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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Do site do Metrópoles: PF conta como será concurso com 1,5 mil vagas. Veja detalhes do edital


PFHUGO BARRETO/METRÓPOLES

 A Polícia Federal, uma das corporações mais almejadas por concurseiros do país, vai abrir 1,5 mil vagas em 2021

 O edital vai ser publicado em janeiro, mas, em entrevista exclusiva ao Metrópoles, a diretora de Gestão de Pessoal da PF, delegada Cecília Silva Franco, deu detalhes do novo processo seletivo, em primeira mão. As provas estão previstas para serem aplicadas em março.

A corporação quer celeridade no processo para que, em agosto, os aprovados já ingressem na academia e o provimento de cargos ocorra até 31 de dezembro de 2021. Excedentes também poderão ser chamados.

Trata-se do segundo maior concurso já realizado pela corporação. Ao final do processo, a PF contará com o maior efetivo de sua história, podendo ultrapassar a marca de 12 mil policiais.

Os concurseiros de plantão não devem encarar novidades no edital, segundo antecipou a delegada à reportagem. A seleção por meio de cotas raciais, no entanto, será modificada.

Prazo reduzido

A autorização para a realização do certame foi concedida para provimento dos cargos até o final de dezembro. A PF, então, passou a fazer o planejamento com base neste prazo. Além da prova objetiva e discursiva, o concurso ainda conta com teste de aptidão física, psicológica, exames médicos, prova oral e títulos para delegado, e prova de digitação para escrivão.

O objetivo da instituição é realizar esta primeira etapa já no primeiro semestre, para que os alunos ingressem no curso de formação – que tem duração de 10 semanas e é realizado na Academia Nacional de Polícia (ANP), em agosto.

“Fizemos um pedido ao Ministério da Economia solicitando a redução do prazo para dois meses após a publicação do edital. Ainda não obtivemos uma resposta formal, mas já sinalizaram de forma positiva para a nossa demanda”, explicou a delegada.

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Pandemia

Atualmente, uma das maiores preocupações é a pandemia do novo coronavírus, que fez com que outras provas, a níveis regional e nacional, fossem suspensas por tempo indeterminado.

A PF, porém, acredita que a atual situação não vai influenciar o processo de seleção. “A responsabilidade de toda organização do concurso é da banca contratada. A parte que a PF atua é na fiscalização e segurança em etapas; o candidato vai ver equipes ostensivas da corporação”, disse Cecília Franco.

“O planejamento de biossegurança é previsto no projeto básico, no contrato. A banca tem de tomar todas as providências, de acordo com a legislação vigente. Isso inclui o número reduzido de alunos em sala de aula (que pode variar em cada estado), o distanciamento social, entre outros. A banca está ciente e preparada para o novo cenário”, ressaltou.

Edital

Segundo a delegada, as adequações no edital são feitas pela corporação entre um certame e outro. Ela afirma que a PF alcançou um formato de seleção, mais próximo do que entende como ideal. Por isso, o candidato que pretende fazer o novo concurso não deve esperar surpresas.

O contrato firmado com a banca foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (31/12). “Com o contrato assinado, começamos a trabalhar o edital com a banca organizadora. Esse processo é relativamente simples, porque, à medida que terminamos um edital e os candidatos passam para outras fases do certame, já começamos a trabalhar na seleção seguinte. Conseguimos dizer o que precisa, eventualmente, modificar”, contou.

A policial explica que as adequações também são feitas com base nos feedbacks dados pelas unidades que receberam os novos policiais. Questionada sobre uma possível inclusão de inglês no edital, Cecília Franco é enfática ao dizer que não há qualquer possibilidade de incluir a disciplina no conteúdo programático.

“O formato e nível que chegamos é o que consideramos adequado para as necessidades da instituição. Com relação à inclusão de inglês no edital, não há qualquer possibilidade de ocorrer. Estamos, inclusive, com um projeto em tramitação para fornecer curso de inglês aos nossos servidores. Com relação à legislação, já está previsto no contrato que é obrigação da banca atualizar o conteúdo, de acordo com a lei vigente”, esclareceu.

Carreira administrativa

Os pedidos para concurso de seleção de policiais e agentes administrativos tramitavam separadamente. O primeiro foi autorizado e o segundo ainda está pendente.

