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sábado, 30 de abril de 2022

Do Blog do Noblat: Bolsonaro abandona Silveira porque ele já não presta mais para nada

                                            foto:Igo Estrela/Metrópoles

Enquanto sua massa de manobra vocifera contra o Supremo Tribunal Federal e festeja o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) como herói, merecedor de homenagens públicas, Bolsonaro já está em outra. Silveira já não presta para mais nada.

Foi usado como bucha de canhão. Indultá-lo serviu para fustigar o inimigo e manter unida a tropa que ameaçava dispersar. Objetivo alcançado, página virada. Bolsonaro, agora, reconhece que Silveira disse coisas “absurdas” sobre o tribunal que não deveria ter dito.

Ao contrário do que Silveira pensa, Bolsonaro não patrocinará sua candidatura a nada, muito menos a senador pelo Rio. Para senador, Bolsonaro apoiará Romário (PL), candidato à reeleição. Bolsonaro sabe que Silveira, embora solto, tornou-se inelegível.

É isso que ficará claro quando o Supremo decidir a respeito. Poderá demorar ou não, a juízo dos ministros. Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, apronta um projeto para limitar a concessão de indulto e de graça (perdão) constitucional.

Ele considera o indulto um tipo de “superpoder” que o presidente da República pode usar como quiser. Por exemplo: Bolsonaro poderia usá-lo para livrar todos os seus seguidores de eventuais condenações, entre eles seus próprios filhos.

Quem duvida que ele não fará isso se a Justiça bater à porta de sua família? Uma coisa é Bolsonaro dizer que nada tem a ver com o que fez ou faça Jair Renan, o Zero Quatro, que mora com sua ex-mulher, a advogada Ana Cristina Valle, e que ele diz ver tão pouco.

Outra coisa bem diferente seria dizer a mesma coisa sobre Flávio, o Zero Um, Carlos, o Zero Dois, e Eduardo, o Zero Três, criados na barra de suas calças.

Fonte: Blog do Noblat - 30/04/2022 13h:35


Bolsonaro usa evento oficial para convocar aliados a atos contra o STF no 1º de maio

                                           foto:reprodução


UBERABA, MG (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou um evento oficial neste sábado (30) em Uberaba para convocar seus aliados a participarem dos atos convocados para neste domingo, 1º de maio.

Bolsonaro disse que os atos não serão para protestar, e sim para mostrar que o Brasil está no caminho certo. Segundo ele, serão manifestações para mostra que todos precisam jogar dentro das quatro linhas da Constituição, em recado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Não abrimos mão da nossa liberdade", disse o presidente, que completou. "Não será dia de protesto."

Aliados do presidente defendem que ele não participe dos atos em desagravo ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) neste domingo (1º), por temor de discursos radicalizados que possam acentuar a crise entre os Poderes.

Já integrantes do Legislativo e do Judiciário, com ou sem a presença do chefe do Executivo, temem que as manifestações possam reeditar os atos de raiz golpista de 7 de Setembro do ano passado.

Neste domingo estão previstas mobilizações em ao menos cinco capitais: Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Os últimos três devem ser maiores, em especial o que ocorrerá na avenida Paulista.

Segundo organizadores, Bolsonaro ainda não definiu se participará do ato na capital federal, que deve ocorrer em frente ao Congresso. Mas integrantes da segurança da Presidência participaram das reuniões com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

O entorno do chefe do Executivo diz que ele só comparecerá ao ato de Brasília caso a manifestação seja volumosa.

Neste sábado, Bolsonaro participou da Expozebu, maior evento da pecuária no país.

O evento teve tom eleitoral, com citações aos seus pré-candidatos nos estados, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve disputar o Governo de São Paulo. O general Braga Netto, que deve ser vice de Bolsonaro, também foi saudado.

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), foi vaiado pelos presidentes ao ter seu nome anunciado na abertura do evento. Bolsonaro em seguida o elogiou. Lira é um dos principais líderes do centrão, responsável pela base de apoio ao presidente no Congresso em troca de cargos e verbas.

Já o governador Romeu Zema (Novo-MG) foi recebido com aplausos e, ao iniciar seu discurso, pediu uma salva de palmas a Bolsonaro. Zema é candidato à reeleição e tem oscilado na relação com o Planalto.

