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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Do Metrópoles: Cenas da Copa, a festa das excelências em Doha

Os deputados José Rocha e Paulo Azi na Copa do Mundo, em DohaReprodução

DOHA e BRASÍLIA – A Copa do Mundo é uma festa e, como acontece sempre com as melhores festas, as excelências de Brasília não poderiam ficar de fora – deixando o interesse público de lado, para variar.

Doutor Luizinho, nome de guerra do deputado federal do Rio de Janeiro Luiz Antonio de Souza Teixeira Júnior, não deixou a oportunidade passar.

Ontem, ele flanava alegremente por Dubai. Sim, Dubai. Como era um dia sem jogos na Copa, o deputado aproveitou que estava perto – cerca de 600 quilômetros separam Doha da futurística cidade dos Emirados Árabes Unidos – e foi até lá dar um passeio. Uma esticadinha básica. Ele voltará para o Catar a tempo de ver a partida das quartas de final, na sexta.

Filiado ao PP, Doutor Luizinho chegou a Doha no último fim de semana. Foi com o filho e dois sobrinhos. Ele jura que viajou por conta própria, sem gastar um tostão de dinheiro público, mas escapole ao explicar por que deixou o Congresso em pleno período de trabalho. “Faz parte da vida”, diz.

Na capital do Catar, o deputado escolheu ficar no luxuoso Hilton The Pearl, um cinco estrelas encravado numa das áreas mais concorridas e caras da cidade, a “Pérola”, onde se concentram lojas de alto luxo e restaurantes estrelados. Durante a Copa, o hotel está abrigando torcedores abonados, familiares de jogadores e convidados da Fifa. Nesta quarta, uma única diária em uma das raras suítes disponíveis ali para reserva saía por pouco mais de R$ 10 mil.

10 mil.

ReproduçãoO deputado Doutor Luizinho no estádio 974 na segunda: em Doha, mas registrando presença em Brasília
O deputado Doutor Luizinho no estádio 974 na segunda: em Doha, mas registrando presença em Brasília

Luizinho comunicou à Câmara que estaria fora do país de 3 a 12 deste mês. Só que, na última segunda-feira, dia 5, quando já estava no Catar para ver a Copa de perto, ele misteriosamente registrou presença no sistema eletrônico da casa – um evidente absurdo.

A explicação? “Como deram pra gente a possibilidade de trabalhar à distância às segundas e sextas-feiras, eu trabalhei à distância”, defende-se o deputado, indagado sobre sua “presença-fantasma” no Congresso mesmo estando a quase 12 mil quilômetros de Brasília. Ele afirma que fez o registro “a pedido da presidência” da Câmara.

Enquanto o sistema registrava Luizinho presente, ele assistia da arquibancada do estádio 974 à partida em que o Brasil derrotou a Coréia do Sul por 4 a 1. O deputado é vice-líder do PP, um dos pilares do Centrão e da base do governo de Jair Bolsonaro. Em 2021, ele chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Saúde no lugar do notório general Eduardo Pazuello.

“Viajei bancado com meus recursos, sem qualquer convite oficial. Qualquer ser humano que tenha uma necessidade e julgue importante parar seu trabalho para fazer um evento com a sua família, pagando seus próprios custos, acho que é importante. Infelizmente, trabalhamos numa profissão em que a gente não tem possibilidade de negociar as nossas férias. (…) Se eu estivesse na minha clínica, como médico, eu iria parar de qualquer maneira”, disse o deputado.

Ausente, mas presente

Outro deputado que, assim como Luizinho, marcou presença no sistema da Câmara, mas estava no Catar é o baiano José Rocha, do União Brasil. Rocha, aliás, praticamente tirou férias para acompanhar a Copa. Pouco antes de desembarcar em Doha, ele viajou para a COP-27, em Sharm El-Sheik, no Egito.

A viagem para a Conferência do Clima da ONU foi praticamente emendada com a temporada no vizinho Catar. Foi só acabar o evento no Egito, do qual participou à custa da Câmara, que o deputado comunicou à casa que ficaria mais 30 dias fora do Brasil: de 20 de novembro, dia do início do torneio, até 20 de dezembro, dois dias após a grande final.

