terça-feira, 15 de março de 2016

Entregou: Delcídio afirma que Aécio Neves recebeu propina de Furnas

 
 
                                                                 Foto:reprodução
Durante sua delação o ex-líder do governo no Senado citou alguns casos envolvendo o senador Aécio Neves, desde seu envolvimento na Usina Hidrelétrica de Furnas, sobre a existência de um paraíso fiscal do Tucano e sua atuação na CPI dos Correios. O Senador Delcídio do Amaral (PT) afirmou em delação premiada que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves recebeu propina de Furnas. Essa declaração confirma o que já havia sido delatado pelo doleiro Alberto Youssef, que o Tucano recebia propina de Furnas.
 
Delcídio disse que Dimas Toledo, ex-presidente de Furnas fazia pagamentos para Aécio. Afirmou que ambos tinham “vínculo muito forte” e que a indicação de Toledo para o cargo na hidrelétrica, foi de Aécio junto ao Partido Progressista, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Também citou como beneficiário do esquema na Usina hidrelétrica, o ex-líder do PP na Câmara dos Deputados, José Janene, falecido em 2010.

Ainda sobre Furnas, o senador disse que o ex-presidente Lula lhe perguntou quem era Dimas Toledo. De acordo com Delcídio, Lula explicou, “eu assumi e o Janene veio pedir pelo Dimas. Depois veio o Aécio e pediu por ele. Agora o PT, que era contra, está a favor. Pelo jeito ele está roubando muito”.
Delcídio acredita que o ex-presidente falou isso porque “seria necessário muito dinheiro para manter três grandes frentes de pagamentos e três partidos importantes”.

Ressaltou a importância de Andréa Neves no governo de Aécio, “uma das grandes mentoras intelectuais dele e estava por trás do governo”. Mas mesmo assim, não afirmou se ela estava envolvida em Furnas.

Paraíso Fiscal

O petista também afirmou que ouviu de Janene que o Tucano era “beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato”. O paraíso ficava no Principado de Liechtenstein, em seu nome ou no de sua mãe.

CPI dos Correios

O delator contou que Aécio Neves atrasou o envio de dados do Banco Rural para fazer uma “maquiagem” durante a CPI dos Correios, “ a maquiagem consistia em pagar dados bancários comprometedores que envolviam Aécio Neves, Clésio Andrade, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marco Valério e companhia”.
 
Relatou que Eduardo Paes, então secretário-geral do PSDB foi enviado por Aécio para lhe pedir mais prazo nos envios das quebras, “ ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves”, afirmou Delcídio.
 
 
 
Fonte:Diáriodopoder
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