Tradição mantida A Expozebu, maior evento da pecuária no país, projeta R$ 300 milhões em negócios entre este sábado e o próximo dia 8, entre leilões de gado e shoppings de animais. Serão 43 eventos neste ano, ante 36 da última edição, em 2019.

Exposição que recebe visitantes nacionais e estrangeiros, a Expozebu tem protocolos diferentes para os dois públicos, devido à Covid-19.

Brasileiros terão de apresentar cartão de vacinação ou fazer exame num laboratório em frente ao parque ou levar laudo de que tiveram Covid-19 recentemente e estão curados. Estrangeiros, obrigatoriamente, farão exame laboratorial.

Ao visitar Uberaba, Bolsonaro manteve a tradição de presidentes da República participarem do principal evento da pecuária no país.

Desde que Getúlio Vargas (1882-1954) inaugurou o parque Fernando Costa, que abriga o evento, em maio de 1941, apenas dois presidentes não estiveram na feira em seus mandatos --não estão incluídos governos interinos.

Segundo o Museu do Zebu, que fica no parque, só não participaram da exposição Eurico Gaspar Dutra, que governou o país entre 1946 e 1951, e Jânio Quadros, que foi presidente entre janeiro e agosto de 1961.

Juscelino Kubitschek, Ernesto Geisel, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer são alguns dos governantes do país que participaram da abertura da feira.

Todos os governantes do regime militar (1964-1985) e os presidentes da redemocratização compareceram à feira.

Os dois anos sem eventos presenciais devido à pandemia da Covid-19 colocaram em risco a manutenção da tradição, caso Bolsonaro não comparecesse neste ano e não conquistasse um segundo mandato nas eleições deste ano.

Em 2019, o Ministério da Agricultura chegou a divulgar agenda informando que Bolsonaro participaria do evento, mas, em novo informe no dia seguinte, o nome do presidente não constava mais da lista. Ele foi representado pela ex-ministra (Agricultura) Tereza Cristina.

Fonte:ESTADÃO - 30/04/2022 13h:25

sexta-feira, 29 de abril de 2022

CNBB diz que “Brasil não vai bem” e critica “tentativas de ruptura”

                                        Fábio Vieira/Metropoles

A direção da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou carta à sociedade brasileira nesta sexta-feira (29/4) com duras críticas a “tentativas de ruptura da ordem institucional, hoje propagadas abertamente, [que] buscam colocar em xeque a lisura do processo eleitoral”.

Os bispos católicos, reunidos virtualmente para sua 59ª Assembleia Geral, também condenaram a disseminação de fake news e a “manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo”.

Para os bispos, “o Brasil não vai bem” e “o quadro atual é gravíssimo”. Os religiosos tratam, no texto, das consequências da pandemia de Covid-19 para o país e se solidarizam com as mais de 600 mil vítimas que pereceram. “A grave crise sanitária encontrou o nosso país envolto numa complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, que já nos desafiava bem antes da pandemia, escancarando a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira”, diz a carta (veja a íntegra abaixo).

Na parte da carta que denuncia as tentativas de ruptura institucional, os bispos escrevem: “Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro. Reiteramos nosso apoio às Instituições da República, particularmente aos servidores públicos, que se dedicam em (sic) garantir a transparência e a integridade das eleições”.

Os bispos citam ainda o que consideram ameaças que merecem atenção hoje: “A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo”; e “a segunda é a disseminação das fake news, que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder”.

A eleição de 2022 também é tema da carta assinada por dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, dom Joel Portella Amado, secretário-geral da entidade, e pelos vice-presidentes dom Jaime Spengler e Mário Antônio da Silva.

“Iremos este ano às urnas. O cenário é de incertezas e radicalismos, mas potencialmente carregado de esperança”, diz o texto. “Nossas escolhas para o Executivo e o Legislativo determinarão o projeto de nação que desejamos. Urge o exercício da cidadania, com consciente participação política, capaz de promover a ‘boa política’, como nos diz o papa Francisco”.

Compromisso com a defesa da vida

No fim do documento, os bispos conclamam a sociedade a “votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural” e que também “não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve”.

Veja a íntegra do texto divulgado nesta sexta pela CNBB:

MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO

59ª. Assembleia Geral da CNBB

“A esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Guiados pelo Espírito Santo e impulsionados pela Ressurreição do Senhor, unidos ao Papa Francisco, nós, bispos católicos, em comunhão e unidade, reunidos para a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de modo on-line e com a representação de diversos organismos eclesiais, dirigimos ao povo brasileiro uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil.