A delegada conta que deve retomar as tratativas ainda neste ano. “Temos que atualizar o quantitativo de vagas, que vai aumentar. A cada dia que passa, alguém se aposenta ou sai. Para esse último concurso policial, por exemplo, temos vários servidores administrativos que entraram para a carreira policial. São vários novos códigos de vaga liberadas desde que fizemos o pedido, no ano passado. A intenção é reiterar o pedido até maio”, destacou a diretora de Gestão de Pessoal da Polícia Federal.

FONTE: SITE DA METRÓPOLES/REPRODUÇÃO - 01/01/2021 13h:54min.

STF: Ministro reforça ordem após Justiça não liberar a Lula mensagens da Lava Jato

 

Ministro reforça ordem após Justiça não liberar a Lula mensagens da Lava Jato
Foto: Nelson Jr/ STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou que a 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal cumpra a decisão já proferida pelo magistrado e ofereça acesso à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a mensagens apreendidas no âmbito da Operação Spoofing, da Polícia Federal (PF). A investigação se refere à invasão de celulares de autoridades, a exemplo do ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, Sergio Moro, no ano passado.

 

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, na segunda-feira (28), o ministro atendeu ao pedido formulado pelos advogados para ter acesso ao material. No entanto, a defesa precisou recorrer à Corte após não conseguir acesso aos documentos despachados para o Ministério Público Federal (MPF).

 

"Reforço, assim, que a decisão proferida no dia 28/12/2020 deve ser cumprida independentemente de prévia intimação ou manifestação do MPF, sobretudo para impedir que venham a obstar ou dificultar o fornecimento dos elementos de prova cujo acesso o STF autorizou à defesa do reclamante", ressaltou Lewandowski em nova decisão. Informações do BN.

Irecê: Hospital Regional abre vaga para Técnico de Enfermagem

 

                              foto:reprodução

O Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, unidade administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), abriu nesta quinta-feira (31) uma vaga de emprego.

O cargo ofertado é para Técnico de Enfermagem. Os interessados devem estar ativos no Conselho Regional de Enfermagem – Coren, e ter curso de técnico de enfermagem completo.

De acordo com a instituição, a carga horária é de 36 horas semanais. O email para envio de currículos é o curriculo.hrmds@irmadulce.org.br  Informações do Central Notícias.

Chanceler Ernesto Araújo associa discurso do “fique em casa” a ajuda ao narcotráfico

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) publicou na 5ª feira (31.dez.2020) um texto no qual afirma que “quando você compra a biopolítica do ‘fique em casa’ talvez esteja ajudando o narcotráfico” se referindo ao slogan usado por defensores do isolamento social como medida para evitar a disseminação da covid-19.

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) durante o programa Poder em Foco, que foi uma parceria editorial do Poder360 com o SBT
© Sérgio Lima/Poder360 O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) durante o programa Poder em Foco, que foi uma parceria editorial do Poder360 com o SBT

A publicação, segundo o chanceler, é uma “mensagem de Ano Novo sobre a importância de liberais e conservadores trabalharem juntos por um verdadeiro Reset de liberdade e democracia”.

© Fornecido por Poder360

No texto, o ministro afirma existir uma “imensa, profunda e complexa trama de interesses” que reuniria grupos como a mídia, o crime organizado e o terrorismo. Há ainda outros com denominações como: “covidismo”, que seria “a histeria biopolítica e sua utilização como mecanismo de controle”“narco-socialismo”“única forma de socialismo capaz de sobreviver no longo prazo”“climatismo”“uso da questão climática como instrumento de controle econômico”, entre outras.

Mais adiante, o chanceler diz que todos esses grupos estão relacionados e é nesse contexto que liga o “fique em casa” ao narcotráfico. Ao longo da publicação, Ernesto não cita nenhum dado científico, ou seja, comprovável, de que há alguma conexão entre as duas coisas.

A indicação de isolamento social para evitar a contaminação pelo novo coronavírus é feita pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo próprio Ministério da Saúde. Resolução do Conselho Nacional de Saúde de abril de 2020, recomenda “que sustente, nos níveis federal e estadual, a recomendação de manter o isolamento social, num esforço de achatamento da curva de propagação do coronavírus, até que evidências epidemiológicas robustas recomendem a sua alteração”. Leia a íntegra (52 KB).

A prescrição é justificada da seguinte forma: “Considerando que o enfrentamento à pandemia do COVID-19, tem sido mais efetivo em países que têm como referência política a soberania e o desenvolvimento nacional, que atenderam as orientações da OMS, utilizando métodos como a testagem em massa, isolamento social, e uso de máscaras pela população, bem como a tomadas de decisões e ações rápidas, efetivas e sustentáveis, para atender à necessidade urgente de preservação das vidas, apoiando-se na produção de conhecimentos técnicos e científicos, ajustados às necessidades sociais, econômicas e políticas do seu povo”.

