quinta-feira, 14 de abril de 2016

Jornal Le Monde diz que Temer é o "profissional das intrigas parlamentares"


foto:reprodução
O Le Monde desta  quinta-feira (14) publica um perfil do vice Michel Temer, "homem dos bastidores" que pode virar presidente caso Dilma seja afastada pelo impeachment, que será votado na Câmara neste domingo.
Discreto, elegante, glacial. É assim que o Le Monde descreve o vice-presidente Michel Temer, “homem dos bastidores, filho de imigrantes libaneses, profissional da política e das intrigas parlamentares”, que amanhã poderá governar o Brasil.
O jornal francês lembra que o ex-líder do PMDB não tem nem 3% das intenções de voto, mas pode virar presidente caso Dilma seja afastada. Para o Le Monde, Temer sabe que sua hora chegou e não esconde isso, citando o discurso de união nacional desta segunda-feira, onde o vice promete fazer as reformas necessárias para o país e garantir a “perenidade dos programas sociais”.
“Ejaculador precoce do Planalto”
O jornal francês também lembra que Temer é qualificado de “ejaculador precoce” do Planalto, que se comporta como se a batalha estivesse ganha, e que suscitou a indignação de Dilma Rousseff. A presidente vê no vice e seu ex-aliado “o chefe dos conspiradores”. O papel de “traidor adjunto” caberia a Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, próximo da bancada evangélica, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
Para o Le Monde, Cunha quer transformar a votação do impeachment em um grande espetáculo público, transmitido pela Globo. “Temer não é o homem que os brasileiros esperam, mas ele acredita em seu destino”, diz o texto. “Os partidos aliados ao PT abandonam o governo um após o outro, e se posicionam a favor da destituição”, observa o jornal, citando o PP, o PRB, o PSB, e mais recentemente o PSD, que se pronunciaram a favor da saída da presidente.
Lula não consegue conter o processo
A ação de Lula nos bastidores, diz o Le Monde, não impede a derrocada de Dilma. "Mesmo batalhando nos bastidores ou oferecendo ministérios em troca de apoios, a hemorragia continua”, escreve a jornalista Claire Gatinois, autora da matéria. “Os indecisos se posicionam no campo que tem mais chances de vencer. Quanto mais as demissões se acumulam, mas o governo sai fragilizado”, avalia Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas, entrevistado pelo jornal.
O Le Monde conclui a reportagem dizendo que a votação de domingo é imprevisível, e manifestações são esperadas nas ruas de opositores e defensores do PT.
Fonte:Estadão
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