Enche o nosso coração de alegria perceber a explosão de solidariedade, que tem marcado todo o País na luta pela superação do flagelo sanitário e social da COVID-19. A partilha de alimentos, bens e espaços, a assistência a pessoas solitárias e a dedicação incansável dos profissionais de saúde são apenas alguns exemplos de incontáveis ações solidárias. Gestores de saúde e agentes públicos, diante de um cenário de medo e insegurança, foram incansáveis e resilientes. O Sistema Único de Saúde-SUS mostrou sua fundamental importância e eficácia para a proteção social dos brasileiros. A consciência lúcida da necessidade dos cuidados sanitários e da vacinação em massa venceu a negação de soluções apresentadas pela ciência. Contudo, não nos esquecemos da morte de mais de 660.000 pessoas e nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, trazendo ambas em nossas preces.

Agradecemos ainda, de modo particular às famílias e outros agentes educativos, que não se descuidaram da educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar de todas as dificuldades. Com certeza, a pandemia teria consequências ainda mais devastadoras, se não fosse a atuação das famílias, educadores e pessoas de boa vontade, espírito solidário e abnegado. A Campanha da Fraternidade 2022 nos interpela a continuar a luta pela educação integral, inclusiva e de qualidade.

A grave crise sanitária encontrou o nosso País envolto numa complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, que já nos desafiava bem antes da pandemia, escancarando a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. A COVID-19, antes de ser responsável, acentuou todas essas crises, potencializando-as, especialmente na vida dos mais pobres e marginalizados.

O quadro atual é gravíssimo. O Brasil não vai bem! A fome e a insegurança alimentar são um escândalo para o País, segundo maior exportador de alimentos no mundo, já castigado pela alta taxa de desemprego e informalidade. Assistimos estarrecidos, mas não inertes, os criminosos descuidos com a Terra, nossa casa comum. Num sistema voraz de “exploração e degradação” notam-se a dilapidação dos ecossistemas, o desrespeito com os direitos dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, a perseguição e criminalização de líderes socioambientais, a precarização das ações de combate aos crimes contra o meio ambiente e projetos parlamentares desastrosos contra a casa comum.

Tudo isso desemboca numa violência latente, explícita e crescente em nossa sociedade. A crueldade das guerras, que assistimos pelos meios de comunicação, pode nos deixar anestesiados e desapercebidos do clima de tensão e violência em que vivemos no campo e nas cidades. A liberação e o avanço da mineração em terras indígenas e em outros territórios, a flexibilização da posse e do porte de armas, a legalização do jogo de azar, o feminicídio e a repulsa aos pobres, não contribuem para a civilização do amor e ferem a fraternidade universal.

Diante deste cenário esperamos que os governantes promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988, já tão desfigurada por meio de Projetos de Emendas Constitucionais. Não se permita a perda de direitos dos trabalhadores e dos pobres, grande maioria da população brasileira. A lógica do confronto que ameaça o estado democrático de direito e suas instituições, transforma adversários em inimigos, desmonta conquistas e direitos consolidados, fomenta o ódio nas redes sociais, deteriora o tecido social e desvia o foco dos desafios fundamentais a serem enfrentados.

Nesse contexto, iremos este ano às urnas. O cenário é de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança. Nossas escolhas para o Executivo e o Legislativo determinarão o projeto de nação que desejamos. Urge o exercício da cidadania, com consciente participação política, capaz de promover a “boa política”, como nos diz o Papa Francisco. Necessitamos de uma política salutar, que não se submeta à economia, mas seja capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, como as conquistas da Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135 de 2010, que afasta do pleito eleitoral candidatos condenados em decisões colegiadas, e da Lei 9.840 de 1999, que criminaliza a compra de votos. Não existe alternativa no campo democrático fora da política com a ativa participação no processo eleitoral.

Tentativas de ruptura da ordem institucional, hoje propagadas abertamente, buscam colocar em xeque a lisura do processo eleitoral e a conquista irrevogável do voto. Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro. Reiteramos nosso apoio às Instituições da República, particularmente aos servidores públicos, que se dedicam em garantir a transparência e a integridade das eleições.