Só no Brasil, a pandemia de covid-19 já matou 194.949 pessoas até essa 5ª feira (31.dez). O país teve 7.675.973 registros da doença. Em todo o mundo, são 1.820.668 mortos por causa da doença e 83.561.252 infectados, segundo contabilização da universidade norte-americana John Hopkins.

FONTE:PODER 360 - 01/01/2021

Sem Licitação: Inpe informou ao governo que ' satélite não é apropriado para Amazônia'

 

Técnicos da empresa Iceye, da Finlândia, testam um satélite-radar numa câmara anecoica - Iceye/Divulgação
Técnicos da empresa Iceye, da Finlândia, testam um satélite-radar numa câmara anecoicaImagem: Iceye/Divulgação
  • O aparelho foi adquirido sem licitação por cerca de R$ 175 milhões pelo Comando da Aeronáutica nesta quarta-feira; contrato foi tornado sigiloso;
  • Avaliação dos técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais sobre a tecnologia do satélite-radar foi enviada em setembro passado ao MCTIC;
  • A equipe técnica do Inpe também confirmou que imagens-radar, fornecidas pela agência espacial europeia, já são acessadas gratuitamente pelo órgão;

Confira a reportagem  completa no link da Coluna de Rubens Valete do site UOL de hoje( 01)

https://noticias.uol.com.br/colunas/rubens-valente/2021/01/01/teste-teste-teste.htm

último ato de 2020: Bolsonaro edita MP que restringe concessão de BPC e pode excluir 500 mil brasileiros

Texto limita o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a quem tem renda de até 1/4 do salário mínimo; artigo da lei do auxílio 

emergencial permitia elevar linha de corte a meio salário

BRASÍLIA – A poucas horas do fim de 2020, o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória restringindo novamente a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, a quem ganha até um quarto do salário mínimo. O texto tem vigência imediata e, como antecipou o Estadão/Broadcast, pode excluir cerca de 500 mil brasileiros que teriam acesso à assistência, caso o critério de renda fosse ampliado como vinha sendo estudado anteriormente. Essas pessoas terão de recorrer à Justiça para obter o benefício.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, presidente da República Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters

A medida não era unânime dentro do governo, gerou embate entre ministérios e deve provocar polêmica no Congresso Nacional, sobretudo com o fim do auxílio emergencial a vulneráveis, o temor de aumento nas taxas de pobreza no País e uma demanda maior por programas sociais no País.

Um aumento gradual do valor, como queriam o Ministério da Cidadania e uma ala da área econômica, teria custo adicional de R$ 5,8 bilhões ao ano. A área que cuida da parte fiscal dentro da Economia foi contra e saiu vitoriosa. O texto é assinado por Bolsonaro, pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e pelo secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, ministro em exercício durante as férias de Paulo Guedes.

A MP restringe o BPC novamente a quem tem renda domiciliar até 1/4 de salário mínimo por pessoa (equivalente a R$ 275 a partir do novo piso de R$ 1.100 que passa a valer em 1º de janeiro). Essa regra já estava em vigor em 2020, mas um artigo da lei do auxílio emergencial permitia elevar a linha de corte a 1/2 salário mínimo, conforme o grau de vulnerabilidade. O decreto de regulamentação, porém, não foi editado, o que tornou o dispositivo sem efeito.

O Parlamento já tentou mais de uma vez ampliar o alcance do BPC, sendo que a última investida, aprovada em março de 2020, gerou uma crise na equipe econômica e precisou ser vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Os congressistas haviam estendido os benefícios aos idosos e pessoas com deficiência com renda até 1/2 salário mínimo, independentemente do grau de vulnerabilidade, o que teria um custo adicional de cerca de R$ 20 bilhões ao ano.

Com o veto do presidente, o BPC ficou sem regra de concessão a partir de 2021, o que deixaria o governo sem base legal para autorizar novas inclusões no programa a partir de 1º de janeiro. Por isso, a nova MP precisava ser editada até 31 de dezembro para não deixar ninguém desassistido.

