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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Bolsonaro diz que aceita ajuda do G-7 se Macron se desculpar por insultos

Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e da França, Emmanuel Macron, vêm trocando farpas desde que a crise de incêndios florestais na Amazônia tomou as manchetes do mundo
© Antonio Cruz/Agência Brasil e François Mori/AP/reprodução Os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e da França, Emmanuel Macron, vêm trocando farpas desde que a crise de incêndios florestais na Amazônia tomou as manchetes do mundo


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse na manhã desta terça-feira, 7, que pode reconsiderar a ajuda emergencial do G-7, o grupo de países mais ricos do mundo, caso o presidente da FrançaEmmanuel Macron, retire "insultos" contra ele e a ideia de que a internacionalização da Amazônia está "em aberto". Bolsonaro não mostrou, no entanto, qualquer intenção de pedir desculpas à primeira-dama francesa, Brigitte Macron
Nesta segunda-feira, 26, o Palácio do Planalto informou oficialmente que vai recusar os US$ 20 milhões, o equivalente a R$ 83 milhões, anunciados por Macron em nome dos países que formam o G-7.
"Primeiramente, o seu Macron tem que retirar os insultos que fez a minha pessoa. Ele me chamou de mentiroso. E, depois, informaram, que a nossa soberania está em aberto na Amazônia. Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter que retirar essas palavras e daí a gente pode conversar", declarou Bolsonaro. "Primeiro ele retira, depois oferece (ajuda), daí eu respondo."
Bolsonaro questionou até mesmo anúncio oficial feito pelo Palácio do Planalto com a recusa dos recursos do G-7 pelo Brasil.
"Eu falei isso? Eu falei? O presidente Bolsonaro falou?", reagiu.
Indagado se ainda cogita receber a quantia, ele falou que a imprensa "vai ter uma surpresa hoje" na reunião que ele fará com governadores da região amazônica, no Palácio do Planalto, às 10 horas. "Tudo tem um preço. Eu disse há poucas semanas que estavam comprando à prestação a Amazônia. Vocês vão ter a resposta."
Após dois minutos de entrevista, Bolsonaro encerrou a conversa com jornalistas nesta terça por causa de perguntas sobre um possível pedido de desculpas à primeira-dama francesa. Ele disse que não colocou a foto que zombava Brigitte e justificou que pediu para o responsável não "falar besteira".
"Eu não coloquei aquela foto, alguém que colocou a foto lá, e eu falei para não falar besteira. Não queiram falar da questão familiar porque na questão familiar pessoal eu não me meto. Sempre respeito o cara para não entrar nessa área", disse.
No fim de semana, o presidente brasileiro reagiu com risadas a um comentário em que um seguidor da sua página no Facebook postou fotos dos chefes de Estado com suas respectivas primeiras-damas, afirmando que o mandatário francês teria inveja de Bolsonaro porque sua esposa é 24 anos mais velha do que ele.
"Não humilha cara. Kkkkkkk", escreveu Bolsonaro em rede social como resposta ao apoiador.
Ao ser indagado se pretende pedir desculpas, Bolsonaro ficou irritado com jornalistas e encerrou a conversa.
"Se continuar pergunta desse padrão vai acabar a entrevista. Meu comentário era para não insistir nesse tipo de postagem. Realmente, o jornalismo, vocês não merecem consideração."


fonte:MSN/Estadão 27/08/19


Reforma tributária planejada por Guedes não é boa, diz economista-chefe da XP

Reforma tributária planejada por Guedes não é boa, diz economista-chefe da XP
Foto: João Brandão / Bahia Notícias/reprodução
Enquanto o Congresso Nacional discute vários modelos de reforma tributária, o Executivo avalia a possibilidade de enviar seu próprio texto para tramitação. Mas a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, aposta num recuo. Para ela, em algum momento, o governo federal vai apoiar o texto criado pelo economista Bernard Appy, em estágio mais avançado na Câmara dos Deputados.

