foto:reprodução/google maps
Horas depois do ataque dos Estados Unidos e de Israel contra diversos pontos de seu território, o Irã fechou o Estreito de Ormuz — passagem marítima por onde passa mais de 20% de todo o petróleo mundial.
A medida é uma retaliação econômica aos bombardeios de Trump e Netanyahu. A ação militar deixou centenas de mortos no Irã, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz à navegação após os ataques, segundo entrevista do major general Ebrahim Jabari à emissora Al Mayadeen.
A agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (Maritime Trade Operations) informou ter recebido diversos relatos de embarcações que operam no Golfo Pérsico confirmando que foram notificadas sobre o fechamento da rota, considerada “principal” para o transporte global de petróleo.
Principal rota do petróleo
O Estreito de Ormuz, trecho do golfo pérsico entre o Irã e o Omã, é considerado a rota marítima mais importante do mundo para as exportações de petróleo e gás natural.
De acordo com o relatório World Oil Transit Chokepoints, elaborado pela Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos, passam pelo estreito cerca de 20,9 milhões de barris de petróleo por dia. A rota marítima concentra mais de 25% do petróleo comercializado por via marítima em todo mundo, além de 20% de todo o gás natural exportado nas mesmas condições.
A rota é estratégica por ser o ponto de escoamento de vários dos principais produtores de hidrocarbonetos do mundo. Além do Irã, estão na região Catar, Emirados Árabes, Bahrein e Kuwait. Parte do petróleo da Arábia Saudita, maior produtor mundial, também passa por esta rota.
Fonte: ICL NOTICIAS *Com informações do Brasil de Fato 01/03/2026
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