Assim como o colega, Rocha está bem instalado em Doha, em um confortável hotel da rede internacional Marriott. O deputado, que já foi cartola do Vitória da Bahia, está acompanhado da mulher. Ele disse à coluna que paga a viagem com dinheiro do seu próprio bolso: “Foi particular, ônus pessoal. Estou aqui com meu recurso pessoal”.

Indagado sobre o motivo de ter registrado presença no sistema da Câmara em 5 de dezembro, quando já estava fora de Brasília, ele não respondeu. Tampouco falou sobre passar tanto tempo, um mês inteiro, longe do trabalho.

José Rocha foi vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara de maio de 2019 a julho de 2020. Hoje, é vice-líder do União Brasil. Recém-eleito para seu oitavo mandato consecutivo, integra a Comissão de Esporte da Câmara. Há quatro meses, ele virou notícia ao propor a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a preparação da Seleção para a Copa. Na ocasião, garantiu que a ideia não era um atalho para ver os jogos por conta dos cofres públicos. “Não queremos viajar”, afirmou.

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Mais um casal-torcedor

O deputado federal Paulo Azi, mais um do União Brasil da Bahia, chegou ao Catar a tempo de ver o jogo de estreia do Brasil, contra a Sérvia, em 24 de novembro. Assim como o conterrâneo José Rocha, viajou acompanhado da mulher.

No estádio Lusail, os dois deputados viram a partida na companhia de Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil de Bolsonaro, e do vice-presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

À diferença dos dois colegas, Paulo Azi não registrou presença na Câmara no período de ausência.

Procurado pela coluna, o deputado não respondeu às tentativas de contato. Na tarde desta quarta-feira, não havia ninguém em seu gabinete.

Registro irregular


A lista de deputados federais que viajaram ao Catar durante a Copa vai mais além. Estão nela o presidente da Câmara, Arthur Lira, do PP de Alagoas, e Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, que estiveram no país ainda durante a fase de grupos da competição.

A coluna perguntou oficialmente à Câmara se parlamentares em viagem ao exterior podem registrar presença, como fizeram Doutor Luizinho e José Rocha. A resposta foi que o registro é permitido apenas para parlamentares em missão oficial. A dupla, portanto, não poderia ter feito o que fez. Mas esse, provavelmente, será apenas mais um deslize que passará batido na farra permanente em que vive o poder de Brasília, com ou sem Copa do Mundo.

Fonte:RODRIGO RANGEL/METROPOLES - 08/12/2022

Governo Bolsonaro deixou só R$ 500 para cada cidade prevenir desastres em 2023


                                   

Imagem colorida mostra estragos de enchente de 2022 em Petrópolis (RJ). Desastres naturais - MetrópolesAline Massuca/Metrópoles

grupo de trabalho de Cidades da transição anunciou, nesta quarta-feira (7/12), que análises do orçamento elaborado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para 2023 mostraram que apenas R$ 500 estão destinados a cada cidade brasileira para prevenção de desastres naturais.

Segundo o grupo, o orçamento mostra outros cortes que prejudicarão o setor no próximo ano. O relatório diz que os fundos programados para a volta de construção das 972 unidades do Minha Casa Minha Vida paradas cobre apenas 5% do necessário.“Quero destacar a irresponsabilidade do atual governo em relação ao orçamento de 2023. O Bolsonaro fez do Brasil um cemitério de obras paradas”, afirmou Guilherme Boulos, um dos integrantes do grupo.

Moradia

Além disso, conforme a transição, é necessário R$ 1,6 bilhão para manter as obras de moradia pública, mas foram destinados apenas R$ 82 milhões.

O valor não seria suficiente sequer para cobrir o mês de janeiro.

“Nós temos um orçamento fictício para 2023. A PEC do Bolsa Família é essencial para que não se tenha perda de dinheiro público em obras que já receberam investimento”, acrescentou Boulos.

grupo de trabalho de Cidades da transição anunciou, nesta quarta-feira (7/12), que análises do orçamento elaborado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para 2023 mostraram que apenas R$ 500 estão destinados a cada cidade brasileira para prevenção de desastres naturais.

Fonte: Metropoles -08/12/2022


Segundo o grupo, o orçamento mostra outros cortes que prejudicarão o setor no próximo ano. O relatório diz que os fundos programados para a volta de construção das 972 unidades do Minha Casa Minha Vida paradas cobre apenas 5% do necessário.