Técnicos do Ministério da Cidadania e do INSS tentaram costurar um decreto para regulamentar as novas concessões. A ideia era manter o critério de 1/4 de salário mínimo como regra geral, mas permitir a ampliação dessa faixa de renda a 1/3 ou 1/2 salário mínimo quando a vulnerabilidade fosse maior. A medida iria ao encontro de uma decisão já proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou o critério de renda insuficiente para classificar, sozinho, se a pessoa é ou não vulnerável.

Como revelou o Estadão/Broadcast em setembro, a mudança permitiria a inclusão de quase 500 mil pessoas no BPC, com o custo adicional de R$ 5,8 bilhões ao ano. O gasto a mais seria compensado com a redução de custos com a judicialização e com medidas de combate às fraudes, que podem poupar até R$ 10 bilhões.

O BPC é hoje o benefício mais judicializado da União. A avaliação entre defensores da ampliação era que, ao padronizar as regras e aderir a entendimentos de decisões já dadas por juízes, o benefício seria “pacificado” e haveria economia de recursos. A medida poderia, por exemplo, incorporar decisões já transitadas em julgado, como a que exclui a renda destinada à compra de remédios do cálculo do critério de acesso.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a equipe econômica não entendeu como suficiente a indicação da economia com menos ações na Justiça para compensar a elevação permanente de gastos. A decisão frustrou técnicos que trabalhavam na remodelagem da política. O entendimento dessa ala inclusive é o de que os beneficiários vão acessar o BPC pela via judicial, de forma desorganizada, o que é mais custoso para os cofres públicos.

Nas últimas semanas de dezembro, a MP virou uma “batata quente” dentro do governo, pois tem custo político elevado. Ao sinalizar com um endurecimento das regras de uma política social, que tem penetração em regiões como Norte e Nordeste, Bolsonaro pode desagradar aliados recém-conquistados no Centrão, bloco de partidos que passou a dar sustentação política ao presidente. Algumas fontes de dentro do governo já dão como certa uma mudança da MP no Legislativo.

Previdência Social
A MP restringe o BPC a quem tem renda domiciliar até 1/4 de salário mínimo por pessoa Foto: Agencia Senado/Reprodução

Pente-fino

O governo já havia criado um grupo de trabalho para elaborar diretrizes para a revisão do BPC. O objetivo é mapear possíveis fontes de fraude ou de concessão e manutenção indevida do benefício assistencial e traçar, a partir desse diagnóstico, um plano para efetuar as reavaliações.

O BPC custa hoje cerca de R$ 62 bilhões e alcança 4,9 milhões de brasileiros. O benefício é um dos mais judicializados da esfera federal, com uma profusão de decisões flexibilizando o entendimento sobre o que deve ou não ser computado no critério de renda para receber a ajuda.

Embora seja uma despesa relevante no Orçamento, o BPC não passou até hoje por um amplo pente-fino, como o que foi feito nos pagamentos de auxílio-doença. Já houve descobertas pontuais de pessoas falecidas ou com renda superior ao limite recebendo o benefício assistencial, mas a tarefa do grupo de trabalho será traçar um plano de revisão com maior alcance e que possa ser incorporado de forma permanente à rotina de trabalho dos órgãos.

A portaria interministerial que cria o grupo foi publicada no Diário Oficial em 29 de dezembro e passa a valer a partir de 1º de fevereiro de 2021. A medida chega num momento em que, de um lado, cresce a demanda por gastos sociais, e de outro, o governo tenta buscar espaço num Orçamento já apertado para fazer as políticas.

O grupo terá quatro membros titulares, representando a Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o INSS e a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Os representantes terão 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias, para apresentar o estudo, que deverá contemplar o diagnóstico de fontes de fraude e concessão indevida, o escopo da revisão, os critérios de priorização dos benefícios a serem revisados, as fases de operacionalização e o cronograma de reavaliações periódicas do BPC.

fonte:ESTADÃO/REPRODUÇÃO - 01/01/2021 -02h:12min.

Salvador recebeu 2021 com mais de 20 pontos de queima de fogos

 

Salvador comemora  2021 com mais de 20 pontos de queima de fogos; saiba locais
Foto: Reprodução / Prefeitura de Salvador

O ano de 2021 chegou em Salvador sendo comemorado com 21 pontos de queima de fogos. O principal ponto foi no quebra-mar próximo ao Mercado Modelo, no bairro do Comércio com 8 minutos de show. Entre os outros pontos foram vistos fogos na Cidade Baixa, Estação Pirajá, Fazenda Coutos, Valéria, Cajazeiras 6 / Castelo Branco, Bairro da Paz e Liberdade. 

