Forças americanas teriam sido provavelmente as responsáveis pelo ataque contra uma escola no Irã, nos primeiros dias da guerra, e que matou mais de 150 pessoas.
A informação foi revelada pela agência Reuters, a partir de conclusões preliminares de investigadores militares dos EUA. A investigação ainda não foi concluída. Mas, na ONU, o caso é tratado como um possível crime de guerra.
Desde o momento dos ataques contra a escola de garotas, no sul do Irã, o governo dos EUA passou a ser questionado sobre o episódio. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reconheceu na quarta-feira que os militares americanos estavam investigando o incidente. Mas se recusou a dar qualquer detalhe. Já o governo de Israel afirmou que “desconhecia” o ataque.
Nesta sexta-feira, numa coletiva de imprensa em Genebra, o chefe da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, insistiu que os responsáveis pelos ataques contra a escola precisam ser punidos e que compensações precisam ser pagas às famílias das vítimas. Ele ainda apelou para que as forças atuando na região garantam que tais operações não se repitam. “É uma lição trágica”, disse.
“Existem preocupações sobre o respeito ao direito humanitário internacional”, insistiu. “Uma escola é um local que nunca deveria ser atacada”, afirmou Turk.
Ele ainda questiona o horário dos ataques, justamente num momento em que as garotas estavam no local.
Ele fez ainda um apelo para que haja uma desescalada na crise e alertou que não existe soluções militar para a região.
Mortes, hospitais afetados e êxodo
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 1.000 pessoas foram mortas e mais de 7.000 ficaram feridas.
“Mais de 50 pedidos de suprimentos de emergência em 25 países estão atualmente em andamento. Esses pedidos pendentes – que beneficiarão mais de 1,5 milhão de pessoas – incluem suprimentos da OMS para o Líbano, Gaza, Iêmen e Somália, bem como suprimentos para laboratórios de poliomielite para atividades globais de detecção e erradicação em diversos países”, disse a entidade.
No Irã, as autoridades nacionais relatam mais de 925 mortes e mais de 6.100 feridos. Quatorze ataques a serviços de saúde ocorreram desde 28 de fevereiro, resultando em quatro mortes entre profissionais de saúde.
“No Líbano, a situação humanitária está se deteriorando rapidamente”, alertou. Desde 2 de março, pelo menos 683 feridos e 123 mortes foram relatados. Quase 96.000 pessoas estão atualmente deslocadas em mais de 440 abrigos.
Os levantamentos também indicam que mais de 33 mil sírios que viviam como refugiados no Líbano cruzaram a fronteira, de volta a seu país de origem.
fONTE: ICL NOTÍCIAS - 06/03/2026
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