“Quero destacar a irresponsabilidade do atual governo em relação ao orçamento de 2023. O Bolsonaro fez do Brasil um cemitério de obras paradas”, afirmou Guilherme Boulos, um dos integrantes do grupo.

 Moradia

Além disso, conforme a transição, é necessário R$ 1,6 bilhão para manter as obras de moradia pública, mas foram destinados apenas R$ 82 milhões.

O valor não seria suficiente sequer para cobrir o mês de janeiro.

“Nós temos um orçamento fictício para 2023. A PEC do Bolsa Família é essencial para que não se tenha perda de dinheiro público em obras que já receberam investimento”, acrescentou Boulos.


Após cortes: Federais da Bahia não têm dinheiro para pagar água e luz em dezembro

 


Osny Guimarães, aluno de Direito da Ufba, teme que falta de recursos afete desempenho estudantil (Ana Lúcia Albuquerque/CORREIO)

As universidades federais da Bahia encerram 2022 sem dinheiro até para pagar por serviços básicos, como água e energia. As instituições de ensino anunciaram, na terça-feira (6), o corte nos auxílios e benefícios da Assistência Estudantil e restrição no pagamento de serviços de limpeza, segurança, manutenção, obras e na aquisição de equipamentos e materiais. A falta de recursos se deve ao bloqueio feito pelo governo federal no início do mês.

A situação de penúria não afeta apenas as federais baianas, mas universidades de todo país. Ontem, o governo federal remanejou R$ 3,3 bilhões em recursos para sete ministérios. A pasta da Educação teve direito a R$ 300 milhões desse montante, mas até o fechamento da edição, às 23h, o MEC não respondeu quanto desse valor virá socorrer as universidades da Bahia.

Sem perspectivas de recebimento de verba ou do desbloqueio dos recursos, reitores das universidades e institutos federais dizem que o não pagamento dos serviços pode levar ao corte geral no fornecimento de eletricidade e água; além do cancelamento de contratos com fornecedores de serviços de limpeza, conservação e portaria, nos próximos meses.

 

A Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Instituto Federal da Bahia (Ifba) informaram que estão com contas acumuladas desde novembro e impedidas de gerar novas despesas em dezembro. A Universidade Federal da Bahia (Ufba) apenas confirmou que não tem recursos para todas as despesas e o Instituto Federal Baiano (IF Baiano) não retornou às solicitações da reportagem sobre os impactos do bloqueio.

O temor é que em 2023, as instituições precisem pagar faturas do novo ano junto com as dívidas de 2022. Reitora da UFSB, Joana Guimarães explica que o bloqueio em dezembro prejudica a finalização das contas do ano. “Dezembro é mês que finaliza as contas, tudo que tem de pagamento. Diante dessa situação, não sei como vai ser. Nunca tivemos isso antes”, afirma. “As dívidas de 2022 vão se acumular e fornecedores vão deixar de oferecer serviços, um mês sem pagar dá para segurar [o contrato] mas dois ou três meses não vai dar. Terminar o ano nessa situação extremamente complicada é iniciar 2023 com déficit”, prevê.

Mais de R$ 10 milhões foram bloqueados em recursos de custeio das federais. Trata-se do dinheiro que banca as despesas básicas, como as bolsas e benefícios da assistência estudantil, contas de água e energia elétrica, a segurança, limpeza e manutenção predial. Só na Ufba, o valor do boqueio chegou a R$ 6,6 milhões, já o Ifba tem R$ 5 milhões bloqueados, na Ufob o bloqueio foi de R$ 4 milhões. Na sequência, aparecem UFRB, com cerca de R$ 2 milhões e UFSB, com pouca mais de R$ 1 milhão retido. 

 

Impactos no dia a dia

Estudante de história na UFRB, Allana Gama, 22, ingressou na universidade em 2018 e lembra que o impacto da falta de investimento já era evidente. "Já via banheiro sem luz, sala com mofo, portas com defeito, cupim nas salas. No período da pandemia a estrutura passou por reforma mas já dava para ver o efeito dos cortes”.

Ela conta que o seu campus já é um dos menores e com novos cortes e bloqueios, a escassez ficou ainda mais evidente. “Afeta as necessidades básicas dos alunos, desde faltar sabão para lavar as mãos até não ter papel higiênico no banheiro porque a faculdade não tem recurso para pagar as contas. Afeta diretamente nossa permanência na universidade porque não tem dinheiro para o mínimo”, lamenta.