 

Além deles deles, a comemoração pirotécnica desta sexta-feira (1), ocorreu em Parque da Cidade, Ufba, Plataforma, Canabrava, Boca da Mata / Cajazeiras, Itapuã/Abaeté, Imbuí, Paripe, Sussuarana, Patamares, Cassage, Vila Laura, Pernambués.

 

Foto: Prefeitura de Salvador

 

Os locais não foram divulgados previamente pela prefeitura da capital baiana para não causar aglomerações. Informações do Bahia Notícias.

Covid-19: 'quem ignora regras de isolamento tem sangue nas mãos', diz médico intensivista

Em Itacaré -Litoral da Bahia  madrugada 31/12/2020 -foto:reprodução

Pessoas que não seguem regras de distanciamento social ou não usam máscaras "têm sangue nas mãos", criticou um médico intensivista no Reino Unido.

Em entrevista à BBC Radio 5 Live, Hugh Montgomery afirmou que os hospitais estão enfrentando um "tsunami" de casos da covid-19, e ele teme que a situação piore após a noite de Ano Novo.

Ele fez um apelo para as pessoas aceitarem que vai ser uma virada de ano "infeliz" — e não se reunirem em grupos.

Isso reforça a recomendação oficial e da Organização Mundial da Saúde, de ficar em casa e não dar festas.

Cerca de 44 milhões de pessoas na Inglaterra estão vivendo agora sob o nível mais severo de restrições, o chamado nível quatro, por conta da pandemia.

Mais 50.023 novos casos de covid-19 foram registrados no Reino Unido na quarta-feira, e 981 mortes (ocorridas em um prazo de 28 dias desde que o paciente testou positivo pela primeira vez) — mais do que o dobro do total do dia anterior.

No Brasil, pela primeira vez desde agosto, o número diário de mortes por covid-19 chegou ao patamar de 1,2 mil na última quarta-feira (30/12), e especialistas afirmam que o avanço do coronavírus está em alta em todas as partes do país, gerando uma sobrecarga nos serviços de saúde.

'Raiva'

Montgomery, que trabalha em unidades de terapia intensiva (UTIs) no Whittington Hospital, em Londres, e lidera um grupo de pesquisa na University College London (UCL), acrescentou:

"Estamos com muitos problemas nos tratamentos intensivos no Reino Unido agora."

"Há simplesmente um número enorme (de pacientes) dando entrada. Sou solidário também aos nossos serviços de emergência, que estão recebendo um tsunami de casos nas últimas semanas. Todos estão trabalhando no limite máximo."

Ele disse ainda que é errado atribuir o aumento de casos e mortes à nova variante do coronavírus, que é, segundo ele, apenas "ligeiramente" mais transmissível e causa os mesmos sintomas.

"Na verdade, isso me deixou com muita raiva, porque as pessoas estão colocando a culpa no vírus - e não é o vírus, são as pessoas. As pessoas não estão lavando as mãos, não estão usando máscaras", declarou.

'Pessoas vão morrer'

Segundo ele, todos aqueles que não se distanciam socialmente ou não seguem as regras "têm sangue nas mãos".

"Eles estão espalhando este vírus. Outras pessoas vão espalhar, e pessoas vão morrer. Eles não saberão que mataram pessoas, mas mataram."

"Estou vendo famílias inteiras serem dizimadas aqui, e isso tem que parar", acrescentou.

Montgomery, que estava de plantão ao dar a entrevista, afirmou que era "um grande mito" a ideia de que os hospitais estão lotados de idosos.

"As pessoas que estamos recebendo são, como na primeira onda, da minha idade. Tenho 58 anos, e eu diria que metade dos pacientes é mais jovem do que eu. São pessoas de meia-idade ou um pouco mais velhas que estamos recebendo."

Ele contou, por exemplo, que havia ido para casa tomar banho depois de um plantão e foi chamado de volta porque uma paciente grávida havia piorado.

E fez um apelo às pessoas que estavam pensando em celebrar o ano novo com festa:

"Eu realmente sinto muito que este réveillon seja infeliz, mas tem que ser. Por favor, não se reúnam em multidões. Não façam disso o último canto do cisne."

O alerta de Montgomery reforça a recomendação do professor Stephen Powis, diretor médico do NHS, sistema de saúde público do Reino Unido, que disse em uma entrevista coletiva na quarta-feira: "Covid adora uma multidão, então, por favor, deixem as festas para depois".

fonte: BBC NEWS 01/01/2021 01:00h