"O que a gente precisa ver, e eu acho que vai acontecer, é Paulo Guedes deixando de lado a sua proposta de reforma tributária, que a meu ver não é uma boa proposta, e abraçar essa que já está tramitando, que é a criação de um IVA nacional, Imposto sobre Valor Agregado", defende Zeina durante almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais da Bahia (Lide-BA), que ocorre no Fera Palace Hotel na tarde desta segunda-feira (26).

Ainda não concluída, a proposta do ministro da Economia estuda a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, que é rejeitada no setor.

Já a proposta que Zeina defende une cinco impostos - IPI, PIS e Cofins a nível federal, o ICMS estadual e o ISS, que é municipal. Com isso, ela ressalta que os governadores já entendem que o ICMS é uma tributação "obsoleta". "Era uma lógica de economia industrial e hoje a gente tem uma economia de serviços. Por causa disso, a arrecadação do ICMS como proporção do PIB só faz cair", explica, otimista. Atualmente, essa proposta tramita na comissão especial da Câmara.Informações do Bahia notícias.

Processo Seletivo: Prefeitura de Alagoinhas divulga edital com 133 vagas para nível médio/técnico e superior


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Prefeitura de Alagoinhas/reprodução google
A prefeitura de Alagoinhas divulgou edital de um concurso público com 133 vagas. As oportunidades são para profissionais que possuem ensino médio/técnico e superior.
As inscrições ficarão abertas entre os dias 2 de setembro e 1 de outubro e poderão ser realizadas através da internet. A taxa de participação varia entre R$ 44 e R$ 58.


As vagas são para os seguintes cargos: Analista de Sistemas Informatizados (2); Analista em: Administração, Finanças e Contabilidade: Administrador (1); e Contador (1); Serviços e Obras Públicas - Arquiteto (2); Assistente Administrativo (20); Auxiliar de Classe (9); Bibliotecário (1); Coordenador Pedagógico (10); Motorista Categoria D (6); Operador de Máquinas e Equipamentos (2); Professor com Licenciatura Plena em: Artes (1); Ciências Biológicas (2); Educação Física (3); Geografia (1); História (1); Letras - Português (3); Letras com Inglês (2); Matemática (3); Professor de Ensino Fundamental - Séries Iniciais (19); Profissional de Apoio de Alunos com Deficiência (25); Técnico de: Segurança do Trabalho (2); Suporte à Saúde/ Psicólogo (2); Técnico em Contabilidade (2); Tradutor e Intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais - LIBRAS: Nível I (8); Nível II (5).
Aqueles que forem selecionados irão trabalhar em regime de 20h a 40 semanais com salários que variam entre R$ 1.165,47 a R$ 2.817,47, a depender do cargo. Há também vale-transporte e vale-alimentação.
O certame tem validade de dois anos e pode ser prorrogado por igual período.
Fonte: iBahia/ reprodução 27/08/19 -06h:39min.

Planalto diz que recusará ajuda de US$ 20 milhões oferecida pelo G7

Operação do Exército em combate aos incêndios na Amazônia, conforme decreto do presidente Jair Bolsonaro (Lilo Clareto/Folhapress)
O Palácio do Planalto informou na noite desta segunda-feira, 26, que rejeitará ajuda de 20 milhões de dólares, equivalente a 83 milhões de reais, prometidos pelo G7, o grupo de países mais ricos do mundo, para auxiliar no combate a incêndios na Amazônia.
O Planalto não informou o motivo para recusar os valores. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ministros têm dito que não há anormalidade nas queimadas e que países europeus tentam fragilizar a soberania do Brasil sobre a floresta.
A informação do Planalto, no entanto, contradiz o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que mais cedo disse que a ajuda do G7 era “bem-vinda”.
Bolsonaro voltou a se reunir nesta segunda com ministros para tratar dos incêndios na floresta. Após a conversa com o presidente, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, disse que a situação na Amazônia está controlada e que cerca de 2.700 militares das Forças Armadas estão prontos para atuar na região.
Ainda nesta segunda, o governo teve novo embate com o presidente da França, Emmanuel Macron, que falou sobre conferir status internacional à floresta. “Sobre a Amazônia falam brasileiros e as Forças Armadas”, rebateu o porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros.
fonte:Veja.com 26/08/19 - 06h:34min.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Bolsa cai, dólar sobe após a fala do presidente Bolsonaro "Está para estourar", sobre suposta acusação contra pessoa próxima


