-feira, o Presidente da Câmara de Vereadores de Irecê, Luciano Pereira da Silva apresentou aos seus pares, proposta de Decreto para conceder à minha pessoa, o título de Cidadão Ireceense. O ato, de cunho eminentemente simbólico, teve oito votos a favor e quatro contra e uma abstenção, que neste caso, tem mesmo valor da negação. Assim sendo, a proposta teve oito votos a favor e cinco contrários. Eram necessários dez (dois terços) do colegiado, para a comenda ser aprovada. 

Estavam na plenária treze vereadores, sendo cinco aliados do prefeito Luizinho Sobral e os oito da oposição. Margarida Cardoso esteve no plenário e saiu e Joilton justificou ausência.


Foi notória a fisionomia do constrangimento esculpido em cada rosto da bancada situacionista: vereadores Hildegar, Leo da Unibel, Paulinho do Destack, Valdereis e Expedito Moreira. Pela postura, não há como negar terem sido estes os votos desfavoráveis. A votação é secreta.

Momentos depois, um dos vereadores da bancada do prefeito teve a honra de procurar-me e pedir desculpas, afirmando categoricamente o seu constrangimento em votar contra a própria vontade, admitindo que a votação da bancada foi orientada pelo staff político do prefeito Luizinho Sobral. Ou seja, como já era notório na plenária, a votação não foi pessoal, mas política.

O resultado, pelas circunstâncias, só engrandece ainda mais a nossa história. Antes, pela nossa postura, fomos claramente perseguidos pelos seus parentes quando no comando da cidade, pondo inclusive asseclas armados na porta da minha casa, quando passaram a patrol na calçada da minha residência, puramente para provocar-me. Depois, como testemunham diversos comerciantes, retaliações a quem anunciasse no Cultura&Realidade e agora, o herdeiro deste espólio articula com os seus súditos a negação de uma simples homenagem de iniciativa do Poder Legislativo.

O resultado não afeta a minha honra nem a minha história e, pelos motivos que movem o gestor nesta ardilosa retaliação, muito me orgulha saber que o combate às injustiças e à malversação, faz de mim persona non grata ao ambiente dos praticantes de atos escusos no exercício da atividade pública, tanto no Executivo, quanto no Legislativo local.

Muito obrigado aos que reconhecem em nossa trajetória a justa fundamentação para tão honrada titulação.
Aqui, na arena da pauta da vida, os títulos dos serviços prestados à nossa comunidade, jamais serão anulados pelos nossos algozes." 

Fonte: facebook/João Gonçalves

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