 Estudante de direito na Ufba, Osny Guimarães, 24, descreve cenário semelhante: “Já houve casos em que faltou água, energia, papel higiênico no banheiro. Tem ar-condicionado em algumas salas, que ficam desligados porque a Ufba não tem condição de pagar”, descreve. “É preciso produzir ciência com qualidade, fazer artigo, pesquisa de extensão com qualidade. Se não tem o mínimo de estrutura, o aluno acaba sendo prejudicado”, acrescenta.

O pró-reitor de planejamento da UFRB, Joaquim Ramos, reclamou da ação inesperada do governo federal e disse que a universidade não tem condições de empenhar qualquer despesa nova. Não há recursos para pagar auxílios estudantis, bolsas de graduação (monitoria, tutoria por pares, Pibic, Pibex) e de pós-graduação (PPQ-Pós), bolsas de estágio, contratos de prestação de serviços continuados (segurança, manutenção, limpeza, apoio administrativo, combustível, água, energia) e fornecedores.

Já a Ufba declarou que encerrará o ano de 2022 com a menor disponibilidade de recursos discricionários desde 2014 após os sucessivos cortes e bloqueios impostos pelo governo federal. Depois de um corte de R$ 12,8 milhões, em junho, e um bloqueio de R$ 6,6 milhões, em dezembro, a Ufba fechará o ano executando R$ 127,7 milhões em recursos de custeio.

Outras universidades como a Ufob estão escolhendo quais dívidas vão conseguir pagar. O reitor da universidade, Jacques Miranda, detalha que a instituição precisa de R$ 1,2 milhão para custear todos os gastos mensais, mas neste mês tem apenas R$ 27 mil. Ele diz que está priorizando as saídas de campo do final do semestre, que depende de contrato com transporte e combustível. Segundo Miranda, a intenção era pagar os auxílios estudantis, mas não há verba para contemplar todos os estudantes. “Desconheço algum momento da história de chegar em dezembro e ter que decidir o que vai se pagar ou não”, reclama. 

Reitores das universidades estiveram em Brasília na quarta (7) para discutir resoluções. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) enviou ofícios com pedidos de audiências aos ministros da Educação, Victor Godoy, da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI) e para o relator-geral do orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ).

 A entidade afirma que está tentando contato com parlamentares, Comissão de Transição do governo eleito e técnicos do Ministério da Educação (MEC). A expectativa é de que a partir de 2023 o próximo governo restabeleça a liberação de recursos no início do ano com fração mensal maior do que a liberada pelo governo atual.

 Mais de três mil estudantes ficarão sem auxílio e bolsas em dezembro

Principal forma de sustento para alunos de baixa renda das universidades públicas baianas, as bolsas e auxílios estudantis estão suspensas em dezembro nas federais em razão do bloqueio de recursos. São mais de três mil estudantes atingidos. Na Ufob são 955, mais 2.300 da UFRB, 58 da UFSB e cerca de 1200 na Ufba. Em nota, a entidade comunicou que conseguirá arcar apenas com os auxílios de moradia e alimentação até dezembro. Os demais foram suspensos.

Estudante no Bacharelado Interdisciplinar em Saúde da Ufba, Larissa Soares, 22, ressalta que a universidade tem feito o possível durante o ano para garantir os benefícios àqueles que mais precisam, mas com os cortes não há como suprir. Larissa também é quilombola e destaca que a assistência é fundamental para estudantes de outros municípios ou de baixa renda.

 “Os auxílios nos ajudam a permanecer aqui. Agora está um caos. A todo momento estamos com medo do que o governo atual pode fazer, sempre pensando que podemos voltar [para o interior] se perdermos os auxílios. Bate um desespero”, diz.

Alunos de todas universidades baianas contam que já vinham sofrendo com a diminuição dos valores e número de bolsas oferecidas, contudo, o corte total é algo inédito.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), informa que "cobrou das autoridades competentes a imediata desobstrução dos recursos financeiros essenciais para o desempenho regular de suas funções, sem o que a entidade e seus bolsistas já começam a sofrer severa asfixia".