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foto:reprodução
A Bolsa brasileira teve um dos piores desempenhos dentre os principais mercados globais nesta segunda-feira (26). O Ibovespa recuou 1,27%, a 96.429 pontos, menor patamar desde 5 de junho, antes da aprovação da reforma da Previdência na Câmara. 
O índice operou destoado do mercado americano e europeu, que iniciaram uma recuperação após o tombo de sexta (23), com o aumento da reprovação do governo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e a fala do presidente sobre uma suposta acusação a alguém importante a seu lado.
O dólar acompanhou a aversão a risco e subiu 0,36%, a R$ 4,1390, maior valor desde 18 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais que levaram Bolsonaro ao poder. Na máxima do dia, a moeda chegou a R$ 4,1640.
O mercado brasileiro chegou a abrir com o viés positivo, com queda do dólar e alta da Bolsa, acompanhando o exterior.
Nesta segunda, antes da abertura do mercado europeu, o presidente americano Donald Trump sinalizou novas reuniões com a China para um acordo comercial. 
O vice-premiê chinês, Liu He, que tem liderado as negociações com Washington, também afirmou que a China está disposta a resolver a disputa comercial através de negociações calmas e se opõe à intensificação do conflito.
O tom ameno e conciliatório levou as Bolsas europeias e americanas a fecharem em alta. Em Nova York, Dow Jones e S&P 500 subiram 1,05% e 1,10%, respectivamente. Nasdaq teve alta de 1,32%. Paris e Frankfurt subiram 0,45% e 0,40%, respectivamente. O mercado de Londres permaneceu fechado, devido a feriado.
No Brasil, por volta das 11h, o viés mudou com a divulgação da pesquisa do instituto MDA para a CNT (Confederação Nacional do Transporte). Segundo ela, a desaprovação do desempenho pessoal do presidente Bolsonaro saltou para 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro.
O governo Bolsonaro é avaliado como ruim ou péssimo por 39,5% dos brasileiros. Em fevereiro, esse índice era de 19% -ou seja, houve uma elevação de pouco mais de 20 pontos percentuais em seis meses.
O levantamento indica ainda que 29,4% consideram o governo ótimo ou bom e 29,1%, regular. Não souberam ou não responderam 2% dos entrevistados. Em fevereiro, esses índices eram de 39%, 29% e 13%, respectivamente.
Os dados do CNT/MDA também apontam que a aprovação pessoal do desempenho do presidente caiu para 41%, ante 57,5% em fevereiro.
"Era de se imaginar que aqui teríamos um dia mais calmo, mas tivemos uma grave perda de aprovação do presidente, que antes tinha apoio popular", afirma Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos.
Além da queda de popularidade, o presidente afirmou a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada que uma acusação contra alguém que está ao seu lado estaria para estourar, sem dar maiores esclarecimentos. Segundo analistas, a fala contribuiu para a apreensão de investidores.
Os dois acontecimentos se juntaram à crise diplomática que o país vive com países europeus em torno dos incêndios da Amazônia e fizeram o real ter o pior desempenho entre os emergentes nesta segunda. 
Também contribuiu para a desvalorização da moeda brasileira, a força internacional do dólar. A valorização da moeda americana frente aos pares globais, medida pelo índice DXY, teve alta de 0,42%.
O Ibovespa teve o segundo pior desempenho dentre as principais globais, atrás apenas da Bolsa argentina, que recuou 2,77%. 
O giro financeiro da B3 foi de R$ 14,576 bilhões, abaixo da média diária para o ano.
"Hoje foi um dia bem ruim para a Bolsa brasileira. Até semana passada estávamos acompanhando bem à risca o exterior e, hoje, descolamos. Isso mostra que o investidor já olha o Brasil com uma cautela a mais", afirma Thiago Salomão, da Rico Investimentos.

fonte:Folhapress 26/08/19- 21h:59min.