Duas ameaças merecem atenção especial. A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental. A segunda é a disseminação das fake news, que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e o respeito aos resultados nas eleições. A democracia brasileira, ainda em construção, não pode ser colocada em risco.

Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve. Todos os cristãos somos chamados a preocuparmo-nos com a construção de um mundo melhor, por meio do diálogo e da cultura do encontro, na luta pela justiça e pela paz.

Agradecemos os muitos gestos de solidariedade de nossas comunidades, por ocasião da pandemia e dos desastres ambientais. Encorajamos as organizações e os movimentos sociais a continuarem se unindo em mutirão pela vida, especialmente por terra, teto e trabalho. Convidamos a todos, irmãos e irmãs, particularmente a juventude, a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, obtenha de Deus as bênçãos para todos nós.

Brasília – DF, 29 de abril de 2022.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
Secretário-Geral

Fonte:METROPOLES/REPRODUÇÃO -29/04/2022

Eleições 2022: “Colaboração, sim; intervenção, jamais”, diz presidente do TSE sobre Forças Armadas

                                            foto:reprodução

                                         
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin descartou, nesta sexta-feira (29/4), intervenção das Forças Armadas no processo eleitoral. A declaração foi feita em evento do qual Fachin participa em Curitiba (PR).

“Colaboração, cooperação e parcerias proativas para aprimoramento, a Justiça Eleitoral está inteiramente à disposição. Intervenção, jamais”, asseverou Fachin.

“Apuração paralela”

Em fevereiro deste ano, Bolsonaro já disse que as Forças Armadas são as “fiadoras” do processo eleitoral. No evento de quarta-feira, o titular do Planalto afirmou que as Forças Armadas apresentaram sugestões ao TSE para uma espécie de apuração paralela.

“Como os dados vêm pela internet para cá, e tem um cabo que alimenta a sala secreta do TSE, uma das sugestões é que, nesse mesmo duto que alimenta a sala secreta, seja feita uma ramificação um pouquinho à direita para que tenhamos do lado um computador das Forças Armadas, para contar os votos no Brasil”, disse.


O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, na última quarta-feira (27/4), que é preciso ter uma maneira para que se possa confiar no processo eleitoral brasileiro de urnas eletrônicas.

Neste ano, as Forças Armadas enviaram ao TSE documento com 10 medidas para ampliar a confiabilidade do processo eleitoral. O texto foi analisado pela Comissão de Transparência das Eleições instalada pela Justiça Eleitoral.

O TSE já afirmou que não existe uma “sala secreta”. E a questão enviada pelo general Heber Garcia Portella, representante das Forças Armadas na Comissão de Transparência das Eleições, diz respeito às “medidas a serem tomadas em caso da constatação de irregularidades nas eleições”.

Fonte: Metropoles - 29/04/2022 23h:32

STF: Ministro anula ação penal da "lava jato" e encaminha para a Justiça Eleitoral

Por reconhecer que cabe à Justiça Eleitoral analisar se houve delito, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu Habeas Corpus de ofício para anular as decisões em uma ação penal da "lava jato" que tramitou na 13ª Vara de Curitiba contra o ex-presidente da Petros, o fundo de pensão da estatal, Luís Carlos Fernandes Afonso.

Nelson Jr./STFLewandowski reconhece competência da Justiça Eleitoral para julgar ação penal

Afonso tinha ingressado com uma reclamação pedindo a extensão dos efeitos da decisão de Lewandowski sobre Lula para o próprio caso. A defesa pedia a suspensão do processo até o julgamento de mérito da reclamação e a declaração de nulidade dos atos da Justiça paranaense. 

O ministro ressaltou que a jurisprudência é taxativa no sentido de não estender efeitos de reclamação a outras pessoas que não faziam parte do processo original, mas ponderou que, diante de ilegalidade ou abuso, é possível ao magistrado conceder HC de ofício.

Em sua decisão, Lewandowski mostra que a própria denúncia atribuiu crime a dirigentes da Petrobras e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) nos quais o objetivo seria fazer pagamentos ilegais ao diretório, por meio de "doações partidárias".

"Trata-se de quantias declaradas e contabilizadas, possuindo, assim, inequívoca conotação eleitoral atrelada à atuação político-partidária dos envolvidos, aptas a atrair, ainda que em conexão com outros delitos comuns, a competência da Justiça Eleitoral para conhecer e processar a ação penal em tela", pontua o ministro.