 

Fonte: Esther Morais/*Com a orientação da chefe de reportagem Perla Ribeiro/Correio da Bahia/8/12/2022

 

Jornalista Zé Maria da Jovem Pan diz que não vai ter golpe contra Lula e vira “comunista”

 

                                            foto:reprodução

O comentarista da Jovem Pan Zé Maria tem afirmado que não vai acontecer nada além da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1º de janeiro.

Seus comentários na emissora de extrema direita tem provocado reações desabonadoras entre o público bolsonarista, que já passou a considera-lo como “comunista”.

“É preciso que alguém diga. Não adianta ficar com raiva de mim. Não vai acontecer nada além da posse de Lula no dia 1º de janeiro. ‘Ah, chegaram ônibus na Esplanada dos Ministérios’. Chegaram ônibus de pessoas que vieram fazer um treinamento na Esplanada para a posse do futuro presidente: lula”, afirmou Zé Maria.

Tropas para proteger Lula

O comentarista disse ainda que “há movimentações de tropas nos quartéis para proteger o presidente eleito Lula. Não tem nada no horizonte, pelo menos eu não estou tomando conhecimento disso e, se isso acontecer, é uma situação grave, porque eu sou pago exatamente para tomar conhecimento das coisas”.

Fonte: Revista Fórum - 08/12/2022



quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

STF: Moraes afasta prefeito de MT que incitou atos golpistas em Brasília

 Prefeito de Tapurah (MT), Carlos Alberto Capeletti (PSD), foi afastado por ordem de Moraes - Reprodução

Prefeito de Tapurah (MT), Carlos Alberto Capeletti (PSD), foi afastado por ordem de MoraesImagem: Reprodução
CONFIRA A REPORTAGEM COMPLETA NO LINK ABAIXO DO SITE UOL DE HOJE(7):
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/12/07/moraes-afasta-prefeito-tapurah-mt.htm

Catar 2022: Por que o que falo vira polêmica? Porque sou direto e não paparico ninguém, diz Casagrande

Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu e Ronaldo acompanham Brasil x Coreia do Sul, na Copa do Qatar - Marc Atkins/Getty Images
Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu e Ronaldo acompanham Brasil x Coreia do Sul, na Copa do QatarImagem: Marc Atkins/Getty Images

CONFIRA O QUE DISSE O EX- JOGADOR E COMENTARISTA CASAGRANDE APÓS A POLÊMICA COM OS EX- JOGADORES, CAMPEÕES DO MUNDIAL 2002, NO LINK ABAIXO DO SITE UOL DE HOJE(7)


https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/casagrande/2022/12/07/por-que-o-que-falo-vira-polemica-porque-sou-direto-e-nao-paparico-ninguem.htm 

Peru: Pedro Castillo é deposto e preso após tentar fechar o Congresso

 Presidente do Peru, Pedro Castillo

PR/Peru - 05.12.2022
Presidente do Peru, Pedro Castillo


O Congresso do Peru aprovou o impeachment do presidente Pedro Castillo por "incapacidade moral", na tarde desta quarta-feira (7). Hoje mais cedo, o mandatário havia anunciado a dissolução do Congresso, além de ter declarado "estado de emergência" em todo o território .

Segundo o jornal peruano El Comercio , Castillo também foi preso.

 O líder teria deixado o Palácio do Governo e foi para a sede da prefeitura, na Avenida España, onde foi detido. Ainda não há mais informações sobre como se deu a prisão.

Imagens compartilhadas nas redes sociais e divulgadas pela mídia local mostram Castillo sentado na prefeitura ouvindo autoridades.

A decisão de destituir  Castillo se deu após 101 votos favoráveis, 6 contra e 10 abstenções.

De acordo com o presidente do Congresso, José Williams, a vice-presidente, Dina Boluarte, vai assumir o cargo ainda hoje. Ela deverá comparecer à Casa Legislativa para fazer o juramento às 15 horas do horário local (17h do horário de Brasília) antes de tomar o posto.

Após o pronunciamento de Castillo, feito em discurso televisionado , Boluarte acusou "um golpe de Estado" e o advogado que defende Castillo, Benji Espizona, deixou o cargo.


Além disso, a Suprema Corte pediu que as Forças Armadas e a população "defendam a ordem democrática" no país e a procuradora-geral do Peru, Patricia Benavides, criticou o anúncio.

Em 16 meses, esta é a terceira tentativa de impeachment do presidente por parlamentares da oposição. A votação estava na ordem do dia, mas foi adiantada e contou com a presença de congressistas, presencial e virtualmente.