Fachin mantém Geddel na prisão pelo bunker dos R$ 51 milhões

Foto: Divulgação/reprodução

                                   foto:Divulgação da PF/reprodução


O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Governos Lula e Temer) para revogação de sua prisão preventiva. Fachin também negou domiciliar para Geddel, preso em 8 de setembro de 2017, após a apreensão de R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento em Salvador no âmbito da Operação Tesouro Perdido (veja aqui).

Alvos da ação penal 1030, Geddel e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB), respondem por lavagem de dinheiro e associação criminosa. No dinheiro encontrado no bunker, foram encontradas digitais de Geddel.

Fachin proferiu a decisão na última quinta-feira (22), no âmbito da Ação Penal 1030 na qual Geddel e seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB), respondem por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A defesa pedia que o Supremo revogasse a prisão do ex-ministro ou, subsidiariamente estabelecesse medidas alternativas. Caso não fossem atendidos os advogados pediam que a Corte colocasse Geddel em prisão domiciliar, sob o argumento de que o ex-ministro ficasse em ‘regime disciplinar diferenciado’.

Por decisão do Juízo da Vara das Execuções Penais do Distrito Federal, o ex-ministro foi transferido de uma cela onde tinha a companhia de outros 14 detentos para o Pavilhão de Segurança Máxima.

Rejeitando o pedido da defesa, Fachin indicou que a prisão preventiva de Geddel foi determinada ‘em função da gravidade das condutas atribuídas ao ex-ministro, dos robustos indicativos de propensão à reiteração delitiva e da inequívoca insuficiência de medidas cautelares alternativas para o resguardo da ordem pública’. Informações do Bahianotícias.

Artigo: The New York Times diz que Bolsonaro é "menor, o mais maçante e mais insignificante dos líderes"

[The New York Times diz que Bolsonaro é
foto:reprodução

O jornal The New York Times desta segunda-freira (26), no alto da primeira página da versão impressa traz um texto de opinião intitulado "Uma devastação da Amazônia em todo o Brasil" e destaca: — Um tesouro global está à mercê do presidente Jair Bolsonaro, o menor, o mais maçante e o mais insignificante dos líderes.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem revelado tristeza com o noticiário sobre os incêndios na floresta amazônica, em conversas com interlocutores nos últimos dias. Bolsonaro entende que as queimadas já vinham ocorrendo e enxerga um exagero na repercussão negativa que tem sido dada sobre ele. Segundo o jornal Metrópoles, a um aliado próximo, o presidente disse que talvez viaje à região amazônica. Oficialmente, não há ainda nenhuma viagem prevista.
Em coletiva de imprensa nesse sábado (24), os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, destacaram a preocupação do presidente Bolsonaro em conter a devastação causada pelo fogo e por crimes ambientais na Amazônia. A decisão de enviar as Forças Armadas foi citada como prova disso. Interlocutores do presidente também frisam essa medida.
A interlocutores, o presidente também se queixou da posição do presidente francês Emmanuel Macron, que associou a crise ao governo Bolsonaro. Informações da agência Brasil.

