Diálogos revelados pelo The Intercept, nesta quarta-feira (13/5), mostram que o senador do PL e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pediu o valor milionário para o banqueiro para a produção do filme.
Documentos da produção de Dark Horse mostram que 23 grupos compunham a equipe do filme, como direção, maquiagem, figurino e outros. O diretor do filme-biografia de Jair Bolsonaro, Noah Cyrus, é citado no áudio de Flávio para Vorcaro como um “cara renomadíssimo” no cinema americano e mundial.
O senador insistia em receber os valores prometidos por Vorcaro alegando não poder atrasar o pagamento da equipe para não comprometer o sucesso do filme.
“Tem muita parcela para trás… Tá todo mundo tenso. […] Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. […] E agora, que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, senão a gente perde tudo, perde os contratos, perde ator, diretor, equipe. Perde tudo”, disse Flávio a Vorcaro.
As gravações do filme começaram 42 dias após a cobrança do senador ao banqueiro, no dia 20 de outubro de 2025. Meses antes, no início de 2025, Vorcaro conversou com seu cunhado, o empresário e pastor Fabiano Zettel sobre os repasses ao projeto cinematográfico do clã Bolsonaro.
Em 5 de fevereiro de 2025, Zettel teria dito a Vorcaro que, sobre o “filme”, “estava tentando desde ontem” e alega que o “câmbio do Master [estava] criando caso”. O banqueiro pergunta para quem deveria fazer o repasse e orienta: “Vamos fazer via Entre [que seria a empresa Entre Investimentos e Participações]”.
Vorcaro decreta o envio do dinheiro: “Manda a grana”.
fonte:Tácio Lorran/Metrópoles - 13/05/2026
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