O Supremo entende que, quando houver crimes eleitorais, todos os outros crimes comuns que tenham relação com ele devem ser analisados e julgados pela Justiça Eleitoral.

Assim, embora reconhecendo que não é possível estender os efeitos de uma reclamação para outra, como pedia a defesa de Afonso, Lewandowski apontou que os precedentes permitem a concessão do pedido de ofício quando houver algum ato ilegal ou abusivo na condução dos processos.

Ele concedeu HC para reconhecer a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba e determinar que a Ação Penal 5059586- 50.2018.4.04.7000 seja enviada à Justiça Eleitoral, "que decidirá sobre o aproveitamento dos atos instrutórios já praticados, anulados, desde logo, os atos decisórios".

A ação penal envolve 39 réus e investiga a construção da Torre Pituba, a sede da Petrobras em Salvador, que foi financiada pelo Petros. A defesa de um dos acusados, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto, patrocinada pelo advogado criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso, celebrou a decisão, que considera ter feito justiça.

"Uma das teses sustentadas pela defesa do Sr. Vaccari, a par de sua inocência, foi a de que a imputação dessa suposta doação ilegal descrevia, em tese, um crime eleitoral, de modo que a Justiça competente para julgar esses fatos jamais poderia ser a 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba", afirmou o advogado. "A anulação de mais esse processo criminal movido contra o Sr. Vaccari, acolhendo a tese da incompetência da Justiça Federal em favor da Justiça Eleitoral, restabelece a tão almejada justiça".

Clique aqui para ler a decisão
Rcl 52.466

Fonte: Conjur -29/04/2022 19h:25

Opinião: Líderes evangélicos são co-autores do desgoverno de Bolsonaro


Nas escrituras sagradas, encontramos no velho testamento os profetas escolhidos por Deus para guiar o povo de Israel, e em vários momentos do ministério destes homens, denunciaram na frente dos Reis os seus erros perante a condução da nação, arriscando muitas vezes suas vidas ao falar a verdade.

No Novo Testamento, o próprio Cristo bateu de frente com os líderes religiosos, denunciou o farisaísmo em que viviam e a imposição ao povo de medidas que eles mesmos não cumpriam. “Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los”. Matheus23.4NVI.

No Brasil de Bolsonaro, na pluralidade das religiões, vários líderes de denominações evangélicas, inclusive algumas históricas, desde a campanha presidencial de 2018, mergulharam de cabeça num discurso sobre ‘pautas conservadoras’ apresentado pelo então candidato, talvez por ter o sobrenome de ‘Messias’,  esquecendo-se totalmente que a separação de Estado e Religião no Brasil é um princípio basilar, visto que o Estado brasileiro é laico desde a Constituição de 1891, e a atual Constituição Federal de 1988 consagra essa separação no art. 19[14].

Em três anos e quatro meses de mandato, o governo recebeu integralmente o apoio da chamada “bancada evangélica” no congresso, e dos seus conselheiros religiosos, líderes de ministérios, que devem milhões à União.

No inicio de março, o presidente, para demostrar força num ano eleitoral junto a esse segmento num evento no Alvorada, afirmou: “Seria muito fácil estar do outro lado. Mas, como eu acredito em Deus, se fosse para estar do outro lado, nós não seríamos escolhidos. Eu falo ‘nós’ porque a responsabilidade é de todos nós. Eu dirijo a nação para o lado que os senhores assim o desejarem”. Já o líder da bancada na Câmera, o dep. Sóstenes Cavalcanti (UB) do Rio de Janeiro emendou: “Evangélicos se sentiram representados nas falas de Bolsonaro”. Diante das afirmações, são evidenciados a famigerada reforma da previdência, a condução econômica com a volta da inflação, que tem causado danos extremos à população - principalmente entre os mais pobres -, a entrega do patrimônio do país, a facilitação de acesso dos brasileiros às armas de fogo, o aumento do desemprego, os cortes de investimento na educação em todos os níveis, o desprezo ao meio ambiente, à cultura, e a incompetência, o negacionismo, e omissão no gerenciamento da pandemia da Covid-19, que custaram milhares de vidas brasileiras, e completando a lista, o isolamento do país perante a comunidade internacional. Ou seja, o governo ruim do atual mandatário da nação tem a benção desse segmento.