Comentário de Bolsonaro sobre primeira-dama foi extremamente desrespeitoso, diz presidente francês

O presidente francês Emmanuel Macron: "As mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de seu presidente]" (Francois Mori/Reuters)
Macron também afirmou esperar que Brasil tenha logo presidente ‘à altura do cargo
O presidente da França, Emmanuel Macron, respondeu nesta segunda-feira, 26, ao comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro no Facebook sobre sua mulher, Brigitte. O chefe de Estado francês afirmou que o comportamento do presidente brasileiro foi “triste” e “extremamente desrespeitoso”.
Macron disse ainda esperar “muito rapidamente” que os brasileiros “tenham um presidente que esteja à altura do cargo”.
No último sábado 24, Bolsonaro respondeu ao comentário de um seguidor que comparou a beleza da primeira-dama da França à de Michelle Bolsonaro.
“Agora entende por que Macron persegue Bolsonaro?”, escreveu o seguidor, na legenda da foto dos casais. “Não humilha cara. Kkkkkkk”, respondeu Bolsonaro, em comentário ainda visível em seu Facebook.
A resposta de Bolsonaro repercutiu negativamente na imprensa francesa, que acusou o chefe de Estado brasileiro de sexismo.
Em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, durante a cúpula do G7 em Biarritz nesta segunda, Macron foi questionado por jornalistas sobre o comentário de Bolsonaro.
“O que eu posso dizer? É triste. É triste primeiro para ele, e para os brasileiros”, disse. “As mulheres brasileiras sem dúvida têm um pouco de vergonha [de seu presidente]”, afirmou o líder francês.
Macron descreveu ainda os últimos lances da crise diplomática com Brasília como um “grande mal-entendido”.
Jair Bolsonaro comentou sobre esposa de Macron Comentário de Jair Bolsonaro sobre primeira-dama da França
Comentário de Jair Bolsonaro sobre primeira-dama da França (Reprodução/Facebook)

Ajuda de 20 milhões de euros

Também durante a coletiva desta segunda, Macron anunciou um acordo entre os líderes do G7 para doar 20 milhões de euros (cerca de 91 milhões de reais) em auxílio emergencial para ajudar a combater as queimadas na Amazônia.
A maior parte do dinheiro que será doado deve ser destinado ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios. Além disso, o grupo das sete maiores economias do mundo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será apresentado na Assembleia-Geral das Nações Unidas em setembro.
Para que a medida entre em vigor, o Brasil terá que concordar em trabalhar com ONGs e populações locais, segundo Macron.

Crise diplomática

As imagens da Floresta Amazônica em chamas provocaram comoção global e impulsionaram o assunto na agenda das discussões do G7. Emmanuel Macron tornou a situação uma das prioridades da cúpula, apelando no sábado para uma “mobilização de todos as potências” para lutar contra as queimadas e em favor do reflorestamento.
A questão, contudo, despertou uma intensa troca de críticas entre os governos do Brasil e da França. Na sexta-feira 23, Macron anunciou sua oposição ao acordo de livre-comércio assinado entre a UE e o Mercosul, acusando Bolsonaro de ter mentido sobre seus compromissos com o meio ambiente.
Sua posição foi apoiada pela Irlanda, que também usou as políticas ambientais brasileiras para criticar o pacto. Em seguida, a Finlândia, que atualmente detém a presidência rotativa da União Europeia, pediu que os países do bloco avaliem a possibilidade de banir a importação de carne bovina do Brasil. 
No sábado, Bolsonaro admitiu estar “avaliando” a convocação do embaixador do Brasil na França ao país.
Ao longo do final de semana, as provocações do lado brasileiro se tornaram mais diretas. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, postou no Twitter no sábado uma mensagem atacando Macron e fazendo um trocadilho com seu sobrenome.
“Mais fogo em Angola e Congo do que na Amazônia…. e o Mícron não fala nada …. por que será? Será que é por que eles não concorrem com os ineficientes agricultores franceses ?”, escreveu Salles, acusando o presidente francês de se interessar pela proteção da Amazônia apenas para tentar enfraquecer o agronegócio brasileiro.
Já o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chamou Macron de “cretino” e disse que a França tem um líder sem caráter. “O Macron não está a altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês”, escreveu no Twitter.
fonte:Veja.com/ 26/08/19 -11h:18min.