Após  Castillo ser deposto, as Forças Armadas do Peru emitiram um comunicado pedindo que a população mantenha a calma e confie nas instituições do país.

No texto, afirmam que as Forças "respeitam a ordem constitucional estabelecida", citando o artigo 134 da Constituição Política.

"Qualquer ato contrário à ordem constitucional estabelecida constitui uma violação da Constituição e gera descumprimento por parte das Forças Armadas e da Polícia Nacional do Peru", escreveram no comunicado.

Pronunciamento de mais cedo

Em discurso televisionado ,  Castillo disse que iria dissolver "temporariamente" o Congresso , instaurar governo de emergência excepcional e convocar eleições para um novo Congresso. Ele também disse que elaboraria uma nova Constituição em até nove meses, estabeleceria um governo temporário de exceção, iria impor um toque de recolher entre 22h e 04h e exigir devolução ao Estado de armas ilegais, sob pena de prisão.

Além disso,  Castillo afirmou que queria "reorganizar" o sistema de judicial, como Poder Judicial, o Ministério Público, a Junta Nacional de Justiça e o Tribunal Constitucional.

Fonte: PORTAL IG/REPRODUÇÃO 07/12/2022

PL de Bolsonaro pede cassação de mandato do Senador eleito Moro

                                     foto:reprodução

Partido do presidente Jair Bolsonaro, o PL entrou com um pedido na Justiça Eleitoral para cassar o mandato do senador eleito Sérgio Moro (União Brasil-PR). Em um processo sigiloso movido pelo diretório do Paraná, o partido moveu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral.

O movimento se dá poucos meses depois de Moro ter apoiado publicamente até mesmo acompanhado Bolsonaro nos debates televisivos do segundo turno da eleição presidencial. Segundo apurou o Estadão, apesar de patrocinado pelo diretório no Paraná, a ação conta com o aval do presidente nacional Valdemar Costa Neto.

Moro foi eleito senador pelo com 33,82% dos votos, em uma disputa apertada com o segundo lugar, o deputado federal Paulo Martins (PL), que fez 29,12%. Segundo apurou o Estadão, internamente, a esperança é de que a legenda consiga alijar o ex-juiz da Operação Lava Jato do Senado e ficar com a vaga de Moro.

Procurado, o presidente da legenda no Paraná, Fernando Giacobo, afirmou que não se manifestaria porque o processo está sob sigilo. Valdemar Costa Neto também não se manifestou. A assessoria de imprensa do PL Nacional apenas informou que a ação é patrocinada pela legenda no Estado.

Os detalhes da ação estão sob sigilo, mas o Estadão apurou que o PL deve questionar irregularidades nos gastos de campanha do ex-juiz. O partido vem de um grande desgaste no Poder Judiciário, após ter questionado as urnas do segundo turno das eleições presidenciais e ser penalizado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, uma multa de R$ 22 milhões por litigância de má fé.

Procurado, Moro disse que desconhece a “existência de eventual ação do PL” e nada tem a “a recear quanto à lisura, regularidade, transparência e seriedade das doações e despesas eleitorais.”

A ofensiva contra Moro também seria uma forma de agradar setores do Judiciário que desde sempre se posicionaram de maneira crítica à Lava Jato, mas que se revoltaram com a ofensiva contra as urnas, que atendeu a interesses do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado em 2022.

A medida contra Moro representa uma dura investida contra um aliado importante do presidente Jair Bolsonaro (PL) durante as eleições de 2022. A presença do ex-ministro nos debates presidenciais, que havia acusado o presidente de intervir politicamente na PF e ensejado a abertura de um inquérito no STF, foi a grande novidade e carta na manga de Bolsonaro no segundo turno.

A legenda toma como precedente político para tentar tirar Moro do Senado o caso da ex-juíza Selma Arruda, que foi cassada por irregularidades na prestação de contas e cuja vaga foi preenchida pelo terceiro colocado nas eleições ao Senado daquele ano. Conhecida como linha dura do Judiciário matogrossense, e famosa por impor duras penas ao grupo político do ex-governador Silval Barbosa - que, hoje, é delator - , Selma ficou conhecida como “Moro de saias”.


Fonte: ESTADÃO -07/12/2022