terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Salvador: Acusado de matar após roubo diz que "depois um advogado me solta"



Foto:Bocão News/reprodução

O homem acusado de matar o marinheiro Marcos Paulo Lira Nunes, de 19 anos, debochou da Justiça após ser preso na tarde desta segunda-feira (18). De acordo com o Correio, Crispiniano Santos da Silva, de 23 anos, mentiu nos primeiros depoimentos que concedeu na 1ª Delegacia de Homicídios, ao afirmar que o crime foi motivado por ciúme da namorada – a pena para crimes passionais é menor do que a de latrocínio (roubo seguido de morte). 

Na manhã desta terça (19), contudo, ele confessou que atacou após o marinheiro reagir a um assalto em frente ao Shopping da Bahia, em Salvador. Ele teria notado um volume que parecia um celular no bolso da vítima e acionou dois comparsas. "Não era minha intenção (de matar), mas ele reagiu e veio para cima de mim, tentando me dar um murro. Minha única obrigação era esfaquear ele. Mas não era para morrer", contou o assaltante. "Fazer o que, se já morreu? Vou ficar preocupado com o quê? Agora é pedir perdão a Deus", completou. Crispiniano deu três golpes em Marcos, supostamente tentando atingir o braço do rapaz. "Ele segurava a minha mão. Não era para acontecer, mas pegou na pescoço. Agora vou ter de pagar. [...] Não se reage a assalto”, alegou. 

A polícia informou que o acusado cometia roubos desde os 7 anos de idade e já foi internado 16 vezes por crimes como porte ilegal de armas e tráfico de drogas. Depois de atingir a maioridade, ele foi preso por homicídio. Mesmo depois de matar o marinheiro, o suspeito voltou a praticar assaltos na região. "Eu já sabia que ia ser preso. Voltei porque tinha que continuar ou então iria morrer. Fico quatro ou cinco anos e depois um advogado vai lá e me solta", debochou. 

A delegada Mariana Oais explicou que a mentira sobre a motivação do crime foi descoberta após uma testemunha o reconhecer na delegacia. "A história não batia. Marcos Paulo estava em Salvador havia 40 dias. Não tinha como ter tanta amizade com Crispiniano, que não sabia nada da vida dele. Só depois do quarto interrogatório ele admitiu o assalto", disse a delegada.

Fonte:BN c/adaptações
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