terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Congresso: Alvo da PF, deputado baiano Félix Mendonça nega negociação de emendas

 

                                         Foto:reprodução/Câmera


Alvo da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (13/1), em nova fase da Operação Overclean, o deputado federal Félix Mendonça (PDT-BA) se manifestou e, por meio de nota, negou qualquer envolvimento com o esquema de desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

Em nota encaminhada pela assessoria do parlamentar, ele reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. “O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia”, diz a nota.

O parlamentar ainda afirma que “lamenta, entretanto, a morosidade de investigações dessa natureza, que comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral, motivo pelo qual defende que a apuração ocorra de forma célere e responsável”.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna da Mirelle Pinheiro, os elementos mais recentes da investigação surgiram após o assessor direto do deputado ter sido alvo da quarta fase da operação, ainda em 2025.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nesta terça, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal, incluindo no apartamento funcional do deputado.

Além disso, o Supremo determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. Segundo a PF, o objetivo é interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos.

Nova fase da Overclean


A nova diligência é um desdobramento direto da quarta fase da Overclean, quando o assessor parlamentar Marcelo Chaves Gomes foi apontado como operador do esquema e teve medidas cautelares impostas.

À época, a PF identificou indícios de que emendas parlamentares teriam sido liberadas mediante pagamento de vantagem indevida, com posterior manipulação de licitações municipais.

Fonte: /METRÓPOLES - 13/01/2026

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