E como o presidente gosta muito de citar o capítulo 8 e versículo 32 do evangelho de João, juntamente com os fiéis líderes evangélicos, mas, não citam no mesmo evangelho, em 8:44, o que Cristo diz sobre aqueles que mentem deliberamente, quanto mais para uma nação.


Jorge Luiz

Pedagogo

Bahia: Adolescente infarta e morre após receber notícia falsa sobre morte da mãe


                                          A cidade de Jeremoabo - Bahia - foto:reprodução


Uma adolescente passou mal e morreu após receber uma notícia falsa de que sua mãe tinha morrido. O caso aconteceu na cidade de Jeremoabo, no nordeste baiano.

Renata Keyla da Silva Santos tinha apenas 17 anos. Quando recebeu a informação de que sua mãe, que está internada em um hospital da cidade, tinha morrido, ela teve um infarto fulminante e não resistiu. Não há informações sobre quem foi o responsável pela informação falsa.

O corpo da jovem, que era aluna do Colégio Estadual José Lourenço de Carvalho, foi sepultado na manhã de ontem(28), um dia após a morte, no Cemitério do Jardim Alto Bonito, em Jeremoabo.

Não há informações do estado de saúde da mãe, nem se ela já foi informada sobre o que ocorreu com a menina. Informações do Correio da Bahia em 29/04/2022

Bahia: Auxílio do Programa Mais Futuro para estudantes das 4 Universidades foi prorrogado até 11/05


                                foto: reprodução UNEB -Irecê

Iniciativa é voltada para estudantes regularmente matriculados em curso de graduação presencial e em situação de vulnerabilidade socioeconômica


As inscrições do programa Mais Futuro, auxílio do

governo do estado que visa a permanência de 

estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial nas quatro universidades 

estaduais da Bahia (Uneb, Uesc, Uesb e Uefs),

 foram prorrogadas até o 

 dia 11 de maio. O benefício é válido para os alunos 

que 

 não tenham concluído nenhum outro curso de nível superior, 

em situação de vulnerabilidade socioeconômica 

comprovada no Cadastro Único para Programas

 Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A inscrição deve ser realizada no Portal da Educação

. Os estudantes interessados na participação do Projeto Estadual de Auxílio Permanência (Programa Mais Futuro) deverão identificar no momento da inscrição um dos perfis:

1) Perfil Básico – estudantes em município localizado até 100 quilômetros do campus de matrícula e frequência do curso superior, corresponderá ao auxílio de R$ 300;

2) Perfil Moradia- estudantes em município localizado

 a uma distância superior a 

100 quilômetros do campus de matrícula e frequência

 do curso superior, e que 

mudou de domicílio para frequentar o curso, 

corresponderá ao auxílio de R$ 600;

3) Perfil Complementar: estudantes beneficiários de 

auxílio estabelecido por atos

 normativos de instituições de Ensino Superior ou entes federativos diversos que

 atendam aos critérios estabelecidos pelos Perfis 


Básico e Moradia, sendo o auxílio

 variável e limitado aos valores estabelecidos.

Entre os documentos exigidos estão:

Carteira de Identidade ou documento oficial com foto;
Cadastro de Pessoas Física (CPF);
Folha Resumo do registro, individual ou familiar, atualizado no CadÚnico, que deverá estar carimbada e assinada pelo órgão responsável pelo fornecimento das informações, 

e na ausência de carimbo, o servidor responsável deverá registrar o número da matrícula funcional e assinar;
Comprovante de matrícula emitido/disponibilizado no semestre vigente;
Comprovante de Residência em nome do estudante, mãe, pai, avós, ou outro

 responsável legal;
Declaração de inexistência de vínculo empregatício e 

de não estar cursando 

e nem ter concluído outro curso de nível superior (Ver relação completa no edital).


Após etapa de inscrição, a documentação exigida será analisada e homologada pelas Comissões de Seleção, equipes correlatas, ou setor responsável pela assistência e permanência estudantil de cada universidade. 

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) informa 

que é de inteira responsabilidade do estudante o acompanhamento regular no Sistema de inscrição

online

 no mesmo endereço utilizado no momento da

inscrição.

A lista dos estudantes homologados será disponibilizada 

pela SEC, em articulação com as universidades e 

divulgada por cada uma das respectivas instituições

 em seus portais eletrônicos.