domingo, 31 de julho de 2016

Cultura: Catálogo mostra arte, arquitetura e história da região de Brejões por Maria Fernanda


Foto:reprodução
                                                                                                                                              A historiadora Maria Fernanda- foto:reprodução

O catálogo ‘Casarões do Vale: História, Patrimônio e Arte’ foi lançado nesta sexta-feira (29), em Brejões, no centro sul da Bahia e a 150 quilômetros de Salvador. A publicação também dá visibilidade ao patrimônio arquitetônico e histórico de Amargosa, Santa Inês e Ubaíra. O projeto foi financiado pelos Editais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) da Secretaria de Cultura, com recursos do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), que é gerido pela Secult em articulação com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA).

A publicação reúne riquezas do Vale do Jiquiriçá, principalmente, através de fotografias. De acordo com a historiadora Maria Fernanda Marques, que fez a pesquisa e a produção voluntariamente, “foram captadas imagens contemporâneas do patrimônio edificado, que são fonte documental para futuros estudos”. Ela disse que “o catálogo tem abordagens teóricas e metodológicas da história local e regional, assim como da história da arte e arquitetura, utilizando documentação híbrida”.

Incentivar a preservação e valorização do patrimônio, através da análise e registro da arquitetura dos casarões e da memória coletiva em torno desses espaços, é o objetivo da publicação. O lançamento ocorreu, no Brejões Tênis Clube, com a participação de proponentes de projetos, personalidades e autoridades locais. A publicação será distribuída em bibliotecas, escolas e outras instituições do Vale do Jiquiriçá. Até dezembro a equipe do projeto, o Ipac e a Biblioteca Virtual Consuelo Pondé deixam o catálogo disponível na internet. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (71) 3117-7482 e e-mail editais.ipac@gmail.com.

Políticas públicas

Segundo a coordenadora de Editais do Ipac, Ana Coelho, “os editais possibilitam que a sociedade atue efetivamente com as políticas públicas e esses produtos passam a ser também [meios] para a difusão do conhecimento”. As publicações podem despertar ainda a atuação mais efetiva das câmaras e prefeituras municipais. É que mesmo com ações de proteção do patrimônio implantadas no Brasil, desde a década de 1930, as 417 prefeituras da Bahia ainda solicitam a salvaguarda.

De acordo com o Ipac, o último censo de 2010, realizado pelo IBGE, mostra que 62 prefeituras (15%) já têm ações que beneficiam bens culturais. A Constituição estabelece obrigações aos municípios, e o Superior Tribunal Federal (STF) dá competência para as prefeituras criarem infraestrutura e provocarem as câmaras para aprovar legislação de patrimônio. Com as leis, as prefeituras podem fazer inventários, tombamentos e registros, fiscalizar, multar, embargar obras e captar recursos para patrimônio.

Fonte: Ascom/Ipac

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